10.1.17

Escolher a cadeira-auto!

E depois de indicar quais as coisas a ter em consideração para escolher o ovo, eis as dicas para escolher a cadeira-auto seguinte, fase em que estamos quase a entrar com a Mini-Tété. Tenho de admitir que nunca pensei que a Mini-Tété comemorasse o seu 1° aniversário a utilizar ainda o ovo para transporte automóvel. Lembro-me que quando ela tinha 6 meses, olhei para ela no ovo e comentei com o Jack que esta coisa de dizerem que o ovo dá para o 1° ano era uma treta, que a Mini-Tété deveria precisar de mudar lá para os 9 meses no máximo. A verdade é que ela nasceu grande e continuou a crescer rapidamente mas depois o crescimento abrandou e embora esteja maior a cada mês que passa, a verdade é que ainda cabe no ovo para grande alegria nossa visto que o ovo é sem dúvida uma cadeira bastante segura para um bebé. Mas enfim, estamos agora a chegar à fase de mudança de cadeira e portanto deixo aqui as minhas indicações:

O ovo serve geralmente para bebés até aos 13 quilos, mas não deve ser o seu peso a determinar o seu uso mas sim a sua altura. Os bebés podem viajar no ovo até o topo da cabeça atingir o topo do ovo, e troca-se então de cadeira não permitindo que esse limite seja ultrapassado por razões de segurança. Por isso, não troquem de cadeira apenas porque o bebé já tem os pés fora do ovo, ou porque acham que ele vai apertado lá dentro. A ideia é que ele vá protegido e não à larga e à francesa.

Exactamente por quererem que os seus bebés estejam o mais confortáveis possível, muitas mães ponderam a mudança de cadeira quando o bebé tem 7, 8, 9 meses, o que é demasiado cedo. Sobretudo porque muitas vezes outra das principais razões é por quererem que os seus bebés deixem de estar virados de costas para a estrada (e para elas) e passem a estar virados para a frente, para as poderem ver e verem melhor as vistas.

A Direcção Geral de Saúde recomenda que as crianças devem viajar voltadas de costas para a estrada até aos 3 ou 4 anos, uma vez que esta é a posição mais segura para as transportar no automóvel devido à fragilidade do pescoço e ao peso da cabeça. Caso seja mesmo necessário, afirmam que "só a partir dos 18 meses será admissível que a criança viaje virada para a frente". A American Academy of Pediatrics recomenda levar as crianças de costas para a estrada até aos 2 anos de idade, sustentando esta recomendação na estatística: o risco de ferimentos nas crianças menores de 2 anos que viajam no sentido contrário à marcha (ou seja, de costas para a estrada) reduz-se cerca de 75% face aos que viajam no sentido da marcha. Viajar no sentido contrário à marcha reduz cinco vezes a probabilidade de ferimentos ou mesmo morte num acidente

Para muitos pais há a preocupação de que indo de costas para a estrada, as pernas da criança sofram alguma lesão em caso de acidente. No entanto, estudos científicos indicam que não existe qualquer tipo de risco para a criança, nem para as pernas nem para os tornozelos. E que mesmo no caso extremo de ocorrer algum tipo de ferimento, estes serão sempre muito menos graves do que no pescoço e coluna da criança. Diria eu que é caso para perguntar "O que preferem? Que o vosso filho parta uma perna indo de costas ou parta o pescoço indo de frente?".

Em 2014, foi realizado um estudo pelo ACP e registou-se que 89% dos pais viajam com as crianças viradas para a frente, contra apenas 11% que viajam contra a marcha. Na verdade, 46% dos inquiridos considerou ser mais seguro transportar as crianças no sentido da marcha e 30% considerou ser mais seguro levá-los no sentido contrário à marcha. Quase 7% dos condutores inquiridos considerou que o sentido da marcha não influencia a segurança das crianças e 17% afirmou não saber em qual dos sentidos as crianças viajam mais seguras.



A maior parte das cadeiras vendidas estão homologadas segundo a norma ECE-R44/04, que entrou em vigor em Junho de 2005, e a distinção das cadeiras é sobretudo feito por peso: 0 (alcofas), 0+ (ovos) até aos 13 Kg (até 12-18 meses), I até aos 18 Kg (até 3/4 anos), II dos 15-36 Kg (4/6 anos - 12 anos) e III dos 22-36Kg (8/9 anos - 12 anos).
Recentemente, entrou em vigor uma nova norma europeia, conhecida por i-Size (ou ECE R129). As principais diferenças entre as duas normas são:

- Deixa-se de classificar em função dos grupos 0/0+/I/II/III (e portanto através de pesos) e cada cadeira passará a indicar simplesmente a altura máxima das crianças que poderão usá-la.

- É acrescentado um novo teste de colisão lateral, deixando por isso de ser aceites os "banquinhos" em que muitas crianças mais velhas viajam uma vez que não superam este tipo de ensaios.

- Garante-se que todas as cadeiras voltadas para trás podem ser utilizadas pelo menos até aos 15 meses de idade. Desta forma promove-se a utilização de cadeiras voltadas para trás até mais tarde do que acontece nos dias de hoje.

- Promove-se o uso do Isofix como sistema para reduzir o risco de uma instalação incorrecta

- Passa a haver dimensões máximas das cadeiras e dimensões mínimas dos lugares dos automóveis de modo a que uma cadeira homologada pela norma i-Size possa ser usada em qualquer lugar "i-Size" dos automóveis. Ou seja, os automóveis começam agora a ser fabricados não apenas com o sistema isofix mas também como lugares i-Size onde pode ser colocada qualquer cadeira i-Size sem os pais estarem preocupados se cabe ou não, ou se é compatível ou não como acontece neste momento com as cadeiras isofix.

Como em cada mudança de norma, a aplicação da nova norma i-Size não é imediata pelo que as cadeiras infantis com a norma ECE-R44/04 continuam válidas por vários anos e não é preciso deitarem-nas fora e ir a comprar cadeiras homologadas pela nova norma. As novas cadeiras i-Size, já disponíveis no mercado, vão conviver até 2018 com as cadeiras homologadas com a anterior homologação ECE-R44/04, sendo que o mais provável é que em 2018 se proíba a venda das cadeiras homologadas pela norma ECE-R44/04. Contudo a sua utilização continuará a ser válida por mais uns anos para que os pais não sejam obrigados a comprar outra cadeira.
Para os pais que não tem automóveis com sistema isofix e que já estejam a ficar preocupados com o facto de a nova norma incluir a utilização deste sistema de segurança, fica a indicação de que a nova normal i-Size aplica-se apenas para já às cadeiras com sistema de fixação Isofix e com cintos de segurança próprios. Mais tarde, a norma i-Size terá mais duas fases de desenvolvimento que incluem as cadeiras com isofix mas nas quais a criança vai presa com o cinto de segurança do automóvel e as cadeiras sem isofix, de forma a que também estas cumpram os critérios estabelecidos.

Resumindo e concluindo:

1. Se vão trocar o ovo pela cadeira-auto seguinte escolham uma que permita viajar de costas para a estrada. Tenham em atenção que há cadeiras que permitem fazê-lo mas apenas até a criança atingir um determinado peso, obrigando depois os pais a voltarem a criança para a frente para continuarem a poder usar a cadeira. Geralmente permitem que a criança viaje de costas até ao ano e meio e viaje de frente até aos 3-4 anos. Claro que este tipo de cadeiras é melhor do que aquelas em que a criança vai de frente antes dos 18 meses, mas ponderem a compra de uma cadeira que vá de costas até aos 3-4 anos, pela segurança do vosso filho.

2. Se tiverem um automóvel com sistema isofix, poderem a compra de uma cadeira i-Size. Já se encontram à venda e mesmo não sendo para já uma obrigação, a verdade é que sabem que estão a comprar cadeiras mais seguras do que as homologadas pela norma ECE-R44/04. Para os pais cujos automóveis não têm sistema isofix e portanto não têm outra hipótese para já do que comprar cadeiras homologas pela norma ECE-R44/04, optem então por uma que permita viajar de costas até o mais tarde possível.

3. Caso já tenham uma cadeira que apenas dá para ser colocada de frente para a estrada, assegurem-se que esta está bem colocada, bem presa e que o vosso filho bem também ele bem preso à cadeira.










9.1.17

Só passaram 9 dias e eu já sinto que é um ano para esquecer

Desde que entrámos em 2017 que ainda não dormi uma noite seguida. Esta noite dormi apenas meia-hora, das 4h30 às 5h, ladeada por uma insónias que não me deixam nem sequer ter o prazer de dormitar uns segundos. São 9 dias a dormir aos bocados, 45 minutos agora, duas horas mais logo, 1h30 numa sesta, novamente 45 minutos e eis a espertina sem razão de ser. Estou cansada, tão cansada já deste ano que agora começou que numa destas noites, de lágrimas nos olhos de ter a cabeça tão cheia de coisas e de sono, disse ao Jack "Não quero mais viver este ano. Podemos passar já para 2018?".

Esta ausência de noites bem dormidas traz-me apenas uma coisa boa: saturada levanto-me e aproveito para tratar de assuntos, esperando acordada que a Mini-Tété acorde. Nos últimos meses tenho-me levantado ao mesmo tempo que ela, preparo o primeiro biberão ainda com um olho fechado, acordo devagarinho enquanto ela o bebe, vendo tudo meio desfocado. Agora oiço-a chamar-me e vou ter com ela, já de óculos na cara, já com o olhar alinhado, capaz de a focar com nitidez. E como é bela a minha princesa quando acorda de manhã depois de uma boa noite de sono. O problema é que depois o cansaço atinge-me e acreditem que tomar conta de um bebé de um ano com tão poucas (meias-)horas de sono em cima não é pêra-doce.

6.1.17

Olá Insónias. Olá mau-humor.

São 5h da manhã e eu ainda não adormeci. O despertador do Jack já tocou e eu ainda aqui estou, a olhar para o tecto e pensar que daqui a umas três horas acorda a Mini-Tété e eu vou estar pedrada de sono. E com um mau-humor incrível. Amanhã (hoje, vá) não vai ser um bom dia para falarem comigo. Qualquer assunto a tratar, é melhor deixar para sábado. 
(Não tinha saudades nenhumas destas insónias horríveis. Se calhar devia parar de pensar em coisas parvas).  

Haja coragem!

No voo para Portugal, sentou-se ao nosso lado uma mãe de 3 filhos, que ocupavam os restantes 3 lugares da nossa fila do outro lado do corredor. Com duas gémeas de dois anos e meio e um menino de quatro anos não é preciso dizer que a senhora passou todo o voo a tentar distraí-los, a mandá-los não tirar os cintos, a não embirrarem uns com os outros e a partilharem os brinquedos e livros. A certa altura, vendo todo aquele rebuliço (e esquecendo o nosso mau aspecto e cansaço a tratar de apenas um criança de um ano que a determinada altura até dormia) comentei "Que coragem!". A resposta veio com um sorriso: "Oh, não é coragem. É não pensar muito no assunto. Se pensar, nunca saio para lado nenhum com eles". Admiro-lhe a coragem na mesma, não há-de ser fácil não pensar de todo e embarcar assim numa viagem sozinha com três crianças pequenas. Ajudei como pude, à hora da refeição e partilhando os livros da Mini-Tété que, quando acordada, observava espantada toda aquela confusão de saltos, cambalhotas, pernas e braços, encontrões, choros e risos que havia do outro lado do corredor. Há mulheres que nascem para ser mães de muitos filhos. E eu, embora até gostasse de ter muitos filhos, acho que não tenho o desenrascanço e a descontracção necessários para tal. Ficar-me pela Mini-Tété e por um segundo filho, se a vida mo permitir, que acho que não nasci para mais. :)

5.1.17

O Benfeitor

Quando chegámos a Portugal, íamos estourados. Tínhamos ido os dois para o aeroporto depois de uma noite em claro a fazer malas e a tratar de outros assuntos, tínhamos chegado muito cedo ao aeroporto (onde o Jack e a Mini-Tété aproveitaram para dormir enquanto eu ficava acordada de vigia), a viagem tinha corrido bem (com a ajuda de mais uma sesta da Mini-Tété e do Jack, e eu mais uma vez acordada porque me custa adormecer em aviões), mais a viagem de carro até casa dos meus pais (ok, aqui sim, ferrámo-nos os 3 a dormir no carro) e estávamos os dois mais do que ansiosos por uma boa noite de sono. Ou pelo menos assim pensava eu, de olhos meio abertos meio fechados, enquanto o Jack me propunha uma ida ao cinema. Em sua defesa, a verdade é que já tínhamos planos para os dias seguintes que muito provavelmente impediriam este tipo de plano por isso aquela noite era uma oportunidade difícil de aproveitar, mas eu estava definitivamente mais para lá do que para cá. Aceitei na mesma, achando que um jantar fora a dois, um bom balde de pipocas e um bom filme me mantivessem acordada. Pois, o filme é que não foi o melhor. Fomos ver "O Benfeitor", com o Richard Gere. Já tínhamos visto o trailler em França e tínhamos ficado com a sensação que toda a história é contada naqueles minutos, mas decidimos dar uma oportunidade e acabámos por perceber que afinal estávamos mesmo certos. Mas quem é que faz este tipo de traillers? Não conseguem perceber que tiram a piada toda a quem efectivamente vai ver o filme? Tornam um filme que até pode ser interessante numa verdadeira seca. De modo que passei o tempo todo do filme a pensar "Desisto, não aguento, vou dormir...Não, não, não vou nada dormir! Paguei o bilhete para ver um filme, não para dormir, era o que falta. Vá, come pipocas. Oh, esquece, que seca, não aguento mesmo, vou dormir, que se lixe, há sempre uma primeira vez para tudo, até para adormecer no cinema...Nããããooo, ainda não é desta, vamos lá ver o filme de olhos abertos, era o que faltava pagar para dormir numa sala de cinema...". Não adormeci mas saí da sala a achar que tinha mandado dinheiro para o lixo. 



Quando fores mãe, logo vês se não mudas de ideias! (Não)

Há cerca de um mês, uma conhecida comentava no facebook que antes de ser mãe tinha cuspido muito para o ar, e que agora, mãe de um menino de 1 ano, tinha apanhado com todo o cuspo em cima. Várias amigas concordavam com ela, que isto antes de ser mãe é uma coisa mas que depois de eles nascerem engole-se muita coisa que se disse. A famosa frase do "Quando fores mãe, logo vês!". Fiz o exercício mental de pensar em mim e nas minhas ideias antes de ser mãe e depois de o ser e a conclusão a que cheguei fez-me perguntar ao Jack: "Depois de teres sido pai, sentes que tiveste de engolir alguma coisa que pensavas ou dizias antes de ser pai?". Vi-o pensar para depois ouvir a mesma reposta a que eu tinha chegado: Não.

Nunca fui uma pessoa muito opinativa sobre a forma como os outros educam os seus filhos, mas ainda assim tenho noção que sobre certos pontos tinha e tenho uma opinião muito clara. E isso não mudou com a chegada da Mini-Tété às nossas vidas. Aquilo que antes dizia que não faria quando fosse mãe continua a ser assim e realmente não o faço. Aquilo que antes dizia que não gostava de ver, continuo a não gostar (e não é por ter a filha mais fofa do mundo que passo a achar piada a certas coisas que antes não achava). Não sinto que tenha cuspido para o ar e tenha levado com o que não queria em cima da cabeça. Ainda assim, assumo que ser mãe mudou a minha perspectiva sobre algumas coisas, quanto mais não seja porque aprendi coisas que não sabia. Por exemplo:

- Compreendo agora que crianças agarradas às consolas, tablets ou telemóveis à mesa de um restaurante não traduzem obrigatoriamente um comportamento habitual. Acredito (e sei) que nalguns casos, seja em casa seja num restaurante a criança só coma com aqueles bonecos ou aquela música, mas também acredito agora que há pais que em casa evitam toda e qualquer tecnologia, abrindo excepção em espaços públicos para que possam jantar sossegados e desfrutar da companhia de amigos, familiares, etc. 

- Lembro-me de perguntar a uma prima do Jack "Mas aos 12 meses eles já não deveriam comer de tudo como nós?" quando a vi servir uma sopa e uma prato diferente diferentes dos nossos ao filho de 13 meses. A minha pergunta tinha muito mais de ignorância do que de julgamento. E sei que numa ou noutra ocasião ter-me-ei questionado sobre o comportamento de certos pais exactamente por pouco saber de bebés e crianças.

Mini-Tété tem apenas 1 ano e 2 meses, ou seja, tenho ainda uma vida para levar com o (pouco) cuspo que mandei para o ar (porque sim, também mandei, não sou santa), mas pelo menos até agora as ideias firmes que tinha, por aqui se mantêm e a Mini-Tété está a crescer, aprendendo a lidar com elas. 

4.1.17

Ou isso, ou decido "vou ser pobre" para ver se me sai o Euromilhões

Combinámos os dois que em 2017 dormiríamos mais. Estamos a 4 de Janeiro e o Jack já foi trabalhar com uma directa em cima e eu já me deitei às 5h da manhã duas vezes.

Desejámos muita saúde para este ano. Passámos a passagem de ano no hospital com a pequena e agora estamos os dois doentes com uma constipação daquelas que não nos deixa dormir e mal nos aguentamos de pé.

Para 2018 vou planear começar uma nova dieta e logo no dia 1 vou comer uma boa fatia de bolo de chocolate. Se é para sair tudo ao lado, ao menos que eu tenha algum prazer nisso.

1.1.17

Eis como uma miúda de 1 ano nos troca as voltas e os planos

Tínhamos planeado uma passagem de ano calma e caseira em casa dos pais do Jack, com direito a troca de prendas uma vez que não tínhamos passado o Natal todos os juntos. Vesti a Mini-Tété para sairmos, estive a brincar com ela e quando a certa altura lhe dou um beijo sinto-a quente. Não valorizei, afinal de contas tinha estado a brincar e vesti-la na última hora e não tinha sentido que ela estivesse com febre ou doente, mas decidi na mesma ver-lhe a temperatura. Ia caindo para o lado com o resultado: 39.5°C. Converso com o Jack, concluímos os dois que sendo a primeira vez que fazia esta febre e sendo nós pais de primeira viagem sem experiência para avaliar correctamente a situação, que seria melhor irmos ao hospital.
Enquanto preparava o saco da Mini-Tété, ela ficou prostrada ao colo do Jack, sem grandes reacções, só piscar os olhos. Sou uma pessoa optimista por natureza, muito pouco dada para histerismos a nível da saúde e nada hipocondríaca, mas tenho de confessar que durante um minuto o meu coração vacilou ao vê-la assim e com lágrimas nos olhos perguntei ao Jack "E se for algo grave?". Depois limpei as lágrimas e rumámos ao hospital comigo a afirmar que não seria nada de mais, que ia passar, que íamos entrar e sair do hospital num piscar de olhos.
Enquanto aguardávamos a nossa vez na fila, Mini-Tété decidiu vomitar este mundo e o outro, cobrindo-se a si e ao Jack, e deixando todo o chão à volta num estado lastimável. Um espectáculo digno de se ver. E minutos depois, tive o segundo e último momento de lagrimita no canto do olho quando, com Mini-Tété chorosa ao meu colo, lhe comecei a cantar as músicas que tanto a animam mas que naquele momento não resultavam de todo.
Como esperado, não era nada de grave, apenas uma virose chata que assim nos levou às urgências do hospital pela primeira vez com a Mini-Tété. À meia-noite, enquanto amigos e familiares festejavam a passagem de ano, nós entretínhamos a Mini-Tété num quarto de hospital, à espera que a madame fizesse xixi para análises. 
Hoje quando acordei não senti que estivesse em 2017, não entendia que fosse 1 de Janeiro, estava perdida no tempo. Eram 18h quando farta desta confusão mental, pedi ao Jack que subisse comigo para cima do sofá e que saltássemos como manda a tradição. Agora sim, estou em 2017. Só entrei um bocadinho mais tarde. :)