Não é boa ideia pores-te a falar com o pai no skype sob pena de te esqueceres que tens um bolo no forno.....Ups (mas salvou-se!).
28.2.13
Ai, tem-me sabido tão bem estar ao quentinho....
Ao fim de quase uma semana enclausurada vou sair. É dia de aniversário do sobrinho do meu rapaz e isso merece um esforço. Deixa-me cá ir buscar 2 cachecóis, 3 pares de luvas, 2 gorros............
27.2.13
Acho que tenho de ir esconder as outras duas....
Há pouco mais de uma semana resolvi esconder os chocolates cá de casa. Já se sabe que passando o dia em casa a tentação de ir à despensa várias vezes para petiscar algo é grande e como grandes amantes de chocolate que somos, temos sempre alguns e à vista. Era impossível abrir o armário e não botar a vistinha nos chocolates. Vai daí, peguei numa caixa e pimba, enfiei-os todos lá para dentro. Agora, continuam no armário, eu sei onde estão, mas ao menos não estão à vista, o que dá ao meu cérebro alguns segundos para raciocinar e perceber o que mais há para comer sem ter a típica reacção de "Oh, olha um chocolate! 'Bora lá comer um!". E pronto, andava a portar-me bem. Até ontem. Até ontem o meu rapaz se ter lembrado de trazer não uma, não duas, mas três embalagens de bombons Kinder. A intenção foi boa: "Ah, e tal, é porque tens estado doentinha, e também por causa dos nervos que ganhaste ao fazer aquele telefonema em francês, e é para te mimar...". Foi realmente muito fofo, mas guardar as 3 embalagens à vista já não foi tão simpático (dêem-me mais uns minutos e já só restarão duas para contar a história). É que não é por nada, mas ao fim de tantas obras, não me apetece nada ter de mandar parede abaixo para alargar as portas....
26.2.13
Um calmante para a mesa do canto, se faz favor....
Na mensagem de ontem, era-me pedido que ligasse de volta. Ahahahah, que giro, eu que nem gosto de falar ao telefone em Portugal ia ter de me pôr a falar francês com uma perfeita desconhecida. Imaginam o cenário, não? Palpitações pela noite fora, mil e um cenários inventados, e se ela não me percebe?, e se eu não a percebo a ela?, e se ela desata a falar e eu nem a consigo interromper e dizer que não compreendo?, e se me faz perguntas e eu não sei responder?, e se...eu faço figura de parva?. De manhã já estava numa de "Olha, que lixe. Liga e pronto. Se fizeres figura de parva, fizeste. Não és francesa, estás em França ainda nem há 3 meses, por isso que ninguém te peça para falares francês correctamente. E olha, se não desta, é para a próxima.". E liguei. E claro que não foi uma conversa fácil. E houve palavras de inglês lá pelo meio. E a rede ainda por cima estava má. Mas lá percebi o que era suposto e disse que sim, que estou interessada no lugar. Agora é esperar que dêem continuidade ao processo e vamos lá ver se sou eu a abençoada com o lugar. E assim se começa o dia com os níveis de stress no máximo.
25.2.13
Não se faz
Ponto número 1: Estou doente.
Ponto número 2: Perdi 2 kilos em 24 horas e isso nota-se na minha cara que está ainda mais pálida do que o costume.
Ponto número 3: Ando sem forças para nada.
Ponto número 4: Agradecia que os elefantes que andam a tocar bateria na minha cabeça que parassem de tocar só por uma horinha que fosse.
Ponto número 5: Tenho uma prenda para preparar, outras duas para comprar, um trabalho para fazer para a minha mãe e recebi umas ideias giras para melhorar o aspecto do meu currículo, mas no estado em que estou nem me consigo concentrar 2 minutos.
Ponto número 6: Hoje acordei, olhei para o espelho e por momentos achei que estava a ver a rena Rudolfo depois de ter sido picada por uma abelha (tenho o nariz e a boca vermelhos e inchados, às custas da tosse, dos espirros, dos lenços de assoar...Estou linda. Tenho tudo para ganhar o título de Miss Mundo).
Karma: Recebo uma mensagem de voz no telemóvel sobre um currículo que mandei. Mensagem essa da qual percebo pouco ou nada. Entendo que me dão mais informações sobre o trabalho, mas nem sequer as percebo. E claro que entro em stress. E claro que entro ainda mais stress ao pensar que podem querer marcar uma entrevista e eu estou neste estado.
Bem, o rapaz já tem instruções para passar pela farmácia (e sei que podia lá ir, que são só 10 minutos a pé, mas está a nevar, eu já apanhei frio que chegasse, e no estado em que estou não quero andar a assustar as criancinhas que andam na rua). Vou encharcar-me em comprimidos e rebuçados e pós e chás e sopas e mais comprimidos. Se tiver entrevista, posso ir drogadinha até aos ossos mas ao menos parecerei mais com uma pessoa do que com uma rena.
23.2.13
Ooooohhhh
Ontem rapei um friozinho gélido e pronto: estou de cama. Depois de uma noite cheia de febre, com alucinações (dei por mim a percorrer a casa à procura de uma criança...Já não é a primeira vez que acontece. Bem, ao menos quando tenho muita febre sou sempre uma resgatadora de crianças, podia dar-me para pior. =P), cá estou eu, com mantas até ao queixo, a tossir como se tentasse expelir os pulmões, a ver nevar e à espera que isto me passe. E eu que andava tão contente por estar a conseguir passar este Inverno tenebroso sem ficar doente. Bah......
Eu não disse??
Andava para aqui a regalar-me com o sol e a pensar que quase parecia primavera, e o que faz o Saint Pierre? Manda neve outra vez. Oooooh.......Se em Portugal cada vez que pendurava a roupa, chovia uns minutos depois (mesmo que no momento em que a pendurasse estivesse um céu sem nuvens), estou a ver que aqui o primo francês do São Pedro também não vai muito com a minha cara.....
22.2.13
E por falar nos portugueses daqui
Quando fui visitar a igreja aqui da terrinha, vi duas mulheres ao pé do altar. Imaginem o meu espanto quando ao passar por elas oiço:
"- Então, e essa? Ainda está solteira?"
"- Essa? Essa casou-se!".
E eu fiquei cheia de vontade de chegar ao pé delas e dizer "Pois, mas já ouvi dizer que tem um amante!" e depois desatava a correr e saía dali antes que tivessem tempo de reagir. Ah, a maravilhosa cusquisse portuguesa espalhada pelo mundo. :)
Huuum.....
E pronto temos televisão. Entregue ontem por um menino português que me disse "obrigado e até à próxima", deixando-me de boca aberta a olhar para ele (como se não houvesse imensos portugueses por aqui....). E agora aqui estou eu a olhar para ela e a pensar "Que monstro". Eu explico: entreguei completamente a função de escolher uma televisão ao meu rapaz. Eu não percebo de televisões. A única vez que comprei uma foi em Erasmus e o critério foi muito simples: a mais barata. Pronto. Ora, aqui estipulei apenas o máximo de dinheiro que achava que seria sensato gastar numa televisão do género que ele queria. E ele pesquisou e pesquisou. E mostrava-me televisões. E eu olhava para o ecran de computador que nos tem servido de televisão a pensar que para mim aquilo estava óptimo e não precisávamos de comprar televisão nenhuma. Claro que ele não foi nas minhas cantigas e lá temos televisão. E é grande. É daquelas grandes. Por pouco não cabia no móvel de televisão que eu tinha escolhido (entendam-me: eu sempre tive televisões pequenas. Alguma vez pensei que ia ter uma televisão assim?). A imagem é realmente muito boa, a televisão é linda, mas eu ainda estou na fase em que olho para ela e penso "Que monstro gigante que me veio parar aqui à sala".
Que luxo....
É chato não receber respostas às candidaturas que faço. É chato receber "nãos" por e-mail. Mas hoje foi diferente. Hoje tinha um envelope na caixa do correio. Hoje, durante meio-segundo, achei que ia ter boas notícias. Hoje disseram-me que "não" por carta. Um luxo. Se lhe tomam o gosto, já estou a imaginar a quantidade de árvores abatidas por minha causa e nem sei o que fazer a tanta carta.
21.2.13
Desejos
E as saudades com que estou dos tomates recheados com atum que a minha avó fazia (esqueçam lá a carne. Para mim os tomates recheados são com atum. Ou com legumes. Acho que com legumes, tipo ervilhas, milho, cogumelos, também devem ficar bons).... Acho que vou ter de arranjar a receita e fazê-los para o jantar um dia destes.
Estás contente?
Pois claro que estou. Ontem tivemos a primeira explicação sem birras, sem revirar de olhos, com os exercícios a serem feitos sem suspiros e frases como "Isto é uma tortura!". Ah, pois é, correu mesmo bem. :) E começam a surgir os resultados positivos nos testes da escola, o que me deixa ainda mais contente. :)
20.2.13
Yap
Quando o meu rapaz regressou à minha vida, acho que a última coisa que queria era apaixonar-me. Não queria voltar a fazer a figura de tola de gostar e não ser correspondida. Não queria voltar a duvidar dos sentimentos. Não queria suspirar, sofrer, magoar-me, sonhar, etc....Não queria, pronto. É verdade que amar é óptimo. E ser correspondido ainda melhor. Mas eu não queria. O amor trazia-me chatices na altura, demasiadas chatices, e eu não queria nada com o amor. E estava a safar-me bastante bem, conhecendo rapazes interessantes, tendo até alguns pretendentes, mas sem nunca nenhum me fazer tremer o coração. Estava uma profissional em manter o coração fechado. Até que ele me liga. Oito anos depois de ter desaparecido da minha vida, volto a ouvir aquela voz. E apaixonei-me. E quando fui ter com ele, quando nos reencontrámos, eu já ia apaixonada. Realmente, as coisas não se forçam, nem num sentido nem no outro. Acontecem quando têm de acontecer.
19.2.13
Então....
....e o que é que te apetecia mesmo fazer hoje?
Ficar por casa, no sofá, a mandar currículos, a pesquisar na net, a ver televisão, a ler, a comer uma sopinha, a namorar, a descansar, a sentir-me quentinha apesar do frio lá fora.
Então e é isso que vais fazer?
Não (e estou muito mal-humorada por causa disso).
Facto
Não gosto da palavra "namorido". Mexe-me com os nervos cada vez que a leio e só penso em raparigas tolinhas que querem à força ser casadas e não se contentando em ser simplesmente namoradas, arranjam este nome para os namorados. Eu compreendo que há quem queira diferenciar um namorado de há 3 meses com um namorado de há 5 ou 10 anos, com quem já se vive e tudo. Eu própria já senti vontade mais do que uma vez de, ao apresentar o meu rapaz como meu namorado, explicar que já estamos juntos há alguns anos e não é um simples namorico (não que isto interesse a alguém e por isso mesmo passa-me a vontade e fico calada). Por isso até entendo que queiramos que olhem para a pessoa ao nosso lado como alguém que é parte integrante da nossa vida e não alguém que acabou de chegar e que se calhar até está só de passagem. Mas "namorido"? Porque não companheiro? Ou qualquer outra palavra? Para mim, o meu rapaz será sempre apresentado como meu namorado (enquanto o for, claro).
É só sorrir e acenar
Ainda arranho o francês e a minha maior dificuldade é quando do nada falam comigo e eu não sei o assunto (quando sabemos qual o assunto é muito, mas muito mais fácil entender o que nos dizem). Ou quando falam muito depressa. Ora, não sei se é da minha pele clarinha (braaanca :)) e olhos não muito escuros, passo sem dificuldades por francesa, o que acreditem, leva a que todo o tipo de gente fale comigo. Já perdi a conta à quantidade de pessoas que me pergunta direcções (e eu nunca sei responder porque a maior parte das vezes nem percebo onde querem ir e nas restantes vezes até percebo mas não sei onde fica). As meninas da farmácia fazem perguntas, metem conversa, e eu olho para elas a tentar deslindar o que me dizem. Nas caixas do supermercado a mesma coisa. E mesmo aqui, no supermercado, com gente a cirandar de um lado para o outro, sou eu a escolhida para perguntarem onde está o arroz, se a fruta se pesa nas caixas, para que lado está a água.... Há duas semanas atrás, estava eu arrumar as compras no carrinho, e o senhor que tinha sido atendido antes de mim, vem ter comigo com os talões de desconto que tinha recebido (após pagarmos as compras, recebemos por vezes vales de desconto específicos: 1 euro de desconto na próxima vez que comprar carne, 0,80€ de desconto nos próximos iogurtes, etc) e pergunta-me se os quero. Claro, mas isso é que coisa que se pergunte? E nisto, começa a falar, a falar, a explicar o porquê de não precisar dos talões, enquanto a mulher lhe dava outros talões que tinha na carteira e ele mos dava a mim, e a menina da caixa ria-se e falava connosco também, e o homem continuava a falar, a falar, a falar,e eu sem perceber nada, só sorria, acenava com a cabeça e guardava os talões dentro do bolso do casaco não fosse ele mudar de ideias a meio do discurso. Ainda estou para saber porque razão não queria ele os descontos, mas que vim satisfeita com 6 talões para casa, isso vim.
Huuuum, que bom.
Estes dias de sol sabem-me a mel. A temperatura lá fora atinge graus negativos, mas ver o sol a entrar pela casa dentro dá-me a sensação de ser já primavera (e da última vez que tive esta sensação, o São Pedro vingou-se e fez nevar a semana seguinte toda...).
17.2.13
Flight
Pronto, admito, estava nervosa. E mais nervosa fiquei com os anúncios que passaram antes do filme e dos quais apanhei pouco ou nada. Já me estava a ver a passar o filme todo a olhar para a tela, sem perceber nadinha, olhando para o relógio de vez em quando de forma a calcular quanto tempo faltaria para terminar a tortura. Devo ter ficado pálida quando logo na primeira cena do filme não pesco nada do telefonema que é feito. E lembro-me de ter esboçado um sorriso amarelo quando o meu rapaz preocupado me pergunta "Percebeste?". Mas depois lá apanhei. E percebi até que o meu cérebro não traduz automaticamente as frases que entende. Oiço-as e compreendo o seu significado, sem precisar de traduzir mentalmente as palavras, como fazia quando cá estive em Erasmus (ah, e lembrei-me agora de uma italiana que conheci e que me dizia que, para ela, ter noção que sabia francês era quando começasse a sonhar em francês :)).
Falando do filme: gostei. A história é boa, eu já tinha lido sobre ela por isso sabia ao que ia, não sei porquê achei que ia ter mais pormenores, mas por outro houve detalhes e personagens que me surpreenderam. Acho que teria gostado mais se tivesse percebido mais. Admito que houve diálogos que me escaparam e toda a sala se riu duas ou três vezes de piadas que eu não apanhei. Não foi uma ida ao cinema daquelas em que me recosto, relaxo, desligo o cérebro e aproveito o filme. Ali fui obrigada a estar atenta a cada palavra dita, a esforçar-me para compreender. Por isso, não saí de lá a pensar "Uauuuu, que grande filme" porque tinha o cérebro a trabalhar a mil e estava cansada do esforço de compreensão que tinha feito. Mas ainda assim consigo ver que é bom filme e que no fundo gostei bastante.
16.2.13
E hoje...
...vamos ao cinema!! =D Mas vamos lá ver se não faço a festa toda antes e saio da sala a ver navios, porque os filmes aqui são todos dobrados em francês e eu estou com algum receio de não apanhar a história. A ver vamos. Algum dia tinha de tentar e hoje é o dia. Se não perceber a história, obrigo o meu rapaz a oferecer-me o dvd com legendas em português, e pronto.:)
Xiça, porque é que não criam blogues, escrevem lá essas coisas todas e deixam o facebook em paz?
Deve haver alguma maneira de parar de ter no mural do facebook certas coisas que alguns amigos escrevem, não? É que tenho duas pessoas em particular que não param de colocar aquelas frases feitas sobre amizade, amor, fé, seguir em frente, ignorar os maus, manter os bons, etc, etc. E uma pessoa está ali sossegadita a percorrer o mural de alto a baixo, a ver as novidades, e frase sim frase não, é uma destas pérolas escritas por uma destas pessoas.
Uma das minhas paixões: os livros
É por isto que eu vou demorar a aderir à leitura dos livros em ecrans. Eu gosto de passar os dedos pela capa. Gosto de folhear as páginas. Gosto de sentir o peso do livro. Não associo aos livros ao cheiro, porque acabei por praticamente não ter olfacto durante a maior parte da minha vida, mas sei que há pessoas para quem cheirar os livros traz o mesmo prazer que eu tenho quando passo os dedos pelos páginas, por cima das letras.
15.2.13
Queixas
Lembrem-me de não voltar a dizer que tenho combinado com o meu rapaz que no dia dos namorados ele não me arrasta para fora de casa. Se eu me esquecer, relembrem-me o dia de ontem. Fomos convidados a jantar com a família dele e eu fiquei de ir ter com ele ao escritório (se eu soubesse o que me esperava, não tinha saído, ponto final). Lá pego eu na viatura e ponho-me a percorrer os quilómetros de campos e florestas que nos separavam. Minutos depois entro num dos nevoeiros mais cerrados que já vi, não vislumbrando nada à minha frente. E ligar as luzes de nevoeiro? Pois, tá bem, onde é que isso se faz neste carro? Tento ligar ao meu rapaz mas o sistema de alta-voz do carro decide embirrar comigo e nada de fazer a chamada. Toca de pegar no telemóvel, procurar o número e ligar, sempre com um olho na estrada ou no pouco que via dela através do nevoeiro (não, meninos, isto não se faz. Se a polícia me estiver a ler, declaro já que tudo isto é "pura ficção"....). Bem, continuando, começando a chamada no telemóvel, o alta-voz do carro lá decide funcionar e a voz do meu rapaz ecoa no interior do carro. Claro que na altura eu estava a atravessar uma zona de curvas e contra-curvas no meio da floresta, por isso o sinal era fraco e após 4 vezes de "Onde raio se ligam as luzes de nevoeiro??" ele lá me percebeu. Ora, não me perguntem o que fiz eu, lá no meio das explicações todas que ele me dava, consegui apagar as luzinhas todas o carro. Agora imaginem-se num carro em movimento, à noite, nada de iluminação eléctrica, numa floresta, curvas e contra-curvas, no meio de um nevoeiro cerrado, e sem luzes no carro. Ainda estou para perceber como raio não fui eu contra uma árvore. Lá voltei a ligar as luzes, lá consegui ligar as luzes de nevoeiro e lá fiz o caminho todo com o nariz quase encostado ao vidro, a tentar vislumbrar algo e a pensar que podia estar um grupo de 100 javalis parados na estrada que eu não os veria a não ser depois de já ter batido nuns quantos. Conclusão? No dia dos namorados não se sai. É simples. Para o ano não lhe atendo o telefone e algemo-me à porta de casa de forma a não ser convencida a sair.
Estes horários dão cabo de mim....
A imobiliária fecha segunda-feira o dia todo. Os correios fecham às terças e quintas à tarde. A farmácia fecha na quarta-feira à tarde. O supermercado tem um horário que ainda não compreendi bem, mas já percebi que é possível às 16h estar fechado mas aberto às 20h30. E eu ando feita tolinha (enquanto não decoro estas coisas todas) de um lado para o outro para dar com o nariz na porta.
14.2.13
Saint-Valentin
Ora pois que se diz que hoje é dia dos namorados. Confesso que se não fosse toda a publicidade em redor do dia, este me passaria completamente ao lado e nem me lembraria dele. Nada tendo contra o dia, não é uma data que faça questão de festejar. Muito pelo contrário, até. Não sou fã do marketing, das prendas com ursinhos, coraçõezinhos, tudo vermelho ou cor-de-rosa. Não sou fã dos restaurantes com as luzes mais fracas que o habitual, dos menus diferentes, das filas. Não gosto de ver as raparigas completamente derretidas com este dia e com as prendas e mimos que recebem quando no resto do ano não têm direito a nada. Não gosto desta hipocrisia. Não gosto da obrigação de se dar alguma coisa. Claro que há casais românticos o ano todo e que neste também o são, mas eu sou do contra e no dia em que é suposto andarmos todos a arrulhar feitos pombos eu fico na minha e não sou de grandes festejos. Sou uma pessoa romântica por natureza, gosto de receber flores sem ser em datas especiais, gosto de pequenos gestos no dia-a-dia, por isso não gosto de ser assim porque uma data a isso me obriga. Por outro lado, o meu rapaz acha uma certa piada ao dia, e assim sendo há já uns anos que temos um compromisso quanto ao dia: ele não me arrasta para a rua neste dia, não me dá prendas nem coisas do género, deixa-me cá sossegada no meu canto, e eu faço-lhe um postal, jantamos por casa e vemos um filme.
Desejo assim a todos os namorados que gostam do dia que o aproveitem, a todos os que não gostam que o vivam como sempre vivem todos os dias e aos solteiros que queiram festejar que se reúnam com amigos e façam um jantar diferente.
13.2.13
Eu explico
Quando, de Portugal, me perguntam como andam as temperaturas por aqui eu lá vou respondendo "1ºC, 4ºC, 2ºC, 3ºC...". Não são raras as vezes em que apanho como resposta "Aaah, então é a mesma coisa, porque por aqui quando saio de casa cedo também apanho 3ºC.". Pois, ora então eu explico: vocês estão a falar das mínimas que apanham, eu estou a falar das máximas. Quando digo estes belíssimos números acima de zero, refiro-me à temperatura que apanho durante a tarde. Porque à noitinha ou quando acordo já encontramos nas temperaturas negativas. Ou então temos dias como os de hoje, em que às 15h30 está -1ºC. Por isso, não, não é a mesma coisa. Aqui está mais frio e eu estou com uma telha desgraçada porque vou ter de largar o saco de água quente e sair de casa.
Nerd
Hoje não há explicações e mesmo assim passei a manhã entretida a fazer exercícios com fracções. É giro recordar esta matemática aprendida há tantos anos atrás....:)
12.2.13
Carnaval
Para mim Carnaval é a escola primária. É o vestido de ribatejana (lado materno da família). É o vestido de princesa, adaptado do vestido que a minha tia levou ao casamento da minha mãe. É a mousse de chocolate que eu invariavelmente despejava pelo vestido abaixo. É o meu irmão vestido de palhacito. Ou de "Bartman". É as pinturas na cara. É o lenço do meu fato que começava o dia na cabeça e acabava o dia à volta do pescoço. É passar o dia na escola, no meio de muita gargalhada e amigos, todos vestidos de forma diferente. Lembro-me bem de quando para mim o Carnaval acabou: quanto entrei no ciclo. Quando me mascarei de pocahontas e fui para a escola expectante com a festa que teria, supostamente igual às festas da primária. E encontrei a escola quase vazia, com alguns tristes mascarados como eu (e outros nem isso) a deambular por lá. Foi um dia de tal tamanha seca que a partir daí nunca mais me mascarei. E guardo assim para mim as boas memórias do Carnaval. O Carnaval dos tempos da primária.
O fim-de-semana
O São Pedro colaborou comigo e fez nevar na primeira noite que os meus pais passaram cá, permitindo-lhes acordar sob um sol fantástico numa paisagem branquinha. Deu assim para passear e tirar fotografias, conhecer a igreja (onde há uma Nossa Senhora de Fátima dada pela comunidade portuguesa) e a abadia aqui da terrinha. Mostrei-lhes os sítios onde vou de carro, onde são os correios onde vou, fomos à compras ao supermercado, tudo de forma a eles conhecerem as minhas rotinas por cá. Domingo, decidimos ir passear até à Disney Village, e chegados lá começou a nevar, neve esta que se manteve até à noite (e se no início acharam muita piada à neve, depois por estarem pouco habituados a isto, acabaram por apressar o jantar no restaurante por quererem regressar a casa o mais depressa possível - verdade seja dita que ver da janela do restaurante os carros a patinarem e a bloquearem na neve não ajudou). Ontem às 6h00 da manhã já iam a caminho do aeroporto. E custou um pouco. Não tanto pelas saudades (porque se há pessoa que sabe lidar com as saudades sou eu, ou não tivesse tido uma relação à distância durante 3 anos; e também porque o telefone e o skype são-me geralmente suficientes para minimizar a veia saudosista) mas porque era um pouco da minha família que aqui estava, numa terra que de minha nada tem. Resta-me agora esperar e planear nova visita.:)
11.2.13
E com pessoas assim não admira que Portugal não avance...
Vendi o carro a pessoa que está no estrangeiro. Em Portugal estão a levantar problemas com isso e com os papéis que preenchi (papéis esses que me disseram eles que eu deveria preencher). Para resolver os problemas, deram os papéis correctos à minha mãe para eu preencher. Imaginem o meu espanto quando vejo que nestes papéis devo declarar que dei o meu carro para a sucata e dar o nome e morada do sucateiro. Caso todos os campos não estejam preenchidos, não me aceitam os papéis. Volto a dizer: Gentinha, parem de acordar e pensar "Vamos lá lixar ou atrasar a vida a mais uma pessoa hoje". É que eu tenho mais que fazer e vocês iam ser bem mais felizes.....
8.2.13
7.2.13
Isto de procurar emprego não tem piada nenhuma
Procurar emprego num país estrangeiro não é fácil. Desde propostas com siglas que não compreendemos e com palavras esquisitas que (ainda) não conhecemos, a escrever o currículo e cartas de motivação numa língua que não é a nossa, tudo parece mais complicado do que seria se estivesse em Portugal, a dominar uma língua que conheço bem (estou à falar da procura. Acredito que encontrar verdadeiramente um emprego seja mais difícil em Portugal). Agora estou para aqui a escrever uma carta de motivação para enviar a uma empresa e no fundo, no fundo, o que eu quero dizer é: "Meus amigos, eu trabalho bem, sou concentrada e dedico-me mesmo aos projectos nos quais me meto. Sou organizada e integro-me bem numa equipa, pelo que vocês só ficariam a ganhar se me contratassem e eu agradecia a oportunidade, sim? Segunda-feira apareço aí para trabalhar.". Infelizmente, suspeito que se enviasse isto assim na própria segunda-feira seria corrida da empresa....
6.2.13
Goooood, por favor, avaria-lhe o rádio do carro de vez!
Tenho um vizinho que está para aí há 3 horas dentro do carro, estacionado mesmo debaixo da janela mais perto de mim, a ouvir música (batucada, pura e simplesmente) em altos berros. E eu pergunto: ao fim de tanto tempo não estará surdo? Quanto mais tempo aguentaria eu sem começar a mandar garrafas de vidro para cima do tejadilho? E respondo eu: surdo já deve estar porque é simplesmente impossível alguém com bons ouvidos suportar este nível de ruído; e quanto à segunda pergunta não saberemos porque felizmente vou sair de casa e dar explicações (abençoadas explicações que me salvam deste martírio.....).
5.2.13
Cabeças ocas
E uma pessoa lê uma bloguer minimamente conhecida a dizer, em resposta a quem lhe disse que tinha emagrecido, que "nunca se é magra demais nem rica demais". Sobre a riqueza não opino, mas "nunca se é magra demais"? Mesmo? Qualquer dia vê-mo-la a apoiar a pro-ana (a favor da anorexia). Não digo que as pessoas devam engordar até não caberem nas portas mas há estados de magreza que para além de prejudiciais à saúde simplesmente não são bonitos.
Sinceramente....
Então hoje é o dia mundial da Nutella e ninguém me avisa??? Mas isto faz-se?? Eu com dois boiões de Nutella cá em casa em ninguém me diz para eu me atirar a eles como se não houvesse amanhã? Já no sábado foi o dia dos crepes cá em França e só me disseram ontem (e eu já a imaginar os crepes cobertos de Nutella), e hoje novamente me passa ao lado a hipótese de lambuzar de chocolate tendo uma boa desculpa. Baaah, tenho de arranjar um calendário só para estas coisas.....
Hoje é o dia
Hoje é o dia em que vou cozinhar para 9 pessoas. E então?, perguntam vocês. E então que os meus dotes culinários são assim a atirar para o mau e não tenho vontade nenhuma de mandar alguém para o hospital com uma paragem de digestão ou intoxicação alimentar. Eu gosto mesmo muito de receber pessoas em casa (gosto mesmo) mas cozinhar....ai, não é mesmo a minha onda. Bem, acho que vou ali para a cozinha, começar a sentir o ambiente e ver se baixa em mim um Henrique Sá Pessoa, ou um Jamie Olivier, ou quiçá uma Nigella Lawson. E vamos acreditar que um dia, um dia, eu vou ser capaz de cozinhar para 9 pessoas com uma perna às costas e sem stressar.
4.2.13
Como desmotivar rapidamente
Fazer uma hora de elíptica e perceber que se gastou em calorias cerca de 3 barritas kinder (pelas quais sou apaixonada). =P
3.2.13
Liebster Award
O Liebster Award é um prémio que tem como objectivo divulgar blogs com menos de 200 seguidores e foi-me passado. As regras são:
1. Fazer uma lista com 11 factos aleatórios sobre nós.
2. Responder a 11 perguntas.
3. Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocar o link dos seus blogs neste post e avisá-las sobre o prémio.
4. Fazer 11 novas perguntas aos bloggers que nomeámos para o prémio.
Ora, eu nem sou destas coisas, mas o tempo livre vai sendo algum por isso agora meto-me em tudo. Vamos lá então....
11 Factos Aleatórios Sobre Mim:
1. Estou a viver em França.
2. Gosto de ler.
3. Gosto de desenhar.
4. Já caí numa banheira e ia indo desta para melhor.
5. Conheço a minha melhor amiga faz este ano 25 anos.
6. Nunca comi uma pastilha elástica.
7. Não bebo café.
8. Não gosto de bebidas com gás.
9. Estou apaixonada.
10. Tenho olhos castanho-esverdeados
11. Sou feliz.
Perguntas A Que Tenho De Responder:
1. Qual é o teu prato favorito?
Huuuum, pergunta difícil porque eu até sou um bom garfo....Assim de repente veio-me a lasanha de atum à cabeça por isso fica este registado como o meu prato favorito (mas tenho outros, oh se tenho...).
2. Fazes desporto? Se sim, qual?
Desporto, desporto não faço. Mas faço exercício em casa: 1h30 de elíptica todos os dias (menos naqueles em que me dá a preguiça =P).
3. Qual o teu filme favorito?
Ui, mais uma vez tantos....mas acho que vou escolher o "Em busca da Felicidade".
4. Preferes frio ou calor?
Frio! Posso queixar-me do frio todos os dias, mas o calor é insuportável para mim e para a minha tensão baixa.
5. Se neste momento pudesses viajar para onde seria?
Portugal! Lol, esta era fácil. :) Ou ia até Itália, que é a próxima viagem a dois que queremos fazer. :)
6. Qual o teu maior defeito?
Ansiedade. Sou muito nervosinha e fica ansiosa com tudo.
7. Acreditas no amor à primeira vista?
Não. Acredito na atracção, na paixão à primeira vista. O amor vem depois.
8. O que mais desejas fazer em 2013?
Arranjar um emprego.
9. O que farias hoje se fosse o último dia da tua vida?
Pegava no meu rapaz e ia para Portugal ter com a família e os amigos.
10. Qual é a tua música favorita?
Huuuuum, High (Lighthouse family).
11. O que mais te irrita?
A incompetência dos outros.
Novas Perguntas:
1. Qual a cor favorita?
2. O que gostavas de mudar no mundo?
3. O que te imaginas a fazer daqui a 10 anos?
4. Qual o teu objectivo de vida?
5. Que livro andas a ler?
6. O que mudarias em ti?
7. Porque criaste um blog?
8. O que te arrependes de não ter feito?
9. Qual a tua melhor característica?
10. Que tipo de blogs gostas de ler?
11. És feliz?
Blogs A Quem passo (Bem, não vou conseguir passar a 11 blogs porque pura e simplesmente não conheço 11 blogs com menos de 200 seguidores).
What Have Under The Clothes?
Filosofias da minha vida
Eu em pequenas partes.
Alice no país das salsichas
Dreamer Thing
1. Fazer uma lista com 11 factos aleatórios sobre nós.
2. Responder a 11 perguntas.
3. Nomear 11 bloggers com 200 ou menos seguidores, colocar o link dos seus blogs neste post e avisá-las sobre o prémio.
4. Fazer 11 novas perguntas aos bloggers que nomeámos para o prémio.
Ora, eu nem sou destas coisas, mas o tempo livre vai sendo algum por isso agora meto-me em tudo. Vamos lá então....
11 Factos Aleatórios Sobre Mim:
1. Estou a viver em França.
2. Gosto de ler.
3. Gosto de desenhar.
4. Já caí numa banheira e ia indo desta para melhor.
5. Conheço a minha melhor amiga faz este ano 25 anos.
6. Nunca comi uma pastilha elástica.
7. Não bebo café.
8. Não gosto de bebidas com gás.
9. Estou apaixonada.
10. Tenho olhos castanho-esverdeados
11. Sou feliz.
Perguntas A Que Tenho De Responder:
1. Qual é o teu prato favorito?
Huuuum, pergunta difícil porque eu até sou um bom garfo....Assim de repente veio-me a lasanha de atum à cabeça por isso fica este registado como o meu prato favorito (mas tenho outros, oh se tenho...).
2. Fazes desporto? Se sim, qual?
Desporto, desporto não faço. Mas faço exercício em casa: 1h30 de elíptica todos os dias (menos naqueles em que me dá a preguiça =P).
3. Qual o teu filme favorito?
Ui, mais uma vez tantos....mas acho que vou escolher o "Em busca da Felicidade".
4. Preferes frio ou calor?
Frio! Posso queixar-me do frio todos os dias, mas o calor é insuportável para mim e para a minha tensão baixa.
5. Se neste momento pudesses viajar para onde seria?
Portugal! Lol, esta era fácil. :) Ou ia até Itália, que é a próxima viagem a dois que queremos fazer. :)
6. Qual o teu maior defeito?
Ansiedade. Sou muito nervosinha e fica ansiosa com tudo.
7. Acreditas no amor à primeira vista?
Não. Acredito na atracção, na paixão à primeira vista. O amor vem depois.
8. O que mais desejas fazer em 2013?
Arranjar um emprego.
9. O que farias hoje se fosse o último dia da tua vida?
Pegava no meu rapaz e ia para Portugal ter com a família e os amigos.
10. Qual é a tua música favorita?
Huuuuum, High (Lighthouse family).
11. O que mais te irrita?
A incompetência dos outros.
Novas Perguntas:
1. Qual a cor favorita?
2. O que gostavas de mudar no mundo?
3. O que te imaginas a fazer daqui a 10 anos?
4. Qual o teu objectivo de vida?
5. Que livro andas a ler?
6. O que mudarias em ti?
7. Porque criaste um blog?
8. O que te arrependes de não ter feito?
9. Qual a tua melhor característica?
10. Que tipo de blogs gostas de ler?
11. És feliz?
Blogs A Quem passo (Bem, não vou conseguir passar a 11 blogs porque pura e simplesmente não conheço 11 blogs com menos de 200 seguidores).
What Have Under The Clothes?
Filosofias da minha vida
Eu em pequenas partes.
Alice no país das salsichas
Dreamer Thing
2.2.13
Jodi Picoult
Não gosto quando os autores mudam o seu registo de escrita. Se compro livros de um determinado autor porque gosto dos policiais que ele escreve então não acho grande piada se compro um novo livro dele e descubro depois que é um romance. Já referi aqui (ou no blog que tinha antes deste) o meu gosto pelos dramas escritos pela Jodi Picoult. Não gostei de todos os eles, até porque fui aprendendo a escrita dela, e nos últimos já se tornava difícil ela surpreender-me como acontecia nos primeiros. Mas ainda assim, eu gostava das histórias, dos dramas, das reviravoltas que ela fazia. Comprei o último livro dela antes do Verão passado e guardei-o bem guardadinho na caixa de livros que traria para França. Comecei há pouco mais de uma semana a lê-lo e acabei ontem. Confesso que a primeira metade do livro me decepcionou porque percebi que não seria um daqueles dramas a que eu estava habituada. Depois estranhei o tipo de escrita. Ontem, quando o acabei, pousei o livro e tentei analisá-lo friamente e deixando de parte as ideias que eu tenho da autora. E a verdade é que o livro nem é mau. Basicamente temos a mesma história contada pela perspectiva de 5 pessoas diferentes, o que torna o livro interessante embora às vezes um pouco repetitivo. A ordem da história é que não é linear e temos logo nas primeiras páginas uma das personagens a contar o seu ponto de vista do que se passa no fim do livro. E é esquisito, porque não conhecemos as personagens que entram naquela cena, não sabemos o que se passou para terem chegado àquele ponto e basicamente não percebemos nada do início do livro. Quando cheguei ao fim do livro voltei ao início para ler aquela parte porque agora sim ia percebê-la. Como disse, agora que o acabei, não o acho um mau livro, a história não é muito dramática (pelo menos eu não acho. Bem, tenho de ser justa, não é um romance cor-de-rosa, tem um pouco de drama mas nada de mais), a maneira como está escrita estranha-se a princípio e depois entranha-se, mas fica desde já aqui escrito que prefiro o outro registo mais dramático dela e que a aconselhar, aconselharei um dos outros livros dela antes deste.
1.2.13
A incompetência dos outros tira-me anos de vida....
Eu gosto muito do meu país, e gosto mesmo, mas tira-me do sério a quantidade de gente incompetente, e que acorda todos os dias para dificultar a vida aos outros, que o meu país tem.
Quando andava na Universidade irritava-me solenemente ir à reitoria tratar de um assunto, dizerem que teria de me dirigir à secretaria do meu departamento para o resolver, para depois ao chegar à dita secretaria dizerem-me que isso se tratava na reitoria. Deviam achar que eu não tinha mais nada que fazer senão andar a atravessar o campus só porque as pessoas não tinham noção do trabalho que competia a cada uma delas.
Quando fiz o estágio, só assinei os papéis um ano após o ter terminado, porque a Universidade queria que fosse o Hospital a enviar um documento e o Hospital queria que fosse a Universidade a enviar esse mesmo documento. E à custa de duas instituições estarem a armar o burro e se portarem como duas crianças mimadas estive em riscos de não ver o meu estágio reconhecido.
Agora, estou no estrangeiro, quero resolver um problema dentro da legalidade e por isso ligo para um instituto público a perguntar como devo fazer, preencho os papéis que me dizem para preencher, envio aos meus pais, a minha mãe abdica da hora de almoço dela para ir entregar os papéis e tem de levar com um "Oh minha senhora, o papel não é esse. E não é aqui que entrega. E não é assim que a sua filha pode fazer as coisas. Informaram-na mal."! Quando a minha mãe me ligou eu só lhe pedia para me pôr em alta-voz para eu perguntar à abécula que a atendeu para que serve aquele instituto em que ela trabalha, se cada pessoa dá uma informação diferente, se ninguém sabe bem qual é lei (já agora, não vá a senhora até ler este meu querido blogue: sim, eu posso viver em França e conduzir o meu carro com matrícula portuguesa durante 6 meses antes de ser obrigada por lei a legalizá-lo!) e se ninguém sabe exactamente como funcionam as coisas mas afirmam categoricamente que as coisas não são feitas como nós as queremos fazer (perdão, corrijo: como nos disseram para fazer!). Lixem-se todos e pensem um bocadinho, enquanto estiverem a fazer a vossa nona pausa para o café da manhã, que se calhar, mas só se calhar, já que vos pagam para trabalhar talvez devesse ser bom ter algumas noções de que trabalho é esse.
Bolo - take 2
Então como é que ficou o bolo, Maria Tété? A resposta é....queimado. É verdade, deu-lhe para se queimar. Mas a massa ficou muito boa (lá usei outra farinha e outro chocolate), e cortando as partes queimadas até posso dizer que o bolo ficou bastante saboroso. Lá o cortei aos cubos e hoje vai ser levado para o jantar que temos. :) Yeeah, prova superada! =D
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