27.11.15

Devaneios de uma adolescente e a resposta masculina

Divaga a sobrinha adolescente do Jack sobre o seu amor deste momento:
- Ele gosta de mim a sério. Diz que quer construir comigo uma coisa sólida, uma coisa séria...
Resposta do Jack:
-Ele quer construir uma casa?

Puseram uma adolescente no programa

De vez em quando espreito "A Quinta" da TVI embora não ache que esteja a ser um grande programa e não me prenda muito a atenção. E se já achava que a Romana atrás do Santiago fazia um papel um pouco tolo, a declaração de amor foi dolorosa de se ver. Os gestos, a maneira de falar, as palavras só me faziam lembrar de mim aos 11 anos, quando chegava ao pé de um menino da turma e dizia "Gosto de ti. E agora?". Mas, neste momento, com a nossa idade há figuras que já não deveríamos fazer...

Sensação estranha :)

É estranho passear pelo facebook e ver que aquela rapariga que andou connosco na escola primária comentou uma publicação da namorada do primo do Jack ou que o rapaz com quem acampámos em 1996 surge numa fotografia com o outro que conhecemos numa conferência da universidade. São pessoas que pertencem a universos tão diferentes da nossa vida que nunca colocamos a hipótese que se possam conhecer. E é igualmente estranho ver pessoas que conhecemos (nem que seja de vista) e que não imaginamos saberem deste blog a fazer gosto na página de facebook do mesmo. Huuum, saberão que sou eu que escrevo para aqui estas patetices todas?

Dicas #1

As listas de coisas a comprar para receber um bebé nas nossas vidas são aquele tipo de coisa capaz de dar cabo de um coração mais fraco. Não só são listas que ocupam várias páginas como ficamos convencidos que será necessário assaltar um banco para poder comprar tudo aquilo. E uma pessoa tenta ser prática, tenta pesquisar na internet e em fóruns onde comprar mais barato e o que é realmente necessário ou não, e pergunta às amigas que já foram mães "para que é que serve exactamente isto?" ou "mas tu achas que é mesmo, mesmo, mesmo, mesmo preciso comprar isto?". Na altura criei a minha própria lista e já com ela impressa fui ainda cortando algumas coisas que me fariam apenas sentido comprar após o nascimento da Mini-Tété e isto se fosse mesmo, mesmo, mesmo, mesmo preciso (por exemplo, pode não valer a pena investir numa bomba para tirar leite se depois, por alguma razão não prevista, não se amamentar).

Uma das coisas que surge nestas listas é o kit de higiene do bebé, ou seja, gel de banho, hidratante e coisas fofinhas como estas. Aqui, admito que andei um bocadinho às voltas sem saber muito bem o que comprar, qual a marca, que quantidades...Sendo eu uma pessoa com uma pele que faz reacção às coisas mais estranhas, não pus de parte que a Mini-Tété fosse como eu e como tal não queria estar a investir dinheiro em coisas que ela depois não usaria. Essa foi portanto a primeira decisão: não queria comprar frascos grandes destes produtos porque se depois ela precisasse de trocar de marca, eu ficaria a chorar pelos euros gastos. Assim, comecei a procurar que marcas tinham kits de viagem compostos pelos seus produtos em frascos pequenos. A ideia seria comprar depois os frascos maiores caso a Mini-Tété se desse bem com os produtos escolhidos. E não estou minimamente arrependida. O kit que escolhi custou-me 9€, na maternidade reparámos que o frasquinho miniatura do gel de duche colocado à disposição para os banhos da bebé era exactamente da mesma marca e ficámos satisfeitos quando no dia da saída nos disseram que podíamos levar o frasco que tínhamos estado a usar. Dias depois, o Jack foi à farmácia aviar uma receita de coisas para mim e para a Mini-Tété e deram-lhe de oferta um kit de viagem...exactamente da mesma marca. Tivemos sorte, é um facto, mas a verdade é que após 1 mês do nascimento da Mini-Tété estávamos a acabar o frasco miniatura do gel de banho trazido da maternidade e ainda com dois frascos (pequenos mas maiores) por abrir, sem contar com os outros frascos com outros produtos da marca, e tudo isto por 9€. Se a Mini-Tété tivesse feito alguma alergia, eu não choraria o dinheiro gasto e procuraria novamente kits de viagem de uma outra marca. :)

26.11.15

:)

Estou a ver se me ponho mais activa na página do facebook do blog (já que ando sem grande tempo para escrever aqui grandes posts, desculpem lá isto). Por isso dêem lá um salto. :)

24.11.15

O tempo está a passar (e ela a crescer) demasiado rápido

E em poucos dias apercebemo-nos que há roupas de "3 meses" que estão no limite e que ela dificilmente as voltará a vestir, que é necessário tirar o redutor do ovo porque a pequena já vai apertada e se a alcofa durar mais um mês sem ela ficar com os pés de fora é uma sorte. A minha bebé tem apenas um mês, está a crescer a olhos vistos (quantas e quantas manhãs damos por nós a pensar "Mas...mas...ela cresceu durante a noite!") e eu acho que o meu coração não está pronto.

23.11.15

O sono dela e o meu ao fim de um mês

A primeira noite da Mini-Tété foi terrível, horas e horas a chorar e eu sem saber o que fazer com ela e com a minha vida. Nas restantes noites a coisa melhorou e numa das noites entreteve-se a acordar-nos de duas em duas horas para comer. Cá em casa, rapidamente entrou no ritmo das três horas e à noite, por vezes, já aguentava um pouco mais. Aqui não tínhamos bem definido o que fazer: por um lado, nas aulas de preparação para o parto tinham-nos dito que não valia a pena acordar os bebés à noite e que eles acabariam por acordar sozinhos quando tivessem fome; já na maternidade a Mini-Tété passou cinco horas sem comer, foi um sarilho para a acordar, e deram-nos depois a indicação que não poderíamos deixá-la tanto tempo sem comer; por fim, o pediatra depois falou-nos em não ultrapassar as 4-5 horas sem leite. 

Assim, nas primeiras noites deixámo-la acordar-nos, visto que o fazia com bastante regularidade. Alguns dias depois, vendo que por vezes já aguentava quatro horas, comecei a pôr o despertador para cinco horas após o último biberão para, deste modo, ter a certeza que caso ela não me acordasse antes, não passaria mais do que cinco horas sem comer. Acho que acordei uma ou duas vezes com o despertador, as restantes vezes encarregava-se ela de me acordar. Ao fim de três semanas de existências, a Mini-Tété tinha os sonos trocados e achava que a noite começava às 5h da manhã. Não passava a noite a chorar, ia choramingando, dormitando ou ficando apenas acordada até decidir que finalmente eram horas de dormir. Houve dias em que vi o sol nascer. Depois decidi deixar de usar o despertador já que estava mais do que provado que a Mini-Tété abria a goela para chorar quando tinha fome e não precisava que eu a acordasse. E o tempo de sono foi aumentando, embora o início da noite continuasse a ser de madrugada. 

Quando fez um mês, deve ter achado que já estava na hora de ter juízo e dormiu a sua primeira noite a horas decentes. O problema é que eu, habituada que estava a que ela fosse dormitando e acordando durante a noite até se ferrar no sono a sério praticamente de manhã, demorei a meter na cabeça que as rotinas tinham mudado, o que me levou a passar duas noites praticamente em branco, sempre alerta à espera que ela acordasse e ela...ferrada a dormir. Quando finalmente eu adormecia, estava na hora de ela acordar. Nem vos digo o meu estado nestes dias. Acho que nem o meu nome sabia. 

Neste momento, continua a fazer as suas belíssimas noites de sono (nem tenho coragem de vos dizer quantas horas passa a minha filha sem comer, ferrada a dormir. Ainda chamam a Segurança Social...) e eu aproveito. Claro está que quando se lembra de fazer das suas, como na noite de sábado, em que decidiu passar a noite acordada e adormecer só de manhã, quem se lixa sou eu já que me troca os sonos a mim; esta noite ela voltou a dormir a noite todinha e eu...não preguei olho. Estou para aqui com uma directa em cima. Alguém explica a esta bebé que brincar assim com as noites de sono da mamã não traz grandes resultados?

21.11.15

Adopção por casais homossexuais aprovada

Quando estava grávida, comentei um dia com o Jack que, no fundo, no fundo, havia uma parte de mim que preferia que a Mini-Tété fosse heterossexual e não homossexual. O Jack olhou para mim espantado por saber perfeitamente o que penso a este respeito e perguntou-me porquê. A resposta é simples: eu não acho que o mundo já aceite as relações homossexuais como algo normal e por isso não gostaria que a Mini-Tété tivesse de viver a sua vida contra o preconceito. Ela, gostando mais tarde de rapazes ou raparigas, terá os seus desgostos de amor, terá de procurar a sua cara-metade, e eu não gostaria que tudo isto se tornasse mais complicado só porque ainda há quem não aceite as opções pessoais de cada um. Apenas isto. E é bom ver as leis serem alteradas no sentido de, no futuro, ser cada vez mais fácil ver tudo isto como normal.

19.11.15

Pois


E eu acrescentaria: escrever no blog.

Desculpem a ausência mas o tempo não tem dado para tudo. ;)


15.11.15

1 mês


Por esta altura, há um mês atrás, a Mini-Tété já tinha nascido. E se por um lado sinto que este mês passou a correr e que parece que ainda ontem a trouxemos para casa, por outro pergunto-me como é que é possível só ter passado um mês principalmente porque a pequenina está uma matulona. Não chegou a vestir o tamanho 0, o tamanho "1 mês" deixou de lhe servir a semana passada e o tamanho "3 meses" está-lhe na perfeição pelo que acho que não o usará muito mais tempo. É uma pequena piranha, como lhe chama a minha mãe, pois tendo fome é bom que não aproximemos os nossos dedos pois ela agarra-os e leva-os à boca a toda a velocidade. Dorme bem, tem cólicas mas não chora durante horas. É, na maior parte do tempo, uma bebé fácil de tratar e se por um lado gosto de a ver a crescer, por outro já sinto o coração apertadinho de tantas diferenças que já noto nela neste último mês. É a minha bebé e eu quero aproveitar cada minuto dela, mas o tempo não abranda e de repente já passaram estes dias todos. Acho que ainda não caiu em mim a ficha de que agora sou "mãe", de que a Mini-Tété não vai a lado nenhum, que ninguém a vem buscar. Por outro lado, sou sem dúvida a mamã da Mini-Tété e sinto todas as células do meu corpo em posição de alerta e de defesa em relação a ela. É a minha cria e ai de quem pense fazer-lhe mal. E sou uma mamã babada ao mais alto nível, capaz de passar horas a olhar para ela, a pensar como fui capaz de fazer algo tão perfeito. Ela é linda e eu só quero que ela seja feliz. Sempre.


E depois existe ela...

...que nos consegue fazer esquecer toda a maldade do mundo, toda a estupidez do mundo, todas as guerras do mundo quando decide, logo hoje, fazer os seus primeiros sorrisos intencionais (para o pai, claro, mas eu depois ajusto contas com ela mais tarde).

14.11.15

O dia a seguir ao massacre

O dia a seguir a um massacre destes é estranho, parece que flutua no ar um misto de incredulidade e receio. Eu não vivo em Paris, mas sim numa vila um pouco mais afastada, mais perdida nos campos, longe o suficiente para não temer pela minha vida quando uma coisa destas acontece mas perto o suficiente para o Jack fazer o seu trabalho todo em Paris. E mesmo aqui, nesta terrinha sossegada e afastada, o dia de hoje não foi normal e dei-me conta disso quando a meio da tarde me apercebi que ao contrário do que costuma acontecer ao sábado, eu não tinha visto nem ouvido ninguém na rua. Nem mesmo as crianças das casas vizinhas foram para os seus quintais brincar. Eu própria deveria ter ido às compras ao supermercado hoje e não fui. Não se pode ter medo, deve-se continuar a viver a vida, mas não dá para o fazer logo no dia a seguir a um massacre destes. É preciso dar tempo para respirar fundo, para ficar em casa com a família, em segurança, antes de enfrentar o mundo lá fora. Segunda-feira as crianças voltarão à escola e os adultos aos seus empregos. E, acredito eu, não porque o medo já passou mas porque tem de ser.

Que mundo é este?

Nós e uns primos esparramados no sofá. Mini-Tété a dormir ao colo de um dos primos. Todos a assistir ao vídeo do nosso casamento. E de repente chega a notícia do ataque a Paris. O vídeo é parado, o primo abraça Mini-Tété, eu e o Jack olhamos um para o outro e perguntamo-nos silenciosamente que mundo é este que temos para oferecer à nossa bebé.

Só me apetece dizer uma asneira (ou várias seguidas até).

13.11.15

07h15

São 07h15 e a minha filha olha para nós de olhos bem abertos como se nos perguntasse "Porque é que estão com ar tão cansado?", depois de uma noite inteira bem acordada. Quando é que esta coisa dos sonos trocados se resolve mesmo?

Rrrr.....

A nova empresa contratada, há cinco meses, para a gestão do condomínio marcou uma reunião para ontem, dia em que a Mini-Tété fazia 4 semanas. Juntos decidimos que era melhor irmos os dois à reunião e por isso fiz das tripas coração e deixei a pequenina em casa dos meus cunhados, pela primeira vez. Já a tínhamos deixado quando recebemos uma mensagem a dizer que a reunião tinha sido cancelada. E que a empresa tinha fechado as suas portas.

Em primeiro lugar, mas por que raio não temos sorte nenhuma com estas empresas de gestão de condomínios??
Em segundo, não se brinca assim com as hormonas de uma mãe, pah! Então ganho eu coragem para deixar a minha bebé em casa de outras pessoas para nada?? Ai, o caraças...

Para a semana será a vez de a deixar em casa da minha sogra visto que tenho um compromisso para a qual também não quero a levar. Se este também for cancelado já depois de deixar a pequenina, acho que ataco alguém.

10.11.15



A Cat tinha-me lançado um desafio mas a Mini-Tété decidiu nascer mais ou menos na mesma altura e por isso fui adiando até agora a resposta às perguntas. Mas de hoje não passa e portanto vamos lá a isto.

As regras:
- Colocar a imagem e regras;
- Nomear 3/5 blogs para responderem à Tag;
- Avisar os blogs nomeados;
- Colocar o link do blog que te nomeou;
- No fim, acrescentar uma pergunta às que foram feitas.

Perguntas:

1. Quais as 7 coisas que andam sempre contigo?
Bom, poderia facilmente responder sete pacotes de lenços, mas na verdade nem sei bem quantos andam na carteira (sofro muito de alergias, siiim?). Assim sendo, sete coisas: telemóvel, pacotes de lenços, carteira, caneta, chaves de casa, óculos e anti-histamínicos.

2. Quais as tuas frases favoritas?
"Uma criança pode sempre ensinar três coisas a um adulto: a ficar contente sem motivo, a estar sempre ocupado com alguma coisa e a saber exigir, com toda a força, aquilo que deseja".
"Sorria sempre, mesmo que o seu sorriso seja um sorriso triste, pois mais triste que um sorriso triste é a tristeza de não poder sorrir".
"Muitas pessoas são educadas o suficiente para não falar de boca cheia; porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça vazia".
"A diferença entre o fracasse e a vitória está numa tentativa a mais".
"Grandes mentes discutem ideias; mentes médias discutem eventos; pequenas mentes discutem com pessoas".
Tenho tantas que gosto, mas a minha preferida é esta:
"Estou aqui, não porque tenha a obrigação de estar mas porque prefiro estar contigo a estar em qualquer outra parte do mundo".

3. Qual o blog que visitaste mais recentemente?
Acho que foi o da Pipoca Mais Doce.

4. Coloca aqui três imagens que te inspirem.




5. Quais os teus destino de férias nacionais favoritos?
Baleal e Aveiro.

6. Qual é a música que ouves quando estás sozinha?
Eu gosto de músicas calmas, capazes de adormecer um morto, por isso é esse tipo que oiço quando o Jack não está (ou arrisco-me a vê-lo adormecer em 30 segundos...).

7. Quais as tuas seis actividades favoritas?
Ler, fazer puzzles, fazer jogos de lógica, ir ao cinema, pintar e ver séries.

8. Quais as tuas três coisas, relacionadas com moda, que são a tua imagem de marca?
Ahahah, eu e moda na mesma frase não combina. :D Mais facilmente vou para o oposto: não uso saias (a não ser compridas), não uso saltos altos e não uso roupa onde se leia facilmente a marca.

9. Quais as tuas três apps de telemóvel favoritas?
Instagram, viber e eQubes.

10. Quais os teus três restaurantes de eleição?
Pizza Hut, um restaurante chinês e um restaurante italiano onde vou com a minha família.

11. Qual a maior loucura que cometeste?
Ter uma filha, ahahahah! :D Mas é uma loucura boa, assustadora mas boa. :D E vir para França. :)

12. Qual o momento mais constrangedor da tua vida?
Vários, infelizmente, vários porque se há alguém que consegue pôr o pé na poça, sou eu.

13. Qual o livro que mais gostaste de ler?
Ora bem, não tenho um favorito-favorito. Gosto dos da Jodi Picoult, gosto dos da Lesley Pearse, gosto dos da Sandra Brown...mas talvez por ser o único livro que tem uma frase capaz de me fazer chorar, vou dizer o "Alquimia do Amor" de Nicholas Sparks.

14. Qual foi a última vez que fizeste alguma coisa pela primeira vez?
Ontem, a limpar bolsado de um bébé. Uma verdadeira primeira experiência que implicou limpar a mesa, o chão e parte de mim. E não me atingiu o computador por milímetros.

15. Já sentiste amor por algum rapaz?
Já. E casei com ele. :)

16. Quais são os teus três maiores sonhos?
Ser feliz. É o meu único sonho e é aquele pelo qual luto todos os dias. :)

17. Quais são os teus três maiores medos?
Que algo aconteça à Mini-Tété. Que algo aconteça à minha família. Que eu deixe de ter saúde.

18. Qual o livro que tens na tua mesinha de cabeceira?
Um emprestado do Nicholas Sparks, o livro "Os bebés também querem dormir" e o mais recente livro da Jodi Picoult, prendinha dos meus pais quando vieram conhecer a neta. 

19. Não queres morrer sem...
...bom, sem ter vivido ainda muitos anos com o Jack ao meu lado.

20. Enumera as últimas 3 compras que realizaste, excluindo as compras alimentares.
Roupa para a Mini-Tété, um quadro de ardósia para usar numas fotos giras, e um filme em dvd.

Pergunta a acrescentar à lista:
21. Qual a melhor e a pior coisa que te aconteceu hoje?

Ora bem, e passo isto a...

:)

9.11.15

Haja paciência para a incompetência....

Como sabem, há uns meses comprámos um celeiro que temos como objectivo vir a transformar numa casa. Infelizmente, nos últimos meses as obras não avançaram ao ritmo que desejaríamos por uma série de razões (mas já temos electricidade e água!) e por isso, o celeiro continua a ser um celeiro e não uma habitação ou algo que se pareça com isso. Pois bem, as Finanças pelos vistos não concordam e decidiram a semana passada mandar uma carta dizendo que sabem que nós já acabámos as obras (fantástico!) e que por isso temos de declarar o final das mesmas ou pagamos uma multa.

E pachorra para aturar esta gente, hã?

O parto #6

Este post é sobre o Jack, que não tendo o papel mais importante no parto (não que eu me tivesse importado de lhe passar a dores todas), foi uma parte essencial do processo. Na fase das contracções e antes da milagrosa epidural, eu estive de facto impossível de aturar e eu não sei como é que ele não me mandou para um certo sítio. Eu estava de tal modo intragável que tinha noção disso mesmo naquele momento e só pensava que o parto ia acabar em divórcio. Entre muitas coisas que lhe disse, sei que lhe pedi para ir para casa porque não estava preparada para ter um bebé naquele dia, que não ia aguentar passar por aquilo, que nem pensar em ter mais filhos na vida, que devia ser ele a parir e não eu, que a médica não ia chamar o anestesista porque não gostava de mim, entre tantas e tantas coisas. Depois parecia que nada do que ele fazia estava bem e entrei no modo de "Faz-me uma massagem nas costas...mas não me toques!!" ou "Abana-me aí com o leque...mas não faças movimentos repetitivos!" (eu já disse que fiquei mesmo impossível, certo?). E ele manteve-se ali ao meu lado, dizendo-me que tudo ia passar, que eu aguentava, ou mantendo-se calado quando, acredito eu, tinha vontade de me mandar dar uma volta ao bilhar grande ou, quem sabe, fugir dali a correr.

Depois do milagre da epidural, manteve-se ao meu lado o tempo todo. Tive de ser eu a insistir com ele para que comesse e bebesse aquilo que estava na mala (dica importante: levar uns snacks para o marido. Valerá a pena fazer um post com este tipo de dicas do que levar para a maternidade?), dormiu comigo, jogou jogos de telemóvel comigo mesmo quando só queria dormir mais um bocado, riu-se comigo, aturou os meus receios de que a epidural acabasse entretanto, foi enviando mensagens à minha mãe a meu pedido, ouviu-me queixar da sede constante que tinha, ajeitou-me o cobertor 1001 vezes quando eu tremia de frio. Não me deixou nem um minuto sozinha e ajudou o tempo a passar.

Na hora H, posicionou-se ao meu lado, dizendo palavras de apoio e traduzindo de forma imediata as instruções que me eram dadas. Este tinha sido um pedido meu pois sempre achei que naquela altura era capaz de não estar concentrada o suficiente para traduzir automaticamente tudo e embora, olhando agora para trás, veja que até era possível, sei que me foi mais fácil concentrar na voz dele e nas instruções em português do que na voz da médica e nas suas palavras em francês.

O Jack não teve o papel principal no nascimento da Mini-Tété mas foi sem dúvida uma parte essencial. Sem ele tudo teria sido mais difícil, mais complicado e não posso dizer que ele poderia ter feito mais do que fez. E eu estarei sempre agradecida, por todo o seu apoio (sempre e em especial neste dia) e por me ter dado a melhor prenda que recebi até hoje: ela.

♥♥♥

 

Cá em casa só entram frascos fofinhos de Nutella !

(e depois custa-me deitá-los fora...)

8.11.15

O parto #5

Bom, esta parte já não é bem sobre o parto em si porque felizmente a Mini-Tété já tinha nascido mas sobre o que se passou depois, o que não deixa de fazer parte de todo este processo que é pôr uma criança no mundo. 

Mal a Pequena Melancia nasceu colocaram-na no meu peito, pele contra pele. Oh, eu estava radiante. Nem acreditava que tinha acabado, que ela já tinha nascido, que a parte da expulsão tinha sido tão rápida e fácil. Adorei tê-la ali, o meu bebé, ao meu colo, primeiro a chorar e depois já calminha. Percebi depois que a malandra enquanto eu lhe namorava as feições, se entretinha a esvaziar o intestino sobre mim, deixando-me toda suja e a ela bem mais aliviada. Fiquei ainda cerca de 2 horas na sala de partos para todos os cuidados e trabalhos a fazer depois do parto e durante esse tempo cuidavam também da Mini-Tété, dando-lhe banho, vestindo-na e pondo-a ao colo do Jack. Esteve também ainda um pouco mais ao meu colo, mas já com o aviso da médica para que o Jack me vigiasse uma vez que eu era capaz de me sentir cansada de repente e haver o risco de adormecer com a bebé nos braços. E de facto minutos depois, senti como se todas as pilhas do meu corpo ficassem vazias em segundos. A adrenalina do dia tinha passado. Entretanto o turno da minha médica tinha acabado e ela veio despedir-se de mim. Foi uma fofinha (e pensar que eu achava que ela tinha um qualquer plano sórdido para me fazer sofrer). A nova médica que a veio substituir tinha a tarefa de me dar a "alta" da sala de partos mas olhando para mim percebeu que eu teria facilmente o dobro do peso dela, pelo que chamou uma enfermeira para a ajudar a passar-me para a cadeira de rodas. Ora aqui houve uma pequena falha de comunicação e eu pensei que ela me tinha dito para eu me sentar na cadeira pelo que, enquanto ela estava de costas, à porta a chamar a enfermeira, eu saí da marquesa e atravessei a sala de partos toda ligeira, sentando depois sossegadita na dita cadeira. Não queiram imaginar a cara de susto das duas quando me viram já ali sentada. Que não podia ser, que eu podia ter-me levantado e caído redonda no chão, que as pernas me podiam falhar, que eu tinha levado epidural, que tinha passado por um parto, que susto que tinham apanhado, e eu muito espantada a olhar para elas, sentindo-me óptima. Fui então levada para o quarto, empurrada por um maqueiro, enquanto o Jack nos seguia empurrando o berço da Mini-Tété. Nessa altura apareceu um anjo que me perguntou se eu queria beber alguma coisa com as tostas que me tinham dado e as escolhas eram chá ou...chocolate quente. Oh, meus amigos, eu nem vos digo como me soube bem aquele chocolate quente. Maravilha das maravilhas, que já não comia há horas e estava meio morta de fome. Depois do Jack sair, liguei à minha mãe e acho que nunca esquecerei o ar dela espantado quando, supondo-me combalida, me ouviu dizer que não tinha dores nenhumas, que andava perfeitamente a pé e que já tinha comido e tudo.

A primeira noite da Mini-Tété foi complicada. O bebé nasce mas nós não nascemos mães e eu não estava preparada para uma noite de choro ou para cuidar de um bebé logo sozinha. Por diversas vezes toquei à campainha para chamar uma das enfermeiras e dizer coisas como "Eu sei que é normal a bebé chorar, mas o que é que eu posso fazer para a acalmar?" ou "Acho que tem a fralda suja. Importa-se de me dizer como é que a mudo?". A Mini-Tété chorou a maior parte do tempo e o resultado foi o Jack ter dormido na cadeira reclinada do quarto nas noites seguintes pois eu não me sentia capaz de voltar a passar uma noite sozinha com ela naquele momento. Agradeço-lhe infinitamente por isto.

6.11.15

Tenho sono e quero ir dormir.

Alguém se oferece para explicar à minha filha que a noite não começa às 5h00 da manhã? É que por muito que eu até goste de estar à conversa com ela durante horas (literalmente) até a malandra finalmente adormecer e de a ver dormir ferradinha durante a manhã, acho que estou um pouco velha para estas noitadas. 

4.11.15

Epah, preciso de tempo para interiorizar estas coisas, então....

Num momento fofinho, sentados no sofá, sussurro ao Jack:

- E pensar que nos conhecemos ainda tão crianças....Quem diria que tantos anos depois, eu ia estar aqui contigo...

Responde-me ele:

- Pois....assim, uma mulher casada e mãe de uma filha...

Ia-lhe batendo. Então mas isto diz-se assim? Eu ainda estou a interiorizar o facto de termos casado e ele sai-se assim com um "mãe de uma filha". Não se pode atirar assim a realidade à cara de uma pessoa sem avisos prévios, sem ela estar preparada para ouvir. Caramba, até me ia dando uma coisinha má....

2.11.15

O problema é de família

Ontem, a seguir ao jantar, conversava eu com a minha mãe sobre a nossa família e relações familiares, meios-irmãos, enteados, casais recentes já com filhos, etc, e eu bem via que ela estava a fazer uma grande confusão mas sem perceber muito bem porquê. Até que de repente exclama ela:

"Ai, espera, tu és minha filha!"

Ora bem...se ao fim de 31 anos ela consegue esquecer-se disto, então não é de estranhar que eu ainda não tenha entranhado que a Mini-Tété é mesmo minha filha e ainda esteja com a sensação que roubámos um bebé na maternidade e que daqui a pouco os verdadeiros pais a virão buscar (mas eu não deixarei que a levem!).

O parto #4

Sinceramente, já não sei dizer se estava a dormir ou acordada quando a médica entrou na sala de partos, seguida pela enfermeira, dizendo-me que estava na hora de pôr a Mini-Tété no mundo. Lembro-me de ter ficado satisfeita por ter chegado o momento mas também cheia de medo que algo corresse mal, de não fazer bem o meu trabalho, de a Mini-Tété ter algum problema, de demorar ainda muito tempo, de ficar muito magoada, etc...Imaginava eu que a fase de expulsão de um bebé fosse o mais complicado (e imagino que seja quando não se tem o apoio das drogas maravilhosas), que ia dar por mim encharcada em suor, vermelha, com os cabelos colados à testa, a ranger os dentes enquanto fazia força, a ficar sem fôlego, cansada de já tudo aquilo...

Para desanuviar, perguntei na brincadeira à médica "Então, isto basta fazer força três vezes e ela está cá fora, não é?". Riram-se as duas e responderam-me que seria bom se fosse assim tão simples, que ia demorar e que as coisas não se passavam bem como nos filmes (e eu aqui estive para responder que esperava bem que não porque há filmes onde o partos duram horas e as mulheres ficam desfiguradas de tanto gritar de dores, meu Deus...). E diz o Jack (porque eu não me lembro desta parte, admito) que nessa altura olhei para o relógio, vi que eram 17h40 e que comentei que antes das 18h a Mini-Tété estaria cá fora, o que levou a médica e a enfermeira a trocarem uns olhares entre elas e a responderem-me que dificilmente assim seria.

Como não sentia contracções nenhumas (maravilhosa epidural!), a enfermeira teve de me informar quando é que estava a ter uma contracção de forma a que eu fizesse força nessa altura. Cinco contracções depois, às 17h46, nascia a Mini-Tété.

Eu bem disse que ela nascia antes das 18h (pronto, e não fiz força três vezes, fiz cinco....)! :D


1.11.15

Ser mãe é...#1

...não conseguir adormecer porque ela está com uma respiração pesada e eu nunca consegui adormecer com este tipo de som.

...não conseguir adormecer porque dois minutos depois ela deixa de fazer barulho a respirar, eu não a oiço e sei lá se ela está ou não a respirar.

E por aqui se continua...

...a pegar por vezes na Mini-Tété e a dizer "Anda cá à Tété" em vez de "Anda cá à mamã".

Mas também não seria de esperar outra coisa da pessoa que após quase 11 anos de relação, dos quais um ano e meio de casamento, ainda fica muito espantada quando a cunhada do Jack se refere à cunhada dela sem perceber que ela se está a referir a mim.

Demoro um bocado a habituar-me às novas ligações familiares, como se vê....