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1.3.16

Dar apenas o que eles precisam

Num post em que falava destes erros normais de pais de primeira viagem, a Minnie Me perguntou "Mas aí os médicos não informam quantos ml deves dar no biberão consoante os meses?". Na altura respondi na caixa de comentários mas pensei que devia dedicar um post a este tema visto também eu ter deambulado pela internet à procura de informações que acalmassem os meus receios. 

As latas de leite trazem a indicação, para cada mês, da quantidade de biberões que se deve dar por dia e da quantidade de leite por biberão. É útil, é interessante, mas caímos facilmente no erro de levarmos demasiado à letra o que está escrito, como eu fiz. Quando a Mini-Tété começou a beber leite artificial logo no Hospital, bebia cerca de um terço daquilo que devia. Passado uns dias já bebia o normal e foi aumentando a dose rapidamente, o que fez com que eu ficasse com medo de lhe estar a fazer mais mal que bem, de lhe dilatar o estômago e mais não sei quantos receios que rapidamente foram ultrapassados. Tanto as sage-femmes do Hospital, como o pediatra que lhe deu alta, como a sage-femme que fez a visita domiciliária como a médica que a segue são claros na regra a seguir: se o bebé acaba os seus biberões de leite, então deve-se aumentar a dose. A ideia é que reste um pouco de leite no biberão. Simples, sem qualquer recomendação de quantidade de leite por dia ou por biberão. 

Nós, adultos, não somos todos iguais, não comemos todos a mesma quantidade de comida. Porque razão queremos que os bebés o sejam/façam? Porque razão nos faz sentido que todos os bebés com x meses bebam a mesma quantidade leite? As pesquisas pela net enganam ainda mais porque facilmente encontramos mães que dão apenas leite artificial e outras que o dão como complemento ao leite materno, e o engraçado é que tanto umas como outras se comparam e se guiam pelas indicações da lata, o que não faz sentido nenhum quando nuns casos aquela é a refeição principal do bebé e noutros é apenas um complemento, pelo que as quantidades dificilmente serão as mesmas. Além do mais, é normal que um bebé de 4 quilos sinta uma maior necessidade de leite que um bebé com a mesma idade que só pese 3 quilos, por exemplo. Ou dois bebés com o mesmo peso mas com apetites diferentes. Cada bebé é que sabe o que deve beber e não há tabela nenhuma de uma lata que saiba melhor do que ele. Se pensarmos bem, quando um bebé mama ao peito da mãe ninguém consegue controlar a quantidade de leite que ele está a beber e ninguém se preocupa com isso. Ninguém diz que ele está a beber mais ou menos leite do que deveria. 

Não deixa de ser engraçado que a minha pequenita tenha, aos 3 meses, passado a beber bem menos do que as latas indicam depois de ter andado sempre a beber bem mais. Voltei a falar com a médica, já adivinhando a resposta: se ela bebe menos e continua a engordar, é porque está bem. Ela auto-regula-se e bebe conforme o seu apetite. E nós deixamos.

Vejo nos fóruns imensas mães praticamente em pânico porque o bebé não bebe o que a lata diz (seja mais ou menos), e nos casos em que bebe menos o descalabro é total. Cria-se a ideia que os bebés enjoaram o leite, troca-se de leite todas as semanas (com as consequências intestinais que daí advêm), trocam-se os biberões, chora-se e suplica-se para que o bebé queira beber mais, independentemente de todas as semanas estar mais gordinho com o "pouco" que bebe. E se calhar resultaria melhor respirar fundo e dar-lhe apenas aquilo que ele precisa. 



23.1.16

Dicas #3

A mala para a maternidade!

Nos dias de hoje, muitas são as maternidades que disponibilizam listas com as coisas que as grávidas devem levar para si e para o bebé, na altura do parto. Admito que me vi grega para fazer a minha mala pois a minha lista era extremamente vaga no que toca a quantidades. E as listas encontradas na internet são tão grandes que ficamos com a sensação que mais vale levar um camião das mudanças connosco.
Geralmente pedem-se duas malas: uma pequena, do género de um saco, para a sala de partos, e outra que poderá ser maior para a estadia. Hoje escrevo as minhas dicas para mala para a sala de partos:

A mala que usei foi a mala de bebé que usamos agora nas saídas da Mini-Tété. Não tinha nenhuma outra mala do género e não queria comprar mais nenhuma, por isso começámos logo a dar uso à mala da pequenina. Ao fazer esta mala há que ter atenção que em certos sítios a mala maior só é entregue à mãe horas depois ou no dia seguinte, por isso não se perde nada em precaver e colocar no saco algumas coisas que podem vir a fazer falta no pós-parto no quarto até a nossa mala ser entregue.

A minha lista para a sala de partos:

Para a Mini-Tété

- roupinha para a Mini-Tété: no nosso caso pediam-nos que tivéssemos na mala um conjunto tamanho 0 (para bebés de termo pequenos ou em caso de nascimento mais cedo que o previsto) e um conjunto tamanho 1 . Claro que no nosso caso, a enfermeira nem sequer pôs a hipótese de usar o tamanho zero. Acrescente-se a isto as meias, as botinhas de lã, um casaquinho e um gorro.

- toalha de banho: embora ela tenha tomado banho logo após o nascimento, não foi usada esta toalha. Podia perfeitamente ter ficado na mala do quarto.

- fraldas descartáveis: há maternidades que as dão, outras não. No nosso caso não disponibilizavam e pediam mesmo para levarmos duas fraldas para a sala de partos.

- um saco de dormir: sei que isto não é pedido em Portugal, mas fazia parte da minha lista. No entanto, foi mais uma coisa que não usei na sala de partos e que era escusado ter ido.

Para mim

- camisa de noite para mim: após o parto, trocamos a bela da camisa hospitalar aberta atrás para uma camisa de noite nossa mais simpática. Dá jeito que seja uma camisa com botões ou que se abra facilmente na zona do peito para facilitar a amamentação.

- cuecas descartáveis: oh, que coisa mais desagradável e incómoda. Aconselham o uso destas cuecas para o caso de uma maior perda de sangue no pós-parto pois podem deitar-se fora a seguir e podem ser rasgadas em caso de necessidade. Eu levei umas confortáveis de algodão e se fosse preciso deitar fora, deitava-se.

- chinelos de quarto: já andamos de rabo ao léu de um lado para o outro com aquelas camisas de noite, escusamos de andar descalças....

- soutien de amamentação e toda a parafernália de acessórios de amamentação que queiram levar e que possam fazer falta caso a mala de quarto não vos seja logo entregue (discos absorventes, mamilos de silicone, conchas protectores, creme para os mamilos, etc).

- um pulverizador de água termal: foi a minha salvação e eles deviam pedir dois e não um. Durante o trabalho de parto não se come nem se bebe na maior parte das maternidades, e a sala de partos é um pouco quente. Estes pulverizadores servem para ir refrescando a cara e se apontados à boca, sempre se molha um pouco a garganta. Acho que após a epidural, foi a única coisa que me custou: a sede. Tive mesmo muita sede e lembro-me que quando me disseram que estava na hora de fazer força eu perguntei à enfermeira "Se eu fizer e ela nascer, dá-me um copo de água?". E ainda hoje me lembro de como me soube bem o copo que me deram depois do nascimento da Mini-Tété.

Coisas que não constavam na lista mas que eu levei:

- elástico para o cabelo: com o calor da sala de partos, sabe bem ter o cabelo apanhado.

- um par de meias: os pés podem arrefecer, sobretudo depois da epidural. Eu lembro-me de sentir frio nos pés mas já nem sei se usei as meias ou não.

- baton de cieiro: sim, sim, sim. Como não podemos beber água, os lábios começam a secar com o calor e é extremamente desconfortável. Vi esta dica em várias listas e confirmo: é mesmo boa ideia. Fui colocando várias vezes ao longo do trabalho de parto e era um alívio juntamente com a água pulverizada. 

- lenços de papel: bom, sendo eu uma miúda com alta tendência para ter uma crise de alergias nas alturas menos oportunas, não arrisquei e levei um pacotinho (e ainda bem).

- carregador de telemóvel.

- pensos pós-parto: não pediam mas como não sabia se disponibilizavam ou não como as fraldas, optei por levar.

- um livro, um caderno de sudoku, qualquer coisa que vos possa ajudar a passar o tempo até chegar o momento do nascimento. Eu tinha levado um caderno com jogos de lógica mas entre dormir, conversar com o Jack e jogar um jogo de lógica com ele no telemóvel, acabei por nem o tirar da mala.

- snacks para o marido e para o pós-parto: o Jack esteve o tempo todo comigo e tal como eu a última refeição tinha sido o jantar do dia anterior. E se eu não podia comer, já ele não estava de castigo por isso consegui convencê-lo a atacar as barrinhas de cereais e a garrafa de água que tinha colocado no saco. A última coisa que queremos é um marido a desmaiar de fome quando mais precisamos dele.
Mais uma vez pode dar jeito no pós-parto. No meu caso deram-me umas tostas e um chocolate quente mal cheguei ao quarto (e que bem que me souberam pois estava cheia de fome!), mas sei que nem sempre há este mimo, por isso levem uma barrinha de cereais ou umas bolachas a contar convosco. :)

8.1.16

Dicas #2

Lembro-me bem de há uns anos, numa ida a casa de uma amiga recém-mamã, a ver a mudar a fralda à  bebé e a ouvir comentar "Agora não nos deixam usar toalhitas. Usamos compressas e água quente.". Quando fiquei grávida, decidi pesquisar sobre isso e li inúmeros testemunhos e conselhos que mostravam que se começou a associar o uso das toalhitas aos rabos assados dos bebés, devido aos produtos que existem nas toalhitas e que atacam mais a pele do bebé que a simples água. Decidi por isso apostar em comprar quadrados de algodão (por aqui vendem-se mesmo no corredor de produtos para bebé) para além das ditas toalhitas (comprei 4 pacotes e ainda só usámos um).
No hospital, quando me explicaram como mudar a fralda à Mini-Tété, utilizavam exactamente o mesmo truque: o muda-fraldas estava ao lado do lavatório/banheira e com a torneira aberta na água quentinha, molhavam-se as compressas e assim se limpava o rabinho.

Quanto a cremes para colocar, há cremes que se colocam a cada muda de fralda e outros que se utilizam em situações de rabinhos assados. Comprei um destes últimos recomendado no curso de preparação para o parto e quanto ao creme a usar a cada muda de fralda, já vinha um no kit de produtos para bebé que comprei. Nunca usei nenhum dos dois. No hospital, depois do rabinho lavado, colocavam um creme da mesma marca que tem como base o azeite. Achei interessante este facto pois já tinha lido testemunhos de mães que em Portugal colocam azeite morno na pele do rabinho dos bebés quando estes começam a assar. Como nos deixaram trazer esse frasco pequenino para casa, é o que ainda hoje trazemos no saco dela e que usamos sempre que é preciso mudar fraldas fora de casa (acho fantástico o tempo que duram estes produtos). Cá em casa temos um frasco grande de um produto semelhante comprado na farmácia (comprámos há pouco o segundo frasco).

Aconselheram-nos também a usar este mesmo produto em vez da água para limpar o rabinho da bebé mas isso nem sempre dá jeito em alturas de grande sujidade. Por isso, o que fazemos é simples: 
Em casa: em situações de xixi, usa-se o quadrado de algodão com creme para limpar e depois coloca-se o mesmo creme para hidratar; em situações de cócós, molhamos os quadrados de algodão em água quente, limpamos e colocamos o creme no fim.
Fora de casa: viva as toalhitas que são mais práticas! E colocamos o creme no fim.

Até agora, nem uma ameaça de rabinhos assados. Claro que pode vir a acontecer, mas por enquanto estamos satisfeitos.

27.11.15

Dicas #1

As listas de coisas a comprar para receber um bebé nas nossas vidas são aquele tipo de coisa capaz de dar cabo de um coração mais fraco. Não só são listas que ocupam várias páginas como ficamos convencidos que será necessário assaltar um banco para poder comprar tudo aquilo. E uma pessoa tenta ser prática, tenta pesquisar na internet e em fóruns onde comprar mais barato e o que é realmente necessário ou não, e pergunta às amigas que já foram mães "para que é que serve exactamente isto?" ou "mas tu achas que é mesmo, mesmo, mesmo, mesmo preciso comprar isto?". Na altura criei a minha própria lista e já com ela impressa fui ainda cortando algumas coisas que me fariam apenas sentido comprar após o nascimento da Mini-Tété e isto se fosse mesmo, mesmo, mesmo, mesmo preciso (por exemplo, pode não valer a pena investir numa bomba para tirar leite se depois, por alguma razão não prevista, não se amamentar).

Uma das coisas que surge nestas listas é o kit de higiene do bebé, ou seja, gel de banho, hidratante e coisas fofinhas como estas. Aqui, admito que andei um bocadinho às voltas sem saber muito bem o que comprar, qual a marca, que quantidades...Sendo eu uma pessoa com uma pele que faz reacção às coisas mais estranhas, não pus de parte que a Mini-Tété fosse como eu e como tal não queria estar a investir dinheiro em coisas que ela depois não usaria. Essa foi portanto a primeira decisão: não queria comprar frascos grandes destes produtos porque se depois ela precisasse de trocar de marca, eu ficaria a chorar pelos euros gastos. Assim, comecei a procurar que marcas tinham kits de viagem compostos pelos seus produtos em frascos pequenos. A ideia seria comprar depois os frascos maiores caso a Mini-Tété se desse bem com os produtos escolhidos. E não estou minimamente arrependida. O kit que escolhi custou-me 9€, na maternidade reparámos que o frasquinho miniatura do gel de duche colocado à disposição para os banhos da bebé era exactamente da mesma marca e ficámos satisfeitos quando no dia da saída nos disseram que podíamos levar o frasco que tínhamos estado a usar. Dias depois, o Jack foi à farmácia aviar uma receita de coisas para mim e para a Mini-Tété e deram-lhe de oferta um kit de viagem...exactamente da mesma marca. Tivemos sorte, é um facto, mas a verdade é que após 1 mês do nascimento da Mini-Tété estávamos a acabar o frasco miniatura do gel de banho trazido da maternidade e ainda com dois frascos (pequenos mas maiores) por abrir, sem contar com os outros frascos com outros produtos da marca, e tudo isto por 9€. Se a Mini-Tété tivesse feito alguma alergia, eu não choraria o dinheiro gasto e procuraria novamente kits de viagem de uma outra marca. :)