Há umas semanas, foi feriado numa quinta-feira e estava combinado com o Jack que ele iria para o celeiro-futura-casa avançar com as obras. Acordámos os três à mesma hora, tratámos da pequenita e enquanto eu a fui adormecer para a sesta da manhã, o Jack foi tratar de si para poder sair. Como, devido às dores de costas com que andava na altura, eu não tinha praticamente dormido de noite, decidi fazer aquela pequena sesta com a Mini-Tété. Acordámos as duas então passado um bocado, fui ver-lhe a fralda, dançámos, cantámos e mandei uma mensagem ao Jack a perguntar se viria a casa almoçar. E andava eu com a Mini-Tété ao colo de um lado para o outro quando vejo de repente uma pessoa a sair do segundo quarto. Olhem, eu não sei como é que não desmaiei de susto. O coração deu um disparo que eu nem vos digo e nem mesmo quando percebi que era o Jack ele acalmou. Devo ter ficado ainda mais branca e toda eu tremia, pelo que lhe passei a filha para as mãos para ver se me recompunha. O tolo tinha decidido que não estava em condições de ir trabalhar de manhã e por isso tinha ido dormir para o segundo quarto. Epah, para a próxima que me deixe um bilhete do género "Estou a dormir no segundo quarto por isso se vires lá alguém, não, não é um assassino".
30.8.16
25.8.16
Cinema outra vez!
À maluca e ignorando os gritos suplicantes das nossas contas bancárias, decidimos repetir a dose de cinema na semana seguinte a termos ido ver "Now you see me 2", até porque o Jack estava doido para ver o "Suicide Squad". Pagámos 26€ pelos bilhetes visto ser Imax 3D (os bilhetes normais para outro filme custariam cerca de 16€), 3.50€ por uma coca-cola e 6.80€ por um pacote de pipocas (juntando 1.80€ do estacionamento, uma pessoa gasta quase 40€ com esta brincadeira de ir ao cinema. Ah, e tal não comprassem pipocas, mas mesmo assim seriam quase 30€ o que continua a ser um absurdo de preço).
A minha energia para ir ver este filme não era a melhor uma vez que tinha passado uma noite terrível a ter pesadelos com um ataque terrorista no aeroporto onde eu estava (nota-se muito que vou viajar daqui a menos de um mês?), que me fez acordar em pânico e a tremer de medo. Horas depois ainda me sentia assustadiça e com pouca vontade para grandes rambóias. Pior fiquei quando à entrada do cinema e na fila que se formava para passar pelas medidas de segurança (pórticos detectores de metais, raios-x às carteiras), vejo um jovem na brincadeira com os amigos a entrar pela zona da saída, escapando-se assim ao controlo. Fiquei branca pois se detesto estas medidas cada vez que vou ao cinema por me relembrarem que o mundo não é um lugar seguro quando na verdade o que eu quero é apenas passar um bom momento, então é horrível perceber que na verdade elas não funcionam em pleno e que assim não nos protegem. Tudo isto nos atrasou e quando finalmente chegámos à zona de controlo dos bilhetes, nem ouvimos o número da sala e voámos para a sala que achámos que seria. Logo aí, e sabe-se lá como, perdemo-nos e como as saídas daquele cinema te levam directamente para a rua, foi preciso novamente ir mostrar os bilhetes ao rapaz. Lá encontrámos a sala, colocámos os óculos, o filme já tinha começado (o que logo à partida era esquisito porque os filmes aqui começam 25 minutos depois da hora) e...hum, a imagem estava péssima e já nem se percebia a história. Começámos a olhar à volta e percebemos que os óculos que as pessoas usavam eram diferentes dos nossos, o que indicava uma de duas coisas: ou os nossos óculos eram os errados ou a sala era a errada, mesmo sendo o filme certo. Saímos e andámos feitos baratas tontas de escadas rolantes e elevadores à procura da outra sala 3D (sendo que há 15 salas espalhadas por vários andares), onde finalmente nos sentámos a ver o filme certo. Com tudo isto, percebi que a coca-cola paga a peso de ouro tinha ficado na primeira sala (quase posso jurar que a carteira do Jack deu um guincho quando se apercebeu).
A sala imax daquele cinema é enorme, o ecrã tem 26 metros de base e existem 570 lugares, o que digamos que para quem como eu estava com pouca vontade de se enfiar em sítios com muita gente, é o suficiente para provocar um ligeiro ataque de pânico. O filme em si foi uma desilusão, embora as minhas expectativas já não fossem altas pois o trailler não me tinha seduzido. Muito efeitos especiais, muita acção, demasiada acção até, pouca história, e muitos, muitos, estímulos visuais. Uma ou outra personagem boa, mas tudo o resto muito fraquinho. Tanto dinheiro e stress para nada.
24.8.16
Eu continuo com a ligeira esperança que um dia lhe dê uma coisinha má à força de tanto gritar e se enervar. Sou uma mulher de fé.
Já aqui falei várias vezes do vizinho idiota que temos (A Besta) e nos últimos dias a relação entre ele e o Jack piorou bastante devido ao facto de ser um autêntico bully que só gosta de chatear as pessoas. A sua última moda é estacionar a carrinha dele encostada ao nosso carro de forma a que se torne impossível abrir a mala deste sem que se mexa um pouco o carro, o que não dá propriamente jeito e é uma perda de tempo. Claro que este comportamento começou depois de perceber que nos meus passeios diários com a Mini-Tété preciso de aceder à mala para tirar e pôr o carrinho da pequenita. Chegou ao ponto de me ver a chegar ao prédio vinda de um passeio e ir encostar a carrinha para me impedir de guardar o carrinho, ficando depois à espera da minha reacção. O que não deixa de ser idiota, uma vez que nunca lhe daria o gosto de ele me ver afectada (ponho o carrinho em cima dos bancos do carro fingindo que não me chateia nada estes ficarem sujos...) além de que com a Mini-Tété, tenho o dever de me manter calma e não entrar em discussões. Da mesma forma que o ignoro sempre que ele grita comigo por trancar a porta do prédio que ele destranca só porque tem preguiça de usar a chave. Já o Jack atingiu o seu ponto de saturação e numa discussão dos dois ficámos a saber que A Besta me acusa de andar a dar pontapés na porta do prédio (uma pessoa tem um bebé e ganha um novo passatempo, pelos vistos) assim como acha que tem todo o direito de destrancar a porta mas que eu não tenho o direito de a trancar e, atenção atenção, tem todo o direito de me dar ordens. E é um palhaço destes que uma pessoa tem de aturar.
22.8.16
Lenços
Há uns tempos uma amiga fazia-me a pergunta que já várias pessoas fizeram: "Para que serve o lenço? É um babete?". É, sim, senhora, confirmo. A Mini-Tété tem um conjuntinho jeitoso de lenços (basicamente é um triangulo de tecido que aperta atrás com uma mola) e que por acaso nas fotografias que coloco aqui no blog nem aparecem muito. A partir dos 3 meses, mais coisa menos coisa, os bebés começam a babar-se e toda a gente, quer tenha filhos quer não, começa a avisar "São dentes, são dentes! Vai nascer um dentinho!". Não vai. Quer dizer, nalguns bebés sim, mas noutros só nascerá daí a uns meses e até lá há que lidar com litros de baba para os quais há várias teorias. E neste caso, ou se anda sempre a trocar a roupa que rapidamente fica encharcada ou se aposta nuns babetes. E eu tenho uma série deles oferecidos, com rendinhas, com frases como "Adoro a minha avó", com lacinhos e desenhos e todos bonitinhos. Problema: não gosto de ver bebés de babete sem ser às refeições. Para além disso, estes babetes são todos de fitinhas de apertar atrás do pescoço, que não dão jeito nenhum, e eu sou fã n.°1 de babetes com molas, que são tão, mas tão mais práticos. E assim, surgem os lenços, de várias cores e padrões, que dão um toque giro ao visual, que se podem ir trocando facilmente à medida que ficam molhados e que são confortáveis.
Fica a dica!
19.8.16
E choro
Leio esta notícia, vejo esta imagem e esqueço tudo. Esqueço os pequenos desafios do dia-a-dia, o mau-humor, as birras da Mini-Tété, as tarefas chatas, o tempo chuvoso, o choramingar de bebé, as preocupações, as chatices, o desemprego, a falta de tempo, a falta de dinheiro, as minhoquices que às vezes nos remoem todo o santo dia. Nenhuma criança devia passar por isto, nenhuma criança devia ficar ali sentada coberta de pó e sangue, alheada, sem saber muito bem o que lhe aconteceu. Deveria estar a correr, a brincar, a rir, a chorar, a fazer birra, a gritar, a saltar, a rodopiar, a viver. Parte-se-me o coração e contenho-me para não ir buscar a Mini-Tété que dorme e abraçá-la até ela reclamar (ao fim de 2 segundos), agradecendo o facto de ela poder viver (e dormir descansada) como bebé que é.
17.8.16
10 meses ♥
Os 10 meses da Mini-Tété chegaram e com eles muitas gracinhas. Faz "tótó" batendo com o indicador na testa, espirra para que digamos "santinho", mexe as mãozinhas consoante a música, carrega no nariz para ouvir "trrim, trrim", carrega em botões para acender e apagar luzes, entre muitas outras.
Acho que já vai usando o "mamã" para me chamar, mas também usa para chamar o Jack ou simplesmente para se referir a qualquer coisa. Ainda assim, se lhe perguntarem onde está a mamã sabe perfeitamente que se referem a mim (menos mal, vá, não me trocou por outra qualquer). Penso que já tenta dizer papá mas sai-lhe algo mais como "Babá", e a festa é tanta quando o vê entrar em casa, que mal lhe pergunto por ele, ela olha logo para a porta. Gosta imenso de estar à janela a vê-lo sair do carro e é uma verdadeira menina do papá. Enquanto lhe dou de comer ela está entretida a comer migalhas de pão (adora), grãos de arroz, massinhas de letras, bocadinhos de cenoura cozida, bocadinhos de brócolos cozidos, etc, e já se desembaraça muito bem a apanhá-los. Ainda se engasga é com bocados maiores ou mais rijos (no fundo, coisas que precisem que mastigue com mais cuidado).
Quando lhe perguntamos onde está a orelha da mamã, aponta para a minha orelha e diz "'elha, 'elha, 'elha". Portanto, a primeira palavra que a minha filha identifica e tenta dizer é orelha (ora, arranjar uma palavra simples para quê?).
Passou a odiar o banho, ou melhor, odeia verdadeiramente lavar a cabeça (truques, dicas, qualquer coisa, se faz favor!) e chora como se a tivéssemos enfiado em água ferver (não estamos que eu vejo sempre a temperatura, sim?). E quanto mais chora, mais cansada fica, e quanto mais cansada mais sono tem, e quanto mais sono tem mais chora, pelo que o pós-banho até ao momento em que a deitamos e ela suspira como se dissesse "Ufa, estava a ver que estes dois nunca mais acabavam de me secar e vestir e me deixavam dormir em paz" é uma verdadeira animação de muito choro sentido e desesperado.
Também já percebi que no supermercado não há qualquer problema em que se metam com ela (ela nem reage. Quanto muito olha para mim como se perguntasse "O que é que estes querem?"), mas ai dela se alguém lhe toca, mesmo que seja na roupa. Deita o supermercado abaixo de tantos gritos. Sai à mãe que também tenho a minha bolha de distância de segurança e odeio que me toquem.
Começou a ficar farta dos brinquedos que tem e descobrimos que estava a precisar de algo que a estimulasse mais como livros com texturas ou sons. E gosta imenso de virar as páginas, nem me deixando ler a história.
Continua a dormir óptimas noites de sono e a fazer as suas sestas sem horas marcadas. Ao final do dia nem sempre consegue adormecer e bem precisa, pelo que eu aproveito e vamos as duas passear. Eu arejo a cabeça e ela com o embalo do carrinho acaba por dormir um soninho de beleza.
Já vai passando mais tempo de bruços e parece-me que já percebeu que é assim, de barriga para baixo, que o próximo passo (gatinhar) acontecerá. Mas não faz a mais pequena ideia do que fazer a seguir.
Já aprendeu a esticar o dedo e a ralhar, imitando-me quando ela faz uma asneira. E já vai aceitando mais facilmente uns beijinhos e uns abracinhos.
Está a crescer bem, cada vez a aprender mais coisas e eu sou uma sortuda por poder ver todos os dias esta aprendizagem e o quão ela é feliz.
A melhor frase desta semana
"A minha mãe tem um bebé na barriga".
Se uma novidade destas não é motivo para nos deixar com um grande sorriso durante dias, então não sei o que mais será. :)
Cinema!
Às vezes faz-nos bem deixar a Mini-Tété com os avós e ir ao cinema e jantar fora, para grande mal das nossas carteiras mas para grande bem das nossas cabeças. O filme escolhido foi o "Now you see me 2", já que estávamos curiosos depois de termos visto o primeiro. Não sendo um filme espectacular (acho que o primeiro me agradou mais), não deixa de ser um bom filme, para desligar o cérebro dos problemas da vida e passar um bom momento.
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