30.12.16

E o vosso Natal foi bom?

Por aqui, correu tudo bem, fora alguns percalços que contarei noutro post. Mini-Tété é uma lady que se sabe comportar no avião e fora dois pequenos choros controláveis no regresso, aguentou-se bastante bem. Para lá fez-nos o favor de dormir uma parte da viagem (agradecemos pois estávamos com uma directa em cima), para cá lutou contra o sono, sofreu com o calor, obrigou-nos a mudar-lhe a fralda, mas com livrinhos e cantigas, pão e queijo para a entreter, o tempo passou. A fase anti-social e "vou fingir-me de morta, nem sequer pisco os olhos ou mexo um dedinho" sempre que alguém se metia com ela começou a passar no último mês, pelo que os avós, tios, primos, bisavós e amigos já tiveram direito a sorrisos e brincadeiras desta vez. 
Na noite de Natal, já estava na cama quando se abriram os presentes e não acordou com toda a galhofa resultante deste momento. Gostou de rasgar o papel e de brincar com tudo o que recebeu. Definitivamente, os livrinhos são o que mais a prendem neste momento. Comeu sopas feitas por várias pessoas, comeu fruta dos avós e bisavós e ainda provou algumas coisas, nomeadamente arroz de polvo que comeu alegremente. Cheira-me que vai adorar arroz, tal como a mãe. 
Por muito que tentemos levar as malas meio vazias já a contar com miminhos que possamos receber (e com os livros que eu me lembre de comprar), a hora de fazer as malas para regressar é sempre uma confusão com direito a quase termos de nos sentar em cima delas para as conseguir fechar. 
Foram dias muito bons, que mais uma vez passaram a voar, com algumas correrias de um lado para o outro para conseguir ainda estar com algumas pessoas, sabendo bem que nunca estamos tempo suficiente com quem visitamos e que muitas ficaram por visitar. Ainda conseguimos tirar um tempinho para nós e jantámos fora algumas vezes só os dois e demos um salto ao cinema. 
Foi bom, muito bom. Mas passou demasiado rápido. Como sempre. 

20.12.16

Mais um

Quando ouvi a notícia do atentado em Berlim, em que um camião invadiu um mercado de Natal, matando e ferindo quem lá estava e estragando o Natal a tantas famílias, olhei para o Jack e percebi que ele estava a pensar no mesmo que eu. Há duas semanas fomos passar uma tarde ao mercado de Natal dos Campos Elísios, um lugar tão turístico, tão cheio de gente, tão apetecível como alvo para este tipo de gente doida. E não pensámos nisso, não olhávamos à volta em busca de sinais de perigo, passeámos no mercado com a mesma descontracção com que o fizemos no mercado aqui da terrinha este fim-de-semana, numa vila perdida no meio do mapa e pouco atraente para este tipo de atentados. Comprámos prendas, comemos castanhas, comemos crepes com nutella, comemos cachorros-quentes, o Jack andou a provar queijos e nougat, vimos tanta mas tanta gente a empurrar carrinhos de bebé, desviámo-nos como podíamos do mar de gente que ali passeava, felizes e descontraídos, vimos o Pai Natal num trenó suspenso. E agora que penso nisso, vi militares armados mas não liguei. O hábito de os ver tantas vezes nos mais variados sítios está a fazer com que a sua presença se torne normal aos meus olhos (e nem vos consigo explicar como este pensamento me deixa triste). Não pensámos num só segundo no terrorismo. E foi bom. Como é suposto ser uma ida a um Mercado de Natal, seja em que cidade for. Até haver um idiota que decide estragar isto. Tivemos sorte em Paris. E houve muita gente que teve azar em Berlim .

Estou viva!

Ando desaparecida mas ando por aqui. :)

A minha casa se tivesse um nome chamar-se-ia Caos. Louça, roupa e casa por tratar. O melhor? Amanhã à noite tenho de ter tudo arrumado, limpo e malas feitas para no dia seguinte de madrugada partirmos de férias.

Não há dia em que não tenha uma ideia para um post mas não consigo mesmo ter tempo para escrever e fico frustrada.

Mini-Tété é uma patusca e no Caos onde vive tem dias em que me dá trabalho e outros em que até parece compreender que no mínimo tenho mesmo de lavar aquela panela para lhe poder fazer uma sopa.

Ando cansada, cheia de sono, a precisar de dormir 24 horas seguidas. Estou um bocadinho farta desta fase da minha vida, embora saiba que a razão pela qual passo por ela é das melhores. Não consigo ser o tipo de mãe que trata da casa durante o dia. Se a Mini-Tété está comigo em casa, assumo que é dela que tenho de tratar durante o dia, de dar atenção, de cuidar, de estimular e entreter. O que é muito bonito mas faz com que todas as tarefas domésticas fiquem para depois da hora de jantar, e quando outras coisas se metem pelo meio e não permitem que as lides domésticas sejam feitas, instala-se o Caos e eu durmo pouco, demasiado pouco, para assegurar os mínimos.

Mini-Tété está a ficar mais meiguinha. Já pousa a cabeça no nosso ombro e nós derretemo-nos todos.

Esta semana baixámos finalmente o estrado da cama de grades. Até agora não tinha sido necessário pois a pequena preguiçosa não estava de todo virada para fazer o esforço de se sentar sozinha. Mas ontem, quando a deitei para a sesta, decidiu sentar-se 7 vezes. Dois minutos depois estava eu de chave de fendas na mão a desmontar uma cama de grades para lhe baixar o estrado. Mas acho que isto nos está a custar a todos. Com o estrado em cima, o colchão dela ficava à mesma altura do nosso, bastava abrir os olhos para nos vermos, dava para fazer festinhas, dar a mão, era fácil dar beijinhos e tirá-la e pô-la da cama. Agora está uns bons centímetros abaixo de nós, custa tirá-la da cama (ai as minhas costas) e não dá para lhe beijar a cabeça enquanto dorme. Estamos todos ligeiramente chateados com este passo.

Vai saber-me lindamente passar o Natal em Portugal, já estou cheia de saudades e quero mimos. Mas não vou levar o computador por isso o blog estará um pouco abandonado nesta quadra natalícia. Em 2017 quero ver se lhe dou uns choques e se o reanimo desta pasmaceira que aqui se instalou. :)

Feliz Natal para todos :)

14.12.16

"Eu avisei...."

Quando tive a minha primeira e única crise de asma este ano passei a ser seguida imediatamente por um pneumologista devido à severidade da mesma. Assim, a juntar à minha rinite alérgica crónica, sofro agora também de asma alérgica, e o médico achou imperativo descobrir a causa de forma a evitar nova crise. Disse-me então:
- Vou passar-lhe umas análises de sangue. Temos de descobrir a que é alérgica.
- Tudo bem, mas olhe que em Portugal eu fiz estas análises e deu negativo a tudo.
- Tem de repetir!
- Tudo bem....

Claro está que os resultados vieram negativos a tudo o que foi testado. Lá os mostrei a um médico incrédulo, que logo me marcou para hoje um teste de alergia na pele. Avisei:
- Olhe que eu também fiz este teste em Portugal e deu negativo a tudo. A minha mãe e o meu irmão tiveram reacção a algumas substâncias mas no meu caso não.
- Não, não pode ser. Da maneira como anda tem de ser alérgica a alguma coisa e vamos descobrir o que é, vai ver.
- Ok...

E hoje lá estava eu, com uma constipação de caixão de à cova, depois de 4 dias cheia de alergias sem poder tomar nada para não falsear os resultados, com os bracinhos esticados a ser submetida a mais um teste. Que (surpresa, surpresa!) deu negativo. Nem uma pequena reacção, nem uma bolhinha, nem uma manchinha vermelha, nada de nada, os meus braços permaneceram brancos como a cal, de forma a não haver qualquer dúvida. E dizia-me ele:
- Nunca pensei ! Não faz mesmo reacção a nada!

Pois.

13.12.16

Dica 7#

Quando engravidei não comprei muitos livros. Na verdade, comprei dois e é deles que vos quero falar pois recomendo-os calorosamente. O primeiro chama-se "Os bebés também querem dormir", da Constança Cordeiro Ferreira, pois eu sempre soube que tenho muita dificuldade em lidar com a privação de sono (às vezes conto as horas que o Jack dorme numa semana e acho que era menina para me esquecer até do meu nome se dormisse o pouco que ele dorme) e queria saber como ajudar a Mini-Tété a deixar-me dormir. Atenção que eu defendo que não podemos nem devemos esperar que um recém-nascido durma logo 8h seguidas, de noite, e nos deixe a nós também dormir. Tem de haver bom senso, mas se houvesse truques para ajudar a adormecer, melhor ainda. O livro não é milagroso mas refere e explica técnicas que connosco resultaram, como por exemplo o white noise e a técnica de embrulhar os bebés. Digo-vos que houve alturas em que quem entrasse na minha sala encontrava um secador ligado à ficha, pronto a ser usado a qualquer momento. E foi muitas vezes usado às 4h da manhã para acalmar uma Mini-Tété a lutar contra o sono com muito choro furioso. Também desmistifica o receio de habituar bebés ao colo (3 meses inteirinhos a adormecê-la ao colo e a dormir todas as suas sestas ao colo, para a partir dos 5 meses eu ser incapaz de a adormecer assim pois ela só quer a sua cama. Até tenho saudades) e explica o porquê de não se dever deixar um bebé a chorar até que se cale por cansaço. Aconselho pois não deixa de dar algumas dicas úteis e relaxar um pouco os nossos receios.





O segundo comprei-o por ter visto uma vez uma referência no facebook de alguém que se referia a ele como "A Bíblia dos Bebés". Na verdade, o livro chama-se "O Grande Livro do Bebé" do Mário Cordeiro e é para mim quase que uma aquisição obrigatória. Fala de tudo um pouco: desde a esterilização de biberões, à varicela, à introdução dos alimentos, ao desenvolvimento do 1° ano de vida, aos acidentes, aos primeiros dentes, à febre, ao sono, às rotinas, à comunicação, à relação pais-filhos, ao banho, às constipações, às vacinas, a como tratar do cordão umbilical e da crosta láctea, às doenças das quais nem queremos pensar, tudo muito ilustrado com casos que ele vai relatando. A sério, se querem investir num livro, invistam neste, é o meu conselho. Não concordo com tudo o que ele diz, mas concordo com bastantes coisas e pus em prática dicas que ele dá e que resultaram. Para além disso, é agradável termos dúvidas e ler que é normal aquilo acontecer ou ter uma explicação para o sucedido.


Gostei tanto mas tanto dele que pedi como prenda de aniversário deste ano aos meus pais o livro seguinte, "O Livro da Criança" (não se enganem, não é o Grande Livro da Criança) do mesmo autor. Este já é um pouco mais abrangente pois vais do 1 aos 5 anos, mas não deixa de ser extremamente interessante.




10.12.16

Com o ego inchado

Mini-Tété não me reconhece nas fotos de casamento, embora reconheça o pai. Contudo hoje, a folhear uma revista com ela, vejo-a a apontar muito determinada para um dos "anjos" da Vitoria's Secret e a dizer muito satisfeita "Mamã!". A minha filha é linda. E se calhar sai à mãe e é mesmo pitosga.

6.12.16

Esta é só a primeira de muitas vergonhas que ela me vai fazer passar, certo?

Há umas semanas, andava eu no supermercado com a Mini-Tété sentada no carrinho das compras e parei na zona das frutas para escolher umas laranjas. Enquanto escolhia, tinha a Mini-Tété no meu raio de visão periférico pelo que estava descansada. Tenho a sorte de ter uma filha que não faz  (ainda) birras no supermercado, limitando-se geralmente a observar-me (e aos desconhecidos) a fazer as compras, quase sem se mexer e lembrando-se de fazer um som ou outro de vez em quando. Acabei de escolher as laranjas, fechei o saco e algo no chão chamou-me a atenção. Desviei o olhar e vejo, surpreendida, que há kiwis a toda a nossa volta, espalhados pelo chão. Fiquei ali com ar de parva a olhar para eles, a pensar como é que não teria reparado em tantos kiwis quando ali tinha chegado minutos antes. E nesse momento, um kiwi aterra junto aos meus pés. E eu olho para a Mini-Tété que, caladinha e feliz, se entretinha a tirar kiwis de uma caixa mesmo à sua altura e os deixava cair, observando o seu movimento. Claro está que passei os minutos seguintes de rabo para o ar a apanhá-los a todos, enquanto ela se ria à gargalhada (delira quando as pessoas se baixam, a tolinha).

5.12.16

Então e os novos vizinhos, Tété?

Uns amores. Depois disto, decidiram ontem que à meia-noite era uma boa hora para montar móveis e começar às marteladas. Uns fofos, é o que vos digo.

É verdade que pararam quando o Jack lhes foi bater à porta mas não deixa de ser triste saber que é necessário alguém os avisar que se calhar o som do martelo a meio da noite não é lá muito agradável...