29.3.13

Que fedor, valha-me Deus.....

É considerado violência doméstica psicológica o meu rapaz ter no frigorífico um daqueles queijos que deitam um cheiro um chulé, a lixo e a podre, não é? É que cada vez que abro o frigorífico, é como se me rebentasse uma bombinha de mau-cheiro no nariz, a cozinha fica toda a cheirar mal e eu quase caio para o lado. Acho que é bom que ele o coma depressa senão cheira-me que vai parar ao lixo mais depressa do que ele gostaria....Que fedor.....

Yeah, está sol


Em Portugal apanhei chuva, chuva, chuva e um ou outro dia de sol. Chego aqui e está frio, frio, frio, frio. Mas frio mesmo. Ontem ainda caíram uns flocos de neve. Estamos quase em Abril e ainda ameaça cair neve. Estas estações já não são o que eram. =S Hoje está sol e eu vou ali pôr-me um bocadinho à janela a aproveitar. É que da maneira como o Saint Pierre anda, daqui a 10 minutos pode dar-lhe para trazer um nevão para estes lados....:)

28.3.13

:)


É bom estar em casa novamente. :)

A Melodia do Amor, Lesley Pearse


Levei este livro para ler em Portugal e acabei-o no dia em que cá cheguei. Mais um livro típico de Lesley Pearse onde as personagens sofrem tudo o que têm a sofrer: se estão tristes, apaixonam-se, morre o namorado; descobrem que estão grávidas, abortam; se chegam a ter as crianças, estas morrem ou perdem-se e nunca mais são encontradas; se são sem-abrigo e encontram finalmente uma casa, esta há-de arder; morrem-lhes os pais, os irmãos, os tios, os enteados, toda a gente; se andam de autocarro têm um acidente; se andam de barco, este afunda; são violadas, raptadas, feridas; passam fome; enfim, todos os livros são uma desgraça completa que te obriga a torcer pelas personagens para que cheguem vivinhas da silva ao final. Este livro não é excepção e a meio da livro Lesley Pearse faz-me o favor de matar uma das minhas personagens favoritas. Zanguei-me e pensei em pousar o livro uns tempos, mas tinha um avião para apanhar e eu gosto de ler nos aviões. 
Para quem gosta do estilo desta autora, este livro não vai desiludir. Houve ali um outro capítulo em que achei que as coisas não se estavam a desenvolver ao ritmo certo mas de resto é um livro que nos prende e nos faz querer continuar a ler só para saber o que vai acontecer. :)

27.3.13

Eu é que fui bem educada, senão tinha mandado toda aquela gente para um certo sítio.....

Parece-me compreensível que nos voos da Easyjet que não têm lugares marcados (o último em que andei tinha) as pessoas gostem de fazer fila ainda antes do embarque começar. Se estivesse inserida num grupo também gostaria de estar entre as primeiras pessoas que entram no avião de forma a poder escolher os lugares e ter a certeza que as pessoas com que viajo ficam ao pé de mim. Já não entendo assim tão bem quando os lugares são marcados que haja toda esta correria e pressa.
E menos ainda entendo o facto dos portugueses decidirem fazer orelhas moucas quando lhes convém  atrasando a vida a toda a gente. A primeira vez que ouvi, na altura do embarque, chamarem os passageiros das filas 15 a 20 foi em França. Olhei para o bilhete, o meu lugar era na 15 e dirigi-me então ao balcão para embarcar, enquanto ao meu lado as pessoas continuavam sentadas à espera de serem chamadas. Fui a segunda pessoa a entrar no avião, e estando já a segunda metade do avião composta deram permissão para que os que tinham lugares antes da fila 15 entrassem. Foi um embarque sossegado e rápido. Depois disso já apanhei por diversas vezes embarques deste género e já me apercebi que em Portugal isto simplesmente não funciona. Ontem, por exemplo, chamaram os passageiros com lugar nas filas 13 a 22. Eu tinha lugar na última fila, na 22 (iiupi, não tive miúdos atrás de mim a dar-me pontapés), e dirigi-me logo ao balcão. Imaginem a minha cara quando me apercebo que TODOS os passageiros já estavam a fazer fila. Quando finalmente mostrei o meu bilhete, era já das últimas pessoas a entrar na manga que nos leva ao avião. E não vos conto a raiva com que fiquei por ter de estar parada numa fila um ror de tempo, numa manga de acesso, porque simplesmente as pessoas não conseguiam entrar no avião. A ver se percebem: quando são chamadas as últimas filas é para que o avião não entupa logo ao início com pessoas à procura dos seus lugares nas primeiras filas, a arrumar malas, a arrumar casacos, e "espere só um bocadinho que ainda tenho de me levantar e tirar não sei o quê da mochila", obrigando todos os outros passageiros a esperar. Se este senta-dessenta, arruma-desarruma, acontecer nas últimas filas, os das primeiras podem ir entrando sem problemas. Ontem, quando finalmente entrei no avião, só me apetecia desatar a chamar nomes àquela gente toda sentada nas primeiras filas, que fizeram questão de entrar primeiro e atrasar o embarque. Caramba, ainda se dessem dinheiro a quem entra primeiro, ainda se percebia, agora assim....São os primeiros a querer entrar e os primeiros a levantar-se ainda nem o avião parou. Devem achar que assim fazem uma viagem mais curta do que todos os outros que estão no avião.....Gente paradinha do cérebro, pah.

26.3.13

Já sabem que eu gosto de falar de assuntos quando toda a gente já deixou de falar deles...Hoje é o dia do Papa. :)

Eu andei na catequese. Fui baptizada, fiz a primeira comunhão, a profissão de fé e o crisma. Fui escuteira e ia às missas. E ainda assim o meu Deus não é o Deus de que sempre me falaram. Na altura da catequese, não cabia na minha cabeça um Deus que me castigaria se eu não rezasse todas as noites, se embirrasse com o meu irmão ou se não fizesse a cama todas as manhãs como a minha mãe queria. Com tanto por fazer no mundo, porque haveria Ele de se chatear com a minha cama por fazer?
Quando tinha 14 anos morreu-me um avô. Não era a minha primeira morte (quem nasce com quase todos os bisavós vivos desde cedo que os vê partir. E ainda assim tive a sorte de a última das minhas bisavós ter partido já andava eu na Universidade), mas foi a primeira que me marcou. E na altura zanguei-me com Deus. Se fazia sempre a minha cama, se era boa filha, se tirava boas notas, porque razão tinha sido castigada e ficado orfã de um avô tão cedo?
E percebi na altura que Ele também falha. Também erra. Também faz coisas mal feitas. Também atira completamente ao lado. Ao mesmo tempo percebi que as missas não eram para mim. Gostava da parte das músicas e de ir com a cestinha receber o dinheiro, mas achava-as demasiado compridas. De cor, sabia e sei apenas o Pai Nosso. Nunca soube o Avé Maria nem as outras ladaínhas. Percebi que não gostava de como as coisas eram ditas de cor, de como não se pensavam nas palavras ditas. Percebi que não gostava daquele senta-levanta, nem de como a hóstia se colava ao céu da boca (e ainda hoje, se for à missa, não vou à hóstia. Parece-me mais ser um castigo ter de a soltar dos dentes e do céu da boca do que ser a partilha do corpo de Cristo).
Percebi que não gostava de confissões (fiz o Crisma sem me confessar e hei-de casar sem me confessar), que não fazia sentido para mim desabafar os meus pecados a alguém igual a mim, com falhas como as minhas e que para mim não tinha nada a ver com aquilo que eu fazia da minha vida.
Por isso, sim, acredito em Deus, no meu Deus, mas não acredito na Igreja, nos padres, nas ladaínhas ditas de cor, nos beijos e abraços, na hóstia e na confissão. 

Desta forma a escolha do Papa passa-me um pouco ao lado, acho interessante ver quem será, o que vai fazer, mas não espero grande coisa dele. Afinal de contas se chegou até ali é porque concordou durante o seu percurso com a maior parte das ideologias da Igreja. Não é por ser papa que vai alterar a sua forma de pensar quanto ao aborto, aos contraceptivos, ao casamento gay, ao divórcio, à entrega só após o casamento, entre outros. Por isso, embora ache este Papa simpático e mesmo sabendo que é jesuíta (tenho um carinho especial por jesuítas à conta dos acampamentos fantásticos que fiz com eles), vou continuar a acreditar apenas no meu Deus e a ver a Igreja (e o que esta faz) de longe.

P.s. Ainda assim nada tenho contra quem tem fé, quem corre a Roma ver o Papa, quem vai às missas e reza todas as noites. São opções de vida, e comove-me ver a alegria das pessoas ao ver o filho ser beijado pelo Papa, dos velhinhos a quem o Papa dá a mão. A felicidade dos outros comove e quem encontra esta felicidade na Igreja e no Papa tem todo o meu apoio.

O porquê de eu não gostar de andar de avião


Tens medo?

Não, nem por isso. Quero acreditar que o piloto, por amor à própria vida, não vai descolar se achar que há algo de errado no avião. Por isso, não tenho mais medo de andar de avião do que tenho de fazer longas viagens de carro.

Então o que te apoquenta, Maria Tété, e te tira a vontade de entrar no avião?

O facto de me calhar sempre um miúdo na cadeira atrás de mim que passa a viagem toda a dar-me pontapés no assento. E quando não é um miúdo, é um homem que não tendo espaço para as pernas enfia os joelhos pelas minhas costas dentro. Não é confortável, tira-me do sério, rói-me a paciência e faz-me ficar de mau-humor.

E depois o facto de me doerem os ouvidos. E os dentes. E o pescoço. As aterragens são autênticas sessões de tortura para mim. Só não choro porque sou uma menina grande que não chora em público.

E por fim, o ar do avião. O ar?, perguntam vocês. Sim, o ar. Não sei o que raio metem no ar dentro do avião tenho sempre um crise de alergia na segunda metade do avião. Sempre! E já experimentei de tudo: tomar o anti-histamínico antes de entrar no avião, a meio do voo, em plena crise. Nada resulta, só quando finalmente saio do avião é que volto a ser uma pessoa normal. Até lá (portanto, mais ou menos uma hora da viagem) vou a espirrar consecutivamente, o nariz a correr ao ponto de se me acabarem os lenços em dois minutos (e acreditem: eu levo muuuitos pacotes de lenço na mala por já saber que isto acontece), comichão na cara toda, a espirrar, os olhos a lacrimejar, arrepios de frio, e continuando sempre a espirrar. E é que isto para além de ser incómodo que se farta, ainda faz com que os meus companheiros de viagem se encolham todos, pensando provavelmente que eu estou com uma gripe gravíssima e altamente contagiosa, e passem o resto da viagem a olhar-me de lado.

E é por estas razões que eu passo as horas antes de entrar no avião a suspirar...e também pelas quais serei a primeira a aderir quando se inventar o teletransporte.

25.3.13

...


Esta semana em Portugal passou num instante. Parece que ainda ontem cheguei, que festejei os anos da mãe, o dia do pai, que estive com os meus amigos, com os meus avós, que fui aos restaurantes de que tinha saudades, e amanhã já me vou em embora e ainda fiquei com coisas para fazer. A mala já está feita (e cheia) desde ontem mas como é óbvio tenho mais meio mundo para lá enfiar e ainda não sei como. Penso que será a minha tarefa desta noite: tonar as roupas mais pequenas ou a mala maior. Hoje ainda fui comprar o último livro que queria levar (levo três! =D) e uns vernizes que me saem mais baratos cá que lá. Amanhã é dia de ir dar um último beijinhos aos amigos porque agora não sei quando volto e as saudades vão apertar, é dia de ir até ao Porto apanhar o avião e regressar àquela que é agora a minha casa e para os braços daquele que é o homem da minha vida. Ainda não fui e já estou com saudades de Portugal...

Há dias em que a vontade é cortá-lo bem curtinho....


Tem cá uma personalidade este meu cabelo....

24.3.13

2 minutinhos de pausa e lá vou eu.....

Estou a fazer uma razia ao meu armário. Tudo o que já não me serve (estou a tentar deixar aquela mítica frase de "Depois da dieta isto vai voltar a servir-me!" que me faz acumular roupa e roupa. Ainda assim estou ali a guardar umas pecitas para quando a famosa dieta vier a funcionar....=P) e tudo aquilo que já não uso há anos (e tenho boas peças, em bom estado, que por estas mesmas razões fui sempre guardando, mas se já não as uso - porque o estilo muda ao longo dos anos - não vale a pensa ficarem a ocupar espaço e há quem lhes vá dar uso com certeza). Amanhã é dia de dar a roupa, a ver se vou para França com o armário de cá mais vazio.

Aprendizagens ao longo da vida


Nos últimos anos tenho aprendido muito, quer a nível profissional quer a nível pessoal. Sei que aos 28 anos ainda temos muito para viver, ainda temos certezas absolutas que nos farão revirar os olhos quando tivermos 50 anos, que ainda somos umas crianças para os nossos avós e que ainda vamos ter muitas lições de vida, mas se ao chegar quase aos trintas sentirmos que ainda não aprendemos nada então alguma coisa está errada. E se há cerca de 5 anos aprendi que as coisas nem sempre correm bem mesmo que façamos tudo bem (e esta foi uma bela chapada da vida), que viver sossegada no meu canto não me afastava dos problemas e por isso mais valia soltar-me mais, e que a sanidade mental é mais importante de que muitas outras facetas da nossa vida,  nos últimos anos aprendi três coisas importantes:

1. Aprendi a dizer que não.  E acreditem que não é fácil, aliás ainda não digo que não o suficiente, mas para lá caminho. Aprendi que se temos razão, temos de bater com o pé no chão (escusa de ser literalmente) e fazermo-nos ouvir. Aprendi que tenho uma voz e que a devo utilizar, porque quando não o faço os outros aproveitam-se e lideram a minha vida, dispondo dela como bem lhes apetecesse, coordenando os meus horários, as minhas companhias, as minhas tarefas, a minha felicidade. A vida é minha, quem manda nela sou eu. Da mesma forma, deixei de lutar pelos outros. Se quem está ao meu lado tem um problema e quer lutar por ele, eu luto também. Mas não vou lutar sozinha enquanto ao meu lado o dono do problema fica de braços cruzados.

2. Meti na cabeça que os amigos são diferentes e que se formos realmente amigos essas diferenças são aceites sem levantar problemas. Um amigo que nos liga uma vez num mês não é menos amigo que um que nos liga todas as semanas. Muitas vezes tem apenas menos disponibilidade. Eu própria não falo com os amigos todos da mesma maneira (e bem que se pode queixar a minha mana de coração porque de todas as amigas se calhar com ela é com quem menos falo - mas se precisares, sabes que vou a correr, não sabes?? :)), simplesmente porque as coisas assim acontecem. Claro que agora que estou longe não estou tão disponível para os meus amigos como outras pessoas que vivem ali ao pé deles, mas isso não faz com que goste menos deles, com que não penses neles, com que não seja amiga deles, mesmo que seja uma amiga à distância. 

3. Deixei de dar importância a certas coisas, deixei de me chatear com certas coisas, vivo a minha vida mais independente da vida dos outros. Se há quem queira chatear-se comigo sem razão que se chateie, não vou perder as minhas horas de sono a tentar resolver problemas e macaquinhos que existem na cabeça dos outros. Deixei também de tratar as coisas com paninhos quentes, deixei de ser tão politicamente correcta no que toca a mim, não estou para ouvir certas coisas e começo a dizê-las, com tacto mas directamente. Fartei-me de apanhar com bocas que não me serviam e mesmo assim ficar calada. E cansei-me de quem me cobra coisas (principalmente tempo e atenção). E se é verdade que estou aqui para os meus amigos, se compreendo a sua falta de disponibilidade, tenho a sensação que se algum dia voltar a ouvir algo como "se fosses mesmo amiga, ligavas-me mais vezes" (ou algo do género) a pessoa receberá como resposta um bela asneira e uma bela ausência da minha parte. Deixei de não fazer coisas (ou fazer) a pensar no que vão dizer os outros. E Deus sabe como isto é libertador. :) A sensação de que quem é importante ficará ali, e que quem não é...não nos interessa o que pensa e o que faz. :)

Enfim, foi o que aprendi. Se calhar daqui a uns anos leio isto e vou pensar "Ui, tão tenrinha, achavas tu que já fazias muito na altura" ou "Enfim, que ideias tolas que tinha na altura", mas por agora, aos 28 anos sinto-me diferente da Tété dos 20, e se essa diferença está na segurança com que lido a minha vida, então não me parece que esteja a ir mal.:)

Ai...estas saudades com que já estou....:)


22.3.13

A verdadeira razão pela qual não me caso


No dia do meu casamento eu quero comer bifinhos de perú com natas e cogumelos, e salmão grelhado. O rapaz insiste no tradicional leitão da zona (que eu não como) e no bacalhau (que eu não gosto). Ora se é para ser uma noiva que não vai comer, então não caso (e cruzo o braços, faço beicinho e mostro o meu ar amuado).

Cheira-me que ou arranjo outro noivo ou vou ter de levar de casa um tupperware com comida. ;)


Epah, se calhar tinham escolhido outro nome, digo eu.....


A Olá tem um gelado novo (pelo menos, para mim é) chamado "mimo". Sou a única a achar que dizer ao rapaz que nos atende que queremos "um mimo" é um pouco estranho? É que por segundos achei que ele me ia fazer uma festinha na cabeça ou dar um abraço. =S

20.3.13

Ui, o risco que agora correm....


Anteontem surpreendi a minha mãe no trabalho. Quando cheguei ela tinha saído do gabinete por isso entrei e esperei que ela regressasse. E enquanto ali esperava já imaginava a cara dela, e perguntava-me se ela se ia assustar, se ia chorar (quase apostava que sim), se ia gritar. O resultado saiu-me completamente ao lado: ela a entrar, a olhar para mim e a dizer calmamente "ôh, ôh, olha que surpresa!", eu a desatar a chorar, ela toda aflita a perguntar se tinha acontecido alguma coisa de grave, eu a abanar a cabeça. Enfim, eu que não choro em público, eu que acho uma vergonha estas choradeiras, eu que já me estava a preparar para gozar com a minha mãe quando ela se pusesse ali a chorar feita Maria Madalena, e afinal...Uma pessoa emigra e as hormonas desregulam-se todas, só pode. Atenção aos meus amigos que amanhã ainda me pode dar para vos abraçar e dizer que vos adoro. A culpa é das hormonas de emigrante!

Deixem passar o pote, se faz favor!


Ontem foi jantar pizza e gelado. Hoje foi dia de ir ao meu restaurante italiano favorito comer massa e um crepe. Ainda bem que só fico uma semana....mais um pouco e fico a parecer uma pipa de vinho.

19.3.13

Facto

Uma pessoa habitua-se mesmo a ter internet no telemóvel e ter um toque sempre que recebe um e-mail. Aqui em Portugal não tenho isso e é estranho.

Dia dele e dela

Hoje é Dia do Pai. Do meu Pai, para mim. É dia de comemorar as danças na sala, as horas passadas a fazer puzzles, as explicações de matemática, as tentativas de me fazer falar inglês, as idas à praia ao final do dia para não parecermos camarões, a construção dos castelos de areia e das pistas para as bolas de praia, as escondidas que jogava comigo e com o meu irmão cá em casa, do gosto da leitura que me incutiu. É dia de comemorar os abracinhos que ainda hoje me dá, as histórias que me contava em pequena para adormecer (mesmo que dos doze trabalhos de hércules contasse sempre os mesmos dois), por me apresentar os Hobbit e o Senhor dos Anéis aos 14 anos, por me fazer conhecer ainda hoje os livros que lê e insistir comigo quando acha que algum até se insere no meu gosto. É dia de comemorar os canelonis que me fazia quando era pequenina, o ter-me ensinado a subir às árvores mesmo tendo eu tanto medo de alturas, de me ter inscrito durante uns anos no concurso de pesca quando eu nem era capaz de agarrar no isco (nooojo). É dia de comemorar a palmada que apanhei quando era pequenina e que nunca mais me esqueci e me serviu de lição a nunca mais lhe desobedecer, o me perguntar todas as noites se tinha a mochila da escola pronta e se já tinha escolhido o que ia vestir no dia seguinte para não perder tempo de manhã, o comermos os cereais em silêncio cada um a ler o seu livro, as cassetes da Pantera cor-de-rosa que nos trazia das suas viagens, as cassetes da Rua Sésamo que gravava para nós e os episódios que via connosco (ainda hoje sabe as mesmas músicas que nós).

E hoje para mim também é dia da Mãe, porque decidiu há uns anos atrás nascer a 19 de Março. E por isso hoje também comemoramos as idas às compras para comprar a roupa para o ballet (aaai, tão descoordenada que eu era), o olhar sempre atento às nossas cabeças na praia e no mar, a compra dos bolos de aniversário, os folhados de salsicha que fazia, o ter-me inscrito nos escuteiros, nos acampamentos, na catequese, na natação. Comemoramos os abracinhos, as palmadas que tentava dar-me nas pernas (e ao meu irmão) quando discutíamos no banco traseiro do carro, de andar sempre a correr para tratar de tudo para nós. É dia de comemorar os cortinados a combinar com a colcha da cama, os livros que nunca se negou a comprar, a história que me contou para que eu não chorasse quando acordava cheia de nós no cabelo, o ter-me ensinado que não precisamos de ser os melhores desde que tenhamos feito sempre o nosso maior esforço naquilo em que nos metemos. Comemoramos os casacos de ganga e malha que me comprava e que eu perdia na escola (até ao dia em que se fartou e estive uns bons anos sem ter direito a ter estas peças no meu armário), o facto de ser a médica da família (e isso não é nada fácil quando tem um filha que faz um berreiro com tudo o que meta agulhas e comprimidos). Comemoramos o medo dela que me afogasse num rio e mesmo assim deixava-me ir acampar todos os anos, mesmo que isso significasse passar 10 dias de coração nas mãos, o preocupar-se quando eu estava doente e levar-me a televisão e o vídeo para o quarto, mais os livros e os brinquedos, de forma a que eu estivesse bem acompanhada. 

Sim, hoje é o dia deles, e por isso hoje comemoramos.:)

18.3.13

A viagem


Já cá estou! Daqui a pouco será hora de apanhar o autocarro e ir surpreender a mãezita no trabalho. :) Confesso que estou um bocado moída. E deixo já dois agradecimentos: o primeiro à feliz criancinha que ia atrás de mim e foi metade da viagem  de avião a pontapear-me as costas (haviam de te cortar os pézinhos...) e às duas moçoilas que iam sentadas ao pé de mim no comboio, de phones nos ouvidos, mas com a música tão alta que eu ouvia tudo (desejo-vos uma surdez precoce, rápida e permanente). O tempo por aqui parece-me quente, mas eu venho lá do pólo norte e vinha bem agasalhada por isso a minha opinião neste momento não conta muito. É estranho voltar às origens, mesmo sabendo que estive aqui ainda nem três meses faz. E as saudades do meu rapaz e daquela que é agora a minha casa já começam a surgir com força. :) Mas sendo eu alguém que lida bem com as saudades, vou mas é aproveitar esta semaninha que tenho pela frente e matar as saudades que tenho de Portugal. :)

E.....


.....amanhã regresso a Portugal! Tenho de começar a arranjar uma música qualquer de emigra para acompanhar estes posts. =P E agora deixem-me lá ir dormir que daqui a quatro horas tenho de me estar a levantar....

Ainda a propósito do tema

E a ver se deixo de escrever sobre isto de uma vez (ou até me voltar a enervar): eu não sou daquelas pessoas que está convencida que a pílula, mesmo sendo tomada certinha, funcione a 100%. Desarranjos intestinais, vómitos, e toda uma série de outras coisas, podem diminuir a eficácia da dita. Conheço quem após tomar a pílula vomitava-a sempre (e claro que neste caso o comprimido nem tempo tinha de fazer efeito). E tal como sou uma caginchas no que toca à condução e estou absolutamente convencida que hei-de ir desta para melhor num acidente daqueles que aparecem nas notícias, também brinco e também digo ao meu rapaz "Hei-de estar a tomar o raio da pílula certinha e ainda vou ser um daqueles casos de percentagem mínima em que a maldita falha". Mas se tal acontecer (qual é o santo a quem vou ter de rezar para que isto não aconteça?? =P) ao menos vou estar de consciência limpa e vou saber que a tomei certa, e que não foi por um descuido meu que estou a fazer vir uma criança ao mundo e a obrigar o meu rapaz a ser pai. É que de histórias como "ah, eu tomava tudo certinho mas deve ter sido um antibiótico" (quando o certinho é saltar não sei quantas pílulas) e de pais à força está o mundo cheio.

16.3.13

A culpa é das visitas. E dos chocolates que não se calam. E da minha falta de força de vontade. Pronto, ok, a culpa é minha.


O problema de se ter visitas em casa para almoçar/jantar é que temos de ter sobremesas ou então trazem-nos sobremesas. No penúltimo jantar que aqui demos comprámos uma caixa de ferrero rocher. As visitas trouxeram-nos mais uma caixa. Claro que não descansei nos dias seguintes enquanto não acabei com aqueles que tinham sobrado. Ontem novo jantar com outras pessoas, meio combinado à pressa, toca de comprar uma caixa de ferrero rocher novamente. As visitas trouxeram-nos...também uma caixa de ferrero rocher. E agora aqui estou eu, sentadinha na sala, e juro que oiço os malditos bombons ferrero a chamar por mim. "Tété, Tété, Tété.....", e eu sei que sou fraca e sei que mais cedo ou mais tarde vou lá ter com eles. E vou escolher um e vou comer. E os outros vão-se pôr todos a dizer "Pick me, pick me!", e é assim que depois eu volto para a sala, com não-sei-quantos ferrero no bucho e a pensar que assim nunca vou perder este meu ar redondinho.

Lido e aprovado


Este era o livro que eu comecei a ler há uns dias e cuja palavras das primeiras páginas reconheci imediatamente. Como ao ler a sinopse do livro, a história não me dizia nada, decidi continuar a ler e perceber se já o tinha lido ou não. Não, não tinha (ou então ando com uma má memória terrível). Provavelmente li as primeiras páginas, a história agradou-me e eu coloquei no caixote para depois ler aqui em França, ou então alguém me emprestou um livro e tendo de o devolver antes de vir para França, larguei o que tinha começado. Não sei, já não me lembro e não interessa. :)
O que interessa é que foi mais um livro da Lesley Pearse que me deixou completamente agarrada. A história começa com Susan a entrar numa clínica e a matar duas pessoas, deixando-se ser apanhada e presa. A advogada (Beth) chamada para a defender é uma amiga da infância. A infância das duas é marcada por esta amizade e a vida de cada uma seguiu rumos bem diferentes. Agora Beth vai ter de descobrir o que levou Susan a matar duas pessoas, ao mesmo tempo têm as duas de lidar com os fantasmas da infância de ambas e o que as levou a afastarem-se. A história prende mesmo e eu dei por mim ontem, à espera de visitas para jantar, sentada no sofá a ler o mais depressa possível porque queria acabar o livro antes que chegassem (e não consegui. Chegaram e eu vi-me obrigada a largar o livro a umas míseras 3 folhas que o acabar. E só eu sei o que me custou). Sou fã dos livros da Lesley Pearse, adoro as histórias que ela cria, as personagens dela passam por tudo e mais alguma coisa, acho que nunca vi um livro onde a personagem tivesse uma vida plena e feliz, e realmente são histórias que prendem porque queremos saber o que vai acontecer a seguir. Mais um que aconselho. Ainda assim para quem quer começar, aconselho-vos o "Nunca me esqueças".

15.3.13

Irrita-me as pessoas escolherem ser ignorantes em vez de informadas...


Com a quantidade de raparigas e mulheres que acha absolutamente normal os preservativos romperem (como já cheguei a ler num blog: "Acontece-me imensas vezes! E às minhas amigas também! É normalíssimo!") e absolutamente normal acabarem todos os meses com algumas pílulas a sobrarem (como quando se monta um móvel e sobram parafusos. A consequência é que não é a mesma....), ficou finalmente claro na minha cabeça o porquê de tantas gravidezes na adolescência e tantas gravidezes indesejadas em Portugal. Há pessoas que gostam de ser ignorantes e insistem em sê-lo. E não, não estou a exagerar. É só passear na blogosfera e ver a quantidade de pérolas destas que surgem nos blogs...

14.3.13

Não me correu nada bem....

Hoje vou ao médico com o meu rapaz. Não me lembro de alguma vez o ter feito, nem mesmo de o ter acompanhado até à sala de espera. Também, verdade seja dita, ele não é muito dado a doenças e médicos, por isso as oportunidades não foram muitas. Mas isto fez-me lembrar a primeira vez que ele me acompanhou ao centro de saúde: eu ia levar uma vacina qualquer e namorávamos há alguns meses, e eu não queria de todo que ele descobrisse tão cedo que eu eu era uma mariquinhas pé-de-salsa no que toca a agulhas e fugisse. Por isso, instruí-o de ficar na sala de espera enquanto eu estava na sala das enfermeiras, embora o que na verdade queria era que ele, a minha mãe, o meu pai, o tio, a tia, o avô, a avó, e o cão da vizinha do lado estivessem lá para me dar apoio. Mas não, eu tinha de ser forte e aguentar para não o afugentar. Vejo a enfermeira a pegar na seringa, fecho os olhos, estico o braço e aguardo. E aguardo. E continuo de olhos fechados a aguardar. Até que oiço a voz da enfermeira "Huuuum, tem algum trauma?". Abro um olho e está ela a olhar para mim, ainda de seringa na mão, com um ar muito preocupado. Respondo-lhe: "Bem, não gosto muuuito de agulhas.....". E ela ali especada a olhar para mim diz "É que começou a ficar cada vez mais branca. Não vai desmaiar nem sentir-se mal, pois não? Não tem ninguém a acompanhá-la?". E nisto meu rapaz mete a cabeça pela porta entreaberta e diz que está ali para me acompanhar. E assim foi: eu, que me queria mostrar forte e ter aquela postura de "eu-levo-vacinas-todos-os-dias-até-as-como-ao-pequeno-almoço-e-não-me-custa-nada", acabei com ele a dar-me a mão, preocupado a olhar para mim, e eu branca como a cal a maldizer a minha sorte.

13.3.13

Eu e o meu irmão :)

Mando um e-mail ao meu irmão a avisá-lo que embora ande a dizer aos nossos pais que vou na terça, na verdade vou aparecer lá por casa na segunda e para ele não se descair. Resposta pronta dele: "Não te preocupes, não me descaio. Nem sequer sabia que vinhas.=P "

Definitivamente, vivemos em universos diferentes.

Outra realidade


Em Portugal não vivia num sítio onde nevasse, por isso vir para aqui implicou, para além de dar de caras com uma outra vida, lidar com a realidade da neve, do gelo e das temperaturas negativas. Agora já sei que depois da neve e de passarmos por estradas que foram salgadas, lavamos o carro de forma a retirar o sal que se acumulou (e dá jeito que o São Pedro não se arme em esperto e não faça nevar outra vez na semana seguinte a termos lavado o carro....); já vi estes espalha-sal em funções; já sei que debaixo da neve pode estar gelo, um perigo para a condução e para caminhadas a pé; já aprendi a sair de casa com uma garrafa de água quente para descongelar os vidros do carro; comprei pela primeira vez na vida uma espátula para retirar a neve de cima do carro e dos vidros; já sei o que é o carro deslizar no gelo (e hoje o meu rapaz ia entrando com o carro por uma funerária adentro. Má escolha no estabelecimento....); já sei que não é nada boa ideia deixar as garrafas de água que comprei esquecidas na mala do carro uma noite inteira, sob pena de elas congelarem e racharem (tive sorte, muuuuita sorte, porque nessa noite as temperaturas não forma negativas. Claro que eu sei o risco que corri, mas alguma vez me lembrei do perigo? Em Portugal não havia problema quando havia estes esquecimentos); já sei o que é os alunos não irem para a escola por causa da neve (bem que faltou uma nevezita na minha cidade enquanto estudei. Mesmo quando a temperatura chegava quase aos 40ºC ninguém tinha permissão para ficar em casa =P); já sei que as rodas podem ficar bloqueadas com o gelo e simplesmente não rodarem; já sei que esta neve tão linda traz trabalhos a dobrar. É uma outra realidade e sempre aprendo e vejo umas coisas novas. :)

P.S. E está a nevar outra vez.....São Pedro, estamos em Março! Em Março, pah!

É isto

Acordar e ver tudo branco. E pensar que estamos em Março e ainda neva desta maneira. E bate o sol. Hoje a paisagem é sem dúvida linda, com o branco dos telhados, dos jardins, das estradas e dos passeios a brilhar contra este céu azul. Quem diria que ontem tinha nevado tanto? De qualquer modo, começo a ficar farta de ficar presa em casa graças à neve (e sobretudo ao gelo). Por baixo das camadas bonitas de neve, há uma camada duríssima de gelo e os carros vêem-se gregos para andar. Enfim, o sol há-de derreter a neve e depois o gelo. Mas entretanto, fico em casa, cancelo a explicação, e vejo pela janela o branco da paisagem a brilhar com o sol.

12.3.13

Brrrr.....


E não pára de nevar. Neva cada vez mais. Hoje esperam-se -9ºC. Se eu deixar de dar notícias é porque fui pôr o lixo no contentor e congelei.....

P.s. Digam-me por favor que para a semana vais estar um tempo lindo de Primavera em Portugal.....

11.3.13

Dúvida existencial


Peguei num livro que achava que ainda não tinha lido. Abro. Leio a primeira frase e reconheço-a de imediato. Eu já a li. Venho aqui ao blog e ao anterior ver se afinal já li o livro e não me lembro, mas não tenho qualquer post sobre ele. E agora? Será que já li o livro (e nem todos os livros que leio vêm parar ao blog. Às vezes esqueço-me de falar deles)? Será que li um bocado e depois o enfiei no caixote para trazer para França? Não tenho vontade de ler um livro repetido. Por outro lado não me lembro de o ter lido. Vou deixá-lo ali a olhar para mim e amanhã logo decido se lhe pego ou parto para outro.

Eu não era assim com esta idade......

Vi agora a entrevista feita à rapariga que tem 6 tatuagens do Justin Bieber e apenas 15 anos. Quando lhe dizem que se vai arrepender, responde que não, que se há coisa que tem a certeza é que não se vai arrepender daquilo (queres que eu te diga as certezas que eu tinha aos 15 anos??), e que o amor dela por ele vai crescer tal como eles crescem com o passar dos anos.
Não sei que idade é que ela tinha quando fez a primeira tatuagem, não percebo o que é que lhe passou pela cabeça quando decidiu fazer essa e as outras cinco, não entendo como é que se pode estar convencida de que o "amor" por uma estrela nunca mudará nem acabará, não entendo como é que se passa de gostar de um ídolo a marcá-lo no corpo de uma forma tão definitiva (é para ser cool? Digam-me por favor que na escola dela a maior parte das raparigas acha que ela cometeu uma loucura e não que ela é um exemplo de coragem e admiração), não entendo nada do que vai naquela cabeça. E não entendo sobretudo o que passa pela cabeça dos pais desta adolescente para a terem deixado marcar o corpo daquela maneira. Espero que depois estejam lá um dia para a apoiar quando ela precisar de dinheiro e conforto para apagar aquilo tudo a laser. Ou então não. É esperar que chegue aos 20 ou 30 anos e que se apaixone e depois é deixá-la explicar ao namorado porque razão tem o nome de um mafarrico (que sabe-se lá se na altura ainda será conhecido, se já não desiludiu meio mundo com acções erradas, se não desapareceu do mapa entretanto) gravado no corpo. É que ele vai ficar mesmo "bué" de orgulhoso e impressionado.....

E é isto


A uma semana de começar a Primavera está a nevar. Cheira-me que este Saint-Pierre não conhece as estações do ano e o tempo que deve fazer em cada uma delas. Por outro lado é simpático da parte dele esperar que eu vá a Portugal buscar t-shirs antes de mandar vir calor. É que roupa de Inverno para dias quentes não resulta lá muito bem.

10.3.13

Viciada


Ando absolutamente viciada num jogo de Xbox que o rapaz tem, e em que os bonecos são legos. Ele tem vários e o que andamos a jogar agora tem o tema da Guerra das Estrelas. Ele bem me tenta explicar a história e os personagens (não, nunca vi os filmes mas a modos que já me comprometi a vê-los), mas eu só quero fazer os bonecos andarem e ganharem os níveis. Ainda bem que só jogo isto a pares porque no dia em que me decidir a jogar estes jogos sozinhas, vou passar o dia todo com o rabo alapado no sofá e as mãos no comando da consola.

9.3.13

Eu e o francês

Quem me ouvir dizer "cão" e "chato" em francês não detecta nenhuma diferença nos sons. Não dá, não consigo. Quando os outros dizem as palavras eu ainda percebo que o som é diferente, mas quando sou eu a dizer o som é exactamente o mesmo. O que me leva a dizer que algumas pessoas são "cães" e que vi o vizinho a passear o "chato" dele.

8.3.13

Então, Tété...

...vais ter um dia da mulher diferente dos outros? Vou pois! Para começar, o rapaz acordou às 5h da manhã, para não variar, e foi trabalhar. A seguir ao trabalho tem duas consultas marcadas e depois disso vamos tomar conta dos sobrinhos dele. Quais mimos qual quê. Tenho até a impressão que ele planeou tudo para passar menos tempo comigo hoje do que nos outros dias. =P

Promessas desfeitas

Quando compro um livro tenho sempre várias razões para o fazer: ou conheço o autor de outras leituras, ou foi-me recomendado, ou gosto da capa e da sinopse do livro. Se a escrita e o estilo da sinopse não me agrada é já meio caminho andado para não trazer o livro para casa. Chateiam-me assim os livros em que sinopse conta logo um ponto importante da história como por exemplo: "João e Matilde conhecem, têm um namoro conturbado e casam, blá, blá, blá" e depois tenho de gramar com metade do livro sobre o namoro do João e da Matilde. Se eu não soubesse que eles se iriam casar, a história prender-me-ia porque eu quereria saber qual o resultado daquele namoro. Sabendo eu, já de antemão, que eles vão casar, as discussões e quebras no namoro não são interessantes, porque no fundo sei já que aquilo tudo vai ser superado.

E digo-vos isto porquê? Porque, sendo eu fã dos livros da Penny Vincenzi, este último, "Promessas desfeitas", deixou-me assim um pouco de pé atrás. A sinopse do livro conta-nos que Eliza e Matt apaixonam-se, casam, separam-se e entram em batalha pela filha que entretanto tiveram. Ora a primeira metade do livro (ou até três quartos do livro) contam-nos a história de Eliza e Matt, o casamento, as discussões, as tentativas de o salvar. E tudo isto se torna aborrecido porque nós já sabemos que eles se vão separar. Não há qualquer surpresa na história, qualquer "quero saber o que lhes acontece". Já as últimas páginas do livro prenderam-me imenso, sem conseguir dormir enquanto não as acabasse de ler, pois são finalmente as cenas em tribunal, a luta pela custódia, sobre cujo resultado eu não tinha qualquer pista e aí sim estava ansiosa por saber.
Sou sincera, a quem queira ler os livros de Penny Vincenzi, aconselho vivamente o "O Jogo do Acaso", o primeiro que li e que adorei, e o "Escândalo". Já o último que tinha lido dela, "Uma mulher diferente" não me tinha agradado por aí além, mas aí tinha sido o final da história que não me tinha convencido.




Saint Pierre, vai-te catar, sim?

Quando eu ontem falei da Primavera e dos passarinhos, não quis dizer que seria uma agradável surpresa ter passarinhos a chilrear ao pé da minha janela a partir das 5h30 da manhã (e havia um com um piar tão, mas tão desafinado, que ainda estou com aquele barulho irritante a fazer eco nos ouvidos....). Andas a esticar-te um bocadito, andas....

7.3.13

Saint Pierre, fofo, escuta-me, sim?


Este mês começa a Primavera. Lembras-te do que é a Primavera? Os passarinhos, as paisagens verdes, os dias de sol com aquela brisa fresca, uma chuva de vez em quando para alimentar o verde dos campos, as flores coloridas a começar a abrir. Lembras-te, Saint Pierre? Então se te lembras, explica lá porque raio ainda vais fazer nevar este mês! É que já não se aguenta com as temperaturas negativas, ainda para mais depois destes dias de 15º C tão bons. És um chato, pah.....

É um facto

Quanto mais tempo e menos responsabilidades temos, menos fazemos e menos queremos fazer. Que preguiça horrível com que ando....

6.3.13

Vá, quem é que embruxou a minha cozinha??


Há semanas que realmente não nos correm de feição. Nos últimos dias não houve cozinhado que fizesse que não me saísse completamente ao lado. Uma triste vergonha. Ontem, tinha de cozinhar para 8 pessoas e já estava com vontade de desmarcar tudo visto o historial dos dias anteriores. Mas lá fiz das tripas coração e toca de testar novamente os meus (parcos) dotes culinários. A verdade é que a comida saiu comestível e minimamente saborosa. Já eu...bem, depois de durante a preparação do prato ter enfiado a faca de cozinha várias vezes nas unhas (estou aqui com uma unha com um golpe bem giro), ao lavar a louça, a lâmina apanha-me um dedo, e Jesus, que corte tão pequenino mas tão sangrento. Foram panos, foram toalhas, foi água fria, nada parava a sangria. Ontem à noite o rapaz ainda encontrou uns azulejos na casa-de-banho com manchas vermelhas que tinham escapado à limpeza (sim, que isto parecia que tinha aqui ocorrido um homicídio). Agora estou para aqui a olhar para o dedo, a ver este corte minúsculo, e a pensar que realmente há semanas que não nos correm de feição. Acho que não volto a cozinhar esta semana.

5.3.13

Viagem alterada

E pronto, já está, venho 3 dias depois do planeado. E confesso que acho que a TAP (fora a greve) portou-se muito bem e foi bastante eficiente na mudança de data. Fui ao facebook da TAP e vi que aconselhavam a ligar para o center call, e já estava a ver a factura do telefone a alcançar valores astronómicos. Decidi mandar mensagem com a minha situação e perguntar como a deveria resolver, e foi tudo tratado via facebook. Indiquei o meu voo, indiquei aquele que queria, fizeram-me a alteração e recebi no e-mail o novo bilhete electrónico.

Eu sei que o meu caso não é dramático porque podia alterar as datas de viagem sem grandes problemas (é uma das estúpidas vantagens de estar sem emprego....), sei que para quem precisa mesmo de viajar nos dias de greve as coisas são bem mais complicadas e que devem estar com vontade de pegar fogo à TAP (e no fundo, eu também preferiria não ter estado aqui ralada a pensar como resolver a situação porque a vontade de chegar ao aeroporto e ficar horas à espera de um voo não me agradava). Mas ainda assim tenho de admitir que achei a TAP extremamente eficiente a partir do momento em que os contactei. Cinco minutos de troca de mensagens e tinha o problema resolvido. Não acho piada à greve, mas ao menos, não resolvendo a situação de toda a gente, tentam resolver a situação de algumas pessoas.

4.3.13

Pontaria.....

Disse aos meus pais que regressava dia 21. Na verdade, regresso dia 23. Claro que a TAP tinha de fazer greve entre 21 e 23 de Março. Neste momento tenho os meus pais preocupados a pensar como regresso a França dia 21, sem saberem que estou mas é preocupada como é que regresso dia 23. Que pontaria, TAP, que pontaria....Mas enfim, amanhã vou alterar o bilhete e regresso mais tarde (ena, esta surpresa está cada vez maior. Mais um pouco e chego lá dizendo que fico um mês por terras lusas....).

Já não me lembrava...


...de como os Simpsons com vozes francesas são tããããoooo esquisitos. 

Eu só quero viajar....


E no mês em que quero viajar, a TAP e a CP decidem fazer greve. Até agora não apanha o dia da minha ida a Portugal (mas a TAP já ameaça trocar-me as voltas quanto ao regresso a França.....), mas eu ainda estou para ver. Raios partam as greves, estou com elas pelas orelhas......

3.3.13

Saudades #1

Está quase, quase, mais duas semaninhas e estou a preparar a mala para ir passar uns dias a Portugal. E poder finalmente dizer ao meus pais que é mentira, que não vou estar apenas 2 dias com eles (esta mentira mata-me, e vê-los a mudar a vida deles para poderem aproveitar a minha companhia naqueles 2 dias dá-me vontade de esquecer tudo e dizer que as datas que lhes dei são falsas e que chego antes, e que fico mais tempo, e que estava só a tentar fazer uma surpresa). E estou com saudades de tanta coisa....

- Estou com saudades da família. :)
- Estou saudades dos amigos, daqueles sorrisos, da conversa, das novidades. De sentir que regresso ao meu mundo.
- Estou com saudades de comer na Pizza Hut, uma pizza com pepperoni  e milho ou mistura de pimentos (por cá também há mas não sei porquê ainda não fomos. E há coisas que sabem melhor em Portugal :)).
- Estou com saudades de comer esparguete com natas e fiambre (as natas daqui não são iguais às nossas. Sabem maaaaaal. Nunca mais pus natas na comida desde que cá cheguei).
- Estou com saudades de arroz de polvo.
- Estou com saudades de salsichas com couves.

E se calhar é melhor parar de pensar em comida, porque se vou comer tudo o que me apetece nos dias em que estiver em Portugal, venho de lá a rebolar.

- Estou com saudades de ver livros com títulos em português nas lojas (e já vou daqui com a ideia de comprar um livrito....).
- Estou com saudades do AXN e da FOX. Ai que saudades das séries. =P

E até continuava mas não vale a pena. Dentro de duas semanitas já estarei a matar saudades de tudo. :D

Ai, que preguiça.....


E quem me dá vontade de sair do sofá, largar o livro e as mantas? Estes domingos preguiçosos são realmente bons e aquecem a alma. E o passeio que demos antes, para aproveitar o sol e o frio também ajuda a esta preguiça quente que se instalou em mim. :)

1.3.13

Descobertas

É verdade que nunca pensei muito no assunto, mas uma pessoa automaticamente pensa que os nomes da sua infância nunca mudam. E depois vai à secção dos livros por piada e destrói-se assim uma crença infantil. Por aqui, a Anita é a Martine. Ainda lá vi ao lado os livros das Navegantes da Lua (também temos livros destes em Portugal? Eu só conheço os desenhos animados. E aaaacho que ainda sei a música de cor =P), mas recusei-me a olhar para o título. Um choque de cada vez e eu ainda estou a superar este da Anita, perdão, da Martine...

Factos


Facto n.º 1: Faz hoje dois anos que ia indo desta para melhor da maneira mais estúpida que podia acontecer. Uma estúpida queda numa banheira, à qual nem sequer dei a devida importância nos dois dias seguintes. Lembro-me das dores. Lembro-me do médico me receitar o analgésico mais potente que podia receitar porque eu ia ter dores horríveis. Lembro-me de ser pespireta e lhe responder "Eu já tenho dores!" e eu me ter dito "Isso ainda não é nada". Tinha razão, pois sim, senhor, que passado dois dias, estava eu a tomar o dobro da dose normal de analgésicos (mas com indicação médica) e mesmo assim tinha dores no pescoço e cabeça (e o galo que tinha? A minha sorte é que o cabelo tapava....) que me faziam as lágrimas vir aos olhos (e mesmo assim ia trabalhar. Burrinha.....).

Facto n.º 2: Quando este mês acabar, vou estar desempregada há um ano. E isso deprime. Mesmo sabendo que efectivamente só estou à procura de trabalho a sério há 3 meses, porque antes disso ainda não estava cá e porque tive assuntos na minha vida que tinham uma prioridade bem maior que arranjar emprego.

Facto n.º 3: Às vezes troco-me toda, oiço coisas que não foram ditas, falo mais do que devia e depois fico aqui a remoer as coisas.

Facto n.º 4: O meu rapaz passou a bela prova de fogo de me ter de cama, doente e caguinchas. Em 8 anos de relação acho que poucas foram as vezes que me viu muito doente (a culpa era da distância. Ao telefone uma gripe nem soa muito mal =P) e na verdade nunca teve de lidar com isso, porque havia outras pessoas para o fazer. Pela primeira vez teve de se armar em enfermeiro e chato atento, obrigando-me levando-me a tomar os medicamentos (que eu fazia questão de não tomar mal ele se saía de casa para ir trabalhar - nunca disse que era uma doente fácil.....).