A mesma camisola...estilos diferentes. :)
30.1.16
29.1.16
Para a próxima fico quieta
O Jack tem andado a fazer trabalhos complicados, no exterior, e com as temperaturas negativas que se fizeram sentir, o pobre andava a chegar a casa com a moral em baixo. Não podendo mudar-lhe o trabalho, decidi que podia melhorar as condições em que o faz e por isso ontem quis fazer-lhe uma surpresa e comprar-lhe um casaco novo, mais quente. Acordei, tratei da pequena e lá vamos as duas fazer quilómetros (aqui tudo é looonge) até à loja pretendida. Chego lá e a loja tinha desaparecido. Restava apenas o parque de estacionamento, a loja tinha sido destruída. De regresso a casa, procurei onde haveria outra loja semelhante e esta era ainda mais longe, numa zona para onde nunca fui. Respirei fundo e lá fui eu, a tremer por todos os lados e esperando não me perder. Encontrei a loja, comprei o que havia a comprar e pus-me novamente a caminho de casa. Eu tinha decorado o caminho de casa até à loja mas não estava muito certa de conseguir fazer o caminho de regresso, por isso decidi que não perdia nada em ligar o GPS, só para o caso de me surgir alguma dúvida. E lá fui eu, guiando-me pelo trajecto mental que eu tinha na cabeça e percebendo que o GPS estava perdido visto estar a passar por estradas muito recentes e ele precisar de ser actualizado. E aquilo que eu temia aconteceu: enganei-me e virei onde não devia. Dei por mim parada num parque de estacionamento de um bairro com um pouco de mau aspecto, a noite a cair e o GPS todo satisfeito a indicar que eu estava na auto-estrada e que deveria sair na saída seguinte. Liguei ao Jack em busca de socorro: "Perdiiiiiii-me!!!". Perguntou-me onde é que eu tinha ido e eu, a querer fazer-lhe uma surpresa, lá tive de estragar tudo e dizer-lhe o destino da minha viagem. Acabei por ligar o GPS do telemóvel e com as indicações do mesmo e do Jack, consegui chegar a uma estrada conhecida, não sem antes ser dirigida para o centro de uma das maiores cidades aqui da zona (para a qual eu odeio ir porque tem demasiado trânsito, estradas confusas e onde toda a gente conduz como se estivesse atrasado), de onde me vi grega para sair com o trânsito típico de final de dia. Felizmente a Mini-Tété colaborou e foi sossegadita dentro do ovo, entre o dormir e o acordada, enquanto eu panicava. Quando cheguei a casa ao final do dia, nem queria acreditar. Acho que para a próxima fico mas é quieta e o meu homem que passe frio....
27.1.16
Descobri que não sei a letra de muitas músicas....
Um dia destes, enquanto arrumava a cozinha e tinha Mini-Tété comigo na espreguiçadeira, explorava todo o meu conhecimento musical para a entreter e ela não começar a chorar. Passado um pouco entra o Jack na cozinha e pergunta-me:
- Era impressão minha ou estavas a cantar-lhe o hino de Portugal?
(É o que há, eu não sei músicas infantis por isso ela tem de se contentar...)
- Era impressão minha ou estavas a cantar-lhe o hino de Portugal?
(É o que há, eu não sei músicas infantis por isso ela tem de se contentar...)
4 anos!!!
Este meu pequeno cantinho virtual faz quatro anos, é verdade! :) Criei este blogue quando decidi que viria para França, acompanhou-me nos primeiros meses ainda em Portugal enquanto as obras no apartamento era terminadas, acompanhou-me numa fase assustadora de doença, acompanhou-me quando vim para França, quando fiquei noiva, quando casei, quando engravidei, quando nasceu a Mini-Tété, acompanhou-me na compra do celeiro-futura-casa, acompanhou-me na minha (ainda) adaptação a França, nos livros que leio, nas peripécias com o francês, com o meu nome, com as estradas e os animais daqui. Não é um baby-blog, ainda que neste momento assim o pareça mas a verdade é que neste momento a minha vida pouco mais se resume do que a biberões, sestas, fraldas, banhos, arrotos, narizes entupidos e muita baba (dela). Um dia voltarei aos cinemas, conseguirei acabar um livro em pouco dias (em vez de demorar mais de um mês, como agora), e terei mais peripécias para contar que não envolvam estes quase seis quilos de gente, mas por agora é o que há. Gosto muito deste meu blogue, gosto de ler os comentários que aqui deixam, gosto de responder, gosto dos e-mails que recebo, gosto de aqui escrever. Não é e nunca será um blogue famoso (também não trabalho para isso, é um facto), mas é um blog onde escrevo e sei que me lêem. Este blogue faz quatro anos, está de parabéns e obrigada a todos os que o lêem. :)
26.1.16
Deve ter sido castigo por ontem eu e o Jack termos adormecido, estafados, antes dela...
E eis que, no seu terceiro mês e décimo-primeiro dia de vida, a Mini-Tété me prega um susto de morte. Acordo e olho para a cama de grades, exactamente para a zona onde ela costuma ter a cabeça. Não a vejo! Dou um salto e descubro-a encostada ao fundo da cama de grades, completamente atravessada. A malandra decidiu, durante o sono, rodar 90° e cheira-me que só não rodou 180° porque o corpo bateu no fundo da cama e isso impediu-a de continuar a girar. Xiça, não estou preparada para o seu crescimento e consequente aumento de movimentos.
23.1.16
Dicas #3
A mala para a maternidade!
Nos dias de hoje, muitas são as maternidades que disponibilizam listas com as coisas que as grávidas devem levar para si e para o bebé, na altura do parto. Admito que me vi grega para fazer a minha mala pois a minha lista era extremamente vaga no que toca a quantidades. E as listas encontradas na internet são tão grandes que ficamos com a sensação que mais vale levar um camião das mudanças connosco.
Geralmente pedem-se duas malas: uma pequena, do género de um saco, para a sala de partos, e outra que poderá ser maior para a estadia. Hoje escrevo as minhas dicas para mala para a sala de partos:
A mala que usei foi a mala de bebé que usamos agora nas saídas da Mini-Tété. Não tinha nenhuma outra mala do género e não queria comprar mais nenhuma, por isso começámos logo a dar uso à mala da pequenina. Ao fazer esta mala há que ter atenção que em certos sítios a mala maior só é entregue à mãe horas depois ou no dia seguinte, por isso não se perde nada em precaver e colocar no saco algumas coisas que podem vir a fazer falta no pós-parto no quarto até a nossa mala ser entregue.
A minha lista para a sala de partos:
Para a Mini-Tété
- roupinha para a Mini-Tété: no nosso caso pediam-nos que tivéssemos na mala um conjunto tamanho 0 (para bebés de termo pequenos ou em caso de nascimento mais cedo que o previsto) e um conjunto tamanho 1 . Claro que no nosso caso, a enfermeira nem sequer pôs a hipótese de usar o tamanho zero. Acrescente-se a isto as meias, as botinhas de lã, um casaquinho e um gorro.
- toalha de banho: embora ela tenha tomado banho logo após o nascimento, não foi usada esta toalha. Podia perfeitamente ter ficado na mala do quarto.
- fraldas descartáveis: há maternidades que as dão, outras não. No nosso caso não disponibilizavam e pediam mesmo para levarmos duas fraldas para a sala de partos.
- um saco de dormir: sei que isto não é pedido em Portugal, mas fazia parte da minha lista. No entanto, foi mais uma coisa que não usei na sala de partos e que era escusado ter ido.
Para mim
- camisa de noite para mim: após o parto, trocamos a bela da camisa hospitalar aberta atrás para uma camisa de noite nossa mais simpática. Dá jeito que seja uma camisa com botões ou que se abra facilmente na zona do peito para facilitar a amamentação.
- cuecas descartáveis: oh, que coisa mais desagradável e incómoda. Aconselham o uso destas cuecas para o caso de uma maior perda de sangue no pós-parto pois podem deitar-se fora a seguir e podem ser rasgadas em caso de necessidade. Eu levei umas confortáveis de algodão e se fosse preciso deitar fora, deitava-se.
- chinelos de quarto: já andamos de rabo ao léu de um lado para o outro com aquelas camisas de noite, escusamos de andar descalças....
- soutien de amamentação e toda a parafernália de acessórios de amamentação que queiram levar e que possam fazer falta caso a mala de quarto não vos seja logo entregue (discos absorventes, mamilos de silicone, conchas protectores, creme para os mamilos, etc).
- um pulverizador de água termal: foi a minha salvação e eles deviam pedir dois e não um. Durante o trabalho de parto não se come nem se bebe na maior parte das maternidades, e a sala de partos é um pouco quente. Estes pulverizadores servem para ir refrescando a cara e se apontados à boca, sempre se molha um pouco a garganta. Acho que após a epidural, foi a única coisa que me custou: a sede. Tive mesmo muita sede e lembro-me que quando me disseram que estava na hora de fazer força eu perguntei à enfermeira "Se eu fizer e ela nascer, dá-me um copo de água?". E ainda hoje me lembro de como me soube bem o copo que me deram depois do nascimento da Mini-Tété.
Coisas que não constavam na lista mas que eu levei:
- elástico para o cabelo: com o calor da sala de partos, sabe bem ter o cabelo apanhado.
- um par de meias: os pés podem arrefecer, sobretudo depois da epidural. Eu lembro-me de sentir frio nos pés mas já nem sei se usei as meias ou não.
- baton de cieiro: sim, sim, sim. Como não podemos beber água, os lábios começam a secar com o calor e é extremamente desconfortável. Vi esta dica em várias listas e confirmo: é mesmo boa ideia. Fui colocando várias vezes ao longo do trabalho de parto e era um alívio juntamente com a água pulverizada.
- lenços de papel: bom, sendo eu uma miúda com alta tendência para ter uma crise de alergias nas alturas menos oportunas, não arrisquei e levei um pacotinho (e ainda bem).
- carregador de telemóvel.
- pensos pós-parto: não pediam mas como não sabia se disponibilizavam ou não como as fraldas, optei por levar.
- um livro, um caderno de sudoku, qualquer coisa que vos possa ajudar a passar o tempo até chegar o momento do nascimento. Eu tinha levado um caderno com jogos de lógica mas entre dormir, conversar com o Jack e jogar um jogo de lógica com ele no telemóvel, acabei por nem o tirar da mala.
- snacks para o marido e para o pós-parto: o Jack esteve o tempo todo comigo e tal como eu a última refeição tinha sido o jantar do dia anterior. E se eu não podia comer, já ele não estava de castigo por isso consegui convencê-lo a atacar as barrinhas de cereais e a garrafa de água que tinha colocado no saco. A última coisa que queremos é um marido a desmaiar de fome quando mais precisamos dele.
Mais uma vez pode dar jeito no pós-parto. No meu caso deram-me umas tostas e um chocolate quente mal cheguei ao quarto (e que bem que me souberam pois estava cheia de fome!), mas sei que nem sempre há este mimo, por isso levem uma barrinha de cereais ou umas bolachas a contar convosco. :)
20.1.16
O amor engorda-me a mim e cega-o a ele
Na semana passada e a meio de uma conversa, diz-me o Jack:
- Sabes, fico satisfeito por não seres aquele tipo de mulher que depois de conhecer o homem da sua vida, se desleixa, ganha muito peso...
- Hum, não querendo apagar a imagem bonita que tens de mim, sabes que engordei desde que te conheci, certo?
- Sim, eu sei, mas não foi muito.
- Huuuum, quanto é que tu achas que eu engordei?
- Sei lá...uns cinco quilos?
(Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha...)
E sim, vou continuar a deixá-lo na ignorância e com esta imagem maravilhosa da sua querida mulher.
Expectativas meteorológicas
Quando vim para França em Dezembro, há 3 anos, nevou logo na primeira semana. Nevou mesmo muito, ficou tudo branco, a casa gelada, eu andava com camadas e camadas de roupa em cima e nem me atrevia muito a sair de casa com medo de me despistar e acabar com o carro fora da estrada. Não sei se foi por isto que algures no meu cérebro se instalou a ideia de que "se for para nevar, neva em Dezembro; a partir daí o tempo melhora sempre". É ridículo porque eu já cheguei a apanhar 3°C em plena tarde de Junho. Mas tudo isto para dizer que o mês de Dezembro de 2015 foi um mês fabuloso em termos de temperatura, comparado com outros anos e eu convenci-me que este Inverno ia ser assim, menos frio, mais agradável e juro que após a passagem de ano já andava mentalmente a organizar o meu armário para os dias de calor. Mas o São Pedro lixou-me e neste preciso momento são 11h30, estão -3°C, eu estou cheia de frio, não me apetece sair de casa (mas tem de ser) e eu sinto-me tão enganada como se estivesse esta temperatura em pleno mês de Agosto.
19.1.16
Vaidooosa #2
E continuando com os cinzentos (juro que ela usa outras cores, mas admito que gosto de a ver assim com cinzas clarinhos), eis mais um conjunto simples composto por um babygrow e um casaquinho. Quentinha e confortável, como se quer. :)
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Vaidooosa
18.1.16
Se é assim aos 3 meses, então quando chegar à adolescência vai ser 1000 vezes pior que eu.
Eu fui o maior pesadelo dos meus pais no que toca a médicos, remédios, vacinas e afins. Enquanto o meu irmão ia (e vai) alegremente ao médico, tomava tudo o que havia a tomar sem hesitação e portava-se lindamente nas vacinas (implicando depois comigo dizendo "Eu não choro!"), eu começava logo a fazer cara de caso ao ver batas brancas, tomar o que quer que fosse transformava-se num filme de terror e encharcava a roupa dos meus pais enquanto chorava baba e ranho, agarrada a eles, na altura de levar uma vacina. Sei perfeitamente que levei os meus pais quase à loucura com as fitas que fazia para tomar comprimidos, para abrir a boca no dentista (ao ponto de a dentista me dar uma prenda, destinada aos meninos que se portavam bem até ao fim, só por eu me sentar e abrir a boca. Deixar que ela me tocasse já era outro filme....), para não chorar a cada consulta. E sempre tive noção que o karma havia, um dia, de me dar um filho que me fizesse passar tudo aquilo que fiz os meus pais passarem. E digamos que a Mini-Tété, esta bebé calminha que é capaz de passar uma reunião inteira acordada e sossegada, que sorri bem-disposta a toda a gente num jantar, não está a defraudar estas expectativas. Nova consulta, nova crise de choro. Obrigadinha, karma.
17.1.16
3 meses ♥♥♥
E a Mini-Tété já fez os seus 3 mesinhos de vida. Não sei como e não sei onde se anda a enfiar o tempo tão depressa e tão devagar aos mesmo tempo. Sinto que ainda ontem casei, que ainda ontem descobri que estava grávida, que ainda ontem nasceu....e no entanto, sinto também que já a tenho comigo há muito, muito, muito mais tempo que apenas 3 meses. Talvez por nesta altura mudarem tanto em pouco tempo (mesmo! Há dias em que de manhã acordamos, olhamos para ela e comentamos "Huuum, ela cresceu durante a noite, não cresceu?"), de todos os dias fazerem mais uma coisinha nova ou nós aprendermos mais uma coisa a respeito deles.
Aos 3 meses, a Mini-Tété dorme. Muito. Mas sem rotinas ainda. Dorme quando tem sono porque não vejo interesse em colocá-la a dormir todos os dias às 22h na cama, quando há dias em que claramente não tem sono a essa hora. E se eu não me deito sem sono, também não o faço com ela. E assim vai adormecendo, quer seja às 22h, quer seja às 3h da manhã. E 12h (13h, 14h, 15h.....) depois, acorda. Admito que quando passa as 12h de sono, já começo a ir ao quarto espreitá-la mais frequentemente, chego até a fazer-lhe uma pequena festa como se lhe dissesse "Ei, não queres acordar, bebé?". E ela abre um olho, vê-me e vira a cabeça para o outro lado, adormecendo imediatamente. Durante o dia, também dorme entre biberões. Sai ao pai, tão amante do sono.
Também já acha piada aos brinquedos pendurados na espreguiçadeira, já os começa a agarrar, sorri para eles e para nós (principalmente quando mandamos beijinhos), faz barulhos e já dá pequenas risadas. Continua a adorar o banho, embora já toque com a cabeça e os pés nos topos da banheira, e faz um berreiro imenso quando a tiramos da água e a secamos. Continua a odiar vivamente vestir e despir mangas. É uma bebé calma, maioritariamente. Tem um acordar maravilhoso, sem choros e muitos sorrisos. É uma bebé fácil, admito e sei que tenho sorte. Se eu soubesse que isto continuaria a ser sempre assim e que um futuro bebé seria igual, até era menina para pensar já no assunto (esquecendo obviamente a parte monetária e o facto de não termos espaço para mais bebé nenhum). Olhando agora para trás, vejo que os dois primeiros meses foram mais complicados (porque não a conhecia, porque não sabia o que a acalmava ou porque chorava) e que tudo se tornou mais simples, à medida que a conheço melhor. Continuo sem saber que este ou aquele choro é por aquela ou esta razão. Identifico outros sinais (gestos com a mão, expressões faciais, etc) que me indicam a provável razão do seu queixume. Derreto-me toda (ao ponto de dar gritinhos histéricos, imagine-se...) quando a vejo sorrir ou fazer algo de novo. Gosto dela. Muito mesmo e cada vez mais. E acho que ela até gosta um bocadinho de mim também. :)
15.1.16
Desisto
A meio da noite:
- Jack, preciso de falar contigo sobre um assunto.
- Diz.
- Mas estás mesmo acordado? É que depois não te lembras do que falámos...
- Estou, diz.
- Mesmo? Desculpa ter-te acordado, mas temos mesmo de tratar disto.
- Sim, sim.
- Achas que te vais lembrar desta conversa amanhã?
- Sim, estou mesmo acordado.
- Prometes?
- Prometo.
Falamos e combinamos tudo o que há a combinar.
No dia seguinte, na hora H, digo-lhe:
- Então, mas não tínhamos combinado afinal fazer de outra maneira?
- De outra maneira? Quando??
- Ontem à noite! Falámos sobre isto, lembras-te??
- Oh, já sabes perfeitamente que é escusado falar comigo a meio da noite. Nunca me lembro de nada.
Eu dou cabo dele.
- Jack, preciso de falar contigo sobre um assunto.
- Diz.
- Mas estás mesmo acordado? É que depois não te lembras do que falámos...
- Estou, diz.
- Mesmo? Desculpa ter-te acordado, mas temos mesmo de tratar disto.
- Sim, sim.
- Achas que te vais lembrar desta conversa amanhã?
- Sim, estou mesmo acordado.
- Prometes?
- Prometo.
Falamos e combinamos tudo o que há a combinar.
No dia seguinte, na hora H, digo-lhe:
- Então, mas não tínhamos combinado afinal fazer de outra maneira?
- De outra maneira? Quando??
- Ontem à noite! Falámos sobre isto, lembras-te??
- Oh, já sabes perfeitamente que é escusado falar comigo a meio da noite. Nunca me lembro de nada.
Eu dou cabo dele.
14.1.16
Os avós e bisavós
Mesmo quando ligo o skype, a primeira coisa que oiço é:
- Não estamos a ver a menina!
Agora já posiciono devidamente a Mini-Tété antes de ligar. E quando ela aprender a atender a chamada, acho que nem estranharão se eu for a à minha vidinha e nem aparecer na imagem.
12.1.16
Olha que esta....
Já por várias vezes que faço encomendas online e já não é a primeira vez que pouco depois da encomenda feita (e quando ainda nem a recebi) recebo o pedido para responder a um questionário de satisfação da encomenda e entrega. Apressadinhos, não?
10.1.16
11 anos ♥
O tempo passa a correr e não sei bem como já passaram 11 anos desde aquele dia em que ele apareceu, com um ramo de rosas, na cidade onde eu estudava. Já passaram 11 anos desde aquele dia em que aflorei com ele o tipo de relação que tínhamos e ele (como típico homem) percebeu tudo ao contrário e achando que eu pensava que estávamos a ir demasiado depressa solta um "Não te preocupes que não estou a pensar pedir-te em namoro nos próximos tempos". Já passaram 11 anos desde o momento em que eu pensei "Era o que mais faltava! Este deve achar que eu aceito ser amiga colorida dele. Ou é a sério ou não é!" e por isso, momentos depois, pedi-o em namoro (no mesmo local onde quase 9 anos depois ele me pediria em casamento).
Pela segunda vez na vida, estava a perguntar-lhe se queria namorar comigo. E ele, pela segunda vez na vida, respondeu-me que sim. Parabéns a nós. ♥
9.1.16
E depois não quer que eu o ache ridículo...
Hoje, depois da chamada de atenção de ontem, acordei com o idiota do vizinho a cantar em alto e bom som. Nunca em 3 anos que aqui vivo o ouvi cantar. Eu sabia que ele não pararia de gritar por eu lhe ter pedido, muito pelo contrário, achei que até faria questão de começar a gritar bem cedo e prolongar os gritos o mais tempo possível, mas afinal ele deve ter achado que cantando incomodava ainda mais. Canta mal, muito mal, mas ouve-se menos do que quando grita, por isso nem me queixo.
E a Mini-Tété vai reclamando mas não acorda.:)
Não contem comigo para estas coisas...
Ontem, o único dia da semana em que não tinha tido de pôr despertador e contava dormir e deixar a Mini-Tété dormir até tarde, acordei com os berros do meu vizinho idiota. Tinha andado ausente, as obras nos seus apartamentos paradas mas ao que parecia, estava de volta e furioso. A Mini-Tété é uma bebé que dorme muito e no seu sono da noite, dorme até profundamente e pouco se incomoda com ruídos. Mas os berros deste homem são de tal maneira histéricos (mas nunca fica afónico, raios partam) que a acordou. Ou seja, se eu já estava de mau-humor com tal despertar, quando a vi acordar pior fiquei pois cortar o sono à Mini-Tété faz com que ela se desregule completamente nos biberões pois tem sono e não os bebe até ao fim, mas depois tem fome mais cedo e isso não a deixa dormir uma boa sesta.
Nessa mesma tarde, ouvi-o novamente mas num registo mais calmo, mais doce. O mesmo registo que, dizem o Jack e uma vizinha nossa, ele utilizava quando lhes mostrava os apartamentos, querendo agradar e fazer a venda. Aproveitei para ir ver o correio e espreitar se ele andava mesmo a mostrar (era tão bom! Não há ninguém neste prédio que não deseje que o idiota venda os apartamentos que faltam e se vá embora de vez). Andava sim senhor e cruzei-me até com a senhora que visitava os apartamentos. Cumprimentei-a e já me dirigia à minha porta quando o oiço também cumprimentar-me. Rangi os dentes e cumprimentei-o de volta. Eu e ele não nos cumprimentamos, não gostamos um do outro e isso é assumido, mas ele estava claramente a tentar fazer passar uma imagem de homem simpático e que se dá bem com a vizinhança. E a coisa teria passado assim porque eu não tinha qualquer intuito de falar com ele, de o confrontar, já que acho que é uma besta sem cérebro a quem nunca vele a pena dizer nada mas ele quis prolongar o papel e desejar-me um bom ano. Um homem que quando fala connosco só grita, que nos rouba à descarada nas contas de condomínio com trafulhices, que nos ameaça constantemente que nos vai processar enquanto ele faz coisas completamente ilegais, a desejar-me um bom ano. Não me contive e aproveitei para lhe pedir para não gritar porque tenho um bebé e os gritos dele acordam-no. Tentou fazer-se de vítima, dizer que o seu tom de voz é alto, que nunca grita, a visita já só olhava para o chão, e eu insisti que ali ele até estava calmo mas que os berros toda a manhã não se confundiam com um tom naturalmente alto. E podia ter continuado e acrescentado um "E é hoje que vai fazer tudo aquilo que nos prometeu fazer na venda do apartamento e que nunca cumpriu?" mas eu só queria que ele soubesse que não pode contar comigo para os seus joguinhos de bom homem, e não estragar-lhe a venda (muito pelo contrário!).
8.1.16
Dicas #2
Lembro-me bem de há uns anos, numa ida a casa de uma amiga recém-mamã, a ver a mudar a fralda à bebé e a ouvir comentar "Agora não nos deixam usar toalhitas. Usamos compressas e água quente.". Quando fiquei grávida, decidi pesquisar sobre isso e li inúmeros testemunhos e conselhos que mostravam que se começou a associar o uso das toalhitas aos rabos assados dos bebés, devido aos produtos que existem nas toalhitas e que atacam mais a pele do bebé que a simples água. Decidi por isso apostar em comprar quadrados de algodão (por aqui vendem-se mesmo no corredor de produtos para bebé) para além das ditas toalhitas (comprei 4 pacotes e ainda só usámos um).
No hospital, quando me explicaram como mudar a fralda à Mini-Tété, utilizavam exactamente o mesmo truque: o muda-fraldas estava ao lado do lavatório/banheira e com a torneira aberta na água quentinha, molhavam-se as compressas e assim se limpava o rabinho.
Quanto a cremes para colocar, há cremes que se colocam a cada muda de fralda e outros que se utilizam em situações de rabinhos assados. Comprei um destes últimos recomendado no curso de preparação para o parto e quanto ao creme a usar a cada muda de fralda, já vinha um no kit de produtos para bebé que comprei. Nunca usei nenhum dos dois. No hospital, depois do rabinho lavado, colocavam um creme da mesma marca que tem como base o azeite. Achei interessante este facto pois já tinha lido testemunhos de mães que em Portugal colocam azeite morno na pele do rabinho dos bebés quando estes começam a assar. Como nos deixaram trazer esse frasco pequenino para casa, é o que ainda hoje trazemos no saco dela e que usamos sempre que é preciso mudar fraldas fora de casa (acho fantástico o tempo que duram estes produtos). Cá em casa temos um frasco grande de um produto semelhante comprado na farmácia (comprámos há pouco o segundo frasco).
Aconselheram-nos também a usar este mesmo produto em vez da água para limpar o rabinho da bebé mas isso nem sempre dá jeito em alturas de grande sujidade. Por isso, o que fazemos é simples:
Em casa: em situações de xixi, usa-se o quadrado de algodão com creme para limpar e depois coloca-se o mesmo creme para hidratar; em situações de cócós, molhamos os quadrados de algodão em água quente, limpamos e colocamos o creme no fim.
Fora de casa: viva as toalhitas que são mais práticas! E colocamos o creme no fim.
Até agora, nem uma ameaça de rabinhos assados. Claro que pode vir a acontecer, mas por enquanto estamos satisfeitos.
Um dos melhores dela, arriscaria eu a dizer.
O último livro que li foi da Jodi Picoult, "A Contadora de histórias". Que sou fã desta autora já não é segredo e também é verdade que os últimos já não andavam a encantar-me tanto como os primeiros, talvez por já conhecer a sua escrita e esta já não me surpreender. Os meus pais trouxeram-me este livro quando vieram visitar a Mini-Tété e eu ataquei-o logo que foi possível, curiosa até por saber se agora que sou mãe passaria a deixar de gostar de a ler (há uns anos emprestei livros desta autora à minha mãe e à minha madrinha que mos devolveram dizendo que não eram capazes de os ler e que eu só conseguia porque ainda não tinha filhos. É verdade que as histórias da Jodi Picoult se concentram muito em crianças e sofrimento pelo que compreendi o ponto de vista delas).
E tenho-vos a dizer que achei este livro excepcional. Grande parte do livro gira à volta dos campos de concentração, dos judeus, dos alemães e tem passagens que me faziam engolir em seco e comentar com o Jack que eram autênticos murros no estômago. Embora seja uma história fictícia, a verdade é que não é difícil imaginar que os acontecimentos ali relatados facilmente terão mesmo acontecido e dói saber que houve mesmo pessoas que passaram por tal sofrimento. Talvez seja isso que torna este livro mais duro que todos os outros: o facto de estar relacionado com algo que verdadeiramente existiu na história da humanidade. Obviamente as passagens com crianças mexeram um pouco com as minhas hormonas de recém-mamã e houve alturas em que acabava de ler umas páginas e olhava para a Mini-Tété com vontade de apertar bem contra mim e nunca mais a largar. Custou-me acabar o livro e largar as personagens, mas foi sem dúvida um livro que me prendeu muito e que me consolou esta vontade de ficar agarrada a uma boa história.
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Livros que leio
6.1.16
Somos uns pais excelentes, sim? Esquecidos, mas excelentes.
A primeira vez que saímos com a Mini-Tété, ainda não tinha ela 15 dias, chegámos todos satisfeitos a casa do irmão do Jack e...huuum, ups, esquecemo-nos dos biberões no esterilizador. Agora, com dois meses e meio, fomos convidados para um jantar num restaurante. Ponderámos seriamente esta saída porque a ideia de a meter numa espaço fechado cheio de gente nesta altura do ano tão propícia a gripes, constipações e maleitas várias deixava-nos hesitantes. Por outro lado, quando dá o sono a esta pequena sirene dos bombeiros, nem sempre é fácil acalmá-la já que a menina gosta de paz e silêncio para adormecer (não gostamos todos?). Assim, preparámos o saco com várias doses de leite, chupetas, biberões (!!!), bonecos que a entretessem e ai, que a bebé quer comer agora e já estamos atrasados, toca a dar-lhe o leitinho, mudar fralda rapidamente e vamos lá que talvez a coisa até corra bem. Mal estacionámos à porta do restaurante, a 40 minutos de casa, virei-me para o Jack e quase gritei "Nããããoooo, com a pressa em sair esquecemo-nos do saco!!!!". Como ela tinha comido mesmo antes de sairmos (embora menos que o habitual) tivemos sorte e ela aguentou o jantar todo sem exigir comida. Ufa. Agora ou aprendemos com o erro ou acho que só nos falta esquecer a bebé em casa numa das próximas saídas...
5.1.16
Vaidooosa #1
Já por várias vezes ouvi algumas mães comentarem que vestem os seus bebés de forma mais cuidada quando saem com eles para ir, por exemplo, ao médico. Eu sou o oposto: até posso andar com ela arranjadinha (com um vestidinho, por exemplo*) mas em dia de consulta vai com um body, um babygrow (vulgo pijama) e pouco mais. Acho mais prático já que vou ter de a despir e vestir rapidamente para ser examinada. E portanto hoje seria esse o visual a fotografar e a mostrar aqui, mas quando lhe mudei a fralda há pouco a malandra aproveitou uma pequena distracção da mãe e o rabo ao léu (dela, não meu) para fazer o que não devia e tive de lhe mudar a roupa. E o que esta malandra sorri quando nos faz estes disparates?
*Admito contudo que mesmo arranjadinha, e tal como a mim mesma, visto a Mini-Tété de forma bastante simples. São gostos. :)
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1.1.16
O quarto da Mini-Tété
O quarto da Mini-Tété é na verdade o nosso quarto. Nem sequer planeámos o quarto para onde um dia ela passará pois não sabemos se o faremos aqui (cada vez mais provável) ou na nova casa. A vantagem disto tudo é que o gasto de dinheiro não foi grande pois não havia muita coisa a comprar (nem podia a haver visto o espaço não ser muito) nem houve apostas na decoração, sendo então a parte da Mini-Tété composta por uma cama de grades adquirida há muito pouco tempo (até lá dormiu na alcofa colocada no carrinho; e só não continuou assim porque a miúda decidiu crescer a toda a velocidade e começou a pôr-me os pés de fora da alcofa) e um armário a combinar, tudo em branco. Usando a fita de uma prenda que recebi, dei um toque fofinho aos puxadores do armário.
Na cama de grades, a única coisa que existe é o saco de dormir. Aqui é vivamente desaconselhado o uso de qualquer outra coisa para tapar os bebés. Na aula de preparação para o parto, a sage-femme dizia-nos para não comprarmos nem almofadas, nem redutores, nem mantas, nem cobertores, nem edredons, nem lençóis, nem protector de grades, até que um futuro pai comentou "Mas eu já comprei isso tudo! E agora?". A resposta foi simples "Devolve!". A ideia é que não haja acidentes e que nada tape a cara do bebé (embora eu saiba que há maneiras de fazer a cama com lençóis de forma a evitar que isto aconteça, mas pelos vistos aqui não são fãs de mais nada que não estes sacos, uma vez que até fazem parte das listas de maternidade). Estes sacos são também vantajosos para aquelas crianças que se destapam durante a noite uma vez que é impossível fazê-lo com isto (e o que a Mini-Tété adora dar às pernas enquanto dorme....). Outra coisa absolutamente desaconselhada são os protectores de grades e eu admito que aqui demorei a aceitar a ideia, mas numa aula foi colocada a questão "Então e não há o perigo de o bebé colocar o braço entre as grades e o partir?" e a resposta não tardou: "Há, mas com os protectores há o risco de o bebé encostar a cara e não conseguir respirar. O que preferem? Um braço partido ou um bebé sufocado?". A decisão estava tomada: nada de protectores de grades. Esta gente não brinca mesmo em serviço e na consulta de pediatria da maternidade no dia da saída dos bebés, o pediatra volta a reforçar: a única coisa permitida na cama são os sacos de dormir. Nada de adereços, nada de protectores, nada de peluches! E nós tivemos pena do pai que entrou com o recém-nascido logo a seguir a nós pois o bebé ia no berço rodeado de peluches de todos os tamanhos. Deve ter apanhado uma valente descompostura.
A Mini-Tété tem então dois sacos de dormir (é possível dobrar e prender o fundo para quando são mais pequeninos de forma a não ficarem a nadar dentro do saco) e num cantinho da cama de grades (onde ela ainda não chega visto só ocupar apenas metade do cumprimento do colchão) temos uma tartaruga maravilhosa, que projecta luzes no tecto e nas paredes, enquanto emite o som das ondas (também tem uma musiquinha e tanto o volume de som como a intensidade das luzes é regulável). Digo-vos que pode não adormecer os bebés, mas adormece os pais em dois minutos. Decidimos comprar esta tartaruga quando reparámos que a Mini-Tété já tinha curiosidade em ficar a olhar para as luzes e sombras e coisas a mexer. Comecei então à procura de um mobil que tivesse um projector até que demos de caras com este peluche e foi paixão imediata. E ela também gosta. :)
(o som das ondas no início e depois a musiquinha. Este vídeo que encontrei não mostra é o efeito que faz nas paredes e tecto, que não é obviamente tão forte como aqui se vê e se torna mais relaxante)
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