Este calor dá cabo de mim. Estou desde ontem com a tensão a 9/5 e sinto-me uma autêntica papa, esparramada no sofá sem forças para mexer um dedinho que seja. Ontem ouvi uma pessoa dizer que vai agora de férias para Portugal e que espera que esteja mais fresco que aqui. Mas desde quando é que se vai para Portugal para fugir ao calor de França? São Pedro, meu amigo, se um dia te cruzares comigo na rua, foge porque és capaz de não ficar vivo para contar a história.
31.8.15
Mais um :)
Acabei ontem o livro "Objectos Cortantes" da Gillian Flynn. Andei com ele entre a mesinha de cabeceira e o sofá da sala durante uns dias sem nunca o começar por ter lido que, dos três desta autora, este era o mais pesado. E como já tinha achado que o segundo livro dela era assim para o pesadote, andava um bocadinho reticente em começar este sem saber o que ia encontrar.
Ora bem, em termos de história não achei grande coisa. Aliás, ia a meio do livro quando dei por mim a pensar "Mas afinal de contas o que é que aconteceu de importante desde o início do livro?". Nada. Parece que estamos a ler um livro em que a história não se desenvolve e eu lembro-me de ter esta mesma sensação com o primeiro livro desta autora. E à semelhança do que acontece nesse livro, este acaba por ter a maior parte da acção e da história na última parte. Ainda assim este é efectivamente mais pesado, não apenas por ter uma linguagem muito sexual como por muitas vezes esta estar associada a miúdas de 13 anos, para além da crueldade dos crimes.
Conhecem aquele tipo de pessoas que parece dizer um palavrão em cada frase apenas pelo gosto em "chocar" quem ouve, notando-se até muitas vezes que aquilo não sai de forma natural? Foi o que senti com este livro: que a autora usa e abusa de termos sexuais como se quisesse um livro cru mas que a mim me soou bastante forçado e não acho que fosse essencial à história (já um bocadinho de acção durante a primeira metade do livro teria sido bem-vinda).
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Livros que leio
30.8.15
Cada cabeça, sua sentença.
O primeiro médico vê o peso da Pequena Melão e diz que será gordinha.
O segundo médico vê o peso da Pequena Melão e diz-me que devia estar mais gordita.
A terceira médica vê o peso da Pequena Melão e acha que está tudo absolutamente normal.
Pronto, é assim. Ainda bem que eu não sou uma grávida stressada e cheia de macaquinhos na cabeça (até porque concordam os três que está tudo bem com ela).
Já comecei!
Pronto, as coisas que a Pequena Melão precisará na sala de parto já estão preparadas. Ainda não as enfiei no saco/mala/mochila/seja-lá-o-que-for, mas já estão todas juntas.
Agora só falta juntar as coisas que eu preciso para a sala de parto...
E depois a mala para a estadia da Pequena Melão no hospital...
E a mala para a minha estadia no hospital...
Ando com uma preguiça imensa, como se vê. =P
28.8.15
Yes, I can! (ou pelo menos, ficará parecido com o que estava)
Ontem entretive-me a "desmanchar" o carrinho da Pequena Melão, assim como ovo e a alcofa, para retirar todos os tecidos e dar-lhes uma lavagem. O Jack olha agora para os "destroços" da minha obra e pergunta-me pouco crente "E vais conseguir pôr tudo como estava?".
Epah, eu gosto de puzzles e de construir os móveis do Ikea. Isto não há-de ser muito diferente.
Em hemisférios diferentes
Eu e o Jack estamos a viver em hemisférios diferentes, em estações do ano diferentes. Num destes dias, eu, desesperada com o calor, passei o dia a abrir e a fechar as janelas, criando correntes de ar que me arrefecessem a casa e que permitissem respirar. Quando o Jack chegou a casa, eu tinha acabado de desistir desta tarefa e fechado as janelas todas. Enquanto conversávamos eu abanava-me cheia de calor, sem saber o que fazer à minha vida, e comentei com ele que a casa estava quente e que estava a sentir-me um peru enfiado num forno. E ele encolhido no sofá só me dizia "Estás a brincar? Acabei de tirar as meias e já estou arrependido porque tenho os pés transformados em blocos de gelo....".
À noite, enquanto eu me livrava dos cobertores e dos lençóis, não suportando nem mais um bocadinho de tecido em si de mim já com a sensação de estar a cozer, o Jack embrulhava-se todo reclamando que o quarto estava frio.
Hoje, depois de acordar entro na casa-de-banho e reparo que o homem me ligou o aquecimento da divisão. Vou assar!
No fundo, tenho estado para aqui a dizer que a próxima gravidez terá de ser em pleno Inverno mas cheira-me que o nosso casamento não sobreviveria a isso. Já estou mesmo a ver o Jack a ligar o aquecimento pois lá fora estão -5ºC e a Maria Tété a desligá-lo e a abrir as janelas para sentir o fresquinho na pele.
26.8.15
O estranho mundo das encomendas online
Fiz uma encomenda online e passados poucos dias recebi um e-mail da loja a informar-me que a encomenda sairia com uns dias da atraso. Mais tarde recebi um e-mail da empresa de transportes informando que tinham recebido a encomenda e que esta se encontrava em curso para me ser entregue. Assim foi e dias depois recebi a encomenda. E tudo isto seria muito normal se entretanto não tivesse já recebido novo e-mail da loja a indicar-me que não têm o que quero em stock e o fornecedor ainda não conseguiu tratar do meu pedido, pelo que transferiram a minha encomenda para outra loja por haver uma maior probabilidade de stock. Dias depois recebo um e-mail dizendo que lamentam o atraso e que contam que a encomenda seja enviada brevemente. E eu estou para aqui a pensar se devo dizer-lhes alguma coisa ou esperar para ver até onde é que isto vai.
Por outro lado, numa outra encomenda online, sou avisada que esta será entregue em duas partes uma vez que um dos produtos não está disponível em loja. Agendo assim a entrega da primeira parte da encomenda e...afinal recebi tudo no mesmo dia.
Sem contar com uma terceira encomenda feita em que me é dada a escolher qual a empresa de transportes que quero. Escolho a A e dias depois recebo um e-mail dizendo que a encomenda já foi entregue à empresa A e que a poderei usar seguindo o código XYZ. O maldito código não funcionava no site da empresa A e descobri o porquê quando a encomenda me é entregue pela empresa B.
No fundo, uma pessoa nunca sabe muito bem com o que contar, certo?
24.8.15
Ainda o vizinho
O vizinho já tem idade para ser meu pai e portanto para ter juízo, mas acho que ainda não se apercebeu disto. A semana passada dei por mim atrás de uma carrinha que a determinada altura do percurso reduziu a velocidade para 10 km/h. Estranhei, pensei que ela estaria provavelmente avariada, mas não me incomodou mais do que isso uma vez que um pouco mais à frente chegaríamos ao nosso destino, pelo que não me incomodava assim tanto fazer os últimos metros a passo de caracol. Por isso mesmo quando a estrada alargou um pouco de forma a permitir que sejam feitas ultrapassagens, eu mantive-me atrás da carrinha que avançava bem de-va-ga-rinho. O Jack ao meu lado, cada vez mais inquieto, pediu-me que não tentasse ultrapassar a carrinha. Expliquei que não estava a pensar fazê-lo, que brevemente apareceria a nova faixa para a cortada para o restaurante, mas perguntei-lhe o porquê daquela instrução. E ele disse-me que era a carrinha do vizinho. Percebi então que este estava claramente a picar-nos, e se dúvidas houvesse, tê-las-ia perdido quando ao surgir a nova faixa, o vejo a tentar entalar-me quando tentei mudar para ela. Admito que aqui já não achei grande piada uma vez que facilmente podíamos ter batido ou eu ter sido empurrada para fora da estrada, mas como ia devagar deixei-me simplesmente ficar para trás até ao ponto em que ele se viu obrigado a seguir o seu caminho e eu pude usar a faixa que queria e virar para o restaurante como pretendido.
O Jack ficou uma pilha de nervos, incomodado por o vizinho ser tão imbecil, por ter estas atitudes e por, claro, estar a fazê-lo comigo ao volante, grávida. Incomodava-o o facto de o vizinho voltar a ter este tipo de comportamento quando eu um dia fosse sozinha, que não há qualquer necessidade disto, que é um idiota.
Já eu...encolhia os ombros. Obviamente não gostei da atitude, achei-a parva e inconsciente, e se ele voltar a fazê-lo terei exactamente o mesmo comportamento de "deixa andar que a mim não picas tu...". Mas sobretudo acho triste. Não imagino que triste vida terá este meu vizinho para, nos seus cinquenta e tal anos, ter necessidade de estar assim a picar alguém na estrada, a procurar claramente confusão, para poder ir para casa com a sensação de que ganhou. Para já, porque nestas coisas ganho sempre eu que não me deixo afectar e que por isso não tenho a reacção que geralmente esta gente pretende (tentativa de ultrapassar, condução mais agressiva, barafustar, etc). E depois porque já o imagino a deitar-se à noite na cama e a pensar satisfeito para consigo mesmo "Sou mesmo bom! Hoje consegui entalar uma mulher grávida no trânsito de forma a que ela não fosse logo para a faixa que queria". E quando são precisos estes comportamentos para sentir que ganhámos o dia, é porque a nossa vida é realmente muito má. E ele que tenta picar-nos e chatear-nos ao máximo só consegue que eu, a maior parte do tempo, sinta efectivamente pena da vida que ele deve ter.
O meu vizinho
O meu vizinho não fala, berra. Ainda hoje acordei com ele aos berros por cima do barulho do martelo e do berbequim. Não sei porque razão não fica afónico só de vez em quando para podermos ter um bocadinho de descanso e dou graças a Deus ele não viver num dos apartamentos que aqui tem no prédio porque assim só o ouvimos durante umas horas, quando cá vem fazer obras. Berra com toda a gente, ao telefone ou presencialmente, e berra tanto com os empregados que acredito que seja essa uma das razões pelas quais não há equipa que aqui aguente muito tempo e já não seja a primeira vez que um pintor, por exemplo, desaparece e deixa apenas meia parede pintada.
Este Verão tem aparecido com outro homem e lá vão avançando as obras nos apartamentos que tem. Todos os dias o meu vizinho berra. Mas não sei que relação tem ele com este homem (mas será bem mais do que um contrato de trabalho, possivelmente serão amigos ou mesmo familiares) porque este lhe responde, e aos berros, se assim for necessário. Claro que para mim passam a ser dois a berrar em vez de um mas ao menos haja alguém que não se encolhe perante os gritos do meu vizinho.
O "interessante" nisto é que não discutem apenas e só por coisas importantes.
A semana passada estiveram mais de uma hora a berrar um com o outro mas já a um nível em que eu esperava que eles começassem à batatada tais eram os insultos e os gritos que ouvia. O nível de som era tão alto que eu até conseguia perceber sobre o que era a discussão: umas pintas no chão. Um dizia que era tinta, outro dizia que era outra coisa qualquer. Pelos vistos, fosse qual fosse o caso, daria para limpar mas o importante era descobrir o que era aquilo.
Noutro dia, ao sair do prédio com o Jack, lá estavam novamente eles aos berros um com outro, em confusa discussão, a dar espectáculo para toda a rua (não só trabalham de janelas abertas como não é raro um estar fora do prédio e outro estar lá dentro enquanto discutem). Comentei com o Jack que o assunto devia ser sério para o cenário ser aquele e ele comenta "Estão a discutir bolos". Desculpa?? "Sim, estavam a discutir quantidades de açúcar, farinha....".
E nesta alturas uma pessoa tem de aceitar que se o homem berra daquela maneira por coisas menores, é realmente impossível esperar que ele um dia consiga ter uma conversa connosco a propósito de situações importantes no prédio sem desatar aos gritos. Estamos no fundo a exigir demasiado dele e com expectativas que ele nunca poderá cumprir.
Maria Tété, já!
Começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade, começa a fazer a mala para a maternidade!
Se continuo assim, há-de estar a criança para nascer e eu ainda a pensar no que vou levar. Ontem alguém me dizia "Cinge-te à lista!". Bom, em primeiro lugar a lista é estupidamente vaga ( no sentido de dizer que tenho de levar bodies, toalhas de banho, casaquinhos....e quantidades? Eu adivinho? Valha-me a net e as listas das outras pessoas) e, em segundo, esse não está a ser o meu problema. Sabem quando estamos a tentar escrever a introdução de um artigo ou de uma tese e bloqueamos logo na primeira linha porque sabemos que esta é importante e não nos ocorre nada de verdadeiramente bom? Pronto, é isto que me está a acontecer. Eu bloqueio logo no primeiro conjuntinho a vestir à Pequena Melão ainda na sala de parto. E bloqueando aí, desisto de continuar a pensar no resto. =P Não é desculpa nenhuma de jeito até porque se na escrita podemos perfeitamente escrever todo um texto e repensar mais tarde a primeira frase, na mala para a maternidade passa-se exactamente a mesma coisa. No fundo, no fundo, eu acho que estou simplesmente com uma preguiça descomunal.
23.8.15
Baaaaah.....
Ooooooh, estou constipada.
Ooooooh, não quero estar constipada.
Ooooooh, vou fazer birra.
Posso?
Andei a dormir pouco por uma série de razões e eis que finalmente chega a noite em que me posso dar ao luxo de não pôr despertador e dou por mim constipada e a tossir de 30 em 30 segundos. Quase chorava quando vi as cinco da manhã a passarem e eu sem adormecer. E agora aqui estou eu, com tosse, com o nariz a correr, com espirros e de olhos lacrimejantes. Ah, claro e sem poder ir atacar as minhas drogas habituais. A minha sorte é que tenho consulta depois de amanhã e se até lá me mantiver assim sempre pergunto à médica o que posso eu tomar que me alivie.
21.8.15
Eu quero o meu cérebro de volta
Ponho-me a fazer o jantar: coxas de frango com batatas, cebola e pimentos no forno. Um cheirinho delicioso, um aspecto fantástico. Levo o tabuleiro para a mesa, o Jack olha satisfeito e eu sorrio pois sei que ele gosta deste tipo de pratos. Começamos a servir-nos e só aí me lembro que....eu NÃO gosto de coxas de frango e que não as consigo pura e simplesmente comer.
Mas quem é que se dá ao trabalho de fazer um jantar que a própria não come?? Aaaarrrrrrghhhh.....Quero o meu cérebro de volta!!
A internet
O Jack mandou-me este vídeo há uns dias. É em inglês e tem as legendas em francês mas no fundo acho que se percebe bem o que foi feito: um homem, com conhecimento e autorização dos pais das miúdas, mete conversa com elas via internet fazendo-se passar por um adolescente. Acaba por marcar um encontro e, para grande choque dos pais, elas aceitam e apresentam-se mesmo para conhecer o rapaz com quem andavam a conversar.
Compreendo perfeitamente o choque dos pais que estão convencidos que as suas filhinhas conhecem os perigos da internet e são inteligentes o suficiente para não fazerem uma burrice destas (a última então....sai de casa para estar com um adolescente e acaba por entrar numa carrinha conduzida por um homem mais velho como se tudo isto fosse absolutamente normal). E isto não deixa de ser assustador porque é impossível não pensar como é que se evita isto. Falando com as adolescentes e explicando as coisas? Os últimos pais pelos vistos falavam com a filha sobre isto e isso não a impediu de fazer uma estupidez deste tamanho.
Eu tenho uma opinião muito pessoal sobre este assunto que é esta: os adolescentes não têm maturidade para terem acesso à internet e no entanto insistimos em dar-lhes esse mesmo acesso. Da mesma forma que ninguém diz a uma criança de 2 anos que tem de olhar para os dois lados da estrada antes de atravessar na passadeira e de seguida lhe apresenta uma passadeira numa das avenidas mais movimentadas da cidade para ver o que ela faz (porque sabemos que não basta dar a informação, temos de ver se já há idade para que esta seja compreendida e aprendida), então porque é que explicamos a um adolescentes todos os perigos da internet e depois lhe passamos para as mãos um telemóvel com acesso a tudo? Pessoalmente e olhando para os meus 12, 13, 14 anos, eu admito que não estava preparada para com essa idade ter acesso ao mundo, poder ler sobre tudo, ver todos os vídeos que pululam na internet, falar com uma série de desconhecidos. Eu não tinha maturidade para isso, pronto. Só que na nossa altura isto também não nos era oferecido por isso não havia problema. No entanto hoje, esperamos que os jovens exactamente com 12, 13, 14 anos sejam capaz de ter a maturidade suficiente para lidar com o acesso ao mundo através de um teclado.
Não estou com isto a dizer que a Pequena Melão só terá acesso à internet depois de tirar a carta (ora, aqui está outro bom exemplo. Ninguém no seu perfeito juízo acha razoável explicar a uma criança de 10 anos quais os perigos da estrada e ensinar-lhe o código da estrada para de seguida lhe pôr as chaves do carro nas mãos, confiante que a criança, que agora sabe os perigos, terá maturidade para conduzir) até porque o mundo de hoje nem sequer permite isso. A escola já quer trabalhos feitos em computador e pesquisas feitas usando a internet. Também não estou a dizer que só terá um telemóvel aos 18 anos porque sei bem que o terá mais cedo. Mas quero acreditar que não lhe passarei para as mãos um telemóvel com acesso ilimitado à internet assim sem mais nem menos. E que como em tudo na vida, a confiança conquista-se e que vai ser preciso dar-me provas que é de confiança para ir ganhando mais liberdade e privacidade quanto ao uso da internet (da mesma forma que ninguém dá as chaves de casa a um filho que todos os dias perde a carteira. Digo eu....).
20.8.15
O importante é manter o bom humor
Chega o Jack a casa e pergunto-lhe:
- Sabes o que descobri?
- Bolas, as minhas amantes?
- Não, dessas já eu sei há muito tempo por isso é que te tenho posto um bocadinho de veneno todos os dias na comida.
- Por isso é que ando meio mal-disposto?
- Sim, desculpa, às vezes abuso na dose. Mas não te preocupes, quando te der o ataque cardíaco acaba-se tudo.
- És terrível.
Ora essa, foi ele que começou.
A perspectiva muda
Não sei porquê sempre me convenci que teria um bebé com cerca de 3 quilos portanto o facto de o médico ter estimado que será um bebé de 3,5 Kg andava aqui a remoer-me a cabeça...até à última aula em que a rapariga sentada ao meu lado diz que terá um bebé de...4,5 Kg. E de repente eu até acho que terei um bebé pequenino. =P
18.8.15
17.8.15
Também tenho direito a momentos destes, certo?
Eu sou, contra todas as expectativas, uma grávida relaxada. Ansiosa, stressada e preocupada como sou, nunca esperei (e sei que os meus pais e o Jack também) que levasse uma gravidez de forma tão pacífica e descontraída. O facto de tudo estar a correr bem desde o início, sem sustos, sem medos, ajuda muito a manter este estado de espírito. Mas não deixo de ser uma pessoa normal e muito menos deixo de ser a Maria Tété e por isso de vez em quando dou-me ao direito de panicar e ter noites em que sou assaltada por todos os medos e dúvidas ao ponto de me pôr aqui a choramingar (posso sempre dizer que a culpa é das hormonas, certo?). Ontem, choramingava nos braços do Jack, à custa de milhentas razões, muitas delas sem sentido:
- Doem-me os tornozelos. Não quero que me doam mais (snif).
- Se eu fico assim com dores nos tornozelos, como é que vou sobreviver a um parto? (snif).
- E se o final da gravidez me fizer sentir mal? (snif).
- E se não chego a tempo ao hospital e o bebé nasce no caminho? (snif).
- E se vou para lá cedo demais e faço figura de tótó? (snif).
- E se tu não chegas a tempo? (snif).
- E se tiver um ataque de ansiedade durante o trabalho de parto? (snif).
- E se tiver fome e sede? (snif).
- E se o anestesista se atrasa e eu não recebo a epidural? (snif).
- E se a epidural não pegar e eu sentir tudo? (snif, snif, snif, snif).
- E se apanho uma médica e umas enfermeiras muito más? (snif)
- E se eu não entender tudo o que me disserem? (snif)
- E se eu não perceber as instruções que me estão a dar? (snif)
- E se eu não fizer bem a mala para a maternidade e não levar coisas essenciais? (snif)
- E se, pelo contrário, abusar e apareço lá com malas e ar de quem vai de férias um mês? (snif)
- E se estiverem a ocorrer mais partos e não houver ninguém que me dê assistência a mim? (snif)
- E se eu fizer alguma coisa errada durante o parto? (snif)
- E se o pós-parto for muito mau em termos de dores? (snif)
- E se o pós-parto for muito mau em termos psicológicos? (snif)
- E se alguma coisa infecta? (snif)
- E se eu me sentir sozinha durante a estadia no hospital? (snif)
- E se eu sentir que não tenho privacidade nenhuma no hospital? (snif)
- E se eu não conseguir amamentar? (snif)
- E se eu tiver dores a amamentar? (snif, snif, snif)
- E como é que vai ser o regresso a casa? (snif)
- E como é que vamos gerir as visitas, a bebé, a casa, a roupa, as refeições, etc....? (snif)
- E como é que vou gerir os 1001 conselhos que vão vir de todo o lado sem ter a sensação que vou estar a fazer sempre tudo errado? (snif)
- E como é que vou saber se estou a fazer a coisa certa? (snif)
- E como é que vou conseguir gerir o pouco tempo que terei cá os meus pais com um bebé a pedir atenção? (snif)
- E se nos faltar dinheiro para coisas básicas? (snif)
- E se eu ficar com depressão pós-parto? (snif)
- E se eu não conseguir tomar conta da bebé? (snif)
- E se a nossa relação sofrer de algum modo com a chegada de uma filha? (snif)
- E se eu não conseguir ser boa mãe?? (snif, snif, snif, snif, snif).
Hoje quando acordei já estava novamente no meu estado normal, ufa.
16.8.15
O facebook está a enervar-me
Alguma coisa se deve ter alterado no facebook porque agora, cada vez que vejo o feed de notícias, a maior parte das publicações são "O seu amigo gostou disto....". Qual o problema? Se um amigo passou a tarde a gostar das 1001 fotografias da prima em 3º grau, no feed de notícias aparecem-me as 1001 fotografias da prima. Multiplicando isto por vários amigos que vão gostando de fotografias de familiares seus, de amigos seus, de frases inspiradoras, etc....o resultado é um feed de notícias cheio de fotografias de gente que eu não conheço de lado nenhum e imensas frases. Antes, este tipo de coisa aparecia numa coluna à direita à qual eu nunca liguei nenhuma porque não me interessa saber que a minha amiga gostou de uma foto onde aparece um primo a fazer surf. No meu feed de notícias apareciam simplesmente as coisas que os amigos publicavam directamente ou partilhavam, fotografias nos quais eram identificados (ou seja, eu via uma foto de grupo de 5 pessoas e pelo menos uma delas era-me conhecida. Agora, estou constantemente a ver fotografias de pessoas com as quais nunca me cruzei na vida) e, se calhar, uma vez por outra, coisas que os amigos até tinham gostado. Bah, até tenho acedido menos ao facebook por causa disto. Alguém sabe se há maneira de resolver isto?
15.8.15
Ponto por ponto
- O meu computador está novamente a embirrar comigo e o Jack anda de volta dele, com formatações e sei lá eu mais o quê (daí a minha maior ausência aqui, a demora no envio de e-mails e fotografias). Gosto muito deste meu computador que já conta com 6 aninhos de vida, mas verdade seja dita está a transformar-se num velho resmungão e teimoso, o que não me dá jeito nenhum (mas dá-me ainda menos jeito comprar um novo por isso há que continuar a tratá-lo com jeitinho e não o ofender muito para ele não amuar).
- A terceira e última ecografia da Pequena Abóbora já foi feita. Agora só a voltamos a ver em carne e osso e acho que ainda não me mentalizei bem disto. Faltam cerca de dois meses, que se por um lado me parece muito tempo, por outro parece que está quase.
- Pelas estimativas feitas, vai sair dentro de mim uma bolinha de 3,5 - 3,6 Kg, caso fique cá dentro até às 41 semanas. Já em tamanho, não será muito comprida. Já está de cabeça para baixo, o que me deixou descansada depois de ter ouvido que aqui quando o bebé está sentado nem sempre se parte automaticamente para cesariana e que há médicos que tentam o parto na mesma.
- A Pequena Abóbora teve direito a um nome há coisa de duas semanas. Foi um processo custoso e tenho de admitir que o nome escolhido nem estava na minha lista inicial de preferências. Mas acabou por ser um dos top 3 e por fim o finalista. É um nome português, comum, simples, e que não existe em nenhuma das duas famílias nem em amigas próximas, algo que nos agradou. Até agora família e a amigos também têm gostado e ainda não ouvimos nada que não gostássemos de ouvir. Gostei de termos decidido o nome pois acho que já estava a precisar. Não que andasse em stress (nada disso) mas assim já posso ir chamando a Pequena Abóbora pelo seu nome verdadeiro e ir-me habituando a ele, ir-me habituando que vou ter uma filha com este nome. Por aqui continuará a ser Pequena Abóbora. Depois, mais tarde, quem sabe, um dia decidirei tratá-la aqui pelo verdadeiro nome.
- Lá me decidi a começar a lavar a roupinha da Pequena Abóbora já que comecei a ler que depois dos 7 meses devia começar-se a ter a mala da maternidade pronta. Ora aqui a Maria Tété anda tão relaxada da vida que se apercebeu de repente que nem a roupa tinha lavada quando mais ter a mala já alinhavada. Mas continuo sem stresses. A gravidez tem sido calma, sem sinais de que a Pequena Abóbora vá querer sair mais cedo e, embora saiba que a qualquer momento pode acontecer o inesperado, verdade seja dita que então eu até prefiro que o pior que aconteça seja não ter as malas prontas. Se gostava de ter tudo prontinho a tempo e horas? Gostava e vou fazer por isso. Mas se não tiver...olha, azar. :)
- Quase a fazer sete meses de gravidez, a Pequena Abóbora decidiu que eu andava demasiado bem para uma grávida e vai de me oferecer insónias, muito cansaço e falta de apetite. Também passei a parecer uma criança que quando diz que precisa de ir à casa-de-banho é porque precisa de ir exactamente-naquele-momento-não-aguento-nem-mais-um-minuto. Estou a tentar não levar isto como um ataque pessoal, mas não deixa de ser muito desconfortável estar muito bem na conversa, a ver televisão, a andar e de repente sentir uma pressão na bexiga como se já tivesse aflita há horas. Bem lhe digo para não repetir a gracinha mas ela não me liga nenhuma. Também entrei no mundo maravilhoso dos tornozelos inchados (e nem me quero queixar muito pois sempre tive grandes problemas de circulação e nem sei como me estava a aguentar até agora). As semanas sucessivas de muito calor não ajudam e embora tenha collants de compressão para grávida (que ajudam muito a quem sofre de má circulação como eu), a verdade é que são extremamente quentes e eu dou por mim basicamente a ter de escolher entre "não os usar e acabar o dia com os tornozelos e os pés com o dobro do tamanho e com tantas dores que me vêm as lágrimas aos olhos" ou "usá-los e sentir-me mal de tanto calor pois tenho a sensação de ter as pernas envoltas em cobertores polares". Decisões, decisões....
- Na ecografia, confirmei que a Pequena Abóbora está exactamente na posição em que eu sentia que ela estava já que a malandra pensa ter espaço para praticar ioga e não raras são as vezes em que a sinto a esticar-se e algo a espetar-se contra a minha pele (e vê-se mesmo a barriga a ficar com um pequeno alto). Eu dizia que era o rabo, até porque depois sentia pontapés um pouco mais lado, e tinha razão. Portanto, Pequena Abóbora ainda não nasceu e já leva pequenas palmadas no rabo para ver se pára de se esticar e se volta para o seu T0 em vez de estar a ver até que ponto a minha pele é elástica.
- Da lista de coisas a comprar para receber esta bebé, está praticamente tudo. Falta a base para colocar o ovinho no carro, falta montar a cama de grades que será emprestada para vermos as medidas do colchão a comprar, faltam os produtos de farmácia uma vez que estava a ver se evitava comprá-los já e ter de os guardar numa casa que dificilmente fica abaixo dos 30ºC neste momento e....mais uma ou outra coisita. Sem stresses fomos comprando as coisas com a ideia que em meados de Setembro teríamos de já ter tudo. Afinal, cerca de um mês antes está tudo muito bem orientado e eu fico contente com isso. :)
14.8.15
Mais um
Ontem acabei de ler "A rapariga no comboio". O meu pai tinha-o achado pesado e enquanto eu o lia, íamos trocando impressões. Não o achei um mau livro, não cheguei a meio do livro já a adivinhar o final como pelos vistos aconteceu a muita gente, não o achei confuso como outros o acharam. Mas também não achei que prendesse como já me prenderam outros livros, aliás, dei por mim a certa altura a forçar-me a ler porque parecia que a história não avançava e eu estava a perder o interesse. Dei por mim a pensar que o problema de toda a gente falar de um livro é que ficamos com as expectativas em alta e estas depois raramente são alcançadas. O livro não é mau mas perguntem-me se troco alguma das minhas outras autoras de thrillers por esta Paula Hawkins e eu digo-vos imediatamente que não.
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Livros que leio
12.8.15
Para a próxima, quero uma gravidez durante o Inverno.
Ontem na aula de preparação para o parto, diz a senhora responsável:
- Está calor, não está? Este deve ser o segundo Verão mais quente de que me lembro....
Eu não mereeeeeço!
Metade de todo este calor que sinto deve ser das hormonas. Durante os dias em que os meus pais aqui estiveram, fomos às compras e o ar condicionado do hipermercado estava ligado. Eu sentia um ligeiro fresco, não o suficiente para deixar de ter calor. Os meus pais, por sua vez, batiam o dente de frio, diziam nunca mais confiar em mim quando eu me queixava do calor e mal chegámos a casa, enquanto eu me atirava a um copo de água e a um iogurte, eles bebiam chá quente para ver se descongelavam.
Já quando fui ao cinema com o Jack a noite pôs-se fresca, com o vento frio que me soube às mil maravilhas. Enquanto nos deslocávamos para o carro, eu ia comentando "Que bom, está fresquinho" e o Jack, que tiritava ao meu lado, respondia "Qual fresquinho, qual quê! Está um frio de rachar!!!".
A verdade é que me sinto a assar. Sinto-me um verdadeiro perú enfiado no forno. Já avisei toda a gente que se a Pequena Abóbora nascer com a pele escura é porque esturricou dentro de mim.
10.8.15
Ter um filho em França #4 - Reconhecimento de paternidade
Este não é um assunto sobre o qual eu esteja 100% informada pois não precisei mas fica aqui a ideia global:
Quando os pais não são casados, não é reconhecida automaticamente a paternidade do pai do bebé, mesmo que este homem viva com a mãe da criança há 5 anos, 10 anos, 15 anos, etc...O que, como já se viu num post anterior, pode ser uma confusão no que toca a dar o apelido ao bebé uma vez que por defeito e como apenas a mãe é automaticamente reconhecida, o apelido permitido por lei será apenas e só o da mãe. Nesse caso, o feliz casalinho a viver debaixo do mesmo tecto em pecado (seus malandros!) podem ir a uma Mairie antes do nascimento da criança e reconhecer a paternidade do bebé.
Admito que isto me faz uma confusão imensa e acho até humilhante ter de ir a um sítio com o meu companheiro, estando grávida, e dizer a alguém "Está a ver este homem que dorme na mesma cama que eu há 10 anos? Pronto, é o pai deste bebé que carrego na barriga. Lá porque não somos casados, não significa que eu ande aí a dormir com mais alguém". Faz-me confusão, é verdade que faz. Mas pronto, adiante.
É então feito um Acto de Reconhecimento de Paternidade, é dada uma cópia ao pai e este deverá apresentá-la na Mairie quando for feito o registo (já viram a quantidade de papéis que começa a ser preciso levar só para registar um bebé com os apelidos certos?).
Isto também pode ser feito naqueles 3 dias úteis após o nascimento, tendo o pai na sua posse a Declaração de Nascimento.
Sei que também é possível reconhecer a paternidade depois destes 3 dias e já depois do registo feito, mas sinceramente não sei quais as implicações disto no que toca ao registo dos apelidos do bebé.
E eu agora só espero não estar para aqui convencida que não precisamos de nada disto porque somos casados e depois não me virem com a conversa "Aaaaah, são casados mas não têm o mesmo apelido. Isto para nós é como se nem fossem casados....". Posso sempre alugar que a culpa é das hormonas pós-parto quando partir uma cadeira na cabeça do senhor do registo, certo?
E eu agora só espero não estar para aqui convencida que não precisamos de nada disto porque somos casados e depois não me virem com a conversa "Aaaaah, são casados mas não têm o mesmo apelido. Isto para nós é como se nem fossem casados....". Posso sempre alugar que a culpa é das hormonas pós-parto quando partir uma cadeira na cabeça do senhor do registo, certo?
Ando cansada
Hoje, depois de as obras começarem, ainda consegui dormitar durante 4 horas (nunca se dorme profundamente com martelos e berbequins a trabalhar).
Hoje, mesmo com os trabalhadores a porem música nos telemóveis em alto e bom som para terem companhia, consegui dormitar durante as mesmas 4 horas.
Mas bastou o vizinho proprietário dos apartamentos chegar e começar a falar para me acordar de vez. Raios partam o homem que tem um voz pior que uma sirene dos bombeiros.
9.8.15
E eu também não morro de amores por ele.
Quando vim para França, uma semana depois estava tudo coberto de neve. Nesse Inverno nevou imenso, fez um frio que não voltei a sentir desde aí (ao ponto de os casacos mais quentes que usei nesse Inverno nunca mais os ter usado) e toda a gente me dizia que era um dos Invernos mais frios e com mais neve que tinha havido nos últimos anos. Achei na altura que o São Pedro tinha um sentido de humor rebuscado e que esta era a sua maneira de me dar as boas vindas.
Este ano, grávida e sempre a sofrer de calor, as temperaturas têm estado altas e o tempo de calor mantém-se dias a fio. Oiço toda a gente dizer que isto não é nada habitual por estas bandas, que tanto calor e durante tanto tempo é coisa rara e que este é um dos Verões mais quentes dos últimos anos. Desta vez, achei que o São Pedro não batia bem da bola, que isto de mandar um Verão destes exactamente na altura em que estou grávida não se faz e que lhe fazem falta uns comprimidos para ver se volta a ter juízo.
Este fim-de-semana, decidi aproveitar o bom tempo e começar a lavar a roupinha da bebé (dizem que se deve ter as malas minimamente prontas ou alinhadas a partir dos 7 meses. Eu estou a menos de 15 dias de fazer os 7 meses e ainda nem as roupas lavei, quanto mais pensar nas malas). A máquina acabou de lavar e eu olho lá para fora e...está a chover. Acho que mais vale admitir o óbvio, não? O São Pedro não gosta de mim!
8.8.15
Amamentação
Este é um daqueles pontos em que há opiniões tão divergentes e opostas (para não dizer extremistas) que até assusta. Há as que defendem a amamentação com unhas e dentes, que se orgulham em dizer que deram de mamar durante 32 meses, 5 dias e 4 horas, que quem não amamenta é má mãe e que há que fazer o esforço mesmo que chorem lágrimas de sangue devido às dores. Depois há as que nem pensam nisso, não querem amamentar, que seca e que trabalheira, venha o biberão, que assim partilham a tarefa com o marido, que o leite de lata é tão bom como o de mama, que até enche mais a barriga aos bebés e que eles assim dormem noites completas mais facilmente, que não se sentem umas vacas leiteiras, que não estragam o corpinho, etc, etc. Depois há obviamente quem não se enquadre nem num extremo nem no outro, que tem a sua opinião mas que acha que não vale a pena arrancar olhos por causa disso.
Eu pertenço ao grupo das que acham que muita gente gosta de expressar a sua opinião só para ver a discussão começar, que acusam as que pensam de forma diferente de serem extremistas sem se aperceberem que as suas atitudes são também de extremo (mesmo que oposto) e que na verdade é um assunto que toda a gente discute para nada. Sinceramente, quero lá saber o que fazem as outras mães. O corpo é delas, os filhos são delas, a decisão é delas. Da mesma forma que com o meu corpo, os meus filhos e as minhas decisões posso eu bem.
Eu nunca tive o desejo doido de amamentar e não é por estar grávida que ele apareceu. Não tenho nada contra a amamentação, sei todas as vantagens e benefícios em dar de mamar, quero fazê-lo mas não pertenço ao grupo que acha que a imagem de uma mulher a dar de mamar a um bebé é a coisa mais linda do mundo. Provoca-me no fundo o mesmo sentimento de indiferença que tenho quando vejo um bebé a ser alimentado pelo biberão. Isto para o Jack é confuso e acho que demorou um bocadinho a aceitar quando lhe disse pela primeira vez que quando um dia tivéssemos filhos eu amamentaria se possível mas que se a coisa não resultasse, eu nem pensaria duas vezes antes de optar pelo leite de lata. Agora entende o meu ponto de vista e no fundo este é muito simples: estou plenamente convencida que uma mãe feliz ajuda um bebé a ser feliz também. E também que não nasci para sofrer. Por isso, se conseguir amamentar, óptimo e ficarei muito feliz. Mas não me peçam para ser daquelas mães que até têm de morder toalhas para suportar as dores enquanto amamentam, que choram cada vez que chega a hora de dar de mamar tal é o sacrifício, que deitam mais sangue que leite, que ficam em carne viva. Lamento, nem sequer tenho estômago para isto e já me sinto aqui meio enjoada só de estar a pensar em certos relatos que li. Se cada vez que tiver de alimentar a minha filha tiver uma crise de nervos, ansiedade e lágrimas vou-me sentir pior mãe do que se lhe der um biberão de forma calma e relaxada. Ainda assim, farto-me de pesquisar para não ser por falta de informação que as coisas não vão correr bem porque eu gostava mesmo que corressem. Só não morrerei se não correrem.
Depois há a questão de sempre me ter feito confusão a questão do amamentar com público embora nisto esteja curiosa para ver se depois não é daqueles pensamentos que mudam após o parto. Vejo-me perfeitamente a amamentar a minha bebé, em casa, sossegada, com o Jack presente e...mais ninguém. Mas de uma certa forma isto parece-me pouco prático principalmente se tivermos em conta que receberemos visitas e que não conto estar fechada em casa durante meses e meses. Para o Jack isto é um quebra-cabeças que ele não compreende pois não entende o problema de amamentar perante a família ou mesmo estranhos num restaurante. E eu digo-lhe que se em dez anos nunca me senti confortável para sacar de um peito para fora da camisa à frente do meu sogro, não estou a ver porque é que isso há-de mudar só porque dei à luz. E quem diz o meu sogro, diz a minha sogra, o meu cunhado, a minha cunhada, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, os meus sobrinhos, os meus tios, os meus avós, enfim, as famílias de ambos os lados. Se não há o hábito de andar com o peito à mostra porque razão terei de encarar fazê-lo como uma coisa normal e sentir-me confortável com isso? Acho que mais facilmente pedirei licença e me refugiarei no quarto, lançando um olhar assassino a quem pensar seguir-me (mas e na maternidade? Peço às visitas para irem embora? Escondo-me na casa-de-banho?). Ou posso sempre recorrer à bela da fraldinha a tapar, mesmo se acho que acaba sempre por se ver qualquer coisa. Continuo a achar tudo isto muito pouco prático e não faço ideia de como me desenvencilharei. Posso sempre convencer-me que no parto farei uma lavagem cerebral e renascerá uma mulher sem todas estas questões, e que será tudo super fácil e confortável. E depois lixo-me quando descobrir que não.
7.8.15
Ter um filho em França #3 - A nacionalidade
Tenho visto em fóruns muitas pessoas enganadas a este respeito e por isso considero que este é um dos tópicos mais importantes que posso escrever sobre isto de ter um filho em França. Já li, mais do que uma vez, frases como "Se o meu filho vai nascer em França é francês!!", como se isto fosse uma verdade tão absoluta como ser a Terra que gira em torno do Sol. Não é. O facto de se nascer em França não conduz automaticamente à nacionalidade francesa. Por isso, se um dia pensarem em emigrar e procriar na terra dos croissants não contem que os vossos filhos tenham à nascença outra nacionalidade que não a portuguesa.
Em que casos é que uma criança nascida em França tem a nacionalidade francesa?
- Se pelo menos um dos pais é francês pela altura do nascimento da criança.
- Se pelo menos um dos pais (seja qual for a sua nacionalidade) tiver nascido em França.
- Se pelo menos um dos pais tiver nascido na Argélia antes de 3 de Julho de 1962.
Se ambos os pais são estrangeiros (e nenhum nascido em França), a criança poderá pedir a nacionalidade francesa a partir dos 13 anos sob determinadas condições.
Admito sem problemas que me faz uma certa confusão a parte burocrática uma vez que não há qualquer obrigação da nossa parte de registar o nosso bebé no Consulado de Portugal de forma a ter a nacionalidade portuguesa (embora seja necessário fazê-lo para obter o cartão de cidadão e podermos, por exemplo, viajar com ele de avião). Ou seja, registamos o bebé em França mas ele não tem nacionalidade francesa e não há qualquer prazo para o registarmos no Consulado de Portugal. Assim sendo, enquanto este último passo não é feito, que nacionalidade tem um filho de dois portugueses nascido em França?
6.8.15
Começo por qual? Começo por qual?
Depois de tanto ouvir falar deste livro, tinha de o ter. O meu pai leu e pareceu-me que já leu melhores.
Vamos ver o que é que eu acho.
O terceiro da Gillian Flynn.
Mas o estômago até me dá uma volta só de ver a palavra "objectos" escrita assim....
Dois livros da Sveva. Gosto de a ler no meio dos meus policiais e crimes. Acho que tem jeito para escrever romances que nos prendem e que não acabam obrigatoriamente sempre bem e com toda a gente feliz e apaixonada. Mas estou para aqui a olhar o "6 de Abril de '96" e a perguntar-me se já não o terei lido mas com outra capa (e não gosto nada disto).
Este, o meu pai viu-o e trouxe-o para mim, mas não temos qualquer ideia se é bom ou não pois não conhecemos a autora.
5.8.15
Jack a agarrar-se à esperança...e a perde-la logo depois.
Antes da vinda dos meus pais:
Eu - Os meus pais chegam amanhã e trazem-me QUATRO livros!!
Jack, esperançoso - Em iPad....?
No dia da chegada, o meu pai abre a mala e diz-me satisfeito:
- Trouxe-te CINCO livros!
E eu oiço o Jack a suspirar "Consegue ser pior que ela....".
Em compensação emprestei 3 ao meu pai, por isso podia ser pior. =P
Os meus pais são uns sortudos
Não lhes bastava ter uma filha fofinha como eu, ainda têm a sorte de nos dias que estiveram por cá não ter havido obras. Hoje enquanto faziam as malas começou-se a ouvir o barulho dos martelos. Agora foram-se embora e eu fico aqui, a ouvir o som dos berbequins.
1.8.15
Bah.
Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias. Raios partam as estrias.
Uma pessoa sabe que tem de beber bastante água. Uma pessoa sabe que tem de colocar creme hidratante todos os dias. E uma pessoa sabe também que isto das estrias na gravidez tem mais a ver com a genética do que com o raio da água e dos cremes (que ainda assim bebe e coloca religiosamente) e que se já tem uma pele de caca com tendência para estas coisas, muito dificilmente escapará. Mas uma pessoa não deixa de se sentir muito triste quando começa a parecer o mapa das estradas de Portugal.
E não venham cá com coisas que são as marcas de trazer um bebé ao mundo e blá blá blá. O bebé é fixe. As estrias não.
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