30.6.18

Coisas que não compreendo

Há crianças mais activas que outras, mais brutas nas brincadeiras, mais caprichosas, com maior dificuldade em lidar com as frustrações. Vê-se um pouco de tudo num parque para crianças e eu não sou o tipo de mãe que intervém logo quando a Mini-Tété tem algum confronto com outra. Ainda há dias, uma miúda mais pequena, frustrada por a Mini-Tété não lhe emprestar um brinquedo, começou-lhe a bater com outro no braço. Analisei a situação, percebi que não havia força suficiente para a magoar, vi que a mãe da pequena já se estava a aproximar para impedir a filha e por isso deixei a Mini-Tété lidar sozinha com a situação (limitou-se a olhar muito espantada para a miúda). 

Acho portanto normal que haja crianças muito mais expeditas que a Mini-Tété, que às vezes haja erros e aprendizagens (como a miúda que empurrou outra no escorrega, resultando num choro de uma e numa explicação de como há coisas que não se fazem para a outra), que haja maior brusquidão de gestos sem maldade, etc, etc.

O que já me custa a compreender é como é que crianças de 7-8 anos conseguem estar a ser pequenos terroristas para com as outras, sem que as mães digam uma palavra que seja, tão desatentas que estão aos filhos e embrenhadas na conversas as duas. Crianças que, vigiando as próprias mães e as mães dos outros, chateiam até ao tutano outras que tentam brincar  e depois ainda são capazes de ir fazer queixas às suas mães de como estavam a ser vítimas. Hoje vim do parque verdadeiramente incomodada com o vi e tive de me conter para não dizer nada (porque não gosto de me meter em situações dos filhos dos outros, sobretudo quando no mesmo espaço estão as mães que deveriam intervir). 
Tentaram fazê-lo à Mini-Tété há umas semanas, barrando-lhe a passagem para o escorrega. Pouco satisfeitos com a ausência de reacção dela (Mini-Tété continua a ter a tremenda capacidade de se fazer de estátua quando a situação não lhe agrada), encheram o peito para cima dela acusando-a de ter magoado um deles de propósito. Dois miúdos de 7-8 anos contra uma miúda de 2 anos e meio! Ainda me ferve o sangue quando me lembro disto. Claro que eu estava ao lado e mandei-os calar e sair dali rapidamente para que ela passasse. Mas e se não estivesse perto? E se tivesse outro filho e estivesse a dar atenção àquele, não me apercebendo logo da situação? 

E como podem aquelas mães estar tão ausentes dos filhos que a poucos metros de distância lhes permitem ter estes comportamentos? Não compreendo, a sério que não compreendo.

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