31.12.17

12 Desejos para 2018


Vamos lá então à nova lista para o novo ano.

1. Mudar de casa.
Há coisa de um mês, o Jack teve ali um momento de fé e declarou que lá para a Março teríamos a casa nova pronta (hoje andaram a colocar os tectos falsos, yeah). Eu, pessoa com os pés mais assentes no chão, apontei para Maio. Agora se ficar pronta antes do Verão já me dou por satisfeita. Se ficar pronta antes do final do ano, fico agradecida que eu quero é acabar as obras, mudar-me e esquecer-me que um dia embarquei nesta aventura de comprar um celeiro e fazer dele uma casa. Não se ponham nestas coisas, a sério, isto rouba-nos anos de vida. E pode mesmo vir a acabar em homicídio se o Jack continuar a falar de "agora na próxima, fazemos uma casa de raiz!".

2. Baptizar a Mini-Tété
A não ser que aconteça algum imprevisto, o baptizado acontecerá em Maio, já está tudo marcado com a igreja. Os padrinhos estão convidados e só não fiz ainda os convites em papel porque ainda não vi se o restaurante para o almoço tem vaga nesse dia.

3. Mini-Tété vai entrar na escola.
Se tudo correr bem, em Setembro de 2018 a Mini-Tété vai entrar no infantário, prestes a fazer os seus 3 aninhos. Espero que nada corra mal nas burocracias francesas e que me seja permitido colocá-la no infantário mais perto da futura casa, mesmo que ainda não estejamos lá a morar.

4. Que ela goste da escola.
Eu não estou preparada. Ela não está preparada. E provavelmente nenhuma de nós estará quando chegarmos a Setembro. Vai haver um choque, vai haver uma adaptação, vão existir lágrimas, vai custar, mas tudo isto me parece tão natural como ela entrar na escola com esta idade. Faz parte. E eu espero que ultrapassada a primeira fase que ela goste da escola. E rezo a todos os santinhos que tenha a sorte de ter uma boa educadora, que tenha paciência e calma, que a faça sentir-se bem. 

5. Perder peso
Se este objectivo não estivesse aqui até seria de estranhar (vamos sonhar com o dia em que não precisarei de o escrever porque efectivamente emagreci o necessário :D ). Vamos lá ver se é este ano (escreve ela enquanto deita o olho aos chocolates que estão em cima da mesa...Sou uma fraca).

6. Destralhar
Eu sei que vou aproveitar as mudanças para me livrar de várias coisas que para aqui andam, mas também para me facilitar o processo das mudanças (em que também não estarei assim tão livre quanto isso para andar a triar tudo), prefiro ir-me desfazendo de coisas antes e aos poucos. Esta parte até está a correr bem, não fosse eu sentir que por cada 5 coisas que eu me livro, entram outras 15 pela porta. 

7. Arranjar um emprego
Com a entrada da Mini-Tété na escola, acaba-se o meu papel de mãe a tempo inteiro e gostava de voltar à vida profissional.

8. Fazer mais saídas a dois
Estes anos têm sido muito duros para nós. Temos tido tantos problemas à nossa volta, tantos stresses, que estamos ambos a precisar de respirar fundo e dedicarmo-nos um ao outro. Dizem que ter um filho pode abalar um pouco uma relação, dizem que construir uma casa pode abalar uma relação, e nós decidimos fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Estamos aqui de pedra e cal mas precisamos de um pouco de oxigénio. E como neste Natal nos ofereceram daqueles pacotes com estadia durante uma noite ou um jantar num restaurante diferente, temos mesmo de os aproveitar.

9. Que tenhamos todos saúde
Que os meus avós vivam mais um ano cheio de saúde. Que a Mini-Tété se mantenha a criança saudável que é e que eu, o Jack e a restante família tenhamos saúde para presenciar isso. E eu sei que a entrada da Mini-Tété na escola vai fazê-la travar conhecimento com uma série de bactérias e vírus que até agora lhe são desconhecidos, mas se forem coisas simples que um tratamento resolva, por mim tudo bem.

10. Aproveitar bem este nosso último ano em casa.
Já o tinha dito o ano passado e volto a dizer este ano. A Mini-Tété nunca mais terá 2 anos, eu não sei se terei mais filhos (e mesmo que tenha, a idade da Mini-Tété não volta atrás), por isso quero continuar a tentar aproveitar bem cada dia que tenho com ela. Há dias melhores, há dias piores, mas espero que este ano nos traga boas memórias às duas.

11. Aprender a fazer novos pratos
Gostava de aprender a cozinhar coisas diferentes, nada de muito elaborado já que temos gostos simples, mas a verdade é que sinto que acabamos por repetir muito o que comemos. O Jack não se queixa (ahah, era o que faltava já que deixa que me calhe a mim a tarefa de cozinhar a maior parte das vezes. Mudando de casa e tendo-o mais cedo em casa todos os dias e vamos lá ver se isto também não muda...) mas às vezes sinto falta de inspiração. Há quase 2 anos comprei um robot de cozinha e embora não o use todos os dias (nem tenha necessidade disso, não me faz sentido fazer massa ou arroz simples num robot), a verdade é que também o uso menos do que gostaria. Nos últimos meses tenho-o usado mais e assim quero continuar (já que não deixou de ser um investimento e porque de facto me ajuda a fazer pratos que não faço numa panela pelo trabalho que me dá fazê-lo desta forma mais tradicional).

12. Focar-me.
Os anos passam, temos novas vivências, algumas boas, outras más, lidamos com coisas novas, alguns stresses, alguns imprevistos, e com tudo isto crescemos. E no meio de tudo isto eu acho que não sei muito bem que tipo de adulta sou. Não estando completamente perdida, acho também que não estou assim tão focada e com certezas como eu gosto.

Bom ano a todos!

28.12.17

Balanço de 2017 - Parte II

O ano de 2017 não foi o ano tão simples e calmo como eu gostaria que tivesse sido. Perdi mais vezes a paciência do que gostaria, senti-me mais vezes impotente do que eu gostaria, senti-me com mais receio do que eu gostaria. Teve claro coisas boas e acho que se cheguei ao fim dos últimos 2 anos cansada do ano em que estava, este ano sinto alguma calma. Conquistámos algumas coisas, perdemos outras. E eu estou num misto de fé em relação a 2018 e de medo pois será um ano de mudanças (e eu sou um bocadinho avessa a elas).
Eu sou uma pessoa calma, do tipo que engole muitos sapos, que fica com muita coisa por dizer, que não gosta de reagir a quente, que gosta de ponderar o que vai dizer mesmo que com isso perca a oportunidade de me defender ou dizer o que penso. Este ano, isso alterou-se um bocadinho. Acho que passei por uma fase em que farta de não poder dizer o que quero a quem devia ouvir e farta de ficar sempre calada perante as mesmas pessoas, passei a dizer tudo. E isto até seria muito bom se não tivesse ido para o pólo oposto e não me tivesse tornado "excessivamente sincera e directa", muitas vezes com quem não o merecia. A verdade é que o "politicamente correcto" não deixa de ser necessário. :) Mas eu sentia uma espécie de urgência em dizer tudo o que me vinha à cabeça e o Jack bem sofreu com isto porque sendo ele a pessoa mais acessível, era ele que ouvia. Não havia cá 2 minutos de ponderação, dizia tudo como se o meu cérebro tivesse ganho voz e acreditem que dar palavra a todos os nossos pensamentos é extremamente cansativo. No último mês, decidi fechar a matraca em que o meu cérebro se tinha tornado e até me sinto mais inteligente, porque isto de pensar antes de falar é realmente uma mais-valia, mesmo que nos faça perder oportunidades. Numa ou outra situação, esta "sinceridade urgente" deu-me jeito, mesmo se poderia ter sido um pouco mais ponderada. É como aquela velha história do copo que vai enchendo e enchendo e de repente cai uma última gota e tudo transborda, sabem? O problema é que às vezes a gota é pequenina e quando deitamos tudo cá para fora parecemos tolinhas por estarmos assim perante algo tão pouco importante, quando podíamos ter esperado por algo mais sério para transbordar. Mas isto nem sempre se consegue gerir.
Em 2018 gostaria mesmo de encontrar um equilíbrio em relação a isto. Não posso e não quero dizer tudo o que me vem à cabeça mas também não posso deixar de me defender nalgumas situações. Não posso permitir tudo mas também não posso reagir como se já soubesse que a seguir vou ser atacada porque depois não o sendo fico a fazer figura de parva. Não posso permitir que outros achem que podem impor a sua vontade mas tenho de o saber contornar com educação porque de outra maneira não estou a ser eu.
Pfff, quem disse que ser adulta era fácil?


Balanço de 2017 - Parte I

Chegou a altura de rever os meus desejos e objectivos para este ano que, cheira-me, saíram quase todos ao lado. Não me lembro de todo do que escrevi por isso não deixa de ser giro ver o que me passava pela cabeça há exactamente um ano. Vamos isso:

1. Viver mais um ano da vida da Mini-Tété. Parece um plano parvo uma vez que sendo eu mãe a tempo inteiro, não há maneira da Mini-Tété viver nesta casa sem ser comigo. Mas para além de mãe, sou também responsável pela casa e por outras coisas que, se me descuido, me absorvem e quando dou por mim reparo que a Mini-Tété já aprendeu e viveu uma série de coisas sem que eu tivesse verdadeiro visto. Ela não vai ter 1 ano para sempre e eu quero gozar esta idade dela e não apenas estar aqui a tratar dela.
✅Feito. Não estive obviamente o tempo todo disponível para ela 24h por dia porque há efectivamente uma série de tarefas que tenho obrigatoriamente de fazer diariamente, mas gostei muito deste nosso ano. Gostei da rotina que criámos de manhã, dos passeios matinais para ir comprar pão, das idas ao parque quando estava bom tempo, da preguiça com que ficamos as duas na minha cama. Lá está, se calhar podia ter deixado de fazer algumas coisas para estar com ela, mas ainda assim sei que fiz o esforço de muitas vezes deixar tudo para trás e dedicar-lhe mais tempo para benefício dela e meu.

2. Arrumar a casa. A sério, não vivemos num apartamento muito grande e mesmo assim conseguimos transformá-lo facilmente num acampamento de ciganos que nos esconde papéis importantes, que nos faz gastar dinheiro em coisas que julgamos perdidas e que torna tudo mais difícil de limpar. Possivelmente terei de deixar a Mini-Tété de vez em quando com a minha sogra para ter tempo para esta grande arrumação que é de facto necessária, por isso é melhor ir-me fazendo à ideia.
✅ Feito. Ainda não está a casa dos meus sonhos, toda organizada e livre de tralha mas caminha para si. Destralhei bastantes coisas, dei uma organizadela importante aos papéis (a maravilha que é saber onde está tudo agora, ufa), re-organizei a cozinha de forma a ficar mais prática, e aos poucos vou conseguindo que seja mais fácil manter as coisas como estão.  E ajudou de facto ter a Mini-Tété a ir passar um dia de vez em quando com os avós para me poder concentrar e dedicar à arrumação.

3. Perder peso. Bom, este é o meu objectivo de todos os anos e, tal como um amigo de longa data, não me abandona na chegada de um novo ano. Mas começo este ano com menos expectativas do que nos outros anos e portanto com menos hipótese de frustração e desilusão. Há que assumir que o tempo agora é zero, seja para exercício, seja para perder tempo na cozinha, por isso não haverá mudanças radicais como "ir ao ginásio 5 dias por semana!" e "reduzir as calorias para metade". Farei pequenas mudanças compatíveis com a fase que agora atravesso e tenho alguma esperança que isso me permita ver a balança baixar, nem que seja de-va-ga-ri-nho. E também quero cuidar mais de mim. Fora o peso a perder, tenho de recuperar os antigos hábitos de me maquilhar mais frequentemente, de me desmaquilhar sempre, de tratar da pele, de usar os 1001 cremes que tenho e que foram abandonados sem dó nem piedade. Arranjarmo-nos aumenta logo a nossa auto-estima e isso é meio caminho andado para o dia correr melhor.
❌ Baaaaaaah. Como seria de esperar a coisa mantém-se. Minto. Quando regressei das férias de Verão, decidi aproveitar a alimentação mais saudável que tinha tido e cortei bastante com o açúcar. Só com isso foram-se 7 quilos, sendo que entretanto tive uns stresses e já recuperei 2 (o chocolate anima-me tanto, senhores. E as massas. E as batatas fritas). Uma tristeza. Mas ando com vontade de voltar a essas mudanças depois da passagem de ano. Até porque em 2018 tenho o baptizado da Mini-Tété e não quero ser confundida com o altar da igreja. Aliado à perda de peso, também me comecei a arranjar mais, a maquilhar-me mais frequentemente (há coisa de um mês descobri o poder de um bronzer ligeiramente e estrategicamente colocado para parecer logo menos "branca mais branca não há", estou fã) por isso neste ponto estou contente. Em Janeiro já tenho programado um bom corte de cabelo que qualquer dia acham que fiz a promessa de o deixar crescer até ao rabo.

4. Ser mais organizada! Preciso de aprender a organizar o meu tempo já que não tenho muito e sinto que o desperdiço de forma muito estúpida, acabando por ficar sem tempo para nada. 
❌ Aprendi a alterar algumas coisas que me têm ajudado a ganhar tempo, mas sinto que ainda preciso de aprender a organizar-me muito melhor.

5. Priorizar. Aceitar que tomar conta de uma criança de 1 ano, de uma casa e de toda a logística de uma vida a dois não é possível fazendo tudo correctamente. Mini-Tété é a prioridade de sempre mas a casa (depois da grande arrumação) terá de o ser um pouco menos. Não faz qualquer sentido estar a lavar louça às 3h00 da manhã como tantas vezes fiz nos últimos meses.
✅ Acho que neste ponto consegui alcançar o objectivo. O facto de termos comprado outra máquina de lavar a louça depois da nossa ter avariado ajudou certamente. :D

6. Ter mais força de vontade. Como 2016 foi um ano muito cansativo, sinto que perdi as forças para combater quando as coisas são difíceis. Estou cansada e ao primeiro obstáculo vejo-me a atirar a toalha ao chão pois não me quero chatear, perder tempo e gastar energia. Mas isto não dá jeito nenhum e atrasa-me a vida.
✅ Acho que tive mais força de vontade, mesmo não tendo sido um ano assim tão fácil como eu gostaria.

7. Ser a melhor mãe que consigo ser. O que às vezes não é grande coisa, mas faço o melhor que sei. Mini-Tété parece-me uma bebé feliz, amada e saudável e é por isso que vou continuar a lutar. Ela merece. E no geral até acho que não me safo muito mal nesta coisa de ser mãe.
✅ Feito. Não sou de facto a melhor mãe do mundo, cometo erros atrás de erros, mas caramba adoro esta miúda e faço o melhor que posso e sei. E com isto consigo ter uma criança saudável, sorridente e, quero acreditar, feliz. E ela sabe que eu gosto dela, o que me aquece o coração.

8. Escrever mais no blogue. Vocês não imaginam as saudades que eu tenho de aqui escrever com mais frequência. Adoro este meu cantinho e sinto-o tão abandonado. Mas primeiro tenho de resolver o ponto 2 e aprender o ponto 4, para assim conseguir ter tempo para aqui escrevinhar.
❌ Baaaaah. Pobre blogue abandonado. Eu bem queria. Mas de facto não consigo e não pode ser uma prioridade da minha vida neste momento. Mas continuo mais activa no Facebook, passem por lá.

9. Manter os amigos. Se namorar à distância não é fácil, manter amizades à distância não lhe fica atrás. Não é fácil para quem emigra mas também imagino que não seja fácil para quem fica, que não compreende que a vida de emigrante não permite visitas frequentes e que as férias não podem ser gastas a visitar tooooooda a gente com quem queremos estar porque assim não descansamos nada. Fazer o esforço de estar presente, mesmo que à distância.
✅ Neste momento ando um bocadinho calada (acho que estou numa fase de introspecção e de análise) mas fiz o esforço de ir mantendo o contacto, aproveitei as férias para as visitas, fiz o melhor que conseguia. 

10. Dormir mais. Este é um desejo meu e do Jack. A Mini-Tété dá-nos noites maravilhosas que não aproveitamos porque depois de ela ir para a cama aproveitamos sempre para tratar de assuntos pela noite dentro. Temos de priorizar e perceber que o sono é mais importante que algumas coisas. Este ano foi uma grande chamada de atenção para este ponto e seremos burros se não tivermos aprendido a lição.
✅ Uma pessoa escreve isto e o que é que acontece semanas depois, o que é? Mini-Tété entra numa fase terrível em que andou a dormir bem pior durante 3 meses. Vá lá que depois passou-lhe e agora continua quase o mesmo anjinho de sempre (vamos ignorar que ontem só adormeceu às 2h da manhã, sim?). Ainda assim, acho que globalmente dormi mais e melhor em 2017 do que em 2016. E só espero que em 2018 seja melhor ainda.

11. Respirar fundo. Tenho perfeita noção que o cansaço acumulado, a frustração por não conseguir alcançar alguns objectivos e o pouco tempo para mim me tornaram um pouco mais azeda nestes últimos meses. Não me sentia bem comigo mesma, estava farta de me aturar a mim mesma e não me reconhecia. Em Dezembro disse "basta!" e lentamente estou a sentir-me mais normal. Não me vale de nada ficar ácida se não faço nada para mudar as coisas.
✅ Acho que em termos de "acidez" voltei mais ao normal mas ainda existe outra mudança que preciso de fazer em 2018 porque não atingi o ponto de equilíbrio necessário. Ainda assim, estou bem melhor que no final de 2016, isso sem dúvida, porque estava mesmo intragável.

12. Fazer o álbum de fotografias do 1° ano de vida da Mini-Tété. Ao longo destes 12 meses fui imprimindo fotografias e comprei o álbum. Agora ando há mais de 2 meses a arrastar-me para o preencher. E também tenho de escrever uma carta à Mini-Tété. Tenho um caderno onde decidi que escreveria cartas à Mini-Tété, que ela poderá ler quando for mais velha, quando já tiver saído debaixo da asa da mãe, quando tiver os seus próprios filhos. Não sabemos o dia de amanhã e eu quero que ela saiba o quanto a amo com todo o meu coração, que fique com um registo da sua infância, da sua chegada a este mundo. Não estipulei uma obrigatoriedade cronológica (todos os meses ou em cada aniversário, por exemplo) mas chateia-me já ter passado um ano e não ter escrito nenhuma.
✅ Feeeeeito! E agora vamos ignorar que a pequena já fez 2 anos há quase 3 meses e ainda nem comecei o álbum do segundo ano de vida dela, sim? E sim, comecei a escrever no caderno. Comecei este mês mas comecei, por isso conta.

Epá, afinal isto até correu melhor do que eu pensava. :D

17.12.17

Desafio - 10 perguntas

Tinha quase a certeza que já tinha respondido a este desafio mas quando há dias estava a fazer uma limpeza aos posts em rascunho, encontrei o post a meio ainda por completar. Por isso, aqui vai, com algum atraso mas com todas as perguntas respondidas.

Quem me nomeou para este desafio foi a Rita do blog Minnie me e as regras são simples: Agradecer e indicar quem te nomeou, responder a 10 perguntas, indicar 10 bloggers e avisá-las, e criar novas 10 perguntas. Aqui vão as minhas respostas:


1. Para ti a blogosfera é...?
É um mundo de blogs, onde cada um escreve sobre o que lhe apetece. É um mundo onde encontro blogs que me distraiam, onde leio opiniões, dicas, relatos de viagens ou textos com bom sentido de humor.

2. Como defines o teu blog?
Neste momento quase que se pode chamar de "baby blog" uma vez que a Mini-Tété é a estrela principal, mas acho que é sobretudo um lugar onde vou escrevendo pequenas coisas da minha vida, episódios engraçados que vivi, marcos importantes como o casamento, a gravidez, a mudança para França, onde procuro de vez em quando dar dicas, onde desabafo e escrevo pensamentos soltos.

3. Como conheceste o meu blogue e o que te fez ficar por cá?
Para ser sincera não me lembro mesmo como fui parar ao teu antigo blogue, suponho que tenha visto um comentário teu num outro blogue e tenha tido curiosidade para ver que tipo de blogue tinhas. Depois acabei por ficar para acompanhar a história com o Pedro e ir vendo a evolução que ias tendo no teu blogue, pois acho piada à seriedade com que o encaras.

4. Que blogger segues diariamente?
Não sigo muitos blogues neste momento por falta de tempo mas acho que o primeiro que comecei a ler assiduamente foi A Pipoca Mais Doce e continuo a seguir.

5. Qual a tua viagem de sonho?
Quero muito ir a Itália com o Jack, falamos muitas vezes disto, de fazer uma viagem passando por várias cidades italianas. Também gostava de ir com ele a Moçambique e à África do Sul. E de vez em quando surge aqui a vontade de ir para um daqueles resort de não-fazer-nada, embora nem seja muito o meu estilo.

6. Qual o teu próximo destino? (de férias, mini-férias, descanso...)
Portugal, claro. Quase 15 dias, apenas eu e a Mini-Tété (até tremo só de pensar nas viagens de avião). Vamos visitar a família enquanto ela não anda na escola e nos podemos permitir a estas ausências a meio do ano.

7. O que não abdicarias na tua vida?
Neste momento, dela. Da minha bebé. Da minha Mini-Tété. É uma extensão de mim, é o meu dia-a-dia, é a minha filha. E depois claro, a minha família: o Jack, os meus pais, os meus avós, o meu irmão, os meus tios e primos. E do meu grande e único objectivo de vida: ser feliz. É a única coisa que eu sempre quis e pela qual luto.

8. Qual a coisa que mais falta te faz?
A minha família e os meus amigos. Estão longe.

9. Não sais de casa sem?
Chaves de casa, telemóvel, carteira e lenços de papel. Muitos. Chego a ter 8 pacotes de lenços na carteira. Pode parecer um exagero, mas como sofro de alergias durante todo o ano e posso ter no mínimo um ataque de alergia por dia, os lenços são essenciais na minha vida.

10. Qual a maior dica que deixas a novos bloggers?
Que escrevam para se divertirem. Abrir um blogue sem que este nos dê prazer é uma seca e mais vale não ter esse trabalho. E se o que procuram é serem conhecidos, trabalhem para isso. Escrevam, procurem ser diferentes e melhores (há tantos blogues já, que é preciso ser especial para marcar a diferença), aprendam e informem-se. 

As novas 10 perguntas:
1. Qual seria a melhor prenda de Natal que poderias receber?
2. O que querias ser quando eras criança?
3. Qual o teu maior medo ou fobia?
4. O que fazias se ganhasses o Euromilhões?
5. Qual o último livro que leste?
6. Qual o último filme que viste?
7. Porque lês este blogue?
8. O que gostarias de ler por aqui?
9. Alguém te deve um pedido de desculpas?*
10. Deves um pedido de desculpa a alguém?*

*perguntas roubadas descaradamente ao programa "Alta Definição" da Sic.

As nomeadas...É difícil pois leio poucos blogues e sei que a maioria daqueles que leio não é apreciadora deste tipo de desafios. Vou nomear algumas pessoas mas quem me lê fique à-vontade para responder (avisem-me, sim?). E a ti, Rita Minnie Me, ficam as 10 perguntas novas também, caso te apeteça fazer um post ou um vídeo a dar as respostas. :)

- Maria, do O que tinha de ser



16.12.17

Bebés e o sono #2


Estava para aqui sem saber muito bem como começar este segundo post, quando olhei para o sofá e vi-me uma mim, ao Jack e à Mini-Tété, numa imagem mental, ele com ela ao colo e eu de secador na mão, às 3h da manhã. E lembrei-me de vos falar dos white noise.
Estes white noise são barulhos que de alguma forma recriam os barulhos constantes que os bebés ouvem quando estão na barriga das mães. Agora até existem brinquedos que reproduzem "o som do útero", o bater de um coração, e há até diversas aplicações nos telemóveis com diferentes barulhos destes. Aqui por casa não usámos nada disto e resolvemos a coisa com o barulho do secador (que por acaso o Jack acabou por gravar no telemóvel caso fosse necessário), mas há bebés que gostam do som do aspirador, do som da máquina de lavar a funcionar, é uma questão de experimentarem. Connosco o secador resultou muito bem em duas situações. A primeira para vestir a Mini-Tété depois do banho uma vez que desde o primeiro dia que vestir mangas à Mini-Tété era quase como queimá-la com um ferro quente. Até tarde odiou vestir mangas e, nos primeiros meses, qualquer manga que fosse preciso vestir implicava um choro vindo do coração como se a estivéssemos a torturar. Ora, tendo a pequena atravessado um Inverno de vários meses, com várias camadas de roupa e muitas mangas, o processo de a vestir era um terror. Assim, enquanto o Jack a tirava do banho, eu ligava logo o secador que ficava pousado no chão, a fazer o barulho característico que acalmava e hipnotizava a nossa filha, permitindo que a vestíssemos sem qualquer berreiro. Um beijinho ao senhor que inventou o secador! 

A segunda situação em que o usámos, e chegou a estar constantemente ligado à tomada na sala para ser usado sempre que fosse preciso, foi naquelas noites em que se via que a nossa pequenina estava cheia de sono mas o cansaço não permitia que ela dormisse, resultando num choro de exaustão. Ora, adormecer um bebé nem sempre é fácil, adormecer um bebé que chora desalmadamente é quase um caso perdido. Não vale muita pena estar ali a embalar o bebé e a pedir que ele durma quando ele está histérico. Primeiro é preciso acalmá-lo e com a Mini-Tété o secador funcionava perfeitamente, fazendo com que ela parasse de chorar e estivesse mais disposta a perceber que estava ao colo dos pais, que estava em segurança, que não havia barulhos nem luzes assustadoras e que podia adormecer. No fundo, é esta a minha dica: se têm um bebé a chorar desalmadamente enquanto o tentam adormecer, parem. Acalmem-no primeiro (com recurso aos white noise, por exemplo) e adormeçam-no depois.

Na verdade, é até conhecida uma técnica que ajuda a acalmar os bebés e à qual se dá o nome de "5 S":
- Swaddling: embrulhar o bebé numa manta, reproduzindo a forma contida em que se encontram no útero. Oh, quantas vezes não adormeci assim a Mini-Tété nas primeiras semanas. Até lhe chamava Pequeno Sushi por a ver assim embrulhadinha. Depois deixou de gostar de se sentir assim presa numa manta, mas antes disso havia vezes em que bastava embrulhá-la para que parasse de chorar.
- Side: colocar o bebé ao colo, de lado, virado para si.
- Shushing: é fazer o barulho "Shhhhh", de forma a que o bebé oiça. Se ele estiver a chorar, têm de fazer alto de forma a que esse barulho calmante se sobreponha aos próprios gritos. Este "Shhhh" é um white noise, ou seja, podem substitui-lo por um secador ou por outro som usado em aplicações.
- Swinging: Embalar suavemente. Há quem use as bolas de pilates para não andar de pé de um lado para o outro.
- Sucção: mama ou chupeta.
Experimentem. Mal não faz. :)

A minha segunda dica fez-me procurar os vídeos que tenho da Mini-Tété, recostada no sofá, a palrar alegremente às 3h da manhã, quando tinha 4 meses. São vídeos fofos, ela está com um sorriso de orelha a orelha enquanto palra e ouve-se a minha voz a perguntar-lhe se não quer ir dormir visto serem as horas que são. Foi nesta altura que eu aprendi que o sono dos bebés passa por fases: há uma primeira fase em que eles mostram que têm sono através de leves sinais (no caso da Mini-Tété era mexer numa orelha, mas pode ser coçar a cabeça, esfregar um olho, bocejar uma ou outra vez, por exemplo), depois se não forem adormecidos entram num momento de aparente grande energia que faz os pais pensarem que o bebé não tem sono, ficando assim à espera que este chegue. O problema é que quando finamente chega, vem acompanhado de muito choro porque o bebé está exausto, quer dormir e devido ao estado de cansaço não consegue (a mim acontece-me o mesmo, estar tão cansada que tenho dificuldade em adormecer). Era isto que se passava com a Mini-Tété, que palrava divertida até às 4h ou 5h da manhã, altura em que desatava num berreiro sem igual, em que se recusava a adormecer, em completa histeria, levando-me a mim e ao Jack à loucura e à busca de soluções. Aprender a reconhecer os primeiros sinais de sono foi uma delas, e quando passámos a deitar a Mini-Tété mal ela começava a coçar uma orelha, o adormecer passou a ser pacífico, sem choros e rápido, pois ela estava com sono mas não exausta. 

Ainda assim, a Mini-Tété tinha sono (e adormecia) mais tarde do que aquilo que desejávamos pelo que foi necessário aplicar outro truque. Mas dele falo-vos num próximo post. :)



15.12.17

Acreditar no Pai Natal?


Faltam dez dias para o Natal, yeaaah!

Adoro o Natal, guardo as melhores memórias dos meus Natais de infância, ainda hoje gosto imenso do Natal pelo convívio que há na minha família, e mesmo depois de ter começado a alternar esta época entre a minha família e a família do Jack (que vive obviamente o Natal de forma diferente da minha), não perdi nada o encanto que tenho por estes dias de Dezembro.

Nunca acreditei verdadeiramente no Pai Natal pois a minha família não montou nenhuma história ou teatro à volta da personagem. Falavam dele, havia a lista para o Pai Natal, os meus pais tinham o cuidado de, ao chegarmos a casa dos meus avós, não tirarem logo as prendas da mala do carro para que não víssemos que eram eles que as traziam, mas mal nos apanhavam distraídos iam-nas colocando debaixo do pinheiro, onde ficavam até ser altura de as abrir. Para além do mais era-nos dito que esta prenda era dos tios, esta prenda é dos avós, e como tal, o Pai Natal tinha um papel muito pouco importante no Natal.

Este ano, com a Mini-Tété a ter mais noção do Natal, das prendas, da família reunida, quisemos decidir se haverá Pai Natal na vida da nossa filha. Eu acho que não há razão para ignorar esta figura, faz parte da nossa infância, ajuda a haver ainda mais magia, mas não tenho qualquer vontade de embarcar em teatros, pessoas mascaradas de Pai Natal, ameaças de que o Pai Natal não trará prendas se ela não se portar bem e afins. Além do mais, há a questão de tanto na minha família como na família do Jack haver a distribuição de presentes indicando bem quem ofereceu a prenda a quem, pelo que não queríamos agora estar a pedir para se alterar as rotinas e tradições, fingindo ser o Pai Natal que entrega as prendas. 

Assim, decidimos que a existência do Pai Natal será criada apenas na nossa própria casa, na rotina de nós os 3, com o velhinho senhor a deixar à Mini-Tété uma pequena lembrança para ela abrir quando acordar no dia 25. Espero que ela goste desta ideia, que lhe ache piada e que dure até ela acreditar.

7.12.17

Bebés e o sono #1


Já iniciei este tópico pelo menos umas sete vezes e seja de que maneira for que o inicie vou sempre parar ao colo, por isso mais vale assumir que a primeira dica é sobre o colo e a sua importância no sono dos bebés.
Durante a gravidez, o bebé está num local pouco iluminado, onde os sons chegam abafados, onde há um barulho constante e ritmado que o acalma (o coração da mãe), onde a temperatura é constante, onde não é incomodado e onde pouco ou nada o assusta. Depois do parto, que às vezes é traumatizante para a mãe mas também o pode ser para o bebé, este entra num mundo barulhento e iluminado, cheio de vozes e luzes, onde é vestido e despido constantemente, picado, beijado, medido, pesado, banhado, onde fica borrado até ao pescoço, onde sente frio e calor, onde há imensos cheiros e toques. É simplesmente assustador e o bebé precisa de se sentir seguro e protegido. E é aqui que entram os pais e o seu maravilhoso colo. E se nós, enquanto pais, vamos conhecendo diariamente o nosso filho, também ele vai aprendendo que aquele colos, aqueles cheiros, aquelas vozes, aqueles corações que ele ouve, significam segurança e que por isso ele pode dormir. Nós adultos precisamos de nos sentir em segurança para conseguirmos adormecer e o bebé não é diferente. Por isso, dêem colo, muito colo, não ignorem o bebé que chora por colo para que este não fique mal-habituado pois o objectivo é exactamente o oposto: que eles se habituem a que o colo está sempre ali, que eles estão em segurança, que podem dormir, que ninguém está a falhar com eles e com isso transmitir-lhes a confiança de que não precisam de colo sempre porque se mudarem de ideias e o quiserem novamente, ele está lá. 

Eu sei que nem todas as mães pensam como eu e eu assumo-me o tipo de mãe que nunca foi capaz de ter a filha a chorar por colo e não lho dar porque agora tenho de ir comer ou tomar um banho e "ela tem de aprender a saber esperar". Mas eu sempre soube que ia ser assim, mesmo durante a gravidez e como já algumas vezes referi aqui, nos primeiros 3 meses a Mini-Tété dormiu grande parte das sestas ao nosso colo e adormeceu seguramente todas as vezes ao colo.

Mas eu não sou diferente das outras mães no desejo de não querer uma criança já com os dentes todos a adormecer só ao colo, não só pela minha sanidade mental mas também pelas minhas costas que muito prezo. E eis então a segunda dica:

Da mesma forma que o colo é reconhecido pelo bebé como um "factor de segurança", podemos arranjar outros "factores de segurança" para que todos eles em conjunto criem o ambiente seguro em que o bebé pode adormecer. A ideia disto é que havendo 3 ou 4 "factores de segurança", poderemos mas tarde retirar um deles sem que o bebé se sinta desamparado pois ainda tem outros "factores de segurança" que o acalmam. Não me lembro onde li esta dica que agora vos dou mas achei-a preciosa e resultou na perfeição com a Mini-Tété. No nosso caso, um destes elementos de segurança que quisemos que ela tivesse era um ursinho amarelo. Outro elemento era o som constante e calmo "sssssshhhhh", uma espécie de white noise. E ainda a chupeta. A completar então pelo colo. Aos 2 meses apresentei o pequeno urso à Mini-Tété que obviamente não lhe ligou nenhuma e que obviamente não via nele qualquer suporte de segurança. Assim, o que passei a fazer foi adormecê-la ao colo com o ursinho pousado na barriga dela, para que assim se fosse tornando num elemento constante ao adormecer e ela o integrasse nesse momento. Durante o dia, colocava por vezes o urso entre a minha camisola e a pele para que ele ganhasse o meu cheiro, de forma a que ele servisse para acalmar a Mini-Tété. Portanto, para adormecer havia quase sempre 4 coisas: colo, "shhhhh", chupeta e ursinho.

Aos poucos fomos deitando a Mini-Tété na cama em diferentes estados de sonolência: primeiro profundamente adormecida (há que esperar cerca de 20 minutos depois de o bebé adormecer pois é o tempo que ele demora a chegar ao sono mais profundo. Tentar deitar o bebé antes disso pode fazê-lo despertar); depois acabadinha de adormecer; e por fim quando já estava quase, quase, quase a adormecer (estando frio, aquecer previamente a cama com um saco de água quente ajuda pois corta a desagradável sensação que é passar de um colo quente para uma cama fria). O ursinho e a chupeta iam sempre com ela e o som "ssssh" acompanhava os movimentos de a deitar para que ela não despertasse. Ao 5 meses, bastava pousá-la na cama acordada que ela adormecia sozinha sem ser preciso a nossa presença. Infelizmente, depois vieram fases piores de sono e ainda hoje adormece com a nossa presença no quarto (por opção nossa). Acordando durante a noite, muitas vezes bastou um "shhhh" para que sossegasse e voltasse a dormir. Nos dias de hoje, se acorda pega na chupeta e no urso e continua a dormir. Se tentarem esta técnica com algum bebé mais velho podem dar-lhe a escolher qual o boneco com que querem que adormeça. Às vezes insistimos num quando o bebé até se sente mais seguro e acompanhado se for outro. Aos 5 meses a Mini-Tété trocou-nos as voltas e passou a adormecer nas sestas com uma coelha cor-de-rosa, era uma paixão sem explicação, mas bastava mexer-lhe nas orelhas e lá se ferrava ela. À noite mantivemos sempre o ursinho para adormecer e ainda bem porque de repente o amor pela coelha desapareceu e ela voltou a adormecer com o bonequinho de sempre.

Como não amamentei, não passei pela dificuldade de ter um bebé que adormece apenas com a mama, mas ao que sei esta técnica funcionará também nesses casos, bastando por isso criar um conjunto de elementos que, a par com a mama, formem o tal ambiente seguro para o bebé. Depois, com calma, resultando às vezes e noutras não, ir retirando a mama do momento de adormecer.

Obviamente haverá bebés que adormecem como pequenos anjos sem usar estes truques e haverá bebés com os quais nada disto resulta. Connosco resultou (não faço ideia se teria sido diferente se não tivesse feito isto mas não quis arriscar), não é um truque milagroso porque é um processo que demora o seu tempo mas pode ser uma opção a considerar, e por isso fica a partilha.