30.4.12

Expliquem-me a lógica disto

Qual é a lógica de marcarem comigo à hora X, ligarem na véspera a combinar para 15 minutos mais cedo e depois chegarem 20 minutos atrasados? É que assim de repente só vejo um objectivo: porem-me 20 minutos à seca! =S

Ooooohhhhh...:(

Devolvi hoje o meu apartamento alugado à senhoria. Perdi o meu refúgio, o meu cantinho especial...Fechei mais uma porta. Oh...

1, 2, 3...respira....

Não estou a gostar nada de ter tudo encaixotado. A roupa que tenho está espalhada por malas e caixotes. Não encontro nada. Mais uns dias e vão ver-me a sair à rua com umas calças cinzentas, uma camisola roxa e um casaco aos quadrados desencantados sabe-se lá de onde. Ai, onde estão as coisas que costumo usar??
E não é só a roupa! Hoje passei a tarde à procura do carregador de telemóvel. E neste momento, não faço ideia em que caixote tenho os meus brincos e colares....Já disse que não gosto de ter tudo empacotado??

P.s. E escusam de dizer "Então desempacota!" porque isso queria eu. O problema é que primeiro tenho de arranjar espaço no meu quarto para receber as coisas todas que trouxe....

29.4.12

Umas recebem anéis, outras recebem elefantes mortos....

Não percebo uma coisa na história do Rei de Espanha ter ido com a amante caçar elefantes. Quer dizer, como é que ele convenceu a moça que tem idade para ser filha dele a embarcar numa coisa destas? Imagino mesmo o diálogo....

Rei: Tenho um programinha especial para nós, minha linda.
Ela: Ai, meu Rei, não me diga que me vai fazer ver estrelas....
Rei: Não, filha, vou-te fazer ver elefantes....

É que assim de repente não vejo nada mais romântico que uma caçada a elefantes. Qual cinema, qual jantar à luz da velas, qual passeata de mãos dadas...isso é para meninos.

28.4.12

Pequena questão

Começam a colocar as decorações de Natal em Outubro, os ovos e as amêndoas aparecem um mês antes da Páscoa, os postais do dia do Pai ocupam todo o espaço possível semanas antes....e este ano já ando há semanas  à procura de um postal para o dia da Mãe e ainda não vi nenhum. Será que se esqueceram todos que é já no próximo fim-de-semana?? =S

Fly (or not)

Não é tão bom a vida dar estas reviravoltas assim inesperadas e uma pessoa não saber muito bem quando é que se vai fazer à estrada? Quanto mais me mentalizo que vou, quanto mais mentalmente me preparo (e só mesmo mentalmente, ainda não tratei de burocracias nem malas nenhumas), mais vejo a data da partida a afastar-se. Alguém explica aos senhores das baguettes e dos crepes com nutela que eu daqui a umas semanas já estaria pronta para ir? Eu sei que eles querem que eu trate de tudo com calma, que passe tempo de qualidade com a minha família, que saboreie os amigos o máximo que posso, mas pronto...eu já me estou mesmo a mentalizar que vou para a terra dos "r"s, por isso se faz favor, não me atrasem muito as coisas, sim?

Já estou ali como o menino da foto, de braços abertos, só preciso que venha o vento favorável. :)

27.4.12

Que bom....

Tenho a minha vida empacotada em caixotes na garagem dos meus pais.

P.s. Não, não estou a fazer esta figura. Ainda...Cheira-me que quando começar a tirar tudo das caixas e a ver onde raio as hei-de arrumar, aí sim, vou desatar num autêntico berreiro. =P

Pois, sou assim....

A minha postura com a família, o namorado e os amigos é tão diferente que quase se poderia dizer que me divido em três personalidades distintas. 

Com o namorado sou a pessoa mais romântica que consigo, gosto de abracinhos, gosto de mimos, declaro o meu amor sem qualquer problema, faço-lhe prendas com as minhas próprias mãos, escrevo longas cartas de amor, não escondo nada acerca do que sinto, não me faço de forte quando não o sou. E digo-lhe que estarei sempre aqui se ele precisar de mim e o quão é importante para mim.

Com a família, gosto de mimos, mas faço-me de forte para não preocupar ninguém, faço-lhes prendas com as minhas próprias mãos mas não sou a filha/neta/sobrinha/irmã cutxi-cutxi que diz todos os dias que os adora. Fico-me mais pelos gestos e espero que eles percebam o quanto gosto deles. E espero que da mesma maneira saibam que estarei sempre aqui se precisarem de mim e que são importantes para mim.

Com os amigos, sou basicamente pobre em afectos. Não sou muito de abracinhos e beijinhos. Mas faço-lhes prendas com as minhas próprias mãos para perceberem que fazem parte da minha vida. Não verbalizo o que sinto, mas se me picarem bem sou capaz de o escrever (saio-me muito melhor a escrever do que a falar). Faço-me de forte, sempre, pois gosto tanto deles que não quero ver nenhum preocupado comigo. Não digo o quanto gosto deles e acho que nunca saberão de verdade que estarei sempre aqui se precisarem de mim e o quão importantes são para mim. E tenho pena, porque acho mesmo que alguns amigos não têm noção do seu papel na minha vida.

25.4.12

E por falar em livros

Obsessão. Mais um da Sandra Brown. Não me decepcionou. Ainda só li um livro dela ("Calafrio" - muito, muito bom) e este seguiu o género. Estive até ao final sem saber quem era o mau de fita (não desconfiei mesmo) e confesso que a última parte do livro tinha tanto suspense que fiquei a ler até às 4 da manhã porque sabia que se fechasse o livro e apagasse a luz ia pura e simplesmente ficar de olhos abertos, sem adormecer, a ouvir cada barulhinho e a pensar que estar a dormir sozinha num apartamento às vezes não é nada boa ideia. E é bom quando um livro nos faz sentir assim, como se pertencêssemos à história. Por agora vou atacar "Uma voz na escuridão" e depois ficará a faltar "Vidas Trocadas" (que emprestei ao meu avô e ele até gostou) e "Ricochete".
Para quem gosta de suspense, recomendo estes livros. :)

Interpretar sonhos

Digam-me cá uma coisa: sonhar que a Jô Caneças me visitava na minha futura casinha em França é sinal de que algo de muito mau está para acontecer, não? =S

P.s. No mínimo é sinal de que devo parar de ler revistas cor-de-rosa e regressar aos meus livros a sério.

24.4.12

Afinal...=P

Vai-se a ver, vai-se a ver e eu afinal não ando assim tão longe do trabalho quanto isso. Ora se antes pedia orçamentos para erlenmeyers, reagentes e aparelhos, agora peço para armários de cozinha e afins; se antes media o espaço para ver se cabia a nova estufa ou centrífuga, agora meço para ver se cabem os móveis, se antes barafustava com as empresas que não cumpriam a data de entrega do material, agora perco a paciência com os notários que atrasam tudo ao máximo. A única diferença é que agora não me pagam. =P

23.4.12

O papel de parede

Cheguei a dizer-vos que os franceses têm uma panca por papéis de parede? E um péssimo gosto no que toca aos mesmos? A sério, cheguei a ver sítios que serviriam sem problemas como óptimos cenários para filmes de horror. Ou no mínimo, causar-me-iam inúmeras noites de pesadelos.

17.4.12

Hã? Comida? O que é isso?


Sei lá bem porquê, no outro dia lembrei-me da comida em França. E tremi só de pensar que vou ter de comprar coisas para cozinhar e que vou ter de encher a despensa. Acho que na primeira vez talvez o melhor seja ir com 4 horas disponíveis para ver se levo para casa alguma coisa de jeito. E perguntam vocês se a comida de lá não é igual à nossa. É pois. Quer dizer, mais ou menos. A comida servida nos restaurantes talvez seja igual à nossa mas uma vez que a escondem debaixo de todos os tipos de molhos imagináveis não consigo perceber muito bem se há semelhanças ou não. Quanto ao supermercado...é igual à nossa, mas noutra língua. =P E eu que já fico meio perdida quando entro num supermercado que não conheço (basta ir a outro Pingo Doce que não o habitual e pimbas, sinto-me como se tivesse mudado para um planeta em que nenhum corredor faz sentido), então imaginem o que é entrar num supermercado que não conhecem e onde tudo está numa língua que não conhecem! É verdade que as coisas se encontram, mas eu que já vivi em França 9 meses sozinha, bem me lembro de olhar para aqueles corredores do E.Leclerc e pensar "Oh, valham-me todos os santinhos que eu não percebo nada disto e estou mesmo a ver que vou acabar por levar para casa ovas de peixe, enchidos de aspecto duvidoso, queijos cobertos de bolor, cera para depilar a pensar que é compota e algo que nunca chegarei a identificar....". Imaginem só que o bloqueio foi tão grande (em relação a tudo, à chegada a um novo país, à estranheza do supermercado, à língua estranha) que nos primeiros quatro dias que estive em França nessa altura alimentei-me basicamente....de uvas e barrinhas kinder. Depenicava o cacho de uvas que tinha comprado, comia uma barrita kinder com esforço (imaginem portanto o meu estado de bloqueio! É que entre mim e o chocolate bloquear é que coisa que muuuuito raramente acontece. Geralmente a nossa relação é mais...osmose) e ali estava eu, perdida num país novo.
E sabendo que sempre fui assim (acho que nunca fiz um acampamento em que não me parasse a digestão na primeira noite devido à mudança de rotina), cheira-me que quando for para a França daqui a uns meses, ou o meu rapaz me alimenta à colher ou vou novamente passar uns dias com o cérebro bloqueado sem saber o que significa "levar comida à boca-mastigar-engolir".

Hey babe!

la cuisine :)

15.4.12

:)

É bom, quando ao dizer que afinal em vez de ir em Maio só vou em Junho/Julho, me dizem "Oh, que bom, isso significa que ainda te teremos pertinho de nós mais tempo".

13.4.12

Desabafo

Posso dizer uma asneira, posso? Daquelas bem grandes e fortes? Daquelas que nunca digo? Daquelas que quando oiço até me sinto corar? É que são só palavras destas que me vêem agora à cabeça....
Não tenho qualquer paciência para pessoas que atrasam os processos só porque sim, só porque não lhes apetece tratar das coisas, mesmo que estas impliquem receber dinheiro (é preciso motivação maior? É que nós, que vamos pagar, estamos pelos vistos com mais pressa que aquelas que vão receber). Não tenho paciência para estas pessoas que à custa da preguiça e da má vontade acabam por mexer com a minha vida e atrasa-la dois meses. Eu sei que não estou a morrer e que dois meses nos cem anos que conto a viver não são nada, mas estes dois meses serão dois meses parada. Não quero. Estou mesmo a ver que vou andar a bater com a cabeça nas paredes...e isso assusta-me.

1.4.12

Top Secret

Nunca pensei chegar ao final de Março sem se saber no local onde trabalho que vou para França. Uma coisa não está ligada a outra, por isso não me senti no dever de explicar ou justificar o que quer que fosse. Mesmo que o plano não passasse por França, mas sim regressar a casa dos pais e procurar outro emprego, eu teria saído na mesma de lá. Porque se aquele lugar me trouxe muita coisa boa (oh, se trouxe) também não me estava a dar o que eu precisava a nível profissional. Aliás, eu decidi há coisa de um ano que ia sair. A ideia de ir para França só chegou uns meses depois.
É complicado explicar o porquê de não contar, principalmente porque há ali pessoas a quem eu teria adorado contar, mas não podia...as notícias às vezes voam à velocidade da luz e eu não queria que toda a gente soubesse. Porque se há pessoas que querem o nosso bem, há outras, que embora não queiram o nosso mal, também não nos deixam em paz quando sabem as coisas e infernizam-nos a vida com perguntas, julgamentos e opiniões. E eu tenho, como diz a minha mãe, uma elevada noção de privacidade. E não gosto que me façam perguntas a torto e a direito, quando estou claramente a não querer responder e a não querer partilhar a minha vida (por outro lado, quando quero responder às perguntas, ninguém me cala. Sou uma desbocada). Da mesma forma não gosto de pessoas que acham que lá porque lhes contamos algo da nossa vida se sentem no direito de começar a opinar sobre isso. Por isso, às vezes mais vale ficar caladinha, e esperar até ao momento em que o segredo não aguente mais....