31.12.14

Ora vamos lá conversar, 2015

E chega assim o momento de nos despedirmos de 2014 e darmos as boas-vindas a 2015, com os novos projectos, as novas resoluções, os novos desejos. :) E estes são os meus 12 desejos para este novo ano:

- Ser feliz. Felizmente sou daquelas pessoas que podem dar-se ao luxo de dizer que são felizes. Quero continuar assim mais um ano.

- Ter saúde. Já apanhei um grande susto na vida e percebi nessa altura que desde que tenhamos saúde, o resto pouco importa.

- Arranjar um emprego. Ou aumentar o número de explicandos. Qualquer coisa que me faça sentir útil e ter dinheiro para as minhas coisas.

- Perder o medo e avançar com a ideia de um filho. E este medo é grande, tão grande.

- Assinar o raio dos papéis para que o nosso projecto de casa seja finalmente nosso e possamos começar as obras.

 - O Jack continue a ter emprego. Por ele e por nós, porque já basta uma desempregada cá em casa e temos dívidas para pagar.

- A minha família se mantenha tal como está. E isso implica que os avós parem de pregar sustos e cumpram a promessa de se manterem por cá durante mais uns valentes anos.

- Perder peso porque estou a ficar cada vez mais uma bolinha e estou a achar cada vez menos piada a isto. 

- Melhorar o meu francês nem que seja à pancada. Ou a falar francês com o Jack, o que é capaz de ser menos doloroso.

- Manter os amigos. Não vejo maneira de fazer novos amigos por aqui por isso que mantenha pelo menos aqueles que tenho porque mesmo estando longe são muito bons.

- Conseguir manter a casa arrumada diariamente. Infelizmente não sou aquele tipo de pessoa que pode receber visitas de surpresa. Estou convencida que todas as noites, algum duende faz explodir uma bomba na sala e solta um tornado na cozinha. O quarto costuma estar arrumado mas é capaz de ser esquisito levar para lá as visitas.

- Cozinhar de forma mais diversificada e com melhor sabor. Por mim que já estou farta de cozinhar sempre a mesma coisa e pelo Jack que coitado já deve estar a pensar devolver-me aos meus pais e arranjar outra que saiba cozinhar.

Feliz 2015 para todos. :D

Adeus, 2014

O ano de 2014 foi um ano marcante, sem qualquer dúvida, só pelo facto de ter sido o ano do nosso casamento. Ainda hoje revi o vídeo e vieram-me as lágrimas aos olhos por ter sido um dia tão mas tão bom, no qual consegui reunir quase toda a gente de quem gosto e alguns que já não via há tantos anos. Infelizmente foi mais um ano no desemprego, embora tenha voltado às explicações, o que não deixa de ser bom. Também o mês de Agosto foi complicado e prefiro até nem pensar nele, mas já passou e isso é que é importante. Fui várias vezes a Portugal, estive com os amigos sempre que possível, aproveitei bem os momentos com a família. Foi também o ano em que escolhemos aquela que, esperemos, seja a nossa casinha daqui a uns largos meses. Foi o ano em que lancei o meu pequeno projecto. Foi um ano bom, no geral, como tem sido todos os anos da minha vida, mesmo que às vezes haja acontecimentos que nos deitem um pouco abaixo. E se é verdade que já houve anos em que eu me senti em pulgas para que eles acabassem por já estar farta deles, confesso que me deste 2014 me despeço com carinho. Foi o ano do meu casamento, um ano para recordar para sempre. :)

30.12.14

Ele não me compreende =P

Eu - A encomenda já chegou a Portugal!
Jack - Boa!
Eu - Sim, mas demorou dez dias. O avião foi devagarinho...
Jack - Pois...
Eu - Já percebo porque é que Júlio Verne escreveu a Volta ao Mundo em 80 Dias. Pois se logo dez são precisos para fazer o trajecto entre França e Portugal...
Jack - ...
Eu - Se calhar é essa a explicação: a encomenda não foi de avião, mas sim de balão!
Jack - E eu já não sei o que é pior: a encomenda demorar tanto tempo ou as tuas teorias.

Really?

A encomenda que enviei para a minha amiga saiu de França, segundo o registo, dia 19 de Dezembro. Ontem, dia 29 de Dezembro, chegou finalmente a Portugal. Caramba, sinto-me enganada. Sempre achei que estava a duas horas de avião de Portugal ou a 20 horas de carro, e afinal estou a dez dias de distância. Ou então o avião foi a voar...de-va-ga-ri-nho.

Característica

Num jantar de amigos e já nem me lembro a que propósito, o Jack referiu-se a mim dizendo "Ela é muita amiga do seu amigo, mas quando decide que um amigo já não desempenha esse papel ou a desilude, corta-o da vida dela e nem volta a pensar no assunto". Olhei para ele surpreendida e disse que tal coisa não era verdade, que muito pelo contrário chego a manter relações que às vezes me fazem pensar se todo aquele trabalho vale a pena, que calo muito e falo pouco quando algo me desagrada. E ele relembrou-me duas pessoas que realmente coloquei fora da minha vida. Pessoas de quem fui muito amiga, de quem guardo com carinho as recordações daquela época, mas que a determinada altura me desiludiram, fizeram transbordar o copo que tinham enchido pouco a pouco, me fizeram perceber que se estavam a tornar pessoas tóxicas na minha vida, e assim de facto, foram colocadas fora da minha vida sem conversas nem discussões e não tenho qualquer intenção de as voltar a aceitar. Não por mágoa, não por despeito, mas por achar que já não dá, que embora não sejam más pessoas o nosso feitio já não combina e por falta de paciência e alguma tolerância da minha parte. Fui por isso obrigada a admitir que o faço e que esse capítulo fica de tal forma fechado que nem me lembro dele. O Jack é diferente de mim neste aspecto, pode ter amigos que o desiludam de uma forma ou outra, mas ele afasta-se temporariamente, dá tempo ao tempo, as coisas acabam por se resolver e eles aproximam-se novamente. Sempre achei interessante esta capacidade de se afastar e voltar a aproximar, quando eu sou tão fiel ao afastamento que nem pondero sequer uma aproximação e fico surpreendida quando referem essa hipótese. Talvez por isso dou mais de mim do que ele nas amizades, porque sei que quando deixar de valer a pena dar, quando sentir que já não vale a pena o esforço, não haverá novas oportunidades. É uma característica minha, tão minha, difícil de contrariar e mudar, e que às vezes me leva ao ponto em que estou hoje: a tentar agarrar pela ponta dos dedos alguém que eu sei que se largar, largarei para sempre, sem ela o saber.

29.12.14

Ora então vamos lá

Quando olho à minha volta, tenho a sensação de ter explodido uma bomba nesta casa. O cano roto levou a que móveis fossem mudados de sítio, a que por todas as divisões haja baldes e alguidares com água, ferramentas espalhadas. As prendas vindas de Portugal e as já recebidas aqui estão espalhadas pela casa, assim como o papel de embrulho. A louça suja forma uma pilha na cozinha. E o pó acumulou-se no chão e na mobília. Depois de um fim-de-semana a resolver problemas e a estar com a família, hoje é dia de meter mãos à obra e voltar a ter esta casa com um aspecto decente. Até porque o fim-de-ano está aí e eu gosto de iniciar o novo ano com a cabeça e a casa arrumadas. :)

27.12.14

Estou a ficar assim um bocadinho farta

Mensagem aos carteiros deste mundo:

Onde estão as minhas encomendas enviadas no princípio do mês??? Pensei sinceramente que quando voltasse de Portugal já teria pelo menos uma na caixa do correio. Mas nem uma! Vou mesmo ter de esperar por Janeiro, senhores??

P.s. E já agora a encomenda que eu enviei para Portugal também já poderia ter chegado, não? É que era para um aniversário de uma amiga, e ela já fez anos e nada de prenda...

P.s. A boa notícia é que já temos o problema do cano resolvido e já temos água! :D

24.12.14

Feliz Natal para todos!!


Está liiiiindo!

Ontem fomos buscar o vídeo do casamento e à noite, acompanhados pela família, foi o momento escolhido para o vermos. E está lindo. :D Foi sem dúvida um dia fantástico e é tão bom recordá-lo. :)

22.12.14

Se é para acontecer, que aconteça em grande!

O Natal não seria Natal sem alguma peripécias (pelo menos o meu) e esta quadra já começou em grande. Uma da manhã: malas por fazer, a casa ainda por dar um jeito e eis senão quando...reparo que há água no chão. A cinco hora de acordarmos e irmos para o aeroporto, um cano decide rebentar e inundar-nos a casa. Começamos ou não começamos bem? 

21.12.14

Portuguesinha de gema

Não trabalho bem sob pressão e não gosto de deixar as coisas para a última da hora. Este ano conseguimos ter as prendas todas compradas a tempo e horas e é sem dúvida um descanso. Mas há coisas que não dá para evitar e hoje, véspera de ir para Portugal, ainda tenho a mala para fazer, as prendas por embrulhar, encontrar o milagre que as vai fazer caber na mala juntamente com as roupas, arrumar a casa, preparar encomendas e mais uma série de pequenas coisas. E amanhã vamos acordar cedo, tão cedo....Bahhhhhh.

19.12.14

Um reencontro que marcou a minha vida :)

Fez ontem dez anos (dez??? Jáááá??) que nos reencontrámos. Ele tão igual ao que era em criança. Tê-lo-ia reconhecido em qualquer parte do mundo e hoje acho graça ter-lhe perguntado como viria ele vestido. Eu estava diferente, muito diferente. Diz ele que só me reconheceria pelas mãos e que se eu não lhe tivesse dito como ia vestida, ele não teria pensado que era eu. Mas, quando me quer dar graxa, diz que teria reparado em mim se se cruzasse comigo na rua. :) Ele chegou atrasado (como sempre) e eu estava uma pilha de nervos. Passámos três horas à conversa antes de ele ir trabalhar e antes de eu ir almoçar com os meus pais. Três horas em que pensei "Estou lixada, apaixonei-me mesmo". Não me lixei porque o sentimento foi recíproco e despedimo-nos com o nosso primeiro beijo. E dez anos depois, continua a haver beijos todos os dias. E que haja nos próximos dez anos, pelo menos. :)

Aaaaaarrrgh

Eu não acredito que vou para Portugal sem receber o dvd do casamento e a carta da minha mãe enviada a 1 de Dezembro! Raios partam os correios em Dezembro, raios partam os correios em Dezembro, raios partam os correios em Dezembro! O Jack ainda colocou a hipótese de, devido ao facto da fechadura do prédio por vezes bloquear, o carteiro não andar a conseguir entrar no prédio. Expliquei logo que era impossível porque eu vejo-o a entrar além de que quando realmente a fechadura bloqueia ele toca-me logo à campainha para eu ir abrir. Ainda assim, pouco convencido, foi perguntar ao vizinho se ele andava a receber o correio dele. E anda. E só eu é que não recebo as minhas coisas. Aaaaaaaarrrrrggghhhhhh!

16.12.14

Vais enviar uma carta? Ah, "ganda" maluco! Gostas de adrenalina, tu.

Os correios entre Portugal e França (nos dois sentidos) são das coisas mais esquisitas que já conheci. Se durante o ano duas cartas enviadas no mesmo dia são capazes de chegar com uma semana diferença, e duas cartas envidas com uma semana de diferença capazes de chegar no mesmo dia, no mês de Dezembro a coisa descamba ainda mais. Cartas e encomendas que costumam demorar 3 ou 4 dias úteis a chegar, passam a demorar mais de uma semana. Neste momento aguardo uma carta da minha mãe enviada dia 1 de Dezembro. Já vamos no dia 16 e nada de carta. Tendo em conta que na próxima segunda-feira irei para Portugal, mais valia a minha mãe não ter enviado, esperar um pouco e entregava-me as coisas em mão. Outra coisa que espero há já quase 15 dias é o dvd com o vídeo do casamento, o que como imaginam me faz correr escadas abaixo cada vez que vejo o carteiro. Ora isto já dura há mais de uma semana e o homem deve estar a começar a achar que ou sou louca ou que tenho uma paixão secreta por ele e que não aguento mal oiço os travões da bicicleta que lhe serve de transporte. 
Quando é necessário enviar coisas por correio registado, mais vale esperar sentadinha e não sofrer de nervos. Foi-me enviada uma encomenda de Coimbra, em correio registado, numa segunda-feira. Chegou uma semana e meia depois. Olhando para o registos, vemos que a encomenda só saiu de Portugal (Lisboa) na sexta-feira. A razão pela qual ela esteve cinco dias em Portugal antes de sr trazida para França é algo que nos escapa. Na semana passada enviei uma encomenda para Portugal por correio registado e segundo o site a encomenda ainda nem sequer saiu dos correios aqui da terrinha. Haja eficiência. E como o ano passado todos os meus postais de Natal chegaram imensamente atrasados e ao longo de duas semanas (mesmo sendo enviados todos no mesmo dia), este ano precavi-me e enviei logo no início de Dezembro, pensando que com sorte os primeiros chegariam a casa das pessoas lá para o dia 23. Enganei-me porque até já chegaram uns quantos.
E se chegarem todos é uma sorte que já houve um postal meu que nunca chegou a bom porto. É bem verdade que se pode ter extraviado, mas torna-se cada vez mais conhecido o facto de haver roubo dos postais entre França e Portugal, devido à possibilidade de estes terem dinheiro lá dentro. A cunhada do Jack já ficou sem dois postais de aniversário e o meu pai foi avisado pelos próprios CTT que enviar correio normal de Portugal para França não é muito seguro devido aos roubos. Alia-se portanto a falta de eficiência à falta de segurança. Por fim, os próprios correios admitem que se queremos ter a certeza que a carta ou encomenda chega ao destino, então é melhor pagar correio registado. Então e o selo que se paga pelo envio normal? Não estamos a pagar um serviço? Não deveria este também ser seguro? Os próprios correios lavam as mãos do assunto e dizem não ter responsabilidade nisto, o que é estranho tendo em conta que estamos a falar do trabalho deles. A falta de eficiência, juntamente com a falta de segurança e por fim com a falta de responsabilidade tornam o simples acto de enviar uma carta nacional ou internacional numa verdadeira aventura. 

15.12.14

Sobre a escandaleira do momento na Casa dos Segredos

Sou a única a achar que a Elisabete não fez nada de mal? Se eu estivesse no lugar dela não teria andado a fazer sexo à frente de um país inteiro (bem, logo à partida, não teria entrado na Casa dos Segredos), mas ignorando toda esta vergonha e pudor que nos diferencia, o que é que é que a rapariga fez de mal? Achou piada ao Bruno e envolveu-se com ele, não tendo namorado nem cá fora nem lá dentro. Já ele gritava aos sete ventos o seu amor pela Flávia e envolveu-se dias depois com a Elisabete, o que a mim me faz mais comichão mas não será o único homem assim à face da Terra. Faz-me lembrar aquelas situações tão conhecidas na nossa sociedade: o homem trai a mulher, mas culpa é da amante. E eu nem acho grande piada à rapariga, mas quando vejo tudo isto, só vejo uma miúda que está num jogo, que está a jogar e que tem a liberdade para fazer o que quer e bem lhe apetece. 

13.12.14

Eu quero!

Estou a ficar igual a eles....

A família do Jack é diferente da minha em muitos em aspectos mas um deles e que mais me mexe com os nervos é o facto de combinarem sempre tudo à última da hora. Somos capazes de ter ter um avião para apanhar amanhã de manhã e ainda não sabermos quem nos leva ao aeroporto. Mas sem stress, porque alguém nos há-de levar! Os convites para jantar feitos às 19h30 também não são coisa rara e se digo ao Jack para convidar os pais a cá virem jantar daqui a três dias, posso esquecer a ideia de o convite ser feito antes do próprio dia. Podemos decidir todos encontrarmo-nos em tal ponto para realizar tal plano, mas quando lá chegamos o plano já é outro completamente diferente e ninguém sabe como é que aquilo aconteceu ou porquê. Ora, eu que gosto de ter os meus dias planeados, saber exactamente o que vou estar a fazer daqui a cinco minutos, daqui a uma hora ou daqui a seis horas, tenho pequenas crises de nervos à custa destas coisas. Mas como em Roma sê romano e não podendo eu pegar numa família e transformá-la à minha medida (e aqui imagino perfeitamente o Jack a dizer "Pfff, nem conseguirias por muito que tentasses"), lá me vou habituando. Imaginam por isso o meu ar de espanto quando uns primos do Jack nos convidam para jantar com uma semana e meia de antecedência. Caramba, um convite feito atempadamente! Pois, o único problema é que é tão raro, mas tão raro, que eu me esqueci completamente que o jantar era hoje. Puf, nunca mais me lembrei de tal coisa. E como vivem longe, teremos de sair cedo de casa, o que me está aqui a dar cabo da lista mental de tarefas que tenho para fazer hoje. Caramba, que uma pessoa nunca está satisfeita com nada.

Aviso à navegação

Quando comentam aqui no estaminé, é-vos pedido que provem que não são um robot, o que é um seca até porque eu nas definições tenho que não quero nada disto. A boa notícia é que ao que parece podem simplesmente ignorar esta verificação e carregar logo em "Publique o seu comentário". Por isso, não sejam tímidos e digam-me coisas. :)

Mais umas

Lembrei-me de outras para juntar à lista de esquisitices:

- Não digo asneiras. :) O Jack ainda se ri a bandeiras despegadas quando se lembra que no início do namoro eu me referi a uma prostituta (para não dizer o outro nome) como "uma mulher que ganha a vida de forma alternativa".
- Engoli o meu primeiro comprimido já era maior de idade. Antes disso colocava-os dentro de um pão ou dentro de uma fatia de bolo de chocolate e mastigava-os. O sabor era intragável na mesma.
- Comprimidos como brufenes são demasiado grandes e chego a parti-los em oito pedaços e a colocá-los dentro de um iogurte para os engolir sem dar por eles. Se der por algum bocado, mastigo-os.
- Ainda assim, quando tive anemia, preferi andar a tomar comprimidos de ferro a passar a comer mais carne.
- Tenho o termostato avariado, segundo o Jack e já alguns membros da família dele. Num minuto posso estar cheia de calor como no seguinte fico gelada ao ponto dos ossos me doerem. Também chego a ter muito calor mas as mãos e os pés estarem tão frios que eu nem sinto isso e só reparo quando alguém me toca e o comenta.
- Não gosto de pão. Como pão por aquilo que lá meto dentro, ou seja, gosto de sandes. Mas se me derem só o pão fico a olhar para ele muito desconsolada. 
- Não gosto de mostarda nem ketchup. Nem coisas picantes. Nem frutas cristalizadas.

E que recebam muito cocó de cão no sapatinho de Natal

Só hoje ouvi a notícia de que a TAP faria greve entre o Natal e o Ano Novo. Ainda antes de ouvir quais os dias e ver se tal me afectaria as férias em Portugal, o meu coração parou para depois começar a bater violentamente. Nunca, mas nunca na vida, terei qualquer respeito por pessoas ligadas ao transporte de passageiros que fazem greves em alturas como esta. O Natal, para a maior parte das pessoas, é um momento familiar, uma altura do ano em que se viaja para estar com aqueles que mais se gosta, uma altura planeada com meses de antecedência por quem está longe. A simples ideia de estragar estes dias do ano a uma só pessoa já é má, mas estragar a tanta gente é demais. Felizmente para nós, regressamos a França dia 26 de Dezembro (sexta), embora o plano fosse fazê-lo a 28 (domingo). Quis o destino que os bilhetes fossem demasiado caros para esse dia e nos obrigasse a optar por regressar dois dias mais cedo que o previsto. Assim não estamos a ser, por enquanto, apanhados na idiota greve que será feita nos dias 27 (sábado), 28 (domingo), 29 (segunda) e 30 (terça-feira) de Dezembro. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que seria nestes dias que mais pessoa voariam: umas para regressar a casa após o Natal, outras para ir passar o fim-de-ano algures. Ah, mas dá para trocar o bilhete sem custos, dizem alguns. Pois dá (mas não pagam as noites em hotéis já reservadas e pagas), mas alguém que tenha de se apresentar ao serviço dia 29 e que por isso viajaria no fim-de-semana, passa a ser obrigado a fazê-lo antes. E duvido muito que a TAP consiga colocar toda a gente afectada pela greve em voos no dia 26, o que obrigará muita gente a viajar no próprio dia 25, dia de Natal. E se eu, que não estou ligada profissionalmente ao transporte aéreo de passageiros, consigo fazer estas contas e estes raciocínios é preciso ser-se muito estúpido ou muito má pessoa para trabalhar no ramo e avançar com esta greve. Não sou contra greves, entendo que as pessoas estejam descontentes, que tenham os seus motivos, e entendo até que as greves afectarão sempre alguém seja em que altura do ano seja feita. Mas assim sendo, não há necessidade de ser feita agora. Parabéns às alminhas que planeiam estas coisas, que acham boa ideia greves em altura de Natal, que aproveitam para tirar férias entre o Natal e o Ano Novo, que simplesmente não se importam com os outros: acabam de ganhar um atestado de estupidez por alguém que nunca vos respeitará. 

12.12.14

Digam-me lá

Quando comentam aqui aparece-vos aquela coisa de "prove que não é um robot"?

Mais esquisitices!

Lembrei-me entretanto de:

- Não gosto de entrecosto (com muita pena minha porque o meu irmão adora e eu fico louca de vontade de comer quando o vejo tão satisfeito a comer aquilo, mas de todas vezes que tentei ia vomitando)
- Não gosto de leitão
- Não gosto de costeletas
- Não gosto de enchidos (morcelas, salsichas frescas, chouriço, blargh. Quando comecei a namorar o Jack, a avó dele cozinhou para nós salsichas frescas. Bem tentei fazer o esforço e os dois primeiros bocadinhos ainda passaram com lágrimas nos olhos, mas o terceiro fez-me correr para a casa-de-banho a pensar que ia deitar tudo cá para fora.)
- No cozido à portuguesa, não como nem os enchidos nem as carnes (mas adoro o resto).
- Não como pernas de frango. Só como o peito por ser a parte mais seca.
- Presunto e fiambre só se não tiverem muita gordura e esta for fácil de tirar.
- Não como a pele de bicho nenhum: nem do frango, nem das sardinhas, nada de nada. O Jack ia-me matando quando se apercebeu que ao cozinhar eu tirava logo o máximo de pele que podia aos alimentos, e o resto tirava no prato. 
- Não como ananás
- Não como manga
- Não como diospiros (são moooooles)
- Só como a fruta verde. Mas verde mesmo. Já por várias vezes vou a casa de pessoas e fico a salivar com algumas peças de fruta que depois me dizem estar ainda demasiado verdes e que estão à espera que amadureça. Se pego numa pêra, numa ameixa, numa banana, numa maçã e aquilo não está rijo ao ponto de partir vidros, já não como. Com o tomate faço o mesmo. Cá em casa temos sempre dois tipos de fruta: verde e madura, porque o Jack bateu o pé e fartou-se das minhas frutas próprias "para partir dentes e super amargas". E como tal, não como maçã cozida, nem pêra cozida....
- Não como doces que não tenham chocolate (salvo duas ou três excepções). Mas nada de bonbons de licor, nem misturas com frutas: chocolate com laranja, chocolate com frutos vermelhos, etc. Um dia pedi um gelado de "baunilha e chocolate" mas deram-me "banana e chocolate". Convenci-me que o gelado estava estragado.
- Não como marisco (mas gosto do sabor. Ou seja, não como camarão, mas gosto da pasta de camarão. Desde que não haja bocados do bicho, tudo bem)
- O que nos leva a....Adoro rissóis de camarão (adoro, adoro, adoro), mas tiro sempre o camarão lá de dentro. Nunca o como. Bem, "nunca" não, que uma vez num casamento dei por mim com um camarão na boca e o Jack não me deixou deitá-lo no lixo mais próximo, pelo que tive de o engolir.
- Menta. Qualquer coisa com menta.

Lista gira, hã? :D

11.12.14

No fundo, sou uma esquisitinha....

Ontem num jantar de amigos dizia uma pessoa ao Jack que se não me tivesse conhecido nunca acreditaria que alguém como eu existisse. E porquê?, perguntam vocês. Porque reuno na minha pessoa as seguintes condições:
- não bebo café
- não bebo bebidas gasosas
- não bebo álcool 
- não bebo chá (a não ser por obrigação quando estou doente)
(no fundo, no fundo bebo água. E sumo de laranja e ice tea de limão quando o rei faz anos)

- nunca experimentei uma pastilha elástica
- não gosto de gomas
- não gosto de carne de vaca
- não como carne mal passada
- não gosto de queijo (excepção feita a dois que como muuuuito raramente)
- e mais uma série de coisas que agora não me lembro

A minha questão é esta: existem obviamente mais pessoas iguais a mim no mundo. Não é assim tão estranho não gostar ou nem ter experimentado este tipo coisas, certo? Não sou assim alguém tão irreal só por não gostar de uma série de coisas que muita gente gosta, certo?

10.12.14

.....

De todas as fases de crescimento de uma criança é a adolescência que mais me assusta pelo feitio que tenho e por achar que um dia não conseguirei lidar com as alterações de comportamento, com a mania que já são adultos, com as parvoíces que saem daquelas bocas e que não têm piada nenhuma mesmo que eles achem que sim. E lidar nos dias de hoje com adolescentes e receber, por exemplo, uma mensagem de um com 13 anos a dizer-me "Tenho vontade de me tornar fumador. O que achas?" faz-me pensar em adiar definitivamente a maternidade mais uns anitos (pelo menos até conseguir ler estas coisas sem revirar os olhos perante tamanha estupidez...).

9.12.14

Estou convencida que me dava mesmo jeito...

Ando a namorar robots de cozinha. Pronto está dito. Podia dar-me para pior, é verdade, e pensando seriamente nisto nem sequer é algo assim tão estranho tendo em conta a minha falta de amor pela cozinha, o que faz com que tudo o me prometa que vou passar menos tempo que o desejado nesta divisão da casa me soe a paraíso. Ainda olho com alguma desconfiança para aqueles que me dizem que vão cozinhar tudo em menos de meio-minuto (só me falta prometer que a seguir lavam a louça e varrem o chão, não?) e o recipiente dos ditos parece-me sempre pequeno (ou então sou eu que tenho o hábito de cozinhar em panelas grandes. Aquilo só faz comida para uma pessoa? É que isso não me interessa!). Mas o que eu me farto de namorar e voltar a namorar é uma daquelas maquinetas que corta, rala, fatia e mais não-sei-o-quê os legumes. Epah, dava-me cá um jeitinho não perder tempo a cortar legumes. E o que eu gosto de cenoura ralada mas não tenho vontade nem paciência de a ralar à mão? Vou continuar a namorar até ao dia em que já não aguente e traga uma para casa. E não, não é nenhuma indirecta para o Pai Natal cá de casa porque o Natal é em Portugal e eu sei bem que não dá jeito nenhum enfiar uma maquineta destas na mala. :D

8.12.14

Como deixar uma mulher à beira de um ataque de nervos em compras de Natal

Ora um pessoa sai de casa num dia de semana, numa segunda-feira, após um domingo em que a maior parte das lojas esteve aberta (o que é raro) e faltando ainda mais de quinze dias para o Natal, achando por isso que o centro comercial estará como sempre está quando vai assim a meio do dia: calmo. Ora uma pessoa enerva-se logo nos 40 minutos de estrada que tem de fazer porque os 8 ou 10 semáforos que encontra pelo caminho estão sempre vermelhos (todos, não escapou nem um). E quando se chega ao centro comercial, o parque de estacionamento está...cheio. E uma pessoa, incrédula, passa os (muitos) minutos seguintes às voltinhas, a ver se encontra um lugarzinho que seja, sem perceber se está em sentido contrário porque os traços já estão apagados, a ver carros a aparecer de todo o lado, enfim, um stress. E quando finalmente se encontra um lugar, as lojas estão apinhadas, de cada vez que se vai ao carro pousar alguma coisa apanha-se uma molha porque chove imenso e o parque não é coberto. E depois de quatro horas e sem os presentes todos comprados (mesmo com a lista mental do que se pretende), uma pessoa já não aguenta inspirar fundo tantas vezes nem tem mais paciência para as filas de 20 pessoas em cada caixa, e larga tudo e vem para casa. A única coisa que me acalma é que ainda assim vieram umas prendas e o presépio mais bonito do mundo cá para casa.

Confianças...

Sabemos que, por andarmos sempre a ir ao mesmo supermercado, um dos meninos da caixa (sempre muito cerimonioso, calado e sério) nos começa a reconhecer e a ganhar confiança quando num dia de filas imensas ele abre a sua caixa, chama quem espera na fila ao lado e vendo-me a virar o carrinho (cheio de garrafas de água, ou seja, pesado e difícil de manobrar) para poder ser atendida na caixa dele mais depressa, me diz "Vá, tem três segundos para chegar aqui! 3...2....1...0!". Não satisfeito com a brincadeira e vendo-me debruçada no carrinho para apanhar umas pilhas que tinham deslizado para a zona mais funda, ainda lança a piada "Mais um bocadinho e estava a ver que caía de cabeça dentro do carrinho".

Está bonito, está....

5.12.14

Mamas alheias

A propósito desta notícia e do sururu que se tem criado nas redes sociais com várias frentes a defender campos opostos, eis aqui a minha opinião sobre mamas alheias. A última criança da minha família mais próxima nasceu há 12 anos por isso nem me recordo se foi amamentada, se não foi, se o fizeram à minha frente, ou não. Não sei, não me lembro. 

Há poucos anos uma conhecida nossa teve um bebé e podem imaginar a minha cara e a do Jack quando em plena confraternização lá em casa, connosco, com os pais da criança e mais duas pessoas se não me engano, a mãe levanta a camisola mostrando assim a barriga pós-parto e uma mama. Enquanto ajeitava e não ajeitava a criança, ali estávamos nós, sem saber para onde olhar com se algo nos obrigasse sempre a desviar o olhar para a mama ainda sem criança agarrada. Achei desnecessário. Ele também. Não havia necessidade de vermos tanto corpo, de ficar a conhecer a anatomia da rapariga daquela maneira, de assistir a semelhante espectáculo. Já tive uma amiga que amamentou à minha frente, sem fraldas a tapar mas a quem não fiquei a conhecer os sinais de grande parte do corpo. Há uns anos num centro comercial, uma mãe sentou-se numa mesa, mesmo à minha frente e começou a amamentar. E por muito que se queira, haverá sempre algum ângulo em que um bocado da mama se veja, percebia-se que a própria senhora estava desconfortável e eu vi-me obrigada a comer a olhar para todos os lados menos em frente, para não juntar o meu olhar aos outros que a observavam. E acho que foi nesse dia que decidi que não queria aquilo para mim. Amamentar assim em público sem nada que me resguarde será difícil acontecer,

Obviamente que haverá quem tenha menos pudor, quem se sinta mais confortável, quem pouco se importe com os olhares dos outros, mas também não vejo a necessidade de obrigar alguém a estar a comer e a chamar-lhe a atenção com uma parte do nosso corpo. Eu pelo menos não tenho interesse em estar sentada e estar a ver mamas, da mesma forma que não tenho interesse em estar a lanchar e estar a ver o rabo de alguém a quem as calças de cintura descaída não são a melhor opção. Ou estar a falar com alguém com um decote tão grande que uma pessoa tem mesmo de se concentrar para não olhar e comentar "Aaaah, tens a certeza que nenhuma vai saltar e atingir-me uma vista?". Ou deparar-me com esta nova moda de barrigas à mostra que fica tão mal à maioria das pessoas.

Só que obviamente da mesma forma que não posso impedir as pessoas de usar calças de cintura descaída, de usar decotes exagerados ou de mostrar a barriga, também não posso impedir que haja mulheres que se sintam confortáveis em amamentar em público e em mostrar aquilo que a gravidez lhes trouxe. Preferia que não o fizessem, mas não acho que tenham a obrigação de se tapar. Não custa é compreender que há quem não goste de ver e que é escusado lançar um movimento a favor da amamentação em público a descoberto só porque se sentem oprimidas. É que qualquer dia, temos os trolhas a fazerem um movimento alegando terem todo o direito de mostrar o rabo quando se agacham e que se achamos que não é bonito de ver, então estamos a oprimi-los.




:)

Como já aqui disse várias vezes não sou amante das tarefas domésticas. Não é nenhum calvário e não choro lágrimas de sangue quando tenho de limpar o pó, passar a ferro ou cozinhar, mas aborrece-me e acabo sempre por parar para ler um pouco ou distrair-me com outra coisa qualquer. Um dos truques acaba então por ser estar entretida enquanto faço as coisas. Quando estava em Portugal e vivia sozinha era certinho que deixava o momento de passar a ferro para os domingos à noite, para o ir fazendo enquanto via a Casa dos Segredos. Agora, também raramente me apanham a passar a ferro sem ter no computador um episódio de uma qualquer série que esteja a seguir. Para limpar o pó, arrumar coisas, trocar lençóis e tarefas que me obrigam a andar mais de um lado para o outro opto por colocar música, e por isso tenho uma lista no youtube à qual vou acrescentando músicas que me vou lembrando e que não tenho no ipod o que faz com quem nem as oiça a não ser nestas alturas. E acreditem que fazer as tarefas domésticas custa muito menos com este tipo de música:




4.12.14

O meu problema com as dietas

O meu problema com as dietas é apenas um: sou menina para viver alegremente apenas de massa, arroz e chocolate. Ia ter saudades de mais uma ou outra coisita, como ovos estrelados (feitos por mim, nada de ovos mergulhados em óleo ou azeite, blargh), gelados de vários sabores, alface e cenouras, por exemplo. Mas enfim, era mesmo menina para viver apenas destas três coisas, as quais infelizmente não fazem parte da maior parte das dietas. 

3.12.14

Porque deixamos de gostar de alguns blogs? #1

Porque às vezes as bloggers que sempre usaram riscas, que sempre adoraram riscas, que sempre recomendaram as riscas, descobrem a roupa com bolinhas. E a partir desse momento, só usam roupa com bolinhas e passam a criticar quem continua a usar riscas como se estas fossem estúpidas e elas nunca tivessem usado a mesma coisa. E ou uma pessoa se chateia e relembra que há bem pouco tempo também elas eram riscas (e arrisca-se a uma resposta torta ou a ser ignorada), ou simplesmente perde o gosto por aquele blog e passa a ler outros.

2.12.14

E o sono, Tété, como anda?

Ora depois de uma semaninha a dormir praticamente em pé, com noites em sono profundo e sem ouvir o despertador, já me estava a habituar a isto. É que esta coisa de chegar à cama e adormecer é absolutamente fantástico. Recomendo vivamente. E depois dormir sem acordar 1001 vezes, sem sonhos nem pesadelos, é um descanso e não é preciso pensar a cada vez que se acorda "Ai, espero adormecer já, já, já, outra vez". A única coisa que eu teria dispensado era o sono manter-se durante o dia porque estar a dar cabeçadas de sono em frente ao computador ou praticamente adormecer em pé à frente da prateleira dos enlatados no supermercado é um bocadito chato. Mas dizia eu que depois de uma semana assim, já estava eu a habituar-me à coisa e a pensar que mal por mal isto até era fixe, acabou tudo. Nas duas últimas noites adormeci já depois das 3h30 da manhã, depois de horas às voltas na cama, a apanhar seca e à espera que o João Pestana faça o seu trabalho e me leve para o  mundo dos sonhos. Ora bolas.

Ups

14h00, 2ºC. Aaaah, por isso é que quando saio de t-shirt e casaco para tratar de recados a pé sinto tanto frio. Ainda havemos de chegar aos graus negativos e eu vestida à Primavera....Depois queixo-me que fico doente.

1.12.14

Não compreendo, pronto.

Tenho um problema com pessoas que preferem manter-se estúpidas a aprender qualquer coisa. Pessoas que assimilam toda a informação possível e preferem deitá-la no lixo do que fazer uso dela. Temos um conhecido com um jeito inexplicável para se meter em confusões e a maior parte das vezes fá-lo por tomar as decisões erradas, por dar passos em falso, por dizer e fazer o que não deve, o que já nos levou várias vezes a tentar ajudá-lo. Perante uma nova situação que tem tudo para correr mal, explicamos-lhe o que deve fazer e o que não deve fazer, o porquê de cada passo a dar e de cada passo a evitar. Perguntamos-lhe no fim se compreendeu tudo, se entendeu que se fizer X tudo vai correr mal, mas que se fizer Y o problema termina. Diz que sim, que compreendeu, que assim tudo tem lógica, que vai fazer isso mesmo. E mal sai de ao pé de nós é vê-lo fazer exactamente o oposto daquilo que o aconselhámos, a dar todos os passinhos em falso que o aconselhámos a evitar. Porquêêêê?? Da mesma forma que perante uma situação em que alguém me diz que a pessoa A lhe contou que há um meteorito a caminho da Terra e eu explico que não, que não há meteorito que nenhum, que a pessoa A se referia a um filme que tinha visto no cinema e esse alguém me diz que compreendeu aquilo que expliquei, a última coisa que espero é vê-lo a continuar a espalhar aos sete ventos e em histeria que a pessoa A lhe disse que há um meteorito a caminho da Terra! É que depois do choque, a minha única vontade (tanto num caso como no outro) é pegar estas pessoas pelo colarinho e perguntar-lhes se estão a gozar comigo. O Jack diz-me para encolher os ombros e seguir a minha vida. Mas eu não consigo que isto de ver pessoas que preferem ser estúpidas a inteligentes é coisa que me faz muita confusão.