28.2.18

Por outro lado...

Há umas semanas fomos convidos por um casal vizinho, com uma filha nascida no mesmo mês que a Mini-Tété, a ir a um parque de diversões com uma série de actividades para crianças. Já lá, enquanto as víamos a explorar tudo aquilo, a vizinha comentou "A Mini-Tété começou a andar há pouco tempo, não começou?". Fizemos as contas e ficámos surpreendidos por constatar que tinham-se passado apenas 6 meses (agora 7) desde que ela finalmente ganhou coragem para dar os primeiros passos sozinha. No meio daquela criançada toda, a Mini-Tété destacava-se dos outros (e sobretudo da vizinha da mesma idade) por não correr e não saltar. A amiguinha bem a arrastava (literalmente!) para os trampolins mas, por não saber saltar, o conceito da brincadeira passou completamente ao lado da minha filha que, mal a outra se distraía, tentava sair o mais depressa possível. Um dia entenderá e brincará. Só precisa de mais tempo para aprender. 

Mini-Tété e os verbos

Não há vez nenhuma que a Mini-Tété fale com a minha mãe que esta não faça um comentários à maneira como a neta diz os verbos. E eu compreendo o fascínio pois se na idade dela (2 anos e 4 meses) ainda há bebés que falam mal, a minha pequenina parece ter entendido como funcionam os tempos verbais na perfeição, chegando a aplicar dois verbos na mesma frase. E por isso é vê-la a dizer "ontem fui...", "amanhã vou...", "Papá, já comeste a sopa?", "Eu vou procurar...", "A Mini-Tété vestiu a camisola e depois sujou, mas a mamã depois vai lavar..." ou o diálogo que marcou as últimas férias e deixou os meus pais de boca aberta:
- Então, Mini-Tété, não comes a sopa?
- Não, Mini-Tété não gosta.
- Não gostas de sopa?
- Não. Não estou a gostar desta sopa.

Perdoem-me a gabarolice, eu sei que haverá imensas crianças a falar como a Mini-Tété e que ela não é de todo caso único. Mas é o "meu caso único" e eu adoro este desenvolvimento dela na fala. :)

24.2.18

Um post absolutamente fútil


Eu acho piada ver vídeos de maquilhagem. Não tenho grande jeito para a coisa mas já aprendi alguns truques que já fizeram a diferença. Não sigo qualquer youtuber-maquilhadora, assim de repente acho que vejo duas ou três quando me apetece e às vezes por curiosidade vejo vídeos propostos pelo youtube de pessoas que não faço ideia quem sejam. Por isso, não faço ideia se as ideias que vou criando sobre isto da maquilhagem estão correctas ou se estou enganada graças à pouca amostra de visionamento. Mas tenho questões que de vez em quando me passam assim pela cabeça:

1. Aquelas youtubers que metem aquelas coisas todas (primers, correctores, base, mais corrector, pó, contorno, blush, iluminador, sobrancelhas perfeitamente desenhadas, olhos pintados com pelo menos 5 cores, eyeliner, máscara de pestanas e baton) estão efectivamente a falar sério quando dizem que são maquilhagens do dia-a-dia? Há efectivamente quem se maquilhe assim todos os dias? Eu nem é pelo resultado (que nalguns casos até fica bem bonito, noutros claramente exagerado), é pelo tempo que deve demorar a fazer aquilo tudo.

2. Agora a sério, elas abusam nas quantidades de base que põem, certo? É que parece que estão a cobrir a cara com uma camada de barro. É verdade, não há imperfeição que consiga dar sinal de vida debaixo dos 3 milímetros de base que lhe puseram em cima, mas não se notará demasiado a "pele artificial"? Se nos vídeos chama a atenção, suponho que na rua ainda mais. E é confortável sequer? Ou isto é só para os vídeos? Eu que uso base todos os dias (a não ser que não saia de casa) há muitos, muitos anos, não conseguiria usar tal quantidade.

3. Mas porque é que usam cores de bases tão mais escuras que o tom normal da pele? Depois fica uma diferença enorme com o pescoço, o que obriga muitas a colocarem base pelo pescoço abaixo e até nas orelhas (?).

É que eu devo ser das pessoas mais brancas à face da terra, o Jack diz que a minha pele mais parece transparente de tal forma se vêm os vasos sanguíneos todos, e tenho efectivamente uma dificuldade enorme em encontrar uma base que seja do meu tom. Verdade seja dita, não encontro, pelo que ando sempre com a cara um pouco mais escura que o resto do corpo (já o é naturalmente visto que raramente vou à praia por isso só o rosto apanha sol).
Pronto, está feito o meu desabafo absolutamente fútil. Se entretanto alguém souber de uma marca que faça bases clarinhas, apite. :D

Bebés e o Sono #4


Aqui estão mais duas dicas e penso que em breve estaremos a chegar ao fim destes meus sábios conselhos (ahah). 

A primeira dica refere-se obrigatoriamente à televisão. Eu sei que haverá bebés que vêem televisão desde que tinham 3 dias e que isso em nada afectou o sono deles, mas convenhamos que não serão a maioria. Até porque mesmo a nós adultos, o uso de tecnologia afecta o nosso sono devido às luzes e estímulos, pelo que não é difícil de compreender que facilmente afectará o sono de um bebé. Ora, tendo eu um distúrbio de sono e tendo sido-me dada a regra de não estar ao computador ou a ver televisão várias horas antes de ir para a cama, tornou-se para mim óbvio que este era um ponto a ter em atenção quando um dia tivesse um filho. E como já referi algumas vezes, eu não tenho a capacidade que muitas mães têm para dormir pouco e mal pelo que eu precisava mesmo que a minha filha dormisse bem. Assim, decidimos que no primeiro ano de vida, a Mini-Tété não teria acesso à televisão (nem a telemóveis, ipads, fosse o que fosse). Obviamente, o sono não é o único motivo, achámos também que não é algo que os bebés precisem pois não traz qualquer vantagem (e não me digam que eles assim aprendem a falar mais depressa porque a Mini-Tété é o Lucky Luke da aprendizagem da fala sem ter visto televisão. Falar com os bebés resulta ainda melhor que a televisão porque há interacção, coisa que não acontece com esta. Bom, mas isto é sobre o sono e eu já me estou a esticar).

No entanto, se precisam ou querem que o bebé esteja a ver televisão, evitem fazê-lo antes de o colocarem a dormir. As imagens e o som (mesmo dos canais ditos próprios para bebés) estimulam muito o cérebro que até à pouco tempo não tinha praticamente estímulo nenhum. Adormecer a ver televisão é realmente algo a evitar. Mesmo que isto não afecte o adormecer do bebé, pode afectar o seu sono. Lembro-me de ter lido o caso de uma mãe já em desespero pois a filha até adormecia bem mas depois passava a noite a acordar. Já tinha seguido todas as dicas possíveis e imaginárias e completamente exausta tinha procurado uma terapeuta do sono que, no meio do relato de rotinas e técnicas, tinha percebido que a mãe adormecia a filha de menos de um ano a ver televisão. Aconselhou-a a não o fazer e a bebé passou a dormir as noites completas. Isto para mim é daquelas coisas que me parecem tão óbvias que eu não correria o risco de cair neste erro mas entendo perfeitamente que não nascemos ensinados e que esta mãe nunca tinha visto na televisão a possível causadora de todo aquele terror. Por isso, controlem o uso da televisão dos vossos bebés para pelo menos poderem dizer que não é por causa dela que eles não dormem.

A minha segunda dica é sobretudo para recém-nascidos mas continua a ser verdadeira mesmo com a Mini-Tété a ter quase dois anos e meio. Um bebé que não dorme, que chora histérico, uma mãe cansada, tudo misturado resulta numa mãe nervosa. É normal. Mas agora imaginem estar ao lado de alguém relaxado que conversa convosco calmamente e estar ao lado de alguém que está uma pilha de nervos e com um discurso claramente afectado? Com quem se sentiriam nervosas? Bom, os bebés são sensíveis também a isto e sentirem as mães nervosas fá-los sentir também eles algum nervosismo pois é sinal que pode haver perigo ou algo pode estar errado. Sobretudo em bebés que ainda adormecem ao colo, este nervosismo sente-se ainda mais pois o nosso coração está acelerado, a nossa respiração mais rápida e os nosso gestos mais bruscos. Como eu já disse a Mini-Tété adormeceu ao colo nos primeiros 4 meses e já nessa altura eu sentia isso: bastava eu estar mais cansada/nervosa/com pressa que ela adormecesse e era tê-la de olhos abertos a olhar para mim. Mais tarde, já na cama de grades quando ela adormecia de mão dada comigo, acontecia o mesmo. Quando começou a falar, chegou a perguntar-me "Estás bem?". O truque? Respirar fundo e obrigar o coração e a respiração a abrandar. Mesmo. Se o bebé sentir a mãe a relaxar, o coração mais calmo, os músculos menos tensos, ele também vai descontrair tornando-se assim mais fácil adormecer. 

16.2.18

A Obra - mais uma fotografia


Uma fotografia do 1° andar já com o piso em madeira feito e os dois buracos para as futuras janelas (que agora já lá estão, coisas lindas de sua dona). Uma das janelas é do quarto da Mini-Tété e a outra é do nosso quarto. Aquelas placas brancas e as traves de madeira que se vêem são o tecto dos quartos. As placas estão a ser pintadas de branco e as traves ficarão assim à vista, mantendo assim o ar rústico da casa. No canto superior esquerdo ainda conseguem ver um bocadinho da grande trave de suporte ao telhado na qual não mexemos e que literalmente atravessa a casa de um lado ao outro, atravessando paredes e tudo. Neste momento, as janelas já estão colocadas e as paredes feitas.

15.2.18

A Obra


E aqui está ela, a nossa Obra. Andei a enviar uma série de fotografias da evolução das obras a uma amiga e não deixei de me espantar com o estado em que já esteve o celeiro e de como agora já quase começa a parecer uma casa (já lá andam os pintores, que felicidade!!). Esta fotografia mostra o nosso celeiro/armazém já depois de muita intervenção, muito suor e lágrimas, muito trabalhinho saído do corpo. O portão já não estava lá, as telhas também não, o meio-piso também não, o chão já tinha sido cavado...Ali do lado direito vêem a única janela existente na altura (agora temos 7 janelas), a abertura do portão deu lugar à porta de entrada e a uma janela, já temos um telhado novo, enfim, acreditem em mim, agora está com muito melhor aspecto.
Pronto, e agora que vos mostrei isto, podem chamar-nos loucos à vontade. Porque somos. 

14.2.18

Birras

Como já aqui referi uma série de vezes, a Mini-Tété começou a falar muito cedo, o que trouxe uma série de vantagens tanto a ela como a nós. Para ela, tornou-se fácil exprimir o que queria e para nós tornou-se fácil compreender o que ela queria. Lembro-me por exemplo de um dia ela ter chegado ao pé de mim a choramingar, perguntei-lhe o que tinha e ela pediu-me outra chupeta porque a dela estava suja. Olhei para a chupeta que segurava na mão, não vi nada sujo, mas lavei-a e dei-lha novamente, deixando-a contente por ter a chupeta limpinha. Nunca na vida teria compreendido o seu problema se ela não mo tivesse conseguido explicar. Provavelmente teria passado de um choramingar para um chorar desalmado por não me conseguir explicar o problema e por eu não a conseguir perceber, e como tal não a conseguir ajudar. Numa outra situação, no Verão passado, a Mini-Tété chorava cada vez que a punha na cadeira do carro. Torcia-se toda nos meus braços, mostrando claramente que não queria entrar e sentar-se. Um dia, já farta daquilo, lá me lembrei que a minha pequenina já falava pelos cotovelos, e perguntei-lhe qual era o problema do carro. Respondeu-me que estava muito quente. A partir daí passei a dizer que ia ligar o "fresquinho" (ar condicionado) do carro mal ela se sentasse, para ela o passar a fazer sem qualquer choro ou relutância. Mais uma situação que dificilmente se teria resolvido tão bem se ela ainda não comunicasse como comunica.
Penso sempre nisto quando vejo outras crianças que com a idade dela ainda não se exprimem desta forma. Aliás, não tenho qualquer pudor em dizer que quando há umas semanas estive com dois bebé da idade da Mini-Tété que ainda pouco dizem, pensei que não sei se teria aguentado ser mãe-a-tempo-inteiro com um bebé assim. Não entender o que diz, não entender o que quer, vê-lo frustrado por não se conseguir explicar. Bom, provavelmente teria aguentado (que remédio) mas teria sido mais difícil, sem dúvida.

Bom, isto para dizer que a partir do ano e meio podem facilmente surgir birras em que a causa é exactamente essa: não conseguirem explicar visto o pouco ou nenhum vocabulário adquirido. É como querermos algo numa língua que ainda não sabemos falar. Seria frustrante para nós e é frustrante para os bebés. Com a Mini-Tété estas birras não existiram e neste campo fui sempre uma sortuda. Claro que nem sempre a compreendo e aí oiço-a dizer já com a alguma frustração "A mamã não percebe....". Mas confirmo que não percebi e peço para que repita ou me mostre que eu tentarei perceber. Resulta.

Neste momento com 2 anos e 4 meses, começam a surgir as primeiras birras pela frustração de...não ter o que quer. Oh, sim, ela explica bem o que quer, se explica, mas começa agora a perceber que não é por me dizer calmamente e a marcar bem as sílabas como se eu não a entendesse "A Mi-ni-Té-té-quer-ver-o-No-ddy", que vai ter direito a isso. Por enquanto, são birras controláveis, em 5 minutos no máximo a coisa está resolvida (e não é porque lhe fizemos a vontade), mas estamos sem qualquer dúvida a entrar numa nova fase. E eu não sei se estou pronta para ela. E eu sei que é normal, eu sei que é indicativo que é uma criança normal, eu sei que ela tem de passar por este processo de insistir em ter coisas que não pode ter e tem de lidar com a frustração de ser impedida, isto é essencial para crescer, mas admito que me assusta um bocadinho. Acho que vou voltar a deitar o olho ao livro das birras para ver se aprendo qualquer coisa que me dê um bocadinho mais de confiança. É que tenho tão pouca paciência para birras....e admito, um pouco de medo daquelas birras épicas em que as crianças até se deitam no chão ou batem nelas mesmas. Ui, me-do.

13.2.18

Ela.


[adora "ler" revistas desde que nem um ano de idade tinha]

Mini-Tété pega no livro que ando a ler, coisa leve de cerca de 460 páginas, dirige-se ao Jack e pergunta: 
- Papá, vamos aprender as letras?

A minha bebé ainda não tem 2 anos e meio, ainda não corre nem salta (como tantos outros da idade dela), mas tem esta sede de conhecimento. Já perdi o número à quantidade de vezes que me pede “Mamã, vamos aprender palavras novas?”. 
E eu que não tenho pressa em nada, que não faço questão de lhe ensinar nada antes de tempo, eu que acho que cada coisa tem o seu momento, que há coisas que cabe à escola ensinar, fico assim num misto de espanto, de achar fabulosa esta vontade e de medo que ela depois perca o interesse quando o deveria ter. 
O Jack ensinou-lhe o A maiúsculo. E agora é vê-la a percorrer as linhas do meu livro à procura da letra aprendida. Acerta 90% das vezes.