29.9.12

Ufa


Que dias, senhores, que dias....Mas amanhã estou de regresso a Portugal! :)

27.9.12

Com isto tudo nem sei que dia é hoje....

Sabem aqueles dias em que nada corre como esperado? Começou anteontem à noite com uma dormida forçada fora de casa (ele porque estava com uma enxaqueca tão grande que mal abria os olhos e eu porque a viatura que eu deveria conduzir até casa era uma carrinha daquelas grandes de transporte e eu, que não sou propriamente um ás a conduzir,  já nos imaginava enfiados numa vala qualquer com as rodas apontadas ao céu), passou por um dia que eu nada estava à espera, no qual acabei a dobrar chapa para obras, e ainda com visitas a familiares depois das dez das noite sendo que a minha última refeição tinha sido o almoço. Quando finalmente cheguei ontem a casa nem queria acreditar. Hoje tem sido dia de arrumação à casa porque amanhã os meus futuros-quem-sabe-um-dia-sogrinhos regressam. A ver vamos se logo me consigo sentar e ler os blogues e responder a e-mails porque bem preciso de uma pausa.

25.9.12

Enfim....


Eu não tenho medo de abelhas. Geralmente mantenho-me calma e espero que elas se afastem. Contudo, fazer isto é um pouco complicado se acabámos de entrar no carro e temos uma à volta da nossa cabeça, num zumbido zangado, às voltas e voltas tão perto da nossa cara que a única coisa que vislumbramos é uma mancha meio amarelada e preta quando ela passa junto a uma vista. Toca de abrir as janelas sem grandes movimentos, enquanto a abelha se distrai junto ao vidro da frente. Nisto reparamos numa senhora aranha a subir-nos pelo braço acima. Enquanto a enxotamos, perdemos de vista a abelha. E agora, que fazem? Pois, eu sei, o que fiz. Liguei o carro e fiz o caminho todo até ao supermercado de janelas abertas porque não queria fechá-las com a possibilidade de me fechar a mim e a uma abelha no mesmo espaço. E lá fui eu de cabelos ao vento, a apanhar um frio de rachar, constipada até aos ossos, sempre à espera de ouvir um zumbido assassino. Com tudo isto fiquei tão trocadinha das ideias que acabei por trazer papel absorvente de cozinha em vez de papel higiénico. Amanhã volto ao supermercado, mas cheira-me que vai ser a pé...

Yeeah


E quem é que faz anos daqui a uma semana, quem é, quem é?? =D

É obidial....


'Dou consdipada.

24.9.12

Hey babe!


Já que por enquanto andamos a optar pela cor branca para tudo...=)

22.9.12

Outono


Bem-vindo, Outono. Traz lá essas cores bonitas, essas folhas caídas, essa chuva. Confesso que ainda não estou pronta para o frio, mas pronto...lá terá que ser.

E só por esta prenda hoje até gosto dos franceses :D


E tive direito a uma prenda no supermercado, que é mesmo a minha cara. :) É um individual mas eu já estou para aqui cheia de vontade de tornar isto um quadro. Nem que seja eu a pintar. :)

Saiam-me da frente outraaaaaaaa veeeezzzzz


E desta vez só foi abaixo uma vez! E não atropelei ninguém (e desta vez andei dentro da terra, por isso passadeiras é coisa que não falta)! E só deixei escapar uma prioridade à direita! E pronto, se ouvirem falar de uma tola que chegada a casa, saiu do carro e se pôs a dançar toda satisfeita, fui eu. =)

21.9.12

Fazer amigos



Se eu tivesse um filho pequeno, aproveitaria para lhe dizer que a infância é a melhor altura para fazer amigos. Ou é, pelo menos, a altura mais fácil, pois a única coisa que ele tem de saber é que as outras crianças querem o mesmo que ele: um companheiro de brincadeiras. Por isso, desde que ele não seja mau com eles, seja justo, e divertido, amigos fará com facilidade. E quem sabe, alguns destes amigos crescerão com ele ao ponto de ele deixar de os ver como amigos mas passar a vê-los como irmãos.

Aproveitaria também para lhe dizer que entrando na adolescência, continua a ser fácil ter amigos se quisermos, desde que não deixemos as hormonas, complexos e timidez controlarem a nossa vida. Explicar-lhe-ia que os receios dele são os receios de todos e que por isso ele não é menos que ninguém.   E que é bom ter amigos para as primeiras idas ao cinema sem pais, passeios e conversas. E que embora a família esteja sempre (sempre) lá, os amigos também são importantes para que a nossa personalidade se molde.

Explicar-lhe-ia que aos 20 anos ainda se fazem amigos. Que é bom conhecer novas pessoas e realidades. Dir-lhe-ia para escolher bem os amigos pois são esses, juntamente com aqueles trazidos de trás, que farão muitas vezes o lugar de pais, ajudando-o, dando-lhe apoio, impedindo de fazer disparates.

Explicar-lhe-ia também que à medida que o tempo passa é mais difícil fazer amigos, porque nos tornamos mais desconfiados, porque as oportunidades deixam de surgir, porque o nosso dia-a-dia não nos permite dedicarmos tempo precioso a conhecer outras pessoas. E que nessa altura, vai saber-lhe bem olhar para o lado e perceber que tem ali amigos já feitos. Dir-lhe-ia também para não chorar os amigos que se foram afastando, pois é assim que as coisas funcionam. À medida que crescemos os interesses tornam-se outros, a distância limita amizades, surgem na vida dos outros pessoas mais interessantes. As novidades deixam de se querer contar ou partilhar.

E dir-lhe-ia que o amigo com que fala todos os dias não será nem mais nem menos importante que aquele com quem fala de 2 em 2 meses, e que aquele que vive a 5 minutos será tão importante como aquele que vive noutro país. Porque a amizade não é definida pelo tempo ou pela distância, mas sim pelo interesse que temos nos nossos amigos e no lugar que estes ocupam no nosso coração.

E por fim, dir-lhe-ia que a família não é escolhida por ele mas que os amigos são. E desejar-lhe-ia tanta sorte como eu tive na construção dessa segunda família tão especial.

São Pedro, São Pedro...

Tu não te metas comigo.....


Hoje pendurei a roupa de manhã. Estava um sol tão forte que eu até pensei como é que era possível estarem a prever tempestades para amanhã. Há pouco olhei pela janela e já tinha chovido e tudo....Toca a ir buscar a roupa toda molhada, porque tenho a sensação de que a chuva vai recomeçar não tarda. Ai, que isto em Portugal já não tinha piada nenhuma e aqui muito menos. 

20.9.12

Ideias tolas



Não tenho nenhuma tatuagem. Nunca pensei seriamente em fazer nenhuma por uma data de razões entre as quais o facto de marcar o corpo para sempre (e há tatuagens que têm piada até de repente nos vermos com 70 anos) e porque suspeito que aquilo doa ou que pelo menos traumatize severamente quem tem medo de agulhas, como eu. Contudo, nos últimos anos dei por mim a imaginar duas tatuagens que gostaria de fazer (segredo...). E no último ano deparei-me com esta imagem que não me sai da cabeça. Mas acho que vou ganhar juízo e descobrir se não a fazem como autocolante para carros. Tenho a certeza que vai doer bem menos ao meu carrinho e fica igualmente bonito. ;)

O trabalho dele


Não lhe invejo o trabalho nem o horário. Acorda, de segunda a sábado, às 5h-5h30 (nunca mais tarde do que isso, algumas vezes até mais cedo do isso...), para sair de casa entre as 5h30 e as 6h da manhã. Chega a casa cerca de 13 horas depois, cansado e sabendo que já pouco tempo tem para fazer o que quer que seja para além de jantar, tomar banho e dormir. Não, não lhe invejo o trabalho nem o horário. A não ser nos dias em que tira e me traz este tipo de fotos.:)

19.9.12

Please, don't see me....=P


Eu, Tété, me confesso: já estive em locais em que dizia para mim "Não me vejas, por favor, não me vejas, por favor, não me vejas, por favor...", e até já mudei de direcção para não me cruzar com determinada pessoa. É que há alturas em que a última coisa que nos apetece naquele momento é fazer conversa com alguém ou com determinada pessoa em particular.

E, sim, quando não consigo escapar também me sai da boca um "Oláááá" enquanto a minha cabeça grita "Oh, raios ta partam......".

18.9.12

Saiam-me da freeeeeente


Há uns anos quando me tentavam convencer a vir para França, a minha um-dia-quem-sabe-futura-cunhada dizia-me que também nunca quis vir mas que quando viu que tinha mesmo de o fazer, meteu isso na cabeça e chegando cá, essa postura ajudou à adaptação. E eu, na altura, abanava a cabeça e dizia que se viesse para França era mesmo obrigada e que não viria com esse espírito de "Já que vim, vamos lá fazer com que isto corra bem". Muito pelo contrário, viria sem qualquer coragem, vontade de sair de casa, vontade de me desembaraçar sozinha, etc.
Hoje dei por mim a pensar que realmente a postura com que encaramos os desafios determina muitas vezes a maneira como estes vão correr. E se há uns anos atrás eu não teria a coragem ou vontade de sair de casa, hoje é ver-me ir ao banco, ao correio, ao supermercado sozinha. E mesmo se me perguntassem em Maio (quando eu tinha planeado vir) se pegaria no carro e conduziria, eu responderia prontamente que nem pensar. Uns meses depois, com outro espírito psicológico, vi-me ontem a pegar no carro e a conduzir meia-hora, absolutamente sozinha*.
Convenço-me assim cada vez mais de que há males que vêm por bem, e tanto atraso nos planos está a permitir-me adaptar-me de uma forma mais rápida ( e ainda não vim de vez...Olha quando vier! =P).

* Deixei o carro ir abaixo algumas vezes. Ia enfiando o carro noutro (culpa dele). Só não chorei de susto, porque se o fizesse não ia conseguir ver a estrada e podia não sobreviver a uma segunda tentativa de assassinato. Vi-me de repente na auto-estrada enfiada entre dois camiões, sem conseguir ver as saídas e já a pensar que quando desse por mim estava nos Alpes. Mudaram-me os planos e mandaram-me ter ir a sítio para o qual nunca tinha conduzido, nem acompanhada.  Quando finalmente cheguei, tremia como varas verdes e jurava a mim mesma nunca mais conduzir na vida. Correu bem, portanto. :)

17.9.12

Os números em francês


Já quando vivi em Tours, a dor de cabeça era a mesma: os números. Não os fáceis porque a lenga-lenga "un, deux, trois..." não tem qualquer mistério, mas sim aqueles para os quais dou comigo a ter de fazer contas. Alguns exemplos:

70: soixante-dix (basicamente "sessenta-dez", ou seja, 60+10=70)
80: quatre-vingt (ora então "quatro vintes", ou seja, 4x20=80)
90: quatre-vingt-dix (temos então "quatro vintes + dez", ou seja, 4x20+10=90)

Agora imaginem o que é ir a algum lado em que vos dizem o valor a pagar ou qualquer outro número e o resultado é algo como isto: quatre-vingt-seize et soixante-douze. 
Ora há que fazer contas..."quatre-vingt-seize" são "quatro vintes + dezasseis", ou seja, 4x20=80, 80+16=96. Ufa, a primeira parte já está: 96. A segunda, "soixante-douze" é "ssessenta + doze", ok, 60+12=72. 

Resultado final: 96.72, meia-hora de tempo perdido a fazer contas e o meu interlocutor a olhar para mim furioso e sem paciência enquanto ouve as engrenagens do cérebro em movimento e vê o fumo a sair-me pelas orelhas....

A sério, não podiam ter feito números mais simples? É que eu geralmente acabo por desistir e pedir simplesmente que me escrevam o número que acabaram de dizer....

E assim se passou uma semana


Já passou uma semana. Conclusões:

- Estou tramadinha com as estradas francesas. Para além do meu sentido de orientação ser nulo, o facto de olhar para as placas com os nomes das terras e não saber se estas são para sul ou norte ou perto do sítio para onde eu quero ir deixa-me perdida em dois segundos. De qualquer modo quero ver se esta semana já me atrevo a pegar no carro e fazer um percurso que demora pelo menos meia-hora e que implica quatro rotundas, algumas encruzilhadas e um pouco de auto-estrada. Se eu não der notícias durante uma semana, é porque me perdi e andam à minha procura.

 - Já tenho conta no banco, de modo que regressando a Portugal já vou abandonar a minha querida Caixa Geral de Depósitos. Tivemos uma boa relação mas já não dá mais.
No banco correu tudo bem, consegui espantar uma bancária respondendo em francês a algumas perguntas. Claro que o meu rapaz é que falou a maior parte do tempo, mas eu entendi a conversa e fui respondendo ao que devia responder, por isso já foi bom (e aqui entre nós, o bancário responsável pela minha conta não é nada de se deitar fora ;)).

- Os hipermercados em França têm um cheiro diferente. Já nem me lembrava disto. Cheiram todos ao mesmo, mas não é um cheiro que eu sinta em Portugal.

- Há portugueses por todo o lado. Ontem não fui a lado nenhum que não ouvisse falar português.

- As obras avançaram a todo o gás a semana passada. Era bom que esta semana fosse igual.

- Não tenho feitio para obras quando o dinheiro é pouco. Muito menos percebo lá eu de frisos, e meia esquadria, e massa, e tintas, e electricidade....Quando chegarem à parte da decoração chamem-me.

- O único momento em que me vieram as lágrimas aos olhos foi quando o meu coração se apertou ao me aperceber que aqui não tenho os meus amigos (e as saudades que eu já sinto deles....).

- Já tenho um trabalhito em vista, mais para gastar o tempo do que propriamente para receber dinheiro. Mas ajudo quem conheço e é um motivo para me fazer sair de casa e sentir-me útil. E só isso neste momento vale ouro.


14.9.12

Estou errada?


Esta é uma daquelas coisas que não compreendo quando o assunto toca ao dinheiro (ou falta dele) ao final do mês. Confesso que me custa quando alguém se queixa que chega ao fim do mês com pouco ou nada e na mesma conversa fala do tabaco e álcool consumidos em casa. Não entendo, a sério que não entendo. Vejo pessoas que preferem passar verdadeiras dificuldades, ao ponto de deixarem de ter dinheiro para comer, mas nem pensar em deixar de fumar ou beber umas cervejas. A sério??

Entendo por exemplo quem me diz que prefere chegar ao final do mês com menos e comprar um livro, ou um CD, ou um bilhete para o cinema, ou um pequeno luxo ( não todas estas coisas como é lógico, senão vão parecer uma rapariga com poucas posses que conheci que se queixava de a mesada não lhe dar para o mês todo se ela nem comprava grande coisa: "só" uma camisola de marca todos os fins-de-semana...). É verdade que se não comprassem estas coisas, chegavam com mais dinheiro ao final do mês, mas a vida também deve ser vivida e estes pequenos luxos fazem-nos bem à alma. E a vantagem destes luxos, é que em situações de aperto, os abandonamos com facilidade e temos bem noção das prioridades. No que toca ao tabaco e ao álcool, estes não passam de vícios, que ainda por cima não nos trazem nada de bom à saúde. E como são vícios, as prioridades ficam trocadas e é preferível passar necessidades a larga-los. 

Por isso quando alguém que fuma se queixa de que pouco lhe sobra ao final do mês, eu digo-lhe logo para ele parar de fumar e ver o bem que isso lhe vai fazer ao corpo e à carteira. E não querendo ser mazinha, desculpem, mas quem alimenta estes vícios (os próprios ou os companheiros) é porque nunca se sentou a fazer contas ou não tem verdadeiramente interesse em esticar o dinheiro. 

Nota mental...#4

Da próxima vez que achares que o ferro de passar a roupa não está a aquecer (quando no dia anterior estava a funcionar perfeitamente) antes de entrares em pânico e pensares que deste cabo do ferro da tua um-dia-futura-quem-sabe-sogrinha, confirma primeiro que a ficha que ligaste à tomada é mesmo do ferro e não do computador...

13.9.12

Será o mesmo que bater a uma criança?


Conheço um homem de 30 anos que tem a mentalidade de um miúdo de quatro anos e as hormonas de um adolescente de 16 anos. Posso dar-lhe um estalo?

12.9.12

....

As medidas do governo português para nada mais servem do que ir-nos aos bolsos, dificultar-nos a vida  e tornar-nos ainda mais pobres. Assumo que faço parte da geração cujos pais lutaram e bem para terem o que têm hoje (no meu caso, foram os primeiros da família a irem para a Universidade, trabalharam sempre no duro, a minha mãe teve dois empregos a maior parte da sua vida, entre outras lutas) para poderem dar o melhor que podiam aos filhos. Assumo que nesta geração em que cresci, há muitos que nasceram e cresceram a achar que a vida lhes devia um bom emprego e uma qualidade de vida, sem terem de se esforçar muito. E assumo que desses não tenho assim muita pena porque um dia teriam de crescer a sério e perceber que a vida não é para meninos. Mas é absolutamente ridículo que aqueles que sabem que só se alcançam as coisas que queremos, que só se realizam determinados sonhos pessoais, trabalhando e lutando para isso, não tenham sequer uma oportunidade para o fazer. Porque a este governo idiota, interessa-lhe mais manter os salários milionários dos deputados do que arranjar emprego aos que lutam para ter um, prefere manter a frota de carros (alguém me explica para que é que eles precisam que o governo lhes compre carros? O que raio fazem eles ao ordenado que recebem? Não me venham dizer que não recebem dinheiro suficiente para comprar os próprios carros....) a permitir que os portugueses ganhem o suficiente para no final do mês terem conseguido poupar algum e realizar assim alguns sonhos pessoais, e prefere continuar com os favores, a fazer obras disparatadas e a distribuir dinheiro a quem não deve do que mostrar ao povo português que vale a pena viver e lutar por Portugal, porque é lá que se vão realizar sonhos e ter uma boa vida se se trabalhar para isso. Eu sei que estou de malas aviadas para me ir embora, mas só o faço porque este país que me viu nascer prefere enriquecer os bolsos do governo a dar-me a mim (e ao meu namorado) uma oportunidade de ter uma vida de jeito. Eu quero voltar, faço planos para voltar e viver a minha vida neste jardim plantado à beira-mar, mas como faço eu isso se o governo insiste em me mostrar que não vale a pena...? 

Deixo-vos aqui dois textos de um blog que cusco de vez em quando e que me arrepiaram pela maneira como uma decisão do governo pode afectar tanto a vida de uma pessoa. Como se sentiria o primeiro-ministro se soubesse que há mulheres que nunca vão ser mães porque ele basicamente não deixa...?
http://amacadeeva.blogspot.fr/2012/09/que-futuro-parte-1.html
http://amacadeeva.blogspot.fr/2012/09/que-futuro-parte-2.html

Ponto forte do dia de ontem


Fui conduzir!! :) E como se não bastasse ir conduzir numa terra que não é a minha, ainda fui com um carro que não era meu nem do rapaz (não, não o roubei) e...de caixa automática!!! Nunca tinha conduzido um assim e tenho a dizer-vos que me habituava bem a um. :)

11.9.12

Teste, teste

Ai, esperem que eu afinal acho que já descobri como colocar os acentos nas palavras. Aaaaah, olha que fixe. Teste, teste: á, í, ó, ú, ã, õ. Boa! Ufa, já me estavam a dar os calores por pensar que o meu querido blog ia passar as próximas três semanas como se estivesse a ser escrito por um quase analfabeto.

Aaaaa...e por aqui chove que se farta. Digam-me que por aí também, se faz favor.

Salut!!

Pronto, jà me estou a entender mais ou menos com o computador. Isto de juntar um Mac com um teclado francês é muito complicado para mim. Como jà devem ter percebido, nao hà cà acentos agudos nas letras "a, i, o, u" e também ainda nao encontrei o "til". Peço imensa desculpa, mas nos proximos tempos os meus textos vao levar a parecer que sofri um qualquer traumatismo craniano e que me esqueci completamente de como se escreve portugues.

De resto, ja andei pelo apartamento a ajudar nas obras (e tenho um jeitinho que nem vos digo....Basicamente parecia estar a jogar ao jogo "Onde hà mais massa? Em mim ou na parede?") e ja consegui encontrar o Intermarché aqui da zona sem me perder (yyyyeeeahhhh). O meu rapaz deixou-me o carro e o GPS caso eu queira dar umas voltas, mas vamos la com calma (da primeira vez que tentei ligar o carro nem consegui por isso so me ponho à estrada quando tiver a certeza de que o consigo conduzir sem me matar ou matar alguém).
Vou fazendo os meus exercicios de frances, vou repetindo expressoes que oiço e vou morrendo de vergonha por cada vez que abro a boca ninguém entender o que eu digo (sao todos moucos, pah! =P).
Por hoje fico por aqui, porque demoro basicamente 5 segundos a encontrar cada letra e cerca de 30 segundos a encontrar a pontuaçao, o que me leva a gastar horas a escrever um pequeno texto como este. Até breve! :)

Os meus companheiros de viagem....


8.9.12

Até breve!


E pronto, a esta hora já irei a caminho de "Paris de la France". :) Vou continuar a manter-me em contacto e a postar aqui no blog, mal aprenda a funcionar com o computador do rapaz. Portem-se bem, não se metam em confusões que eu não consiga resolver à distância, continuem a passar por aqui, dêem-me notícias. Afinal de contas, eu não vou estar exilada, vou apenas...andar lá por fora. :)

7.9.12

Ainda à volta da mala

Depois de ter feito mentalmente a mala umas cinco vezes, achei que era melhor passar à prática sob risco de amanhã ir apanhar o comboio com uma mala virtual cheia de roupas virtuais. E eu tenho um esquema muito bem delineado na minha cabeça: faço sempre a mala duas vezes. Da primeira meto lá tudo o que me lembro, e constato que não cabe. Na segunda, já faço conta aos dias que vou estar fora e vou excluindo o que está a mais (por exemplo, para 3 dias fora, de nada me serve 4 pares de calças ou 6 pares de sapatos....). E geralmente resulta e até consigo fazer malas pequenas (as minhas malas de cabine são metade do tamanho permitido....). Hoje não...Não sei se é do calor, não sei se é por ir passar 3 semanas fora, não sei do que é que é....Só sei que já fiz a mala 2 vezes, como habitual, e aquilo não me há maneira de lá caber tudo o que eu quero. Alguma dica? =S

Se calhar...

...eu devia estar a começar a pensar em fazer em mala, não? Mentalmente, já está feita, e o resultado não é bonito (não cabe tudo, basicamente). =P

6.9.12

Bllargh

Eu gosto de comer as minhas refeições a ler ou a ver televisão, quando estou sozinha. Sabe-me bem. Aprecio a calma. Vai daí começo a ficar ligeiramente farta de estar a levar uma garfada de esparguete à boca e surgir de repente na televisão aqueles anúncios de tratamentos para unhas cheias de fungos. É mesmo necessário?? É que eu até acho contra-producente uma vez que com imagens tão más como aquelas ninguém vai ter estômago para se lembrar do nome do produto, o que vai contra o objectivo da publicidade....

E já não falo mais disto, prometo. =P

Por acaso, até concordo. Não sou mãe, mas também eu, em situações de stress, não choro, não grito, tento manter a compostura, falo com calma, tento resolver as coisas. E depois da coisa resolvida enfio-me num lado qualquer e deixo-me ir completamente abaixo. Quando a mãe da minha melhor amiga me ligou a dizer que ela tinha tido um acidente de carro e estava no hospital, pedi informações, conversámos, desliguei a chamada e fui sentar-me com o meu irmão a ver televisão. Cinco minutos depois tive a maior crise de choro que me lembro de ter naquele ano, como se só naquele momento me tivesse apercebido que a podia ter perdido. E claro que o meu irmão olhava para mim como se eu tivesse endoidecido. :) Por isso, eu até concordo. Mas deixem-me que vos diga que, para quem se sente um trapo no chão, esta mãe teve muito sangue frio para se lembrar de tirar uma foto ao queixo desfeito para ir colocar no blogue. Mas pronto, eu não sou mãe e por isso se calhar acho tão estranhas estas coisas (e não bato mais no ceguinho....).

Só a mim, não é?


Mas quem, a sério, quem é que a fechar a porta de uma garagem consegue apanhar com a porta na cabeça? Quem?? Até vi estrelas e estou para aqui com um galo que mais parece um peru.......

5.9.12

Rrrrrrrrrrrr

Recebi a conta do hospital onde fui quando caí das escadas. A conta é de dois euros e oferecem-me a possibilidade de ir lá pagar pessoalmente (estou a 130 kilómetros de distância....), ou usar um cheque ou um vale-postal. Qualquer uma das hipóteses que utilize vai custar-me o mesmo valor (ou mais) que a própria conta....

Se calhar até resultava....

S., enquanto faço os primeiros quatro pontos da lista, põe-te a caminho com a minha bebé favorita para poder realizar o último ponto.

Bad mood....

Nota-se muito que acordei de mau humor? Nota-se muito que o vento (o idiota do vento cujo barulho me afecta o sistema nervoso - é que afecta mesmo, acreditem!) não me anda a deixar a dormir há várias noites? Nota-se muito que fico muito irritada com o barulho do vento? Nota-se muito que não gosto de ver carne exposta em blogues? Nota-se muito que não gosto de acordar e ter de mandar uma mensagem ao meu irmão que decidiu não dormir em casa a perguntar se estava tudo bem ou se devia começar a ligar para os hospitais (histórias de família, nem perguntem)? Nota-se muito que este tempo de calor me faz ter a tensão baixinha e sinto-me papas, o que não me faz de todo sentir bem? Nota-se muito que estou a contar os dias para ir para França no sábado, mas que por outro lado tenho receio porque há já muito anos que não passo tanto tempo naquele país (e da última vez que passei, a coisa não correu propriamente bem....)? Nota-se que o coração se me anda a apertar porque sei que a hora em que vou ter de me despedir dos meus amigos se está a aproximar? Nota-se que não gosto de incêndios e muito menos de a minha rua estar cheia de fumo e com um cheiro a queimado que não se aguenta? Nota-se que ando sem paciência para quem toma atitudes de criança e que estas atitudes começam a desiludir-me cada vez mais? Nota-se que estou de mau humor, hum, nota-se?

É assim, temos pena....

Já vai um pouco tarde, mas já sabem como é que eu sou: reajo sempre mais tarde do que o suposto. Não sendo eu uma leitora compulsiva de blogues (mas aqueles que leio gosto de me manter a par e visitar regularmente), tenho a minha listinha de favoritos. Um desses blogues retrata uma mãe de 3 filhos, ao qual eu achava piada pelas traquinices descritas, tão próprias de crianças. Nos últimos tempos, a publicidade que foi surgindo no blogue e a saga "Ai, que estou uma lontra (ou era um texugo?)/ Deixa-me cá matar-me a fazer exercício/ Come, come, come, come/Ai, que estou uma lontra (ou era um texugo?)/ Deixa-me cá matar-me a fazer exercício/ Come, come, come, come/Ai, que estou uma lontra....." começaram a fazer-me visitar com cada vez menos frequência o blogue. Por fim, no último post surge a foto do mais velho com o queixo aberto. Ora bem, quando eu vou ler um blog uma das últimas coisas que espero encontrar é carne à vista. Epah, desculpem lá, mas é daqueles coisas que nos tira logo o apetite e nos faz engolir em seco para que a última refeição não venha ver de novo a luz do dia. E eu nem me considero extremamente picuinhas (do género "Ai, que nem posso ver uma gota de sangue que desmaio logo"), mas uma imagem destas colocada num blogue destes é uma autêntica rasteira pois ninguém está a contar. Tal imagem faz com que agora, quando vou ao blogue, vá com um olho meio aberto e o outro meio fechado, porque não sei com o que contar. É que sabe-se lá se uma das criancinhas não tem uma apendicite e eu não vou ter direito a imagens de um corpo aberto, numa sala de operações. =S

Os blogues pertencem aos seus donos e estes têm todo o direito de escrever e colocar as imagens que querem. Mas há limites e infelizmente para mim o blogue em causa ultrapassou o limite que eu lhe tinha posto. E assim se perde uma leitora.


Os eternos Peter Pan


Quando era criança, nunca quis ser adulta. Achei sempre que o mundo dos adultos tinha demasiadas responsabilidades e chatices, e invejava a sorte do Peter Pan. Não gostei de escolher a área quando entrei no Secundário pois achei que era uma decisão que já determinava o meu futuro. Ao entrar na Universidade, a sensação foi mesma. Por isso, até compreendo quando oiço adolescentes dizerem que têm receio do futuro e das responsabilidades que os esperam. Afinal de contas, eu também tive.
Mas a vida não satisfez os meus caprichos e tornou-me mais velha a cada ano que passou, obrigando-me a fazer escolhas, a assumir as consequências dessas mesmas escolhas e a pôr-me cada vez mais responsabilidades nos ombros. Eu não queria, mas a vida não me deu outra alternativa.
E tal como não me deu a mim, também não deu a muitos outros que eu conheço. Mas alguns desses outros decidiram e continuam a decidir que não querem crescer e aceitar responsabilidades, mesmo que a vida lhas enfie olhos dentro. Estes outros não crescem e não se apercebem que não aceitar que são adultos é pior do que assumir que já não são crianças. Vivem a vida como se tivessem 5 ou 14 anos porque é mais fácil, obrigando inconscientemente os que já cresceram a tomar contas deles ou a preocuparem-se. Mas um dia, no futuro, a vida vai mostrar-lhe que Peter Pans só existem mesmo nos livros.

4.9.12

Acreditem


Há dias que nos aquecem a alma, que nos fazem regressar a casa com um sorriso e ao mesmo tempo com o coração apertado. Mas não haja dúvida que os amigos são dias de sol e que nos fazem muito bem.:)

Ai os meus nervos.....


ODEIO VENTO.

Gostei


Nalguns casos, o problema das pessoas não é falta de moral ou falta de valores. É apenas e simplesmente falta de QI.

by Joana.

3.9.12

"Engordou, não foi?"

Eu compreendo, a sério que compreendo, aquelas pessoas que chegam ao pé de nós e nos perguntam "Está mais gordinha, não está?". Ou então que até constatam: "Está mais gorda!", assim com um ponto de exclamação na voz de forma entendermos a gravidade daquilo que estão a dizer e do que se passa connosco. Sim, porque entendam, para estas pessoas, não só cometemos o sacrilégio de engordar (com tanta dieta boa na net e nas revistas e foste engordar, sua estúpida? És uma desmazelada com certeza que passas o dia a comer chocolates!) como começámos a sofrer ao mesmo tempo de um problema de visão. E isso preocupa-as, claro está. Porque para elas, quando nos olhamos ao espelho em vez de nos vermos tal e qual como estamos (pequenos porquinhos), vemos a Gisele Bundchen. A nossa visão está com certeza distorcida e por isso é preciso que nos digam aquilo que não vemos no espelho. Ou pior, acham-nos pobres (afinal de contas se estamos mais gordas é porque gastámos provavelmente o ordenado todo em chocolates, pizzas e MacDonalds) e nem espelhos temos em casa. É necessário então, com muito esforço por parte destas pessoas claro, fazerem com que tenhamos consciência do que um espelho nos mostraria se tivéssemos dinheiro para ter um. Da mesma forma, à medida que os quilos se instalam no nosso corpo, a nossa massa cinzenta diminui e deixamos de perceber que o 2 vem a seguir ao 1, que o 3 é maior que 2, e por aí adiante, perdendo assim a capacidade de entender que os números da balança estão a aumentar. Porque é assim, porque nós, pessoas com peso a mais não sentimos as roupas mais apertadas, não vemos o reflexo com uns centímetros a mais que o espelho nos devolve, não vemos os números da balança a mexer (sempre para cima, desgraçados). Da mesma forma, não nos sentimos desconfortáveis e não nos preocupamos por estarmos mais gordas, pelo que nada nos resta senão agradecermos a estas pessoas generosas e autênticos grilos falantes da nossa consciência que de forma bruta, honesta e alta (já repararam que geralmente estas críticas são sempre ditas de maneira a se ouvir do outro lado da estrada?), quais bulldozers entrando de repente no nosso dia-a-dia, nos dizem aquilo que nunca perceberíamos sozinhas.Ah, e depois temos fazer um ar de quem tem muita pena por isto ter acontecido e por as termos obrigado a preocuparem-se connosco porque se respondermos à letra, dizem-nos logo muito ofendidas "Ai, eu só te estava a avisar! Não te quis ofender!!". Desde já, o meu "obrigado" a estes anjos na Terra. ;)


E não, não estou a escrever este post porque alguém me disse isto ultimamente. :) Muito pelo contrário, têm dito que estou mais magra embora os números na balança se mantenham iguais há meses. Mas já ouvi isto muitas vezes e mordo sempre a língua para não responder "Pois, e vocês está mais velho" ou melhor ainda "Pois, e vocês está mais feio. Eu posso perder peso, e você, pode fazer alguma coisa?".

Sou, oficialmente, uma nerd....














Roubadíssimo daqui.

2.9.12

Yeeah


Pronto, está feito. :) Levando uns livros para a garagem, outros para as estantes da sala, já coube tudo. Yeeeah. =) Eu sei que há quem tenha estantes maiores que estas e muito mais livros do que estes, mas acreditem que para mim ter de tirar tudo e voltar a pôr tudo nesta estante é algo que me demora um dia e que não tenho qualquer vontade de repetir tão cedo. Agora só quando vier de vez de França. =P

Rrrrrr.....


Estou a um bocadinho assim de começar a colocar livros que ainda tenho por arrumar em segunda fila, colocando-os à frente dos outros já arrumados. E eu não gosto disso. Alguém me quer oferecer mais uns metros quadrados de quarto e de estante para guardar os livros todos? =S

P.s. Sim, eu sei que os livros não estão aconchegadinhos, mas tenho de deixar espaço para aqueles que emprestei. :)

E vocês? Tinham diários? :)


Ando em arrumações e limpezas à minha estante. Cada vez que o faço penso que deveria dar alguns livros que já não leio. No entanto, não consigo. Os livros são o meu principal luxo, são o meu hobby, são aquilo que define uma parte de mim. Adoro os meus livros e dar algum deles seria dar uma parte da minha infância e adolescência. Entre os livros, agendas (sim, ainda tenho as agendas que usava desde os meus 10 anos. Hoje consegui despedir-me de algumas) e cadernos, tenho os meus diários. Oh, valha-me Deus, sou só eu que acho que era uma tolinha quando releio as coisas que escrevi ou também vos acontece a vocês?? =S Um dos meus diários favoritos é aquele que escrevi no ano que conheci o meu excelentíssimo namorado. :) Tinha acabado de fazer 11 anos e ele tinha entrado na minha turma, e passado umas páginas do início das aulas, há um dia em que escrevo o seguinte: "Querido Diário, sabes de quem eu gosto? É que claro que não sabes mas eu vou contar-te. Gosto do Daniel, ele é tão simpático e amigo. Adoro-o!" e toca de desenhar um coração com o meu nome e o dele. E claro que a partir daqui foi o descalabro. :) Perco a conta às páginas cheias de corações com os nomes de ambos, escrevi coisas como "Sabes, estou a pensar dizer-lhe esta semana que gosto dele. Vamos lá ver se não me falta a coragem." (Faltou. Tive de mandar uma amiga contar-lhe =P), "Querido Diário, guarda bem este coração" e pimbas, toca a fazer o desenho, "Querido Diário, Namoro com o Daniel." (corações, corações, corações e mais corações), "Querido Diário, gosto tanto dele" e as minhas favoritas: "Querido Diário, O Daniel parece fazer dieta pois já lhe ofereci bombons e outros doces e ele nunca quer" (Ahahahahahahahaah, já nesta altura ele era um pisco a comer e eu uma gulosa do caraças! :)) e "Querido Diário, são 11h00 e é domingo. Faltam 23h para ver o Daniel!" (confessem, chegando a este ponto já se sabia que era impossível vir a gostar de outro de mesma maneira....). Entretanto, ofereceram-me outro diário e eu quis acabar este rapidamente para estrear o outro e por isso enchi a metade que faltava de corações com as nossas inicias em todas as páginas (lembro-me exactamente do sítio em que estava quando o fiz). O diário seguinte deve ter o fim do namoro e de como fiquei magoada com ele (o estafermo....) mas não o encontro. =S Os meus diários estão cheios de coisas parvas de criança e pré-adolescente, mas não consigo deixar de lhes achar uma certa piada e sobretudo, gosto que me permitam viajar até ao passado e recordar coisas há muito esquecidas. :)

Falta um mês...


...para eu fazer anos!!!!!!! Yeeeeahhhhhhhhhhhh! Ainda me lembro quando começava a 2 de Agosto a dizer aos meus pais "Faltam 2 meses" e depois continua "Falta 1 mês e 25 dias!", "Falta 1 mês e 10 dias!". Claro que quando chegava a data já ninguém me podia ouvir. :) Mas que querem? Adoro fazer anos. Não gosto do número a aumentar e eu com tanta coisa ainda por fazer (aquela linha ali dos 30 é mesmo pesada, não é?), mas gosto do dia do meu aniversário. Do meu e do dos outros, mesmo daqueles que não gostam de fazer anos e me deixam a fazer a festa, a lançar os foguetes e a apanhar as canas sozinha. =) É um dia especial, é o dia em que nascemos, em que enchemos os pulmões de ar e gritámos ao mundo que chegámos. É o dia em que transformámos a vida da nossa família. É o dia em que tudo começou. É o primeiro dia da nossa vida. =) E eu, que gosto tanto de viver, faço sempre questão de o festejar com muita felicidade. =D

1.9.12

E eu que gosto tanto de silêncio....


Nunca fui de me dar muitos com os meus vizinhos. Há uns tempos ouvimos algo a cair com muita força e um grito enorme. Pensámos que pudessem ser os vizinhos de cima, um casal de velhotes. Corremos todos lá para cima para nos certificarmos que nenhum tinha dado uma queda, mas estavam bem os dois. Descemos então ao andar por baixo do nosso, preocupados, pois podia alguém estar magoado. Abriu-nos a porta uma miúda para aí com uns 12/13 anos que nos garantiu estar tudo bem, embora admitisse que o barulho tinha sido lá em casa, sem mais explicações. Ficámos espantados mas nem pensámos mais no assunto. O que eu sei é que desde aí oiço a miúda constantemente: ela canta e canta (então à hora que vou dormir, tenho a sensação que se vai colocar mesmo por debaixo da minha cama), zanga-se a bate com todas as portas, grita e grita. Agora, aqui estou eu, sentada há meia-hora a ouvi-la gritar com não sei quem (presumo que os pais), e há alturas em que a oiço tão bem como se ela estivesse aqui na minha sala. Será que Deus não quer ser misericordioso e pô-la afónica durante uma semana? Uma semaninha chegava. 

O meu ponto de vista


As relações à distância não são fáceis. E quem disser que o são então tem uma relação que eu não entendo. Não é fácil ter um namorado que não não está presente. Não há beijos, não há abraços, não há idas ao cinema, não há compras a dois no supermercado, não há massagens, não há filmes no sofá, não há dar as mãos, não há olhar o outro nos olhos, não há carícias, não há quem nos limpe as lágrimas, não há quem enrole os pés nos nossos enquanto contamos o nosso dia-a-dia, não há jantares românticos, nem passeios, nem quem nos ajude a carregar as coisas pesadas para dentro de casa, entre uma série de coisas. E é verdade que quando arranjamos um namorado é porque queremos que essa pessoa esteja ao nosso lado e nos ame, e não que voe para outro país e nos que fique a amar lá longe, porque isso leva a uma perda de uma série de momentos. Ficam as datas de namoro por comemorar, as prendas de Natal são trocadas mais tarde ou mais cedo do que deveriam e os aniversários nem sempre são passados juntos. Por isso, eu sei (acreditem que sei) que as relações à distância não são fáceis.

No entanto, confesso que fico com cara de parva quando casais que se dizem e se mostram super-apaixonados, que não se largam e dizem ser capazes de fazer tudo pela sua cara-metade, ditam logo "Ah, não, uma relação à distância não dava. Acabava logo com a relação.". Quando são relações à distância sem previsão para novo ajuntamento no mesmo país, eu entendo. É verdade que a vida fica parada. Eu por exemplo, escolhi aceitar um namoro à distância mas não quis casar nem ter filhos enquanto isto assim durasse, pois não queria por exemplo criar um filho sozinha, sem o pai presente. Mas quando falamos de casais que vão ficar separados por tempo determinado, um ano, dois, anos, estranho esta atitude. Se ele é o mais que tudo, se é o tal, se é o homem com quem querem casar e ter filhos, então acabam tudo só porque ele vai estar fora um ano?

Não vou ser hipócrita e dizer que ao longo do últimos anos não pensei em terminar a relação que tenho. O facto de não saber quando e se voltaríamos a viver no mesmo país, e sentir que a minha vida estava de facto parada, não ajudou. Mas aquilo que me fazia continuar era o mesmo que me fez não terminar o namoro quando ele se mudou: ele valia a pena. Era esta a resposta que dava a mim mesma quando me perguntava: "Porque raio continuas tu com esta relação à distância?". "Porque ele vale a pena.". Simples. E por isso quando casais de namorados me dizem que acabavam logo se o outro se atrevesse a ir para longe (e muitas vezes não estamos a falar de mudar de país, apenas de cidade), eu só penso que então é porque acham que os respectivos não valem a pena.

A mesma coisa para quem aproveitando a distância cai facilmente na traição. É verdade que quando o nosso companheiro está longe, sentimos a falta de tudo o que ele nos dava antes, nem que seja a atenção. E por isso, quando algum amigo é mais carinhoso, mais próximo, é fácil confundir as coisas. Mas novamente é necessário perguntar "Quem está longe vale a pena?". E se valer, então supera-se e resiste-se à tentação (disto não posso falar muito porque também posso dizer que não tive resmas de gajos atrás de mim enquanto ele esteve longe  :)). O que me deixa simplesmente irritada é que me digam "Ah, mas ele está de certeza a trair-te.". Sim, pois, claro que está...Aliás é preciso mudar de país para trair a namorada. Que trabalheira. Mais valia ter-me traído cá e poupava umas viagens. Traições existem desde sempre, mesmo entre namorados que vivam na mesma casa, por isso não é a distância que causa isso.

Ou seja, namorar à distância não é fácil. Perde-se muita coisa. Ouve-se muita coisa. Mas quando se ama vale a pena....

:)