9.4.18

O Homem de Giz


Na última visita a Portugal, comprei o livro 'O Homem de Giz", pela atenção que me chamou a capa e a sinopse. O Jack mal o viu comentou apenas que não bastava ler sempre livros onde morria alguém como agora comprava um que tinha um enforcado logo na capa. O livro prometia e eu comecei a lê-lo avidamente mas as primeiras páginas não me agarraram assim tanto e depois os meses de Fevereiro e Março passaram a correr. Com a estadia da Mini-Tété no hospital (é uma fofa, ofereceu-me 3 dias e 2 noites num quarto individual com casa-de-banho privativa e pequeno-almoço incluído, mas já estamos em casa e está tudo bem), decidi que era um bom livro para levar para ajudar a passar as horas de sono da pequenina.
O livro é um trhiller e eu sou o tipo de pessoa que adora ver a série "Mentes Criminosas" mas que não o pode fazer à noite numa sala às escuras sob risco de não me conseguir levantar depois do sofá de tanto medo com que fico. Ora sendo eu assim, já devia saber que ler um livro destes à noite, num quarto às escuras, com um pequeno canto apenas iluminado pela luz da casa-de-banho (para que eu conseguisse ler alguma coisa sem incomodar a Mini-Tété), a ouvir passos de pessoas que iam passando nos corredores do hospital com luzes apagadas não era uma grande ideia. Numa das noites, mandei mensagem ao Jack à 1h da manhã a perguntar se estava acordado porque estava cheia de medo e precisava de distracção. Já em casa, acabei de ler o livro ao lado dele na sala porque me estava a fazer confusão estar a lê-lo numa divisão à parte. Sim, eu sou este tipo de pessoa medricas. Para ler estes livros tem de ser de dia, não haja dúvida.

O livro conta-nos a história de um grupo de crianças marcadas por uma série de acontecimentos, como acidentes e mortes que os perseguem ainda em adultos, e é contada em dois registos, em 1986 e nos dias de hoje. Gostei imenso da história, acho que prende bastante, acho que há as reviravoltas necessárias para não se adivinhar o final, acho que passamos o livro todo em suspenso (e medo, no meu caso) mas não gostei da escrita. Aliás, gostei tão pouco da escrita que acabei o livro e pensei "não o recomendo". Mas a história é boa e só por isso acho que talvez valha a pena comprarem o livro, se este tipo de enredos vos agradar.

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