29.6.18

A Obra em fotografias

O Jack anda cheio de trabalho e por isso A Obra vai avançando devagarinho. Gostava muito de mudar antes da Mini-Tété iniciar a escola para não andarmos a fazer quilómetros todos os dias, mas visto a baixa disponibilidade que ele está a ter já me ando a fazer à ideia de (no máximo!) no mês de Setembro andar a fazer piscinas casa-escola com a Mini-Tété.
Em princípio, este fim-de-semana vamos colocar os azulejos da casa-de-banho (yeahh!) e as pinturas finais já arrancaram. Também já temos o último degrau da escada por isso já só preciso de um corrimão para conseguir subir até lá acima sem ficar cheia de tonturas por sentir que posso cair para o lado e não há ali nada onde me apoiar. 

Deixo-vos algumas fotografias do estado do nosso-celeiro-futura-casa (a qualidade das fotografias não é melhor mas é o que se pode arranjar :)).


O corredor do piso superior. Já estamos na fase das pinturas (daí o andaime pois o pé direito deste piso é muito alto). Depois será colocado o parquet no chão, rodapés, as faces das tomadas e interruptores e...pronto. Aqui podem ver a grande viga que atravessa a casa de um lado ao outro.


 Eis uma das pontas da grande viga. Este espaço será o nosso closet. 


Esta será a parede da cabeceira da nossa cama. O closet fica atrás.



A nossa casa é uma casinha de bonecas, sobretudo se comparada com as medidas habituais de construção em Portugal. Temos áreas pequenas, sobretudo nos quartos. Já o pé direito....é o que se vê.


Visão da zona da sala de jantar para a escada e sala de estar. Devido ao estilo antigo da casa, optámos por deixar madeiras à vista.

O que acham desta nossa Obra-Casa-de-Bonecas? :)

27.6.18

Eu não mereço

Eu sei que estamos quase a sair daqui, eu sei que mais umas quantas semanas (ninguém sabe ao certo) já estaremos em mudanças, eu  sei que embora adore este apartamento e a luz toda que ele tem (tem janelas em 3 lados do prédio, pelo que apanha sol toooodo o dia, sobretudo na sala), o prédio é uma pequena desgraça graças aos vizinhos que por aqui nos calham em sorte. E depois de os do andar de cima se terem escapulido sorrateiramente num fim-de-semana (fazem sempre isto mas se eu tivesse o senhorio deles, também faria o mesmo), a paz reinou minimamente por aqui (vamos ignorar as duas vindas da polícia à procura deles, sim?), até hoje, em que já houve transporte de móveis, comidas e afins. Eu não quero novos vizinhos, buááááá. É que se uma pessoa tivesse sorte, até se aguentava, mas com o azar que temos, hão-de ser daqueles de fazer festas até às tantas e de andar sempre a arrastar móveis todo o santo dia. Buááá, Jack, acaba a casa depressa, por favor!

26.6.18

Crianças difíceis

No outro dia, ao observar uma criança no parque que procurava claramente obter a atenção da mãe que não largava o telemóvel até que, frustrada, fez um qualquer disparate que obrigou a mãe a efectivamente parar de fazer o que estava a fazer para ralhar com ela, dei por mim a pensar mais uma vez que isto deve acontecer mais vezes do que realmente reparamos.

Já tive fases em que por ter os dias mais preenchidos com tarefas que quero mesmo resolver, vi a Mini-Tété ser mais disparatada e queixosa que o habitual, fazendo até coisas que sabe serem erradas e que geralmente não faz. Lembro-me de pensar "Que galo, logo hoje que tenho isto para fazer é que ela está assim" para mais tarde perceber que era o oposto: era exactamente por eu andar tão atarefada que ela estava assim. Da mesma forma que ainda no outro dia, a ter um dia de cão por motivos alheios à minha pequenina, dei por mim a pensar "Fogo, e para ajudar à festa, ela hoje está insuportável". Não era verdade, ela estava igual a todos os dias, eu é que estava com os meus níveis de paciência abaixo de zero para aturar a maneira de ser de uma miúda de 2 anos.

Eu acredito que há crianças difíceis, com personalidades muito vincadas, teimosas, que são barulhentas e com feitios mais complicados de gerir, mas não haverá também muitos casos em que as crianças são apelidadas de difíceis quando na verdade uma mudança de postura dos pais não faria a diferença? Não precisarão às vezes das crianças que os pais lhes dêem apenas meia-hora de atenção a sério ou que conversem mais com elas todos os dias? Que lhes expliquem as coisas em vez de simplesmente dizer "não" e acabou-se a conversa? Não farão algumas crianças, como aquela que vi no parque ou mesmo a Mini-Tété quando se sente mais ignorada, disparates para que os pais finalmente lhes liguem? Não serão estas crianças muitas vezes filhas e filhos daqueles pais que se queixam aos amigos e em fóruns que os seus rebentos são difíceis e só fazem asneiras?


25.6.18

Uma hora na escola

Este sábado tínhamos agendada a visita à Maternelle (jardim-de-infância), onde passaríamos cerca de uma hora, inseridos num grupo de outros pais e crianças, com o objectivo de que estas brincassem e conhecessem a escola com o conforto da presença dos pais. A próxima vez que a Mini-Tété voltar a entrar naquela escola será no primeiro dia de aulas, onde já a deixaremos sozinha. Não vamos pensar já nisso. :P

Fomos sem saber muito bem ao que íamos porque eu já tinha ouvido relatos de que nalgumas escolas era uma hora de brincadeira no recreio, sem visita às instalações, noutras apenas a visita e discurso da directora, e noutras ainda, uma mistura de tudo. Este foi o nosso caso. Fomos recebidos pela directora (que parece haver grande probabilidade de vir a ser a educadora da Mini-Tété..) no ginásio, onde pediram a pais e crianças que se sentassem...em cadeiras pequeninas, claramente apropriadas para crianças de 3 anos e mas não para adultos com mais de metro e meio. No fundo, acho que o objectivo era desanuviar o ambiente porque deixamos de levar todos tão a sério quando vemos adultos com os joelhos quase no queixo a ouvir as indicações de uma directora.

Recomendações, instruções e apresentações à parte, ficou de realçar o comportamento da Mini-Tété, a miúda que é capaz de ficar uma hora no parque sentada no chão a ver simplesmente os outros brincar, decidiu que naquele dia ia ter bichos carpinteiros no rabo e a língua solta. Mais de uma dúzia de crianças sentadas sossegadas e em silêncio, e a nossa a levantar-se e a sentar-se numa excitação sem fim e com perguntas em catadupa "o que é aquilo? O que está a directora a dizer? Quando vamos brincar? O que estamos aqui a fazer? E agora? E o que é aquilo?". Lindo.

Gostámos da visita à escola. Não é muito grande mas é recente, com muitos trabalhos das crianças colados pelas paredes, limpa e bem cuidada. Aproveitámos para mostrar as sanitas em miniatura à Mini-Tété a ver se se dava o "clic" para o desfralde mas continua tudo na mesma (ou seja, ela não quer largar as fraldas) e gostei imenso do dormitório. Sei que em muitas escolas, a própria sala de aula é onde as crianças dormem a sesta, em colchões encostados uns aos outros, sem grande espaço e conforto, e isso causava-me receio. Mas ali o dormitório é espaçoso, bonito, acolhedor, gostei mesmo e espero que a Mini-Tété lá consiga fazer as suas sestas.

Depois, fomos todos enfiados numa das salas de aula, onde as crianças puderam brincar livremente. Mini-Tété parecia uma salta-pocinhas, ora estava na pequena cozinha, ora ia ver os livros, ora ir ver os animais e as casinhas de plástico, ora ia fazer uns rabiscos nas folhas de desenho, ora ia fazer puzzles, ora ia fazer construções. Estava encantada e embora nos quisesse por perto, acho que tantos brinquedos a fizeram perder um pouco o receio das outras crianças.
De seguida, mais brincadeira mas no recreio, onde há uma série de bicicletas e triciclos, para grande alegria da nossa pequenina. Gostou, adorou e ainda fez beicinho à saída enquanto reclamava "Mas eu quero ficar na escola! Eu quero comer aqui!".

Que isto seja bom sinal!

(Nota: entretanto ficámos também a saber que uma vez que à quarta-feira não haverá aulas, o horário dos restantes dias é até às 16h30 e não até às 15h30).

21.6.18

Coincidências...

Não sou muito dada a crenças no geral e ainda menos na maternidade. Durante a gravidez ignorei assumidamente qualquer coisa que ouvisse do género "grávida não pode usar colares porque o cordão umbilical enrola-se à volta do bebé" e mesmo depois da Mini-Tété nascer sempre olhei de lado para aquele tipo de coisas como "põe um fio vermelho na testa do bebé para acabar com os soluços" e outras semelhantes.
Uma das crenças que cheguei a ler era um truque para passar a ter os bebés a dormir toda a noite. Dizia-se então que se devia fazer a cama do bebé ao contrário, colocando depois o bebé a dormir com a cabeça onde antes tinha os pés, e que isto faria com que o bebé deixasse de acordar de noite. Obviamente, ao ler isto, encolhi os ombros e nunca mais pensei nisto.

Até há umas semanas, altura em que a Mini-Tété entrou numa fase em que demora horrores a adormecer. A minha pequenita até é sossegada, não se põe aos saltos na cama, não faz barulhos, quanto muito fala e fala e fala e fala durante horas (e sozinha porque nós fingimo-nos de mortos e não lhe damos conversa para ver se ela adormece). Uma noite, já farta de estar na cama sem dormir, a Mini-Tété virou-se e pôs a cabeça para o lado oposto da cama. Chamei-a, disse-lhe para voltar a deitar-se normalmente, resmungou comigo, manteve-se na mesma posição e minutos depois...estava ferrada a dormir.

E é isto que tem acontecido, ao ponto que haver noites em que dou por mim a perguntar-lhe "Não te queres deitar com a cabeça para o outro lado?", porque em 90% das vezes, é certinho e direitinho em como estará a dormir profundamente poucos minutos depois.

Obviamente, como sou racional, já atribuí o acontecimento ao facto de ela já estar cansada e com mais sono quando finalmente muda de posição na cama e que o lado oposto à almofada deve estar mais fresco, ajudando assim a adormecer (comigo às vezes resulta, em noites de insónias, virar a almofada, para sentir o lado mais fresco e adormecer assim mais facilmente). Mas a verdade é que aquela crença que li não deixou de me vir à cabeça quando isto começou a acontecer. Coincidências engraçadas, direi eu. :)

12.6.18

10 coisas que já me disseram e que acabaram por não acontecer

Uma das coisas que a maternidade me ensinou é que somos todas tipos de mães diferentes com bebés diferentes. Já aqui referi uma vez que por muita empatia que possa tentar sentir por uma mãe trabalhadora com dois filhos, a verdade é que nunca saberei exactamente aquilo pelo que ela passa pois sou mãe a tempo inteiro e tenho apenas uma filha. Nem ela saberá exactamente o que é estar no meu lugar. 
Além do mais os bebés são tão diferentes que cai-se muitas vezes no erro de achar que todos são iguais aos nossos. Eu própria cometo este erro quando me deparo com outros bebés e assumo automaticamente que com ano e meio já falam pelos cotovelos (porque a Mini-Tété foi precoce neste campo) ou os acho super avançados para a idade quando com 12 meses se aguentam de pé ou já gatinham (que são coisas normais mas que a Mini-Tété fez bem mais tarde), não evitando soltar um "Uau!" de espanto.
E é por isso que às vezes as mães se vêem inundadas de conselhos, avisos e previsões que depois mais tarde não chegam a acontecer. Eu assumo que já devo ter feito o mesmo (embora faça o esforço de que não aconteça). Estas foram algumas das coisas que ouvi, verdades para outros pais e mães, mas que não se aplicaram a mim:

1. "Dorme pior porque tem um dentinho a nascer. Agora até nascer o último vai ser sempre um sofrimento."
Felizmente, isto não aconteceu! Eu juro que fiquei sem pinga de sangue quando ouvi isto e estive quase para ir devolver a pequena ao hospital e explicar que não estava pronta para aquilo. Tivemos sorte e o nascimento dos dentes da Mini-Tété não foi uma tortura nem para ela nem para nós. Ela mostrava-se um pouco incomodada, deu-nos umas quantas noites piores e alguns dias de resmunguice, mas nada mais do que isso.

2. "É calminha agora mas deixem-na fazer os 6 meses e vão ver como muda completamente."
De facto notámos que aos 6 meses houve uma maior abertura para o mundo, a interacção passou a ser maior, o interesse também, mas felizmente para nós continuou a ser uma bebé calma e a dormir bem.

3. "Todos os bebés adoram comandos! É óptimo para os motivar a gatinhar ou porem-se de pé pois tentam apanhá-los."
Ainda hoje me rio para dentro quando oiço isto. A Mini-Tété até achava piada aos comandos mas a força de vontade era sempre menor comparada com a curiosidade que o comando suscitava. Fazia um ligeiro esforço para lhe chegar, não conseguia e nem voltava a tentar. Motivação para lhe chegar? Zero.

4. "Ui quando começam a gatinha/andar é que se acabou o sossego!"
Aqui em casa aconteceu o oposto, como já cheguei a relatar neste blogue. Quando finalmente ela aprendeu a deslocar-se, para mim foi um descanso. Finalmente podia sair de uma divisão para a outra com coisas nas mãos sem ela desatar a chorar por ter sido deixada para trás. Passou a arrastar-se de rabo atrás de mim, de divisão em divisão, e foi um sossego. Quando começou a andar, ainda melhor porque finalmente podia sair à rua com ela sem ser no carrinho ou ao colo. Tanto jeito que me deu!

5. "Aos 18 meses (ano e meio) começam as birras!"
Felizmente, não! Do que tenho lido, por esta altura as maiores birras surgem pela dificuldade em se fazerem entenderem. Como a Mini-Tété já dizia o suficiente para a percebermos, não passou por esta fase de frustração, o que deve ter ajudado. Já vamos com 2 anos e meio e a coisa está controlada. Notamos um maior braço de ferro, um certo teste aos limites, alguma surdez momentânea ao que lhe estamos a dizer mas não é de grandes birras. Há uns meses passou por uma fase em que a frustração de lhe ser negado algo levava imediatamente ao choro mas até isso abrandou consideravelmente. Cheira-me que as verdadeiras birras chegarão aos 3 anos.

6. "Vais ver, quando começar a comer sozinha, até ganhas umas pinturas novas na parede!"
Até agora zero manchas decorativas de sopa e afins. Começou a comer à mão. Com 10 meses, começou a aprender a levar a colher à boca. Com 1 ano e 4 meses, um dia pegou no garfo e começou a comer sozinha, assim do nada. Nem dois meses depois, já comia toda a refeição sozinha. O chão, ainda agora, tem dias que dá vontade de ter um cão que coma a meia refeição que lá foi parar, mas nunca lhe deu para andar a fazer voar sopa ou arroz em direcção à paredes.

7. "Quando eles aprendem a segurar os lápis, vais ficar com as paredes cheias de desenhos!"
Até agora, houve apenas um risco há uns meses e que me foi contado entusiasticamente pela Mini-Tété ("Mamã, a Mini-Tété fez um "chico" na parede!"). Fora isso, até vivemos no limite e de vez em quando colamos uma folha branca na parede com fita-cola para ela pintar. Nunca se lembrou de pintar fora dos limites da folha. Mas vamos aguardar. Eu desenhei uma rosa numa parede em casa dos meus pais e já era adolescente.

8. "Todos os bebés adoram tomadas/puxam as toalhas das mesas/mordem e batem nos pais/atiram-se para o chão e gritam durante as birras/atiram-se das camas de grades/tiram meias e sapatos."
Nop. Pelo menos até agora (bom, já se calça e descalça sozinha mas neste momento isso é uma mais-valia).

9. "Aproveitem agora porque quando a vossa filha nascer a televisão nunca mais sairá do canal Panda e os cd's no carro passarão a ser com músicas infantis. Em loop."
Pois, também não. Em primeiro porque cá em casa não se vê televisão. Desde que ela nasceu, deve ter sido ligada em duas ou três ocasiões (sobretudo para ver os jogos do Euro 2016). Usamos sobretudo o computador para assistir aos programas que queremos e ler notícias, a maior parte das vezes já depois de ela ter ido para a cama. No meu computador ela assiste a desenhos animados no youtube, mas sendo o meu computador e estando ela proibida de lhe mexer, só vê quando eu quero e quando não tenho eu de o usar. Não tem acesso ao iPad, o que também facilita. No carro, ouve a nossa música. A única situação em que não nos deixa ouvir a nossa música é quando não se cala, mas aí o rádio fica desligado.

10. "Antes de sermos pais dizemos que nunca faremos isto e aquilo mas depois...acabamos por ter de engolir tudo o que dissemos."
Hum, não. Já falei disso aqui. Ou cuspi muito pouco para o ar, ou perdi metade da memória no parto ou de facto as poucas coisas que disse que não faria, não faço mesmo. Minto. Os meus pais, por viverem num T1, dormiram no mesmo quarto que eu até quase aos meus 3 anos, antes de finalmente terem conseguido um apartamento maior. Obviamente que eu não me lembro disto mas lembro-me de uma ou outra vez ter pensado que era demasiado tempo para partilhar o quarto e que não o faria com um filho meu. Ora com quem é que a Mini-Tété partilha o quarto até finalmente o pais terem arranjado uma casa maior e ela finalmente poder ter o seu quarto com quase 3 anos, com quem? :D




11.6.18

O Desfralde

Um dia, em Fevereiro, a Mini-Tété acordou e informou-me que era uma menina grande e que não queria usar mais fraldas. Não se calou todo o dia com isto, mostrando-se claramente contrariada por ter de usar fraldas, por isso lá lhe fui comprar umas cuecas, que lavei e sequei nesse mesmo dia para que no dia seguinte ela as pudesse usar. Seguiram-se dois dias intensos de acidentes, até acabar com todas as cuecas e calças (normais e de pijama) lavadas que tinha no armário, mas sempre com ela a insistir que queria não queria mais fraldas. Ao terceiro dia, ao acordar, pediu-me novamente para usar fraldas. Explicámos obviamente que não havia problema, que guardaríamos as cuecas para mais tarde, depois de ela crescer mais um bocadinho.
Agora em Junho, tendo já ela quase 2 anos e 8 meses, decidimos que era a melhor altura para voltar a tentar, mas o problema repete-se: independentemente das vezes em que a levo ao bacio ou à sanita e de quanto tempo lá ficamos, ela não faz na-da. Mas insiste que vai fazer e pede para não a tirarmos de lá enquanto não fizer. Segundos depois de estar vestida já faz, pelo que mantém a fralda para não andarmos sempre a limpar o chão.

E eu admito que não estou a achar piadinha nenhuma a esta fase. Era tão mais fácil se houvesse um botão e "plim" está feito. Não faço ideia se dá sinais de estar pronta ou não, não a quero estar a apressar (logo eu que nunca tive pressa que ela fizesse fosse o que fosse), não lhe quero criar stress nem pressionar, mas a verdade é que seria agora a o momento ideal, porque depois vêm mais uns dias em Portugal, depois uma mudança de casa e de repente estará a entrar na escola pela primeira vez, e são demasiadas mudanças para eu querer que ela junte mais uma ao fazer o desfralde.

A escola da Mini-Tété não impede a entrada de crianças por desfraldar mas não é hábito aqui. E por essa mesma razão, fiquei contente quando a directora mo disse pois teria realmente muita pena que a Mini-Tété não entrasse este ano por esta razão. Ainda assim fui avisada que se não tratássemos nós do desfralde, eles tratariam rapidamente disso logo no início do ano escolar. Para o ano, a entrada na escola aos 3 anos passa a ser obrigatória, pelo que as escolas deixarão de poder recusar os alunos que ainda usem fraldas, razão pela qual penso que este ano já haverá escolas que não mantêm a proibição.

E é tendo em conta este contexto que tanto eu como o Jack queríamos ser nós a fazer o desfralde. Porque não sabemos quem será a educadora da Mini-Tété e não fazemos ideia se alguma vez sequer teve de desfraldar os seus alunos, se tem experiência, se saberá lidar com isso. E uma vez que o tempo da minha pequenina não será respeitado nem por nós nem pela escola, então preferíamos ser nós a fazê-lo porque somos os pais dela e há uma maior confiança.

Mas para isso é preciso ela estar pronta. Será que está?




10.6.18

Desejo Inconcebível


Quando estivemos em Portugal, aproveitámos uma das noites para ir ao cinema. Na altura não havia nenhum filme que quiséssemos mesmo, mesmo, mesmo ver por isso estivemos um pouco indecisos na hora de escolher. Por fim, optámos pelo "Desejo Inconcebível", com o Nicolas Cage, convencidos com o trailer que tínhamos visto.

Acabámos por sair de lá desiludidos com o filme. Este tem uma boa história, bons actores, tudo para ser um filme óptimo e depois é apenas...nhé. A sensação com que ficámos é que vimos apenas a versão reduzida da história. Sabem quando alguém vos está a contar um filme com algum detalhe, e por isso vai-vos descrevendo as cenas de maior interesse ou pormenores relevantes, mas deixando para trás tudo o que achou supérfluo? Ver este filme criou-nos essa sensação. Como se estivéssemos a ver apenas as cenas que alguém achou importante mostrar-nos, as suficientes para percebermos a história.

Há cenas em que é para o leitor é a primeira vez que aquele assunto é aflorado mas os diálogos mostram que afinal já houve conversas importantes a esse respeito (e fica a faltar assistir a essas cenas porque senão não se percebe porque é que já há aquela tensão entre as personagens quando para nós é a primeira vez que falam sobre aquilo). Há cenas absolutamente desnecessárias, que apenas roubam tempo à história, não trazem nenhum apontamento importante, estarem ali ou não estarem não afectaria em nada o filme. E no fim, é isto: um filme que podia ser muito bom mas que não é.