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10.6.14

Little Details #16 - Coisas nossas

O nosso casamento teve "coisas nossas". Teve a nossa fotografia a ser usada, teve os bonecos de bolo com história para nós, teve as músicas passadas durante o jantar que só para nós tinham significado, e teve outras que ainda aqui não contei e que se estendem à família. Começando pela família do Jack, houve um dia que a mãe dele me perguntou se já tinha comprado as amêndoas. Oi? Amêndoas? Isso não é para a Páscoa? Diz que não, que há a tradição de os convidados comerem amêndoas para dar sorte aos noivos. Confesso que nunca tinha ouvido tal, mas percebendo que a senhora gostaria de ver esta tradição cumprida e não me afectando nada a mim ter umas amêndoas por mesa, incumbi-lhe essa função. E no dia lá estavam elas, cada pratinho em sua mesa, com as amêndoas. Espero que os convidados tenham comido que nós queremos é sorte para o resto da vida. Mas a tradição não ficava por aqui e as amêndoas tinham de ser complementadas com o lançar de pétalas aos noivos. Explicámos que o Mosteiro não permite que sejam lançadas pétalas ou arroz aos noivos e que por isso não daria para o fazer. Mas vendo a cara da senhora lá lhe dissemos que se assim o entendesse poderia lançar as pétalas à chegada dos noivos à quinta, o que de facto aconteceu, deixando a senhora feliz e a nós também.



Para as alianças, nenhum de nós queria algo com brilhantes, plumas, almofadas, etc, e uma vez que não encontrávamos nada que nos agradasse, já ponderávamos simplesmente usar a caixa onde as alianças vinham. No entanto, a minha mãe tendo conhecimento desta nossa indecisão, lembrou-se que a minha tia tinha tido o mesmo problema e tinha levado uma salva de prata. Entre o leque das salvas de pratas da família, escolhemos por acaso exactamente a mesma usada no casamento da minha tia (o bom gosto é portanto familiar). Depois, uma vez que as nossas alianças são exactamente iguais em termos de formato e tamanho, e sendo a gravação feita no seu interior a única coisa que as distingue, foi colocada uma fitinha branca à volta da minha aliança de forma a não se perder tempo na cerimónia e não se ter de dizer "Espere aí Senhor Padre que agora temos de ver qual é qual!".


O meu bouquet não foi atirado pois eu não acho assim tanta graça à tradição e com o meu jeitinho já estava mesmo a ver que ia ficar preso nalgum candeeiro ou aterrar na cara de alguém. Assim, foi dado à minha avó que o ofereceu a Nossa Senhora, à qual fui apresentada por ela no dia do meu baptismo. 

Por fim, a minha grande paixão: o carro dos noivos pertencente ao meu avô. Este carro existe desde que me lembro, o meu avô faz o gosto aos netos e de vez em quando passeia-nos com ele e tem também servido para transportar as noivas da região, o que como é óbvio fez com que eu crescesse com a ideia de que quando um dia me casasse seria aquele o carro que me transportaria. Assim foi e tive o melhor chauffeur do mundo naquele dia.



9.6.14

Little Details #15 - As máquinas descartáveis

O nosso casamento não tinha propriamente um tema nem nós nos demos ao trabalho de inventar um de forma a que tudo tivesse a ver com ele. Sinceramente, acho que a escolha de um tema em muito pode facilitar a vida dos noivos mas também pode dificultar imenso. Em qualquer fórum se vê noivas aflitas porque têm como tema "os budas", "as caravelas", "os anjos", "os sentimentos" e o diabo a sete, e não conseguem ter ideias de algo relacionado com isso e que personalize o casamento. No nosso, se fosse obrigada a dizer um tema, acho que seria "fotografia", devido à fotografia usada no convite, no puzzle que serviu para marcadores de mesa e...às máquinas fotográficas descartáveis. Acho que esta foi a primeira decisão do casamento, ainda antes de termos data, igreja ou quinta. Queríamos máquinas descartáveis no nosso casamento! Isto porque confiando obviamente no trabalho dos fotógrafos, queríamos também dar a oportunidade aos convidados de tirarem fotos originais e quem sabe captar momentos que não fossem captados pelas objectivas dos fotógrafos. Cada mesa tinha a sua máquina e pelo que sei os meus pais já as mandaram revelar. Sei que em cada máquina poucas fotografias se aproveitarão por estarem desfocadas ou por o flash não ter funcionado, mas se conseguir aproveitar algumas então já valeu a pena. E mesmo que nenhuma se aproveitasse, não deixaria de sentir que as máquinas fizeram o seu trabalho pela dinâmica que se criou entre os convidados (eu estou para ver as selfies e belfies que por lá vão aparecer, ou aquelas que foram tiradas de cabeça para baixo). Não me arrependo nada de as ter arranjado e estou curiosa com o que vai sair dali. :)



8.6.14

Little Details #14 - Os marcadores de mesa

Este foi o ponto em que definitivamente demorámos a estar de acordo. Eu tinha pensado usar fotografias nossas, o Jack queria usar fotografias famosas. Eu queria usar uma fotografia nossa com diferentes tratamentos, ele também queria isso mas usando uma outra fotografia qualquer. Pusemos a ideia das fotografias de lado e começámos a mandar ideias para o ar: e se cada mesa fosse um animal? Um pássaro? Um carro? Uma cidade? Um monumento? Uma cor? Cada ideia lançada por um fazia o outro torcer o nariz. Claro que havia sempre a hipótese de cada mesa ser um número, mas nós queríamos mesmo arranjar uma alternativa e com algo que tivesse a ver connosco. Até que nos lembrámos da minha paixão pela construção de puzzles e pelo gosto dele em os ver emoldurados, e nem pensámos duas vezes: mandámos fazer um puzzle com a fotografia usada nos convites e a cada mesa foi atribuída uma peça. Os convidados tinham assim de procurar nas mesas qual aquela que tinha o desenho da peça igual ao que estava junto aos nomes. Em cada mesa foi também colocada a verdadeira peça para que os convidados se deslocassem com ela à mesa dos noivos e a colocassem no tabuleiro que lá estava, de forma que no fim o puzzle ficasse completo e tivesse sido construído, não por nós, mas por aqueles que ali estavam a comemorar connosco este passo tão importante das nossas vidas.


7.6.14

Little Details #13 - As lembranças

Quando começámos a planear o casamento, decidimos que só haveria lembranças se as encontrássemos facilmente. Pessoalmente, não acho que as lembranças sejam obrigatórias num casamento, não acho que quem vai ver os familiares ou amigos casar deva estar à espera de levar alguma coisa para casa, ainda por cima muitas vezes algo inútil e que só ocupa espaço. Por isso não queria perder horas de vida à procura das lembranças perfeitas. Para as senhoras encontrei facilmente: sendo o casamento em Alcobaça, encontrei uma empresa da zona que faz doces regionais e a um preço muito convidativo. Ainda por cima, as embalagens de doce tinham a tampa coberta por chita de Alcobaça, o que tornava tudo ainda mais mimoso. Encomendámos então doce de abóbora e colámos em cada pote um dos autocolantes feitos pela Molde Design Wedding. Para os homens, achei eu, a ideia seria mais simples: pedir ao avô que me cedesse um pouco de licor de ginga de Alcobaça produzido por ele. Mas para mal dos meus pecados, este ano o licor não lhe saiu bem e ele nem quis pensar em distribuí-lo pelos convidados. Pedi-lhe então que me fizesse o favor de ir a uma das empresas que conhece e que me comprasse garrafinhas para oferecer. Satisfeito por participar, tratou logo disso e dias mais tarde recebi um telefonema do meu pai a dizer para ligar ao meu avô porque ele andava com umas "ideias". Liguei, e ele todo entusiasmado perguntou-me se podia mandar fazer uns saquinhos de chita de Alcobaça para guardar as garrafinhas, e uns cartões com a data do casamento. Quando aceitei, riu-se e disse-me logo "Ainda bem, porque já mandei fazer tudo". Com a chita que sobrou, ainda mandou fazer um avental para mim que agora guardo aqui com muito carinho como recordação desse dia e deste meu avô tão fofo. No chinês comprei dois cestos e avisei logo a família que não queria tules e lacinhos e brilhantes a enfeitá-los. A minha mãe deu então a ideia de se cobrir o fundo do cesto com um quadrado de chita de Alcobaça. Meu dito, meu feito. Umas lembranças simples nuns cestos simples, mas muito ligadas à terra que nos viu casar.


6.6.14

Little Details #12 - O Mosteiro

Quando era miúda fazia parte dos escuteiros e cheguei a participar no ofertório, algo que eu gostava muito, mas que tinha o problema de me dar um ataque de riso quando tinha de caminhar ao longo da nave para deixar as cestinhas de dinheiro junto ao padre. Por isso mesmo, sempre disse que queria casar numa igreja que tivesse uma nave pequena de forma a não chegar ao pé do noivo com lágrimas de riso a escorrer-me pela cara abaixo. Por mim teríamos casado na igreja onde fiz toda a minha catequese, mas o Jack não gosta dela, e casar na igreja da terra dele estava fora de questão para os dois. Assim, a hipótese seguinte seria o Mosteiro de Alcobaça, onde fui baptizada e lugar pelo qual tenho um carinho especial. O Jack concordou sem problemas e foi assim que começámos os preparativos para casar num sítio com cerca de 100 metros de nave. Felizmente correu tudo bem, eu não desatei a rir, lembro-me de ir com um sorriso de orelha a orelha porque estava feliz da vida por ir casar com ele e por ter ali os amigos e família reunidos por nossa causa, embora tenha tido de olhar a certa altura para o chão e pensar "Nem te atrevas a chorar!" por ter visto uma amiga de lágrimas nos olhos (ia-me estragando a compostura, pá :)). A decoração da igreja foi mais uma coisa que poupámos. O Mosteiro tem uma série de regras quanto à colocação de flores e sendo um mosteiro tão grande, ou gastaríamos muito dinheiro para o decorar ou os pequenos arranjos de flores perder-se-iam naquele cenário. Aliás, quando fomos visitar o mosteiro, estava um casamento a decorrer e os noivos tinham optado por colocar algumas flores, que eu vi mas que o Jack assegura não ter visto. Além do mais, e isto é obviamente a minha opinião pessoal por adorar aquele mosteiro, acho-o absolutamente maravilhoso sem necessidade de ser enfeitado. Outro pormenor engraçado é que o mosteiro não é fechado ao turistas enquanto decorrem casamentos de modo que mal entrei no mosteiro fui imediatamente cercada por um grupo estrangeiro que me tirava fotos, facto que ajudou muito a tirar o possível stress de cima, e ao longo da cerimónia houve também turistas a fotografar. Algures espalhadas por esse mundo estarão fotografias destes dois tolos que num dia de Maio se casaram.






5.6.14

Little Details #11 - O bolo e os bonecos

O bolo, caso não se lembrem, foi pura e simplesmente esquecido durante uns tempos. Já tínhamos os bonecos e estávamos tão satisfeitos com isso que nem nos lembrávamos que era necessário um bolo onde os colocar. Por fim, o bolo foi escolhido via internet, na pastelaria que trabalha com a quinta e que seria oferecido por esta mesma. Os nossos únicos requisitos eram: bolo branco e simples. Nada de folhos, nada de flores, nada de coisas a caírem por ali abaixo, nada de andares e pontes, nada de coisas originais, na verdade. Queríamos um bolo bonito e simples. Lá encontrámos no site da pastelaria o que queríamos e pedimos para ser feito com dois andares, cada um com a sua massa e recheio. O andar de baixo era então bolo chiffon de chocolate (escolhido por mim claro) e o de cima de massa folhada com recheio de doces silvestres (escolhido pelo Jack). Claro que para minha grande infelicidade quando se começa a cortar o bolo, tem de ser pela camada de cima e foi essa mesma que provei. Quando me lembrei ao final da noite de comer uma fatia da camada de baixo, já o bolo tinha sido arrumado numa caixa. Resta-me esperar um ano pois seguindo a tradição congelámos uma fatia de bolo que descongelaremos daqui a um ano e comeremos.

Quanto aos bonecos, tenho de admitir que houve ali uma fase em que achei que não teríamos bonecos nenhuns. Eu não queria bonecos personalizados pois acho-lhes piada mas não para o topo de bolo dos noivos e procurava daqueles bonecos mais comuns, mais normais, mas todos os que encontrava eram feiinhos que doíam, mal pintados ou toscos. Até que na minha busca encontrei uns bonequinhos da colecção "Me to You" e mal olhámos para eles, percebemos que tínhamos encontrado os nossos bonecos. Isto porque nos primeiros anos de namoro eu tinha a tradição de uma vez por ano, por brincadeira, oferecer um urso destes ao Jack. Não havia nenhuma data em especial, nenhum momento especial, a única regra era ser um urso por ano. Até que a loja onde eu os comprava fechou e nunca mais lhe ofereci nenhum. Mas os quatro oferecidos estão guardados como lembrança daquela brincadeira e por isso este topo de bolo foi escolhido como recordação daqueles primeiros anos de namoro. :)





4.6.14

Little Details #10 - Prendinhas!

Vamos lá para a parte das prendinhas, sim? Ora pois então que quando se começa a planear um casamento uma pessoa nunca sabe se vai receber envelopes, prendas ou nada (por isso não contem mesmo com o que quer que seja porque o tiro pode sair-vos pela culatra). No nosso caso não fizemos lista de casamento pois já temos casa montada e mesmo que nos passasse pela cabeça pedir um faqueiro, um serviço completo da Vista Alegre ou da Spal, ou conjuntos de lençóis de seda, a verdade é só uma: não teríamos espaço para guardar tudo isso, além da complicação que seria trazer as prendas para França a seguir ao casamento. Ainda falámos na possibilidade de, se alguém quisesse, participar na viagem de lua-de-mel, abrindo uma espécie de conta numa agência de viagens. O problema? Fizemos nós as marcações todos via internet sem recorrer a agência nenhuma. E depois, sejamos sinceros, num casamento em que uma das pessoas está desempregada, o dinheiro é o que mais agrada e mais faz falta.
Ainda assim, tivemos quem decidisse oferecer-nos prendas e estou pura e simplesmente de coração partido por ter sido obrigada a deixá-las em Portugal e ter de esperar pelas férias de Verão em que a viagem será feita de carro para França e aí sim as poderei trazer. O pai do Jack não gosta de viajar com a mala do carro muito cheia, mas comigo nunca tem grandes hipóteses com os livros e roupa que costumo querer trazer, e cheira-me que quando lhe apresentar as prendas do casamento que terá de enfiar na mala, é homem para perguntar ao Jack se acha mesmo que casou com a mulher certa. Mas como só terei de lidar com isto daqui a uns tempos, vamos então mostrar as prendinhas!


Raclette! Esta foi a única prenda pedida por nós. Ok, mais por mim, confesso, que sou fã adorada deste instrumento e salivo quando vou a casa dos pais ou irmão do Jack e me dizem que o prato será raclette. Andava a namorar a ideia de ter uma desde que vim para França e finalmente estou quase a ter a menina dos meus olhos aqui em casa. Coitada da família do Jack, acho que ainda não se apercebeu que não vai comer outra coisa nos próximos cinco anos.

Este conjunto maravilhoso de chávenas de café da Vista Alegre (Alma de Lisboa). Cada chávena com o seu desenho e com os pires a imitar a calçada à portuguesa com diferentes motivos.


O açucareiro da mesma colecção. E eu que não bebo café e portanto não vou dar uso próprio às chávenas, cheira-me que vou mas é usar o açucareiro para guardar m&m's só para lhe poder dar uso todos os dias.



Este coração lindo para pendurar :)





Uma caixa para o chá, em pau preto, trazida pela minha tia de Moçambique. Uma caixa com as nossas iniciais e na qual ela ainda mandou gravar na base a data do nosso casamento. Há prendas assim, especiais.

O resto foram os famosos envelopes e felizmente não fomos vítimas dos envelopes vazios. A crise toca a todos e preferia ter amigos e família que não dessem nada mas que estivessem ali comigo, sem enganos ou vergonhas. Tivemos muitos postais com palavras bonitas e até direito a cartas e fotografias antigas. Também deixei tudo isto em Portugal mas quero trazer e colocar numa caixa com outras pequenas coisas do nosso casamento. Porque mesmo as palavras escritas foram escritas com o coração e isso será sempre uma memória a guardar.  

3.6.14

Little Details #9 - A música

Como já aqui referi algumas vezes não contratámos serviço musical. O dinheiro não chegava para tudo e foi algo de que abdicámos facilmente pois não conhecíamos ninguém que nos agradasse e não queríamos estar a contratar um dj ou uma banda completamente às cegas e descobrir no dia do casamento que tinha sido uma má escolha. Para além disso pretendíamos um casamento mais virado para a conversa e para o convívio e menos para a parte da dança durante horas, por isso não achámos que fizesse sentido estar a gastar esse dinheiro. Para muitos noivos, a música é o ponto fulcral do casamento e é naquilo que mais gastam dinheiro, mas para nós havia outras coisas mais importantes e foi para essas que nos virámos. Por exemplo, mesmo abdicando da música contratada na parte da festa, eu quis ter um coro na igreja. Foi escolhido um coro infantil mantendo assim a ideia de um casamento mais informal e simples, com presença de vozes adultas também. As músicas foram escolhidas por nós e decidimos então que para a entrada do noivo tocaria o "Canon en D major de Pachelbel" e para a minha entrada a "Avé Maria de Shubert". O Jack ainda me perguntou espantado se eu não queria a música matrimonial tradicional mas eu queria mesmo esta ou então a "She" de Elvis Costello. Sendo esta menos religiosa, optei pela Avé Maria e confesso que gostei imenso de entrar ao som dela. Para a benção das alianças escolhemos a "I can't help falling in love", música esta que o coro levantou a hipótese de o padre não concordar uma vez que nada tem de religioso. Enviei um e-mail perguntando-lhe se podia ser e ele não levantou objecções, tendo muito pelo contrário sussurrado durante o casamento que a música era lindíssima. Por fim, para terminar a cerimónia escolhemos a música "Oh Happy Day" pois não havia música melhor para expressar um dia tão feliz. :)

Na quinta, entrámos na sala ao som de "Quer, quer, quer, quer casar comigo?", dançámos a primeira dança com a música "When You Kiss Me" de Shania Twain, e cortámos o bolo ao som de "Pela luz dos olhos teus". Ao longo da refeição foram passando algumas músicas, algumas das quais com significado para nós (a música que passou na rádio após a nossa primeira discussão, a música que gostamos de cantar no carro feitos tolos, a música que o Jack ouvia em criança no carro dos pais, a música que eu ouvia com os meus, entre outras) e depois da primeira dança lançámos os Abba, Lambada, Diapasão e mais uma misturada de estilos para quem quisesse dar um pezinho de dança.

Acho que posso dizer que correu bem, Estávamos à espera de muito pouca adesão na altura da dança e acabámos com a pista cheia, por isso não podia ter corrido melhor.

2.6.14

Little Details #8 - O vestido!

Pronto, pronto, já falei dos sapatos, dos brincos e do cabelo e já não há mais nada da noiva que eu possa falar sem ter de ser o vestido (e no fundo é sempre isso que uma pessoa quer ver, não é?). O meu vestido era da Pronovias, branco e comprido, como se quer. Eu sempre disse que não usaria um vestido cai-cai e o meu era cai-cai, sempre disse que não usaria rendas e o meu era rendado, sempre disse que não usaria cauda e o vestido tinha cauda (mas ainda mandei cortar um bocado!), sempre disse que não usaria véu comprido para não ir a arrastar pelo chão e levei um véu comprido, pois claro. Não sei como é que o noivo não fugiu quando me viu e se apercebeu que o vestido não era nada como ele pensava e eu sempre disse que seria. É que isto de se sentir enganado quando ainda está no altar podia ter dado mau resultado. O vestido tinha mais volume na saia do que aquele que eu queria (muito volume por cima de uma pessoa volumosa não dá bom resultado) e foram-lhe tiradas algumas camadas. Por cima levei ainda um bolero de renda que tirei depois na quinta para dançar. O véu que levei era de apenas uma camada, liso, simples e foi escolhido apenas na semana anterior pois eu teimava que não queria um véu comprido e depois já queria comprido mas estava apaixonada por um com uma renda igual à do vestido (que só não usei porque com o bolero ficava com demasiada renda em cima de mim e ameaçava ser confundida com um naperon). As costas fechavam em corset, algo que eu também sempre disse que não gostava e queria mas é a filinha de botões. Mas acreditem, minha gente, que uma pessoa sentindo-se linda num vestido, esquece tudo o que sempre disse. :)

Já tinha ouvido dizer que os vestidos de noiva são pesados e desconfortáveis, mas eu confesso que me senti muito confortável com ele e olhando para estas fotos até sinto um aperto no peito por saber que não o voltarei a usar. Devia haver um dia por ano uma festa onde a malta se voltasse a vestir toda de noiva. Sempre se dava mais uso ao vestido, que não é coisa barata. Ora afaguem-me lá o ego e digam lá se não é bonito?:)






31.5.14

Little Details #7 - O cabelo!

Eu achava que o cabelo era daquelas coisas que ninguém teria nada a dizer. Enganei-me redondamente e descobri que mesmo para este tufo de pêlo que nos nasce na cabeça há opiniões e teorias em cada esquina. Ora me dizam que o melhor é levar o mais natural possível para depois não nos arrependermos amargamente daqui a uns anos a olhar para as fotos, como me diziam para inovar e fazer um penteado diferente porque afinal só caso uma vez e há que aproveitar. E era um "leva solto que é mais natural" como um "leva apanhado que fica mais elegante!" ou ainda "leva um semi-apanhado que também é giro!". O meu cabelo é um misto de ondulado e caracóis, fininho que só ele e que faz as cabeleireiras suspirarem de frustração com a quantidade de nós que faz. E tem vida própria. Posso esticar muito bem o cabelo em casa, que quando chego à porta o Jack já se ri dizendo "Olha, já está cheio de jeitos!". O fundo de ecran do telemóvel dele é uma fotografia minha sem óculos e com o cabelo bem liso (foto tirada nos 30 segundos depois o esticar, claro), e a mudança visual é tão grande que já deu origem por parte dos amigos a comentários do estilo "Quem é essa?" ou "Ela deixa-te andar com a foto de uma gaja qualquer no telemóvel?". Portanto, havia também a questão de o levar ondulado (ou seja, natural) ou liso (que me fica bem e seria diferente). Ora, na verdade, na verdade, não havia grande questão a apoquentar-me o juízo porque eu desde que me lembro que sempre quis casar de cabelo solto e ao natural. Quando era criança ainda sonhava pôr umas flores naturais no cabelo e depois em adolescente acho que ainda pensei em meter para aqui uns brilhantes (fases parvas, não há nada a fazer). Cabelo apanhado não me fica bem e portanto ninguém me convenceria a fazê-lo, e o cabelo liso também não era uma hipótese viável porque sairia do cabeleireiro com ele mais ou menos liso, entraria na igreja com ele a ficar ondulado e quando chegasse ao pé do Jack já estaria cheia de caracóis e com ele perdido de riso a olhar para mim. A única coisa que queria era um travessão simples, que me prendesse algumas mechas de cabelo para dar suporte ao véu e também, vá, para variar um pouco do penteado de todos os dias. O travessão foi comprado pela minha mãe na bijou ou na claire's, algo assim baratinho, e no dia do casamento lá me controlaram o volume da fera, moldaram uns ondulados no cabelo, colocaram 136 ganchos para apanhar aquelas pontas que só querem fugir, despejaram duas latas de laca e mandaram-me ir casar.



Dêem-me o desconto nesta foto porque nem com toda a laca do mundo há cabelo que sobreviva à ventania do dia e muitos pulos, abraços, dança e festinhas no cabelo, por isso já está mais para o despenteado que outra coisa. :)

30.5.14

Little Details #6 - Os brincos

Os brincos foram oferta da madrinha de casamento e já sabia mais ou menos o que queria. Quando fui pela primeira vez experimentar vestidos levava por acaso uns brincos metálicos que achei perfeitos para o vestido escolhido. Não sendo parva, da segunda vez que fui experimentá-lo levei umas pequenas pérolas para ver como ficavam e achei que o resultado não era o mesmo. Estava então decidido: queria uns brincos em metal, com um tamanho parecido com aqueles que tinha e um formato não muito diferente também. Caso não encontrasse nada que me agradasse, então levaria aqueles mesmo (não dizem que dá sorte levar uma coisa velha?). Entretanto lembrei-me exactamente do tipo de brincos que gostaria de levar: uns brincos-rainha ou uns corações-de-viana, e já nada me fazia mudar de ideias. Estava tão apaixonada por estas peças que ao entrar numa ourivesaria com o Jack para ver alianças, nem liguei nenhuma aos anéis e perdi-me simplesmente a olhar para os brincos expostos. Tinha encontrado o que queria. Trouxe os brincos-rainha para mim e os corações-de-viana para usar no casamento. Não levei mais jóias a não ser o anel de noivado na mão direita (que depois de colocada a aliança, passei para a mão esquerda). E agora olhando para as fotografias, acho que realmente a regra "menos é mais" tem toda a razão de ser e não fez falta nenhuma qualquer outra peça de joalharia.




29.5.14

Little Details #5 - O bouquet

Há noivas que sonham com o bouquet perfeito, com o sítio onde cada flor estará colocada e para que lado apontará cada folha, mas eu tinha poucos requisitos para o meu bouquet e deixei muito nas mãos da florista. Para mim, o bouquet tem de ser algo bonito e bem feito pois acompanha a noiva, mas no fundo não passa de um bouquet e eu recusei-me a dar-lhe mais importância do que aquela que acho que se deve dar a um punhado bonito e arranjado de flores e folhas. Quando a florista me perguntou que flores é que eu queria, eu disse apenas que queria flores pequenas e brancas. Insistiu em saber o tipo de flores e eu que não tenho jeito para a botânica e nunca me interessei nada por flores, insisti que queria flores pequenas e brancas e ela, com a sua experiência, que decidisse quais as flores certas a usar. Enviei-lhe mais tarde uma imagem de um bouquet que tinha visto e que tinha gostado, só para ela saber mais ou menos o meu gosto. Também não queria um pé muito grande, queria que tivesse o tamanho certo para lhe pegar e que este fosse rodeado com tecido que sobrasse do vestido. Por fim, queria que lhe fosse colocada a medalha também comprada na Molde com a nossa data de casamento e os nossos nomes. E quando o vi o bouquet, confesso que gostei muito do resultado. :)


Na florista pedi também para fazerem a flor que o noivo levaria na lapela e um bouquet igual ao meu mas em ponto mais pequeno para oferecer à madrinha de casamento, com uma medalha também.


28.5.14

Little Details #4 - O noivo

E porque hoje o dia é dele, o post do casamento também terá como estrela a outra metade importante da nossa cerimónia: o noivo. O Jack fez questão de manter o seu fato em segredo uma vez que eu fazia o mesmo com o meu vestido. Dizia ele que queria que eu me apaixonasse um bocadinho mais por ele quando o visse vestido de noivo, da mesma forma que ele se apaixonaria quando me visse vestida de branco. Hesitante, ainda me perguntou se eu queria vê-lo até porque não é uma tradição que muitos noivos sigam e eu confesso que tinha muita vontade de ir com ele escolher e ter a certeza que ele fazia a compra certa. É que ele é homem com muito bom gosto no que toca a fatiotas e jóias para mim, mas fazer compras para ele mesmo pode às vezes ser uma experiência ligeiramente desastrosa. Mas vi-o com tanta vontade de fazer uma surpresa que aceitei ficar em casa, enviando apenas uma mensagem com as regras: nada de fatos brancos, castanhos ou muito brilhantes. Um fato cinza escuro, preto ou azul escuro agradar-me-ia sem problemas, e a escolher gravata que escolhesse uma azul clara pois acho que fica bem em homens de olhos azuis (aliás, esta minha opinião é tão conhecida que o meu irmão, o meu pai e o pai do Jack, todos de olhos azuis, foram de fato azul escuro e gravata azul clara =P). Não vi o fato mas o Jack não é bom a esconder-me segredos e em pouco tempo, mesmo através de conversas que ouvi, já sabia que fato era preto, casaco cintado e ia levar laço. Os sapatos e os botões de punho foram escolhidos comigo, e mesmo tentando imaginar como estaria ele, a verdade é que quando o vi, apaixonei-me mesmo mais um bocadinho. Estava sem dúvida um noivo elegante e giro, mas tão giro que cada vez que vejo as fotos me apetece novamente casar com ele. E fez-me também a surpresa de colocar um dos relógios oferecidos por mim. Não podia estar melhor. :)


27.5.14

Little Details #3 - As sabrinas

Eu queria casar de sabrinas. Eu não queria por nada usar saltos no dia do meu casamento, nem que fosse apenas na igreja, como me chegaram a sugerir. Queria poder sentir-me confortável, não queria dores nos pés, não queria ter medo de torcer um pé, de tropeçar ou parece uma tolinha a andar a caminho do altar. Não queria estar mais alta que o noivo nas fotografias, não queria que o vestido ficasse depois demasiado comprido quando descesse dos saltos para umas sabrinas, não queria saber do que é que os outros acham melhor. Eu queria casar de sabrinas. E casei. :)

A vantagem das sabrinas, até porque eu queria umas simples, é que se encontram facilmente e não é necessário gastar muito dinheiro. A minha mãe receava que este ano não fosse moda as sabrinas brancas e que eu não encontrasse nenhumas a meu gosto. E eu confesso que para um par de sabrinas que raras vezes se veriam por causa do vestido não estava nada preocupada. Em Dezembro, quando escolhi o vestido encontrei umas sabrinas que achei perfeitas, mas havia apenas o 41 e todos os outros números estavam esgotados. Talvez na nova colecção, disseram, e eu decidi aguardar, embora tivesse comprado um par de sabrinas prateadas baratinho como plano B, caso os receios da minha mãe se viessem a concretizar. Felizmente, não foi esse o caso e as sabrinas apareceram com a nova colecção. Na H&M, 15€. Como o preço aqui em França era igual, não arrisquei e comprei-as logo. E posso dizer dizer que podem ter sido uns sapatinhos de noiva baratinhos, sem salto, mas que me senti confortável e linda o dia todo, e não os trocava por outros por nada neste mundo. :)




26.5.14

Little Details #2 - Os convites

Como já aqui referi, os convites foram feitos pela Wedding Molde Design e são a nossa cara. Desde cedo que nos perdemos pela ideia de ter uma foto nossa no convite, e acabámos por encontrar um modelo que imitava um postal. De um lado, a nossa fotografia, e do outro, as informações sobre a data, hora e local do casamento. Na ideia original das Joanas, o espaço que nos postais costuma servir para escrever a morada do destinatário era usado para colocar os contactos dos noivos, mas nós pedimos-lhes que mantivessem esse espaço livre de forma a poder escrever uma mensagem personalizada a casa convidado. O selo, e uns autocolantes que mandámos fazer, tinham como desenho os noivos, desenhados à nossa imagem, e com a noiva usando uma réplica do meu vestido, algo que o noivo nunca adivinhou e que só soube no dia do casamento. :)





23.5.14

Little Details #1 - Os fotógrafos!

Quem foi seguindo a fase de noivado aqui no blogue sabe que aquilo que mais me causou cabelos brancos foi a busca pelo fotógrafo certo. Nem a quinta que cancelou a três meses do casamento me trouxe tanta inquietação durante tantos dias seguidos. Ao todo, contactei cerca de 30 fotógrafos, só para verem como me preocupei com este aspecto. Tínhamos decidido desde logo que queríamos que o casamento fosse filmado, para além de fotografado, o que nos obrigava a ter em consideração a qualidade, não só das fotos, como dos vídeos apresentados. Não gosto de ouvir de dizer que a fotografia é o mais importante do casamento por ser apenas o que resta do dia pois isso tira a importância do dia que é. Tenho a convicção que há casamentos espectaculares e que ficarão na memória dos noivos para sempre, mesmo sem fotógrafos a registar o momento. Mas eu queria fotografias do meu casamento e queria boas fotografias, pelo que a contratação de um bom profissional era o mínimo. 

Lembro-me bem do momento em que chegámos aos quatro finalistas, numa tabela feita por mim com comparação dos preços, das ofertas, do tamanho das fotografias, do preço vendido aos convidados, tudo. Revimos todos os sites novamente, todas as respostas dadas aos e-mails, e chegámos aos dois finalistas. A Lugares e Momentos acabou por ser a escolhida, não só pelo trabalho que víamos no site como também pelas críticas positivas que líamos na net. Fui uma chata, admito. Acho que não houve nada que a Ana e o Alexandre não me tivessem dito que eu não tivesse pedido uma melhor explicação, ou um exemplo, ou feito uma contra-proposta. Foram 34 e-mails trocados até ao dia do casamento, o que mostra bem a paciência que tiveram comigo. Obviamente que o facto de serem rápidos a responder aos e-mails ajudou e muito na decisão porque eu não tenho paciência para esperas insuportáveis de respostas por parte de quem vai ser contratado. 

Infelizmente, não nos conseguimos encontrar antes do casamento e confesso que tive ali dois minutos de preocupação a pensar que seria esquisito no dia encontrar pessoas que nunca tinha visto mais gordas. E se não as reconhecesse? Pior, e se eles não me reconhecessem? E se não houvesse empatia? E se tivessem um ar desagradável e amuado? É um risco contratar fotógrafos que só verão no dia do casamento, isso sem dúvida. Mas o meu pai, já na igreja, ligou-me a dizer "Os fotógrafos já cá estão!". Ufa, menos mal, a parte do reconhecimento estava feita e estava assegurado que eles não andavam a fotografar outra noiva qualquer. E lembro-me bem de quando saí do carro e comecei a subir as escadas, o Alexandre ter dito o meu nome, o que me fez olhar para ele e vê-lo com um sorriso. E quaisquer dúvidas se dissiparam: ia tudo correr bem, eles eram mesmo simpáticos e iam fazer um bom trabalho. E fizeram, agora que vejo as fotos, sem qualquer dúvida que fizeram. Eu e o Jack não somos de fazer poses, mas eles lá conseguiram que fizéssemos algumas (tem de ser, porque se não paramos quietos não há fotógrafo que se amanhe) e o resultado valeu a pena. E agradeço a todos os santinhos terem-se revelado o tipo de fotógrafo que eu queria mesmo e nada de pedidos estranhos como "Agora a noiva deitada no capot do carro!" ou "O noivo a fingir que sobe o muro como se estivesse a fugir!" ou, como eu já vi, "A noiva a enfiar o noivo na mala do carro!". Ufa, fotógrafos normais para noivos normais, era mesmo o que eu queria. Chegados a França, apercebi-me que nunca tinha perguntado na nossa trintena de e-mails quando é que teríamos as fotografias do casamento. Estava a apontar para daqui a umas semanas receber novidades, por isso bem podem imaginar o meu espanto quando recebo um e-mail a dizer que estava tudo pronto e que o link já estava disponível. Epah, gente despachada e trabalhadora que não me obrigaram estar um ano à espera das fotos. :) São bons, a sério que são. :)

Algumas das fotos que apresentarei aqui são deles, e estarão devidamente assinaladas. E sem dúvida que vamos mesmo ficar com boas recordações deste dia. :)