28.8.14

Assim não dá

Nunca tive grandes problemas com aranhas e aranhiços, e cheguei até a deixá-los andar nas minhas mãos quando fazia acampamentos. Até ao dia em que me mudei para aqui e passei a ver aranhas do tamanho de bois, mais coisa menos coisa. Têm um corpo grande e gordo, patas grossas e mexem-se à velocidade da luz. Nos dias em que a minha mãe cá esteve, uma teve a ousadia de aparecer e desatar a correr com destino à cama dela. A minha mãe matou-a e passou os dias seguintes de spray mata-aranhas em punho, tal foi o choque e o medo de ver mais alguma. Já eu, fiz a bela figurinha de ver aparecer uma mancha indistinta a dois centímetros da minha cara, e ter desatado a gritar pelo Jack, enquanto tropeçava nos meus próprios pés, completamente em pânico. Até o Jack admite que algumas lhe metem respeito. O facto de não termos vizinhos em cima nem em baixo tem-nos trazido um silêncio de ouro, mas dois apartamentos inabitados atraem muito mais estes bichos que por ali podem andar descansados e que frequentemente nos visitam. Que bichos horrorosos. É que para além de serem assim grandes, fazem aquilo que todas as outras aranhas fazem: teias de aranha. Ora isto é coisa que me faz confusão desde pequenina, aquele toque da teia na pele dá-me voltas ao estômago e faz-me ter pele de galinha tal é o desconforto. E estou neste momento a olhar para as minhas janelas que já bem precisam de ser lavadas mas através das quais consigo ver perfeitamente as teias que foram construídas nos cantos externos delas, e nas quais terei de tocar se quiser limpar as janelas como deve ser. Enfim, terei de esperar por domingo para fazer equipa com o Jack: ele destrói as teias, eu limpo as janelas. 

1 comentário:

Digam-me coisas. :)