22.9.16

Escolher o ovo!


À saída da maternidade é muitas vezes obrigatório que os bebés estejam colocados no ovo uma vez que este é absolutamente essencial para transportar um bebé num carro (não, nem pensem em levá-lo ao colo. Nunca! Pensem que em caso de acidente, o bebé facilmente vos escapará dos braços, muito que estejam a segurar bem, e que o resultado pode ser desastroso. Arriscariam?). 
Para escolher o ovo ideal é importante ter alguns pontos em consideração:

1. O tipo de ovo: aquilo que estamos mais habituados a ver como ovos são as cadeiras-auto do grupo 0+ (até bebés de 13 kg). Há quem, querendo usar apenas estas cadeiras para o carro e não para passeios a pé, opte pelas cadeiras do grupo 0+/1, mas pessoalmente acho-as demasiado grandes para recém-nascidos e não tenho a certeza da sua eficácia em termos de segurança. Da mesma forma, que não sou fã da compra de cadeiras do grupo 1/2/3 após o ovo, cadeiras essas que dão do 1° ano até aos 10 anos. Faz-me confusão como é que uma cadeira é bem construída de forma a proteger crianças com pesos e tamanhos tão diferentes (além de que estas últimas não permitem viajar de costas para estrada, o que é recomendável até aos 15 meses no mínimo). Neste momento há marcas a optar já pela nova norma isize, em que o que é considerado é o tamanho da criança e não o peso, como limitador do uso.

2. Como referi aqui, o peso! Acreditem, querem mesmo um ovo o mais leve possível. Eu optei pelo Cabriofix, da Bebe Confort, que pesa 3.5 kg. Há muitos ovos que pesam mais de 4 kg, outros 5 kg, outros 6 kg. Acreditem que faz toda a diferença quando colocam o bebé lá dentro.

3. A maneira como vão prender o ovo no carro: podem prender o ovo com os cintos de segurança ou usar uma base onde colocar o ovo. Dentro das bases, existem aquelas que são presas pelos cintos de segurança (autofix) e aquelas que ficam presas ao chassi do carro (isofix). As bases têm feito sucesso uma vez que muitos ovos são mal colocados quando apenas ficam presos pelo cinto de segurança, sem os pais se aperceberem. Para além disso, dá trabalho estar sempre a colocar e a tirar os cintos de segurança (tive usar este sistema nas férias em Portugal e morri de saudades da nossa base isofix, tão mais prática e rápida!) e muitos pais acabam por optar deixar o ovo sempre no carro (já eu, nos primeiros meses, gostei de poder trazer o ovo do carro para casa e só aqui, já ao quente e protegida, tirar a minha filha do ovo). 
Não posso opinar muito sobre as vantagens das bases autofix, mas aconselho vivamente a compra de uma base isofix (caso o vosso carro esteja preparado para isto). Estas bases são das mais seguras, ficando presas ao chassi do carro, e permitem que o ovo seja colocado e retirado sem qualquer uso do cinto de segurança, o que as torna também muito práticas. Basta pousar o ovo na base, ouvir o click e está feito, podem fechar rapidamente a porta do carro (o que em dias de mau tempo é sem dúvida uma mais-valia). Custou-me muito ter entrado nalgumas lojas em Portugal, quando ainda estava grávida e a procurar informações, e ter ouvido todas as funcionárias desaconselharem as bases isofix pois "é para poucos meses, é cara e desnecessária", não dando por isso mais nenhuma informação. Acredito que haja pais que vão depois nesta conversa e optem por não comprar quando até tinham essa intenção. Concordo que são de facto bases caras, quanto ao tempo de uso depende da base que escolherem, e quanto à necessidade....bom, havendo a possibilidade de compra e sabendo que é o sistema mais seguro para prender o ovo no carro, penso que esta é justificada.
Nós optámos pela base 2wayfix uma vez que não dá apenas para o ovo que escolhemos, como dá depois para a cadeira que virá a seguir (ou seja, fizemos um investimento a longo do prazo visto que usaremos a base uns anos e não apenas uns meses). Os bebés só devem passar para a cadeira seguinte quando o topo da cabeça atinge o topo do ovo e mesmo nessa altura deverão viajar de costas para a estrada (é aconselhado viajar assim até aos 4 anos, mas no mínimo dos mínimos, até aos 15 meses, visto que até esta idade o pescoço do bebé não tem força para aguentar o impacto de um acidente caso viaje de frente para a estrada), por isso é importante que a cadeira seguinte permita viajar também contra o sentido da marcha. Pessoalmente, recomendo cadeiras que tenham as duas hipóteses (viajar de frente ou de costas) para quando assim se entender, os pais poderem voltar os filhos para a frente sem terem necessidade de comprar uma cadeira para este efeito.

4. Os acessórios: no meu caso, optei por não gastar dinheiro numa forra para o ovo, visto que não senti essa necessidade. Durante muito tempo perguntei-me para que serviriam essas forras (para além da questão estética já que há mães que gostam de pôr o ovo com forras cor-de-rosa, azuis, com folhos, com rendas, etc) e entretanto já li que podem servir para que o ovo em si não se suje tanto. No meu caso, como lavei todos os tecidos do ovo da Mini-Tété antes de ela nascer, não teria qualquer problema em fazê-lo novamente caso ela o sujasse, mas acredito que para bebés que, por exemplo, bolsem muito ter uma forra destas seja mais prática para lavar e secar. Há marcas que vendem ainda forras de tecidos mais leves (para o bebé não suar) ou mais grossos (para aconchegar mais o bebé) para o Verão e para o Inverno, respectivamente. Há também quem com a forra, tenha capotas a condizer, embora neste caso não tenha a certeza se será apenas estética ou se há também a necessidade (não faço ideia se há ovos sem capota de origem).
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21.9.16

Eu devia chicotear-me (e com força)

Ando sem tempo para o blogue, sem tempo para escrever novos posts embora tenha a cabeça cheia deles, e acabo de descobrir uma série de posts em rascunho escritos ainda a Mini-Tété não tinha 6 meses....

2016, um ano diferente

Este ano tem sido cansativo, com muitas coisas muito boas e algumas menos boas, e eu já dei por mim várias vezes a pensar que não me recordo do que tinha desejado para 2016 e que não sei se estou a ter e a cumprir tudo aquilo que queria. Por isso, fui procurar o post e decidi rever os pontos:

1. Quero continuar a ser feliz. Mesmo que haja dias maus e tristes, eu quero continuar a ser feliz.

Acho que sim, acho que estou feliz mesmo se este ano disse pela segunda vez ao Jack, em 11 anos, que "não me sentia lá muito feliz". Mas depois percebi que são fases, que o cansaço, o stress, as hormonas, a mudança de vida, ajudam a baralhar o coração e a cabeça. ✅

2. Quero ter saúde para viver mais um ano ao lado do Jack e viver em pleno este primeiro ano da Mini-Tété. E que também eles tenham muita saúde e sejam felizes. São a minha pequena família e eu não os posso perder. Por acréscimo, desejo que os meus pais, irmão, avós, restante família, amigos e família do Jack tenham também saúde.

Estamos a aguentarmo-nos! ✅

3. Quero ser mais saudável naquilo que posso controlar. Quero mexer-me mais, comer melhor, perder peso. Gostaria muito que 2016 fosse o ano de mudança neste campo.

Pooooooissss....Não, não vai ser este ano. Era bonito, sim senhora, mas continuo uma pequena bola com pernas. Agora estou novamente a tentar fazer exercício no pouco tempo disponível e a tentar comer melhor, mas não acho que seja agora que vou salvar este ano. 👎🏻

4. Quero ir a Portugal apresentar a Mini-Tété à família e aos amigos.

Feito! Não deu para ver toda, toda, toda a gente mas os principais tiveram direito a ver, tocar, alimentar e mudar-fraldas à Pequena Sushi. ✅

5. Quero ter mais paciência. E melhorar o francês.

Ahahahahaha. Pois. Não. Acho que estou ainda mais impaciente e o francês continua no estado miserável de sempre. 👎🏻

6. Quero que as obras ao celeiro recomecem e a todo o gás para que tenhamos a nossa casinha brevemente.

Huuuuum, bem, as obras recomeçaram é um facto, não a todo o gás mas aos solavancos e com muitos (demasiados) percalços pelo meio. E o brevemente é para o ano se tudo correr bem. Ainda assim podíamos, da maneira como as coisas estavam a correr, nem ter começado, por isso acho que conta! ✅

7. Quero aproveitar cada minuto da Mini-Tété.

Aproveito, claro que aproveito. Não tenho outro remédio já que sou eu que tomo conta dela. Ahah, agora fora de brincadeiras, acho que tenho conseguido aproveitar bem, talvez pudesse desligar-me mais da casa e aproveitar ainda mais mas quando esta chega àquele ponto em que já não há louça limpa ou roupa lavada, a Mini-Tété tem de aguentar. ✅

8. Quero organizar o meu tempo (coisa que neste momento acho impossível. Mães com experiência: esta coisa de não ter horas para nada melhora?) de forma a ter tempo para mim, para a Mini-Tété, para o Jack, para a família, para os amigos, para a casa, para o blog.

Nop. Ainda não percebi se acontece com todos ou se é só comigo mas tempo é coisa que continua a rarear por estes lados. 👎🏻


9. Quero continuar com o blogue (porque nem sabem como me incomoda tê-lo tanto ao abandono. Mas vão espreitando o facebook do blogue porque às vezes não escrevo aqui mas escrevo lá; e também lá vou pondo fotos).

O blogue continua, mal e porcamente, mas continua. Eu gostava de escrever mais vezes, passo dias com posts na cabeça mas depois....não há tempo. 👎🏻

10. Quero ir a Portugal e comer crepes chineses. E o bolo chiffon do meu avô. E os ovos Kinder que a minha avó me oferece sempre. E os pratos de salmão que o meu pai faz. E pizza com os amigos. E o peru que a minha mãe faz. E já estou a ver o ponto 3 a ir-se ao fundo.

Feito! E sem sacrifício nenhum! ✅

11. Quero poupar dinheiro. Já que não o ganho ao menos vou ajudando o Jack nas poupanças.

Ahahahahahahaha, rica inocência, meu Deus. Este é o nosso pior ano a nível financeiro. Caramba, este desejo foi mesmo um tiro ao lado. 👎🏻

12. Quero ser uma boa mãe.

E sou. Não sou perfeita, mas sou uma boa mãe. Ou pelo menos, acho que sim. ✅

Podia estar melhor, pois podia, mas talvez o próximo ano me traga boas surpresas (sim, sim, já não tenho qualquer esperança de salvar este ano).

17.9.16

11 meses ♥


A minha pequena Sushi está um leitãozinho de 11 meses lindo e cheio de saúde. Já diz claramente "mamã" e "papá", mesmo se às vezes disparata e desata a chamar mamã a tudo o que mexe e papá ao pastor alemão que por volta das 19h passa aqui perto de casa. Continua a ter uma paixão pelo Jack como se não existisse mais ninguém no mundo e a alegria é tal quando lhe ligo e o ponho em alta-voz para que ela o possa ouvir que a pequenita agita os braços como se quisesse voar para ir para o colo dele. Derrete-se toda a olhar para ele e eu derreto-me com este amor que ela lhe tem, numa fase em que ele passa tão pouco tempo em casa.
Este mês estranhou verdadeiramente as pessoas e bastava alguém aproximar-se mais do que devia para ela esticar os braços para quem estivesse mais próximo e fosse da sua confiança. E se um estranho lhe tocasse, o berreiro era certo como se a tivessem queimado. Por outro lado, o gelo que a fazia olhar seriamente para as pessoas (por muito que estas se esforçassem com gracinhas para a ver sorrir) parece estar a quebrar e já vislumbrei um ou outro meio-sorriso para as senhoras das caixas do supermercado. E já diz adeus a desconhecidos mas apenas quando a pessoa já está desistiu e já está de costas.
Ainda assim continua a ter um mau feitio incrível e quando está com a telha é bruta que nem uma casa. Pobres brinquedos que bem sofrem naquelas mãos que uma hora depois são capazes de os estar a abraçar. A par com o seu mau feitio que por vezes vem ao de cima, a minha pequenina está finalmente a mostrar a sua veia sensível e já procura por carinhos nossos (aleluia!). Odeia vozes mais altas e se por acaso eu empurro o Jack na brincadeira ou se ele começa a falar mais alto a contar algo que o chateou, ela mostra o seu desagrado abrindo a goela. Ela pode destruir tudo o que vê mas à volta dela só quer paz e amor.
Continua a gostar de aprender gracinhas e é maravilhoso mostrar-lhe qualquer coisa nova ou pedir-lhe para repetir um som novo e vê-la ficar extremamente séria, com um ar de quem não percebe nada do que se passa para minutos depois, quando já achamos que mais vale desistir, vê-la fazer o que foi pedido. Fica tudo gravado naquele cérebro pequenino e é absolutamente fantástico observar isto.
No dia em que fez os 11 meses, nasceu o seu terceiro dente que nos últimos dias a andava a incomodar um bocado, tornando-a uma bebé mais rezingona, queixosa e chata. Nem a bebé merece passar por isto nem a mãe dela.
Continua a deitar tudo ao chão e agora decidiu estender esta gracinha à comida que lhe colocamos no tabuleiro e que ela ia depenicando. Por isso, no fim do almoço ou do jantar, o chão em seu redor está cheio de massinhas pevide ou arroz ou bolinhas de pão ou bocadinhos de uva ou bocadinhos de feijão verde, entre outras coisas. Bem lhe dizemos que não mas está difícil de compreender.
Gatinhar, andar e ficar de pé são coisas que não lhe assistem e pelas quais não tem o menor interesse. Tem força nas pernas mas estar sentada é que é e assim como assim o fixe é andar ao colo quando é preciso mudar de divisão. Mas já gira a 360° sobre ela mesma quando está sentada e em caso de necessidade arrasta ligeiramente o rabo se isso lhe permitir chegar àquelas coisas giras que a mãe chata insiste em afastar como o telemóvel, o comando da televisão, o cabo do computador, o ipad, e afins.
Querem ver a miúda contente? Dêem-lhe um saco, uma mala, uma carteira, qualquer coisa que ela possa esvaziar, tirar tudo lá de dentro observando cada coisa, para depois ir pondo e tirando como se houvesse alguma ordem a seguir que nós não vemos. A minha carteira e o saco de saída dela são um sucesso e em minutos tenho o chão cheio de fraldas, as chaves de casa, o porta-moedas, pacotes de lenços, mudas-de-roupa, algodões, e tudo o que lá se possa encontrar.
Há dias em que duvido muito da minha capacidade de ser mãe, em que ponho cada gesto e cada decisão minha em causa, em que sinto que estou a fazer tudo errado, mas acho que mesmo assim, mesmo sendo a mãe cheia de falhas que sou, a Mini-Tété é feliz e isso é que importa.

(e está a ser cada vez mais difícil tirar estas fotos e manter bebé e quadro no sítio....)

Nãããããooooo

A Besta (isto é, vizinho estúpido, dono dos apartamentos por cima e por baixo do nosso) alugou finalmente os seus apartamentos depois de mais de um ano em obras. Nãããããoooooooo! Não é que as obras fossem agradáveis já que para esta amostra de homem, respeito pelos outros é coisa que não existe e muito menos havia horários para o barulho pelo que nada o impedia de vir martelar aos domingos de manhã, usar o berbequim já depois do jantar, etc (e sim, chamámos a polícia que apenas lhe disse que ele não podia fazer barulho. Uau, ele deve ter ficado cheio de medo. Nop.), mas sempre sabíamos que acabado o trabalho daquele dia, ele regressava a casa dele e com alguma sorte no dia seguinte talvez nem aparecesse, pelo que noites sossegadas e alguns dias de descanso sempre tínhamos. Agora com inquilinos a história é outra já que, matreiro como é, escolhe a dedo mulheres declaradas como mães solteiras (mesmo que vivam acompanhadas), com uma série de filhos, sabendo que elas têm apoio do estado para alugar casa. E eu nem vos digo as famílias que já por aqui passaram. Digo apenas que estávamos muito bem assim, sossegados, com os dois apartamentos vazios, sem saltos altos a vaguear durante a noite, sem criancinhas a chorar a meio da noite, sem skates a serem usados dentro de casa, sem jogos de fubetol a serem jogados contra as paredes, sem a televisão em altos berros, sem os cães a ladrar e a urinar nas escadas do prédio, sem discussões de meia-noite, sem visitas da polícia, sem criancinhas a deitar papéis de rebuçados e afins nas escadas sem os paizinho se importarem minimamente e a não limparem nada, sem gritos e sem confusões. E uma pessoa até podia ter a esperança de desta vez virem pessoas simpáticas, asseadas e silenciosas mas A Besta já nos ameaçou que, par acabar com o nosso descanso, ia encher os apartamentos com famílias de 4 filhos (olha a novidade, ó homem! Como se fosse a primeira vez....).

10.9.16

Vaidooosa #25


A minha Princesa.

Embora pareça ser uma única peça, na verdade são duas: um body cor-de-rosa (do qual se vêem as mangas e a gola) e um vestido de alças. Não está absolutamente maravilhosa?

9.9.16

Na viagem


Porque é apenas no colo dele que ela adormece. 
E ele dorme também, sabendo ter no colo o seu maior tesouro.

8.9.16

Começar bem as férias

Na sexta-feira passada partimos para umas mini-mini-mini-férias e estava combinado que o Jack trabalharia ainda de manhã e por volta da hora do almoço apareceria em casa para, numa hora, comermos juntos, dar o jeito final à casa (fechar água, levar o lixo, etc), acabar de arrumar as malas e seguirmos para o aeroporto. A manhã passou-se razoavelmente, com a Mini-Tété a não querer dormir a sesta, atrasando-me assim um pouco a preparação das últimas coisas e à hora da almoço, já ligeiramente atrasado, o Jack chega a casa. Dois minutos depois vejo-o a deitar as mãos à cabeça e a gritar "Bolas, tenho de voltar a Paris!!!". Só pensei que estava doido, havia agora lá tempo de voltar a Paris antes de seguirmos para o aeroporto, que o que quer que fosse que se pudesse ter esquecido não era assim tão importante, provavelmente a chave de uma obra ou assim, e que poderia resolver a situação com o irmão, que nos daria boleia metade do caminho. Mas não, este menino tinha-se esquecido nada mais nada menos que o cartão do cidadão. Lá arrancou ele para Paris, enquanto eu olhava desconsolada para o almoço que já tinha feito para nós e começava a fechar malas sem rever nada e a levá-las para o carro, com a Mini-Tété a reboque. O plano seria encontrarmo-nos todos a meio caminho do aeroporto, rezando para que ainda fossemos a tempo. E nisto volta-me ele a entrar em casa, enquanto eu dava umas garfadas no almoço para não sair de estômago vazio, a dizer que não havia tempo de ir a Paris e a voltar, que tínhamos de ir todos já. E assim, em 5 minutos, as malas estavam todas no carro, uma Mini-Tété espantada com tal rebuliço enfiada no ovo, e nós a caminho do escritório do irmão do Jack, para depois seguirmos todos até Paris, e finalmente irmos para o aeroporto. Algum santo nos ajudou naquele momento e não houve acidentes, filas intermináveis de trânsito, nada de nada, e eu só os ouvia exclamar que alguma coisa se devia estar a passar porque nunca tinham apanhado as estradas assim àquela hora de uma sexta-feira. E chegámos a tempo, com os nervos em franja, o corpo carregado de stress e com uma bebé a não perceber nada do que se estava a passar. Claro que para continuar na rota das asneiras o Jack tinha de se esquecer do nosso melhor muda-fraldas numa das casas-de-banho do aeroporto, mas enfim, ao menos conseguimos apanhar o voo e seguir para as nossas bem merecidas férias!