31.1.13
O estado da coisa
Estou a meio da segunda tentativa do meu saboroso bolo de chocolate. Vamos lá cruzar os dedos.....
30.1.13
O Bolo
Desde que me lembro de ser gente que tenho uma paixão imensa pelo bolo de chocolate da minha avó. Para mim, é o melhor bolo de chocolate do mundo. É fofinho, seco, nada de coberturas nem cremes. E eu, que não sou nada dada a cozinhar, fiz questão de aprender a cozinhar este. Lembro-me de o fazer sozinha, lembro-me de o fazer com o meu irmão, lembro-me de o fazer e levar para os diferentes sítios onde já trabalhei, lembro-me de o levar para as saídas de campo (e que belo mimo o bolo era após um dia a trabalhar ao sol ou à chuva). Enfim, é o bolo que me tem acompanhado. É verdade que às vezes corre melhor, outras vezes pior, mas fica sempre comestível e a saber bem.
Ora, decidi este fim-de-semana que iria fazer o bolo cá em casa (dado que a minha única condição quanto ao forno que comprássemos era "deixa cá ver se há espaço para meter a forma do bolo"). Toca de comprar tudo o que era preciso.
Bem, primeira dificuldade: não tinha nada. Nem taças para fazer a massa do bolo. Nem ingredientes. Nem batedeira. Nem forma. Nada. Lá fui comprando aos poucos e à medida que encontrava as coisas (o que não foi fácil, senhores, não foi. Muitas formas encontrei eu para tartes e afins, mas para bolos só formas pequeninas - e eu não sou uma mulher que faça bolos pequenos! Se é para fazer, então tem de ter um tamanho jeitoso).
Segunda dificuldade: os ingredientes. Ao longo destes anos fui fiel às mesmas marcas de farinha, açúcar, chocolate. Não me lembro de ter alguma vez mudado a marca de algum deles. Ora aqui não há as mesmas marcas. Claro que isto tinha de trazer asneira.
Comecei a fazer o bolo e percebi logo que o chocolate não era o certo. Era mais escuro e consequentemente mais amargo. A farinha também não era a certa. Acabei o bolo, coloquei-o no forno, olhei por mim abaixo satisfeita por a tolice de ter estado a fazer um bolo de chocolate com uma camisola branca não ter resultado em nódoas. Passado um pouco regresso à cozinha e constato duas coisas:
1. Tinham pingado gotas de chocolate que eu tinha pisado com as minhas pantufas, o que resultava num chão de cozinha cheio de manchas de chocolate e um rasto até à sala.....
2. O bolo não crescia. Porquê? Porque a menina Tété está habituada a usar farinhas com fermento e a que comprou não tinha.
Resultado: um bolo achatado com um sabor a chocolate um bocado esquisito e uma consistência nada parecida com aquilo que eu queria. Não o consigo comer e nem tive coragem de o levar ao jantar que tínhamos hoje. Satisfeito está o meu rapaz que tem um bolo de chocolate só para ele.....
28.1.13
A culpa é dos cortinados.
Finalmente ao fim de quase dois meses, temos cortinados no quarto. Após dois meses a tentar não nos dar-mos a conhecer demasiado bem aos vizinhos (sim, porque não havia cá portadas, nem estores, nem nada), temos cortinados. Após dois meses a acordar mal o sol entrava pelo quarto, temos cortinados. Esta foi a primeira noite passada na escuridão (já vos contei que temos um candeeiro de rua mesmo por cima da janela, por isso de noite o quarto ficava imensamente iluminado?). Resultado? Eu que acordava com o sol, hoje ferrei-me a dormir até às 11h da manhã. Malditos cortinados!
27.1.13
1 ano
É verdade, hoje este blogue faz um ano. :) Criei-o na altura em que andava a ver casas na net, em que fazia contas à vida, em que me tentava mentalizar que ia mudar de país. Aliás, bem se pode ver isso pelo primeiro post deste blog:
"No que eu me meto...". Esta tem sido a frase que mais me passa pela cabeça nos últimos tempos. Porque eu, eu que sou aquela menina que não gosta nada de surpresas, de rotinas alteradas, de mudanças, eu mesma, decidi deixar o emprego que tinha e mudar de país à procura de algo melhor, tanto a nível profissional como a nível pessoal. E por incrível que pareça, até achei a decisão (quando finalmente a tomei =P) fácil. Agora é que me está a cair a ficha e começo a perceber que se tenho um novo mundo pela frente para descobrir, também estou a deixar um mundo muito bom para trás. Porque a verdade é que Portugal será sempre o meu país de eleição, e os amigos, senhores, os amigos....a falta que vou sentir deles. E é quando começo a pensar neste meu pequeno país e nestes meus amigos tão grandes que penso "Ai, no que eu me meto....".
Agora, um ano depois, é raro pensar "Ai, no que eu me meti". A mudança atrasou-se muito por diversas razões e isso deu-me tempo para preparar a cabeça para o que ia acontecer. Não sinto que a cabeça tenha já percebido que é aqui que eu vou ficar. Já vejo esta casa como minha, adoro estar aqui, já conduzo pelas estradas que conheço com menos receio, faço as compras para a casa com o mesmo à-vontade com que as fazia no Jumbo (a dificuldade é encontrar determinados ingredientes mas pronto....), mas ainda assim acho que ainda não caiu aquela ficha de que isto é para continuar nos próximos anos. É como se estivesse de férias (umas boas férias) e a qualquer momento fosse regressar a Portugal.
Durante um ano este blogue foi acompanhando esta mudança, os receios, os atrasos, a falta de paciência para a espera, as minhas idas ao médico (realmente 2012 foi mesmo um ano cheio de batas brancas, Deus me livre de ter outro igual brevemente). Agora espera-se um ano comigo aqui, em França, e espero que este blogue (e vocês) me acompanhem nesta adaptação, nesta procura de emprego (não muito longa, espero eu) e na minha tentativa de recuperar o meu parco vocabulário em francês. O ano de 2013 tem tudo para ser um ano espectacular e eu tenho a certeza que este blogue vai mostrar isso. :)
P.s. Sim, aquele foi o fundo do meu ambiente de trabalho durante mais de um ano. Uma fotografia tirada pelo meu rapaz a um dragão de komodo. Mudei-o há pouco dias.:)
E é assim....
O concurso já acabou e eu fiquei em quarto lugar. Tinha-me inscrito por piada e foi por piada que fui fazendo campanha e tentando alcançar o primeiro lugar. :) Obrigadinho a todos pelos votos e para o ano há mais. :)
25.1.13
Vamos lá reforçar a ideia
Têm até amanhã à noite para votar aqui no blogue. Ora não custa nada, podem votar hoje uma vez e outra amanhã. E pronto, depois o concurso acaba e eu não volto a chatear-vos com isto. Parece-me um bom plano. 'Bora lá? :) Vá, só mais dois votos, o que é que custa? =P
24.1.13
Responde lá, Maria Tété...
...as explicações de Matemática de ontem correram bem? Ora o saldo foi: uma adolescente a chorar, outro adolescente a fazer uma birra, exercícios feitos e eu no fim com a cabeça em água. Digam-me vocês como acham que correu....
23.1.13
Acho que sobreviveram todos
E eis que fiz a minha primeira refeição para parte da família do meu rapaz. Quando saíram cá de casa iam pelo seu próprio pé e aparentavam todos uma cor normal, pelo que posso dizer que correu bem. Quando hoje for ter com eles e vir que nenhum foi parar ao hospital com uma intoxicação alimentar, posso até mesmo dizer que foi um sucesso! Agora só volto a convidar e a cozinhar para tanta gente daqui a 2 meses, no mínimo! =P
E agora deixem-me cá voltar a mergulhar a cabeça na matemática, que isto de explicar matemática mas não saber o nome das coisas em francês não me fica nada bem (ângulo = angle, quadrado = carré, transferidor = rapporteur, e por aí adiante....). Posso demorar a re-aprender a falar francês mas ao menos vou saber a linguagem matemática toda num fechar de olhos.
22.1.13
Questão
Ontem cá por casa falava-se de quando um rapaz anda atrás de uma rapariga, sem nada conseguir, e que quando finalmente desiste, ela percebe que afinal ele é o grande amor da vida dela. Ou vice-versa, porque também há raparigas determinadas a conquistar rapazes.
A questão era: Quando a rapariga vê o rapaz que andava a tentar conquistá-la a desistir, ela olha para ele com novos olhos porque:
a) percebe mesmo o quão espectacular ele é, como vão ser felizes juntos, vão fazer crianças lindas, é o Príncipe Encantado, ai, meu Deus, como é que é possível não o ter visto antes?
b) se apercebe que mais vale ter aquele do que não ter nenhum, e já que o rapazinho tanto insistiu deixa-me cá dar-lhe uma oportunidade e ver no que isto vai dar.
Opiniões?
21.1.13
A Herança
Era este o livro que eu andava a ler e ao qual me estava a custar dar um voto confiança. Felizmente, os meus receios mais profundos não se concretizaram e no fim acabamos por saber a solução dos mistérios apresentados (a parte final prende tanto que ontem só me deitei às 2h30 depois de o ter acabado). Contudo, a escrita não me cativou. Houve ali partes em que confesso que li um pouco na diagonal pois era um ror de páginas para descrever cenas simples e rápidas, e eu perdia a paciência. A história está engraçada, está bem-pensada, tem o seu quê de interessante, e realmente fora a maneira como está escrita, não tenho mais nada a apontar.
Yeeeah
Fiquei nos 5 primeiros mais votados na categoria "Blog estrangeiro em língua portuguesa" passando assim à segunda volta de votações. Ora, pois então, faz o favor de ir aqui e votar no "Ando lá por fora...volto já" na categoria acima mencionada. Podem votar uma vez por dia e o concurso acaba já no final desta semana, por isso o esforço que vos peço é mínimo. =P 'Bora lá! =P
20.1.13
E continua a nevar
Neva desde sexta-feira. Neste momento a camada de neve já chega às jantes dos pneus dos carros. É giro ver nevar, é giro ver tudo tão branquinho lá fora, mas realmente as estradas ficam um perigo (deviam ver a minha cara quando o meu rapaz me disse ontem "Estás a ver estes metros todos que fizemos até pararmos? Não era eu a travar..era o carro a deslizar.". Que booom...). E sexta-feira à noite decidimos abrir as janelas e fazer uma batalha de bolas de neve dentro de casa utilizando a neve que estava nos parapeitos. Quando esta acabou, vestimo-nos a rigor e fomos continuar a batalha lá me baixo e deitar na estrada a fazer anjinhos na neve. :)
18.1.13
Trrriiim
Eu não gosto de falar ao telefone. Nunca gostei. Mas agora ao longe até me sabe bem ouvir as vozes de que já tenho saudades, ter aquelas conversas tão típicas, ouvir os mexericos, saber as novidades, reconfortar-me por ainda ser lembrada.
Ler
Ainda não percebi se estou a gostar do livro que ando a ler ou não. Acho que a principal razão é o facto de na história um miúdo ter desaparecido no passado e supostamente saberemos o que lhe aconteceu (e é o querer saber que me motiva a ler o livro), mas já li vários livros deste tipo em que acabamos por nunca saber o que aconteceu e isso para mim é como apanhar um balde de água fria. E acho que em relação a este livro estou assim de pé atrás, sem querer prender-me muito a ele, não vá no final deixar-me pendurada como os outros me deixaram. Vou dar-lhe o benefício da dúvida e ler mais umas páginas. Mas se o mistério não for resolvido, a crítica não será boa de todo.
17.1.13
Eu explico
Eu sou de um país solarengo. Eu sou de uma região que no Inverno, à noite, às vezes, lá fica perto dos 0ºC. Eu sou de uma região que quando de manhã o carro marca 3ºC é porque já está um frio de rachar, um frio daqueles que já nos faz pensar que se calhar não devíamos ter saído da cama. Eu sou de uma cidade em que nem sequer neva. Ora, portanto, onde eu quero chegar, é que andar na rua quando estão -10ºC (!!!) não é para mim. Está frio, a neve transformou-se em gelo, está frio, eu mal me aguento de pé, está frio, deixo de sentir a ponta dos dedos e, pronto, abreviando: está frio. As paisagens cobertas de neve são lindas, fiquei cheia de vontade de tirar milhares de fotos aos campos brancos (mas enfim, ir a conduzir e tirar fotos não é uma ideia brilhante, principalmente para quem estava com medo de derrapar e ir parar ao meio de um dos ditos campos), mas confesso que quando vejo o carro a marcar -10ºC o meu cérebro só pensa "Não fui feita para isto. O meu corpo não está habituado a este frio, vai entrar em choque, o meu cérebro vai congelar, e lá fica menos uma Tété neste mundo". Neve sim (mas não todos os dias), gelo não, e o frio no máximo até aos -1ºC, se faz favor.
16.1.13
iuupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.........lá vou eeeeeeeeuuuuuu......
Ora bem, hoje tenho de conduzir e as estradas estão com gelo. Quanto apostam que o carro vai andar a fazer as mesmas voltaretas que o Tambor faz na imagem (e quanto apostam que a minha cara não será a mesma que a do Tambor.....)? Desejem-me sooooooorte!
15.1.13
Eu e a neve
Gosto de ver nevar. Nunca nevou na minha cidade, que me lembre, por isso gosto de ver nevar. Gosto de começar a ver tudo branco. Gosto de ver os pedacinhos brancos, como se de chuva se tratasse, a passarem do outro lado da janela. Gosto de ver as ruas lisinhas e brancas antes de os carros e as pessoas deixarem as suas marcas. Não gosto da lama que se cria e estraga este branco que eu gosto. Não gosto da sensação de dar um passo e achar que vou dar um tralho e que, como uma pessoa não tem sorte toda a vida, é mesmo desta que me parto toda. Não gosto da sensação de medo que tenho ao vê-lo sair com o carro, ainda tão cedo, quando não se distingue a estrada dos passeios ou dos campos (e só consigo imaginá-lo a sair da estrada e a enfiar-se num campo qualquer. Ou algum carro despistar-se e bater-lhe). E não gosto de não poder conduzir (poder posso eu sei, mas se tenho medo que o rapaz saia da estrada e vá para um campo qualquer, comigo tenho a certeza que passado cinco minutos já tinha batido com as rodas todas nos passeios e enfiado o carro numa árvore). Amanhã é outro dia. Veremos se neva ou não. :)
Ah, e fui aos correios a pé (de-va-ga-ri-nho-pa-ra-não-ca-ir). E brinquei com a neve. E tirei fotografias. E cheguei a casa com o fundo das calças molhado, as mãos geladas e o gorro branquinho. :)
14.1.13
Neva
E neva, neva, neva, neva e continua a nevar. Ontem começou, aos poucos, e eu vim a conduzir para casa já com a neve a cair. Hoje o sol brilhou e eu achei que os senhores meteorologistas da televisão se tinham enganado e que esta noite não haveria neve para ninguém. Mas há e parece que vai continuar a haver. Prevêem-se 5 a 10 centímetros de neve. E adivinhem quem amanhã não vai sair de casa? Bem, talvez saia. Preciso de ir aos correios e posso ir a pé. O pior que pode acontecer é dar um tralho....
Concurso novamente aberto
Este concurso anda um pouco confuso, com paragens e arranques. Hoje voltou a abrir. Bem, 'bora lá votar? :) Já sabem, é só ir aqui ("Blog estrangeiro em língua portuguesa") e podem votar uma vez por dia. :)
13.1.13
É assim
Sempre pensei que ia cair em mim aquela saudade dos meus amigos (aquela saudade mesmo grande, não aquela que se sente um pouco todos os dias) quando um dia me apanhasse com menos que fazer, sozinha e portanto com tempo para saudosismos E afinal dei por mim a fungar, a fazer uma figura de tola que só visto, num sábado atarefado. Não sei se foi por nos últimos dias ter tido almoços e jantares com amigos e conhecidos do meu rapaz, e eu estar tão longe dos meus. Não sei se foi por parte das conversas ser em francês e, embora eu apanhe grande parte, não estou tão à vontade para participar nem me saem as piadas facilmente, lembrando-me de como é fácil estar com os meus amigos, de como é fácil rir, de como é fácil dizer piadas, de como é fácil ter a resposta certa na ponta da língua, de como é fácil encontrar assuntos que nos interessem a todos, de como é simplesmente fácil falar com eles. Não sei se foi por ter vendido o meu carrito, decisão que teve todo o meu apoio, mas que não deixa de ser o meu carrito (não tanto pelo bem material em si, mas porque com ele estavam muitas recordações das cidades por onde andei, das pessoas que nele andaram ou com quem fui ter nele. No fundo, era um bocadito de Portugal que eu tinha aqui comigo). Não sei qual a razão mas doeu-me estar tão longe. Eu sabia que este dia ia chegar....e parece que chegou mesmo, num sábado atarefado.
12.1.13
................................................
São 3 da manhã. Estou há quase duas horas às voltas com a impressora porque preciso mesmo, mesmo, mesmo de imprimir um documento para amanhã. Acho (acho!!) que ela finalmente, depois de muitas ameaças, instala e desinstala, e mil e uma traquinices, decidiu funcionar. Nunca me deixou na mão, esta minha linda impressora, mas quando o decide fazer tem de o fazer a estas horas....Obrigadinhas, sim?
Se amanhã de manhã virem alguém a fazer uma birra de sono e a pregar ao mundo o fim das impressoras sou eu. Ah, finalmente, funcionou. Eu já devia ter adivinhado que desinstalá-la e deixá-la sossegada um minuto a pensar bem na vidinha e no que me estava a fazer ia resultar. Há que educar bem estas impressoras senão começam a ganhar muitas liberdades....Vou dormir.
Brrr.....
Vem aí o frio. Espera-se uma semana de neve, com máximas de 1ºC e mínimas de -4ºC. É melhor aproveitar este fim-de-semana para dar umas voltas porque cheira-me que para a semana não ponho o nariz fora de casa (já me imagino a patinar com o carro para fora da estrada...).
11.1.13
Tenho literalmente pano para mangas.....
Acabo de me aperceber que entre os panos de cozinha dados pelas minhas bisavós (que eu ainda sou da altura em que as minhas bisavós me davam desde bebé panos de cozinha para começar a preparar um enxoval), os comprados por mim enquanto vivi sozinha (sim, que os das bisavós estavam guardaditos até eu me casar. Ou juntar, neste caso.), os que roubei à minha mãe, os que a mãe do meu rapaz nos deu e os que a avó do meu rapaz nos deu, tenho panos de cozinha suficientes para os cozer todos uns aos outros e fazer a maior toalha de mesa do mundo.
Uma mulher diferente
Eu gosto da Penny Vincenzi. Gostei mesmo muito do "O jogo do Acaso" e do "Escândalo", por isso tinha grandes expectativas para este "Uma Mulher Diferente". E enfim, o livro não é mau, mas a história não me convence. Uma noiva desaparece no dia do casamento e ao longo do tempo começa-se a descobrir que ela era uma mulher diferente daquilo que todos pensavam. E não querendo revelar demais, digo apenas que a história construída à volta desta personagem principal é, na minha opinião, pouco credível. Gostei das outras personagens do livro, achei-as bem construídas, com boas histórias, mas a noiva....enfim, não me caiu bem. Para quem quer começar a ler Penny Vincenzi, eu aconselharia ler, embora este não seja muito mau, um dos outros livros dela.
10.1.13
E é isto
Eu sempre disse que não queria uma relação à distância. Com ele, em 8 anos, já vivemos 3 anos em cidades separadas, um ano de Erasmus (portanto em países diferentes), um ano na mesma cidade e mais 3 anos em países diferentes.
Eu sempre disse que não ia ser daquelas raparigas que fica mais de 5 anos a namorar sem casar. Hum, pois, ora já vamos em 8 anos sem planos de casamento. Talvez quando fizermos 10 anos de namoro pensemos nisso. =P
Eu sempre disse que não queria viver fora de Portugal (e já ir de Erasmus tinha sido algo fora da minha zona de conforto). Mudei-me há um mês para França para viver com ele.
Eu sempre tive medo de créditos, bancos, dívidas, etc. Com ele, contraí um empréstimo para um apartamento nosso.
Ou seja, tentar seguir os planos que faço para a minha vida tendo-o como companheiro é a mesma coisa que tentar pescar salmão na pia cá de casa. Não vale a pena. E é verdade que às vezes surge a dúvida, apetece sentar a um canto e perceber o que é mais importante. E nessas alturas faço sempre a mim mesma a pergunta "Ele continua a valer a pena?". E a resposta sempre foi "Sim, ele continua a valer a pena". E tem sido assim que eu vou resolvendo as encruzilhadas que me vão surgindo na vida e em que ele entra. E ele sabe que, enquanto ele valer a pena (e portanto esta relação que temos também) ele tem-me aqui, ao seu lado.
8 anos
Lembro-me dele entrar para a minha turma do sexto ano. Lembro-me de reparar naqueles olhos azuis e naquele sotaque esquisito (de quem tinha vivido, até ali, toda a vida em França. Aqueles "rrr's", como ele carregava nos "r" das palavras, meu Deus. :)). Lembro-me de lhe achar piada. Lembro-me de me aperceber que gostava dele mais do que gostava dos outros meninos da turma. Lembro-me de como ficava envergonhada quando ele olhava para mim, de como as palavras não me saiam da boca facilmente. Lembro-me do nosso namoro de crianças. :)
Oito anos depois, reencontrámo-nos e eu voltei a cair de amores por ele (a culpa não é minha, é daqueles olhos azuis). Voltei a achar-lhe piada, voltei a reparar no sotaque esquisito (tinha voltado a viver em França), voltei a perceber que gostava dele mais do que tinha gostado de outro rapaz. E pronto, diz-se que hoje faz oito anos desde que começámos este segundo namoro, mais sério, mais consciente, mais adulto. :) E eu não me arrependo de um único dia desta relação. :)
9.1.13
Dai-me paciência....
Eu sou stressadinha. Estou a tentar deixar de o ser, mas sou ainda. Stresso com pequenas coisas, preocupo-me com mais coisas ainda. Penso no futuro, naquilo que farei, no que quero conquistar, como o vou fazer. Preocupo-me como viver o amanhã, como vou viver daqui a um ano. Preocupo-me se um dia terei condições para trazer um filho a este mundo, se poderei dar-lhe um irmão. Preocupo-me se terei sempre capacidades de pagar a minha casa. Preocupo-me se não passarei um dia dificuldades e o que posso fazer já de modo a evitar a isso. Sim, é isso, sou uma stressadinha.
Mas confesso que prefiro ser assim a ser como quem leva demasiado à letra a expressão "carpe diem", que vive o dia-a-dia sem pensar no futuro, que não mede as consequências dos seus actos, que não planeia nada, que só pensa em viver o dia de hoje e amanhã logo se vê. Porque a não ser que se tenha nascido com o rabo virado para a lua, ninguém ganha nada a viver assim. Não se constrói nada, não se poupa nada, não se obtém nada. E fazem-se asneiras atrás de asneiras, sem nunca pensar como se safaram ou sem nunca perceber como chegaram ao ponto em que estão, porque lhes correm as coisas mal.
Prefiro estudar a ponte, pensar como a atravessar em segurança, fazê-lo calma e seguramente, do que tentar logo atravessá-la, estar sempre a cair ao rio, ser constantemente salva, até que um dia, em vez de estar na outra margem em segurança e feliz, vou dar por mim sentada na margem do rio a chorar porque caí ao rio, ninguém me ajudou, e agora estou ali sozinha e encharcada.
Sim, sou stressadinha, e pior: começo a perder a paciência para ouvir as lamurias daqueles estão sentados encharcados à beira-rio, sem continuarem a pensar como atravessar a ponte calma e seguramente.
Votação
Uma pessoa começa a ler as regras e descobre que se pode votar uma vez por dia. Bem, 'bora lá, quem votou ontem pode voltar a votar hoje. Relembro os links. :)
Problema resolvido!
Pronto, depois de ontem eu ter andado a ponderar se valeria a pena bater com a cabeça nas paredes ou se seria melhor atacar os chocolates que temos na despensa, o meu rapaz chegou a casa e levou logo com um "Fiz uma asneeeira graaaande!". E o coitado, em vez de ir tratar das coisas que queria tratar, sentou-se aqui ao computador e toca de tentar recuperar as minhas fotos enquanto eu me lamuriava "Não vai dar, pois não? Não vais conseguir, pois não?" (em situações de crise, sou óptima a dar apoio moral como se nota). E no meio daquela coisa de procurar um programa que as fosse buscar ao buraco negro onde elas tinham ido parar, lembrámo-nos de um back-up que eu tinha feito e toca de ir ver se as fotos lá estariam. E estavam. :) Tenho a minha vida em fotos do último ano e meio de volta. :D
8.1.13
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.....
Por engano acabei de apagar de forma permanente todas as fotografias que tinha desde Maio de 2011. E estou para aqui a respirar fundo e a evitar pensar em tudo o que perdi senão dá-me já um fanico...Inspira, expira, inspira, expira...
Ai, que eu já me esquecia!
7.1.13
Postal :)
E cá está ele: o postal que recebi por me ter inscrito no PPC (quadripolaridades2.blogspot.com). Tem a sua piada receber um postal de alguém que nunca vimos. :) E também já sei que a pessoa a quem enviei o meu, o recebeu. :)
Brilha
Um ponto a favor desta pequena terrinha onde vi parar (e se aqui estivesse o meu pai diria "Fui ao google earth vê-la e não é assim tão pequena!"): as decorações de Natal. As ruas iluminadas,as árvores iluminadas, as casas iluminadas, o presépio na praça central. Gostei e ontem ainda fui tirar umas fotos ao pouco que ainda havia iluminado. Para o ano há mais e tiro as fotos mais cedo, está dito.
Ponto alto do dia de hoje (até agora)
Ligar para um instituto público português em busca de informações e a pessoa que me atende exclamar "Fala tão depressa! Creeedo!". Vá lá que até me ajudou e deu-me mais informações que a pessoa com quem anteriormente tinha falado, mas se assim não fosse teríamos acabado a conversa com uma breve explicação da minha parte sobre como atender o público ao telefone e expressões a não serem usadas. "Creeeedo"?? Só a mim....
P.s. Eu sei que estou em falha, mas ainda não consegui sentar-me ao computador e dar notícias. Mas está quase.***
4.1.13
De volta a França
Já cá estou novamente. Hoje é dia de arrumações (sim, a casa estava jeitosinha quando entrámos mas quando acabámos de esvaziar o carro parecia que tínhamos montado uma feira na sala) e limpezas (estou convencida que há um anão que durante a noite vem espalhar pó nesta casa.....só pode!). Mas hoje à noite ou amanhã quero ver se me sento em frente ao computador porque tenho muitos e-mails para responder, blogs para ler, novidades para saber, conversas a ter, telefonemas a fazer. Esperem só um pouco que eu já regresso. :)
1.1.13
2012-2013
Este ano não foi mau, mas estou cansada dele. Não gosto de dizer que os anos foram maus só porque consigo encontrar três ou quatro coisas más, quando na verdade se pensar bem também consigo encontrar uma série de coisas boas. Por isso, digo que 2012 não foi um mau ano. Foi simplesmente um ano cansativo. Foi um ano que deixei o meu emprego. E este seria um ponto positivo se não me tivesse visto sem trabalho e longe dos amigos que fiz. Como diz a minha mãe, sem os conhecer: "Olha que fizeste ali um grupinho jeitoso de amigos." Pois fiz, e só eu sei o que me custou deixar de estar todos os dias com eles. Ao fim destes meses todos ainda sinto o coração apertadinho. Foi o ano em que encontrámos o apartamento que achámos ideal para começar uma vida a dois. Foi um ano de obras e mais obras, espera e mais espera. Foi um ano onde se começou a realizar aquilo que antes não passava de um sonho (e só por isso este ano seria um ano espectacular). Foi um ano que terminou com os meus três avós vivos (um pouquito mais surdos, mas que o único mal seja este). Foi um ano em que me mudei de vez para França (se bem que ainda não baixou em mim a ideia de que é mesmo de vez). Foi um ano em que, com ele, passei por momentos em que não via as coisas a avançar para desespero e cansaço nossos. Foi um ano em que a minha mãe foi operada. Foi um ano em que o meu irmão foi operado. Foi um ano em que se suspeitou que eu tivesse um tumor cerebral ou esclerose múltipla. Foi um ano que terminou com os três a recuperar física e mentalmente das doenças e dos sustos. Foi um ano em que se já achava que muito devia à minha irmã de coração, então agora muito mais sinto que lhe devo pois graças a ela foi-me devolvida (a mim e, mais importante ainda, à minha família) paz de espírito com um possível diagnóstico para aquilo que tenho. Foi um ano em que passei pela primeira vez o Natal com ele e com a minha família. Foi um ano em que lhe disse finalmente que agora somos os dois uma família. Foi um ano em que duas amigas defenderam os seus doutoramentos (e quem me dera ter estado na segunda defesa...). Foi um ano em que lhe dei (a ele, ao amor da minha da vida) algumas das piores notícias (ou suspeitas) por telefone, em que o convenci que não valia a pena apanhar o primeiro avião para cá, em que o vi a lidar com tudo à distância (e não é fácil, acreditem). Foi um ano que me abriu os olhos para muita coisa. Não foi realmente um ano mau, mas foi cansativo.
Por isso, 2013 cá te aguardo. Gostava que me trouxesses um emprego mas sinceramente o que te peço mesmo, mesmo, mesmo é saúde. Preciso de um 2013 pacífico e sem sustos, sem médicos, hospitais, cirurgias. Não quero saber do estado, da roubalheira, dos impostos, da crise. Quero saúde. E é só. O resto desenrasco-me eu, obrigado.
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