31.10.13

Photo #1


O bom de viver no campo. Abrir a janela e deparar com um bichinho assim (e o que eu odeio teias de aranha!!!)

E agora, quem quer mais fotos? Tenho aqui uma série delas.....:)

30.10.13

Há dias em que nem nos devemos levantar da cama....

Ontem acordei pedrada de sono. Tive vontade mandar o despertador a um certo sítio mas como depois me poderia fazer falta deixei que permanecesse intacto. Levantei-me em modo zombie e comecei a ver se tratava de coisas para o casamento. Apercebo-me nessa altura que troquei as datas de férias dos miúdos, e que afinal o casamento não calharia nas férias como planeado. Que carga de nervos com que fiquei.Tento ligar ao Jack para o avisar, uma vez que ia ligar para uma igreja e queria saber se ele queria alterar a data programada. Estava sem rede. Nervos ainda piores. Irritada com o meu erro, decido ir fazer uma sopa para me abstrair de tudo isto. Na altura de moer os legumes, a varinha mágica parte-se e por isso tenho neste momento uma sopa meio moída e uma varinha mágica partida. Nervos. Ligo para a igreja na mesma, achando que a conversa seria fácil e descomplicada, e fico a saber que não é bem assim, que uma pessoa não pode escolher a igreja que quer porque há quem não ache assim tanta piada. Carga de nervos ainda maior. Tento trabalhar um pouco e a internet começa a faltar de cinco em cinco minutos. Nervos. Em conversa com os meus pais descubro que se casar em Coimbra, a data em que estávamos a pensar irá ser no fim-de-semana da Queima das Fitas, pelo que seria melhor trocar de data. Ok....

Hoje desliguei o despertador sem querer e acordei 3 horas mais tarde do que queria. Tenho a varinha mágica partida ao meu lado a olhar para mim. Não auguro nada de bom para o dia de hoje também. =S

29.10.13

Depois admiram-se quando digo que não gosto de padres.....

Eu fui baptizada. Fiz a primeira comunhão. Fiz a profissão de fé. Fiz o Crisma. Mas não gosto de ir à missa, de me confessar nem da hóstia. Confesso que não morria se casasse pelo civil apenas e não pela igreja. O Jack por seu lado é um pouco mais religioso do que eu e gostava de casar pela igreja, e sendo assim, tem sido esse o nosso plano desde sempre. O problema levanta-se logo a partir do momento em que escolhemos casar no sítio onde fui baptizada, e o qual não pertence à paróquia nem de um noivo nem do outro. E sabe-se lá porquê, porque não encontro qualquer explicação lógica para a coisa, os padres não acham piada os noivos casarem fora das suas paróquias de residência. E nós, que tínhamos o plano de casar pela igreja, estamos com vontade de dizer então aos senhores padres que não se admirem por existirem cada vez menos fiéis e cada vez menos casamentos, e ir casar simplesmente pelo civil. Sou sincera: esperava problemas em encontrar quintas, convites, cattering, imaginava encontrar pessoas com pior feitio e má vontade neste tipo de serviços. Confesso que sempre achei que ligando para uma igreja, a conversa seria "Sim, sim, o dia está disponível e ficamos muito contentes por querer casar e aqui estamos para a ajudar em tudo o que quiser e só não lhe pagamos o casamento porque não dá". Pelos vistos não é bem assim.....

Férias

Tenho a sensação que os miúdos em França passam o ano escolar...em férias. Ora, têm ao longo do ano: 

As férias de todos os santos (a decorrer nesta altura - 2 semanas)
As férias de Natal (2 semanas)
As férias de Inverno (em Fevereiro/Março - 2 semanas)
As férias da Primavera (em Abril/Maio - 2 semanas)
As férias de Verão (2 meses)

Verdade também seja dita que começam as aulas logo no início de Setembro. E eu estou agora para aqui fula da vida porque me enganei as ver as férias dos miúdos. Temos andado atentos ao facto de a família do Jack se encontrar quase toda em França e haver miúdos em época escolar, pelo que estávamos a ver se conseguíamos marcar o casamento para uma altura de férias. Qual é o problema? É que França divide as férias por zonas geográficas (uma zona tira férias agora, a outra zona tira as férias só daqui a uma semana, etc) e eu enganei-me a ver a zona, e por isso na data pretendida já os miúdos estão de novo de regresso às aulas. Aaaargh, estou furiosa comigo mesma. Não podia ter visto logo as coisas bem à primeira?

28.10.13

Entrevista a Vítor Norte por Sara Norte (bizaaaarro)

Ontem estive entretida a ver a entrevista feita a Vítor Norte. O Jack ia ouvindo aos pedaços pediu-me a certa altura para que lhe enviasse o link para depois ouvir a entrevista por completo uma vez que estava a achá-la interessante. Disse-lhe que lhe mandaria o link, sim, mas disse-lhe que a entrevistadora era nem mais nem menos a Sara Norte, filha do entrevistado. Olhou para mim espantado e disse que então em vez de interessante era...bizarro. E é. Logo à partida porque a Sara não é jornalista e não tem qualquer jeito para entrevistar. Não tenho nada contra a Sara, adorava-a como actriz e não perdia um episódio do "Médico de Família", porque no fundo a Sara era eu. Não que o meu pai fosse médico, mas eu também tinha um irmão mais novo, amigas, e enfim, ela tinha a minha idade e passava pelos mesmos problemas que eu poderia passar. Sempre tive uma certa pena de não a voltar a ver na televisão, a prisão dela espantou-me e custou-me saber que ela tinha perdido a mãe enquanto esteve presa. Há desgraças que nos acontecem porque nos dispomos a isso (a partir do momento em que transporta droga e isso é ilegal, a prisão não é uma surpresa), mas a morte de uma mãe não é culpa nossa e tenho pena que isso lhe tenha acontecido. Quando estive em Portugal comprei o livro da Sara e tinha acabado de o ler ontem (é pequenino, lê-se em dois dias) quando me deparei com esta entrevista, em que ela fala dela própria na terceira pessoa. É realmente bizarro.

Em relação ao Vítor Norte sempre lhe achei uma certa piada porque era o carpinteiro da Rua Sésamo e falava com o Poupas. Ora se falava com o Poupas era porque era boa pessoa. E não houve Big Brother, divórcio e notícias cor-de-rosas que me tirassem esta ideia da cabeça (o poder que a Rua Sésamo tem na mente de uma criança). Ainda assim, dei por mim a torcer o nariz a algumas coisas que ele diz nesta entrevista.

Não entendo porque razão um pai que se separa e sente o afastamento da filha não luta mais por ela. Não entendo ainda para mais quando esse divórcio tem como uma das causas a dependência de drogas por parte da mãe, ele não tenha tentado estar mais presente de forma a vigiar a vida dos filhos. Mesmo quando a filha entra na Universidade e começa a dar-se com o mundo da droga, Vítor defende que a filha tinha a suas responsabilidades e que não sente que devia ter estado mais presente. É verdade que a partir dos 18 anos somos adultos aos olhos da lei, mas isso não liberta os pais das suas funções. Cabe-lhes a eles manterem-se atentos à nossa vida, encaminharem-nos, sobretudo porque eles já tiveram a nossa vida e já passaram pelas encruzilhadas pelas quais nós passámos. Eu não sou o tipo de filha que conta tuuuuuuuuudo aos pais, mas sei que eles estão atentos, e se começarem a achar algo estranho apertam o cerco, mesmo tendo eu quase 30 anos. Porque são meus pais e não estão a lavar as mãos de mim agora que sou adulta. Não entendo porque razão não se preocupou quando viu a Sara, dependente de drogas, regressar a casa da mãe, também ela dependente de drogas. Sou a única a achar que tudo isto tinha tudo para correr mal? Acho infeliz a declaração de que há muitos empregos disponíveis e que nada obrigava a filha a trabalhar num bar de um clube de strip, provocando-lhe uma grande vergonha a ele (não sei em que país vive o Vítor Norte mas não há assim tanto emprego além de que a Sara queria um emprego que lhe sustentasse o vício, pelo que nem todos os empregos lhe dariam isso). Não entendo que pai é este que se afasta tanto da filha que nem se apercebe que ela viveu duas relações onde foi vítima de violência doméstica e chegou a ir, nas duas, parar ao hospital.
Quando a Sara é presa, Vítor Norte decide ajudá-la (e ainda bem) mas não entendo como conseguiu passar anos sem contactar com a filha. Que estava zangado com as escolhas da filha tudo bem, eu até entendo, mas não parece razão para desistir assim. Lá está, sei bem que se decidisse neste momento retirar os meus pais da minha vida, eles não permitiriam tal coisa. Principalmente se o motivo fosse a minha ida por maus caminhos.
Por fim, quando se fala do livro, acho ridícula a posição de Vítor Norte, que se esquece completamente que o livro é sobre a experiência da Sara e não sobre o ponto de vista dele. É ridículo querer que a filha escrevesse naquele livro tudo o que ele fez, trabalhou e se sacrificou para ela andar em colégios privados. Eu também andei num na Primária e sei agora o esforço que os meus pais fizeram, mas na altura, para mim, era apenas uma primária como as outras. Na minha perspectiva infantil daqueles anos não entra o esforço dos meus pais, o qual só fiquei a saber anos mais tarde. A Sara refere que chovia em casa, e Vítor queria que fosse referido o lado dele, o sofrimento dele. Se para ele é assim tão importante, que escreva ele um livro sobre isso. Aliás, a Sara refere isso mesmo: o livro é dela e sobre o que ela conhecia e sentia. Vítor continua: o livro diz que eles viveram na Curraleira. Atenção, exclama Vítor, ele nunca viveu na Curraleira, o livro mente! Ele viveu numa rua que é a última rua antes da Curraleira. A sério que é necessário tal preciosismo e tal indignação?

Por fim, acho triste a ausência de resposta directa quando Sara lhe pergunta se ele continuaria a apoiar a filha caso ela voltasse a ser presa. Senti que nesta entrevista Vítor Norte tentou simplesmente explicar que ele não teve culpa nenhuma, que a filha é que lhe fez mal a ele e que não tem qualquer responsabilidade nesta história. Eu concordo que não foi ele que drogou a filha, que a tornou dependente nem a obrigou a servir de mula de tráfico, mas ainda assim, acho que alguma responsabilidade ele terá nesta história toda. Nem que seja por não ter estado mais presente. O que a Sara Norte fez foi uma estupidez de todo o tamanho e acho-a 100% responsável, assim como acho que não merecia menos que a prisão. Mas o Vítor Norte é o pai e pelas declarações aqui da entrevista e do livro (porque eu não o conheço pessoalmente de lado nenhum) não acho que ele também tenha feito a sua função a 100%.

E por favor, deixem-se deste tipo de entrevistas. É bizarro.



Fica em casa sossegadita que é melhor, Maria Tété....

Maria Tété, vê se aprendes. Tu não gostas de conduzir. Aliás, tu até gostas de conduzir se não houver mais carros na estrada e se tu puderes ir à velocidade que queres sem ter outro carro a tentar empurrar-te, passar-te por cima ou dar-te um empurrão para a outra faixa. Tu gostas de conduzir mas não és desembaraçada na condução. E não tens qualquer sentido de orientação. Por isso, Maria Tété, quando vais em direcção ao centro comercial e de repente dás com  obras e obras e uma nova rotunda não penses, feliz e contente, que mais vale fingir que a rotunda não está ali e que por isso é sempre em frente. Por não te esqueças, Maria Tété, que tu não conheces nada disto por aqui e por seguires a placa com o nome de uma terra que não conheces não é nada grande ideia. Porque vais andar e andar e vais ver finalmente outra placa com o nome de outra terra e vais perceber que estás a ir na direcção contrária à que querias ir. E depois tens de fazer a linda figura de ligar ao namorado (noivo, pah, noivo! Há-de o homem ser ter marido e tu ainda o tratarás por namorado) e dizer com voz de Calimero "Perdi-me...outra vez...". E o pobre coitado, a trabalhar, vai lá saber ajudar-te. E depois, Maria Tété, quando finalmente chegares ao centro comercial, depois de comprares tudo o que precisas, e na altura de regressar a casa, não te ponhas com aventuras. Vai pelo caminho que já conheces (mesmo que não seja aquele pelo qual vais para o centro comercial) em vez de decidires ligar o GPS e acertar de uma vez por todas com o caminho que que utilizas para fazer a estrada em sentido oposto. Porque o GPS, Maria Tété, vai passar os 40 minutos seguintes a mandar-te dar meia-volta, vais voltar outra vez à zona das obras e vais rezar a todos os santinhos para que não tenhas de ligar outra vez ao homem a dizer que te perdeste. Porque se isso acontecer, não te admires que se ele te esconder as chaves do carro ou se te quiser pôr um daqueles chips de identificação com GPS debaixo da pele. 

26.10.13

Indecisões, indecisões....

Por aqui andamos num: casamos em Maio, casamos em Setembro, casamos em Maio, casamos em Setembro, casamos em Maio, casamos em Setembro, casamos em Maio, casamos em Setembro. Ao menos ainda não entrámos num "não casamos e pronto". =P Eu até gosto de Maio, mas....Pessoal que já se casou: há tempo para preparar um casamento até Maio? Digam de vossa justiça.

24.10.13

Isto começa bem....

Ontem, liguei para uma das igrejas em mente. Como não tinha ainda uma data na cabeça, fui basicamente corrida (sim, que isto de dizer "queria saber qual a disponibilidade no mês tal" não é bem visto, ao que parece). Ontem à noite chegámos então à decisão de algumas datas. Hoje ligo para uma igreja, mandam-me ligar depois das 16h. Ligo para o cartório de outro sítio, mas descubro que este só funciona duas horas à terça-feira. Ooooook.....Eu estava a pensar casar em Maio, mas se passar os próximos meses a tentar simplesmente contactar as pessoas, é capaz de ser um pouco difícil. =S

23.10.13

Datas

Cá por casa discutem-se datas. Não propriamente o dia porque não temos a intenção de casar num dia específico e especial para nós (assim de repente todas as nossas datas especiais calham em pleno Inverno, o que não dá muito jeito), mas sim o mês. Eu não quero pertencer àquele grupo de noivas que sempre tiveram namoros sossegados e de repente em pleno noivado viram feras e discutem como nunca discutiram. É verdade que um planear um casamento (ainda para mais à distância) é uma coisa louca, dá trabalho, custa dinheiro e imagino que por vezes seja algo mesmo frustrante, mas da mesma forma que me disseram que viver junto era, no início, uma carga de trabalhos e uma dificuldade imensa, tenho esperança que este noivado corra da mesma forma que correram estes meses a viver debaixo do mesmo tecto: de forma pacífica. Quer dizer, esta é a minha esperança mas ainda só agora começámos e eu já tenho vontade de lhe dar com um frigideira na cabeça. O Jack quer à viva força que o casamento se realize em Abril. Com sorte e sendo querido, até permite lá para Maio (espeeeerto, assim recebe duas prendas neste mês). Eu quero Setembro. E simpática como sou até nem me importo que seja em Outubro (espeeeerta, assim recebo duas prendas neste mês). Não tenho nada contra Abril mas acho cedo, acho pouco tempo para preparar o que quer que seja preciso preparar (ando um bocadinho às aranhas, admito); ele acha que Setembro já é esperar muito além de não dar muito jeito aos miúdos franceses e professores da família pois as aulas por aqui começam logo no início de Setembro. Ah, e tal, e os meses entre Abril e Setembro? Pois, Agosto, não queremos. Sim, sim, Agosto é o mês dos casamentos dos emigrantes, mas tendo em conta que vamos quebrar uma série de tradições e protocolos, este ponto será apenas mais um. Tenho Junho e Julho e o homem já torce o nariz. Vou mas é guardar a frigideira porque no fundo, no fundo, acho que não vamos ser nós a decidir coisa nenhuma. Já contactei um ou outro sítio e estou à espera de resposta. Se a resposta for "Lamento, menina, mas para 2014 já está tudo ocupado. O que é que pensava?? Acha que isto é assim? Uns meses antes ainda tem tudo disponível à sua espera??", passamos a discutir o mês para...2015. 

22.10.13

Em plena histeria


Já tenho um pote de nutella com o meu nome, já tenho um pote de nutella com o meu nome, já tenho um pote de nutella com o meu nome, já tenho um pote de nutella com o meu nome! E ignorando a minha falta de jeito para colocar autocolantes direitos e o facto de achar que a etiqueta é para um tamanho de frasco maior (mas achei melhor comprar dos pequenos se não só recomeço a dieta lá para 2015....), ficou tãããão foooooooooooooooofo. Já disse que tenho um pote de nutella com o meu nome?? :)

21.10.13

Muuuuuito boooooom


Ontem foi dia de cinema. Tinha visto o trailer de um filme quando estivemos em Portugal e decidi no sábado ver se já tinha estreado em França. Já sim senhor e por isso nem dei qualquer hipótese ao homem: tínhamos mesmo de ir ao cinema no dia seguinte antes que o filme decidisse desaparecer. E assim foi. O filme era às 20h25 pelo que decidimos jantar pelo centro comercial antes e podermos assim regressar a casa mal o filme acabasse. O problema dos centros comerciais aqui é que estão fechados ao domingo, não há lojas abertas, nada de nada. Uma pessoa até podia aproveitar para passear um pouco, ver algumas montras, enquanto lá fora parecia que o mundo ia acabar (uma carga de água imensa, trovoada e vento), comprar qualquer coisa, mas não dá. Ao domingo fecha tudo. Uma pessoa vem de Portugal mal habituada neste ponto e, para mim, os centros comerciais em Portugal batem aos pontos os centros comerciais franceses. Não apenas pelos horários muito melhores mas também pela oferta de hipóteses no que toca a comida. Aqui, há restaurantes, daqueles com ementa e empregados que te fazem esperar até seres servido, ou caso queiras ir tu ao balcão buscar algo para comer, tens o McDonald's e pouco mais. Não há cá Vitaminas nem Sopas nem nada destes lugares onde possas ser atendido rapidamente e comeres algo levezinho e bom, o que para quem tenta fazer dieta é sempre uma seca. Enfim, nisto França ainda tem muito que aprender com Portugal (nisto e em aprender a fazer sopas).

Em relação ao filme, tenho apenas uma palavra: espectacular! Fomos ver o "Raptadas", com o Hugh Jackman e o Jake Gyllenhaal. O Hugh Jackman faz um papelão incrível, uma pessoa até se esquece que ele é um actor e sente-lhe toda a dor e toda a raiva de um pai cuja filha desapareceu. Ainda dei alguns saltos na cadeira e passei metade do filme a achar que ia ter uma noite de pesadelos (sou uma pessoa impressionável com certas coisas), mas não é de todo daquele tipo de filme que me apetece sair da sala por achar que é demasiado violento (para mim) para o tipo de filme que é. A história está muito fixe e prende-nos até ao último minuto. Aconselho.

20.10.13

E assim se passou um ano

Pois é, faz hoje um ano que me vi a conduzir para a festa do primeiro aniversário da bebé mais linda do mundo e me apercebi que tinha de fechar o olho direito para conseguir focar as placas da auto-estrada. Faz hoje um ano que achei aquilo muito esquisito mas pensei que não seria nada de mais pois os meus olhos sempre foram lixados e sempre se divertiram a fazer-me aumentar a graduação dos óculos de seis em seis meses. Faz hoje um ano que começou um dos meses com mais exames e mais sustos que tive na minha vida. Faz hoje um mês que começou um período em que ouvi coisas como "Não se preocupe, está tudo bem"  (yes!) após uma ressonância electromagnética crânio-encefálica, e em que me fui completamente abaixo mal dei o primeiro passo para fora do consultório onde me tinham referido a forte suspeita de esclerose múltipla. Faz hoje um ano que uma súbita perda de visão de um olho me levou a diagnóstico estranho, pois nada confirma aquilo que tive, mas que para mim foi o suficiente. Faz hoje um ano que começou aquele época horrorosa (com uma mãe e um irmão a serem operados), mas que acabou bem para todos. Mesmo que ainda hoje, um ano depois, eu ainda vá fechando o olho esquerdo para ver se o direito continua a ver bem e se não voltei a ter uma perda significativa de visão. Mesmo se ainda hoje, um ano depois, tenha pesadelos com alguns exames que fiz. Mas ao menos hoje posso respirar de alívio. Porque a única coisa que eu pedi como desejo para 2013 era conseguir passar um ano sem sustos. E nisso está tudo a correr bem. :)

19.10.13

O anel

Eu já aqui o disse: cada vez que me punha a ver anéis de noivado, o homem rolava os olhos tal era a minha esquisitice. Para já, não fazia questão de ter um e depois se tivesse de ter, até podia ser um comprado numa loja de bijuteria, com uma pedra falsa, que não era por isso que me recusava a casar com ele. O problema era o formato do anel. Não podia ser um qualquer, não podia de ser de qualquer cor, não podia ter mistura de metais (cor dourada e prateada juntas é coisa que não me assiste por aí além), não gosto deles muito grossos, não gosto deles muito chamativos, com muitas pedras, corações, voltaretas, efeitos, enfim....uma esquisitinha, assim me assumo.

Ainda assim, o Jack tinha algo a favor dele: já me tinha oferecido três anéis e não houve nenhum em que não acertasse exactamente com o meu gosto. O primeiro, com pouco mais de seis meses de namoro (arriscou-se o rapazinho porque na altura não sabia ainda o quanto eu era esquisita!), foi o meu anel predilecto durante anos, até me ter desaparecido tragicamente há dois anos atrás. O segundo já mo tinha visto namorar, pelo que não foi surpresa. E o terceiro, de forma a substituir o desaparecido (e eu a dizer-lhe que não era preciso porque ia lá ele conseguir acertar tão bem como tinha feito à primeira), é o anel que mais uso no dia-a-dia. E por fim, este, o anel de noivado, em que mal o vi percebi logo que não havia nada a apontar-lhe. Aliás, as minhas amigas de maior data tiveram exactamente a mesma reacção: o anel é a tua cara. Pois é. Mais uma vez  homem acertou (está lixado porque agora não se livra de me ir oferecendo anéis ao longo da vida).

De resto em bem tento sacar-lhe informações e dali não sai nada. Queria eu saber quando o tinha comprado (suspeito, por algo que lhe escapou, que tenha sido no Verão em Portugal, numa tarde em que foi cada um para seu lado tratar das suas coisas. Tive eu um anel de noivado cá em casa escondido durante dois meses sem saber de nada. Malandro!), queria saber há quanto tempo planeava ele o pedido, queria saber quanto custou (só para saber se posso andar aí com o anel ou se me arrisco a que me cortem o dedo), queria saber se tinha tido outras ideias para o pedido, queria saber se tinha falado com alguém, mas nada. O homem não abre a boca. Recusa-se terminantemente a dizer-me o que quer que seja. Diz-me apenas para recordar o pedido e usar o anel se gostar dele. E eu uso, porque gosto. E muito. :)

 

18.10.13

Vão roubar para a estrada

Quando estive em Portugal, uma das coisas que tive de tratar foi ir buscar uma certidão de nascimento internacional. Lá nos dirigimos à loja do cidadão e fomos atendidos após um período de espera razoável. O atendimento esse foi daqueles de nos deixar de boca aberta. Pedido de certidão feito, a menina que nos atende pergunta ao Jack se ele não precisa de uma também. Sorrimos e explicámos que não, até porque ele nasceu em França. Fomos brindados com um revirar de olhos ao melhor estilo "dah" e ficámos a saber que na loja do cidadão é possível mesmo nestes casos obter uma certidão de nascimento. Uma pessoa está sempre a aprender e ainda bem. Escusávamos era de ter continuado a ouvi-la falar deste assunto como se lhe tivéssemos dito que não sabíamos ser possível apagar um risco a lápis com uma borracha, ou algo assim básico.

Dados fornecidos, a menina começa a preencher os campos necessários no computador. Ao saber que sou bióloga, pára de escrever e começa a conversar sobre um amigo que tem também biólogo. Nós só olhávamos um para o outro, cheios de vontade de a mandar calar e trabalhar. Não estávamos num café, tínhamos o carro parado num estacionamento a pagar, tínhamos pressa e eu só queria o raio da certidão.

Continuando (finalmente) o seu trabalho, a menina decide informar-me que fui registada em determinada conservatória de Lisboa, e que as pessoas deveriam saber estas informações, e não chegar ali à espera que as funcionárias façam milagres e descubram em que conservatória foi feito o registo (não tendo ela demorado nem dois minutos a descobrir tal coisa e a informar-me, tenho a dizer-vos que na loja do cidadão os milagres ocorrem de forma rapidíssima). Farta dos "dah", da conversa fiada e por fim daquela reclamação sem sentido, respondi-lhe que na altura em que é registado o nosso nascimento, somos demasiado novos para mais tarde nos recordarmos onde foi feito o registo. Calou-se, amuada.

Começa a imprimir a folha, enquanto assiste e participa numa conversa paralela entre colegas. Tendo pelos vistos uma má relação com um eles, decide perguntar-nos se não queremos levá-lo para França. E este é daqueles gestos que eu mais odeio e que mais tenho visto nos últimos tempos: no atendimento ao público, sermos bombardeados com informações sobre os colegas, o chefe, queixas sobre o trabalho. A ver vamos, meus amigos, quando me dirijo ao balcão de qualquer empresa, a um restaurante, a uma loja, o que quer que seja, espero ser atendida e ver o meu pedido satisfeito. Não me interessa de todo perder tempo a ouvir-vos dizer que o vosso chefe naquele dia está de mau humor, que aquele colega só vos atrasa a vida ou que o Rui da contabilidade ficou doente, mas que provavelmente está só a fingir. Não me interessa! E para além de não me interessar, passa uma péssima imagem da empresa, restaurante, loja, etc. Não é difícil de compreender.

Folha finalmente na mão, chega a parte dolorosa: o pagamento. Uma folha impressa com os dados acerca do meu nascimento custa nada mais nada menos que...20 euros. Vin-te eu-ros. E eu ando para aqui a pensar o que raio está nesta folha para a tornar tão cara: será o papel? Parece-me um papel normalíssimo, A4, igual ao que uso aqui em casa. Será a tinta? A impressora pareceu-me uma impressora normal, pelo que suponho que os tinteiros também o sejam. Estarei eu a pagar 20 euros pelo serviço prestado? Paguei eu 20 euros para ouvir alguém dar à língua, perder tempo com conversa fiada, falar mal de um colega, mandar vir comigo sem razão? Paguei eu 20 euros para ver alguém escrever no computador dois minutos e imprimir uma mísera folha? Mais valia mandarem a certidão por e-mail e imprimia eu aqui em casa de forma bem mais barata. Vinte euros por uma simples folha impressa é um roubo. E nem com estes roubos descarados, o Estado consegue manter as contas certas.....

17.10.13

O Pedido


Pois é, houve realmente um pedido. Eu já andava meio que desconfiada, claro. Andávamos a falar em casamento, eu sabia que ele gostaria de casar ou, pelo menos, ficar noivo até ao seu próximo aniversário (em Maio), andávamos a fazer contas à vida, eu sabia que ele me andava a preparar uma surpresa, e ele sabia também que não havia qualquer hipótese de ficarmos noivos sem que ele me fizesse a pergunta da praxe. Não me interessava o joelho no chão, não fazia questão de ter um anel (até porque em conversas já tínhamos percebido que eu sou esquisitinha com os anéis de noivado, e eu até achava que mais valia ele nem embarcar na aventura de comprar um anel que eu depois detestaria) mas queria que ele me perguntasse se eu aceitava casar com ele. E assim, no dia a seguir ao meu aniversário, fomos jantar com uns amigos. Antes disso, o homem insistia que queria ir passear e queria e queria e queria e queria. E eu olhava para ele feita parva porque queria lá eu ir passear, queria era ir ter com os meus amigos. Mas, já em risco de nos atrasarmos para o jantar, ele lá conseguiu levar-me até onde queria: o local onde eu o tinha pedido em namoro quase 8 anos e 9 meses antes (eu sou assim, muito despachada! E já que ele tinha tido direito a um pedido de namoro - na verdade dois pedidos, porque em crianças eu também já tinha feito o mesmo - eu também queria um pedido de casamento!). No local, deu-me uma prenda, com uma declaração linda, e de repente lá estava ele de joelho no chão, com o anel (lindo por sinal) na mão a perguntar-me se eu queria casar com ele. E eu aceitei claro. :)


15.10.13

Primeira entrevista de emprego: check

E pronto, já está. Não acho que tenha feito grande figura de estúpida, falei com algumas pessoas da equipa, pareceu-me toda a gente simpática mas...acho que não sou bem aquilo que procuram. Ainda para mais há outras pessoas para o lugar por isso acho melhor não manter as expectativas em alta. Agora, é esperar por uma resposta. Entretanto, a vida avança....:)

Isto vai correr bem, não vai?

Roupa escolhida: check

Maquilhagem leve: check

Cabelo domado: ainda não, vamos ver como ele fica depois de seco

Cabeça fresca e com as informações todas guardadas: não

Níveis de stress: no máximo

Huuuuumm...........

14.10.13

Segurança psicológica

Eu sou aquele tipo de pessoa que gosta de chegar ao aeroporto duas horas antes da partida do avião, hábito este amavelmente cedido e enraizado pelo meu pai. Gosto de fazer logo o check-in (a não ser que esteja uma fila daquelas que uma pessoa começa logo a sentir as pernas a inchar de tanto tempo que vai estar em pé, e nesses casos sento-me por ali perto à espera que a fila diminua), gosto de passar logo pelos detectores de metais e ir explorar a zona de embarque, as lojinhas, as revistas. Tenho sempre ali o bilhete de avião à mão, assim como o cartão de cidadão. Contudo, e por recomendação da minha mãe, há anos que tenho o hábito de colocar o passaporte escondido mas acessível na mala de porão/mão que viaja comigo. Caso seja, por exemplo, assaltada ou deixe a minha carteira perdida algures num aeroporto ou num país estrangeiro, terei pelo menos comigo uma outra forma de identificação que não o cartão de cidadão perdido/roubado. Aliás, num check-in particularmente enervante (em cima da hora), não dando logo com o cartão de cidadão, saquei imediatamente do passaporte e pronto, problema resolvido. Hoje, arrumando finalmente as malas, lembrei-me de ver quando é que a validade do passaporte acaba. E descobri que....acabou há dois anos. Ando há dois anos com um passaporte caducado atrás de mim para todo o lado, como plano B de identificação, caso seja preciso para algo como...um check-in. Hoje ri-me ao deparar-me com isto mas imagino a minha cara de tacho quando o tentasse usar e me fosse dito que estava sem validade. E é assim, ando à anos a viajar com a segurança psicológica de um passaporte caducado.

Cagufa

Sou uma medricas. Tremo para aqui como varas verdes cada vez que penso na entrevista (amanhã ao final do dia). Mas de que tens tu medo, Tété? De não conseguires o trabalho? Não, é que nem penso nisso. A entrevista pode correr super bem mas caso haja alguém a quem corra melhor que a mim, não posso fazer nada, por isso não vale a pena stressar com isso. Então? Stresso com medo de fazer figura de estúpida, de bloquear, de dar respostas que ninguém se lembraria nem na China. Eu sou, felizmente e graças a esta genética que os meus paizinhos me deram, uma pessoa inteligente. Posso ser má em muita coisa (não me ponham a cantar ou tocar instrumentos), mas sou inteligente. O problema é que da mesma forma que o sou, também sou uma pessoa que bloqueia em situações de stress e que até do próprio nome se esquece. E, ignorando a barreira linguística que certamente me fará dizer um palavrão enquanto penso estar a dizer algo extremamente científico, já estou mesmo a ver-me a parecer um peixinho vermelho a abrir e a fechar a boca sem dizer nada. Ou pior, a responder a algo óbvio com a resposta mais idiota do mundo! E quem me conhece sabe mesmo o quanto eu odeio fazer figura de estúpida porque sei perfeitamente que não o sou. Já acalmei aqui um bocadinho a minha ansiedade (não quero ficar sem unhas) fechando durante o fim-de-semana os meus trabalhos no computador. Estava aqui a preparar-me como se fosse ter um exame oral a tudo o que já aprendi/fiz e é ridículo. Eu sei que se fizer figura de idiota, só tenho que me levantar, dizer adeus e nunca mais volto a ver a senhora, e não morre ninguém. Mas não quero, odeio sentir-me estúpida e só consigo pensar que quero mesmo evitar fazer tal figura. O lado bom da coisa é que não estou nada nervosa se vou conseguir ou não o emprego. 

P.s. E tenho para aqui novidades fresquinhas para vos contar. Mas deixem passar o dia de amanhã e quando eu deixar de pensar "Vais fazer figura de estúpida" dez vezes por minuto, venho cá contar as novidades num texto perceptível. 

12.10.13

Yey

Já recebi a minha etiqueta da nutella personalizada! Já estava a estranhar e até já tinha enviado uma mensagem pela página de facebbok da nutella a perguntar o que se estava a passar. A ideia é muito gira mas se só passasse de um golpe publicitário já não acharia muita piada. Mais uns tempos à espera e escreveria aqui uma opinião muito pouco positiva. Mas já chegou! Encomendei três etiquetas diferentes (duas são para oferecer) e a primeira (a que tem o meu nome) já chegou a casa dos meus pais. Mal eles ma enviem, coloco aqui uma foto. :D

11.10.13

Diferentes maneiras de ver a coisa

Quando concorro a um emprego, acho sempre que o meu currículo não é ainda grande coisa. É verdade que esta coisa de se estudar até aos 25 anos (licenciatura de 5 anos e um mestrado) não nos deixa muito tempo para aos 29 anos, acabadinhos de fazer, se ter uma experiência profissional tão grande que se demore uma hora a falar dela.

Mas agora, que me vejo obrigada a estudar tudo o que fiz e as técnicas que aprendi, acho que devia era ter aprendido menos e feito menos. É que parecendo que não, durante a licenciatura passei dois anos em laboratório; no mestrado, mais um ano e já trabalhei depois disso mais dois anos e meio. Em áreas diferentes, em meios diferentes, trabalhos diferentes (gostas de aprender e fazer coisas diferentes? Óptimo, agora lixa-te e vai estudar tudo o que andaste a fazer). Mas pronto, é um currículo pequeno mas rico. Valha-nos isso. :) Vou regressar ao estudo.

(e não ajuda nada saber que vou falar com uma investigadora daquelas top, com uma carreira feita, imensa experiência e um alto cargo. Vamos a apostas? Quem acha que vou meter os pés pelas mãos?)

Uma pessoa acorda feliz com coisas tolas

Quando estive em Erasmus em França, conheci nas aulas de francês uma italiana que me disse que, para ela, um sinal de que estava a ficar realmente boa na língua francesa seria quando começasse a sonhar em francês. Discordei e disse que para mim seria quando começasse a pensar em francês. Na verdade isto facilmente começou a acontecer e mesmo hoje, de vez em quando, pequenas frases e lembretes vêm-me à cabeça nesta língua que não é a minha (vá, nada de grandes raciocínios nem pensamentos profundos. É algo mais do género "Tenho de ir comprar leite" ou "A ver se não me esqueço de responder àquele e-mail"). Agora sonhar em francês era coisa que não me assistia e ao fim de seis anos as palavras da italiana ainda aqui estão gravadas na memória. Até ontem. Ontem tive o meu primeiro sonho em francês desde que vim para aqui morar. Sonhei que ia a uma entrevista de emprego para vender pipocas no cinema (passa uma pessoa anos a estudar para isto....), a entrevista corria super bem e eu ficava com o emprego. Acordei tão mas tão satisfeita por ter um emprego que nem vos digo. E mesmo depois de perceber que tudo não passava de um sonho a alegria não desapareceu. Afinal de contas, segundo a italiana, eu já sei falar francês. E se consigo passar numa entrevista para vender pipocas, então também vou conseguir fazer boa figura numa entrevista para um laboratório. =P

10.10.13

Estou tramada com este gajo.....

Na véspera de irmos para Portugal deu-me uma insónia terrível. Eram seis da manhã e eu estava ainda com a energia no máximo. Mas tendo em conta que tínhamos de acordar daí a três horas achei que seria melhor ir para a cama tentar dormir. Estava já a fechar os olhos quando me lembrei que não tinha visto o Jack programar o alarme do telemóvel para o dia seguinte (cá por casa temos sempre um despertador e um alarme de telemóvel programados, não vá um dos dois falhar). Acordei-o e perguntei-lhe:
- Programaste o teu alarme de telemóvel?
Respondeu-me convicto:
-Sim.
Torci o nariz. Eu estava com ele quando ele se deitara horas antes e não o tinha visto programar nada. Ainda por cima estava proibida de mexer na mesinha de cabeceira dele, onde a minha prenda estava escondida (mais tarde falarei dela aqui) assim como o telemóvel. Voltei a abaná-lo e perguntei:
- De certeza? Para que horas programaste?
Levanta a cabeça da almofada, olha para o relógio e responde-me:
- 5h58.
Começo a bufar.
- Isso é a hora que o relógio marca agora. Quero saber para que horas marcaste o teu despertador.
Volta a fazer o mesmo e responde, satisfeito.
- 5h58!
Abano-o mais um bocado.
- Ouve, só preciso que vejas a que horas tens o alarme programado. Quanto mais depressa me responderes, mais depressa te deixo em paz. Vá, faz um esforço, concentra-te e responde-me.
E nisto, abre olhos e olhando para mim, responde com o ar mais feliz do mundo por achar que me está a dar a resposta que tanto quero e que finalmente o vou parar de chatear:
- 5h58.....Centígrados!

Ficam por isso a saber que o tempo deixou de ser medido em horas e minutos mas sim em graus celsius. Olhem, por aqui são neste momento 18:43ºC........

Não me dou com este tempo....

Em Portugal fui consultar o meu alergologista (não consigo viver sem médicos, está mais que visto) uma vez que no Verão tinha sido detectado que as minhas alergias estavam a começar a provocar-me asma. Iniciou-se um tratamento de um mês e nesta última consulta fui ver como estavam as coisas. Está tudo bem, tratamento a ser continuado e aproveitei, já que também é pneumologista, para me queixar do tempo em França. O Inverno passado andei doente, este Outono já me constipei mal o sol desapareceu e eu quis saber se podia fazer alguma coisa para evitar ficar novamente de cama. Pimbas, vacina da gripe e não te queixes.

Terça-feira era dia de regressar a França. Andava satisfeita pois estavam dias de calor, não tinha tido efeitos secundários à vacina e as minhas alergias andavam sossegadas. Juro que achei que este Outono/Inverno nada me afectaria. Combinámos iniciar viagem pelas 4h da manhã, mas às 2h eu ainda não tinha adormecido e o Jack tinha acordado depois de algumas horas de sono e não conseguia voltar a adormecer. Decidimos arrancar àquela hora e não perder mais tempo. Lembro-me de sair de casa com uma t-shirt e um casaquinho leve em plena noite e não ter sentido frio. Comecei eu a conduzir e trocámos de lugar já na fronteira. Às 8h ou 9h da manhã parámos para um pequeno-almoço e para encher o depósito. E sinceramente não sei qual de nós tremia mais quando nos vimos fora do carro. Estavam 7ºC. Neste momento, são 17h30 e estão 10ºC. A mínima prevista são 6ºC.

Agora dou por mim constipada (claaaaro, que isto de passar de 30ºC para 10ºC só podia dar nisto), a amaldiçoar este tempo francês e a pensar que em vez de trazer gelatina na mala, devia mas era ter trazido um pouco de sol e calor português (só espero que aí comece a chover como se não houvesse amanhã!).

9.10.13

Voltei, voltei....:)

Já cá estou de novo! Depois de mais de uma viagem de carro que me deu cabo das costas. Eu não tenho idade para estas coisas! Tenho 29 anos acabadinhos de fazer, haja respeito! Enfim, já cá estou, viva e desengonçada. :) Vamos lá retomar a escrita de posts. :) Mas antes há que limpar o pó à casa, ir aos correios, desfazer malas, pôr roupa a lavar e preparar-me para o jantar de aniversário cá em França (eu não disse que sou como os ciganos e após uma semana ainda estou em festejos?).

6.10.13

Aiiiiiiiiiii, saiam-me da freeente

E quem é que vai para França num carro de mudanças automáticas? E quem é que vai para França num carro cujo tamanho se aproxima do de um navio (até o Jack o acha enorme e para isso acontecer então é porque o carro é mesmo grande)? E quem é que vai ter de o conduzir? E quem é que está borradinha de medo de fazer uma asneira qualquer, de ir a 40 km/h na auto-estrada ou de bater com o carro algures (já disse que o carro é do pai do Jack? Há lá maneira de agradar a quem quer que seja espatifando-lhe o carro...Vou ser expulsa desta família, vou, vou).

4.10.13

Relatos de uma viagem

Chegados ao aeroporto, numa lista de sessenta voos, o nosso era o único com aviso de atraso. Nada de novo portanto. Se não estava a ser agraciada com uma greve, então tinha de acontecer qualquer outra coisa.

No avião, meio vazio e sem estranhos sentados directamente ao meu lado, já só pensava em dormir duas horinhas. Esqueçam lá isso: atrás de mim, mãe e filha não se calaram a viagem toda. Não que falassem alto, não que estivessem histéricas, mas eram duas vozes em plena actividade logo atrás da minha cabeça, sem um segundo de interrupção. Passei a viagem acordada.

Na aterragem não me livrei das dores e mais uma vez o homem dormia ferrado ao meu lado. Pensei seriamente em arranjar um amante só para que este me acompanhe em viagens de avião e me dê palmadinhas na mão.

Chegados finalmente a casa foi altura de ir buscar o carro que tinha ficado em Portugal para que o pudéssemos usar por cá e para a viagem até França. Entrar na garagem foi um bico de obra. A chave da garagem estava num casa, a chave para entrar nessa casa estava noutra casa. Quando finalmente pudemos aceder ao carro, este não pegava. Bateria tinha mas o motor não arrancava. Longe de minha casa, não tinha quem nos levasse lá pelo que tínhamos mesmo de pôr aquele carro a andar. Quando o meu dia de anos se iniciou à meia-noite estávamos nós a conseguir finalmente pôr o carro a funcionar.

No dia seguinte, tentando seguir o plano que tinha feito para os meus anos, saímos para almoçar. O carro não pegava. Desta vez, a bateria tinha mesmo morrido. Eram três da tarde quando finalmente comecei a almoçar. No fim, toca a ligar a uma loja para saber se tinham aquele tipo de bateria. Tinham mas tínhamos um hora para lá chegar. Autocarro até casa, pedir o carro emprestado ao meu irmão para ir buscar a bateria, correr feita doida até ao carro dele que estava estacionado longe para descobrir que tinha pegado nas chaves de casa e não do carro. Toca a correr até casa, toca a regressar ao carro e toca de nos vermos enfiados numa fila de trânsito sem fim. Felizmente chegámos a tempo, devolvi o carro ao meu irmão a tempo dos seus compromissos, e o nosso carro já funciona. Ainda assim, cada vez que entro no carro, seguro a respiração dois segundos sempre com medo que lhe volte a falhar qualquer coisa.

No final do dia de anos, achei seriamente que os nervos que o carro me provocou me tinham tirado dez anos de vida e que em vez de vinte e nove anos feitos, já estava mais perto dos quarenta. :)

2.10.13

Hoje é o meu aniversário!!!!!!! =D

PARABÉNS A MIM! =D

Fizesse eu anos três ou quatro vezes por ano, então três ou quatro vezes por ano eu festejaria. :) Se há pessoa que adora aniversários sou eu. Não só o meu mas o de toda a gente. Gosto deste ser um dia especial, o dia daquela pessoa (ou neste caso, o meu dia!). Não sou adepta de grandes festanças. Aliás, não preciso de grandes festanças. Sou muito mais ligada a pequenas tradições que sendo cumpridas já fazem com que este dia seja para lá de espectacular. O meu dia de anos é o meu dia com os meus. Com a minha pequena família reunida num jantar (somos seis/sete pessoas geralmente), às vezes com mais gente, outras vezes com menos. E depois, como os ciganos, prossigo as festas mais uns quantos dias: há que estar com aquela amiga num café, há que estar com aqueles amigos num jantar, há que ir festejar com os avós. Oh, como adoro fazer anos. :)

E enfim, este será o meu último ano nos vintes. Vinte e nove anos bem contados, bem felizes (muito) e bem recheados de coisas boas. É um pouco impossível não pensar que nos meus planos de criança/adolescência por esta altura já teria bem mais do que tenho agora. Já estaria com certeza casada. E a ideia era ser mãe antes dos trinta. E já teria um bom emprego. Mas a vida e os planos por vezes não são como queremos e na verdade não me posso queixar do que tenho. Tenho a sorte que ter uns pais fantásticos ao meu lado, tenho a sorte de ter os meus três avós vivos e ainda com tanta energia, tenho a sorte de ter um irmão, uns tios, uns primos, uma madrinha para lá de espectaculares (quantos mais anos passam mais adoro a minha família). Tenho bons amigos. Tenho o amor da minha vida, que me enche o coração todos os dias e que torna a minha vida bem mais rica de momentos. E tenho saúde (fora a constipação). E quem me conhece, quem leu por aqui alguns posts, sabe bem que neste momento aquilo que mais quero na minha vida é saúde. Aliás, é sinceramente o meu único desejo neste meu ano de vida que se segue: que a saúde se mantenha. E por fim (e porque desejar um aniversário é mesmo isto), estou viva! Oh, caraças, estou viva e bem viva! Por isso, vou festejar porque, caraças, estou viva! Há lá coisa melhor? :)

Yeah

Chegueeei bem.:) Mas deixei o meu cartão de telemóvel português em França. A ver se amanhã arranjo uma segunda via. :)

1.10.13

Desejem-me boa viagem

Até já! =)

Estou tramada....

Estou habituadíssima a andar de avião. E se há coisa que gosto quando ando de avião é que, entrando neste, tenho a certeza que entrei no avião certo e que vou parar ao destino certo. Já perdi a conta aos comboios que já apanhei e nos quais estive um bom bocado em dúvida se tinha apanhado o certo. Ou então às camionetas em que sei lá se vou descer na paragem certa ou se em vez de sair em Leiria me vejo de repente em Faro e sem saber o que fazer à minha vida. E depois nunca dá para dormir descansado não vá não sairmos onde queremos. No avião, pode-se dormir porque mesmo que entremos num estado quase-coma, alguém nos há-de acordar depois do avião aterrar.

Ainda assim, há sempre um bocadito de medo quando voo. Pode sempre acontecer qualquer coisa. E mesmo que corra tudo bem, já sei que hei-de sofrer de um mal que surgiu com a idade e que tem vindo a piorar. Cerca de vinte minutos antes de aterrarmos começa uma dor de ouvidos imensa (aliás, quando o piloto avisa que vai começar a iniciar a descida já os meus ouvidos deram o alerta há algum tempo), que me apanha os dentes e o pescoço. Fico com este absolutamente preso, sem o conseguir girar para o lado, como se me desse um torcicolo valente. São dores mesmo chatas e é a única altura em que me incomoda viajar ao lado de estranhos, porque às vezes a dor traz-me lágrimas aos olhos e já se sabe que eu não sou mulher de chorar assim ao pé de qualquer um.

Exactamente há um ano atrás viajei com o Jack de avião e pensei que me ia saber mesmo bem ter alguém ao meu lado naquela altura (não é que aconteça sempre e o grau de desconforto/dor é variável, mas acontece na maioria das viagens). Não que ele possa fazer o que quer que seja, mas pode dar-me palmadinhas na mão e dizer-me aquilo que eu já sei: que quando aterrarmos tudo aquilo se acaba. No entanto, o ano passado, o homem adormeceu no voo e quando começou o meu calvário eu não tive coragem de o acordar. Passado uns minutos, como se adivinhasse, o Jack acordou e perguntou-me como eu estava. E uma vez que estava para ali cheia de dores, respondi-lhe "Mal". Recebi como resposta um "Ainda bem" e ferrou-se novamente a dormir.

Tenho a sensação que hoje lhe vou espetar um cotovelo nas costelas para o manter acordado na altura da aterragem.....