16.4.18

A mesma conversa de sempre...

No hospital, diz-nos a enfermeira:

- A bebé chama-se Mini-Tété Apelido1 Apelido3 e Apelido5?
- Sim.
- Qual é o nome de família? Apelido1?
- Não, é o Apelido5.
- Ok. Então o pai é o Jack Apelido5?
- Exactamente.
- E a mãe é a Maria Tété Apelido5?
- Não, é Maria Tété Apelido3.
- Então de onde vem o Apelido1 da bebé?
- Da mãe também.
- Ah, a mãe tem dois apelidos? 
- Tem três. Maria Tété Apelido1, Apelido2 e Apelido3 mas o Apelido2 não foi dado.
- E o pai é Jack Apelido5...
- O pai é Jack Apelido4 Apelido5, mas o Apelido4 não foi dado.
- Bem, que confusão...
- Na verdade, o pai ainda tem mais um nome próprio mas é melhor ficar assim para não confundir ainda mais...

Já fazia confusão aos franceses os apelidos que temos, mais confusão fez quando casámos e aqui a desenvergonhada não adoptou o apelido do marido para lhes facilitar a vida e ainda por cima agora temos uma filha que herdou 3 apelidos. Até lhes vemos o cérebro a dar um nó quando falam connosco.

15.4.18

2 anos e meio


Aos 2 anos e meio, a Mini-Tété continua a gralha habitual. Repete tudo o que digo, explica raciocínios, conta histórias, conta acontecimentos pelos que passou, decora pequenas expressões (agora anda numa de me perguntar "Então, Maria, o que estás a fazer?", expressão que o Jack usa e que eu não gosto nada), faço viagens de carro com ela a falar o tempo todo sozinha ou comigo (e uma pessoa quer ouvir música e não consegue). Já começa a entender melhor quando falamos com ela francês mas responde sempre em português. Já sabe os animais em francês, as cores, os números, expressões de boa-educação, as roupas...
Já não deixa que a calce, o que nos leva a agora ter de cuidado com o calçado que lhe arranjamos pois tem de ser de velcro e não com atacadores ou presilhas de forma a conseguir continuar a ser independente.
Continua a comer sozinha a sopa, o segundo prato e a fruta, a não ser quando lhe dá a preguiça e pede que demos.
Dorme bem, noites seguidas como normalmente, mas ainda tem noites em que demora imenso a adormecer, socoooorro. Já para dormir a sesta, felizmente, é chegar à cama e tiro e queda.
Distingue a direita da esquerda e anda a tentar aprender a dar nós (com tudo o que seja atacadores, cintos de robes, cordões das calças...). Na verdade quer aprender a atar os atacadores como o Ruca mas nós ficamo-nos por lhe ensinar apenas a fazer nós. 
Gosta de ver o Noddy/Oui Oui e o Ruca/Caillou (vê nas duas línguas). Também acha piada ao Carteiro Paulo. E gosta das músicas da Disney (seja qual for a língua).
Há umas semanas, desabafei no facebook que as birras tinham chegado em força. A verdade é que me deu dois dias infernais com direito a deixar-me a almoçar sozinha enquanto ficava amuada no quarto, e eu comecei a ver a minha vida a andar para trás. Afinal foi apenas isso. Quer dizer, está a começar a tentar fazer valer mais a sua vontade (passo o dia a ouvir "Mas eu quero"), argumenta comigo, chora quando não vê a sua vontade satisfeita mas são crises curtas e de fácil resolução. Se fosse sempre assim, não me importava nada de nada. 
Já sobe e desce as escadas quase sozinha (tem de ter sempre ali uma mãozinha apoiada na parede para a amparar). E descobriu agora que consegue subir sozinha para cima do banco e assim ver outro mundo. Assim já consegue ligar e desligar os interruptores, consegue ajudar-me na cozinha pois vê a bancada...Enfim, anda encantada com esta descoberta.
Está ansiosa por ir para a casa nova, sempre que lá vamos ver o estado das coisas, insiste que o pai a leve ao quarto dela e só fala na cama de menina grande que lhe vamos comprar.
Continua a ser muito pouco mimenta, valha-me Deus. Se lhe peço um beijinho ou um abraço, a resposta é sempre "não" (em abono da verdade, é a resposta a quase tudo o que lhe pergunto). Se não pedir, não se lembra de dar nada. Mas pede colo. E com o pai é mais meiguinha mas não muito mais. No outro dia disse "Je t'aime" ao Jack, a fofinha (a mim nada, claro).
Ainda usa fraldas (depois de há uns meses ter acordado a dizer que não queria mais mas passou-lhe), vamos fazer o desfralde mais para o Verão.
Já conseguiu saltar com os dois pés algumas vezes. Vai treinando e às vezes lá consegue. :D

É uma miúda inteligente, gosta verdadeiramente de aprender coisas, sobretudo palavras novas. É pouco dada a actividades mais físicas e continua a ser o tipo de criança que tenta uma vez chegar ou subir a algum sítio, não consegue, desiste e vai embora. É preciso insistir um bocado para que tente novamente de forma a que aprenda. É calma a maior parte do tempo, gosta de sossego, continua a achar que alguém que não fale docemente está a ralhar com ela e ressente-se quando vê algum pai a ralhar com outros miúdos. Eu acho que ela é feliz. Pelo menos, espero que o seja. Porque nós somos muito felizes com ela. 

14.4.18

Ser {esta] mãe é...


Ser (esta) mãe (desta miúda) é viver num limbo entre dar tempo ao tempo, não querer apressar nada, deixá-la ao ritmo dela, e perceber que às vezes quer fazer o mesmo que os outros da idade dela ou mais novos e não consegue. E que quando está sozinha, isso não a incomoda e até agradece que a mãe lhe facilite a vida para não se cansar mas que estando com outras crianças as tenta imitar sem qualquer sucesso. O limbo entre dar tempo ao tempo, ao ritmo dela, e saber que em breve vai para a escola e não terá uma mãe e um pai que a ampare e que o ritmo dela nem sempre será o melhor. E por isso às vezes treinamos e ensinamos, à medida da sua vontade e do seu ritmo, só para a vermos sorrir por já conseguir. Por conseguir saltar, por conseguir subir uns degraus e descer outros tantos...

Horas de treino depois, já consegue subir um bocado do escorrega sozinha. Ela está feliz. E eu estou feliz por ela. 

[texto publicado no facebook]

12.4.18

Eu acho isto interessante. Mas se calhar sou a única.:D


Não sei se foi por um dos livros que li sobre bebés falar das tabelas de desenvolvimento, se foi por ter curiosidade por saber mais sobre o assunto ou se foi por ver frequentemente internet fora várias mães a perguntar quando é que os bebés devem começar a andar, a falar, a saltar, a rir, etc, que sempre assumi erradamente que todas as mães sabiam o que eram ou as consultavam. Numa conversa com uma amiga em que referi as ditas tabelas, ouvi a pergunta "Mas se foste consultar a tabela então era porque estava preocupada, não?" e percebi que afinal estava enganada. 
O teste de Sheridan é frequentemente usado pelos médicos em consultas em que perguntam aos pais se o bebé ou criança já faz isto ou aquilo de forma a fazer uma avaliação do desenvolvimento. Este teste descreve aquilo que os bebés fazem geralmente aos 3, 6 e 9 meses, 1 ano, 1 ano e meio, 2 anos, 3 anos, 4 anos e 5 anos, e indica também alguns sinais de alarme caso não se atinjam alguns marcos em determinada idade (a nível da postura, motricidade global, motricidade fina, visão, audição, linguagem, comportamento e adaptação social).

Eu acho interessante consultar a tabela de desenvolvimento porque aprendo coisas. Acho verdadeiramente útil para pessoas como eu que percebem tanto de desenvolvimento de bebés como de fabrico de tapetes de arraiolos, ou seja, nada, para ficarem a saber o que é suposto os bebés fazerem ou não fazerem com determinada idade. Eu lembro-me de estar a consultar a tabela quando a Mini-Tété atingiu já-não-sei-que-idade e ler "devem levar o copo à boca com ajuda". Fantástico, eu nunca sequer tinha pensado em dar um copo à Mini-Tété. Experimentei e ela não se saiu nada mal. A partir daí passou a ter o copo mais vezes à disposição. É um exemplo simples de algo que eu não me teria lembrado de dar se não tivesse lido. Também acho interessante porque é uma forma de perceber como os nossos filhos podem estar realmente a conquistar mais etapas em detrimento de outras. Por exemplo, com 2 anos e poucos meses, a Mini-Tété estava ao nível de uma criança de 3 anos na linguagem e ao nível de um bebé de ano e meio no desenvolvimento motor global (já na motricidade fina não se sai nada mal também).

Por outro lado, imagino que consultar em casa um teste como este possa deixar alguns pais ainda mais ansiosos com medo que o filho não se esteja a desenvolver bem, mas por outro lado poderá ser um sossego para aqueles pais que passam a vida a ouvir "Mas o teu filho ainda não anda? Ainda não fala? Ainda não come sozinho? Ainda não faz frases? Ainda não recita os Lusíadas"?.  Por exemplo, é comum dizer-se que os bebés começam a andar com 1 ano e depois é ver os pais em parafuso e a levar os filhos ao médico porque têm 1 ano e 2 dias e só gatinham e ainda não andam sozinhos. Consultando a tabela, vemos que a "meta dos 12 meses" é que o bebé se desloque. Ponto. Seja a gatinhar, seja a arrastar-se, seja sentado (como a Mini-Tété), seja de pé agarrado, seja a andar sozinho. O sinal de alarme está na "meta dos 18 meses", em que o bebé já deverá andar (e mesmo assim não é sinal de que algo está errado). Por isso se o vosso bebé de 1 ano e 3 meses anda mas apenas agarrado pela mão, é favor dizer à sogra/tia/avó/amiga/completa-desconhecida-que-decidiu-meter-se-na-vossa-vida que até aos 18 meses não há motivos de preocupação e que não, o menino não está nada atrasado nesse parâmetro. E já agora aos 2 anos é normal "a linguagem ser incompreensível mesmo para a família", caso a sogra/tia/avó/amiga/completa-desconhecida-que-decidiu-meter-se-na-vossa-vida decidir assustar-vos com "que horror, ainda não fala????". 

Saber isto permitiu-me a mim não ficar com minhocas na cabeça quando comecei a ouvir "A Mini-Tété ainda não anda?" aos 12 meses, as 13, aos 14, aos 15, aos 16, aos 17...Bom, é verdade a  minha filha decidiu testar os limites todos e só começar a andar aos 20 meses e meio por isso acreditem, ouvi muuuitas vezes isto. 

Fica desde já o aviso, caso se lembrem de ir procurar este teste, que encontram muitas versões incompletas do mesmo espalhadas por aí, muitas vezes porque é necessário ou mais fácil sintetizar. Podem encontrar apenas os marcos que a maioria das crianças alcança naquela idade mas não haver a parte dos "alertas" que mostra que tal característica pode vir a ser conquistada até mais tarde sem problemas, por exemplo. Com o atraso que a Mini-Tété apresentou no que toca a ficar de pé, a pôr-se de pé, a equilibrar-se e a andar, tornei-me mais atenta a este teste e lembro-me de ter encontrado um dia uma das tabelas mais completas, mas não faço a mais pequena ideia se foi na internet, num livro, não sei. Se por acaso, voltar a encontrar, venho aqui colocar uma nota sobre isso.

Fica partilha. :) Se são pais stressados por natureza, fiquem quietos. Se são pais curiosos com estas coisas, como eu, ou se andam a ficar com a cabeça em água com aquela tia que insiste em dizer que o primo Joãozinho que é uns meses mais novo que o vosso já faz muito mais coisas, deixando a entender que o vosso filho é/está atrasado, munam-de de armas de conhecimento. Ou rebolem apenas os olhos, também resulta. :)

10.4.18

Coisas fúteis

Uma pessoa conta finalmente que até acha alguma piada a maquilhagem e de repente parece que vai estar sempre a falar do mesmo. Não se preocupem porque não até vou porque não tenho assim tanto a dizer sobre o assunto. Mas queria partilhar convosco um produto que gosto tanto, tanto...

É a esta máscara de argila rosa da Caudalie. Já a tenho há imenso tempo, não me lembro mesmo quando a comprei e tenho a sensação que o frasco dura uma vida pois vou usando e usando e parece ainda ter imenso. Geralmente aproveito uma das noites em que é o Jack a deitar a Mini-Tété para limpar bem o rosto e aplicar uma boca camada de máscara. Uns minutos depois está seca, é só lavar e gosto mesmo da sensação com que a pele fica, isto tudo sem o Jack me estar a ver com a cara toda cor-de-rosa. Para ser absolutamente sincera (até porque a Caudalie não me paga para falar disto), já não experimento outras máscaras de argila há muitos anos, pelo que não posso verdadeiramente dizer que andei a experimentar vinte e esta foi a melhor de todas. Mas sei que quando este frasco acabar, o mais certo é ficar-me pelo mesmo pois gosto bastante do resultado. Fica a dica para quem gosta destes mimos. :)

9.4.18

O Homem de Giz


Na última visita a Portugal, comprei o livro 'O Homem de Giz", pela atenção que me chamou a capa e a sinopse. O Jack mal o viu comentou apenas que não bastava ler sempre livros onde morria alguém como agora comprava um que tinha um enforcado logo na capa. O livro prometia e eu comecei a lê-lo avidamente mas as primeiras páginas não me agarraram assim tanto e depois os meses de Fevereiro e Março passaram a correr. Com a estadia da Mini-Tété no hospital (é uma fofa, ofereceu-me 3 dias e 2 noites num quarto individual com casa-de-banho privativa e pequeno-almoço incluído, mas já estamos em casa e está tudo bem), decidi que era um bom livro para levar para ajudar a passar as horas de sono da pequenina.
O livro é um trhiller e eu sou o tipo de pessoa que adora ver a série "Mentes Criminosas" mas que não o pode fazer à noite numa sala às escuras sob risco de não me conseguir levantar depois do sofá de tanto medo com que fico. Ora sendo eu assim, já devia saber que ler um livro destes à noite, num quarto às escuras, com um pequeno canto apenas iluminado pela luz da casa-de-banho (para que eu conseguisse ler alguma coisa sem incomodar a Mini-Tété), a ouvir passos de pessoas que iam passando nos corredores do hospital com luzes apagadas não era uma grande ideia. Numa das noites, mandei mensagem ao Jack à 1h da manhã a perguntar se estava acordado porque estava cheia de medo e precisava de distracção. Já em casa, acabei de ler o livro ao lado dele na sala porque me estava a fazer confusão estar a lê-lo numa divisão à parte. Sim, eu sou este tipo de pessoa medricas. Para ler estes livros tem de ser de dia, não haja dúvida.

O livro conta-nos a história de um grupo de crianças marcadas por uma série de acontecimentos, como acidentes e mortes que os perseguem ainda em adultos, e é contada em dois registos, em 1986 e nos dias de hoje. Gostei imenso da história, acho que prende bastante, acho que há as reviravoltas necessárias para não se adivinhar o final, acho que passamos o livro todo em suspenso (e medo, no meu caso) mas não gostei da escrita. Aliás, gostei tão pouco da escrita que acabei o livro e pensei "não o recomendo". Mas a história é boa e só por isso acho que talvez valha a pena comprarem o livro, se este tipo de enredos vos agradar.

6.4.18

Inscrição na Maternelle - parte II


Têm [aqui] o primeiro relato da inscrição no jardim-de-infância francês, com os primeiros passos burocráticos.

A inscrição na escola foi feita com a própria directora, o que permitiu logo a existência de uma pequena conversa, colocação de algumas dúvidas e mais alguma informação.
Um dos assuntos que falámos foi sobre a possibilidade de colocar a Mini-Tété na mesma turma que a sua futura vizinha, uma vez que se conhecem. Foi-nos logo dito que não o fariam pela simples questão de uma ter nascido em Fevereiro e outra em Outubro do mesmo ano, o que fará com que no início do ano escola, a Mini-Tété entre com 2 anos, prestes a fazer 3, e a vizinha esteja a menos de meio ano de fazer os 4 anos. Explicaram-nos que dividem os alunos por turmas com idades semelhantes. Julgo que em Portugal há o mesmo cuidado mas não sei se em todas as escolas.

O ensino é gratuito mas pagam-se a cantina e o "péri-scolaire", no meu tempo conhecido por "permanência" e agora chamado de Tempos Livres, se não me engano. Bom, são aquelas horas antes e depois do horário escolar, para as crianças cujos pais têm de as deixar mais cedo e/ou buscar mais tarde. Aqui os horários diferem de escola para escola mas andam todos mais ou menos à volta do mesmo: das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 15h30. Às quartas-feiras, há aulas só de manhã (8h30-10h30) ou então não há de todo, o que pelos vistos será o caso da escola da Mini-Tété. Como são os horários em Portugal? Tenho ideia que no público são semelhantes, mas entra-se uma hora mais tarde e sai-se uma hora mais tarde, não?

A escola tem as portas fechadas por segurança, como qualquer escola nos dois países, e no caso da escola da Mini-Tété abrem-nas apenas 15 minutos antes e depois de cada hora de entrada e saída, respectivamente. Por exemplo, se a entrada é às 8h30, a escola tem as portas abertas apenas das 8h15 às 8h30. Na escola da Mini-Tété, se houver algum atraso e a criança não foi deixada na escola neste quarto-de-hora, só volta a poder entrar no quarto-de-hora seguinte, isto é, quando acabam as aulas da manhã (11h30 às 11h45). E isto está assim a mexer-me um bocadinho de nervos, admito, porque embora seja um pessoa pontual (menos quando estou com o Jack) já estou a imaginar a Mini-Tété a fazer um birra qualquer de manhã, um sapato perdido, uma troca de roupa inesperada e pimba, dois minutos atrasada e lá estão as portas fechadas e uma criança sem escola de manhã. Sei que há escolas onde recebem na mesma as crianças atrasadas mas os pais pagam uma pequena multa de forma a não repetirem muitas vezes a brincadeira.

Voltando ao ensino gratuito, este é-o de facto se os pais forem buscar os filhos para almoçar e não usufruirem do "péri-scolaire", o que não é possível quando ambos os membros do casal trabalham. E custos, Tété? Acho que é aqui que reside uma das grandes diferenças entre Portugal e França. O preço das refeições é um pequeno roubo. Ainda não sei qual será o preço na escola da Mini-Tété porque apenas em Maio saberemos, mas sei que há escolas a cobrar 5€, 6€, 7€ por refeição. Isto ao fim do mês é um valor que já dava para umas pequenas férias...O péri-scolaire tem preços tão diversificados que nem me atrevo a escrever aqui. Foi-me dito uma vez que esta é uma das principais razões pelas quais se vêem tantos pais a ir buscar os filhos para almoçarem a casa.
Obviamente quando ambos os pais trabalham não há outra solução, mas li uma vez um artigo que dizia algo como cerca de 90% das mães em França pedem redução de horário ou passam a trabalhar em part-time para poderem adaptar-se o mais possível aos horários escolares e não pagarem assim "os extras". Há mesmo quem peça para não trabalhar à quarta-feira, trabalhando ao sábado, devido ao facto de muitas escolas não abrirem neste dia. E isto é capaz de explicar porque é que há tantos serviços e lojas que de facto não abrem à quarta-feira.

Nas turmas da idade da Mini-Tété, em que as duas horas à tarde são basicamente compostas pela sesta, muitas são as escolas que perguntam as pais se não há a possibilidade de a criança ir almoçar a casa e já não voltar à escola de tarde, dormindo assim a sua sesta em casa e em melhores condições. A escola da Mini-Tété está a ter mais inscrições do que aquelas que esperavam e a directora está já a avisar que, caso haja falta de espaço para que todas as crianças lá durmam, será pedido aos pais que não trabalham que permitam que os seus filhos fiquem de tarde em casa.

É diferente de Portugal, não é? :)

(Nota posterior: ficámos entretanto a saber que afinal, como não há aulas à quarta, o horário dos restantes dias é das 8h30 às 16h30).

5.4.18

Factos de um baptizado

Ao contrário do que aconteceu com o nosso casamento, em que andei a encher o blogue com posts e posts sobre esse tão belo acontecimento, o baptizado da Mini-Tété tem andado a passar despercebido por aqui. A verdade é que a falta de tempo para a escrita aliada a não haver grandes preparativos para relatar dá nisto. Neste momento, posso dizer que:

- A Mini-Tété era para ter sido baptizada o ano passado mas como não me entendi com o padre em relação a uns assuntos burocráticos e não burocráticos, adiou-se a cerimónia por um ano. Será em Maio, mês do nosso casamento e dos anos do Jack.

- Ao contrário do casamento, em que acho que faz sentido juntar família e amigos para celebrar a união e o amor, e fazer uma bela festa, o baptizado para mim é sinónimo de uma cerimónia discreta, intimista, sem grandes espalhatos na apresentação de Deus e a Deus da Mini-Tété. Por isso, convidou-se apenas o núcleo familiar mais próximo da Mini-Tété e, depois da cerimónia, fazemos um almoço simples.

- Os padrinhos já estão convidados. Por não terem o crisma, não participarão na cerimónia e assinarão apenas como testemunhas. São as regras, não me incomoda, fora o facto de achar um disparate bastar ir a uma igreja diferente e as mesmas regras serem ou não aplicadas conforme a vontade do padre. Na cerimónia serão testemunhas, para nós e para a Mini-Tété serão sempre tratados como padrinhos e está o assunto resolvido.

- Aproveitámos as férias de Verão do ano passado para fazer o Curso de Preparação para o Baptismo. 

- A Mini-Tété já tem o vestido. O Restaurante já está marcado. Os convites todos entregues. E por falar em convites, aqui estão eles. Foram feitos pela Molde Design Weddings, a mesma empresa que fez os nossos convites de casamento. Queríamos mesmo que o convite de baptizado fosse feito à semelhança do convite de casamento (ver aqui) e por isso voltámos a contactá-los. O convite tem o formato de um postal, de um lado um fotografia da Mini-Tété e do outro todas as informações necessárias (que aqui apaguei para vos poder mostrar), com algumas linhas em branco para o podermos personalizar para cada convidado. Gosto muito, muito, muito deste convite. Estão liiindos. O "selo", tal como no nosso convite de casamento em que os bonecos foram feitos à nossa imagem, também foi feito à imagem da Mini-Tété. Vê-se logo pelo cabelo. :D