4.4.19

Estou viva!

Estou de volta!

Que desgraça, quase um mês sem cá vir. Aposto que já se foi toda a gente embora e que ninguém vai ler isto. 

Ando atarefada, não há outra desculpa. Regressei ao trabalho há quase 2 meses e obviamente a vida do dia-a-dia dá assim uma volta de 180°C, sobretudo quando sabemos numa terça que vamos começar a trabalhar...no dia seguinte. Foi necessário gerir muita coisa em pouco tempo, até porque a Mini-Tété ia à escola apenas 12h por semana e foi preciso inscrevê-la na cantina, no ATL, arranjar solução para as férias que se avizinhavam, e lidar com as várias doenças (e proibição de ir à escola nalguns casos) que a pequenina decidiu ter no mês que se seguiu: teve a sua primeira conjuntivite, uma virose, varicela e a sua primeira otite. Um regresso ao trabalho em bom, portanto. :D

Para além de ter de gerir a adaptação da Mini-Tété a uma carga horária escolar muito maior, novas rotinas e ambientes (e infelizmente a minha filha sai a mim e dá-se muito mal com mudanças, sobretudo assim sem qualquer pré-aviso), tenho de gerir a minha própria adaptação depois de anos sem trabalhar e em casa a cuidar de uma criança (que dá trabalho mas o cérebro não é usado para as mesmas coisas). Nos primeiros dias senti-me completamente burrinha e com problemas de concentração, juro. E parecia aquelas crianças que não conseguem estar sentadas quietas na escola. Quando trabalhava em Portugal, o meu trabalho não passava por estar horas a uma secretária. Em casa, também não o fazia claro. Por isso, estar horas sentada à frente de um computador foi sem dúvida um desafio. :P Isso e não estar a trabalhar na minha área. 

O gabinete de desenho técnico onde o Jack trabalha está com uma pessoa ausente e fui contratada para prestar apoio enquanto a situação se mantém. É algo provisório que tanto pode acabar este mês como manter-se assim mais algum tempo, mas farto-me de aprender e fazer coisas novas, por isso aproveito. :) 

O dia-a-dia de mãe trabalhadora é bem diferente do dia-a-dia de mãe a tempo inteiro mas isso fica para outro post. :)




10.3.19

Eu bem digo que durmo profundamente

Deitei-me. Ferrei-me a dormir. A meio da noite acordei, levantei-me, fui à casa-de-banho, voltei a deitar-me. Começo a ouvir a Mini-Tété a tossir. Mais uma vez. E outra. E outra. Digo ao Jack que vou dar água à pequena e que já volto. Entro no quarto da Mini-Tété e deparo-me com o Jack ferrado a dormir na cama dela.

Ao que parece a Mini-Tété esteve aos gritos, o Jack levantou-se, acalmou-a, deitou-se ao pé dela e adormeceu. Horas depois, eu levanto-me, deito-me e ainda falo com ele sem me aperceber que estou na cama sozinha. Caramba, o homem podia andar a sair todas as noites para ir ter com uma amante que eu não dava por nada.

3.3.19

Eu não durmo. Eu entro em coma profundo.

Sempre ouvi dizer que depois de se ser mãe não se volta a dormir da mesma maneira, o que não deixa de ser verdade porque as pequenas criaturas que parimos nem sempre assimilam perfeitamente o conceito do quão bom é ficar na ronha toda a manhã, levantar às tantas, acordar devagarinho (sobretudo quando, como a minha, saem à mãe e acordam mortas de fome e a exigir alimento imediatamente) e mal o sol nasce já estão prontas para começar o dia (felizmente a Mini-Tété não é para já especialmente madrugadora mas, lá está, mal abre os olhos, diz-me logo duas coisas: "Tenho fome" e "Olha, mamã, já é dia! Vamos levantar!". Aaaargh, saudades da ronha...).
Outra razão que leva as mães (e pais, suponho) a dormir pior é o facto se manterem alerta mesmo durante a noite. Pelo menos foi o que sempre li e ouvi: mães que acordam de noite nas primeiras semanas (meses?) do bebé para ver se ele está a respirar, mães que quase dormem com um olho fechado e outro aberto não vá a cria chamar e mães que se queixam que o sono passou a ser mais leve, mais alerta, menos descansado.

Quando a Mini-Tété tinha um ano e meio, escrevi este texto em que assumia não ter sentido diferenças no meu sono, excluindo claro a adaptação aos horários de sono da pequena (não dá para querer dormir até às 10h quando ela acordou às 8h....) e o facto de o meu distúrbio de sono estar muuuuuito melhor (já mal sei o que é chegar à cama e demorar horas a adormecer porque agora em 10 segundos apaguei para a vida, uhuh...). Nunca fui mãe de acordar para ver se ela respirava porque nunca foi um medo que verdadeiramente tive e na altura relacionava tudo isto ao facto de a Mini-Tété ainda partilhar o quarto connosco pelo que o meu sono não precisava de ser leve dado que eu acordava sem dificuldades se ela me chamasse logo ali ao meu lado. Estava convencida (e um pouco com medo, admito) que a passagem para o quarto dela nesta nova casa me levasse a dormir pior.

E levou. Na primeira noite. Desde aí, durmo tão profundamente que quando ela me chama, o "Jack-que-dorme-tão-profundamente-que-podia-cair-da-cama-e-continuar-a-dormir" acorda primeiro que eu. Já perdi a conta às manhãs em que ele me diz que a pequenita acordou a chorar, a chamar, que esteve a chorar à porta do nosso quarto, que ele se levantou não-sei-quantas-vezes, e eu...nada. Podia pôr as mãos no fogo em como tínhamos todos dormido maravilhosamente.  Eu, que antes de ser mãe, acordava se uma mosca passasse lá fora ou qualquer coisa caísse na casa dos vizinhos ao fundo da rua. Durmo tão descansada que chego a ter o intercomunicador ligado ao pé de mim (para ajudar a ouvir se ela chamar, mesmo estando ela no quarto logo ao lado do nosso) e nem com ele a acender luzes e a reproduzir a voz da Mini-Tété me faz sequer alterar a respiração.

Quem não acha piada nenhuma a isto é o Jack que passou a ser o bombeiro-de-serviço enquanto eu represento meu papel de Bela-Adormecida-em-Coma. Eu estou convencida que isto é um qualquer alinhamento dos astros e que após ter sido eu acordar primeiro sempre que necessário nos primeiros anos de vida da Mini-Tété, agora o Universo está a recompensar-me e a deixar-me descansar. Eu mereço.

Ponto da situação para quem não me segue no facebook:


28.2.19

Eu mereço-a tanto :D

Mini-Tété está de férias e foi pela primeira vez para o « ATL » da escola passar um dia. Quando a fui buscar perguntei-lhe o que tinha sido o almoço. Depois perguntei o que tinha sido o lanche. Disse que não tinha existido. Insisti, perguntando se não tinha ido duas vezes comer à cantina. Garantiu-me que não. Perguntei se não tinha comido nada nas salinhas do ATL. Disse-me que não, que ali era para brincar e não para comer. E que estava cheia de fome. Comecei a ferver, já a pensar na conversa que teria de ter com o ATL, que isto de se deixar crianças de 3 anos sem comer tantas horas não se faz, que se é para levar lanche têm de avisar, que mesmo que não seja a miúda leva lanche na mochila da próxima vez de certeza, era o que faltava não comer nada, eles que se atrevam a dizer seja o que for, paga uma pessoa um balúrdio para este tipo de serviço, não pode ser, e vou dizer-lhes que...
Mini-Tété interrompe-me alegremente os pensamentos:
- E sabes, mamã, a seguir à sesta comi pão nas escadas da cantina! E bebi água mas depois entornei o copo nas escadas sem querer...

Afinal lanchou. Não na cantina, não nas instalações do ATL, mas sim no recreio. Tão literal como eu e o meu pai. Eu mereço isto. 

9.2.19

Ausência (mas será curta, espero!)


A vida deu uma volta de 180°C esta semana, a Mini-Tété decidiu ficar doente e faltar toda a semana à escola, eu e o Jack também andamos com umas viroses quaisquer e eu ainda estou um bocado azamboada (quem conhece a expressão? :D ) com tudo isto, à procura de novas rotinas, logísticas e calma. Ando um bocadinho desaparecida daqui mas eu volto, prometo!  

1.2.19

Não sei qual de nós dois é o pior.

Na quarta-feira, o Jack diz-me:
- Tens de ir às compras amanhã!
- Porquê? (perguntei eu enquanto lhe deitava um olhar assassino porque já tinha dito 5548562 vezes que não ia às compras esta semana por causa da neve e do gelo e era o que faltava sair de casa nestas condições com o carro. Até podia ter acabado o papel higiénico que eu nem queria saber!)
- Porque na sexta-feira a Nutella vai aumentar de preço.

Sou uma fraca.



28.1.19

Preciso de dicas!

A Mini-Tété herdou o meu cabelo fininho, com uma enorme tendência a fazer nós. Pior, para sofrer mais do que eu sofri na infância (ao ponto da minha mãe ter inventado que havia uns duendes que tinham como trabalho dar-me nós no cabelo durante a noite, coitadinhos, não tinham culpa, era a vida...), a pequena tem caracóis, enquanto que eu na altura tinha o cabelo liso (e sabe-se lá como agora é a selva que é, cheio de jeitos, caracóis e ondas).
E isto é uma treeeeta. Eu adoro os caracóis da pequena, gosto mesmo, mas o berreiro que é desembaraçar aquele cabelo é de partir o coração a qualquer um e quase que dá vontade de atirar a toalha (ou a escova, neste caso) ao chão e desistir. Mas não pode ser porque se uma pessoa desiste, horas depois ainda está pior. E a pequena não é fiteira, até colabora e deixa ser penteada mas uma pessoa mal põe a escova, esta fica logo lá presa sozinha sem mexer um centímetro e percebe-se então que vai ser impossível desembaraçar aquele cabelo sem parecer uma tortura.
Por isso, preciso de dicas.
A escova que uso é uma Tangle Teezer, porque descobri que é aquela que nos desembaraça melhor o cabelo com menos dor. Ponho-lhe um spray desembaraçante mas aquilo não faz milagres. Já cheguei a pôr-lhe o meu óleo de cabelo (que me ajuda muito nos nós) mas também não faz com que penteá-la não pareça uma sessão de tortura. Ponho-lhe condicionador ou máscara nas pontas e tento desembaraçar no banho mas mesmo assim parece que nada desfaz aquele ninho de ratos sem provocar dor.
Portanto, malta com caracóis, cabelo fino ou com grande tendência a fazer nós, dêem-me dicas!