12.4.17

Vantagens da Mini-Tété vir a andar tarde

Já aqui o disse várias vezes que não tenho qualquer pressa no que toca à Mini-Tété. É um pouco como em relação ao parto em que toda a gente me perguntava "Então, deves estar muito ansiosa para que chegue o dia de a veres, não?" em que a resposta era invariavelmente "Não". A cachopa ia nascer, isso era certinho e direitinho, não havia mania de fugir a isso, e eu ia vê-la e tocar-lhe, pelo que sendo uma coisa tão certa (e ainda por cima, sabendo em que mês isso aconteceria) não sentia qualquer ansiedade ou pressa. O momento chegaria, isso era certinho. Com a Mini-Tété cá fora, o pensamento é o mesmo: não há pressa para que ela sorria porque ela vai fazê-lo, não há pressa para que ela se sente porque ela vai fazê-lo, não há pressa para que se desloque porque ela vai fazê-lo, etc, etc, etc...Com o andar, cheguei ali a ter  alguns (poucos) dias em que os macaquinhos no sotão faziam das suas e eu desejava que ela me desse um sinal que estava realmente tudo bem, que só precisava de tempo, que eu não tinha razões de estar preocupada. O sinal veio com ela a pedir para ir para o chão para ficar de pé. E os poucos dias de dúvidas desapareceram e eu continuo sem pressas. Ela vai andar. Quando? Não sei mas também não tenho pressa.

Para além disso há que olhar para isto com bons olhos e reconhecer as vantagens:
- Continuo a conseguir olhar para ela e ver uma bebé porque ainda precisa de colo para chegar a certas coisas, para ir à rua, para sair da cama. Tenho noção que no dia em que ela começar a andar, mesmo que agarrada às coisas, esta ideia de bebézinha vai cair por terra e vou olhar para ela como uma menina pequena.
- Ainda não gastei uma fortuna em sapatos! :D Até agora tem um único par de bons sapatos que é aquele que usa agora. Antes disso andava descalça, de meias ou com pantufas baratas. 
- Não chega a todo o lado. Ainda no fim-de-semana comentei com o Jack que quando ela começar a andar vai ser um choque perceber a verdadeira altura dela e ver como chega a tudo. É que ela não é nada pequena mas como se desloca sempre sentada, não temos realmente a noção de como ficará alta quando se levantar.
- Começa a achar piada andar agarrada às nossas mãos e como só agora, com quase ano e meio, é que começou a gostar, já é alta o suficiente para não termos de andar todos curvados a agarrar-lhe as mãozinhas. Consigo manter-me direita, com os braços esticados a agarrá-la enquanto ela dá passos. Poupam-se as costas. :D




11.4.17

Haverá realmente necessidade?

Há uns dias tivemos um jantar de amigos e a determinada altura observei-os a todos. Estávamos em amena cavaqueira, havia conversas cruzadas, comiam-se as pizzas, todos felizes por este jantar que tinha tardado em acontecer. Ainda assim, num grupo de sete pessoas, quatro delas tinham o telemóvel na mão estando também a trocar mensagens com outros amigos ou namoradas, enquanto conversavam connosco. Não deixei de me sentir um pouco triste. Que mundo é este em que vivemos onde não somos capazes de nos desligar de um aparelho e apreciar a companhia da pessoa com quem estamos ali, naquele momento, na vida real? Custa assim tanto dedicarmo-nos por umas horas a quem está ali? Serão as conversas via sms que estavam a ter assim tão urgentes que não pudessem esperar mais umas horas ou até ao dia seguinte? Não me entendam mal, gosto imenso desta facilidade de comunicação que nos aproxima imenso, muito mais do que quando não existia pois por muito longe que estejamos, em poucos segundos estamos em contacto, e também não digo que deva haver a regra de "não usar o telemóvel quando se está com os outros" porque eles têm a sua utilidade. Por exemplo, a meio do jantar, discutia-se a resolução de um problema de uma amiga de uma pessoa presente, mas surgiu uma dúvida que era essencial clarificar antes de continuar a pensar no assunto. Em segundos, a nossa amiga tinha enviado uma mensagem à sua amiga colocando a questão, a resposta tinha chegado e a discussão continuou. Evitou-se assim perder tempo a tentar adivinhar qual seria a resposta e qual o caminho a escolher. Da mesma forma que havendo assuntos efectivamente urgentes a tratar, não vejo qual o problema. Mas quando se está simplesmente à conversa via sms, quando não há urgência, parece que se passa a imagem de que quem está ali, naquele momento, não é suficientemente interessante ou importante para ser merecedor de toda a atenção. E acho até que roça um pouco a falta de respeito. Afinal de contas, um telemóvel que em poucos segundos nos aproxima de quem está longe, pode também afastar quem está ali, perto (e eu já cheguei a ter um jantar onde a certa altura ninguém falava comigo porque todos sem excepção estavam a ter conversas via sms). Estou ansiosa pelo próximo jantar com estes amigos mas não deixo de pensar às vezes que não fui feita para viver num mundo destes, sempre ligado, sempre conectado.

10.4.17

Somos uns desnaturados, pobre Mini-Tété

Estou a organizar as roupas da Mini-Tété que vou emprestar a uma amiga que está grávida. Comentava então com a minha mãe que vou guardar uma ou outra peça por questões sentimentais, pois teria realmente pena que se estragassem. Diz-me ela: "Pois, como a primeira roupinha que ela usou". E eu fiquei calada. Não faço a mais pequena ideia do que é que a Mini-Tété usou quando nasceu, teria de ir ver fotografias para tentar descobrir, o Jack também não se lembra. Nota-se que ligamos imenso a estas coisas, não se nota? :D

8.4.17

Quando vemos o nosso melhor amigo na máquina de lavar a roupa

Como aqui contei, a Mini-Tété dorme com um pequeno urso amarelo, sendo que há o segredo de existirem na verdade dois ursos, para que ela possa sempre ter um com ela enquanto o outro é lavado. Durante ano e meio foi uma ginástica para que ela não reparasse nos dois ursos e sobretudo para que não visse nenhum a ser lavado. Nos últimos meses, em que ela me ajuda a meter a roupa na máquina, a ginástica era ainda maior comigo a distraí-la para atirar à pressa o urso encardido para o fundo do tambor sem ela ver e novamente a distraí-la para o conseguir tirar e pendurar a secar sem ela reparar. O urso era sempre bem metido ao fundo do tambor de forma a que não viesse para a frente, onde facilmente se veria, o que seria uma pena pois a Mini-Tété gosta de ver a roupa às voltas na máquina e senta-se à frente desta como se estivesse a assistir a um programa de televisão. Eis que hoje chega ao pé de mim muito aflita a chamar pelo ursinho. Pensei "Bolas, meti o outro a lavar e ainda não fui buscar o lavadinho ao armário. Vou buscá-lo", mas a Mini-Tété apontava frenética numa direcção e chamava por ele. Fui ver o que se passava e nem imaginam o meu ar quando o vi, ali, encostado ao vidro da máquina de lavar roupa às voltas, às voltas, às voltas, às voltas. E ela a chamar por ele, a tentar pegar-lhe, e ele naquela dança de um lado para o outro. Bolas, tantos meses a correr bem e agora como é que eu resolvo esta? Pessoalmente, acho que é um capítulo em falta nos vários livros que tenho sobre bebés e crianças, algo como "O que fazer quando eles descobrem o melhor amigo na máquina de lavar roupa". Diria eu que é quase tão importante quanto os capítulos sobre higiene, alimentação ou o sono, e não se entende como é que é possível que ninguém tenha pensado nisto. Mas não pensaram e eu fiquei ali às aranhas sobre como resolver aquilo. Dizer que o urso está a tomar banho? Epah, e se a miúda acha que também pode tomar banho ali e se enfia dentro da máquina? Ainda por cima, ela queria o urso agora e ainda falta mais de uma hora de programa. Não dá. Bom, vai-se deslindar a existência dos dois ursos e ver como corre: "Olha, Mini-Tété, este ursinho não é o teu. O teu é este (tirá-lo do armário onde estava escondido), não te preocupes, está tudo bem". Da forma como se agarrou ao urso que lhe dei e ignorou o outro, acho que correu bem. Ufa, não quero começar já a causar traumas à pequena.

6.4.17

O que para uns significa que se acabou o sossego, para outros é um cheirinho de independência.

Tinha a Mini-Tété cerca de 5 meses, quando um senhor me disse "Ai é assim calminha? Esperem pelos 6 meses! Aí acordam para a vida e vai ser um terror!", e eu olhava para o neto dele, de 1 ano, aos berros na cadeira da papa e pensava que se a minha filha realmente ficaria assim. Não ficou. É verdade que notámos uma mudança enorme aos 6 meses, passou a interagir mais, a tentar comunicar, a brincar mais, com o nascimento dos dentes houve ali umas noites mal dormidas, mas não houve uma alteração assim tão grande no comportamento e a bebé come-e-dorme que era continuou a ser uma bebé pouco difícil, com a energia própria da idade. Quando ela começou a aproximar-se da idade com que deveria gatinhar (e eu a entender que isso não aconteceria pois a pequena sempre odiou estar de barriga para baixo e só queria estar sentada), diziam-me "Não tenhas pressa! Quando começar a gatinhar, nunca mais tens sossego na vida!". E eu não tinha pressa, mas olhava para ela e pensava que na verdade até me dava jeito que ela se deslocasse, mesmo com a opinião dos meus pais e amigos que isso era coisa que me tiraria o descanso. E a Mini-Tété começou então a deslocar-se, sentada, a alta velocidade de um lado para o outro. E eu agradeci a todos os santinhos porque finalmente a pequenita deslocava-se e podia andar atrás de mim de um sítio para o outro, podia ir buscar os brinquedos que queria, podia ir até onde lhe apetecia. Claro que algum sossego se acabou porque ela passou a chegar a certas coisas que antes não alcançava, passou a desaparecer-me de vista quando eu achava que ela estava junto aos meus pés e eu deixei de conseguir tomar banho sozinha com ela na casa-de-banho porque dois minutos depois de ligar a água, ela já estava a fazer um disparate qualquer. Mas a independência que nos trouxe, a mim que parei de estar constantemente a ter de a transportar de divisão em divisão, a trazer-lhe 1001 brinquedos para ela estar entretida no sítio onde a pousava, com ela a reclamar sempre que deixava de me ver ou que não chegava a um boneco, e a ela que passou a poder seguir-me para todo o lado, é muito mais vantajosa do que qualquer sossego que eu antes tivesse. Agora dizem-me "Quando ela começar a andar e a chegar a sítios mais altos acabou-se o sossego! Não tenhas pressa". E eu não tenho (nunca tive pressa em nada com ela) mas não deixo de olha para ela e pensar no jeito que me daria que ela começasse a andar. O facto de ela ainda se deslocar sentada não me permite pousá-la em qualquer sítio, o que me obriga a tê-la sempre ao colo e a criança já pesa mais de dez quilos, não é propriamente leve. Pequenos recados a pé como ir à farmácia ou à padaria, a 5 minutos aqui de casa, são complicados se o carrinho dela não estiver à disposição porque as minhas costas já não aguentam caminhadas com este chumbo nos braços. E depois lá, é preciso estar com ela ao colo enquanto pago e recebo as coisas, o que nem sempre dá jeito. Admito que aqui em casa, o sossego provavelmente acabará mesmo porque consigo ver uma série de coisas às coisas ela felizmente ainda não chega mas que passará a chegar brevemente. Mas por outro lado, isso será mesmo um problema? Até agora, já vi bebés com a idade dela a terem uma série de comportamentos com coisas às quais chegam que não vejo a Mini-Tété ter mesmo conseguindo lá chegar. Ainda este fim-de-semana tivemos de esconder uns bonecos da Mini-Tété porque um bebé poucos meses mais novo brincava com eles e enfiava-os na boca até mesmo à garganta. Para evitar um desastre, foram escondidos, mas demos por nós a pensar que com aquela idade a Mini-Tété brincava com eles e nunca nos pareceram perigosos pois ela nunca os levou à boca. Vamos ver, posso até estar enganada, mas acho que tal como vi grandes vantagens quando ela se começou a deslocar, também as verei quando ela começar a andar, mesmo com todos avisos no sentido contrário. 

(Também estou a ser muito avisada quanto à fase dos "terríveis dois" e aqui confesso que não vejo qualquer vantagem. Por isso, por mim, a Mini-Tété pode passar por ela sem lhe ligar muito, se faz favor).

5.4.17

Casei com uma boa pessoa

O Jack é aquele tipo de pessoa com uma enorme dificuldade em dizer que "não" aos outros. Quer agradar, quer ser prestável, quer ser boa pessoa mesmo que isso o prejudique e favoreça os outros. Há uns dias, comecei a ouvir vozes e fui dar com ele à porta a falar com um homem que parecia estar a tentar vender-lhe qualquer coisa. Não liguei, não era nada comigo, não estamos interessados em comprar nada agora e fui à minha vida, achando que em 2 minutos o Jack despacharia o assunto. Já tinha passado um bom bocado quando fui ver como estavam as coisas e vejo o homem a perguntar se pode entrar para explicar melhor do que se trata. Rebolei os olhos. Odeio ter desconhecidos a entrar em casa e, por mim, o assunto já estaria mais do que arrumado. Continuei nos meus afazeres mas comecei a perceber que o Jack estava encurralado: por um lado, notava-se perfeitamente que não queria o produto, por outro estava com uma enorme dificuldade em dizer ao homem que "não" porque o senhor usava argumentos como "é para ajudar os jovens", "o senhor tem uma filha, um dia também pode querer que a ajudem a ela", "toda a gente está convencida e a aderir". Eu admito, não tenho pachorra, não gosto quando me apelam ao sentimento e me tentam fazer sentir mal por não querer comprar uma coisa. Muito menos quando usam aspectos da minha vida pessoal para me tentar convencer. O Jack lá ia tentando ganhar tempo, fazendo perguntas, algumas até repetidas, sem conseguir desenvencilhar-se da situação. Decidi assumir o comando da coisa antes que acabássemos por ter uma enciclopédia grega ou uma bicicleta sem pedais cá em casa. Perguntei de que se tratava, foi-me explicado que era o jornal da região, todos os dias de manhã seria deixado na caixa do correio, são os jovens que fazem a entrega tendo assim um emprego honesto, e custaria por mês um pequeno balúrdio (tão grande que achei inicialmente que era o valor por ano). Olhei para o Jack e disse-lhe "Não dá, sabes bem que não é possível", achando que para o homem a informação não seria uma surpresa. Estava na cara que o Jack não queria o jornal senão já tinha aceite, estava a recusar dar os seus dados pessoais e toda a postura era de alguém contrariado. Mas suponho que para estes vendedores, pessoas como o Jack sejam um bom isco: mostram claramente que não querem mas não conseguem dizer que não, pelo que com alguma pressão talvez acabem por ceder. E realmente o homem não gostou da minha resposta e virou-se para mim, primeiro numa atitude engraçada e de argumentação positiva, como "Se soubesse que era a senhora a decidir, tinha falado consigo primeiro!" (Não sou eu que decido), "Mas oiça, é um projecto fantástico: promove a empregabilidade dos jovens, promove a leitura. Um vizinho seu disse que nunca lia o jornal mas que com este serviço agora lê todos os dias!" (Não vale a explicar-me novamente, já ouvi e não estamos interessados. Eu não gosto de ler o jornal e o Jack lê na internet), "Mas não custa assim tanto!" (Custa mais do que eu posso pagar agora por isso não dá mesmo), entre outros que tais. Vendo que os argumentos não estavam a resultar, passou a ter uma atitude de ataque enquanto arrumava as coisas todas, o que deixem-me que vos diga me deixou ainda mais chateada. Estar em minha casa a atacar-me? Pensam mesmo que assim me convencem? E começou então com coisas como "Ele quer o jornal, a senhora é que não deixa" (Ele não quer o jornal), "Quando a senhora compra um vestido, ele diz-lhe que não?" (Eu não uso vestidos), "Aposto que compra uma camisola por mês e o seu marido não lhe diz que não!" (Não compro), "Não acredito em si!" (Tudo bem, não me incomoda que não acredite), "É capaz de negar este tipo de prazer ao seu marido?" (Sou, porque ele também não quer), "Estou aqui há mais de meia-hora, isto não se faz! Se não queria, não me deixava entrar!" (Você é que ele pediu e ele aceitou para o ouvir, nada o obriga a aceitar no fim), "Isto é gozar com as pessoas" (Não, não é), " Se não queria o jornal, devia ter recusado mal me viu à porta" (não sabia o que estava a vender), "Isso é mentira!" (não, não é, mas se não acreditar, é consigo), entre outras que tais. Saiu finalmente e eu fechei a porta. O Jack sussurrou "Obrigado por me teres safado...E eu que lhe ia oferecer um café e esqueci-me". Já disse que ele é mesmo uma "boa pessoa" com tudo o que de bom e mau isso traz?

3.4.17

Estamos a alcançar mais uma etapa

Mini-Tété está a começar a comer sozinha à colher, yyyeah! O sossego que é poder passar-lhe a colher para a mão e ela ficar ali a comer enquanto eu como também. E se por um lado detestei a introdução de alimentos aos bocadinhos e achei que quando chegasse a esta fase da introdução da colher, as minhas paredes brancas iam ganhar novas cores, estou agradavelmente surpreendida com a maneira como ela come. Há dias em que praticamente não suja nada, há outros em que muita coisa lhe vai parar ao colo (e depois ao chão), mas não há comida a voar como eu imaginei que haveria. Estou a adorar esta fase. :)

2.4.17

Sair do cinema triste mas ainda assim achar que valeu a pena ir :)

Fui ver o filme "A Bela e o Monstro" aos cinemas da Disney e, ao contrário do que eu esperava, saí do filme a sentir-me triste. Na viagem até casa, estive a tentar encontrar e explicar o Jack de onde vinha este sentimento, embora não tenha sido tarefa fácil. Acho que foi um conjunto de factores. E antes de continuar, deixo o aviso, vou falar do filme sem qualquer cuidado, por isso se ainda vão ver e não querem spoilers, é melhor pararem por aqui. Já todos conhecemos a história mas há sempre certos pormenores que podemos não querer descobrir antes, por isso, vão lá tratar de outra coisa, ler outros blogues, e voltam quando eu escrever um novo post, sim? :)


Bom, dizia eu, que acho que foi um conjunto de factores:
- chegámos atrasados (olha a novidade...) e perdemos os primeiros minutos do filme que eu gostaria de ter visto.
- A Emma Watson é uma fofinha, gosto bastante dela, mas fisicamente não é parecida com a Bela dos desenhos animados. Pensei nisto várias vezes ao longo do filme pelo que foi efectivamente um pormenor que me chamou a atenção.
- As bibliotecas foram uma desilusão: no desenho animado, a Bela começa por ir buscar um livro à biblioteca da terra e até sobe para uma escada, deslizando ao longo das estantes. No filme não há nada disto, apenas um padre com uma mesa com quantos livros. Então, mas e a escada? Eu entendo que isto não seja importante para muitos, mas para mim é uma das cenas que mais marcou nos desenhos animados (e um dia vou ter uma biblioteca, com estantes altas e uma escada que desliza!). Fiquei triste, perdeu-se uma cena importante. Já a biblioteca do monstro...oh, que coisinha mais escura, mal se vêem os livros, deve dar cabo da vista ter de procurar ali um livro que seja. Mais uma desilusão. Enfim, para quem gosta tantos das bibliotecas dos desenhos animados, as do filme foram uma facada no coração.
- Fui ver o filme com as vozes em francês, o que me fez perder um pouco o sentido das letras e algumas piadas. 
- O salão de baile e a dança da Bela e do Monstro também ficaram muito aquém do esperado. A sala parece pequena, baixa, com uns enormes candelabros que parece que alguém se esqueceu de puxar até ao tecto e ficaram ali a meia altura. 
- Achei a passagem de comportamento "Não nos podemos ver um ao outro" para "Estamos apaixonados, vamos ficar juntos para sempre e fazer bebés" um pouco forçada.


Ainda assim, mesmo com este sentimento de tristeza, achei o filme muito bom e acho que vale a pena ver, as mudanças na história até são interessantes, o Gaston está perfeito, as músicas também, o cenário da aldeia está muito giro e não deixa de ser um recordar da nossa infância.:)