25.4.18

Coisas curiosas


No 10° ano, logo no início do ano lectivo, fui almoçar com um colega. Conversa puxa conversa e logo percebemos que tínhamos família da mesma região, da mesma terra e...da mesma casa. É verdade, quando dei por mim aquele colega que eu tinha acabado de conhecer estava a descrever-me a casa do meu avô, a dizer-me o nome dele, dos filhos dele e dos netos (eu!). O meu avô era, dizia ele, primo do avô dele. Nesse dia cheguei a casa e perguntei ao meu pai e ao meu avô se não existiria na família um primo da minha idade e com o nome do meu colega. A resposta foi simples: existia mas eu nunca o tinha conhecido. 
Afinal conhecia e era o colega que se sentava na carteira logo atrás de mim. :D

O ano passado, um tio meu enviou um e-mail à família: tinha descoberto que o meu bisavô tinha tido um meio-irmão, facto esse que era do conhecimento de muito pouca gente.

Este ano, o meu irmão enviou uma mensagem à minha mãe perguntando qual era a probabilidade de ter como colega uma familiar nossa. A resposta foi rápida: pouca ou nenhuma. Mas conversas depois, eis que se confirmou: o meu irmão encontrou uma bisneta do meio-irmão do meu bisavô!

Eu não acho que tenha uma família muito grande mas a verdade é que parece que ainda há uma boa parte que eu não conheço e que anda espalhada pelo mundo. 
E não acham estas coincidências espectaculares? :D 

20.4.18

Inscrição na Maternelle - parte III


Texto I [aqui] e II [aqui]

O facto de não termos propriamente de procurar uma escola, de esta nos ser atribuída, tem tanto de bom (nada de stress, nada de horas perdidas em procuras e visitas, etc) como de mau, sendo este lado menos bonito o facto de inscrevermos a nossa filha numa escola que não fazemos a mais pequena ideia de como é. Na véspera da inscrição mal dormi a pensar na possibilidade de ver alguma coisa de que não gostaria uma vez que iríamos à escola em tempo de aulas. Tinha receio de ouvir educadoras aos berros, de encontrar uma escola com mau aspecto, ver crianças a chorar o tempo todo, algum sinal de violência, eu sei lá, passou-me tudo pela cabeça assim como passaram todas as dúvidas e mais algumas: e se visse? Seria fácil escolher outra escola? Como se faria isso? E se a Mini-Tété odiasse a escola logo no primeiro segundo?

Admito que entrei na escola a medo e analisei tudo o que podia enquanto falávamos com a directora. A Mini-Tété entrava e saia do gabinete, encantada por ver as outras crianças irem para o recreio, por ter uma prateleira de livros ali perto, pode ter mesas e cadeiras para a sua altura. Ufa, parecia gostar. Foi-nos pedido uma fotografia tipo passe da Mini-Tété e, adorei, uma fotografia da família para colocar por cima do cabide onde a Mini-Tété irá pendurar as suas coisas no começo de cada dia. Gostei do cuidado que têm em garantir que se a mãe está grávida, a barriga não aparece na fotografia de forma a não confundir mais tarde a criança pois no início do ano escolar o bebé pode já estar cá fora e a fotografia perde algum sentido. Assim como analisam para ver se a fotografia não é antiga e se a criança não mudou ou não mudará muito os traços da cara.

A escola é recente, tinha desenhos das crianças por toda a parte e não vi nada que me chocasse. Em Junho visitaremos a escola com mais tempo e as crianças poderão estar na sala e no recreio à-vontade, na presença dos pais, para fazerem o reconhecimento do espaço com mais confiança. Vim de lá com o coração mais sossegado, admito. Gostei do nosso primeiro contacto com a escola e espero que corra tudo bem a partir daí. 

18.4.18

É a lei da selva nos parques infantis?


Há uns meses escrevi aqui que não encontrava vivalma nos parques infantis, que a Mini-Tété não encontrava outras crianças para brincar, que não compreendia tal ausência. Não sei o que mudou mas nas duas últimas semanas, as crianças apareceram e a Mini-Tété tem podido sociabilizar quase todos os dias durante algumas horas, começando até a ganhar um pouco de confiança com duas outras meninas da sua idade que por lá tem encontrado. O aparecimento de tantas crianças tem este lado positivo mas não deixa de ser assustador ver como se comportam crianças de diferentes idades a partilhar o mesmo parque.

Se algum miúdo mais pequeno se lembra de levar uma bola, as crianças mais velhas tiram-na sem qualquer dó nem piedade, jogando entre elas e deixando o que levou completamente de parte por não os conseguir acompanhar, obrigando depois a que a mãe ou o pai andem a tentar a recuperar a bola para que o filho também brinque um pouco. Por vezes lá se ouve um grito de um pai/mãe para que as crianças mais velhas incluam o dono da bola, mas dois passes depois a coisa já está esquecida até nova chamada de atenção, se a houver. Depois esquecem-se completamente de onde estão e fazem a bola atravessar todo o parque no ar, arriscando-se a acertar em alguém que por lá esteja. Ainda ontem impedi que um bebé de 1 ano apanhasse com uma bola na cara e fora o agradecimento da mãe não ouvi ninguém a chamar a atenção a quem tinha dado o pontapé.

Se algum miúdo leva brinquedos, parece-me normal que as outras crianças queiram brincar e que haja ali alguma partilha. A Mini-Tété tem brincado com brinquedos de outras crianças e já chegou a levar os seus para brincar e partilhar. Já não me parece tão normal que para alguns pais seja normal que os seus filhos cheguem ao pé dos brinquedos, apanhem os que querem e os levem para outro sítio sem dizer nada. A ideia é partilhar e brincar em conjunto, não é fornecer brinquedos aos outros que depois os deixam esquecidos ou enterrados quando se fartam.

Da mesma forma que não compreendo porque é que os pais não dizem nada aos filhos que insistem estar a subir pelo escorrega em vez de pela escada, impedindo quem quer descer que o faça. Mais, ainda vejo estas crianças a pedir a quem está a querer descer que se afastem para que eles possam subir por ali. Que se faça esta brincadeira quando o escorrega está vazio, parece-me óptimo. Que a façam quando há outras crianças a tentar brincar, parece-me estranho que os pais nada digam. Ainda mais quando as ditas crianças decidem descer pela escada onde estão outras a tentar subir muitas vezes com o auxílio ainda das mãos. Já cheguei a ter de tirar um bebé que não era meu sob pena de este apanhar com uns pés em cima das mãozinhas. E eu não gosto de mexer em crianças que não são minhas.

Mais ainda me espanta a maneira como as outras crianças se dirigem aos adultos que não conhecem. E se nas situações acima descritas eu não posso dizer que no meu tempo isto não era nada assim, aqui acho que posso. Eu já tive um miúdo de 3 anos a berrar-me para que lhe emprestasse o frasco de fazer bolas de sabão e a impedir-me de sair do parque porque não lhe emprestava (em minha defesa, emprestei uma vez e vi-o pronto a beber a água ensaboada, só se fosse doida é que emprestava segunda vez...). Já tive crianças a dar-me duas palmadas nas pernas para que as pusesse num escorrega onde sozinhas não chegam. A falar comigo e mandarem vir como se as tivesse visto nascer e lhes desse confiança para isso. A última foi uma pequena de 5-6 anos que se lembrou de agarrar a Mini-Tété no topo de um escorrega, impedindo-a de descer e forçando-a a ficar sentada ao seu colo. A minha pequenina entrou em pânico ao ver-se presa daquela forma e tive de repetir várias vezes e em tom duro à miúda que estava a assustar a Mini-Tété e que tinha de a largar imediatamente para que finalmente ela parasse com o ar de desafio e a libertasse. Quando eu era pequena não me passaria pela cabeça dirigir-me a um adulto completamente estranho quanto mais desafiá-lo.

Onde andam os pais nestas situações? As crianças não nascem ensinadas mas precisam que alguém lhes explique como funciona o mundo e quais as regras de boa convivência. Ainda no outro dia li uma crítica aos pais que andam atrás dos filhos no parque em vez de os deixar livres a brincar. Mas se os deixar livres é permitir que façam o que querem e que os mais indefesos que se desenrasquem não me parece que assim todos se divirtam.

Sou mãe de primeira viagem, tenho tenho uma filha de 2 anos e meio que nunca mordeu, nunca bateu nem nunca sequer levantou a mão e por isso a minha visão pode obviamente estar condicionada por isto. Será que daqui a uns anos vou pensar de outra forma?

16.4.18

A mesma conversa de sempre...

No hospital, diz-nos a enfermeira:

- A bebé chama-se Mini-Tété Apelido1 Apelido3 e Apelido5?
- Sim.
- Qual é o nome de família? Apelido1?
- Não, é o Apelido5.
- Ok. Então o pai é o Jack Apelido5?
- Exactamente.
- E a mãe é a Maria Tété Apelido5?
- Não, é Maria Tété Apelido3.
- Então de onde vem o Apelido1 da bebé?
- Da mãe também.
- Ah, a mãe tem dois apelidos? 
- Tem três. Maria Tété Apelido1, Apelido2 e Apelido3 mas o Apelido2 não foi dado.
- E o pai é Jack Apelido5...
- O pai é Jack Apelido4 Apelido5, mas o Apelido4 não foi dado.
- Bem, que confusão...
- Na verdade, o pai ainda tem mais um nome próprio mas é melhor ficar assim para não confundir ainda mais...

Já fazia confusão aos franceses os apelidos que temos, mais confusão fez quando casámos e aqui a desenvergonhada não adoptou o apelido do marido para lhes facilitar a vida e ainda por cima agora temos uma filha que herdou 3 apelidos. Até lhes vemos o cérebro a dar um nó quando falam connosco.

15.4.18

2 anos e meio


Aos 2 anos e meio, a Mini-Tété continua a gralha habitual. Repete tudo o que digo, explica raciocínios, conta histórias, conta acontecimentos pelos que passou, decora pequenas expressões (agora anda numa de me perguntar "Então, Maria, o que estás a fazer?", expressão que o Jack usa e que eu não gosto nada), faço viagens de carro com ela a falar o tempo todo sozinha ou comigo (e uma pessoa quer ouvir música e não consegue). Já começa a entender melhor quando falamos com ela francês mas responde sempre em português. Já sabe os animais em francês, as cores, os números, expressões de boa-educação, as roupas...
Já não deixa que a calce, o que nos leva a agora ter de cuidado com o calçado que lhe arranjamos pois tem de ser de velcro e não com atacadores ou presilhas de forma a conseguir continuar a ser independente.
Continua a comer sozinha a sopa, o segundo prato e a fruta, a não ser quando lhe dá a preguiça e pede que demos.
Dorme bem, noites seguidas como normalmente, mas ainda tem noites em que demora imenso a adormecer, socoooorro. Já para dormir a sesta, felizmente, é chegar à cama e tiro e queda.
Distingue a direita da esquerda e anda a tentar aprender a dar nós (com tudo o que seja atacadores, cintos de robes, cordões das calças...). Na verdade quer aprender a atar os atacadores como o Ruca mas nós ficamo-nos por lhe ensinar apenas a fazer nós. 
Gosta de ver o Noddy/Oui Oui e o Ruca/Caillou (vê nas duas línguas). Também acha piada ao Carteiro Paulo. E gosta das músicas da Disney (seja qual for a língua).
Há umas semanas, desabafei no facebook que as birras tinham chegado em força. A verdade é que me deu dois dias infernais com direito a deixar-me a almoçar sozinha enquanto ficava amuada no quarto, e eu comecei a ver a minha vida a andar para trás. Afinal foi apenas isso. Quer dizer, está a começar a tentar fazer valer mais a sua vontade (passo o dia a ouvir "Mas eu quero"), argumenta comigo, chora quando não vê a sua vontade satisfeita mas são crises curtas e de fácil resolução. Se fosse sempre assim, não me importava nada de nada. 
Já sobe e desce as escadas quase sozinha (tem de ter sempre ali uma mãozinha apoiada na parede para a amparar). E descobriu agora que consegue subir sozinha para cima do banco e assim ver outro mundo. Assim já consegue ligar e desligar os interruptores, consegue ajudar-me na cozinha pois vê a bancada...Enfim, anda encantada com esta descoberta.
Está ansiosa por ir para a casa nova, sempre que lá vamos ver o estado das coisas, insiste que o pai a leve ao quarto dela e só fala na cama de menina grande que lhe vamos comprar.
Continua a ser muito pouco mimenta, valha-me Deus. Se lhe peço um beijinho ou um abraço, a resposta é sempre "não" (em abono da verdade, é a resposta a quase tudo o que lhe pergunto). Se não pedir, não se lembra de dar nada. Mas pede colo. E com o pai é mais meiguinha mas não muito mais. No outro dia disse "Je t'aime" ao Jack, a fofinha (a mim nada, claro).
Ainda usa fraldas (depois de há uns meses ter acordado a dizer que não queria mais mas passou-lhe), vamos fazer o desfralde mais para o Verão.
Já conseguiu saltar com os dois pés algumas vezes. Vai treinando e às vezes lá consegue. :D

É uma miúda inteligente, gosta verdadeiramente de aprender coisas, sobretudo palavras novas. É pouco dada a actividades mais físicas e continua a ser o tipo de criança que tenta uma vez chegar ou subir a algum sítio, não consegue, desiste e vai embora. É preciso insistir um bocado para que tente novamente de forma a que aprenda. É calma a maior parte do tempo, gosta de sossego, continua a achar que alguém que não fale docemente está a ralhar com ela e ressente-se quando vê algum pai a ralhar com outros miúdos. Eu acho que ela é feliz. Pelo menos, espero que o seja. Porque nós somos muito felizes com ela. 

14.4.18

Ser {esta] mãe é...


Ser (esta) mãe (desta miúda) é viver num limbo entre dar tempo ao tempo, não querer apressar nada, deixá-la ao ritmo dela, e perceber que às vezes quer fazer o mesmo que os outros da idade dela ou mais novos e não consegue. E que quando está sozinha, isso não a incomoda e até agradece que a mãe lhe facilite a vida para não se cansar mas que estando com outras crianças as tenta imitar sem qualquer sucesso. O limbo entre dar tempo ao tempo, ao ritmo dela, e saber que em breve vai para a escola e não terá uma mãe e um pai que a ampare e que o ritmo dela nem sempre será o melhor. E por isso às vezes treinamos e ensinamos, à medida da sua vontade e do seu ritmo, só para a vermos sorrir por já conseguir. Por conseguir saltar, por conseguir subir uns degraus e descer outros tantos...

Horas de treino depois, já consegue subir um bocado do escorrega sozinha. Ela está feliz. E eu estou feliz por ela. 

[texto publicado no facebook]

12.4.18

Eu acho isto interessante. Mas se calhar sou a única.:D


Não sei se foi por um dos livros que li sobre bebés falar das tabelas de desenvolvimento, se foi por ter curiosidade por saber mais sobre o assunto ou se foi por ver frequentemente internet fora várias mães a perguntar quando é que os bebés devem começar a andar, a falar, a saltar, a rir, etc, que sempre assumi erradamente que todas as mães sabiam o que eram ou as consultavam. Numa conversa com uma amiga em que referi as ditas tabelas, ouvi a pergunta "Mas se foste consultar a tabela então era porque estava preocupada, não?" e percebi que afinal estava enganada. 
O teste de Sheridan é frequentemente usado pelos médicos em consultas em que perguntam aos pais se o bebé ou criança já faz isto ou aquilo de forma a fazer uma avaliação do desenvolvimento. Este teste descreve aquilo que os bebés fazem geralmente aos 3, 6 e 9 meses, 1 ano, 1 ano e meio, 2 anos, 3 anos, 4 anos e 5 anos, e indica também alguns sinais de alarme caso não se atinjam alguns marcos em determinada idade (a nível da postura, motricidade global, motricidade fina, visão, audição, linguagem, comportamento e adaptação social).

Eu acho interessante consultar a tabela de desenvolvimento porque aprendo coisas. Acho verdadeiramente útil para pessoas como eu que percebem tanto de desenvolvimento de bebés como de fabrico de tapetes de arraiolos, ou seja, nada, para ficarem a saber o que é suposto os bebés fazerem ou não fazerem com determinada idade. Eu lembro-me de estar a consultar a tabela quando a Mini-Tété atingiu já-não-sei-que-idade e ler "devem levar o copo à boca com ajuda". Fantástico, eu nunca sequer tinha pensado em dar um copo à Mini-Tété. Experimentei e ela não se saiu nada mal. A partir daí passou a ter o copo mais vezes à disposição. É um exemplo simples de algo que eu não me teria lembrado de dar se não tivesse lido. Também acho interessante porque é uma forma de perceber como os nossos filhos podem estar realmente a conquistar mais etapas em detrimento de outras. Por exemplo, com 2 anos e poucos meses, a Mini-Tété estava ao nível de uma criança de 3 anos na linguagem e ao nível de um bebé de ano e meio no desenvolvimento motor global (já na motricidade fina não se sai nada mal também).

Por outro lado, imagino que consultar em casa um teste como este possa deixar alguns pais ainda mais ansiosos com medo que o filho não se esteja a desenvolver bem, mas por outro lado poderá ser um sossego para aqueles pais que passam a vida a ouvir "Mas o teu filho ainda não anda? Ainda não fala? Ainda não come sozinho? Ainda não faz frases? Ainda não recita os Lusíadas"?.  Por exemplo, é comum dizer-se que os bebés começam a andar com 1 ano e depois é ver os pais em parafuso e a levar os filhos ao médico porque têm 1 ano e 2 dias e só gatinham e ainda não andam sozinhos. Consultando a tabela, vemos que a "meta dos 12 meses" é que o bebé se desloque. Ponto. Seja a gatinhar, seja a arrastar-se, seja sentado (como a Mini-Tété), seja de pé agarrado, seja a andar sozinho. O sinal de alarme está na "meta dos 18 meses", em que o bebé já deverá andar (e mesmo assim não é sinal de que algo está errado). Por isso se o vosso bebé de 1 ano e 3 meses anda mas apenas agarrado pela mão, é favor dizer à sogra/tia/avó/amiga/completa-desconhecida-que-decidiu-meter-se-na-vossa-vida que até aos 18 meses não há motivos de preocupação e que não, o menino não está nada atrasado nesse parâmetro. E já agora aos 2 anos é normal "a linguagem ser incompreensível mesmo para a família", caso a sogra/tia/avó/amiga/completa-desconhecida-que-decidiu-meter-se-na-vossa-vida decidir assustar-vos com "que horror, ainda não fala????". 

Saber isto permitiu-me a mim não ficar com minhocas na cabeça quando comecei a ouvir "A Mini-Tété ainda não anda?" aos 12 meses, as 13, aos 14, aos 15, aos 16, aos 17...Bom, é verdade a  minha filha decidiu testar os limites todos e só começar a andar aos 20 meses e meio por isso acreditem, ouvi muuuitas vezes isto. 

Fica desde já o aviso, caso se lembrem de ir procurar este teste, que encontram muitas versões incompletas do mesmo espalhadas por aí, muitas vezes porque é necessário ou mais fácil sintetizar. Podem encontrar apenas os marcos que a maioria das crianças alcança naquela idade mas não haver a parte dos "alertas" que mostra que tal característica pode vir a ser conquistada até mais tarde sem problemas, por exemplo. Com o atraso que a Mini-Tété apresentou no que toca a ficar de pé, a pôr-se de pé, a equilibrar-se e a andar, tornei-me mais atenta a este teste e lembro-me de ter encontrado um dia uma das tabelas mais completas, mas não faço a mais pequena ideia se foi na internet, num livro, não sei. Se por acaso, voltar a encontrar, venho aqui colocar uma nota sobre isso.

Fica partilha. :) Se são pais stressados por natureza, fiquem quietos. Se são pais curiosos com estas coisas, como eu, ou se andam a ficar com a cabeça em água com aquela tia que insiste em dizer que o primo Joãozinho que é uns meses mais novo que o vosso já faz muito mais coisas, deixando a entender que o vosso filho é/está atrasado, munam-de de armas de conhecimento. Ou rebolem apenas os olhos, também resulta. :)

10.4.18

Coisas fúteis

Uma pessoa conta finalmente que até acha alguma piada a maquilhagem e de repente parece que vai estar sempre a falar do mesmo. Não se preocupem porque não até vou porque não tenho assim tanto a dizer sobre o assunto. Mas queria partilhar convosco um produto que gosto tanto, tanto...

É a esta máscara de argila rosa da Caudalie. Já a tenho há imenso tempo, não me lembro mesmo quando a comprei e tenho a sensação que o frasco dura uma vida pois vou usando e usando e parece ainda ter imenso. Geralmente aproveito uma das noites em que é o Jack a deitar a Mini-Tété para limpar bem o rosto e aplicar uma boca camada de máscara. Uns minutos depois está seca, é só lavar e gosto mesmo da sensação com que a pele fica, isto tudo sem o Jack me estar a ver com a cara toda cor-de-rosa. Para ser absolutamente sincera (até porque a Caudalie não me paga para falar disto), já não experimento outras máscaras de argila há muitos anos, pelo que não posso verdadeiramente dizer que andei a experimentar vinte e esta foi a melhor de todas. Mas sei que quando este frasco acabar, o mais certo é ficar-me pelo mesmo pois gosto bastante do resultado. Fica a dica para quem gosta destes mimos. :)