Mais um livro lido desta senhora. E gostei. Manteve o mesmo registo dos outros livros, prendeu-me do início ao fim e fiquei a ler algumas noites até às tantas. Gosto de comprar um livro e as expectativas serem pelo menos alcançadas. :) E a verdade é que Sandra Brown tem jeito para criar suspense e surpreender-nos. :)
29.4.13
Letal, Sandra Brown
Iron Man 3
Ontem foi dia de cinema. Ainda não estou completamente convencida em ir ao cinema aqui pelo esforço que tenho de fazer para compreender as coisas. E juro que ver um filme em inglês com legendas em francês é algo suficiente para nos fritar alguns neurónios. Acho que ainda sinto um certo cheiro a fumo. Mas adiante, fomos ver o Iron Man 3, a pedido do meu rapaz. Sábado tínhamos visto aqui por casa o Iron Man 2 de forma a eu apanhar a história (e ligo tanto a estes filmes que percebi que já tinha visto o Iron Man 2 quando só me lembrava de ter visto só o Iron Man 1) e realmente ajudou. No cinema, escaparam-me alguns diálogos mas deu para entender o filme no seu geral. :) A ver se entretanto escolho um filme mais ao meu género. :)
Curiosidade: o cinema onde vamos não tem os lugares marcados. Uma pessoa entra e escolhe onde sentar-se. :)
28.4.13
Eu, tu e os blogs
Este post também se podia chamar "Eu enquanto blogger e leitora de blogs", porque uma coisa parece estar ligada à outra, sem muitas vezes estar. O facto de se ter um blog não nos torna automaticamente apreciadores de mil e um blogs, razão pela qual não compreendo aqueles comentários que se deixam com um "Já sou seguidora do teu blog, segue o meu também".
Em primeiro lugar, é fácil, muito fácil, confirmar se é verdade que já nos seguem (então para mim que tenho 39 seguidores, em meio minuto vejo se é verdade e, pasmem-se, a maior parte das vezes nem é). Em segundo lugar, lá porque seguem o meu blog não significa que tenha de seguir o dos outros. Quero acreditar que quem segue este blog é porque tem algum interesse no que aqui é escrito e não porque tem a secreta esperança que como prova de gratidão eu me torne também seguidora. É que eu nem sequer sou uma pessoa que leia uma imensidão de blogs (gosto mais de livros, que querem?), gosto de alguns, tenho a minha lista, e acho que nem sou seguidora de metade. Não me torno seguidora de um blog (ou mais precisamente, não o coloco no google readers) de um dia para o outro. Quando me deparo com um novo blog, sugerido por alguém (venham daí essas sugestões que eu gosto de espreitar o que outros andam a escrever) ou porque comentou aqui/se tornou seguidor do blog (sim, porque eu tenho curiosidade em saber quem me lê e dou sempre uma espreitadela), leio uns quantos posts, vejo se me interessa ou não. E geralmente nos dias seguintes, se tiver gostado por alguma coisa, volto lá. E depois se me continuar a prender volto outra vez. Até que um dia me farto (e estamos a falar de meses depois, geralmente) e acrescento o dito blog no google readers, para deixar de ter de escrever o url do blog para saber novidades e passá-las a receber automaticamente.
Em primeiro lugar, é fácil, muito fácil, confirmar se é verdade que já nos seguem (então para mim que tenho 39 seguidores, em meio minuto vejo se é verdade e, pasmem-se, a maior parte das vezes nem é). Em segundo lugar, lá porque seguem o meu blog não significa que tenha de seguir o dos outros. Quero acreditar que quem segue este blog é porque tem algum interesse no que aqui é escrito e não porque tem a secreta esperança que como prova de gratidão eu me torne também seguidora. É que eu nem sequer sou uma pessoa que leia uma imensidão de blogs (gosto mais de livros, que querem?), gosto de alguns, tenho a minha lista, e acho que nem sou seguidora de metade. Não me torno seguidora de um blog (ou mais precisamente, não o coloco no google readers) de um dia para o outro. Quando me deparo com um novo blog, sugerido por alguém (venham daí essas sugestões que eu gosto de espreitar o que outros andam a escrever) ou porque comentou aqui/se tornou seguidor do blog (sim, porque eu tenho curiosidade em saber quem me lê e dou sempre uma espreitadela), leio uns quantos posts, vejo se me interessa ou não. E geralmente nos dias seguintes, se tiver gostado por alguma coisa, volto lá. E depois se me continuar a prender volto outra vez. Até que um dia me farto (e estamos a falar de meses depois, geralmente) e acrescento o dito blog no google readers, para deixar de ter de escrever o url do blog para saber novidades e passá-las a receber automaticamente.
Não sei que moda é esta agora de querer coleccionar seguidores no blog como quem colecciona amigos no facebook, e ficarmos melindrados porque seguimos fulana X e ela nem nos segue ou comenta. Quer dizer, eu leio a Pipoca Mais Doce ou a Maçã de Eva ou a Mulher Certa, mas pobre de mim se estivesse à espera que elas lessem o meu. Porque o meu blog é pior que o delas? Não, mas porque acho que muito provavelmente o estilo do meu blog não lhes interessa. Pode haver alguém com 16 anos a seguir o meu blog, a ter um blog fantástico para alguém que tem 16 anos, mas acho que se compreende que a mim esse blog não me vai interessar pela diferença de idades e interesses. Da mesma forma posso seguir um blog de alguém que só tem interesse em ler blogs de política e consequentemente não lerá o meu blog (que de política nunca terá nada).
Continuo a achar que criar blogues em busca de fama e seguidores é uma péssima aposta, e pedinchar seguidores pior ainda porque as pessoas não se vão tornar seguidoras de algo que não gostem de ler (não porque os temas abordados sejam maus, ou a escrita seja má, mas porque pode simplesmente não nos interessar - por mim, podem escrever sobre política e economia tão bem que até mereciam um Nobel, mas eu nunca voltaria ao vosso blog duas vezes porque são temas que a mim me passam ao lado).
Eu acho piada ter uns quantos seguidores, saber que há pessoas que não me conhecem de lado nenhum que lêem o que escrevo (se calhar à espera de posts interessantíssimos, mas olhem que isto de estar desempregada em França é o mesmo que estar desempregada em Portugal =P), tal como acho piada ter amigos (que não são seguidores) que me lêem. Sou sincera: o número de seguidores/comentadores não me interessa por aí além, mas sempre me vai levando a conhecer novos blogues e isso tem a sua graça. :)
27.4.13
Estou viva!
Eu estou viva mas o blog parece estar em coma. A ver se daqui a pouco já cá venho responder a alguns comentários e escrever uns posts. :)
23.4.13
Está a ficar velhote...;)
O meu pai faz anos hoje e a mim chateia-me não ter estado com ele. Mas teve direito a um telefonema às 7h da manhã como é tradição e falámos via skype mais tarde. :)
22.4.13
Sou só eu a achar isto? =S
Sou a única a achar que naqueles sites em que procuramos emprego ou colocamos o nosso cv, nunca há propriamente uma área certa para Biólogos? No último site em que estive, o campo mais próximo era "Químicos - Farmacêuticos - Bioquímicos", e eu recuso-me a escolher esta porque não tenho nenhuma das profissões ali mencionadas. Somos um bocadinho postos de lado, não? =S
Eu já nem me devia espantar desde que me dirigi às finanças para declarar início de actividade e quando disse que era bióloga, levei como resposta "Bióloga? Hum, não sei se temos código para isso....." (e têm, sim senhora, era o que mais faltava ser registada nas finanças como química, ou farmacêutica, ou física, ou algo parecido =S).
20.4.13
Em Parte Incerta, Gillian Flynn
Ok, lembram-se disto? Pois que mais valia ter estado calada. Depois de ter escrito o post voltei a pegar no livro, disposta a dar-lhe mais uma oportunidade (afinal de contas só ouvi falar bem dele E, principalmente, tenho poucos livros portugueses por cá por isso não me posso pôr com esquisitices) e lidas uma páginas a história ganha novos contornos que me fizeram ficar agarradíssima ao livro até hoje. Basicamente, para mim, as primeiras 150 páginas não valem grande coisa (pelo menos não me conquistaram), mas depois disso a história prende-nos, o que para um livro com 511 páginas não é assim tão mau.
Se me tivessem perguntado há uns dias atrás se recomendava este livro, diria um grande "não". Hoje, digo-o: aconselho. Sabendo agora como é o livro no seu todo, aconselho mesmo a sua leitura porque a história é realmente muito boa. :) E se um livro me faz mudar de opinião desta maneira, é porque não pode ser assim tão mau, certo? :)
Dúvida existencial
Mas porque é que os golpes de papel (neste caso cartão) doem tanto?? Ainda por cima este foi mesmo no nó do dedo, o que faz com que cada vez que o dobre sinto que alguém mo está a cortar com uma faca....Estúpidos cortes de papel......
19.4.13
Como saber que a Primavera chegou
Sabemos que chegou a Primavera porque os dias de sol chegaram? Não. Porque as temperaturas subiram? Não. Por causa dos passarinhos e florzinhas? Não. Sabemos que a Primavera chegou porque a Maria Tété passa a acordar todos (todos!) os dias com um ataque de alergia. Imaginem: abrem a pestana, vêm as horas e desatam a espirrar como se não houvesse amanhã. Daqui a pouco cai-me o nariz de tanto me assoar.
18.4.13
Como perder interesse num livro
1. Criar grandes expectativas antes de lhe pegar. Raramente são correspondidas.
2. Não simpatizar com as personagens. Neste caso uma mulher desaparece e suspeita-se do marido. Eu não estou a gostar da mulher por isso quero lá saber se ela aparece ou não. E também não estou a gostar do marido por isso quero lá saber se ele é suspeito, se é preso, ou o que é que lhe pode acontecer. É raro não simpatizar e não ter curiosidade sobre as personagens, mas este é um livro em que isso está a acontecer.
Bem, vou ver se lhe pego mais um pouco. Talvez melhore.....
17.4.13
Tudo-tudo?
Diz-se e acredito piamente nisso, que aprendemos muita coisa com os amigos que de outra maneira não aprenderíamos ou aprenderíamos mais tarde. Afinal há assuntos que não se falam com os pais e que não se aprendem na escola, daí formarem-se grupinhos de amigos onde tudo se desabafa e conversa. Contudo, apercebi-me há uns dias que nunca tive um grupo de amigas em que se falasse de tudo-tudo. Não me lembro de conversas sobre o período, naquela idade em que nos começou a aparecer, não me lembro de conversas sobre como beijar rapazes, não me lembro de conversas sobre maquilhagem, ou de nos maquilharmos umas às outras, não me lembro de conversas sobre as performances sexuais dos namorados, o tamanho dos ditos, etc, etc....E não, não sou uma pessoa fechada ao mundo, sem amigos. :) Tenho óptimos amigos, alguns já com muitos anos em cima, outros mais recentes, amigos com quem desabafo, a quem conto as minhas coisas, com quem converso sobre temas diversos, mas não me lembro nunca de ir muito para os temas acima abordados. Vá, recentemente ainda tive uma conversa sobre como pintar as unhas (que eu sou um desastre ambulante nessa arte). =P Não é uma queixa, até porque nunca senti falta destas conversas e se calhar (porque sou menina para isso) até as evitei de todo. É simplesmente a contestação de um facto. Ainda existem grupos assim: que falem de tudo-tudo? Ou a Internet até acabou por substituir estas conversas porque agora uma simples pesquisa responde à nossas dúvidas todas sem serem precisas as histórias partilhadas das amigas?
Paciência, Tété, paciência....:)
Quem ontem ouvisse os meus explicandos a falar das explicações de matemática teria a sensação que os torturo com chicotes e pontas de cigarro...Mas lá respiro fundo e lembro-me quando tive explicações de inglês (às terças e quintas) no 11º ano, em que mal chegava à sala virava-me para o explicador e dizia com ar de vítima "Às terças e quintas acorda com vontade de embirrar comigo, não acorda?". E ele nem era mau explicador, eu é que não gostava de inglês. A única coisa que espero é que obtenham resultados tal como eu obtive com ele.
16.4.13
:D
Ah! Fui abordada na rua por um senhor condutor que me pediu indicações, e eu para além de perceber para onde ele queria ir (e nessa altura devo ter feito tamanho sorriso que o senhor deve ter pensado que adoro a terra para onde ele ia), ainda lhe consegui explicar como lá chegar. Estou contentíssima comigo mesma. Se ele não conseguir lá chegar, não é o meu francês que é mau, é ele que não percebe indicações. Humpf....:)
15.4.13
Olha que se calhar ainda avanço com isto....
Eu juro que leio tanto disparate nos blogs sobre relações que já me começa a passar pela cabeça criar aqui uma espécie de crónica de "O que fazer e não fazer - dicas de graça! Aproveitem!". As relações não são todas iguais e não há um conjunto de regras aplicáveis a 100% das relações, mas há regras mínimas que não sendo seguidas é óbvio que vão dar em disparate....e depois ficam todas espantadas quando as coisas não dão certo.....
A expectativa é grande!
Após o episódio traumático da minha primeira mousse caseira feita que acabou por ser despejada no autoclismo de tão icomestível que estava (deve ter sido há coisa de 10 anos atrás....), hoje aventurei-me pela segunda vez nesta aventura. O resultado? Depois digo-vos, quando os convidados que teremos para jantar amanhã a provarem....=P
Já vos disse que sou um nabo na cozinha, não já?
14.4.13
13.4.13
Mas porquê??
Mas porque é que sempre que me dá a preguiça e, em vez de me vestir logo, opto por andar um bocado de pijama em casa, me batem à porta? Porquê?? Já em Portugal havia esta tendência, mas aqui ainda não falhou uma única vez. E se há coisa de 3 semanas, tenho-me vestido mal acordo e ninguém me bate à porta, hoje que estou com uma preguiça descomunal devido à noite que tive, e por isso me ando aqui a arrastar de pijama, cabelo a apontar em todas as direcções e cara de alergia (viva a Prmavera!), tinham de vir bater. Parece que adivinham....=S
Uma da manhã hei, e vão duas da manhã hei.....até às seis da manhã, hey!
No meu caso, não foram as 3h da manhã a quererem estar comigo, mas sim as 6h da manhã. O rapaz a acordar às 5h30 para ir trabalhar e eu ainda de pestana aberta, a olhar para o tecto. Troca os sonos todos, Tété, troca e depois queixa-te.
12.4.13
Felicidade
Bem, eu neste momento não espero a semana toda por sexta (porque isto de estar desempregada faz com que os dias sejam todos iguais), não espero de certeza todo o ano pelo Verão (pois não é a minha estação favorita) e não espero de todo toda a minha vida para ser feliz. Mas há quem o faça. Há quem diga que "quando finalmente tiver isto, vou ser feliz", como se a felicidade dependesse de um único objecto ou acto. E na maior parte dos casos (99,9999%), esse objecto ou acto nem é assim tão importante. E eu nem quero imaginar a vida destas pessoas se por acaso nunca conseguirem ter o que tanto ambicionam. Nunca vão ser felizes? Custa-me perguntar a alguém se é feliz e receber como resposta "Serei, quando isto acontecer.". E se não chegar a acontecer? Vão ser infelizes toda a vida?
Na minha cabeça a felicidade tem diferentes graus, e às vezes estou menos feliz, outras vezes mais, mas nunca deixo de estar. Por exemplo: tenho uma família espantosa, tenho saúde (e a família também se vai safando), tenho um namorado para lá de espectacular, tenho (ainda) algumas poupanças, tenho um tecto, tenho comida, tenho uma série de coisas que me permitem ter uma boa vida. Sou feliz, claro que sou. Se o era mais se tivesse um emprego? Era. Se o era mais se tivesse a família ao pé de mim? Era. Se o era mais se tivesse os meus amigos por perto? Era. Se o era mais se ganhasse o Euromilhões e eu não tivesse de fazer contas à vida? Era. Se o era mais se parecesse mais uma top model em vez do Homer Simpson? Era. Se o era mais se pudesse equacionar a sério a hipótese de casar e ter filhos? Era. Mas não deixo de ser feliz aqui e agora. A felicidade está dentro da nossa cabeça e na capacidade que temos em ver a nossa sorte.
Há algum tempo ouvi alguém queixar-se que os portugueses são muito "ah, parti uma perna, mas podia ter sido pior, podia ter partido as duas", muito conformistas com aquilo que têm, muito de se acharem felizes só por terem um décimo a mais de sorte que o vizinho, e isto não deixa de ser verdade. Há muitos portugueses assim, que só por estarem a passar menos fome que o vizinho é porque a vida até não lhes corre mal e por isso não vão fazer nada para saírem daquele buraco. Mas também há aqueles que não passando fome, acham a vida uma infelicidade porque ainda não casaram, porque ainda não têm o carro dos seus sonhos, ou a vivenda, ou um emprego melhor, ou ainda não fizeram a viagem que queriam.
Eu acho muito bem que as pessoas tenham objectivos, afinal de contas é isso que nos motiva a lutar pelas coisas, mas colocar a nossa felicidade a depender da concretização desses objectivos é um risco demasiado grande. E se assim fosse, eu que tanto programei trabalhar, casar cedo, ter filhos cedo e nunca emigrar, deveria agora ser um poço de infelicidade.
E vocês, são felizes? :)
11.4.13
Aarrrrrggggh
Quem me conhece bem sabe qual o meu maior pavor: minhocas, larvas, lesmas, tudo com este aspecto mole...Quando era miúda, os meus pais inscreviam-me em concursos de pesca, e eu bem me lembro do que tremia quando estava na fila para receber a minha caixinha de larvas (acho que só não chorava quando era obrigada a agarrar na caixa porque ia parecer muito mau). Claro que os meus pais é que punham a larva no anzol e eu dividia geralmente a minha atenção entre a bóia que estava na água e a caixa das larvas para ter a certeza que nenhuma fugia e se aproximava de mim. Um dos truques para chamar o peixe era misturar umas espécie de farinha (?) com água, fazer umas bolas, lançar ao rio e lá vinham os peixes para o pé do nosso anzol. Truque maior ainda era misturar algumas larvas nessas bolas de forma a atrair mais os peixes. Claro que as minhas bolas de farinha nunca levaram uma larva sequer pois isso implicaria ter de lhes tocar. Adiante, o meu nojo por estes bichos mantém-se e é daquelas coisas que me faz encher os olhos de lágrimas e fazer as figuras mais estúpidas que possam imaginar sem ter qualquer controlo na minha pessoa. Tudo isto para dizer que no Intermarché onde vou, alguém se lembrou de colocar à venda caixas de larvas. Uma pessoa entra, dirige-se ali à zona da papelaria, e lá está, juntamente com os artigos de pesca que ali puseram, um frigorífico de porta transparente para nos dar uma visão límpida das caixas com as larvas. Podiam ter posto isto ao pé das bebidas alcoólicas (nunca lá vou por isso nem daria pelo frigorífico), ou na zona de produtos para bebé (também não vou lá, como é óbvio), ou na zona de roupa para homem, mas não, tinham de pôr ali, logo eu que gosto tanto de artigos de papelaria (os cadernos, os lápis de cor, as canetas, enfim, gosto). Agora até faço um desvio para não passar ali....Malditos senhores do Intermarché!
Procura-se
O meu rapaz jura que sim. Eu digo-lhe que não. Ele insiste que sim. Eu volto a dizer que não. Ele diz que eu ando a procurar nos sítios errados. Eu digo-lhe que já percorri os corredores todos. Ele insiste. Eu acrescento que já fiz esta procura em três supermercados. E não há meio de os meus olhinhos verem gelatina ou mousse instantânea (a única vez, há muitos anos atrás, que tentei fazer mousse caseira, esta ficou intragável. Apetecia-me agora tentar com uma instantânea). Não sei se não comem por cá, não sei se guardam estas doçarias num qualquer recanto que me tenha escapado, mas digo-vos que começo a parecer uma tolinha à procura disto......
9.4.13
Humpf
Geralmente compro as baguetes no supermercado. Lá cada baguete está dentro de um saco de plástico, aberto num dos lados (quando não é dos dois, o que resulta sempre em asneira, com a baguete a escorregar ) e geralmente um pouquinho mais curto que a baguete, o que faz com que haja ali sempre uma pontinha exposta. Não é o mais higiénico que há mas como já vi pior, aguenta-se.
No fim-de-semana decidi que esta semana ia à padaria aqui perto. Afinal de contas temos de ajudar o mercado local se não queremos que este desapareça. Fui lá ontem: estava fechado (nora mental: a padaria fecha à segunda; a imobiliária fecha à segunda; a farmácia fecha à quarta à tarde, os correios fecham às terças e quinta à tarde; o gabinete de urbanismo da câmara municipal fecha às quartas à tarde; e tudo fecha ao domingo menos à padaria. Acho que vou arranjar um calendário....). Voltei lá hoje às 14h30: estava fechado (abria às 15h30. Nota mental: decorar o horário diário da padaria). Não desisti e às 18h voltei lá, debaixo de uma chuva torrencial, a pensar que o mercado local bem que me devia agradecer esta insistência. A padaria estava aberta e pedi 2 baguetes. E foi naquele momento, em que a senhora coloca um pedacito de papel no meio de cada baguete (para que lhes possas pegar sem colocar directamente a mão no pão) e me dá as duas baguetes 90% desprotegidas, que olho para o temporal lá fora e penso "M***, estão a gozar comigo, só pode!". E lá vim eu, agarrada às minhas duas baguetes, a tentar que nem um pingo de chuva lhes tocasse (e consegui!) e a maldizer a maldita padaria local. Para a próxima, pego no carro e vou ao supermercado. Humpf.
Bom, bom...
...é esquecermo-nos que estamos em França depois de uma ida ao Lidl e de uma ida ao Leader Price que tem alguns produtos portugueses. Há Bom Petisco, há Sagres, há arroz carolino e agulha (do qual não sinto saudades. Encontrei aqui uma marca de arroz que nunca me deixa fazer má figura: o arroz fica sempre, sempre soltinho. Também existe em Portugal mas é mais cara que as outras marcas), há salsichas Nobre, e há Bolacha Maria. :D Trouxe dois pacotes de bolacha só por causa das coisas, não vá o supermercado ter um dia de mau humor e decidir acabar com os produtos portugueses. :)
E agora vou ali à Padaria comprar uma baguete, porque em França também há coisas boas e uma delas é a baguete (e eu que nem sou grande fã de pão). :)
E agora vou ali à Padaria comprar uma baguete, porque em França também há coisas boas e uma delas é a baguete (e eu que nem sou grande fã de pão). :)
Mau, mau...
...é acordar e ter logo um e-mail de um sítio para onde ontem enviámos um currículo a dizer que não estão interessados (mas ao menos foram rápidos a responder. Nem dão tempo a uma pessoa de ter um pouquito de esperança).
8.4.13
Esta treta de procurar trabalho.....
O dia 1 de Abril de 2012 foi o meu primeiro dia como desempregada, depois de uns anitos a trabalhar. Fez por isso agora um ano que estou parada e isso, para alguém como eu, faz uma certa confusão. A ausência de dinheiro a entrar na conta é um dos factores importantes. Quando trabalhamos desenvolvemos um certo grau de independência que nos custa muito deixar de ter. Eu ainda me estou a governar com as minhas poupanças, mas estão estão basicamente no fim, e eu sei que dentro de alguns meses terei de começar a servir-me do ordenado do meu rapaz para as compras cá de casa. E muito que goste dele e saiba que isto faz parte da vida de um casal (até porque se a situação fosse contrária, comigo a trabalhar ele desempregado, tal não me faria qualquer confusão) servir-me do dinheiro de outra pessoa ainda me traz uma certa comichão. E depois, é a ausência de trabalho. Não que eu passe os meus dias no sofá a olhar para o relógio, a ver se o tempo passa mais depressa. Felizmente entretenho-me bem, entre a casa e os meus passatempos, mas aquela sensação de que somos melhores do isto não nos sai da cabeça. Não querendo ser convencida, eu tenho noção que sou uma pessoa inteligente, com capacidades, que aprendo rápido e que tenho qualidades que me tornam numa boa trabalhadora. E eu gosto de me sentir uma boa trabalhadora. Ora, esfregar o chão e cozinhar todas as noites não me trazem esta sensação. Sentir que o meu cérebro está parado em vez de fervilhar de ideias, de organização, de planos, custa. Mas nada nos resta senão continuar a procurar, a enviar currículos. E se há dias em que mando um currículo, outros em que não mando nenhum, outros em que mando dois ou três, é em dias como hoje, em que mando dez currículos, que fico com esperança que pelo menos um deles chame a atenção de alguém.
5.4.13
Decisões =P
Tenho de criar rotinas. Eu sei que a maior parte das pessoas não gosta de rotinas, aborrece-se com as rotinas, acha-as enfadonhas e absolutamente dispensáveis, mas eu gosto, gosto da minha vida organizada, de saber ao acordar o que vou fazer, ter um plano. Estando nesta espécie de férias forçadas e com pouco para fazer, achei que não valia a pena criá-las. Para quê? Ia fazer rotinas com o quê, se não tenho um trabalho? Mas dou por mim com tarefas para fazer e que arrasto ao longo dos dias sem qualquer vontade de as fazer. Os exercícios de francês são um bom exemplo disso. Sejamos sinceros: estudar francês sozinha não tem qualquer piada (assim de repente, arranjo umas dez coisas bem mais divertidas para fazer....) e por isso vou arrastando: de manhã digo "faço à tarde", à tarde já digo "faço amanhã" e parecendo que não passam os dias sem eu estudar. E quem diz os exercícios de francês, diz as tarefas domésticas (que até as posso fazer, mas passo o dia a olhar para a louça por lavar a pensar que tem mesmo de ser lavada e enquanto penso e repenso isto, não faço mais nada e o dia passa), diz trabalhos que me pedem (tenho pena dos meus pais que estou a dever-lhes revisões de textos e fórmulas e não há maneira de o fazer.....), diz uma série de coisas. E chego ao final do dia sem ter feito metade do que queria, e acabo por me aborrecer durante o dia porque as coisas não estão a correr como deviam. Por isso, vou criar rotinas. Tenho dito. :)
4.4.13
(mas de quem é que ela está a falar...? =S)
Existem aquelas raparigas que passado uns meses de namoro já usam palavras como "sogra, sogro, cunhado, sobrinho", etc, e as que como eu ao fim de 8 anos de relação, quando a cunhada do meu rapaz me diz "A nossa sogra.....", eu fico com um ar aparvalhado a olhar para ela e a pensar "Quem...?".*
* Geralmente 5 segundos depois faz-se luz neste cérebro pequenino e percebo que ela está a falar da mãe do meu rapaz. Dêem-me tempo que isto vai lá...:)
3.4.13
Frio e Sol
Gosto mesmo destes dias de sol, mesmo com o frio que se faz sentir neste momento (3ºC). Gosto das janelas desta casa, de ver o sol a entrar e ver as paredes brancas iluminadas. Até se tem mais vontade de fazer alguma coisa (e eu tenho coisas para fazer: textos para ler, currículos para enviar, e-mails para enviar, e-mails para responder, procurar trabalho...). Infelizmente, hoje não vou conseguir fazer nada disto. Tenho de me apressar para ir para as explicações (que estão a dar resultados nos testes e nas notas do final de período...yes! :)). Daqui a pouco hei-de estar a sair com um casaco grosso, mas vou sentir o sol na pele. :D
2.4.13
Os vizinhos
No que toca ao assunto "vizinhos", eu e o rapaz lidamos com a coisa de forma diferente. A mim incomodam-me os barulhinhos, a música mais alta, os saltos altos, as conversas em voz demasiado alta, a porta a bater com força a meio da noite (aliás, a meio da noite penso que até o ressonar de um vizinho me incomodará), as discussões domésticas, o bater das panelas, e todo um sem fim de ruídos que podem existir. Estes meus pequenos ouvidos sensíveis já me fizeram perceber que o vizinho da frente tem a viver consigo um gato e uma rapariga, embora nunca tenha visto nenhum deles. Já ele é menino para nunca ouvir nada de nada, para dormir descansado mesmo com a vizinha a fazer sapateado às 3h da manhã, um cão a ladrar ou um casal aos berros. Passo o tempo a dizer "Estás a ouvir isto?", sendo a resposta invariavelmente um "não" ou um "o quê?".
Também diferimos na forma como tratamos os vizinhos. Eu gosto de boa educação e não passo disso. Não dou confiança aos vizinhos, não pergunto como lhes corre a vida nem me permito responder a perguntas deste género, não lhes bato à porta a pedir uma caneca de açúcar, não ofereço chá em minha casa (aliás, faço de tudo para impedir que um vizinho passe a porta de minha casa). Passo por eles, faço um sorriso sem mostrar os dentes, digo um bom dia cordial e continuo o meu caminho sem parar. Tenho para mim que se der demasiada confiança, os terei sempre a bater-me à porta, a fazer convites que não quero aceitar, a saber mais da minha vida do que aquilo que quero partilhar. O karma fez com que me juntasse a alguém que é o oposto: super-simpático com os vizinhos, pára sempre para os cumprimentar e trocar dois dedos de conversa, oferece os seus préstimos (mesmo que isso implique que nos entrem em casa, coisa que me faz arrancar cabelos), faz com que sejamos convidados para jantar (nãããããoooo queeeeero). E eu não consigo deixar de lhe admirar esta veia de boa pessoa (que o fez estacionar o carro há 5 minutos atrás mesmo em frente de casa e que ainda não lhe permitiu entrar porque está à conversa com os novos vizinhos que se estão a mudar para cá), e de achar piada a que este rapaz tímido seja um encanto para com desconhecidos, mas já estou mesmo a ver que, ficando eu por casa o dia todo, serei eu a ter de abrir a porta às vizinhas necessitadas de algo ou de apenas dois dedos de conversa (o que sejamos sinceros, o meu francês nem sequer permite). Será que ele não podia ser simpático com os vizinhos dos outros (noutra terra qualquer)?
:)
Ando um pouco desaparecida, não ando? Não sei o que me deu, mas nestes últimos dias a falta de tempo e a falta de vontade aliaram-se e fizeram-me esquecer um pouco este cantinho. Mas estou de volta, a Páscoa já passou, o aniversário do irmão do meu rapaz já passou, a segunda-feira de Páscoa com o meu rapaz livre de trabalho já passou, e toda uma série de bons momentos e preenchidos já passou, pelo que volto a ter o meu tempo mais ou menos livre. :)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















