29.2.16

Nova tendência...peluda.

Vá, eu quero ver quem se chega à frente e começa a usar as unhas assim.
 Em vez de as pintarem, têm apenas de as pentear! :D



 

Sou "muita" forte.

Eu faço parte daquele grupo de pessoas com péssima memória visual. Então no que toca a caras, sou um verdadeiro desastre. É frequente ir a algum sítio e dizerem-me "Quando voltar, venha falar directamente comigo", o que me trama profundamente uma vez que mal ponho um pézinho na rua já esqueci a cara da pessoa e é chato pedir para tirar uma fotografia para depois me lembrar quem é o fulano. 
A semana passada, na segunda-feira, fui à minha dentista aqui em França que já me atendeu algumas vezes. Três dias mais tarde voltei à clínica para tratar de uns assuntos na recepção e ela passa por mim, com a sua vestimenta habitual, e cumprimenta-me. E durante três segundos, fiquei a olhar para ela perguntando-me "Quem é esta?? Eu conheço-a??". A minha dentista. No espaço onde sempre a vi. Com a roupa com que sempre a vi. Três dias de ter estado com ela. Acho que atingi o meu recorde de "vamos ver quão depressa eu consigo esquecer uma cara".

26.2.16

Não tenho pressa.

No final da gravidez, muita gente me dizia "Então? Está quase...Deves andar ansiosa para a ter nos braços, não?". Não, nunca andei ansiosa e com vontade que a Mini-Tété nascesse depressa para eu a conhecer, da mesma forma que não andei ansiosa para que a barriga crescesse (também cresceu logo, é verdade, não dando tempo para ansiedades) ou para sentir os pontapés. Simplesmente porque eu sabia que tudo isto ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Seria impossível a barriga não crescer, seria impossível eu não sentir os pontapés nem que fosse mais tarde, seria impossível o mês de Outubro acabar sem a Mini-Tété nascer, por isso, eu não andava ansiosa. E esta falta de ansiedade continua após o nascimento da Mini-Tété. Já ouvi por diversas vezes "Estás ansiosa para que ela se sente, não?", " Vocês andam ansiosos para que ela fale e depois até vão querer que ela se calasse de vez em quando", "Devem estar ansiosos para que ela diga mamã e papá, não?", até quando perguntei à médica dela quando é que ela começaria os sólidos tive como resposta "Não tenha pressa....". Mas eu não tenho pressa, por muito que seja difícil de acreditar. Eu não quero que a Mini-Tété seja bebé para sempre (ok, uma parte pequenina de mim quer mas eu ignoro-a bastante bem) mas também não tenho pressa que cresça porque ela vai crescer ao seu ritmo, independentemente das minhas ansiedades ou pressas. Porque, mais uma vez, é impossível (fora razões médicas para tal) que a Mini-Tété não se venha a sentar, é impossível que ela nunca vá dizer mamã ou papá, é impossível que ela faça toda a sua vida só a beber leite sem comer sólidos....Ela vai fazer tudo isto a seu tempo e eu não tenho pressa nem ando ansiosa por nada.

25.2.16

De Amor e Sangue


Que eu gosto da Lesley Pearse já não é segredo nenhum e mais uma vez ela não me desapontou. "De Amor e Sangue" é o último livro dela lançado em Portugal e eu regalei-me a lê-lo. Até acho que o li devagarinho para saborear a história. Todos os livros desta autora têm um ponto em comum: a protagonista passa sempre por uma série de provações e quando achamos que mais nada lhe pode acontecer, lá está ela a ter mais um azar na vida. É como se eu vos contasse que a heroína ao atravessar a estrada, cai e parte uma perna. Quando se tenta levantar, é atropelada por um carro desgovernado. É chamada uma ambulância mas esta avaria no caminho, por isso é chamada uma segunda ambulância que finalmente transporta a rapariga para o hospital, mas no caminho sofre um acidente e a rapariga é projectada. Uns simpáticos cavalheiros levam-na para o hospital mas enquanto ela é observada, há uma troca de fichas médicas e ela sofre uma operação desnecessária. Já no quarto, apercebe-se do cheiro a fumo e de repente há fogo no hospital. Vêm os bombeiros, que a salvam por uma janela mas que a deixam cair...e assim continuaria. As personagens principais de Lesley Pearse vão sobrevivendo a tudo e mais alguma coisa, e mesmo quando vêm uma luzinha ao fundo do túnel, algum mal estará para acontecer. Uma pessoa quase sofre com elas. Mas as histórias são muito bem contadas e não há dúvida que prendem. 

24.2.16

Outros erros de primeira viagem

No primeiro mês de vida da Mini-Tété, a coitadinha passou fome por duas vezes. A primeira foi logo na maternidade quando eu, convencida que estava a amamentar, afinal não estava nada. A Mini-Tété encostava a língua ao céu da boca e por isso não conseguia mamar mas de fora parecia estar a fazer uma pega correcta e eu satisfeita achava que a pequena estava a ser alimentada e que o choro se devia ao facto de ser uma recém-nascida. Acho agora que a primeira noite dela, aos berros, se deveu ao facto de estar cheia de fome, coitadinha. A segunda vez foi em casa, já a biberão, com a pequenina a beber os biberões todos de uma assentada e a beber até a dose acima do que seria suposto. Sabíamos que se ela bebia os biberões todos até ao fim devíamos aumentar a dose de leite por biberão, mas tínhamos medo que fosse demasiado para ela e que lhe fizesse mal ao estômago. Ao fim de algum tempo rendemo-nos às evidências e começámos a dar-lhe mais leite. E aquele choro todo, que nós associávamos às cólicas, acabou. Afinal, a pequena chorava de fome. Ricos pais que lhe calharam na rifa...

23.2.16

"Olá mundo! O meu primeiro aninho"

A nossa madrinha de casamento ofereceu-nos, como prenda da chegada da Mini-Tété a este mundo, um álbum de bebé para o seu primeiro ano, da Mr. Wonderful. Gosto imenso dele, das páginas duras e de diversas cores, das etiquetas fofinhas, algumas já com coisas escritas, outras que podemos ser nós a preencher. E eu lá vou colocando uma foto hoje, outra amanhã, a ver se daqui a uns largos anos a Mini-Tété vai gostar de pegar neste seu primeiro álbum e ver o seu primeiro sorriso, o seu primeiro passeio, as suas mãozinhas, pézinhos...
Fica a dica: se têm amigas grávidas, esta é uma prenda que fará sucesso. :)





22.2.16

Saudades capilares

Sinto uma inveja enorme quando vejo recém-mamãs de cabelo solto. Nos primeiros dias, andava com o cabelo apanhado porque era mais fácil, mais rápido de pentear e escusava de ter as pontas a roçar na face da bebé mais linda do mundo quando a tinha ao colo. Depois tentei deixá-lo solto e o resultado foi uma Mini-Tété com uma bela madeixa de cabelos meus na mão. Ah, pois, está a cair-te muito cabelo, não está? Está, mas o que aconteceu foi mesmo que este pequenino leitão agarrou numa boa madeixa de cabelos e...puxou. Juro que os senti a todos a serem arrancados do meu couro cabeludo e quase me vieram lágrimas de dor aos olhos. A partir desse o dia o cabelo anda sempre apanhado mas já passaram 4 meses desde o nascimento deste pequeno ser e estou com saudades de o usar de outra forma, logo eu que ainda por cima não gosto de me ver de cabelo apanhado (casei com o cabelo solto por esta mesma razão...). Mas a Mini-Tété mantém o seu ataque aos cabelos e não deixo de achar uma certa piada ver recém-mamãs, recém-avós e recém-tias a pegarem-lhe ao colo, eu avisar que ela puxa cabelos, elas rirem-se porque os seus rebentos não fazem nada disso e dois minutos depois estarem a dizer "Ai, que ela está mesmo a puxar-me o cabelo". Pois eu avisei...Já disse que tenho saudades de usar o cabelo solto?

20.2.16

Vaidooosa #5

Apaixonei-me por este conjunto mal o vi na loja na última viagem que fiz a Portugal. Branco e rosa, num look muito feminino.


O pormenores são deliciosos:




19.2.16

Erros de primeira viagem

Eu acho que tanto eu como o Jack somos pais relaxados, não stressamos à mínima coisa e não tratamos a Mini-Tété como um vidrinho de cristal que se pode partir a qualquer momento. Ainda assim somos pais de primeira viagem e por isso é normal que cometamos erros, uns mais engraçados que outros, uns que mais facilmente serão lembrados que outros.
Quando estive grávida fui naturalmente lendo coisas sobre bebés, ouvindo indicações, e uma coisa que me assustava era o sobreaquecimento dos bebés, uma provável causa da Síndrome da Morte Súbita. Não podíamos por isso sobreaquecer a Mini-Tété! Recém-nascida como era, andava sempre com o seu body, o seu gorro, as suas meias, o seu pijaminha e mais não sei o quê, e eu sempre com medo de estar a sobreaquecê-la e a fazer um disparate enorme.
Aqui em França, quando mãe e filho regressam a casa podem ser acompanhados por uma sage-femme que basicamente vai a casa do casal pesar o bebé, ver o umbigo, ver os pontos da mãe, evitando assim que se tenha de sair de casa. Fiquei fã deste serviço pois era um descanso e uma oportunidade para se tirarem dúvidas que entretanto surgem e pedir mais indicações.
A Mini-Tété já veio para casa a beber leite artificial e era uma pequena comilona nas doses que pedia, pelo que a sage-femme estranhou na sua segunda vinda a casa o baixo aumento de peso da bebé. Pediu-nos que tirássemos a temperatura à Mini-Tété e imaginem a minha cara quando o termómetro registou um valor mais baixo do que seria recomendado. A explicação era simples: a Mini-Tété tinha frio e estava a usar todas as calorias que bebia para se aquecer e não sobrava nada para engordar. Aconselhou-nos a vesti-la com mais roupa e passaria no dia seguinte para ver se havia alguma alteração. Havia: em 24 horas a Mini-Tété tinha engordado dez vezes mais do que tinha engordado nas 24 horas anteriores.

Afinal, eu tão cheia de medo de sobreaquecer a bebé estava a fazê-la passar frio. Pobre Mini-Tété. :)

18.2.16

Planear as férias!

Estamos a planear a ida a Portugal na Primavera e eu pareço uma criança a fazer a lista de Natal: vamos ali, e ali, e ali, e vamos visitar a X, a Y, o Z, e podemos ir ter com a A, o B, a C, almoçar com a D, jantar com a M, e...e...e....calminha que não me posso esquecer que desta vez viajo com uma bebé (vai ser uma aventura...) e que estamos a  apanhar mais dias de férias que o normal porque o Jack precisa mesmo de descansar. Acho que é mais do que normal nestas situações querer estar com o maior número possível de pessoas, matar as saudades, mas desta vez há uma bebé que também precisa do seu repouso e dos seus horários (principalmente de sono, e cada almoço combinado implica neste momento que a tenhamos de acordar e lhe interrompamos o seu sono de beleza), há um Jack que não teve férias o ano passado e que está mesmo a precisar de descansar, pelo que não posso obrigá-lo a andar a correr de um lado para o outro todos os dias, entre almoços, lanches, jantares e cafés em cidades diferentes, existem os meus pais (e restante família) que também têm de ter a filha e a neta para eles ou arrisco-me a mal os ver cada vez que vou a Portugal, e há que não esquecer a ideia de que vamos de férias e que a ideia não é regressar a França mais cansados do que fomos. Custa ter de pensar assim, custa ter de abrir mão de alguns planos, de algumas pessoas, mas o tempo não dá para tudo...Por isso, vamos lá ter os pés bem assentes na terra e planear algumas coisas mas deixar tempo livre para boas sestas, para um ou outro cinema, e sobretudo para a família e também para nós. 

16.2.16

4 meses


E a Mini-Tété fez os seus 4 mesinhos com um grande sorriso. Está cada vez mais engraçada a cachopa. :) Continua a gostar muito de dormir e passou agora dois dias em que fez apenas pequenas sestas entre biberões, o que levou a grandes birras de sono e dificuldade em adormecer à noite. Precisa de pelo menos uma grande sesta por dia (neste momento já está a dormir há mais de 2 horas), fora as mais de dez horas de sono à noite. Ainda não acertou bem foi com a hora a que deve adormecer. Ou então sai ao pai e acha que giro-giro é estar acordada até tarde, adormecendo entre a 1h e as 3h da noite. Já sorri muito e dá valentes gargalhadas, principalmente para o pai, e só uma semana antes de fazer 4 meses é que a consegui pôr a gargalhar para mim (eu estou a anotar tuuuudo, Mini-Tété! O primeiro sorriso foi para o pai, as primeiras gargalhadas para o pai....já estou mesmo a ver qual vai ser a primeira palavra! Ai, que a vida de mãe é injusta....). Também já vocaliza muito e é capaz de passar uma hora em grandes conversas com as mãozinhas. Infelizmente, gosta muito de o fazer deitada na caminha dela à noite (e sim, é muito giro ouvi-la a descobrir a voz. Escusava era de ser às duas da manhã quando eu estou cheia de sono). Baba-se imenso e gosta muito de ter o dedito na boca e de o mastigar (com força ao ponto de ficar com o dedo marcado das gengivas). Também usa muito o biberão para coçar as gengivas em vez de beber o leite. Bom, e é uma pequena piranha. Tudo o que passe a 3 centímetros daquela cara, sejam dedos, biberões, peluches, brinquedos, chupetas, é imediatamente colocado dentro da boca para morder. Ou lambe tudo (ao ponto de se ter posto a lamber os braços do médico na última consulta....). Acho que é mesmo uma bebé feliz (desde que durma tudo o que tem a dormir e não demoremos muito a preparar o biberão). E eu gosto tanto dela...:)

15.2.16

Ovomaltine Crunchy

Isto é tão bom mas tão bom, tão bom que eu quase me arrisco a dizer que pode vir a destronar o lugar de rainha da Nutella cá em casa. Não sei se vendem em Portugal, mas se venderem, não hesitem em experimentar. E agora vou ali buscar mais um bocadinho de pão com isto....

13.2.16

Daria a minha vida por ti.

Ao longo da gravidez, fui ouvindo uma familiar contar sempre a mesma história: conhecia uma senhora que se via perfeitamente não ter sido feita para ser mãe porque numa ida ao hospital, já no final da sua gravidez, tinha dito aos médicos "Se tiverem de escolher entre mim e o bebé, salvem-me a mim!". Pessoa egoísta, incapaz de pôr o filho em primeiro lugar, bem se via que não tinha nascido para aquilo. E eu remetia-me ao silêncio e comentava depois com o Jack que nem me parecia assim tão estranho. Embora adorasse estar grávida e odiasse pensar que algo de mal poderia acontecer à Pequena Melancia, a verdade é que se tivesse de escolher entre a vida de uma de nós, queria ser eu a sobreviver. Passaria por uma dor imensa por perder um bebé mas teria o Jack e juntos poderíamos ter mais filhos. Por isso, não dizia nada quando ouvia falar novamente da egoísta senhora e achava que quando desse à luz o sentimento mudaria. 
Mas não mudou. A Mini-Tété nasceu e eu apaixonei-me por ela. Mas continuei a sentir que se tivesse de escolher, preferia ser eu a viver. Viveria uma dor horrível, tinha perfeita noção disso, mas ainda assim era o que eu sentia. Até que a semana passada, em conversas com a bebé mais bonita do mundo lhe disse "Daria a minha vida por ti", e parei espantada com aquilo que tinha dito. E percebi então que sim, que neste momento, se me dessem a escolher, eu preferia que salvassem este pequenino leitão de quase 4 meses. 
Eu nunca fui aquele tipo de mulher que acha que quando os filhos nascem se sente logo o maior amor do mundo. Acredito muito mais que o amor cresce e que da mesma forma que agora amo mais o Jack do que há 10 anos ou que o ano passado, sei e sinto que a cada mês que passa gosto cada vez mais desta minha bebé e que ela ocupa um lugar cada vez mais importante na minha vida e no meu coração. E acho que ouvir e ler coisas que contrariem isto (embora aceite perfeitamente que haja quem sinta este amor muito mais cedo) serve apenas para aumentar o sentimento de culpa de grávidas e recém-mamãs que não sentem logo que foram atropeladas por um camião cheio de amor.

12.2.16

Duas peças cá de casa

Tenho algumas peças cá em casa de que gosto muito: algumas comprei-as eu, outras foram-me oferecidas e outras ofereci eu ao Jack. 


Esta comprei-a numa feira de artesanato e apaixonei-me por ela mal a vi. Gosto imenso dos seus traços simples e representa-nos aos dois.


Esta foi a minha prenda para o Jack quando trouxemos a Mini-Tété para casa após o seu nascimento. Não é absolutamente maravilhosa?

7.2.16

Ai como anda esta cabecinha

Andava na rua a tratar de recados quando ao passar por uma loja me lembrei que tinha feito uma encomenda que já devia ter sido entregue naquela mesma loja. Peguei no telemóvel e confirmei no site dos correios que de facto o estado da mesma já estava como "entregue" há uns dias, por isso entrei e perguntei se não teriam recebido uma encomenda em meu nome. O funcionário procurou em todas as caixas e não encontrou. Disse-lhe então que iria ver melhor o que se estava a passar e que depois voltaria.
Já a caminho de casa é que me lembrei que a encomenda já me tinha sido entregue...em casa...na semana passada.

Ainda bem que não me pus a insistir com o homem por achar que ele devia mesmo ter lá a minha encomenda.

4.2.16

Eu não quero ficar igual a ele!!

Dizem que quantos mais anos os membros de um casal passam juntos, mais características um do outro vão apreendendo. Não faço questão que ele ganhe grande coisa da minha parte a não ser, talvez, o sentido de pontualidade. E da parte dele, fora o à-vontade que tem para resolver certas coisas, também não faria questão de muito mais. Mas infelizmente isto tanto dá para o bom como para o mau, e há coisas em que nos deveríamos mesmo manter diferentes. 
Eu sou aquele tipo de pessoa que acorda com a passagem de uma mosca lá fora, com o suspiro de um vizinho, com o bater das asas de uma borboleta; o Jack é aquele tipo de pessoa que se mantém a dormir mesmo se começassem a destruir uma parede ao lado dele, mesmo se entrasse uma banda de filarmónica com toda a pompa e circunstância, mesmo se o abano com toda a força. E os despertadores cá de casa são uma constante luta: para que ele acorde, têm de estar no som máximo (e a tocar para aí meia-hora antes de ele se sentir levemente incomodado com o barulho) o que me faz a mim acordar com a sensação que me entrou uma ambulância em marcha de emergência pelo quarto adentro; para estarem com o volume certo para mim, podem ficar a tocar o dia todo que o Jack nem mexe uma pestana porque não os ouve. O truque passa por ter os despertadores ao meu nível, acordar eu e aí ser eu a acordá-lo (o que não é fácil deixem-me que vos diga). 
Os telemóveis são outra luta: demorei anos a explicar ao Jack que lá porque ele não acorda quando o seu telemóvel toca com a recepção de mensagens, e-mails e notificações várias (fora as chamadas), eu acordo e por cada uma destas coisas o meu sono é interrompido. Nos dias de hoje, há noites em que se lembra de tirar o som ao telemóvel, outras não, e eu tenho de admitir que talvez fruto do cansaço estou menos sensível a estes barulhinhos.

Bom, esta noite o meu despertador tocou às 5:00. O dele às 5:05. O meu segundo despertador começou a tocar às 5:10. O segundo dele às 5:15. E nós sem acordarmos. Passado um pouco, o pai do Jack começa a ligar-lhe. Nenhum de nós se mexe. Duas horas e 45 minutos depois, o pai do Jack já em desespero, liga-me a mim (nunca, mas nunca o tinha feito). E nós sem acordarmos. Por esta altura o senhor convenceu-se que algo de grave tinha acontecido (toda a gente na família conhece a minha sensibilidade no sono) e continuou a insistir para o telemóvel do Jack. Meia-hora depois, eu acordo finalmente com o som do telemóvel e rapidamente acordo o Jack, que lá atende e descansa o pai, saltando logo da cama para ir trabalhar.

E no meio disto tudo não sei o que me incomoda mais: eu estar cada vez mais parecida com o Jack (nãããããããããããããooooooooooooooooooooooooooo) ou a Mini-Tété ter herdado o gene do sono do pai e também não ter acordado com todos estes barulhos.

3.2.16

Na última consulta

Pequena Mini-Tété berrava histericamente, com lágrimas redondas a escorrer-lhe cara abaixo. O médico concentrado na observação que estava a fazer enquanto eu fazia festas à pequena numa tentativa vã de a acalmar. Começa o telefone do médico a tocar. Ele não se mexe. O telefone continua a tocar, eu olho para ele e ele sem dar sinal. À terceira vez, olha para mim surpreendido como se tivesse ouvido qualquer coisa. Digo-lhe que é o telefone que está a tocar. Ele atende e depois diz-me:
- Estava tão concentrado em não ouvir o choro dela que deixei de ouvir tudo o resto...

Ainda bem que tivemos a última consulta com ele. Acho que o pobre estava quase a ficar traumatizado...

1.2.16

Será assim tanto?


Este segredo apareceu no Shiuuuu e fiquei a olhar para ele um bom bocado. Percebo bem esta haja esta sensação de abandono, embora na verdade o que acontece é que é bem mais complicado manter uma amizade à distância do que quando estamos perto, quando podemos combinar cafés, cinemas, lanches e jantares. Os amigos que estão longe deixam de ser o os primeiros a quem se recorre para desabafar, para contar as novidades, para manter a par do dia-a-dia. Digo até que é bem mais difícil manter uma amizade à distância do que um namoro à distância, digo eu que já passei pelos dois. Mas depois se pensarmos bem, se escrevermos um e-mail por mês a contar as últimas novidades e desabafos, dá apenas 12 e-mails num ano. Será assim tanto?