31.8.13

Melhor forma de fazer dieta

Lavar o chão da cozinha com a esfregona com demasiada água e ele demorar uma eternidade a secar. Estou para aqui faminta mas não me arrisco a ir patinhar o chão todo. Arrrgh, já disse que tenho fooooooooome?

***


30.8.13

O Emigrante

Ao longo da minha infância e adolescência tive pouco ou nenhum contacto com emigrantes. Tendo crescido numa cidade de tamanho considerável, não os via regressar todos os Verões, como acontece a quem vive sobretudo em aldeias, vilas ou cidades mais pequenas. Ou se calhar até regressavam, mas despistada como sou, nunca reparei. No sítio onde passo férias há (noto-o agora) um maior número de emigrantes, mas que misturados com as caravanas de estrangeiros que vêm aproveitar as ondas mundialmente conhecidas para o surf, a língua francesa mistura-se e não chama a atenção. A ideia com que cresci dos emigrantes foi por isso a que me foi passada por anedotas ou conversas com amigos (em casa não me lembro de qualquer referência a este assunto). Os colares de ouro, os carros barulhentos e de alta cilindrada, a má condução, o falarem francês misturado com o português, os carros a abarrotar a caminho de França com produtos portugueses, o estilo de roupa esquisito, os cachecóis-camisolas-roupa-no-geral-a marcar-Portugal, e toda uma série de coisas assim. E uma vez que não me cruzava com eles, a ideia tinha sido simplesmente desenhada na minha cabeça. Não era uma ideia de gozo ou uma ideia com maldade, era simplesmente uma caricatura tal como a do alentejano deitado pachorrentamente debaixo de uma árvore, à sombra, a dormir a sesta. O facto de ter conhecido aos 11 anos o Jack, o meu pequeno emigrante francês que tinha vindo para Portugal viver pela primeira vez (antes, só de férias), que carregava nos "r"s com toda a força e tinha um sotaque engraçadíssimo, ajudou a atenuar essa caricatura. Afinal ele não usava correntes de ouro, ia de autocarro para casa em vez de o pai o ir buscar num carro fantástico e usava a mesma roupa que nós. Anos mais tarde deparo-me novamente com ele e sou inserida numa família tipicamente emigrante. Os avós foram emigrantes, os pais são emigrantes, o irmão é emigrante, os tios e primos também, e pude assim criar a minha própria ideia de como são os emigrantes quando estão fora e quando estão de férias em Portugal. Confesso que ao longo dos últimos anos ouvi algumas coisas sobre os emigrantes que me picaram um pouco, sabendo ainda por cima que namorava um emigrante, achei até que houve pouco cuidado por parte de algumas pessoas. Outras não sabiam e davam corda à língua à vontade. Nem tudo o que é dito chateia, claro. Há que saber rir de nós próprios e eu não sendo cega, bem vejo que há coisas que até correspondem à verdade. :) Pensando um pouco, sinto que me pico mais com algumas ideias sobre os emigrantes, do que o Jack e a sua família, penso que sobretudo por já nem ligarem. E se eles não ligam, eu também nunca entrei em guerras, nunca comentando ou contradizendo o que ia ouvindo, e assim planeio continuar. Mas pensei que seria interessante, até por algumas coisas que fui lendo na blogosfera a este propósito, desmistificar ou explicar algumas coisas. Nasce assim um pequeno conjunto de posts (não são muitos porque não há assim muito a dizer) sobre os emigrantes. Não tenho intenção de arranjar chatices (se quisesse, teria ido directamente à caixa de comentários de alguns blogues) mas sim de apagar ligeiramente algumas ideias pré-concebidas que há. Afinal de contas eu também as tinha. :)

29.8.13

Um convite a não recusar :)


A Cátia Lopes do blog Sacola da Diferença é portuguesa e reside actualmente em Londres. Emigrante como muitos e em contacto com pessoas a quem falta coragem dar o último passo decidiu iniciar no seu blog uma espécie de crónica com posts escritos por bloggers emigrantes convidados. Deu-me assim a honra de ser a primeira convidada e por isso o post escrito por mim está aqui: http://sacoladadiferenca.blogspot.co.uk/2013/08/writings-of-young-migrant-tete.html. Toca a ir ler, vamos lá! :)

Tété a espalhar charme....ou não.

Penso que já aqui falei da força atractiva que tenho e que faz com que, num supermercado ou numa rua cheia de gente, as pessoas se dirijam a mim para tirar dúvidas. Anteontem voltou a acontecer e num corredor com mais três pessoas, em que eu já empurrava o carrinho para sair dali, um homem decidiu que era mesmo eu a pessoa indicada para o ajudar, pelo que dei por mim a arranhar o meu francês e a tentar manter uma conversa durante uns minutos sobre o preço da água natural engarrafada e da água com gás. Não bastasse esta situação, acabo sempre por contar ao Jack a conversa que fiz e dou por mim a ter um míni ataque de pânico quando o vejo franzir a sobrancelha perante aquilo que eu disse à pessoa necessitada de ajuda (dou sempre erros nas minhas conversas, é inevitável). É que na minha cabeça a conversa até pode ter sido muito inocente, mas já sabendo como sou com trocas infelizes de palavras, posso ter chamado à pessoa algum nome menos correcto, tê-la mandado para um certo sítio ou ter feito alguma proposta indecente (não pensem que esta última não acontece, porque já me aconteceu. Felizmente a pessoa com que treinava o francês era o Jack, que simplesmente se desatou a rir).

28.8.13

Mais oui, oui, je parle très bien...

Então e como é que vai a re-aprendizagem do francês, Maria Tété?

Vai óptima, principalmente sendo o Jack a principal e praticamente única pessoa com quem falo francês e por isso só o tenho a ele a ter ataques de riso quando, muito concentrada nos meus treinos, em vez de dizer "cara" digo "rabo". 

27.8.13

Este acordo ortográfico vai dar-me tantas dores de cabeça.....


O livro que estou a ler agora começa com:

- Para o carro, John! Apetece-me sair!

Na minha cabeça imaginei a cena: ela em casa, vestida já pronta para sair, dirigi-se alegremente ao marido sentado no sofá e sem hipótese de recusa diz-lhe que vá para o carro pois ela quer sair e ir passear.
Mas as frases seguintes do livro não faziam qualquer sentido neste meu cenário imaginário, e tive de reler várias vezes as primeiras cinco linhas até entender o sentido (o que me fez ter vontade de abandonar imediatamente o livro). O livro está escrito segundo o novo acordo ortográfico e na verdade o que a mulher está a dizer é "Pára o carro, John! Apetece-me sair!", o que faz mais sentido uma vez que nas linhas seguintes ele pára o carro e ela sai dele.

E é exactamente nestes casos que eu não percebo o porquê deste novo acordo. Não vai facilitar de todo a escrita e muito menos leitura. Se eu, nos meus 28 anos e muitos livros já lidos, fiquei absolutamente perdida perante este "para", imagino os miúdos da primária a serem incentivados à leitura e darem com obstáculos destes. Depois admirem-se se eles não gostarem de ler. É que supostamente os livros servem para nos fazer sonhos, imaginar, ter curiosidade, aprender vocabulário e não para serem enigmas ortográficos difíceis de perceber à primeira. 

26.8.13

Pfffff....odeio estar de dieta.

Já aqui referi que sou uma pessoa cheiinha, e também já disse que desde o meu regresso a França que lá meti na cabeça que tenho de facto de cortar com algumas coisas para, se não emagrecer, ao menos não engordar mais. E enquanto como as minhas cenouras, a gelatina, a saladinha de tomate, as carnes brancas (tudo coisas que gosto) e deixo de lado as bolachinhas, os chocolates, os gelados, as lasanhas, o arroz e a massa (tudo coisas que eu também gosto) não consigo deixar de pensar que gostava mesmo, mesmo, mesmo de ser daquelas mulheres com aquele metabolismo de como-tudo-e-nada-me-engorda. Mas daquelas que comem mesmo tudo. Ou, melhor, daquelas que comem o mesmo que eu (antes da dieta, claro) e que não engordam. Não me interessa ser daquelas magras que gritam aos quatro ventos que comem imenso e depois me dizem, tentando mesmo convencer-me que tal é verdade, que ainda ontem comeram um cachorro quente in-tei-ro! E um gelado a seguir! E fico a olhar para elas a pensar que cachorros-quentes daqueles como eu três de seguida e ainda marcham dois gelados sem me sentir a abarrotar. É verdade que a noção de quantidades é diferente de pessoa para pessoa e eu já reparei que a maior parte das pessoas magras acham que comem muito quando na verdade comem um terço ou quarto daquilo que eu como. Tal como tenho noção que me posso pôr para aqui a dizer que como muito, e alguém com mais 30 quilos que eu vai olhar-me de cima abaixo e dizer "Tu sabes lá o que é comer muito....O que comes ao almoço como eu ao lanchinho a meio da manhã". Por isso é que não desejo ter um metabolismo do género sou-magra-e-acho-que-como-muito-quando-na-verdade-como-que-nem-um-piriquito, mas sim um daqueles que me permita comer o que como hoje em dia sem engordar. Acredito mesmo que haja pessoas assim, com metabolismos destes. Mas eu não sou uma delas e não posso fazer mais do que pensar estas coisas enquanto me agarro uma salada e sonho com um magnum double de caramelo.

25.8.13

A Amaldiçoada e o Curandeiro


Há cerca de dois anos e meio mudei-me para um apartamento alugado, passando a viver pela primeira vez sozinha (nada de pais e nada de colegas de apartamento). A senhoria muito simpática e notoriamente um pouco inocente, deixou à minha guarda 3 plantas. Ora, se eu que não me entendo com plantas e achei tal responsabilidade demasiado pesada para os meus ombros, vi-me soterrada debaixo de um elefante de responsabilidade quando soube que as ditas tinham nomes e tudo. Já me imaginava a entregar as chaves do apartamento daí a uns anos com a triste notícia que a Maria Alberta, a Marianinha e a Josefina (não me lembro dos nomes, mas estes parecem-me bem) tinham sucumbido a uma qualquer doença rara. Devo ter feito uma tal cara de terror que a senhoria me garantiu que já vários inquilinos tinham tomado conta delas e que até agora nada lhes tinha acontecido, pelo que eram resistentes e não haveria razões de preocupação. Bastava que as regasse de vez em quando e elas manter-se-iam vivas.

Estão a imaginar o que aconteceu, certo? Passado um mês, uma das plantas (um cacto, logo um cacto!) morreu. Mas morreu mesmo. Uma noite estava bem, alto e direito, na manhã seguinte tombava sobre o vaso, murcho e mole. As restantes plantas sobreviveram, Deus sabe como. Às vezes passavam ali por períodos em que eu já as via a entrar em coma, mas geralmente o Jack fazia uma visita e lá as voltava a trazer à vida. Por todas estas razões, meti na cabeça que nem pensar em ter plantas na nossa actual casa. Gosto imenso de as ver, acho que dão outro ar à casa, mas não queria transformar a minha casa num local de plantas moribundas. Quem não conhecia a história da planta assassinada da senhoria, dizia-me "Compra um cacto! Os cactos são óptimos para quem tem medo de matar plantas. Sobrevivem a tudo!". Pois, não, nas minhas mãos nem um cacto sobrevive.

Mas no casamento a que fomos este Verão, os noivos ofereceram aos convidados um pequeno cacto (sendo a noiva florista a ideia era gira). O Jack arrebanhou os cactos oferecidos às mulheres da família e declarou que aqueles três cactos passariam a viver na nossa casa. Com a condição, claro, que eu não lhes tocasse. E assim, vieram os três pequenos cactos connosco para França. Neste momento, estão os três na cozinha, um já praticamente morto, um a entrar em coma e o terceiro a tentar seguir o mesmo caminho dos outros dois. O Jack bem os anda a tentar salvar, mas eu acredito que 20h enfiados num carro não tenha sido o melhor para as plantas. De qualquer forma, eu nem lhes toco. E mal olho para eles, não vá esta minha maldição actuar só com um olhar.

24.8.13

Vai dormir, Tété, vai dormir....

Decidi mudar o header do blog. A falta de um sono como deve ser leva-me a fazer estas coisas. Mas pensem só: podia ser pior. Podia andar a escrever os dez posts que tenho na cabeça neste momento e que já sei que terão o tamanho de um testamento. E como não quero que se aborreçam já ponho-me só a brincar com imagens.:)

Gaiola Dourada

Quando soubemos que a Cage Dorée (ou Gaiola Dourada) ia passar em Portugal achámos todos que não faria o sucesso de bilheteira que tinha feito em França. Achámos que, desconhecendo a vida emigrante, os portugueses veriam no filme uma ofensa, não compreenderiam as piadas, achariam um gozo e que as críticas seriam mais que muitas. Eu própria não acho que se vá tornar o meu filme favorito, não dei a mesma importância a certas coisas que os emigrantes deram ao ver o filme, não compreendi todas as piadas (vá, eu também tive a desvantagem de ter visto o filme original sem legendas); mas acho que o filme está bem feito e que caracteriza os emigrantes de uma forma bastante inteligente. Ora, das poucas vezes que acedi à net, depois do filme estrear, surpreenderam-me as críticas positivas, o aconselhar o filme aos outros, o terem gostado tanto filme. Comentei isso com o meu pai, que me disse que no fundo Portugal sempre conviveu com emigrantes e por isso não o espantava tal reacção (entretanto também foi ver e gostou). Pois a mim espantou e continua a espantar, porque os portugueses lidam com os emigrantes nas férias, em Portugal, e o filme fala da vida dos emigrantes em França, o que é diferente e não é muito compreendido por algumas pessoas por coisas que vou ouvindo e lendo (e sobre isto virá outro post mais tarde). Enfim, confesso que me surpreendeu. Acho até que fiquei mesmo surpreendida com a abertura de mentalidade em não terem julgado o filme como um ataque aos portugueses. Agora claro que quem viu o filme e não gostou também está no seu direito. Mais vale isso do que não ver e dizer que não se gosta.

Jet-lag das férias

É verdade que eu só fui ali até Portugal três semaninhas. É verdade que nem é muito longe daqui e que a diferença horária é só de uma hora. Mas este meu cérebro desde que regressou a França não sabe bem a quantas anda. Anteontem acordei às cinco da manhã, relaxadíssima como se tivesse dormido dez horas e não apenas quatro. Não voltei a adormecer nem o cérebro insistia para que voltasse a tentar dormir. Ele queria era levantar-se e ir para a rambóia. Esta noite, morta de cansaço arrastei-me para a cama à meia-noite e eram cinco da manhã e ainda eu olhava para o tecto à espera que o sono viesse. Este cérebro muda de país durante três semanas e perde completamente o norte quanto ao sono...

23.8.13

JOBS


Ontem foi dia de cinema (nota-se muito que sou fã de ir ao cinema?) ver o JOBS. Com muita pena minha, o filme só estreou em Portugal após o meu regresso a França (mais 3 diazinhos de férias e tinha visto o filme), pelo que tive de o ver cá em versão francesa (estes franceses traduzem os filmes toooooodos). Após a morte de Steve Jobs, ofereci ao Jack a bibliografia dele. A prenda encantou-o ou não fosse ele um fã da Apple. Contudo, o tempo para ler é escasso e não lhe pegou a sério até irmos de férias. É preciso saber que em oito anos de relação nunca tinha visto o Jack ler um livro até ao fim. Aliás, nos últimos anos acho que já nem me lembro de o ver pegar num livro. O ritmo do dia-a-dia é grande e quando se tem outros gostos, a leitura não é a prioridade (no meu caso é mas lá está, não gasto o meu tempo a fazer outras coisas que ele faz por gosto). Mas, este Verão, numa semana, o homem despachou o livro todo. Se não estava a comer ou a dormir estava agarrado ao livro. Até eu que já tinha vontade de o ler, fiquei ainda com mais vontade ao ver todo este interesse. Livro lido, era assim obrigatório ver o filme. Não sendo eu uma obcecadinha pela Apple como ele é, podia até não ter achado o filme interessante. Mas achei, gostei da forma como as coisas estão contadas e principalmente adorei a forma como Ashton Kutcher desempenha o papel. Eu não conheci (obviamente) o Steve Jobs, pouco sei dele e da sua história (a não ser pequenas coisas que o Jack me foi contando), mas saí de lá com a sensação que tinha visto o real Steve Jobs no cinema. A personagem está bem trabalhada, nota-se que o actor perdeu efectivamente tempo a estudar os maneirismos de Jobs, que se esforçou para que o papel fosse desempenhado o melhor possível e sem dúvida que o conseguiu. Para além disso, parabéns a quem se lembrou de escolher Kutcher para protagonizar este filme porque de facto as parecenças são incríveis (claro que a boa caracterização também ajuda) .






Vamos falar de cinema? :)


AFTER EARTH
Gostei bastante. Achei que o Will Smith ia ter um pouco mais de protagonismo e umapapel mais activo do que tem mas compreende-se: Will Smith é um actor com uma carreira mais do que feita, a mulher (envolvida na produção deste filme) igualmente, pelo que me parece natural que queiram dar um empurrão ao filho (o maior protagonista da história) para que este comece a consolidar a carreira o quanto antes.


THE BLING RING
Não gostei. Aliás, foi uma desilusão mesmo. Se eu vos disser que um grupo de jovens entras nas casas de celebridades, enquanto estas estão ausentes, para roubarem e que depois são presos, está o filme contado. Não há nenhuma personagem bem trabalhada, com características fortes e estudadas. Há uns quantos actores que nem exprimem qualquer emoção. Se tivessem feito este filme em 10 minutos o resultado is ser o mesmo. Não há qualquer sumo que se aproveite. A história até podia ser interessante se contada de outra maneira.




ELYSIUM
Muito bom filme. A história está muito boa. Claro que saio sempre deste tipo de filmes a achar que podiam ter explorado um pouco mais algumas coisas mas depois lembro-me que se assim fosse o filme teria de durar umas cinco horas. De qualquer forma, é um filme bem feito e uma boa história. Só o achei um pouco violento. Há ali uma ou outra imagem ou cena que me fez virar a cabeça e sussurrar ao Jack que me avisasse quando tivesse passado.


O MASCARILHA
 Gosteeeeeei muuuuuuito. Eu não sou assim uma graaande fã do Johnny Depp, não sei explicar porquê (e definitivamente não o acho um homem sexy, bonito ou seja lá o que for). Mas verdade seja dita que os últimos filmes que vi dele convenceram-me e muito. Neste, ele faz um papel brilhante que me levou a pensar que se não fosse ele, o filme não teria metade da piada. Os outros actores são bons, mas seria um filme pobre sem a presença da personagem do Johnny Depp ou caso esta fosse interpretada por outra pessoa.


MESTRES DA ILUSÃO
Também gostei muito deste. Não tinha ouvido falar dele e quando vi o cartaz pusemos logo de parte a ideia de o ver porque não nos chamou a atenção. Depois o filho da minha madrinha falou-nos dele e convenceu-nos a dar-lhe uma hipótese. E tinha razão, sim senhor. A história é bem gira, com uma boa reviravolta, os actores são bons e para quem gosta de magia, o sabor é especial. :)


RED 2
Já tinha visto o Red 1 e tinha gostado bastante. Este não lhe fica atrás. Um conjunto de bons actores aliados a uma história engraçada e bem construída. As gargalhadas foram muitas e recomendo-o vivamente.


UM HOMEM DE FAMÍLIA
Este foi o primeiro filme das férias. Foi vê-lo por insistência do Jack, porque a minha vontade era zero. Não tinha visto o trailler e não achava que o filme fosse algo de especial. Na minha cabeça seria um filme sombrio, muita pancadaria e pouco que se aproveitasse. Afinal, o filme é baseado numa história real e esta está bem contada (ao contrário do The Bling Ring, também uma história real mas muito mal aproveitada). Gostei bastante e foi um óptimo começo para uma boa temporada de filmes. :)


GUERRA MUNDIAL Z
Também não morro de amores pelo Brad Pitt, mais uma vez sem grandes explicações. A história parecia interessante, embora eu e os zombies não tenhamos uma atracção por aí além. Ou seja, apetecia-me ir ver mas não ia a contar amar o filme. Afinal, gostei bastante. Apanhei um ou outro susto (já disse que eu e zombies não combinamos, não já?), acho que me saiu um grito e uma asneira, mas não mais do que isso, penso eu. Não é um filme de terror, mas sim de acção. E recomendo-o. :)

22.8.13

Maria Teté, que trouxeste afinal tu de Portugal?

Já uma vez tinha dito que pertenço a uma geração diferente de emigrantes, mas ainda assim encontro algumas parecenças. Se antigamente se traziam batatas, hortaliças e afins, coisas que a terra dava e que faziam falta e saudades aos portugueses de cá, nos dias de hoje as necessidades são outras. Ou pelo menos, as minhas são. Então que trouxe eu? Ora bem:

- Gelatina! 
Não há cá. Não vale a pena procurar mais. Não há. Por isso toca de trazer não sei quantos saquinhos. :)

- Duas peças de uma feira de artesanato.
Bem, aqui não é algo muito necessário. Mas já tinha ficado de olho nas peças no Verão passado e este ano não as voltei a deixar escapar. Vou ver se entretanto ponho aqui uma foto. :)

- Temperos!
Andava de olho nuns temperos que não encontrava aqui em supermercado nenhum. Lá vieram uns frasquinhos enfiados numa mochila. :)

- Livros!
Claaaaaaaaaaro. Nove livros. E só não foram dez porque entretanto li um dos que tinha comprado. Ai, faz-me muita falta a leitura. E o meu livro em francês foi para Portugal e veio sem eu ler uma única palavra. Isto é que motivação (not =P)....:)

21.8.13

Nestas férias...

...fiquei literalmente estacionada em plena auto-estrada francesa devido a um acidente que houve e que cortou o trânsito (já não basta a viagem ser de 20 horas ainda há este tipo de atrasos para acabar de vez connosco). Fui dormir uma noite sozinha a casa dos meus pais e ser novamente mimada por eles. Fui a um casamento em que os amigos dos noivos lhes ofereceram um porquinho vivo e cantaram a música "O cú do noivo". Fui ao cinema ver "Os Mestres da Ilusão". Almocei com os mesmos do costume ao domingo. Fui ao cinema ver "After Earth". Comi pizza. Dormi. Comprei livros. Fui almoçar com os meus avós. Fui jantar a casa de amigos.  Fiquei doente. Comi pipocas. Tive uma enxaqueca pela segunda vez na minha vida. Fui devorada viva por mosquitos. Estive à beira de uma piscina aquecida ao ar livre (na qual não entrei porque não queria adoecer quando saísse, e acabei por ficar doente na mesma). Fui a três consultas médicas. Tive de ir rever dois médicos uma segunda vez. Um dos médicos mandou-me tomar três medicamentos para ver se controlo as alergias (a juntar a outros que andava a tomar sinto-me uma autêntica drogada). Fui à praia. Apanhei óptimos banhos de mar. Comi sardinhas grelhadas. Comi carapaus grelhados. Comi salmão grelhado. Comi espadarte. Voltei a comer sardinhas grelhadas mais não-sei-quantas-vezes. Fui ao cinema ver o "Bling Ring". Comi pacotes de m&m's sem hesitar. Tirei sangue. Fui ao cinema ver "O Mascarilha". Comprei mais livros. Dormi muito. Li um livro. Fui ao cinema ver o "Red 2". Percorri quilómetros a pé durante três dias só para não tirar o carro do único lugar que não era a pagar que tínhamos encontrado. Comi tremoços até ficar maldisposta. E depois fui comer pizza para passar o enjoo. Apanhei bom tempo. Apanhei bandeira verde na praia. Fui jantar com um grupo fantástico de amigos que, como sempre, me deixam vontade de voltar a jantar com eles todos os dias. Tirei poucas fotografias (preguiçosa). Dei um mau jeito a um pé. Os resultados das minhas análises estavam óptimos. Combinei, durante uma semana, acordar às 6h da manhã para fotografar o nascer do sol, e acabei por nunca me conseguir levantar a essa hora. Lanchei com uma amiga. Fui ao cinema ver o "World War Z". Joguei cartas. Deixei que uma menina de 6 anos me fizesse uma trança (não gosto que me mexam no cabelo). Comprei pulseiras dos desejos. Fui ao cinema ver "Elysium". Vi pessoas a fazerem figuras de idiotas só porque acham que são espertas. Apanhei um escaldão num braço logo no primeiro dia ao pé da praia, mesmo estando sempre à sombra e com protector solar. Comprei duas peças cá para casa numa feira de artesanato. Comi chocapic com leite. E dez minutos depois estava a comer arroz de feijão. Arrependi-me de meter conversa com uma pessoa. Vi o "Red Eye" na televisão. Comi gelados. Comi pães com chouriço e croissants com chocolate. Vi o "Julie and Julia" na televisão. Tive pena que a Pizza Hut em Portugal não tivesse as mesmas sobremesas de nutela que há nas Pizza Hut francesas. Li outro livro. Arranjámos a porta do carro que tinha sido bem amolada quando algum idiota deixou cair uma scooter contra a porta. Namorei muito. Dormi num hotel com um colchão tão fofo, umas almofadas tão fofas e um edredon tão fofo que parecia que estava a dormir numa nuvem. Vi um incêndio à beira da auto-estrada. Comi mal e porcamente durante três semanas e ainda perdi um quilo. Infelizmente, sei bem que isto assim não vai lá e iniciei hoje a minha dieta. Vi na televisão um filme de 1997 em que a Julianne Moore interpreta uma actriz porno. Fui ao cinema ver "Um Homem de família". Infelizmente não consegui estar com todas as pessoas que queria. Íamos ficando sem gasolina (aquilo é que foi contar os quilómetros até à estação de serviço mais próxima.....) a meio de Espanha. Ganhei um ligeiro tom de bronze que só eu consigo ver e depende da luz. Acertei várias vezes com os dedos dos pés em esquinas. Comecei a criar ideias para o que hei-de fazer daqui para a frente. Falou-se mais uma vez de filhos.Troquei as lentes dos óculos. Vi o meu Jack passar uma semana inteira na mesma casa (24h por dia) com os meus pais, o meu irmão e a minha avó, e tudo correu bem. Conduzi a 160 km/h em Espanha numa boa auto-estrada. Achei, ao ver as pessoas na praia, que este ano as pessoas se desleixaram mais com os corpos. Consegui encher o carro do meu pai de areia. Subi à duna de Salir do Porto e achei que me ia dar uma coisinha má. Ponderei ficar em Portugal mais tempo e não regressar logo a França. Até que percebi que a minha casa é aqui e que tinha de vir. Depois de me ter despedido dos meus pais chorei de saudades um minuto no carro sem que eles vissem. E depois levantei a cabeça e segui viagem. Se tudo correr bem, volto a vê-los em Outubro, e chorar não serve para nada. 

Foram umas óptimas férias. Oh, lá se foram....:)

Aaaaaaiiiiiii

Depois de uma noite mal dormida, em que a cada movimento, eu acordava com a sensação que me estavam a espetar uma faca numa omoplata e a torcê-la (nunca tal me aconteceu mas eu parto do princípio que a sensação deva ser mais ou menos esta), estou para aqui que nem posso. Neste momento já não sinto nada na omoplata, mas tenho o cimo das costas, os ombros e o pescoço completamente presos. É o que dá achar que mesmo com dores de costas consigo limpar a casa, ir às compras e andar com embalagens de leite e garrafas de água de um lado para o outro. É bem feita. Para a próxima ficas quietinha. Já vos disse que estou demasiado velha para viagens de 20h de carro? Aos 28 anos estou acabada, é uma vergonha. E agora, com a vossa licença, vou ver se me estico um pouco no sofá e esperar que o Jack chegue a casa. Logo eu que odeio massagens, hoje vou implorar por uma.

Chegueeeeei :D

E cá estou eu depois de uma viagem iniciada às 6h da manhã. Quero ver se nos próximos dias volto ao blog em força. Mas agora, se não se importarem, vou ver se me deito porque estou com uma dor de costas que não aguento. Até parece que estive 20 horas enfiada num carro (e não é que estive mesmo?).

20.8.13

Desejem-me boa viagem!! :)

Viagem iniciada pouco antes das seis da manhã. Esperam-nos umas boas horas de viagem. E como bom projecto a emigrante em que me estou a tornar trago uma séries de produtos portugueses na mala do carro. Quem adivinha o que trago? :)

17.8.13

Encontra-se de tudo no facebook.....

1. Temos aqueles que só colocam posts com frases tiradas de sites fofinhos, sempre com fundos cor-de-rosa e muitos brilhantes. Frases do género "Se adoras a tua mãe, põe isto no teu mural" ou "Os amigos são como anjos e blá-blá-blá". Ah, ou então aquelas fantásticas "Se gostas de mim põe isto no teu mural" (e com isto se percebe que não gosto de ninguém o suficiente para andar a fazer estas figuras).

2. Também temos os ressabiados que colocam frases como "Os inimigos não me deitam abaixo", ou "Sou mais forte que todos os que me querem mal" ou ainda melhor "Os verdadeiros amigos não fazem isto e aquilo", numa tentativa triste de que isto seja visto por aqueles que estão friamente a magoar-lhes o coração. Epah, criem um blogue e deitem tudo cá para foram em vez de entupirem os murais dos outros com estas coisas.

3. Temos os que colocam todos os dias fotos de cãezinhos que vão ser abatidos, cães de raças perigosas ao lado de bebés, cães que foram maltratados e surgem em sangue nas fotos. A ver se percebem: claro que há cães de raças perigosas que são uma paz de alma tal como há cães que supostamente não fazem mal a uma mosca e que depois nos mordem. Mas também há cães de raças perigosas que são de facto perigosos. Andarem com esta propaganda no facebook não faz com que todos os cães de raças perigosas passem a ser uns anjos de repente por isso podemos parar com isto, sim? E quando vou ao facebook é para descontrair e não para ver animais em estados lastimáveis e sangrentos. Na clínica veterinária da minha mãe vi muito sangue e animais em estados terríveis e não vos encho os murais com fotos e descrições disso, pois não? Então vá.....

4. Temos os que se esquecem que tudo o que escrevem é visto pelos seus contactos, e lavam a roupa suja no facebook. Contra estes não tenho nada porque acabam por me distrair enquanto leio a troca de galhardetes, mas não acho que devam muito à inteligência.

5. Aqueles que colocam fotos, comentam as próprias fotos e depois colocam "gosto" na própria foto e no próprio comentário. É simplesmente....demais.

6. Aqueles que escrevem coisas só para chamar a atenção. São capazes de escrever todos os dias algo como "A vida corre-me mesmo mal" ou "Bolas, que m*** de dia!", mas quando o pessoal lhes pergunta o que se passa, nunca respondem.

8. Aqueles que copiam textos a achar que ao fazê-lo vão ter o facebook grátis, privado ou lá o que os textos oferecem. 

Olhem que se calhar, se calhar, haver uns fiscais do facebook que fossem metendo juízo na cabeça desta gente toda não era assim tão má ideia....

15.8.13

Nota rápida

Numa passagem rápida pela net aproveito para aqui escrever.:) As férias estão a ser maravilhosas e custa pensar que segunda-feira já iremos regressar a França. Mas nessa altura este blogue retomará a sua rotina (ando para aqui cheia de ideias). Até breeeeeve.:)

8.8.13

Onde é que vais? Fica aqui ao pé de miiiiiim.


Quantos de nós não conhecem casais em que um dos elementos é assim? Pegajoso, chato, sufocador...Há uns anos assisti a uma discussão entre um casal, em que ele queria ir ao café todos os dias após o jantar, e ela obviamente ripostava que nem pensar porque ele já trabalhava todo o dia e por isso ela queria a sua companhia à noite. Na tentativa de se arranjar um entendimento (Maria Tété, conselheira amorosa ao vossa dispor. É só mandar e-mail), propus que ele saísse para o café ao fim-de-semana, ficando durante a semana a fazer companhia à namorada. Ele concordou, ela não. Perguntei-lhe o que é que ela queria, ao que ela respondeu: Quero que ele fique sempre em casa comigo e que não saia de todo.
Tentei explicar-lhe que ele também tinha necessidade de sair com os amigos, ver outras caras, ter outras conversas. Ela mantinha-se irredutível: não, não e não. Ele, tentando convencê-la, dizia-me que nem se importava que ela também fosse ao café com ele. E ela insistia: não, não e não, tinham de ficar os dois em casa. Como é óbvio esta é uma relação de altos e baixos, traições à mistura, num acaba e recomeça constante.

A ideia é que quando estamos numa relação,esta não seja pior que a prisão de Alcatraz. Claro que há vontade de termos os namorados por perto mas obrigá-los a conviver connosco 24h por dia é demais. Bem vêem os casos que aparecem no Big Brother: cá fora até podem ser um casal maravilha, mas lá dentro o facto de nenhum poder respirar dois minutos sem ter o outro ao pé, gera confusões. Sufocar quem está connosco só faz essa pessoa ter ainda mais vontade de fugir e ter tempo para ela. E o que é que preferem: ele estar convosco porque vocês lhe puseram uma trela imaginária e não o deixam dar um passo sem vocês, ou porque ele quer realmente estar convosco, mesmo tendo liberdade para fazer outras coisas? É verdade que a vontade de estar com o namorado/namorada é grande (se estamos numa relação é porque gostamos dessa pessoa e da sua companhia) mas também é importante perceber que não deixamos de existir e que mesmo a outra pessoa já tinha uma vida antes de nos conhecer. Por exemplo, por muito que eu goste de estar com o Jack (que gosto) não faço questão que ele esteja em todos os meus encontros com as minhas amigas (as cusquisses não lhe interessam), assim como não faço questão de ir a todos os encontros com os amigos dele (passar horas a ouvir falar de carros não é propriamente divertido para mim). Neste momento, estando eu por casa todo o dia e ele fora, é óbvio que me apetece fazer programas a dois quando ele regressa a casa. Contudo, dei por mima pensar que o coitado quando não estava a trabalhar, estava a dar-me atenção e reparei que já há uns tempos que não o via fazer nada sozinho e de que gostasse. Passei então a ter dias em que lhe dizia que ia ler um pouco e por isso ele que se entretivesse com a consola, com um livro, a dormir uma sesta, o que quer que fosse. Se gostava de estar a fazer coisas com ele? Claro. Mas não quero transformá-lo num daqueles homens que se sente tão sufocado em casa que adia o seu regresso após o trabalho.
Acrescento também que mensagens "O que é que estás a fazer?" várias vezes ao dia mostram um total falta de confiança e uma total incapacidade em nos entretermos sozinhas sem termos de o chatear. Eu já nem gosto deste tipo de mensagens por parte das minhas amigas, quanto mais da parte dele. Felizmente, nunca foi algo que ele fizesse. E quem diz estas mensagens diz outras, em que depois se fica fula porque ele não responde nos dois minutos seguintes. Deixem-no respirar, meninas, a sério. E quando deixarem, vão ver que eles vão querer respirar a maior parte das vezes ao pé de vocês.

4.8.13

Discussões

Dizia eu neste post que na minha relação discordo mas não discuto. Os meus pais sempre foram pessoas muito dadas a conversas e troca de argumentos. Mais facilmente se sentavam comigo e me explicavam o porquê de não me deixarem ir a tal sítio do que me mandavam um par de berros do género "Não vais porque sou eu que mando!". Aliás, na minha casa praticamente não se grita. Somos todos sensíveis a barulhinhos e escusamos de ser nós próprios a fazer barulho. Cresci a aprender que conversando é que as pessoas se entendem e confesso que ainda hoje não compreendo aquelas pessoas que acham que ganham uma discussão só porque estão a falar mais alto. A única pessoa com quem gritei e apanhei gritos foi com o meu irmão quando éramos mais pequenos, mas agora olhando para trás vejo que nenhum de nós tinha mesmo intenção de ganhar qualquer discussão. Queríamos era gritar e enervar o outro.

Desta forma algo que me cativa nas pessoas é o seu poder de argumentação inteligente. Adoro ouvir pessoas que sabem argumentar. Aquelas pessoas que usam argumentos lógicos, que escolhem o argumento certo conforme o argumento utilizado pela outra pessoa, e que ouvem de facto os argumentos dados pelo opositor e os têm em consideração. Já aqueles debates televisivos em que todos falam uns por cima dos outros, em que querem apenas expor as ideias que têm na cabeça sem ouvir os argumentos dos outros, fazem-me perder a paciência e em dez segundos mudo de canal.

Eu própria não considero que tenha um elevado nível de argumentação. Geralmente bloqueio e só mais tarde é que me lembro de bons argumentos, mas lá vou fazendo um esforço. Não me verão é com certeza a dizer disparates a um nível sonoro elevado. A minha regra é simples "Se num confronto de ideias, desatas a gritar, perdes a discussão". É simples, a razão até pode estar do teu lado, mas se gritas, perdes a razão e ganho eu. Gritar em vez de trocar argumentos é simplesmente um acto idiota. E eu não discuto com idiotas.

Assim sendo na minha relação com o Jack (que foi avisado deste meu feitio) não há cá berros nem discussões em que se atiram pratos pelos ares. Se os meus pais nunca gritavam comigo, porque hei-de eu aceitar que venham outros fazê-lo? Claro que não concordamos em tudo (de todo mesmo). Mas falamos, e voltamos a falar, e argumentamos, e vamos achando que argumentos são válidos e quais aqueles fáceis de responder. E é assim que vamos resolvendo as coisas. Ou não. Há coisas que não se resolvem, mas também não seria aos berros que encontraríamos uma solução. Por isso quando me dizem que não acreditam em relações em que os casais nunca discutem, eu rio-me. Porque nós não discutimos. Argumentamos. :)

3.8.13

Yeah!


Se os planos estiverem a correr como o previsto, este fim-de-semana estarei a caminho da praia onde passarei uma semana inteirinha. Vem até mim, sol! Vem até mim, mar! Estou com tanta vontade de praia que mesmo que chova lá estarei eu, estendida numa toalha. São Pedro, consigo ser mais teimosa do que tu, aviso já!

1.8.13

Espero (mas não prometo) amar-te para sempre

Continuando a saga de escrever posts prometidos em posts anteriores (nos quais digo "mas sobre isto falarei noutro post" e depois nunca falo) o tema de este post será: estar numa relação e apaixonarmo-nos por outra pessoa. A primeira vez que toquei neste tema foi aqui, em que dizia que não posso prometer ao Jack que nunca me vou apaixonar por outra pessoa e que no fundo não acho que ninguém que está numa relação o possa fazer. Não me entendam mal: não estou com o Jack para me ir entretendo enquanto não aparece um melhor. Eu estou absolutamente convicta que este homem é o tal, é aquele que tem tudo para eu me sentir feliz, olho para ele e tenho vontade de ficar com ele para o resto da vida. Mas sendo fria, também as mulheres casadas com filhos da mãe que lhes batem já tiveram momentos em que olharam para eles e acharam que eles eram os tais.

Ou seja, as pessoas mudam. Não apenas quem está connosco, mas também nós mesmas. Assim como as nossas necessidades deixam de ser cumpridas ou tornam-se outras. Quando comecei a namorar com o Jack, lembro-me bem de lhe dizer "Nunca me tomes como certa, porque se eu sentir que o fazes e que deixas de fazer o esforço de me manter conquistada, as coisas podem correr-te mal" (este rapaz levou com uma lista de regras e conselhos mal começámos a namorar. Assim, não podia dizer que não tinha sido avisado. =P E até agora tem resultado, mas sobre isto falarei noutro post ;)). 
Para mim, é importante ter um namorado romântico. É e sempre foi importante. Um namorado tem de ter outras qualidades, claro, mas esta é uma daquelas das quais eu também tenho necessidade. Conheço-me e sei que não seria verdadeiramente feliz se tivesse alguém que me dissesse "amo-te" quando o rei faz anos, que só fosse romântico quando eu pedisse, que nunca se lembrasse de ter um gesto romântico qualquer, achando isso coisa de maricas. E sendo um dos meus lemas de vida "Tenho o direito de ser feliz, sou-o e vou continuar a sê-lo" não aceitei obviamente o primeiro que me apareceu sem um pingo de romantismo. Por sua vez o Jack mostrou-se um romântico desajeitado desde o início. Conquistou-me. Se agora passado oito anos o tivesse deixado de ser completamente, eu notaria e sentiria falta. E não me sentiria completamente feliz nesta relação. Tal não seria obviamente razão para começar a procurar imediatamente outro que o substituísse, mas se me aparecesse alguém como ele, com todas as suas qualidades e fosse romântico, o que me proibiria de me apaixonar por esta nova pessoa? Para mim, quando estás numa relação e te apaixonas por outra pessoa (mas eu estou a falar de amor mesmo, não aqueles casos de uma noite, sim?), é porque essa pessoa te traz tudo o que tu já tens na actual relação e mais qualquer coisa de que sentias falta. Ou seja, apaixonas-te por alguém melhor (porque se assim não for, então é burrice). Acredito tanto nisto que digo na brincadeira ao Jack que vou estar com ele até aparecer alguém melhor e que como fundo não acredito que vá aparecer, ele está safo e ficará comigo para sempre.

Da mesma forma, encaro de forma natural a ideia de que um dia o Jack se possa apaixonar por outra pessoa. Espero muito sinceramente que isso nunca aconteça, mas sei que se deixar de ser a namorada que sou e me tornar numa chata, ou numa ciumenta do pior, ou em alguém que não faz nada da vida, que só critica, sem humor, etc, o rapaz tem todo o direito de se apaixonar por alguém melhor que eu. Ser meu namorado não é um convite a ser infeliz para o resto da vida. Nós estamos com quem estamos enquanto somos felizes. E quando não o somos completamente, aumenta a hipótese de conhecermos alguém que nos faça mais felizes (e no fundo, ainda bem, não é?). No meu caso, nestes oito anos de namoro eu mudei muito. Mas muito mesmo. Para além de fisicamente ter ganho uns bons quilos em cima (ahah =P) psicologicamente já não sou como era no início: sou mais desconfiada, menos inocente, mais saída da casca, menos medricas, sei melhor o que quero. E quando reparei que estava tão diferente, tive o cuidado de perceber se continuava feliz ao meu lado porque se ele não andasse feliz, a probabilidade de o perder era maior.

Em jeito de conclusão, por muito que amemos alguém, por muito que queiramos fazer planos com esse alguém, não podemos prometer que nunca nos vamos apaixonar por outra pessoa. Às vezes há vontade de fazer tal promessa até porque acreditamos que tal nunca vai acontecer (eu duvido muito seriamente que tal me aconteça se o Jack me continuar a fazer feliz como tem feito até aqui), mas não mandamos no coração. Contudo, e regressando ao post de onde este partiu, podemos sim prometer que se nos apaixonarmos por outra pessoa, não lhe faltaremos ao respeito, não trairemos e que daremos por acabada a relação antes de iniciar uma nova (porque aqui não é o coração que manda, mas sim a cabeça).