15.10.18

3 anos


"I hope you don't mind, I hope you don't mind, that I put down in words/ How wonderful life is, now you're in the world".🎵🎶

Este meu coração fora do peito faz hoje 3 anos. E eu, para além de sentir que o tempo me foge entre os dedos, só penso que tenho uma sorte imensa em tê-la na minha vida e no meu mundo. ❤️

6.10.18

As Youtubers e a Nossa Privacidade

Nos últimos tempos tenho dado uma vista de olhos pelo youtube e vou espreitando alguns vídeos de youtubers portuguesas. Vejo um pouco de tudo, desde culinária, a dicas de maquilhagem, vlogs do dia ou da semana, vídeos de opinião, humorísticos, enfim, o que me for aparecendo. E para além de achar que eu não teria a coragem de andar no meio da rua a falar sozinha para uma câmara fotográfica nem a pachorra de andar constantemente a filmar tudo o que faço, o que como, onde vou e com quem, há um assunto que me encanita um pouco. 

A primeira vez que me chamou a atenção, a youtuber em questão filmava-se a tomar o pequeno-almoço com outras duas youtubers (que também filmavam), mostrando o que cada uma estava a comer, o espaço e claro as pessoas que também por ali estavam àquela hora. Não havendo qualquer desfocagem das caras destas pessoas, foi-me possível ver nitidamente cada uma. Ou seja, quem ali estava apareceu em pelo menos três vídeos no youtube, sem fazer a mais pequena ideia disso. Num outro vídeo, outra youtuber filmava a montra de um café, ao longo da qual uma mesa corrida permite às pessoas almoçar a olhar para a rua. Como seria de esperar, todas as pessoas que ali se encontravam naquele dia, àquela hora, têm a cara escarrapachada num vídeo publicado no youtube.

E isto faz-me uma imensa confusão, não deveríamos nós ter o direito de poder ir almoçar a algum sítio sem ter a nossa imagem divulgada sem qualquer consentimento nosso? A minha mãe diz que eu tenho "uma elevada noção de privacidade", o que significa basicamente que acha que eu sou muito picuinhas com este tipo de coisas, e eu não digo que ela não esteja a dizer a verdade, mas não vos incomoda? É só a mim?

Imaginem que vão de férias para o Algarve, não fazem questão de todo em partilhar esta informação com as vossas colegas de trabalho mas eis que, dias depois, elas vos vêem a comer tranquilamente um gelado num café algarvio, frequentado por uma youtuber que filmou quem ali estava. Ou dizem àquela amiga que não podem mesmo ir ter com ela porque estão cheias de trabalho e, pimba, aparecem a almoçar com um possível-interessado-a-futuro-namorado, ali na internet para toda a gente ver. Ou andam a fazer dieta, toda a gente sabe disso, mas tcharã, toda a gente vai também ficar a saber que na quinta-feira estavam na verdade a lambuzar-se com uma pizza de quatro queijos e um copo XXL de coca-cola naquele restaurante em cascos-de-rolha onde sabiam que não havia qualquer hipótese de encontrar alguém conhecido. Ou aparecem no cabeleireiro com pratas na cabeça a fazer madeixas e a parecer um ET ridículo. Ou aparecem naquele dia em que estavam super-constipadas e o vosso nariz vermelho vê-se a quilómetros de distância. Ou no ginásio, a escorrer suor e a parecer estar a ter um ataque cardíaco. Ou aparecem simplesmente num sítio onde não querem que se saiba que estiveram porque têm direito a isso. Ou aparecem num sítio onde não têm nada a esconder mas simplesmente não querem a vossa imagem difundida por esta internet fora.

Pronto, faz-me confusão. E mais confusão me fez quando num vídeo recente, uma youtuber pixelizou a cara da irmã e do noivo, no casamento destes, por estes terem direito à sua privacidade. Mas e a cara de todos os convidados? Não têm estes o mesmo direito? Eu vejo estas coisas e fico a pensar se serei só eu a incomodar-me com isto, com a certeza absoluta que não gostaria nada de um dia estar descontraída a ver um vídeo no youtube e ver-me lá, a ser filmada sem saber, com a minha imagem disponível para toda a gente.




26.9.18

Vou participar num concurso do IKEA!

O Ikea faz 75 anos e em França lançou um concurso cujo prémio é bastante tentador: 75 participantes vão ganhar, cada um, 750 euros para gastar em compras nesta loja. Ora os meus olhinhos brilharam como duas estrelas quando vi o anúncio a aparecer no site em Agosto, já com uma lista mental de coisas que tenho de comprar para a casa nova a percorrer-me o cérebro, e fui logo ver em que consistia o concurso. No fundo, o que é proposto é que a cada pessoa pegue numa peça IKEA e personalize a sua superfície. O concurso acaba já para a semana e eu ando aqui às voltas com uma peça que, caso eu seja uma das vencedoras, prometo mostrar por aqui. 

Contudo o concurso tem regras e é aqui que se nota como o ser humano não tem a menor das paciências para ler mais do que duas linhas de texto, quanto mais uma série de páginas sobre um concurso. As fotografias das peças personalizadas são submetidas na página francesa do facebook do IKEA e tem sido possível ir vendo o trabalho dos outros concorrentes. E digo-vos que há ali verdadeiros bons trabalhos, daqueles que me dão vontade de copiar com as peças originais que já habitam cá por casa. Outros não estão assim grande coisa, há que dizê-lo, e depois há outros que se nota que simplesmente não leram as regras. Isto porque há uma lista de materiais proibidos a usar no concurso (por exemplo, velas, louça, produtos para animais) e o objectivo é realmente alterar apenas e só a superfície, não podendo a peça ser furada ou sua função ser alterada. E lá está, há ali trabalhos verdadeiramente engraçados e originais que se arriscam a ser desclassificados quando bastaria não ter feito algum passo ou terem escolhido outra peça para poderem ser possíveis vencedores. Eu acho isto estranhíssimo, admito. Para quê entrar num concurso sem ver as regras primeiro? Para quê ter trabalho para depois ser desclassificado por não saber as regras?



 Eu estou num limbo: por um lado acho que a minha peça é gira e pode ser uma das vencedoras, até porque serão 75 vencedores e não apenas um, o que aumenta as minhas hipóteses de ganhar um dos prémios; por outro estão a aparecer peças interessantes e o júri pode olhar para a minha e não a achar nada de mais. Vamos ver, vamos arriscar e esperar ganhar! 


24.9.18

[Avulso]

A Mini-Tété começa a dizer frases em francês, repetindo basicamente o que ouve a educadora e a auxiliar dizerem na escola, o que tem a parte engraçada de percebermos como lhe falam e o que lhe dizem.

Também tem brincado muito "à escola" com os bonecos dela ou connosco. Gosta de fazer o papel de educadora, confortando os bonecos quando choram por quererem o papá e a mamã, explicando que agora vão comer, que têm de dormir a sesta, que os papás vêm a caminho, que têm mesmo de provar a comida, que têm de se sentar, que vão ouvir uma história...É bom, porque de uma forma muito geral a Mini-Tété quando brinca "de mãezinha" trata os seus bonecos como nós a tratamos a ela, pelo que acredito que quando faz o papel de educadora, replica também o papel da educadora que conhece, por isso vê-la a ser gentil mas firme com os bonecos transmite-nos algum sossego.

Adaptou-se muito bem aos horários da escola. Eu é que ainda não. Passei os últimos 3 anos com uma bebé dorminhoca que acordava por volta das 9h-10h na maioria dos casos (às 8h em raros momentos e às 11h-12h nalgumas fases), por isso agora custa-me à quarta-feira e ao fim-de-semana tê-la a acordar às 7h da manhã (se não for antes, conforme lhe dê a fome ou não). Os dias são mais compridos, o que agora com o tempo a começar a ficar manhoso e de chuva, não dá jeito nenhum. Sinceramente, sou melhor mãe quando está bom tempo e posso andar a passear com ela. Adoro ficar em casa tipo bicho da gruta mas não com uma miúda de 2 anos.

Falta pouco mais de uma semana para os meus anos! Vão-se embora os 33 e chegam os 34!

Sou menina da cidade, não vale a pena, gosto de ter tudo mais à mão e não ter de fazer mais de 40 minutos de estrada só para ir ao cinema ou a um centro comercial. Não gosto dos 1547854 bichos que me entram em casa cada vez que abro uma janela e tremo só de pensar que vou para uma casinha ainda mais no campo que esta. Mas não haja dúvida que consigo apreciar sair de casa e em vez de enfrentar o trânsito e ver filas de prédios, passar por campos cheios de cavalos lindíssimos, mais à frente as vacas malhadas pretas e brancas e mais ao longe as vacas Charolaise, típicas deste país. Ou campos intermináveis de flores amarelas ou de milho. O Jack já por uma ou outra vez viu uma corsa ao pé da nossa futura casa. E sem falar dos javalis e raposas, embora estes me provoquem mais stress porque atravessam as estradas sem qualquer pré-aviso.

Eu juro que não me meto na reconstrução de outra casa tão cedo. Acho que quase tudo o que podia ter corrido mal com esta casa, correu e é o atraso e os anos de vida perdidos que se vê. Está a ficar uma casinha de bonecas muito jeitosa, cumpre-se o sonho do Jack de ter uma casa (eu sou mais de apartamento) mas eu já esgotei todos os sacos de paciência que a vida me deu para as obras. Mudamo-nos este ano (sim, eu já nem faço previsão de em que mês para não haver cá falsas expectativas :P) e não me meto noutra tão cedo e é se alguma vez aceitar novamente tal aventura.

O meu vizinho (A Besta) anda doente. Com alguma infecção pulmonar ou lá o que quer que seja, que o faz tossir todo o santo dia e toda a santa noite como se quisesse que lhe saltassem os dois pulmões do corpo. Não que isto o impeça de passar o tempo todo a falar ao telemóvel a um nível sonoro que se ouça ao fundo da rua. Eu não sei com quem é que ele fala mas são pessoas com muita paciência para o ouvirem tantas horas seguidas. Ou então não, pousam o telefone e deixam-no a falar sozinho, não sei.



19.9.18

Dúvidas capilares

Comecei a ter cabelos brancos muito cedo e até hoje pouco ou nada me incomodaram. Estavam lá, faziam parte de mim, a minha mãe e a minha tia também os tinham começado a ter muito cedo, estavam sobretudo concentrados em finas madeixas à frente e eu até lhes achava (e ainda acho) uma certa piada quando tenho o cabelo bem penteadinho. Mas nos últimos anos, sobretudo depois do nascimento da Mini-Tété (em que sinto que toda eu envelheci imenso nestes 3 anos), os cabelos brancos decidiram também eles reproduzirem-se e aumentaram consideravelmente em número, e não apenas à frente mas começaram também a espalhar-se por toda a cabeça. E eu estou a começar a achar-lhes menos piada. Lá está, quando estico o cabelo, acho-lhes alguma graça mas como é não é esse o meu penteado do dia a dia, mas sim uma mistura de caracóis e ondas em modo selvagem, os cabelos brancos começam realmente a parecer-me passar uma imagem mais envelhecida e até de algum desleixo (não que seja desleixo ter cabelos brancos e não pintar, mas quando estes dão mau ar ao cabelo, dá a ideia que não estamos a cuidar bem desta parte de nós).

A solução parece então passar por pintar o cabelo. Já o faço, quando há ocasiões mais especiais (casamento, baptizado) ou simplesmente porque me apetece, usando tintas que saem com as lavagens para não ficar com uma raiz demasiado marcada entre pinturas, já que passo facilmente meses e meses sem pintar. Contudo, este pintar quando calha não me resolve o problema dos cabelos brancos visto que um mês depois já lá estão eles a acenar alegremente para toda a gente, por isso teria de começar a pintar com frequência, tal como a minha mãe faz há anos. 

E eis que ando aqui a pensar nisto, à beira dos meus 34 anos, e a pesar na balança se quero nesta idade entrar nesta rotina constante de pinturas (com a trabalheira, despesa e falta de paciência que tenho para isso) ou se me lixo para isto tudo, mas vivo com uma imagem que sei que podia ser melhor e que já me incomoda um bocadinho. Dúvidas, dúvidas que a idade me traz....


14.9.18

A cantina escolar

Mal comecei a dizer que a Mini-Tété entraria este ano na escola em "full-time" (ou seja, manhã, almoço e tarde) comecei logo a ouvir das mães com quem me dou, e que têm filhos da mesma idade da Mini-Tété, que coitadinha da minha filha, que a comida da cantina é péssima, que eles não comem nada, que a comida não presta, que não há condições, e que o melhor é ir buscá-la para almoçar em casa e depois ir levá-la à escola ou até mesmo ficar com ela de tarde. A minha resposta nunca variou muito e era algo ali à volta do "Pois, vamos ver como vai correr...".

Mas aqui entre nós, admito que ficava a pensar nisto. Obviamente que não quero a Mini-Tété a comer mistelas cinzentas sem conseguir descortinar um ingrediente que seja, para isso realmente é preferível que venha comer a casa, mas será efectivamente a comida da cantina assim tão má?
Se pensar nos meus tempos de escola, lembro-me de adorar a comida da minha escola primária. Era mesmo adoração ao ponto de eu querer ser professora mas apenas daquela escola por causa do almoço e de ainda hoje fazer pratos inspirados naqueles que me lembro de comer lá. Ainda assim, tenho conhecidos que andaram nessa escola comigo e que guardam péssimas recordações da cantina, odiavam a sopa, não gostavam do segundo-prato e não têm nada de bom a dizer sobre os almoços e lanches (vá, eu ao lanche também não gostava do copo de leite que éramos obrigados a beber).
No ciclo, a qualidade da comida decresceu um bocado mas ainda assim nada que me fizesse não gostar de lá comer. Se da escola primária guardo na memória a ideia de serem almoços de topo de gama, no ciclo a comida parecia-me normalíssima. Às vezes gostava, outras vezes não. Mas mais uma vez, também me lembro de haver colegas que não apreciavam almoçar por lá.
Já na escola secundária, a comida da cantina parecia-me óptima e digo "parecia-me" porque só almocei lá duas vezes. Infelizmente, o resto da turma não achava que comer na cantina fosse fixe ou bom (ou fossem quais fossem as razões) e preferiam ir para o bar almoçar folhados mistos, ice teas e kinder delices. E aqui a Tété não gostava nem gosta de comer sozinha por isso ia com eles, muitas vezes a chorar por dentro por não ir à cantina.
Já o meu irmão faz parte do grupo de nunca gostou de comer em cantinas ao ponto de preferir não almoçar.

Ora, é pensando nisto que acho estranho que as comidas da cantina sejam assim tão más quanto me descrevem. Porque se na minha altura, não o eram (na minha perspectiva), não faria sentido que ao longo do tempo tivesse até havido melhorias, visto a crescente preocupação com a alimentação infantil? Não farão estas mães parte do grupo que não gostava de almoçar nas cantinas em criança e continuam com a mesma ideia negativa da mesma? Ou terão elas razão? Imagino que haja cantinas muito boas e outras muito más, mas genericamente falando, como será realmente a comida de cantina nos dias-de-hoje?

Há dias, uma mãe contava que a filha não come nada na escola e que ela está a desesperar, que a comida é com certeza péssima e que já não sabe o que fazer. No que toca à Mini-Tété, já fomos avisados que praticamente não come nada, embora aceite provar um pouco de tudo (regra da escola e cá de casa). Já o esperávamos até pela descrição dela pois há dias em que diz apenas que comeu um iogurte ou uma maçã. A mim não me stressa nem me faz pensar que a comida é má, apenas sei que ela precisa de tempo para se adaptar a uma comida que tem um sabor diferente da que come em casa, a um lugar diferente cheio de crianças e barulhento, a outro ritmo à refeição, que à hora do almoço deve estar perdida de sono e quer mas é dormir em vez de comer e que no meio de tanta coisa nova, fará o que fazem tantas crianças quando sentem que nada controlam: controlam aquilo que conseguem e geralmente é a comida, pois não as podem obrigar a comer. É uma fase e há que a respeitar. E só depois desta fase é que perceberemos realmente se ela gosta ou não da comida da escola.




10.9.18

Tété e as abelhas

Eu gosto de abelhas, à distância, mas gosto delas, ou não tivesse eu ouvido na minha infância uma série de palestras que a minha ensaiava antes de ir falar com os apicultores. Ainda não tinha eu 10 anos e já sabia imenso sobre abelhas e as doenças que apanhavam. Ficou o carinho e a recordação de estar sentada a ver os slides (aqueles quadradinhos pré-históricos que os miúdos de hoje não fazem a mínima ideia do que seja) e a ouvir a minha mãe falar, fazendo-lhe perguntas a seguir para ver se ela sabia o que dizer.

Ora mesmo gostando de abelhas, tenho-lhes muito respeitinho e acho que funcionamos maravilhosamente com uma boa dose de distância de segurança entre nós. O que não tem acontecido nas últimas semanas em que mal abro uma janela entra, no mínimo, uma abelha pela casa dentro, voando por todas as divisões, pousando nos brinquedos da Mini-Tété, passeando-se pelo chão ou até pairando graciosamente à volta da minha cabeça (o que é o terror porque se alguma entra neste cabelo, nunca mais ninguém a encontra e a faz sair). Além do mais, eu sofro de uma série de alergias sem causa aparente, desde alergias respiratórias a alergias alimentares, já tive a bela surpresa de ter várias vezes a úvula ("sininho" da boca) inchada e em sangue e até a língua com o dobro do tamanho, pelo que não estou com grande vontade de descobrir se sou ou não alérgica à picada da abelha. Sobretudo depois de ter descobrir há umas semanas que um tio o é. 

Portanto, entre a possível picada de uma abelha que um dia tenha um dia mau e decida descarregar em mim as suas frustrações e os mini-ataques cardíacos que tenho diariamente nas minhas longas tentativas de as expulsar cá de casa, cheira-me que não vou chegar viva aos 34 anos (falta menos de um mês, uhuh!!).

3.9.18

Primeiro Dia de Escola



A Mini-Tété acordou antes do despertador tocar, ansiosa pela escola. À chegada, tudo corria bem, encontrou uma cara conhecida, os pais estavam lá, adorou a sala, quis ver os brinquedos. Quando percebeu que íamos mesmo embora, começou o pranto e passámos de sermos praticamente os primeiros pais a despedirem-se para sermos dos últimos a abandonar a sala. É que isto de dizer "não se deve demorar dentro da sala, é dizer adeus, dar um beijinho e sair mesmo que eles fiquem a chorar" é muito fácil de dizer mas ninguém nos previne que as pequenas criancinhas se podem agarrar a nós tipo lapas e todo o plano vai por água abaixo. Eu saí primeiro, convencida que o Jack teria mais facilidade em acalmá-la mas não resultou. Entre estar agarrada às pernas do pai, aos braços do pai e ao pescoço do pai, a Mini-Tété não permitia que o Jack desse um passo que fosse sem que ela não o acompanhasse. Por fim, teve de ser a auxiliar a agarrá-la enquanto nós desaparecíamos da vista dela, de aceno na mão, sorriso nos lábio e o coração apertadinho.

Da minha parte, a coisa estava controladíssima, tinha rosnado ao Jack quando ele tinha começado a perguntar como eu estava porque era melhor eu não abrir a boca, mas descontrolou-se quando a auxiliar à saída nos perguntou como tinha corrido. Oh, lágrimas teimosas a surgirem-me nos olhos, logo eu que não gosto nada de chorar em público. Mas vá, engoli em seco algumas vezes, ouvi as esperadas palavrinhas de apoio e saímos dali, já com tudo sob controlo. 

No dia de hoje, a Mini-Tété ficaria apenas 2h na escola (com a nossa dificuldade em sair de lá, acabou por ficar apenas 1h30 sem nós) e não a inscrevemos na cantina. A partir de amanhã será todo o dia mas nem todas as escolas funcionam assim. Há escolas que na primeira semana abrem apenas de manhã para a adaptação e outras fazem até uma semana inteira com apenas um hora por dia. Cada escola, as suas regras.

À hora da saída esperava-nos uma Mini-Tété de beicinho mas que rapidamente retomou o seu papel de papagaio falante e embarcou numa descrição de meia-hora de tudo o que se tinha passado na escola na nossa ausência. Isto, o facto de termos visto como interagem com as crianças, o já termos recebido uma fotografia de hoje das crianças na sala, o cuidado nalguns pormenores, descansou-nos o coração. Já ela, está desconfiadíssima por ter de lá voltar amanhã, mas já sabíamos que a adaptação não seria fácil. E a mãe está bem mais calma do que acharia que ia estar com tudo isto (se calhar está para me dar uma coisinha má qualquer e eu sem saber).


A mochila e a etiqueta foram compradas em Portugal. 
Mochila - Jumbo
Etiqueta - Fnac