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24.2.18

Bebés e o Sono #4


Aqui estão mais duas dicas e penso que em breve estaremos a chegar ao fim destes meus sábios conselhos (ahah). 

A primeira dica refere-se obrigatoriamente à televisão. Eu sei que haverá bebés que vêem televisão desde que tinham 3 dias e que isso em nada afectou o sono deles, mas convenhamos que não serão a maioria. Até porque mesmo a nós adultos, o uso de tecnologia afecta o nosso sono devido às luzes e estímulos, pelo que não é difícil de compreender que facilmente afectará o sono de um bebé. Ora, tendo eu um distúrbio de sono e tendo sido-me dada a regra de não estar ao computador ou a ver televisão várias horas antes de ir para a cama, tornou-se para mim óbvio que este era um ponto a ter em atenção quando um dia tivesse um filho. E como já referi algumas vezes, eu não tenho a capacidade que muitas mães têm para dormir pouco e mal pelo que eu precisava mesmo que a minha filha dormisse bem. Assim, decidimos que no primeiro ano de vida, a Mini-Tété não teria acesso à televisão (nem a telemóveis, ipads, fosse o que fosse). Obviamente, o sono não é o único motivo, achámos também que não é algo que os bebés precisem pois não traz qualquer vantagem (e não me digam que eles assim aprendem a falar mais depressa porque a Mini-Tété é o Lucky Luke da aprendizagem da fala sem ter visto televisão. Falar com os bebés resulta ainda melhor que a televisão porque há interacção, coisa que não acontece com esta. Bom, mas isto é sobre o sono e eu já me estou a esticar).

No entanto, se precisam ou querem que o bebé esteja a ver televisão, evitem fazê-lo antes de o colocarem a dormir. As imagens e o som (mesmo dos canais ditos próprios para bebés) estimulam muito o cérebro que até à pouco tempo não tinha praticamente estímulo nenhum. Adormecer a ver televisão é realmente algo a evitar. Mesmo que isto não afecte o adormecer do bebé, pode afectar o seu sono. Lembro-me de ter lido o caso de uma mãe já em desespero pois a filha até adormecia bem mas depois passava a noite a acordar. Já tinha seguido todas as dicas possíveis e imaginárias e completamente exausta tinha procurado uma terapeuta do sono que, no meio do relato de rotinas e técnicas, tinha percebido que a mãe adormecia a filha de menos de um ano a ver televisão. Aconselhou-a a não o fazer e a bebé passou a dormir as noites completas. Isto para mim é daquelas coisas que me parecem tão óbvias que eu não correria o risco de cair neste erro mas entendo perfeitamente que não nascemos ensinados e que esta mãe nunca tinha visto na televisão a possível causadora de todo aquele terror. Por isso, controlem o uso da televisão dos vossos bebés para pelo menos poderem dizer que não é por causa dela que eles não dormem.

A minha segunda dica é sobretudo para recém-nascidos mas continua a ser verdadeira mesmo com a Mini-Tété a ter quase dois anos e meio. Um bebé que não dorme, que chora histérico, uma mãe cansada, tudo misturado resulta numa mãe nervosa. É normal. Mas agora imaginem estar ao lado de alguém relaxado que conversa convosco calmamente e estar ao lado de alguém que está uma pilha de nervos e com um discurso claramente afectado? Com quem se sentiriam nervosas? Bom, os bebés são sensíveis também a isto e sentirem as mães nervosas fá-los sentir também eles algum nervosismo pois é sinal que pode haver perigo ou algo pode estar errado. Sobretudo em bebés que ainda adormecem ao colo, este nervosismo sente-se ainda mais pois o nosso coração está acelerado, a nossa respiração mais rápida e os nosso gestos mais bruscos. Como eu já disse a Mini-Tété adormeceu ao colo nos primeiros 4 meses e já nessa altura eu sentia isso: bastava eu estar mais cansada/nervosa/com pressa que ela adormecesse e era tê-la de olhos abertos a olhar para mim. Mais tarde, já na cama de grades quando ela adormecia de mão dada comigo, acontecia o mesmo. Quando começou a falar, chegou a perguntar-me "Estás bem?". O truque? Respirar fundo e obrigar o coração e a respiração a abrandar. Mesmo. Se o bebé sentir a mãe a relaxar, o coração mais calmo, os músculos menos tensos, ele também vai descontrair tornando-se assim mais fácil adormecer. 

9.2.18

Bebés e o sono #3


Lembram-se deste post? Contava eu que tínhamos finalmente percebido como deitar a Mini-Tété sem berros de socorro-estão-a-matar-me (deitar logo ao primeiro sinal de sono) mas continuávamos com o problema de ela se deitar tardíssimo e de se levantar obviamente bastante tarde também. Aliás, tal facto ficou até registado no quadro mensal da pequena Mini-Tété, pelo que facilmente se percebe como era algo queríamos mesmo resolver. 


Na altura, ela ia começar a introdução dos sólidos em breve e eu nem sequer sabia como gerir isto, pois embora a minha filha só bebesse 4 biberões (podendo atribuir-se facilmente a cada biberão o nome de uma refeição: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar), ela acordava à hora do almoço, o que me trocava os horários das refeições todas. 
O nosso plano passou então por começar a acordá-la antes da hora a que ela acordaria naturalmente. Obviamente que, acordando ela às 13h, não passei a acordá-la às 8h pois isso seria interromper-lhe a "noite" de sono e resultaria numa bebé rabugenta com sono em falta. O que fiz foi começar a acordá-la uma hora mais cedo gradualmente (durante uns dias ao meio-dia, depois às 11h, depois às 10h...). Isto permitia-lhe fazer uma boa noite de sono e não ficar mal-disposta de sono (pois numa bebé que dormia 12h seguidas, tirar uma hora de sono não afecta assim tanto). Outro truque que na altura li e que me ajudou foi não deixar que ela dormisse mais de 2h30 de sesta, fosse esta a que hora fosse. 
Estas duas dicas aliadas uma à outra levavam a que a Mini-Tété todos os dias tivesse sono um pouco mais cedo que no dia anterior, até finalmente termos conseguido que ela adormecesse a uma hora decente.

Considerações a fazer:
- Este método resultou connosco mas só o apliquei quando ela já tinha 5 meses. Talvez o pudesse ter aplicado aos 4 meses, mas seguramente não o teria feito nos primeiros 3 meses, com ela ainda tão pequenina.
- Eu estou em casa com a Mini-Tété pelo que aos 5 meses ela não foi para nenhuma creche ao contrários de muitos bebés. Como tal, eu não tinha a pressão de cedo ter uma bebé com o sono regularizado. Compreendo que muitas mães tenham esta necessidade mais cedo.
- Tenho perfeita noção que esta dica depende muuuuito do sono de cada bebé. Não se pode por exemplo aplicar a segunda dica a um bebé que por sistema faça sestas de 20 minutos. 

16.12.17

Bebés e o sono #2


Estava para aqui sem saber muito bem como começar este segundo post, quando olhei para o sofá e vi-me uma mim, ao Jack e à Mini-Tété, numa imagem mental, ele com ela ao colo e eu de secador na mão, às 3h da manhã. E lembrei-me de vos falar dos white noise.
Estes white noise são barulhos que de alguma forma recriam os barulhos constantes que os bebés ouvem quando estão na barriga das mães. Agora até existem brinquedos que reproduzem "o som do útero", o bater de um coração, e há até diversas aplicações nos telemóveis com diferentes barulhos destes. Aqui por casa não usámos nada disto e resolvemos a coisa com o barulho do secador (que por acaso o Jack acabou por gravar no telemóvel caso fosse necessário), mas há bebés que gostam do som do aspirador, do som da máquina de lavar a funcionar, é uma questão de experimentarem. Connosco o secador resultou muito bem em duas situações. A primeira para vestir a Mini-Tété depois do banho uma vez que desde o primeiro dia que vestir mangas à Mini-Tété era quase como queimá-la com um ferro quente. Até tarde odiou vestir mangas e, nos primeiros meses, qualquer manga que fosse preciso vestir implicava um choro vindo do coração como se a estivéssemos a torturar. Ora, tendo a pequena atravessado um Inverno de vários meses, com várias camadas de roupa e muitas mangas, o processo de a vestir era um terror. Assim, enquanto o Jack a tirava do banho, eu ligava logo o secador que ficava pousado no chão, a fazer o barulho característico que acalmava e hipnotizava a nossa filha, permitindo que a vestíssemos sem qualquer berreiro. Um beijinho ao senhor que inventou o secador! 

A segunda situação em que o usámos, e chegou a estar constantemente ligado à tomada na sala para ser usado sempre que fosse preciso, foi naquelas noites em que se via que a nossa pequenina estava cheia de sono mas o cansaço não permitia que ela dormisse, resultando num choro de exaustão. Ora, adormecer um bebé nem sempre é fácil, adormecer um bebé que chora desalmadamente é quase um caso perdido. Não vale muita pena estar ali a embalar o bebé e a pedir que ele durma quando ele está histérico. Primeiro é preciso acalmá-lo e com a Mini-Tété o secador funcionava perfeitamente, fazendo com que ela parasse de chorar e estivesse mais disposta a perceber que estava ao colo dos pais, que estava em segurança, que não havia barulhos nem luzes assustadoras e que podia adormecer. No fundo, é esta a minha dica: se têm um bebé a chorar desalmadamente enquanto o tentam adormecer, parem. Acalmem-no primeiro (com recurso aos white noise, por exemplo) e adormeçam-no depois.

Na verdade, é até conhecida uma técnica que ajuda a acalmar os bebés e à qual se dá o nome de "5 S":
- Swaddling: embrulhar o bebé numa manta, reproduzindo a forma contida em que se encontram no útero. Oh, quantas vezes não adormeci assim a Mini-Tété nas primeiras semanas. Até lhe chamava Pequeno Sushi por a ver assim embrulhadinha. Depois deixou de gostar de se sentir assim presa numa manta, mas antes disso havia vezes em que bastava embrulhá-la para que parasse de chorar.
- Side: colocar o bebé ao colo, de lado, virado para si.
- Shushing: é fazer o barulho "Shhhhh", de forma a que o bebé oiça. Se ele estiver a chorar, têm de fazer alto de forma a que esse barulho calmante se sobreponha aos próprios gritos. Este "Shhhh" é um white noise, ou seja, podem substitui-lo por um secador ou por outro som usado em aplicações.
- Swinging: Embalar suavemente. Há quem use as bolas de pilates para não andar de pé de um lado para o outro.
- Sucção: mama ou chupeta.
Experimentem. Mal não faz. :)

A minha segunda dica fez-me procurar os vídeos que tenho da Mini-Tété, recostada no sofá, a palrar alegremente às 3h da manhã, quando tinha 4 meses. São vídeos fofos, ela está com um sorriso de orelha a orelha enquanto palra e ouve-se a minha voz a perguntar-lhe se não quer ir dormir visto serem as horas que são. Foi nesta altura que eu aprendi que o sono dos bebés passa por fases: há uma primeira fase em que eles mostram que têm sono através de leves sinais (no caso da Mini-Tété era mexer numa orelha, mas pode ser coçar a cabeça, esfregar um olho, bocejar uma ou outra vez, por exemplo), depois se não forem adormecidos entram num momento de aparente grande energia que faz os pais pensarem que o bebé não tem sono, ficando assim à espera que este chegue. O problema é que quando finamente chega, vem acompanhado de muito choro porque o bebé está exausto, quer dormir e devido ao estado de cansaço não consegue (a mim acontece-me o mesmo, estar tão cansada que tenho dificuldade em adormecer). Era isto que se passava com a Mini-Tété, que palrava divertida até às 4h ou 5h da manhã, altura em que desatava num berreiro sem igual, em que se recusava a adormecer, em completa histeria, levando-me a mim e ao Jack à loucura e à busca de soluções. Aprender a reconhecer os primeiros sinais de sono foi uma delas, e quando passámos a deitar a Mini-Tété mal ela começava a coçar uma orelha, o adormecer passou a ser pacífico, sem choros e rápido, pois ela estava com sono mas não exausta. 

Ainda assim, a Mini-Tété tinha sono (e adormecia) mais tarde do que aquilo que desejávamos pelo que foi necessário aplicar outro truque. Mas dele falo-vos num próximo post. :)



7.12.17

Bebés e o sono #1


Já iniciei este tópico pelo menos umas sete vezes e seja de que maneira for que o inicie vou sempre parar ao colo, por isso mais vale assumir que a primeira dica é sobre o colo e a sua importância no sono dos bebés.
Durante a gravidez, o bebé está num local pouco iluminado, onde os sons chegam abafados, onde há um barulho constante e ritmado que o acalma (o coração da mãe), onde a temperatura é constante, onde não é incomodado e onde pouco ou nada o assusta. Depois do parto, que às vezes é traumatizante para a mãe mas também o pode ser para o bebé, este entra num mundo barulhento e iluminado, cheio de vozes e luzes, onde é vestido e despido constantemente, picado, beijado, medido, pesado, banhado, onde fica borrado até ao pescoço, onde sente frio e calor, onde há imensos cheiros e toques. É simplesmente assustador e o bebé precisa de se sentir seguro e protegido. E é aqui que entram os pais e o seu maravilhoso colo. E se nós, enquanto pais, vamos conhecendo diariamente o nosso filho, também ele vai aprendendo que aquele colos, aqueles cheiros, aquelas vozes, aqueles corações que ele ouve, significam segurança e que por isso ele pode dormir. Nós adultos precisamos de nos sentir em segurança para conseguirmos adormecer e o bebé não é diferente. Por isso, dêem colo, muito colo, não ignorem o bebé que chora por colo para que este não fique mal-habituado pois o objectivo é exactamente o oposto: que eles se habituem a que o colo está sempre ali, que eles estão em segurança, que podem dormir, que ninguém está a falhar com eles e com isso transmitir-lhes a confiança de que não precisam de colo sempre porque se mudarem de ideias e o quiserem novamente, ele está lá. 

Eu sei que nem todas as mães pensam como eu e eu assumo-me o tipo de mãe que nunca foi capaz de ter a filha a chorar por colo e não lho dar porque agora tenho de ir comer ou tomar um banho e "ela tem de aprender a saber esperar". Mas eu sempre soube que ia ser assim, mesmo durante a gravidez e como já algumas vezes referi aqui, nos primeiros 3 meses a Mini-Tété dormiu grande parte das sestas ao nosso colo e adormeceu seguramente todas as vezes ao colo.

Mas eu não sou diferente das outras mães no desejo de não querer uma criança já com os dentes todos a adormecer só ao colo, não só pela minha sanidade mental mas também pelas minhas costas que muito prezo. E eis então a segunda dica:

Da mesma forma que o colo é reconhecido pelo bebé como um "factor de segurança", podemos arranjar outros "factores de segurança" para que todos eles em conjunto criem o ambiente seguro em que o bebé pode adormecer. A ideia disto é que havendo 3 ou 4 "factores de segurança", poderemos mas tarde retirar um deles sem que o bebé se sinta desamparado pois ainda tem outros "factores de segurança" que o acalmam. Não me lembro onde li esta dica que agora vos dou mas achei-a preciosa e resultou na perfeição com a Mini-Tété. No nosso caso, um destes elementos de segurança que quisemos que ela tivesse era um ursinho amarelo. Outro elemento era o som constante e calmo "sssssshhhhh", uma espécie de white noise. E ainda a chupeta. A completar então pelo colo. Aos 2 meses apresentei o pequeno urso à Mini-Tété que obviamente não lhe ligou nenhuma e que obviamente não via nele qualquer suporte de segurança. Assim, o que passei a fazer foi adormecê-la ao colo com o ursinho pousado na barriga dela, para que assim se fosse tornando num elemento constante ao adormecer e ela o integrasse nesse momento. Durante o dia, colocava por vezes o urso entre a minha camisola e a pele para que ele ganhasse o meu cheiro, de forma a que ele servisse para acalmar a Mini-Tété. Portanto, para adormecer havia quase sempre 4 coisas: colo, "shhhhh", chupeta e ursinho.

Aos poucos fomos deitando a Mini-Tété na cama em diferentes estados de sonolência: primeiro profundamente adormecida (há que esperar cerca de 20 minutos depois de o bebé adormecer pois é o tempo que ele demora a chegar ao sono mais profundo. Tentar deitar o bebé antes disso pode fazê-lo despertar); depois acabadinha de adormecer; e por fim quando já estava quase, quase, quase a adormecer (estando frio, aquecer previamente a cama com um saco de água quente ajuda pois corta a desagradável sensação que é passar de um colo quente para uma cama fria). O ursinho e a chupeta iam sempre com ela e o som "ssssh" acompanhava os movimentos de a deitar para que ela não despertasse. Ao 5 meses, bastava pousá-la na cama acordada que ela adormecia sozinha sem ser preciso a nossa presença. Infelizmente, depois vieram fases piores de sono e ainda hoje adormece com a nossa presença no quarto (por opção nossa). Acordando durante a noite, muitas vezes bastou um "shhhh" para que sossegasse e voltasse a dormir. Nos dias de hoje, se acorda pega na chupeta e no urso e continua a dormir. Se tentarem esta técnica com algum bebé mais velho podem dar-lhe a escolher qual o boneco com que querem que adormeça. Às vezes insistimos num quando o bebé até se sente mais seguro e acompanhado se for outro. Aos 5 meses a Mini-Tété trocou-nos as voltas e passou a adormecer nas sestas com uma coelha cor-de-rosa, era uma paixão sem explicação, mas bastava mexer-lhe nas orelhas e lá se ferrava ela. À noite mantivemos sempre o ursinho para adormecer e ainda bem porque de repente o amor pela coelha desapareceu e ela voltou a adormecer com o bonequinho de sempre.

Como não amamentei, não passei pela dificuldade de ter um bebé que adormece apenas com a mama, mas ao que sei esta técnica funcionará também nesses casos, bastando por isso criar um conjunto de elementos que, a par com a mama, formem o tal ambiente seguro para o bebé. Depois, com calma, resultando às vezes e noutras não, ir retirando a mama do momento de adormecer.

Obviamente haverá bebés que adormecem como pequenos anjos sem usar estes truques e haverá bebés com os quais nada disto resulta. Connosco resultou (não faço ideia se teria sido diferente se não tivesse feito isto mas não quis arriscar), não é um truque milagroso porque é um processo que demora o seu tempo mas pode ser uma opção a considerar, e por isso fica a partilha.






1.12.17

Mini-Tété e a osteopatia

Nunca aqui contei mas a Mini-Tété aos dois meses foi reencaminhada para um osteopata por ter um lado da cabeça ligeiramente achatado. Nos dias de hoje aconselha-se a colocar os bebés a dormir de barriga para cima, medida que reduziu cerca de 60% os casos de morte súbita, comparativamente a quando eram colocados a dormir de lado. No tempo das nossas mães e avós, os bebés eram assim deitados e alternava-se o lado de forma a que a cabecinha ficasse redonda. Nesta nova posição (de barriga para cima), há que ter o cuidado de ir colocando a cabeça do bebé virada para um lado numa sesta e virada para o outro noutra sesta. Eu, igual a tantas outras mães e com receio de ter de colocar um capacete na Mini-Tété para curar eventuais assimetrias de causa posicional, lá ia estando atenta à posição da cabeça da Mini-Tété e passava-lhe a mão para ver se sentia algo diferente. Aos 2 meses, numa das consultas de rotina, a médica detectou então um ligeiro achatamento e reencaminhou-nos para o osteopata.

Fez 3 sessões que foram uma tortura completa, pois a Mini-Tété ou chorava de sono ou chorava de fome. O osteopata dizia-me para marcar a consulta para uma altura do dia em que eu achasse que ela estaria mais disponível mas era absolutamente impossível quando falávamos de uma bebé que basicamente dormia e comia o dia todo. Estaria sempre com fome ou com sono. O berreiro era tal que na segunda consulta, já ele me dizia que nunca tinha visto um bebé chorar daquela maneira, que nenhum alguma vez lhe tinha reagido assim, e quando saímos para a sala de espera, os olhares curiosos eram mais que muitos. Provavelmente, achariam que estavamos a estripar algum bebé. Verdade seja dita, já voltei a estar naquela sala de espera mais uma série de vezes (a nossa médica de família é no mesmo local) e nunca ouvi bebé nenhum chorar durante as consultas com o osteopata. Mini-Tété bateu realmente todos os recordes.

A mim também me custou. Não apenas pelo preço de cada consulta, não apenas porque a minha filha chorava como se a estivessem a matar mas também porque sou um bocadinho céptica quanto a estas vertentes da medicina e porque me fazia uma confusão danada ter um adulto com as mãos pousadas na cabeça pequenina e delicada da minha bebé de 2 meses, a fazer pressão de forma a orientar devidamente os ossos. Explicou-me ele (e eu já tinha lido porque o meu cepticismo me obrigou a uma pesquisa prévia) que os ossos da cabeça de um recém-nascido se deslocam durante o parto para passar na bacia da mãe e que nem sempre ficam perfeitamente orientados depois do nascimento (podendo até originar desconforto para o bebé). Este seria então o problema da Mini-Tété, que teria então um dos ossos ligeiramente desalinhado, nada de grave, pelo que bastariam poucas sessões. Ainda tentou perceber se o achatamento não seria provocado por a colocar a dormir sempre com a cabeça para aquele lado (ou seja, alguma causa posicional), mas expliquei-lhe que na verdade a Mini-Tété tinha até preferência em dormir com a cabeça virada na direcção contrária, facto que ele mesmo pôde comprovar quando a deitei após uma consulta e ela adormeceu exausta depois de quase uma hora a chorar.

Numa das consultas, massajou-lhe também a barriga e concluiu que sentia ali alguma tensão, que seria provavelmente a causa de ser uma bebé que chorava tanto. E foi aqui que torci o nariz porque para além de me parecer normal que houvesse tensão na barriga de um bebé a chorar desalmadamente, a Mini-Tété não era nem nunca foi uma bebé de muito choro. Acho que foi este episódio que fez com que o meu ligeiro cepticismo quanto à osteopatia não tivesse desaparecido completamente, embora reconheça que as sessões da Mini-Tété foram essenciais à correcção do seu pequeno problema. Por isso, não hesitem se acharem que há algum achatamento ou assimetria, ou se o vosso médico vos aconselhar a recorrer a um osteopata, pois quanto mais cedo melhor uma vez que a cabeça está mais maleável e é mais fácil corrigir os problemas.

29.11.17

Bebés e o sono


Parece-me que estando eu a atravessar uma fase em que a Mini-Tété poderia estar a dormir bem melhor (agora deu-lhe para demorar duas a três horas para adormecer) e portanto estando mais uma vez a tentar acertar-lhe os sonos, esta será uma boa altura para escrever alguns posts sobre o sono dos bebés sem que alguém me diga "mas a tua filha é um anjo para dormir!".

Tenho no entanto de confirmar que, na sua grande maioria do tempo, a Mini-Tété é realmente um anjo para dormir, gosta de dormir, nunca foi bebé de passar horas e horas acordada (tem 2 anos e a não ser em dias de festa, não fica 7 horas seguidas acordada, por exemplo), e crendo eu que grande parte das suas boas noites de sono se devem à sua própria personalidade, também acho que eu (e o pai, claro) demos aqui uma mãozinha.

Eu sou, infelizmente, aquele tipo de pessoa muito pouco funcional quando tem sono e, não bebendo café ou qualquer outra bebida estimulante, quando tenho sono, este só passa realmente se...eu dormir. Sou sincera, não sei como conseguem aguentar-se as mães que dizem "há 3 anos que não sei o que é uma noite de sono", "Já passou um ano e ainda acorda duas ou três vezes a chamar por mim", "Tenho noites em que chama 7 vezes...". Se fosse esta a minha experiência, acho que a privação de sono seria a suficiente para ir à maternidade (de táxi, porque nem pensar em tentar conduzir) tentar inconscientemente devolver o bebé. Tal como quando tinha 4 anos e perguntava aos meus pais se não podíamos ir à maternidade trocar o meu irmão por outro bebé que chorasse menos. 

Ainda este Verão ouvi a  história de uma rapariga que ponderava divorciar-se do marido pois assim a guarda do bebé seria partilhada, o que significaria que este ficaria em semanas alternadas em casa da mãe e do pai, e isto permitiria a esta recém-mamã ter uma semana a poder dormir normalmente. Imagino o cansaço que uma pessoa não sentirá par chegar a este ponto de pensamento. Já aqui o disse e repito: estou absolutamente convencida que um casal que se divorcie nos primeiros seis meses de um bebé ou 1) a relação já não estava bem antes da gravidez ou 2) é o cansaço e o sono os verdadeiros culpados e não a falta de amor. Eu própria me lembro de ter falado de divórcio ao Jack cerca de 3 vezes nesses primeiros 6 meses da Mini-Tété, o que vendo agora em perspectiva não me teria resolvido em nada o problema pois eu só queria dormir, nada mais.

Exactamente por saber o meu baixo limite a noites mal dormidas, informei-me o mais que pude durante a gravidez (durante a qual dormi maravilhosamente e na qual fiquei muito mal-habituada a óptimas noites de 12h de sono seguido) sobre o sono dos bebés, li todos os artigos que me apareciam à frente dos olhos na internet, procurei experiências em fóruns de mães e continuei assim sempre que a Mini-Tété entrava numa fase de dormir pior.

A minha ideia é portanto partilhar este meu conhecimento para o caso de algum dia vos ser útil. A quem tem bebés que neste momento durmam mal e já não sabem o que tentar, podem sempre experimentar algumas dicas mesmo que achem que o vosso bebé é diferente da Mini-Tété. Houve dicas que usei por ter lido que funcionavam em bebés com feitios bem diferentes da Mini-Tété e achei que não perdia nada. Não sou nenhuma guru do sono, sou apenas uma mãe que precisa muito de dormir bem e foi aprendendo alguns truques que por aqui funcionaram. É apenas a minha experiência pessoal relatada em posts futuros.



2.5.17

Dica 9# - Socorro, o meu filho cospe a sopa!

Liga-me a minha mãe:
- Estava aqui a rever os vídeos da Mini-Tété e fui dar com aquele em que ela está a cuspir a sopa. Fartei-me de rir só de lembrar.

Já eu faço um esforço hérculo para esquecer. De todas as fases da Mini-Tété, esta foi provavelmente a que mais odiei. Acordar de hora a hora? Venha! Deixar cair a chupeta um milhão de vezes por noite? Siga! Cólicas? Pff, venham elas. Birras? Veremos mas cheira-me que não conseguirão tirar o lugar do pódio à maldita fase "cuspir a sopa". Odiei a primeira vez que aconteceu e odiei todas as vezes seguintes, sem nunca achar a mais pequena graça. Odiei de tal maneira que as refeições passaram a ser um sacrifício para mim e quando o Jack chegava a casa, calhava-lhe sempre em sorte ser ele a dar a sopa à Mini-Tété, mesmo que não lhe desse jeito nenhum. Eu não queria saber, eu só queria fugir a mais um massacre depois de duas refeições (almoço e lanche) a apanhar com uma chuva de sopa e papa em cima. Os meus pais e avós deliravam com a nova gracinha da menina (muito obrigada, através do skype também eu) a tal ponto que passei a não permitir chamadas durante as refeições por duas razões: 1) Não queria que ela tivesse a força dos avós e dos bisavós para continuar com aquilo e 2) a minha sanidade mental não me permitia estar a apanhar com sopa na cara e ter gente a rir-se quando só me apetecia dar um berro. Acho que naquele momento ter-me-ia sabido bem um abracinho e alguém me ter dito "Sim, é uma porcaria. Mas vai passar. Faz isto que resulta.". Pelo contrário, enquanto a família e as amigas riam e diziam que era fofinho, eu embarcava em pesquisas na internet à procura de uma forma para acabar com esta gracinha. Porque eu tinha noção que a Mini-Tété não fazia aquilo para me aborrecer ou stressar (mas stressava, oh se stressava. Perguntem ao Jack e ele ainda hoje vos diz o estado de nervos com que me encontrava quando chegava a casa), era apenas uma gracinha, tal como descobrir descobrir-me as orelhas ou tentar enfiar os dedos no meu nariz. Era apenas uma descoberta mas, infelizmente para mim, uma descoberta à qual ela estava a achar piada. Pelas minhas viagens via internet não encontrei dicas nenhumas, pior até, encontrava relatos de mães cujos filhos aos 2 anos ainda faziam esta brincadeira. Era uma fase, acabaria por passar, lia eu. A ver vamos, ela tinha 8-9 meses quando começou com isto e era mais do que óbvio que eu não aguentaria tal coisa até aos 2 anos sem pelo menos ganhar uma depressão pós-parto, o que aqui entre nós, seria uma pequena vergonha ter de explicar a um médico que me sentia deprimida à conta de uma sopa e papa cuspidas.

Eu tenho perfeita noção que para a maior parte das mães este tipo de coisa não é assim tão mau. Vejo pelo próprio Jack, a quem se perguntar qual a pior fase da Mini-Tété, não me dirá obviamente esta. A verdade é que todos temos diferentes sensibilidades e se eu vejo desabafos de mães à beira da loucura com coisas que a mim não me incomodaram assim tanto, parece-me normal que eu tenha ficado uma pequena pilha de nervos à conta de algo insignificante para os outros. Definitivamente, o meu calcanhar de aquiles nesta coisa da maternidade é, até agora, apanhar com sopa em cima. Podia ser pior. Podia ser trocar fraldas e aí é que estava bem tramada.

Posto tudo isto, deixo aqui a maneira como resolvi a questão já que não encontrei esta dica tão simples em lado nenhum.

"Socorro, o meu filho cospe a sopa! Como o faço parar??"

Fácil, não lhe dando sopa. Não havendo sopa para cuspir, não há gracinha para se fazer. Ah, maravilha das maravilhas, o sossego. Então, mas eles não têm de comer sopa? Têm pois, mas aqui entre nós, se se dão ao luxo de cuspir a sopa é porque não estão assim com tanta fome, certo? Foi seguindo este pensamento, que alterei as minhas refeições com a Mini-Tété, passando a parar de dar a sopa a cada "brrrrrr". Sempre que ela o fazia, eu interrompia a refeição e ia fazer o meu almoço. Depois continuava até haver novo "brrrr", e nessa altura ia buscar o meu almoço e começava a comer. Nova tentativa, novo "brrrrrr" e continuava a comer até acabar a refeição. Entretanto, por esta altura a Mini-Tété já começava a perceber que ou engolia a sopa e deixava-se de gracinhas ou não comia. Começou a reduzir a quantidade de cuspidelas durante as refeições e dias depois, a brincadeira tinha acabado e não voltou até hoje. Fica a dica para aqueles que, como eu, um dia desesperem (ou não mas queiram acabar com isto antes da criança ter a dentição toda e saber falar 5 línguas).



13.1.17

Dica 8# - Alimentação

A alimentação de bebés é assunto que dá pano para mangas e façamos o que fizermos haverá sempre alguém que vai achar que estamos a fazer algo errado porque essa pessoa fez/faz/faria de forma diferente. Pessoalmente, aconselho os pais a informarem-se e a gerirem a alimentação dos seus filhos conforme aquilo com que se sentem mais à vontade e adaptando-se aos filhos e às situações. Por aqui, introduzimos as sopas, papas e frutas  com 5 meses, embora a ideia inicial fosse introduzir apenas aos 6 meses. Mas como nessa altura estaríamos de viagem, Mini-Tété estaria pela primeira vez em Portugal, fora do seu ambiente, fora das suas rotinas, decidimos com a aprovação da médica adiantar um mês a introdução. E Mini-Tété é uma bebé que come bem, não há como negar. E acreditando que grande parte deste comportamento faz parte do seu feitio, acho também que nós pais temos influência na forma como os nosso filhos comem. Não acho que todos os bebés sejam iguais e como tal não acredito de todo que haja uma única fórmula que funcione, mas deixo aqui a nossa fórmula (também a pedido de amigas que me aconselharam a escrever todos os meus truques num caderno para depois lhes passar; assim fica aqui o registo):

- Pouco stress. Vejo frequentemente pais ansiosos com a primeira sopa/papa do bebé e a ficarem desiludidos quando este rejeita a colher, convencendo-se que ele não gostou da sopinha feita com tanto carinho pela mãe. É normal que um bebé que sempre mamou, que nunca teve uma colher na boca, estranhe aquele objecto e nem sequer saiba para que funciona. Além do mais, há ainda o reflexo de extrusão que basicamente consiste em expulsar para fora da boca alimentos ou objectos de forma a que o bebé não se engasgue ou sufoque. Este reflexo só passa por volta dos 4-6 meses, pelo que é também natural que ao tentar introduzir a colher na boca de um bebé que ainda tenha este reflexo, o vejamos a empurrar a colher com a língua. É um reflexo, não significa que ele não goste da sopa. Mais vale assumir que a primeira sopa/papa não vai correr bem para não stressar nem os pais nem o  bebé. Também me lembro que as primeira sopas e papas na presença dos avós (já comia ela há 1 mês) corriam pior, talvez pela agitação a toda a sua volta, e que uma vez chegámos a sentarmo-nos no chão num canto da sala, junto a uma janela a dar-lhe de comer, afastando-a assim da confusão. Poucos estímulos porque comer já é um grande estímulo ao início. 

- Dar tempo. Mini-Tété não foi excepção à regra e obviamente não comeu nada da sua primeira sopa. Assumi por isso uma atitude anti-stress e decidi que lhe daria uma semana para perceber o que era a colher, caso não percebesse, nessa altura tomaria outras atitudes. E assim foi, uma semana em que não comeu praticamente sopa nenhuma, em que passou de rejeitar a colher para tentar mamar nela com um ar muito desconfiado, e por fim perceber como é que aquilo funcionava. Todos os dias lhe dava um bocadinho de sopa, ao fim de umas quantas tentativas parava e mais tarde dava-lhe um biberão (não logo para não os habituar a recusar a sopa de forma a passarem logo para o leite, tão mais fácil de beber), sem permitir que ela chegasse a um ponto de saturação e irritação com a colher. A quantidade de sopa ingerida todos os dias foi aumentando e quando achei que só esta já a alimentava, deixei de complementar a refeição com o biberão (cuja quantidade de leite eu também já ia diminuindo). Também experimentámos várias colheres e aquela com que nos demos melhor foi uma da Avent, por ser menos larga e menos grossa que as outras, entrando assim melhor na boca dela. Mas há bebés que preferem colheres mais moles, de silicone, por isso é uma questão de experimentar.

- O reflexo de gag. Oh, este reflexo horroroso que salva a vida dos nossos bebés mas que a nós nos deixa com o coração nas mãos. Basicamente, é um reflexo como se estivessem quase a vomitar, a puxar o vómito, mas que no fundo lhes permite puxar para a frente da língua alimentos ou objectos que foram para trás, e que precisam de ser expulsos ou melhor mastigados. Aqui tenho de ser sincera e odiei terminantemente ver a Mini-Tété a ter este reflexo, o coração parava-me cada vez que a via fazer aquilo, um bocado na dúvida se ela se desembaraçaria sozinha ou se estaria mesmo a sufocar. Houve dias em que eu só queria que ela crescesse e comesse como gente grande para eu poder acalmar o meu coração. Imagino que para quem não saiba o que isto é, o susto seja ainda maior, por isso fica a dica.

- Não insistir. Aqui segui as palavras sábias do pediatra Mário Cordeiro que diz basicamente que nenhuma criança saudável recusará comida se tiver fome. Bom, isso e o meu pouco feitio para refeições intermináveis e repletas de choro. Como disse em cima, Mini-Tété come bem mas desengane-se que pense que não chegou a acontecer sentá-la na cadeira, colocar-lhe a colher à frente da boca e ela recusar-se simplesmente a comer. Uma tentativa, nada, duas tentativas, nada, três tentativas, acabou-se. Recusei-me sempre a insistir que ela comesse até que ela chorasse (e chorasse eu com os nervos). Não quer comer? Não tem fome. Coloco-a no chão, brinca um bocado e passado meia-hora ou uma hora, volto a tentar. E geralmente (para não dizer sempre porque não tenho a certeza) a sopa é toda comida.

- Zero distracções. Mini-Tété nunca comeu a ver televisão (bom, ajuda o facto de no 1° ano de vida não ter visto televisão de todo), nunca houve cantorias e palhaçadas para ela comer. Assumo aqui que a culpa é minha: não tenho feitio para andar a fazer macacadas para ela comer. Se tem fome, come. Se não tem fome, espera-se que tenha. Aqui foi efectivamente uma daquelas coisas em que a bebé se moldou ao carácter da mãe e, aqui entre nós, ainda bem. Facilita-nos muito a tarefa, não há birras à hora da refeição, não temos de andar com iPads atrás de nós para a distrair para comer, etc. Também ajuda o facto de cá em casa haver a regra de "nada de tecnologias à hora da refeição". Seria portanto um contra-senso os pais não usarem telemóveis nem televisão à hora do jantar, mas a bebé ter direito a qualquer uma destas coisas.

- Zero alternativas. Optámos por não oferecer nada à Mini-Tété como alternativa quando ela não quer comer a sopa. Se não tem fome para comer sopa, também não terá para outras que ela por ventura até comeria por gulodice. Assim, não há birras do estilo "Nããããooo quero sopa, quero antes um prato de papa/um gelado/um mil-folhas/uma bola de berlim". Mini-Tété não sabe o que é haver uma alternativa à sopa por isso não a pode exigir. Em horários apertados em que era preciso mesmo que ela tivesse alguma coisa no estômago pois não haveria possibilidade de a alimentar na hora a seguir por exemplo, abríamos a excepção à fruta que ela tanto adora e era dada esta em detrimento da sopa. Ainda assim, muitas vezes era feito o jogo de "uma colher de fruta/uma colher de sopa". Agora mais crescida, já aconteceu abanar a cabeça quando vem a colher de sopa porque quer a fruta ou quer um bocado de pão ou queijo que entretanto viu em cima da mesa, mas também a habituámos a "Comes uma(s) colher(es) de sopa primeiro e a mamã já te dá um bocadinho de pão/queijo/fruta/arroz/etc", até a sopa estar toda comida. No fundo, a sopa é a refeição e é a isso que ela está habituada.

 - Não insistir novamente. Quando finalmente percebem como funciona a colher, há que não cair na tentação de os querer obrigar a rapar o prato. O apetite não é sempre o mesmo e para quê estragar uma refeição que correu tão bem com umas últimas colheres alagadas em choro e recusa? Se comeu menos ao almoço, há-de lanchar melhor. E se comeu menos um dia inteiro, comerá melhor no dia seguinte se não estiver doente. Uma refeição ou um dia de pouca comida não é motivo de stress se eles aparentarem estar bem. Até porque eles passam por picos de crescimento e de desenvolvimento em que comem mais e comem menos.

- Nada de doces. Um dos nossos objectivos para o primeiro ano de vida da Mini-Tété é que esta não tivesse contacto com bolos, chocolates e afins. Obviamente que foi uma decisão difícil de manter pois nem toda a gente compreende e aceita, mas levámo-la a cabo, conscientes de que seria o melhor para ela e para nós. Atenção que Mini-Tété comeu papas (não aprecia, gosta mais de iogurte natural sem açúcar com fruta ao lanche) e de vez em quando rói uns biscoitos para bebé, ou seja, não tem uma alimentação completamente isenta de açúcar. Mas achámos que com tantos sabores para conhecer, não havia necessidade de introduzir tão cedo os sabores doces de bolos, croissants, chocolates, etc. Além do mais o açúcar e o chocolate não deixam de ser estimulantes (da mesma que não lhe damos café também não faz sentido dar isto). Assim mais uma vez evitou-se birras por querer um croissant em vez da fruta ou coisas semelhantes. Com 1 ano e 2 meses chegámos ao ponto de lhe poder passar para as mãos um quadradinho de chocolate para ela nos dar à boca, pois ela sabe que não é para ela.

No Natal, o marido de uma amiga perguntava-nos se a Mini-Tété gostava de qualquer coisa que já não me lembro (seria sumo?), respondemos que não sem nos alongarmos muito mais. E a minha amiga que já nos conhece de ginjeira acrescentou "Na verdade, eles não sabem se ela gosta porque nunca lhe deram a experimentar, não é?". É, é isso, eu não sei sei Mini-Tété gosta de café, de chocolate, de pão-de-ló, de bolas de berlim, de gelados, de batatas fritas, de mousse, de farturas, de algodão doce, de ice tea, de sumos, de cachorros quentes, etc, porque ela nunca comeu. Mas sei que adora fruta cozida, que quase cai da cadeira à hora do lanche com o iogurte misturado com fruta, que adora pão, que delira com queijo, que come as sopas todas que lhe dou sejam elas do que forem, que gosta muito de arroz, que até come massa mas não engraça com a batata cozida. Mas aceitamos tanto que esta é a nossa maneira de fazer as coisas e que a maior parte dos casais que conhecemos não o faz, que geralmente preferimos não estar com grandes explicações sobre a razão pela qual supostamente a Mini-Tété "não gosta" de certas coisas.

E são estas as minhas dicas. Repito que não acho que sejam uma fórmula que funcione para todos os bebés pois baseiam-se na minha realidade, na bebé que temos e no tipo de pais que somos. Acredito que haja pais que possam ler e pensar que nunca na vida isto funcionaria com os seus bebés (ainda assim convido a tentar, eu própria aplico coisas às rotinas da Mini-Tété que vi serem usadas em bebés completamente diferentes dela) e outros que se identificarão com esta maneira de fazer as coisas. Também não acho que tudo o fazemos é correcto e que qualquer coisa que fuja a estas minhas dicas seja errado, muito pelo contrário. Afinal, a alimentação dos bebés é um mundo.



10.1.17

Escolher a cadeira-auto!

E depois de indicar quais as coisas a ter em consideração para escolher o ovo, eis as dicas para escolher a cadeira-auto seguinte, fase em que estamos quase a entrar com a Mini-Tété. Tenho de admitir que nunca pensei que a Mini-Tété comemorasse o seu 1° aniversário a utilizar ainda o ovo para transporte automóvel. Lembro-me que quando ela tinha 6 meses, olhei para ela no ovo e comentei com o Jack que esta coisa de dizerem que o ovo dá para o 1° ano era uma treta, que a Mini-Tété deveria precisar de mudar lá para os 9 meses no máximo. A verdade é que ela nasceu grande e continuou a crescer rapidamente mas depois o crescimento abrandou e embora esteja maior a cada mês que passa, a verdade é que ainda cabe no ovo para grande alegria nossa visto que o ovo é sem dúvida uma cadeira bastante segura para um bebé. Mas enfim, estamos agora a chegar à fase de mudança de cadeira e portanto deixo aqui as minhas indicações:

O ovo serve geralmente para bebés até aos 13 quilos, mas não deve ser o seu peso a determinar o seu uso mas sim a sua altura. Os bebés podem viajar no ovo até o topo da cabeça atingir o topo do ovo, e troca-se então de cadeira não permitindo que esse limite seja ultrapassado por razões de segurança. Por isso, não troquem de cadeira apenas porque o bebé já tem os pés fora do ovo, ou porque acham que ele vai apertado lá dentro. A ideia é que ele vá protegido e não à larga e à francesa.

Exactamente por quererem que os seus bebés estejam o mais confortáveis possível, muitas mães ponderam a mudança de cadeira quando o bebé tem 7, 8, 9 meses, o que é demasiado cedo. Sobretudo porque muitas vezes outra das principais razões é por quererem que os seus bebés deixem de estar virados de costas para a estrada (e para elas) e passem a estar virados para a frente, para as poderem ver e verem melhor as vistas.

A Direcção Geral de Saúde recomenda que as crianças devem viajar voltadas de costas para a estrada até aos 3 ou 4 anos, uma vez que esta é a posição mais segura para as transportar no automóvel devido à fragilidade do pescoço e ao peso da cabeça. Caso seja mesmo necessário, afirmam que "só a partir dos 18 meses será admissível que a criança viaje virada para a frente". A American Academy of Pediatrics recomenda levar as crianças de costas para a estrada até aos 2 anos de idade, sustentando esta recomendação na estatística: o risco de ferimentos nas crianças menores de 2 anos que viajam no sentido contrário à marcha (ou seja, de costas para a estrada) reduz-se cerca de 75% face aos que viajam no sentido da marcha. Viajar no sentido contrário à marcha reduz cinco vezes a probabilidade de ferimentos ou mesmo morte num acidente

Para muitos pais há a preocupação de que indo de costas para a estrada, as pernas da criança sofram alguma lesão em caso de acidente. No entanto, estudos científicos indicam que não existe qualquer tipo de risco para a criança, nem para as pernas nem para os tornozelos. E que mesmo no caso extremo de ocorrer algum tipo de ferimento, estes serão sempre muito menos graves do que no pescoço e coluna da criança. Diria eu que é caso para perguntar "O que preferem? Que o vosso filho parta uma perna indo de costas ou parta o pescoço indo de frente?".

Em 2014, foi realizado um estudo pelo ACP e registou-se que 89% dos pais viajam com as crianças viradas para a frente, contra apenas 11% que viajam contra a marcha. Na verdade, 46% dos inquiridos considerou ser mais seguro transportar as crianças no sentido da marcha e 30% considerou ser mais seguro levá-los no sentido contrário à marcha. Quase 7% dos condutores inquiridos considerou que o sentido da marcha não influencia a segurança das crianças e 17% afirmou não saber em qual dos sentidos as crianças viajam mais seguras.



A maior parte das cadeiras vendidas estão homologadas segundo a norma ECE-R44/04, que entrou em vigor em Junho de 2005, e a distinção das cadeiras é sobretudo feito por peso: 0 (alcofas), 0+ (ovos) até aos 13 Kg (até 12-18 meses), I até aos 18 Kg (até 3/4 anos), II dos 15-36 Kg (4/6 anos - 12 anos) e III dos 22-36Kg (8/9 anos - 12 anos).
Recentemente, entrou em vigor uma nova norma europeia, conhecida por i-Size (ou ECE R129). As principais diferenças entre as duas normas são:

- Deixa-se de classificar em função dos grupos 0/0+/I/II/III (e portanto através de pesos) e cada cadeira passará a indicar simplesmente a altura máxima das crianças que poderão usá-la.

- É acrescentado um novo teste de colisão lateral, deixando por isso de ser aceites os "banquinhos" em que muitas crianças mais velhas viajam uma vez que não superam este tipo de ensaios.

- Garante-se que todas as cadeiras voltadas para trás podem ser utilizadas pelo menos até aos 15 meses de idade. Desta forma promove-se a utilização de cadeiras voltadas para trás até mais tarde do que acontece nos dias de hoje.

- Promove-se o uso do Isofix como sistema para reduzir o risco de uma instalação incorrecta

- Passa a haver dimensões máximas das cadeiras e dimensões mínimas dos lugares dos automóveis de modo a que uma cadeira homologada pela norma i-Size possa ser usada em qualquer lugar "i-Size" dos automóveis. Ou seja, os automóveis começam agora a ser fabricados não apenas com o sistema isofix mas também como lugares i-Size onde pode ser colocada qualquer cadeira i-Size sem os pais estarem preocupados se cabe ou não, ou se é compatível ou não como acontece neste momento com as cadeiras isofix.

Como em cada mudança de norma, a aplicação da nova norma i-Size não é imediata pelo que as cadeiras infantis com a norma ECE-R44/04 continuam válidas por vários anos e não é preciso deitarem-nas fora e ir a comprar cadeiras homologadas pela nova norma. As novas cadeiras i-Size, já disponíveis no mercado, vão conviver até 2018 com as cadeiras homologadas com a anterior homologação ECE-R44/04, sendo que o mais provável é que em 2018 se proíba a venda das cadeiras homologadas pela norma ECE-R44/04. Contudo a sua utilização continuará a ser válida por mais uns anos para que os pais não sejam obrigados a comprar outra cadeira.
Para os pais que não tem automóveis com sistema isofix e que já estejam a ficar preocupados com o facto de a nova norma incluir a utilização deste sistema de segurança, fica a indicação de que a nova normal i-Size aplica-se apenas para já às cadeiras com sistema de fixação Isofix e com cintos de segurança próprios. Mais tarde, a norma i-Size terá mais duas fases de desenvolvimento que incluem as cadeiras com isofix mas nas quais a criança vai presa com o cinto de segurança do automóvel e as cadeiras sem isofix, de forma a que também estas cumpram os critérios estabelecidos.

Resumindo e concluindo:

1. Se vão trocar o ovo pela cadeira-auto seguinte escolham uma que permita viajar de costas para a estrada. Tenham em atenção que há cadeiras que permitem fazê-lo mas apenas até a criança atingir um determinado peso, obrigando depois os pais a voltarem a criança para a frente para continuarem a poder usar a cadeira. Geralmente permitem que a criança viaje de costas até ao ano e meio e viaje de frente até aos 3-4 anos. Claro que este tipo de cadeiras é melhor do que aquelas em que a criança vai de frente antes dos 18 meses, mas ponderem a compra de uma cadeira que vá de costas até aos 3-4 anos, pela segurança do vosso filho.

2. Se tiverem um automóvel com sistema isofix, poderem a compra de uma cadeira i-Size. Já se encontram à venda e mesmo não sendo para já uma obrigação, a verdade é que sabem que estão a comprar cadeiras mais seguras do que as homologadas pela norma ECE-R44/04. Para os pais cujos automóveis não têm sistema isofix e portanto não têm outra hipótese para já do que comprar cadeiras homologas pela norma ECE-R44/04, optem então por uma que permita viajar de costas até o mais tarde possível.

3. Caso já tenham uma cadeira que apenas dá para ser colocada de frente para a estrada, assegurem-se que esta está bem colocada, bem presa e que o vosso filho bem também ele bem preso à cadeira.










13.12.16

Dica 7#

Quando engravidei não comprei muitos livros. Na verdade, comprei dois e é deles que vos quero falar pois recomendo-os calorosamente. O primeiro chama-se "Os bebés também querem dormir", da Constança Cordeiro Ferreira, pois eu sempre soube que tenho muita dificuldade em lidar com a privação de sono (às vezes conto as horas que o Jack dorme numa semana e acho que era menina para me esquecer até do meu nome se dormisse o pouco que ele dorme) e queria saber como ajudar a Mini-Tété a deixar-me dormir. Atenção que eu defendo que não podemos nem devemos esperar que um recém-nascido durma logo 8h seguidas, de noite, e nos deixe a nós também dormir. Tem de haver bom senso, mas se houvesse truques para ajudar a adormecer, melhor ainda. O livro não é milagroso mas refere e explica técnicas que connosco resultaram, como por exemplo o white noise e a técnica de embrulhar os bebés. Digo-vos que houve alturas em que quem entrasse na minha sala encontrava um secador ligado à ficha, pronto a ser usado a qualquer momento. E foi muitas vezes usado às 4h da manhã para acalmar uma Mini-Tété a lutar contra o sono com muito choro furioso. Também desmistifica o receio de habituar bebés ao colo (3 meses inteirinhos a adormecê-la ao colo e a dormir todas as suas sestas ao colo, para a partir dos 5 meses eu ser incapaz de a adormecer assim pois ela só quer a sua cama. Até tenho saudades) e explica o porquê de não se dever deixar um bebé a chorar até que se cale por cansaço. Aconselho pois não deixa de dar algumas dicas úteis e relaxar um pouco os nossos receios.





O segundo comprei-o por ter visto uma vez uma referência no facebook de alguém que se referia a ele como "A Bíblia dos Bebés". Na verdade, o livro chama-se "O Grande Livro do Bebé" do Mário Cordeiro e é para mim quase que uma aquisição obrigatória. Fala de tudo um pouco: desde a esterilização de biberões, à varicela, à introdução dos alimentos, ao desenvolvimento do 1° ano de vida, aos acidentes, aos primeiros dentes, à febre, ao sono, às rotinas, à comunicação, à relação pais-filhos, ao banho, às constipações, às vacinas, a como tratar do cordão umbilical e da crosta láctea, às doenças das quais nem queremos pensar, tudo muito ilustrado com casos que ele vai relatando. A sério, se querem investir num livro, invistam neste, é o meu conselho. Não concordo com tudo o que ele diz, mas concordo com bastantes coisas e pus em prática dicas que ele dá e que resultaram. Para além disso, é agradável termos dúvidas e ler que é normal aquilo acontecer ou ter uma explicação para o sucedido.


Gostei tanto mas tanto dele que pedi como prenda de aniversário deste ano aos meus pais o livro seguinte, "O Livro da Criança" (não se enganem, não é o Grande Livro da Criança) do mesmo autor. Este já é um pouco mais abrangente pois vais do 1 aos 5 anos, mas não deixa de ser extremamente interessante.




14.11.16

Uma paranóia e nada mais

Sou da opinião que cada mãe/pai deve ter a sua paranóia em relação aos filhos. Acho até saudável admitir-se que se é paranóico com a alimentação, ou com a qualidade das roupas, ou com o sono, ou com o desenvolvimento, desde que se assuma também que não pode haver mais paranóia nenhuma, sob risco de nos tornarmos naquele tipo de pais que nem vive os filhos tal é a ansiedade que tudo na existência deles lhes provoca. Durante a gravidez assumi a minha paranóia: a segurança automóvel. Sou o tipo de pessoa que nunca gostou de andar de carro sem conhecer bem o condutor (e a sua condução), que não gosta de excessos de velocidade e que acha que cada vez mais as pessoas conduzem pior. Odeio a ideia de ir sossegadinha na minha vida e ter um acidente grave porque alguém bebeu álcool e pegou no carro, porque alguém se lembrou de fazer uma ultrapassagem idiota, porque alguém achou que não valia a pena fazer um stop ou ceder-me a passagem, porque alguém achou que responder àquele sms sobre o vinho para o jantar era uma questão de vida ou de morte. O pior é que pode ser, para mim, que vou ali sossegada e posso morrer à conta de uma outra pessoa que não sabe conduzir em segurança. Podem portanto imaginar que ter uma filha não diminuiu em nada estes meus receios. Por isso desde cedo que assumi que a minha paranóia enquanto mãe seria a segurança automóvel, o que não implica comprar a melhor e a mais cara cadeira-auto do mercado para ela mas assegurar que ainda assim faço uma boa compra e que cumpro com os cuidados necessários para que nada lhe aconteça caso haja um acidente. De nada me vale comprar uma óptima cadeira se depois não prender bem os cintos (ou não prender de todo, como uma vez alguém me sugeriu visto a Mini-Tété estar confortavelmente embrulhada numa mantinha), ou se for com a Mini-Tété ao colo, ou se me distrair a olhar para ela. É a minha paranóia. Claro que depois me preocupo com o que ela veste, com o que ela come, com o sono dela. Tenho até de admitir que por exemplo na alimentação ando muitas vezes ali a pisar o risco da paranóia, um pouco por culpa da Mini-Tété que tem feito reacção a uma série de alimentos, mas obrigo-me a respirar fundo e a pensar "Tens direito a apenas uma paranóia por isso leva esta questão da alimentação de forma mais descontraída!" e acho que isso ajuda muito a sermos o tipo de pais relaxados com muita coisa que somos. 

12.11.16

Dicas 6# - Lista de coisas a comprar para um bebé (1)

Quando estava grávida pesquisei e pesquisei e pesquisei e fiz a minha própria lista de coisas a comprar, pois as listas que encontramos são enormes e parece que temos de assaltar um banco para conseguir pagar tudo e ter tudo pronto para a chegada de um bebé. Na minha opinião, há coisas nas listas que são verdadeiramente supérfluas (e de facto, nunca precisei de algumas coisas e ainda bem que não investi dinheiro) e outras que são até podem vir a ser necessárias mas que mais vale esperar pelo nascimento para avaliar a situação e perceber até que ponto é realmente preciso. Deixo aqui algumas dicas que podem vir a ser úteis a quem está a passar por esta fase.

Fraldas: é tentador fazer stock de fraldas mas há que não esquecer que há números que pouco são usados e que há também o risco de o bebé fazer alergia à marca de fraldas da qual se fez stock. No nosso caso, com a Mini-Tété a pesar 3.6 Kg, nem sequer comprei fraldas de recém-nascido e comprei logo tamanho 1. Deste tamanho ainda usei alguns pacotes, do tamanho 2 pouco usei e passei rapidamente para 3 (mesmo que o peso na altura da Mini-Tété tanto desse para o tamanho 2 como para o tamanho 3, percebeu-se rapidamente que com o tamanho 2 havia mais fugas). 
E de facto, pelo que leio o tamanho 3 é realmente o tamanho usado mais tempo, por isso, caso queiram fazer stock façam deste tamanho. Nós tínhamos decidido usar as Pampers (Dodot em Portugal) até aos 3 meses e nessa altura passar para uma marca branca, mas se estivermos atentos veremos que as fraldas estão muitas vezes em promoção e por isso vou ainda comprando pacotes com desconto de 50% do tamanho a uso e de tamanhos maiores.

Toalhitas: No primeiro ano da Mini-Tété usei basicamente os pacotes que tinha comprado antes (dois ou três) e um outro que comprei entretanto e que ainda está a uso,visto que só as usamos quando saímos. Os componentes das toalhitas ajudam ao aparecimento dos rabinhos assados e por isso mais vale usar compressas ou quadrados de algodão embebidos em água morna para limpar o rabinho dos bebés. Falo disso aqui. Também não temos o hábito de as usar para limpar as mãos e a cara da Mini-Tété pelo que o gasto realmente não é grande.

Produtos para bebé: Aos 7 meses da Mini-Tété tivemos finalmente de voltar a comprar o gel de duche. Não me arrependo nada de ter optado pela compra de um kit de viagem, com receio que houvesse alergias (ler aqui). A marca que temos é a Mustela.

Soro fisiológico: se alguém me tivesse avisado sobre as quantidades de unidoses de soro que eu ia gastar, eu teria feito stock. Nos primeiros tempos usa-se para limpar os olhos, os ouvidos, e usei (e uso ainda) imenso para limpar o nariz.

Banheira e muda-fraldas: o melhor é sem dúvida ter uma banheira elevada de forma a não dar cabo das costas. Aqueles muda-fraldas com banheira incorporada têm geralmente banheiras pequenas e que rapidamente deixam de servir, além de que é necessário após tirar o bebé do banho montar o sistema muda-fraldas para o vestir (o que para quem é desajeitado pode não ser um grande método). Para além disso, quando deixarem de haver fraldas para mudar, fica-se ali com um mono a ocupar espaço e a servir para pouco. Há também quem coloque a banheira em cima da cama, mas acho que é um risco para as costas e só consigo imaginar os lençóis encharcados em água. 
Pessoalmente, aconselho assim o uso de uma banheira com suporte (pés), com um tubinho de evacuação da água do banho para dentro do lavatório, para um poliban, enfim, para poupar as nossas costas ao esvaziar a banheira. 
Para o muda-fraldas, optámos por comprar uma estrutura de madeira no IKEA, com prateiras e onde se colocou um colchão por cima. No futuro, servirá para guardar brinquedos, livros, seja o que for, no quarto da Mini-Tété ou até de móvel de casa-de-banho. E só o fizemos porque não temos nenhuma cómoda que pudesse servir para o mesmo efeito. Há que ter consciência que são coisas que vão ser usadas durante um tempo limitado e que depois ou se dá um uso diferente ou ficarão apenas a ocupar espaço.

Aspirador nasal, termómetros, corta-unhas, tesoura, escova e pente: A Mini-Tété tem um ano e acho que usámos o aspirador nasal uma ou duas vezes e nunca quando era recém-nascida. Há o perigo de magoar um bebé tão pequenino e por isso sempre limpámos o nariz com soro. Comprámos um termómetro digital e tem servido sem problemas. Não nos entendemos a cortar as unhas com a tesoura própria para bebés, por isso as unhas da Mini-Tété têm sido cortadas sempre com o corta-unhas próprio para bebés. A escova é daquelas de pêlo suave e não deixo de me rir quando me lembro de ler opiniões do género "Pente e escova? Para quê? Os bebés nascem carecas!". Pois, a Mini-Tété nasceu com uma bela cabeleira por isso a escova teve uso logo desde o 1° dia. Não comprámos um pente e não sentimos falta.

Biberões: Nós optámos por comprar um conjunto de 6 biberões, com 3 pares de tamanhos diferentes porque eu já sabia que se a amamentação não corresse bem logo desde o início, eu não insistiria. E se corresse os biberões poderiam servir mais tarde para dar água ou até leite caso algum dia fosse necessário. Claro que, como não amamentei, os usei a todos imensas vezes. Aconselho a comprar de um ou dois biberões mesmo para quem vai fazer de tudo para amamentar. Pode vir a ser necessário e já se tem em casa. Nós optámos pelos biberões Avent Natural.

Esterilizador de biberões/máquina tira-leite: Não sinto que seja daquelas coisas que se deva comprar com antecedência pois não sabem do que é que vão precisar. A minha dica é: pesquisem, escolham o modelo que querem, escrevam no sítio seguro e quando for preciso entreguem o papel ao marido e ele vai comprar. Foi assim que fiz com o esterilizador de biberões: quando percebi logo na maternidade que não ia amamentar, disse ao Jack qual era o esterilizador que queria que ele comprasse e ele tratou disso. Mesmo que tivesse percebido quando já estivesse em casa, podia sempre ter usado o velho método de ferver os biberões numa panela de água até o instrumento (muito jeitoso) chegar. Nós optámos por um esterilizador eléctrico porque os de microondas tinham para mim a desvantagem de se estar dependente de outro electrodoméstico, ou seja, se o microondas avariasse, ficávamos sem ele e sem poder usar o esterilizador. Também optámos pela marca Avent.


Agora ficamos por aqui. A lista continuará noutro post. :)






29.9.16

Dicas #5

Li esta ideia quando ainda estava grávida e ainda bem que a pus em prática: ter dois "doudous" (bonequinhos que acompanham o sono dos bebés) iguais, para ser fácil lavar um enquanto o outro está a uso, sem que o bebé dê pela sua falta. Claro que o plano pode correr mal e o bebé escolher que afinal para dormir quer aquele outro boneco, aquele que a prima ofereceu e do qual só temos um exemplar. Foi o que aconteceu com a Mini-Tété que se apaixonou perdidamente por uma coelha cor-de-rosa e ali ficava, a lamber-lhe as orelhas ou a fazer-lhes festinhas até adormecer. Ainda assim só a usava para as sestas, mantendo o bonequinho comprado para o efeito no sono da noite, pelo que eu lá ia conseguindo lavar e secar a coelha durante a noite, para na manhã seguinte estar novamente disponível para a sesta da pequenina. Entretanto, não sabemos porquê, o amor pela coelha acabou e agora nem olha para ela. Uma paixão tão grande para de repente terminar assim, de um dia para o outro. Imagino que a coelha tenha dito ou feito algo que a Mini-Tété não gostou, é a única explicação que me surge assim de repente. E por isso, agora voltámos ao(s) urinho(s) amarelos(s). Escolhi um bonequinho simples, de uma grande cadeia de supermercados, para ter a certeza que em caso de necessidade, voltava a conseguir encontrar facilmente. Mini-Tété esfrega uma pata do urso no nariz e mantém-se nisto até adormecer. Se o sono demora, entretém-se a roer a pata. Sim, porque há uma pata específica embora eu nunca tenha percebido a lógica, e por isso se me lembro de lhe esfregar docemente o nariz com a pata errada tentando chamar o sono, ela corrige-me logo e encosta a pata certa para que eu perceba o erro. Nem um ano tem e já é uma esquisitinha. De noite, se a chupeta cai e ela não a encontra, a pata do urso também serve e não são raras as vezes em que dou por ela ferrada a dormir com uma pata dentro da boca. Logicamente, com todo este tratamento o urso fica absolutamente nojento (nem há outra palavra melhor) ao fim de uma noite ou duas. E daí a vantagem de ter dois bonecos: pego no urso lambido-amassado-mordido e máquina de lavar a roupa com ele, substituindo-o por um urso lavadinho e cheiroso.


À esquerda o que está a uso desde ontem e à direita o lavadinho. 
A ver se esta noite já banho a um e uso ao outro.

22.9.16

Escolher o ovo!


À saída da maternidade é muitas vezes obrigatório que os bebés estejam colocados no ovo uma vez que este é absolutamente essencial para transportar um bebé num carro (não, nem pensem em levá-lo ao colo. Nunca! Pensem que em caso de acidente, o bebé facilmente vos escapará dos braços, muito que estejam a segurar bem, e que o resultado pode ser desastroso. Arriscariam?). 
Para escolher o ovo ideal é importante ter alguns pontos em consideração:

1. O tipo de ovo: aquilo que estamos mais habituados a ver como ovos são as cadeiras-auto do grupo 0+ (até bebés de 13 kg). Há quem, querendo usar apenas estas cadeiras para o carro e não para passeios a pé, opte pelas cadeiras do grupo 0+/1, mas pessoalmente acho-as demasiado grandes para recém-nascidos e não tenho a certeza da sua eficácia em termos de segurança. Da mesma forma, que não sou fã da compra de cadeiras do grupo 1/2/3 após o ovo, cadeiras essas que dão do 1° ano até aos 10 anos. Faz-me confusão como é que uma cadeira é bem construída de forma a proteger crianças com pesos e tamanhos tão diferentes (além de que estas últimas não permitem viajar de costas para estrada, o que é recomendável até aos 15 meses no mínimo). Neste momento há marcas a optar já pela nova norma isize, em que o que é considerado é o tamanho da criança e não o peso, como limitador do uso.

2. Como referi aqui, o peso! Acreditem, querem mesmo um ovo o mais leve possível. Eu optei pelo Cabriofix, da Bebe Confort, que pesa 3.5 kg. Há muitos ovos que pesam mais de 4 kg, outros 5 kg, outros 6 kg. Acreditem que faz toda a diferença quando colocam o bebé lá dentro.

3. A maneira como vão prender o ovo no carro: podem prender o ovo com os cintos de segurança ou usar uma base onde colocar o ovo. Dentro das bases, existem aquelas que são presas pelos cintos de segurança (autofix) e aquelas que ficam presas ao chassi do carro (isofix). As bases têm feito sucesso uma vez que muitos ovos são mal colocados quando apenas ficam presos pelo cinto de segurança, sem os pais se aperceberem. Para além disso, dá trabalho estar sempre a colocar e a tirar os cintos de segurança (tive usar este sistema nas férias em Portugal e morri de saudades da nossa base isofix, tão mais prática e rápida!) e muitos pais acabam por optar deixar o ovo sempre no carro (já eu, nos primeiros meses, gostei de poder trazer o ovo do carro para casa e só aqui, já ao quente e protegida, tirar a minha filha do ovo). 
Não posso opinar muito sobre as vantagens das bases autofix, mas aconselho vivamente a compra de uma base isofix (caso o vosso carro esteja preparado para isto). Estas bases são das mais seguras, ficando presas ao chassi do carro, e permitem que o ovo seja colocado e retirado sem qualquer uso do cinto de segurança, o que as torna também muito práticas. Basta pousar o ovo na base, ouvir o click e está feito, podem fechar rapidamente a porta do carro (o que em dias de mau tempo é sem dúvida uma mais-valia). Custou-me muito ter entrado nalgumas lojas em Portugal, quando ainda estava grávida e a procurar informações, e ter ouvido todas as funcionárias desaconselharem as bases isofix pois "é para poucos meses, é cara e desnecessária", não dando por isso mais nenhuma informação. Acredito que haja pais que vão depois nesta conversa e optem por não comprar quando até tinham essa intenção. Concordo que são de facto bases caras, quanto ao tempo de uso depende da base que escolherem, e quanto à necessidade....bom, havendo a possibilidade de compra e sabendo que é o sistema mais seguro para prender o ovo no carro, penso que esta é justificada.
Nós optámos pela base 2wayfix uma vez que não dá apenas para o ovo que escolhemos, como dá depois para a cadeira que virá a seguir (ou seja, fizemos um investimento a longo do prazo visto que usaremos a base uns anos e não apenas uns meses). Os bebés só devem passar para a cadeira seguinte quando o topo da cabeça atinge o topo do ovo e mesmo nessa altura deverão viajar de costas para a estrada (é aconselhado viajar assim até aos 4 anos, mas no mínimo dos mínimos, até aos 15 meses, visto que até esta idade o pescoço do bebé não tem força para aguentar o impacto de um acidente caso viaje de frente para a estrada), por isso é importante que a cadeira seguinte permita viajar também contra o sentido da marcha. Pessoalmente, recomendo cadeiras que tenham as duas hipóteses (viajar de frente ou de costas) para quando assim se entender, os pais poderem voltar os filhos para a frente sem terem necessidade de comprar uma cadeira para este efeito.

4. Os acessórios: no meu caso, optei por não gastar dinheiro numa forra para o ovo, visto que não senti essa necessidade. Durante muito tempo perguntei-me para que serviriam essas forras (para além da questão estética já que há mães que gostam de pôr o ovo com forras cor-de-rosa, azuis, com folhos, com rendas, etc) e entretanto já li que podem servir para que o ovo em si não se suje tanto. No meu caso, como lavei todos os tecidos do ovo da Mini-Tété antes de ela nascer, não teria qualquer problema em fazê-lo novamente caso ela o sujasse, mas acredito que para bebés que, por exemplo, bolsem muito ter uma forra destas seja mais prática para lavar e secar. Há marcas que vendem ainda forras de tecidos mais leves (para o bebé não suar) ou mais grossos (para aconchegar mais o bebé) para o Verão e para o Inverno, respectivamente. Há também quem com a forra, tenha capotas a condizer, embora neste caso não tenha a certeza se será apenas estética ou se há também a necessidade (não faço ideia se há ovos sem capota de origem).
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12.5.16

Escolher um carrinho!

Vamos a mais uma dica já que quando foi para comprar o carrinho da Mini-Tété fartei-me de procurar informação e sei bem como é agradável haver este tipo de posts disponível. Assim, quando chega a altura de comprar o carrinho para o bebé, há que ter vários pontos em consideração:

1. Decidir primeiro se se aposta num duo (carrinho + ovo) ou num trio (carrinho + ovo + alcofa). Facilmente encontrarão testemunhos de quem acha a alcofa essencial e de quem a acha absolutamente dispensável. No nosso caso, optámos por um trio uma vez que o tempo de um bebé no ovo deve ser limitado pois, para a coluna, o melhor é ele estar deitado e nesse caso a alcofa daria mais jeito para os passeios a pé. Foi sem dúvida uma visão um pouco romântica já que no primeiro mês não houve cá passeios para ninguém e depois entrámos no Inverno e então muito menos. Ainda assim a alcofa deu muito jeito para visitas a casa de familiares já que servia de cama à Mini-Tété enquanto nós jantávamos (até ao momento em que passou a dormir ao colo de qualquer pessoa) e sobretudo serviu de cama para os primeiros tempos. Optámos por não comprar um berço e sim escolher uma alcofa que tivesse um colchão confortável. Assim, a Mini-Teté adormecia na sala de dia e dormia no quarto de noite, sendo simplesmente levada de divisão em divisão na alcofa montada no carrinho (deu um jeitaço).

2. Fujam daqueles carrinhos em que a cadeira (o assento) não sai e o ovo é montado em cima da cadeira. É ridículo, uma vez que nos primeiros tempos o recém-nascido nem sequer anda na cadeira e esta tem de ir sempre agarrada ao chassis do carrinho, o que torna todo o conjunto mais pesado. Aqui em França gostam imenso deste tipo de carro, já que puxando a capota do ovo juntamente com a capota do carrinho, o bebé fica completamente fechado (e isso a mim causa-me uma aflição imensa mas aqui gostam. E se puderem cobrir tudo com um plástico anti-chuva, melhor ainda. Não sei como é que os recém-nascidos não abafam).
(Nããããooo)

3. E por falar em peso, vejam muito, muito, muito, muito bem o peso do carrinho e do ovo. Foi dos pontos a que fiz questão de dar grande importância, já que vivemos num primeiro andar sem elevador e eu sabia que eu fim de não sei quantas subidas e descidas de escadas com o carrinho e o ovo estaríamos a mal dizer cada grama extra. Por isso, fiz questão de procurar as opções mais leves dentro daquilo que pretendíamos. O Jack, que não entendia esta minha fixação, teve de dar o braço a torcer e acabou por dizer já depois da Mini-Tété ter nascido "Ainda bem que insististe em comprar um carrinho leve". Os ovos parecem sempre leves nas lojas mas não se esqueçam que vão ter um bebé lá dentro que engordará a olhos vistos. O nosso ovo, se não engano, pesa 3 quilos e qualquer coisa e juntamente com os quase 8 quilos da Mini-Tété neste momento, admito que já me vejo grega para subir com ele escadas acima. E não pensem que por viverem num prédio com elevador não terão de se preocupar com isso pois facilmente darão convosco em situações em que têm de levar o ovo na mão ou levar o carrinho fechado.
Um truque: o carrinho fica na mala do carro (ou na arrecadação, ou num vão de escada, caso tenham) e assim quando vou passear com a Mini-Tété, apenas tenho de subir e descer com o ovo.

4. Tamanho: há carrinhos muito giros, muito robustos, muito todo-o-terreno mas que quando fecham...quase que precisam de uma carrinha para que haja espaço suficiente para serem transportados. Vejam bem as dimensões da mala do vosso carro e se for possível experimentem colocar lá o carrinho fechado (há lojas que permitem fazê-lo). E não basta que o carrinho caiba na mala, dá também jeito que não ocupe a mala toda porque há sempre a o saco do bebé, sacos das compras e mais coisas que precisamos de conseguir meter na mala. Eu fiz questão de escolher um carrinho compacto, que não me ocupasse a mala toda. Ah, e não vão naquela conversa de que o carrinho cabe perfeitamente porque se tiram as rodas. Conseguem imaginar-vos a tirar e a pôr as rodas no carrinho sempre que vão sair? 

5. As rodas do carrinho (a sério, Tété, rodas?). Para quem planeia fazer grande uso do carrinho, as rodas de plástico podem não ser as melhores amigas da calçada portuguesa visto que o carrinho (e o bebé) sentirá muito mais todos os movimentos, solavancos, altos e baixos. Há carrinhos com rodas insufláveis que amenizam este problema e dão um maior conforto ao bebé (mas pode ser necessário ir enchendo como se enchem as rodas das bicicletas). No nosso caso, o carrinho serve para passeios e não vivendo num país onde exista este tipo de calçada, as rodas de plástico servem sem problemas.

6. O cesto incluído no carrinho deve ser de fácil acesso e espaçoso para se poder colocar o saco do bebé, uma manta ou algumas compras que não dêem jeito serem levadas na mão.

7. A pega do carrinho: escolham, se possível, carrinhos com uma pega única em vez de duas, pois no caso de ser apenas uma é possível conduzir o carrinho com apenas uma mão (o que acreditem que dá muito jeito. Quando vou às compras com a Mini-Tété empurro o carrinho com uma mão e na outra carrego o saco onde vou colocando o que quero comprar).



Para nós, comprámos então o carrinho Loola, o ovo Cabriofix (semelhante ao Pebble, mas mais leve e eu não gostava do redutor deste ovo) e a alcofa Compact.






26.4.16

Dicas #4

Falei aqui das coisas a levar para a sala de partos, e agora direi as coisas que levei para a estadia na maternidade com a Mini-Tété. Como referi, a lista fornecida pela maternidade era extremamente vaga em quantidades e por isso procurei muito pela net e vi as listas de amigas para me poder guiar um pouco. Seis meses depois, admito que já não me lembro de tudo, mas vou tentar ser o mais precisa possível. Levei apenas uma mala, com as minhas coisas a ocupar metade e as coisas da Mini-Tété na outra metade.

A minha mala para a Maternidade:

Para a Mini-Tété

- um gorro: eu tinha imensos em casa, de vários tamanhos e não fazia a mínima ideia de qual seria o tamanho que a Mini-Tété usaria, por isso levei vários diferentes e foi o melhor que fiz, pois os mais pequenos não lhe serviram mesmo. Não acho que o gorro seja das coisas que mais se suja por isso não é preciso estar constantemente a trocar. Acho que dois gorros do tamanho certo chegam para um bebé (dependerá também de quando tomam banho).

- bodies e pijamas: tal como para uma série de coisas, não acho que valha a pena atafulhar a mala de bodies e pijamas, como se não houvesse amanhã, principalmente se o pai ou outra pessoa puder ir a casa buscar mais se necessário. Não me lembro de quantos levei (tenho ideia que foram 4) mas sei que o Jack ainda lavou alguns e trouxe outros. Tudo dependerá muito do tipo de bebé que têm: um bebé que bolse sujará mais pijamas, um bebé que faça mais cocó arrisca-se a acidentes e sujará mais bodies.
Ouve-se e lê-se muito a dica de ter conjuntos em sacos individuais, muitas vezes marcados com "a minha primeira roupinha", " a minha segunda roupinha", etc, tendo cada saco um bodie, um pijama, meias, casaquinho e gorro. Pessoalmente, não acho que seja assim tão prático visto que se o bebé sujar o pijama, não vale a pena estar a trocar toda a roupa, e rapidamente os conjuntos ficam desorganizados. Vale mais a pena colocar os bodies todos juntos, os pijamas todos juntos, os gorros todos juntos, e ir tirando do monte/saco à medida que é necessária cada peça.

- uma manta: é uma mais-valia, sobretudo para embrulhar o bebé e acalmá-lo de forma a que este se sinta ainda apertadinho no útero e em segurança. 

- fraldas: mais uma vez depende do local onde se realiza o parto. No meu caso, não eram fornecidas fraldas e eu levei 20. Foram precisas mais já que a Mini-Tété sempre foi uma pequena cagona.

- Toalha de banho: aconselho duas.

- Gel de duche para bebé: embora constasse na lista, tivemos a sorte de haver na maternidade e de poder trazer para casa o frasquinho.

- Casacos e meias: dois casaquinhos e dois ou três pares de meias são mais do que suficientes. Em caso de necessidade, vai-se buscar mais.

- pente ou escova: para bebés carecas não há qualquer necessidade, mas a Mini-Tété é o exemplo de um bebé que nasceu cabeludo. Nunca comprámos pente mas a escova macia que adquirimos foi utilizada logo na maternidade.

- Fraldas de pano: tenho ideia de ter levado imensas e mal ter usado, se é que usei alguma. Não acho que seja daquelas coisas realmente essenciais (em casa sim, dou-lhes muito uso, mas não senti falta na maternidade talvez porque a Mini-Tété não bolsava na altura).

- Luvas: geralmente os bebés nascem com as unhas compridas mas suaves e não arranham. Quando a Mini-Tété começou a ter as unhas rijas o suficiente para se magoar, já estava numa idade em que não valia a pena colocar-lhe luvas, por isso foi algo que nunca usei.

- No dia da saída, o ovo de forma a poder ir no carro com toda a segurança.

Para mim:

- Produtos de toillete

- Camisas de dormir/ pijamas: basta fazer uma rápida pesquisa em fóruns para perceber que as camisas de dormir são as heroínas da maternidade e que os pijamas parecem ser os maus de fita, o que a mim me chateava visto ser menina que não aprecia camisas de dormir quando durmo fora de casa. Uma das razões mais usadas é que facilita o controlo dos pontos por parte dos médicos, coisa que nunca me convenceu pois se temos de retirar as cuecas, porque não se tira também as calças de pijama? Usei uma camisa de noite logo após o parto e mal pude tomar banho, passei a usar pijamas (com botões na zona do peito) e não me arrependo. Estive muitos mais confortável e penso que é daqueles pontos que cada mulher deve usar aquilo que prefere.

- Cuecas descartáveis: como referi, abomino tal coisa. Optei por comprar cuecas de algodão que não me apertassem e baratas, de forma a não chorar o dinheiro se as tivesse de deitar fora.

- Soutiens de amamentação e toda a parafernália de acessórios (conchas, discos, creme para os mamilos)

- Pensos: a maternidade fornecia pensos próprios para o pós-parto que eu acabei por trazer para casa para juntar aos meus. Não caiam no erro de usar os pensos habituais para a menstruação, uma vez que estes têm uma rede que se agarra aos pontos e os puxa, provocando dores. Nem toda a gente se dará mal com estes mas acredito que muitas meninas que sofrem com os pontos no pós-parto não usam os pensos correctos e nem sabem que é daí que vêm as dores. Eu caí nesse erro durante um dia e quase chorava de dores, e só quando voltei aos pensos próprios para o pós-parto (vendem-se em farmácias) é que percebi o porquê de nas aulas de parto nos chamarem tanto à atenção sobre este assunto.

- Roupa confortável para durante o dia: aqui dependerá de cada mulher, do conforto, das visitas que tem. Eu coloquei na mala umas calças de fato de treino e algumas t-shirts abertas à frente, mas sem perceber muito bem para quê. Acabei por as usar pois sentia-me mais confortável a receber as visitas com esta roupa descontraída do que de pijama.

- Toalhas de banho

- Comida: por acaso tive sorte e a comida na maternidade não era nada má, mas não deixa de ser bom ter alguns snacks. Os meus cunhados, na visita, trouxeram uma roupinha para a Mini-Tété e um saco de Schoko-bons da Kinder que nos foram sabendo bem durante o internamento. Umas barras de cereais também ajudam nas noites em que a bebé não dorme, por exemplo.Também tinha àgua à disposição mas na mala tinha levado na mesma uma garrafinha caso fosse preciso.

- Chinelos de quarto e chinelos de banho.

- Sacos de roupa suja tanto para o bebé como para a mãe.