28.6.16

Vaidooosa #20


Nos primeiros meses da Mini-Tété não gostava de a ver de vestidinhos e preferia vê-la de pijaminha. Ainda hoje olho para as fotografias e não haja dúvida que os babygrows a tornavam ainda mais fofinha, mas depois vi este vestido e apaixonei-me. Tão confortável, tão macio, quentinho (pois, estas fotografias estão um pouco atrasadas, sim?), tão feminino e tão bonito. Já nem sei quantas vezes a Mini-Tété o vestiu mas foi sem dúvida "o" vestido que iniciou a entrada neste mundo das saias e vestidos. E com ela cada vez mais crescida, gosto cada vez mais de a ver com roupa de menina (mesmo se continua uma fofa de babygrow).

Tenho duas crianças a dormir

O Jack tem um horário de trabalho terrível, que o deixa com muito pouco tempo livre. Com outras responsabilidades à mistura, o tempo encurta ainda mais e os dias nunca são suficientes para o que é preciso e para que possa descansar, pelo que facilmente é menino para andar a dormir 3h ou 4h por noite, comigo a insistir que assim não pode ser, que tem de descansar, que parece um zombie, que qualquer dia adormece ao volante, que dá cabo da saúde, que o corpo não aguenta, e ele concorda com tudo isto mas o seu próprio gosto em deitar-se tarde não leva a grandes mudanças na prática. Com as rotinas da Mini-Tété instaladas, a situação alterou-se um pouco, pois vamos adormece-la à vez e, enquanto que eu não adormeço, o Jack frequentemente deixa-se adormecer antes da bebé. Depois? Bom, depois é lidar com ele como se fosse uma criança. Chego ao pé dele e sussurro-lhe:
- Vai para o teu lado da cama e boa noite.
- Hum? Não, não posso ficar aqui. Tenho coisas para fazer.
- Não tens nada. Dorme.
- Tenho, tenho....preciso de tratar de coisas hoje.
- Tens a certeza?
- Sim. Deixa-me pensar no que tenho para fazer.
- Isso, pensa. Fica aqui a pensar uns minutos e depois se quiseres levantas-te.

Claro que eu ainda não saí do quarto e ele já está ferrado a dormir. Amanhã tratará das coisas. Agora tem de dormir. :)

27.6.16

Bebés aos molhos! :P

Quando engravidei, os meus tios não devem ter gostado do papel de "tios-avôs" (principalmente aquele que é da minha idade) e por isso decidiram ser pais, um novamente, outro pela primeira vez. Assim, em Março nascia um primo e hoje nasceu outro (bem-vindo!). Depois de anos e anos sem bebés nesta família, agora em menos de um ano há três. :D

Moral da história: no fundo, estavam todos à minha espera. Devia ter engravidado mais cedo. :P

Vaidoooosa #19


Ganga! :)

26.6.16

Chegará o dia, eu sei que sim (ou não, se ela se lembrar de abrir a goela)

A Mini-Tété faz as delícias das pessoas no supermercado. Não que seja uma bebé que sorri a toda a gente ou diz adeus, muito pelo contrário, fica a olhar para as pessoas de boca aberta como se estivesse a pensar "A sério que saíste de casa com esse penteado?!" ou muito séria, sem dar grandes confianças. Mas é uma bebé calminha que a única coisa que faz é tentar morder e lamber o guiador do carrinho, coisa que eu tento a todo o custo impedir. E assim, enquanto eu escolho os legumes, espreito a carne e olho para os congelados, vou ouvindo "Ah, que bebé tão bem comportada!". Na caixa então é como se nunca tivessem visto tal coisa e frequentemente exclamam "Ah, que bem que se porta!". 
Claro que eu podia aqui gabar-me de ter um pequeno anjo como filha mas não tenho. Quer dizer, é uma fofa, uma querida e não é uma bebé chorona, maaaas é preciso que não tenha fome nem sono. E sendo a Mini-Tété uma bebé basicamente come-dorme, eu faço uma verdadeira ginástica temporal para conseguir ir ao supermercado no pequeno intervalo de tempo que tenho antes de ela perceber que já são horas de lanchar ou que na verdade quer é mesmo dormir uma sesta. 
Ontem, enquanto arrumava as compras no carrinho e pagava, a senhora da caixa mais uma vez se surpreendia com a calma da Mini-Tété, que a olhava seriamente. E comentava com quem estava atrás de mim na fila que aquela bebé era sempre assim, que bem-comportada que é (e eu a olhar para o relógio e a implorar mentalmente que a Mini-Tété não se apercebesse de repente que o lanche já devia ter sido há uma hora), que sossego de menina e mais uma série de elogios, aos quais eu apenas respondia com um sorriso. A certa altura perguntou-me que idade tem a Mini-Tété e à minha resposta "8 meses", veio logo a exclamação "8 meses?? Não parece nada! É grande, não é??" (não há como fugir às evidências. Sim, é grande). E de forma a reforçar a ideia, perguntou a toda a gente na fila "Não parece ter 8 meses, pois não??", juntando assim um coro de "Ai, não, não parece! E tão bem comportada para 8 meses!". E veio a pergunta "Mas ela chora?". E eu saí de lá convencida que não faltará muito para um dia ouvir "É tão calminha. Não terá algum problema?". 

23.6.16

Então, Tété, isso já anda melhor para esses lados?

Então não anda...Estamos no Verão e continua a chover, continuo sem tempo para nada, amanhã tenho um jantar e não encontro pato em lado nenhum para fazer o arroz de pato planeado e a Mini-Tété anda a acordar de 10 em 10 minutos durante a noite. Uma maravilha!

18.6.16

8 meses ♥♥♥


Oito meses, nem acredito que a Mini-Tété já tem 8 meses. Qualquer dia faz um ano e eu não estou preparada para isso. Ainda ontem estava dentro de mim, me dava pontapés e eu prometia que a ia encher de beijos e agora já está cada vez mais com ar de criança e menos ar de bebé. Ai, coração, aguenta que isto agora vai ser sempre a este ritmo.

A Mini-Tété completou os seus 8 meses com os dois dentinhos de baixo já cá fora, e agora sofre novamente com mais dois que parecem estar a querer nascer. Já sabe dizer adeus (à sua maneira, balançando o braço para cima e para baixo), já bate palminhas, já dá turras (sem qualquer controlo da força, minha pobre cabecinha), e estala a língua para mandar beijinhos. Imita o pai nos sons que ele faz e ignora-me a mim. Aprendeu também a virar-se de barriga para baixo pelo que agora já consegue rebolar e chegar mais facilmente aos brinquedos. E abana-se toda como se estivesse a dançar ao ver algo que a deixe contente. É uma risonha, muito atenta, e que me faz sempre receber elogios quando vou ao supermercado por ir tão calmamente a observar as pessoas (sabem lá elas a ginástica temporal que eu faço para que ela não vá com fome ou sono). Já iniciou as birras por não ter algo que quer, embora por enquanto este comportamento se cinja apenas à minha carteira. E conversa, conversa, conversa, conversa com os bonecos ou connosco, tornando por vezes difícil as conversas cá em casa ou via skype já que só se ouve a voz da menina. Já disse perfeitamente "mamã" mas a olhar para uma parede. Lá chegará o dia em que perceberá que aquele som corresponde a uma pessoa.
Come bem mas penso que para isso ajuda muito a minha atitude de "não quer comer, não come". Raramente faço cantorias, danças e bonecos para que a menina coma e a televisão continua a não ser um recurso usado. Prefiro tentar dar novamente a comida daí a meia-hora, não apenas para que ela não se habitue a ter espectáculo à hora das refeições, mas também porque acho que ela tem o direito de ainda não ter apetite àquela hora e tê-lo meia-hora ou uma hora depois.
Continua uma dorminhoca de primeira, fazendo uma sesta a seguir a todas as refeições, mas infelizmente não é uma bebé que se possa dizer que dorme em qualquer lado (já foi, já foi, saudosos tempos), o que nos complica muito a vida em saídas. E com ela não posso aplicar a regra "se não quer dormir, não dorme" pois é realmente uma bebé que precisa de dormir muito para conseguir estar bem-disposta, para comer, para não chorar de cansaço.
E mexe-se imenso durante a noite. Se a espreitar de meia-em-meia-hora é certinho que a vou apanhar em posições diferentes: virada de lado, ou de barriga para cima, ou com os pés virados para a cabeceira da cama, ou atravessada na cama, ou com o rabo encostado ao fundo da cama e os pés no ar, ou toda encolhida, ou toda esticada, etc.
Está naquela fase de descoberta da gravidade, em que tudo o que tem nas mãos vai para ao chão pelo que geralmente o chão à nossa volta rapidamente fica coberto com brinquedos, colher da sopa, guardanapos, babetes, biberões, garrafa de água, rato do computador, enfim, tudo a que ela consiga deitar a mão. Não é giro. Da mesma forma que não é gira a atracção que tem pelos meus óculos e que a faz passar a vida a esgatanhar-me a cara para os apanhar. 
Mas está também a ficar mimenta, dá-me turrinhas no queixo como mimo, passa-me a mão na cara devarinho, e eu derreto-me toda com estas coisas. Oh, tempo, anda lá mais devagar se faz favor!

17.6.16

E alguém lhe pediu a sua opinião?

Quando vou a Portugal, aproveito geralmente para cortar o cabelo já que aqui os cabeleireiros são mais caros e, não falando eu fluentemente francês, arrisco-me a que pensem que estou a dizer que quero rapar o cabelo ou pintá-lo da azul. Já passei, salvo seja, pelas mãos de vários cabeleireiros e começo a perder a paciência para o facto de invariavelmente acharem que são donos do meu cabelo. Desta última vez, pedi explicitamente que me escadeassem o cabelo, expliquei que não o queria cortado todo com o mesmo comprimento pois o meu cabelo tem tendência a ganhar volume nas pontas e depois fico a parecer uma bruxa, e que gosto de ver umas pontas mais compridas e outras mais curtas. Pedia apenas que o comprimento das madeixas mais curtas do cabelo ficasse abaixo das orelhas, para poder prender facilmente o cabelo. E a cabeleireira meteu mãos à obra e cortou, cortou, cortou. Por aquilo que me parecia ver (já que tiro os óculos e não vejo um boi sem eles), achei que o escadeado não estava a ser grande pelo que voltei a insistir na ideia que queria mesmo umas pontas mais curtas e outras mais compridas. E ouvi imediatamente um "Não lhe corto mais do que isto porque não lhe vai ficar bem!". Cegueta como estava, não insisti até porque já estava atrasada, queria ir embora e até podia estar a ficar bem e eu não queria insistir numa asneira. 
Mas devia ter insistido já que tenho o cabelo cortado basicamente todo com o mesmo comprimento, não consigo fazer nada dele e até ranjo os dentes cada vez que me lembro da resposta da cabeleireira. Qualquer dia salta-me a tampa e pergunto directamente "Desculpe lá, mas se for a uma pastelaria e pedir um bolo, vai achar piada se a funcionária lhe disser que lhe dá antes um torradinha integral sem manteiga porque lhe faz melhor à saúde???". 

Já na vez anterior, num outro cabeleireiro, pensei em pintar o cabelo (acabei por não o fazer por falta de tempo) mas a funcionária quis saber qual o tom pretendido. Quando lho disse, respondeu-me "Estava exactamente a pensar nesse tom para si, acho que nenhum dos outros lhe ficaria bem". Mas eu pedi a opinião de alguém? E se agora me apetecer outro tom? Vou ter de ouvir que não é o melhor para mim? Eu, que sou maior da idade, dona do meu cabelo, com o qual tenho de viver no meu dia-a-dia e que possuo (vá, 90% do tempo) capacidades psicológicas para tomar as minhas próprias decisões?

Será assim tão difícil perceber que são prestadoras de um serviço, que o cliente paga e que por isso devem fazer o que lhes é pedido? Se eu chegar lá a dizer que quero pintar metade do cabelo de roxo e a outra metade de laranja, percebo que estranhem mas se eu pagar é mesmo isto que têm de fazer. E se ficar a parecer uma maluquinha, fico, até porque tenho esse direito e paguei para isso. Irra.

14.6.16

Falta de tempo


Este blogue está a ficar cheio de teias de aranha e não há dia em que eu não pense num post para aqui escrever. Mas continua a faltar-me tempo e eu vou continuando a guardar as ideias para posts num cantinho escuro da memória. Não entendo se sou eu que sou muito desorganizada (é o mais provável, há que dizer a verdade) e não me consigo orientar devidamente com uma bebé de 8 meses (faz amanhã!), com as tarefas domésticas, o blogue, as explicações, as jóias, ou se são as outras mães que são super mães e que antes das 11h da manhã já têm tudo despachado. Mas eu prometo que volto. Deixem-me só encontrar a capa de heroína que faça de mim apenas um bocadinho super-mulher e eu arranjo um bocadinho para ressuscitar este blogue.

7.6.16

Vaidooosa #17


Tenho esta rubrica completamente atrasada. Qualquer dia a Mini-Tété faz 1 ano e eu ainda a colocar fotografias de quando ela tinha 6 meses...Vamos lá ver se a consigo pôr em dia. :)
Dourado e coral, linda, linda, linda.

4.6.16

Cheias

Quando os meus sogros chegaram de viagem, descobriram que a terra onde vivem estava inundada e que a polícia nem os deixava passar. O carro deles, estacionado, afogou-se e a água, que já tinha descido, dava ainda pelos joelhos. E no meio daquele choque, uma senhora que ali passava perguntou-lhes se queriam ir para casa dela enquanto a situação não se resolvesse. Também a escola foi fechada e servia de abrigo a quem precisasse. E a minha esperança da humanidade é assim renovada quando vejo que ainda há quem se mexa e ajude de forma gratuita pessoas que não se conhece de lado nenhum. Claro que os meus sogros estiveram este últimos dias cá em casa e hoje, já sem água nas ruas mas com muitas limpezas por fazer, voltaram para casa deles. Rica Primavera que este São Pedro francês nos está a dar. 

E antes que perguntem, nós estamos bem. Vivemos num ponto alto onde dificilmente a água chega, mas as aldeias em redor, apenas a 2 minutos daqui, estão inundadas e só de barco as pessoas conseguem chegar a casa. Já disse que este São Pedro perdeu a cabeça?