25.2.14

É mesmo isto que queres para o resto da tua vida?

Já não sei que amiga minha o disse e em que contexto, mas a frase "É mesmo isto que tu queres para o resto da tua vida?" ficou na memória do Jack que de vez em quando a utiliza para se meter comigo. Quase desde o início do namoro que falávamos de um dia casar (é daqueles namoros cheios de certezas desde o início), ideia que andava a ser alimentada com mais fervor no último ano até que decidimos avançar mesmo com o casamento. E quanto ao "é mesmo isto que tu queres para o resto da tua vida?" estou absolutamente descansada. Não preciso de casar com o Jack para saber que vou ficar com ele para sempre. Ou, pelo menos, é esse plano e tal como todos os planos, este também é falível e não é um casamento que o torna menos falível do que já é. Mas estamos dispostos a lutar por esta relação, com casamento ou sem casamento, e é isso que nos traz segurança para afirmar que sim, que é isto que queremos para o resto das nossas vidas. Por isso, claro que fiquei contentíssima com o pedido de casamento, claro que aceitei depois de ter perguntado umas cinco vezes "Estás a falar a sério??", o que não me impediu que cerca de duas semanas depois, enquanto me penteava em frente ao espelho da casa de banho, não tenha pensado "Valha-me Deus, em que é que tu estás a meter, Maria Tété! Vais prometer em frente a Deus e a uma série de família e amigos que vais ficar com este homem para sempre! Tu estás doida, só pode!". Pronto, primeiro e único ataque de pânico (até agora) após o pedido. Não me assustava a ideia de casar com ele, a ideia de ser sua mulher, a ideia de ficar com ele para sempre, mas dizê-lo em voz alta à frente de toda aquela gente? É que uma coisa são as promessas feitas a dois, os planos partilhados, outra coisa bem diferente é dizer tudo isto em voz alta, com uma série de testemunhas, como se de repente tudo ficasse (ainda) mais sério. E eu ainda sou uma criança com quase 30 anos e parecia-me que tinha saltado do "brincar às casinhas" para uma promessa feita perante todos os amigos e família. Depois passou-me porque não havia outro remédio e até agora não há relatório de mais paniquices destas. Muito pelo contrário acho que entrei num modo de "saiam-me da frente, tenho um casamento para planear e ai, meu Deus que é já hoje que me caso e só agora me apercebi do passo que vou dar". O meu querido noivo parece-me estar um pouco na mesma. Diz que até agora (ainda) não se arrependeu do pedido, (ainda) não teve ataques de pânico, que anda um bocado ao sabor do vento planeando o casamento e que também acha que no dia, quando acordar, é que vai perceber a dimensão daquilo que vai fazer. Ponto de vista positivo: ao menos não andamos os dois a panicar.

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