31.8.14

Mau dia de filmes

Às vezes uma pessoa não tem sorte e no fim-de-semana passado calhou-me ver dois filmes que simplesmente não gostei. O primeiro foi "Lucy" a pedido do Jack que tinha grande vontade de o ver e que eu, após ver algumas vezes o trailer, até achei que lhe poderia dar uma hipótese. Mais valia não ter dado.
Do meu ponto de vista, a ideia até tinha tudo para dar certo, para se fazer dela um grande filme, mas não...No preciso momento em que eu acho que as coisas vão começar a tornar-se interessantes, o filme acaba. Não fui a única a achar isto e no grupo com quem fui, houve quem ficasse com este saborzinho a coisa nenhuma, e quem tivesse gostado. Não satisfeitos com isto, seguimos para casa do irmão do Jack ver um filme francês chamado "Babysitting", comprado recentemente depois de o terem achado hilariante no cinema. É o típico filme cómico ao qual eu não acho piada nenhuma. Mas eu também não me ria à gargalhada com os Malucos do Riso, por isso o meu sentido de humor não é muito virado para estes lados. Depois desta noite, regressei a casa de orelha murcha e a pensar que na próxima ida ao cinema, sou eu que escolho o filme.

29.8.14

E quem quer passar a seguir o Blog no...Facebook?

Prometo ir escrevendo, pondo imagens, disparatando, etc, etc...:)




Passwords

Que maravilhoso mundo este das passwords que me fez estar agora a testar para aí umas vinte passwords diferentes para conseguir aceder a uma caixa de e-mail. E eu nem sou pessoa para ter umas quarenta passwords diferentes (mas também não uso a mesma para tudo). Mas tenho umas três ou quatro, com letras, números e símbolos, que vou usando conforme o site onde as use mereça maior ou menor segurança. E de vez em quando faço algumas alterações pois não gosto por exemplo de ter a mesma password no e-mail muito tempo seguido. Mas depois a coisa complica-se quando chego a sites onde me exigem uma letra maiúscula. Eu até a ponho mas vou lá lembrar-me dela quando voltar àquele site. E depois noutros, a password é demasiado comprida, ou curta, ou não permite os símbolos que uso. E tenho de ir criando variantes às minhas três ou quatro passwords. E invariavelmente acabo nesta situação de andar a tentar todas as combinações possíveis de que me podia ter lembrado quando criei aquela password específica.

28.8.14

Assim não dá

Nunca tive grandes problemas com aranhas e aranhiços, e cheguei até a deixá-los andar nas minhas mãos quando fazia acampamentos. Até ao dia em que me mudei para aqui e passei a ver aranhas do tamanho de bois, mais coisa menos coisa. Têm um corpo grande e gordo, patas grossas e mexem-se à velocidade da luz. Nos dias em que a minha mãe cá esteve, uma teve a ousadia de aparecer e desatar a correr com destino à cama dela. A minha mãe matou-a e passou os dias seguintes de spray mata-aranhas em punho, tal foi o choque e o medo de ver mais alguma. Já eu, fiz a bela figurinha de ver aparecer uma mancha indistinta a dois centímetros da minha cara, e ter desatado a gritar pelo Jack, enquanto tropeçava nos meus próprios pés, completamente em pânico. Até o Jack admite que algumas lhe metem respeito. O facto de não termos vizinhos em cima nem em baixo tem-nos trazido um silêncio de ouro, mas dois apartamentos inabitados atraem muito mais estes bichos que por ali podem andar descansados e que frequentemente nos visitam. Que bichos horrorosos. É que para além de serem assim grandes, fazem aquilo que todas as outras aranhas fazem: teias de aranha. Ora isto é coisa que me faz confusão desde pequenina, aquele toque da teia na pele dá-me voltas ao estômago e faz-me ter pele de galinha tal é o desconforto. E estou neste momento a olhar para as minhas janelas que já bem precisam de ser lavadas mas através das quais consigo ver perfeitamente as teias que foram construídas nos cantos externos delas, e nas quais terei de tocar se quiser limpar as janelas como deve ser. Enfim, terei de esperar por domingo para fazer equipa com o Jack: ele destrói as teias, eu limpo as janelas. 

27.8.14

A razão pela qual eu não dou muito dinheiro por sapatos

Porque os estrago. Não interessa o dinheiro que pago e a qualidade dos sapatos, é certo e sabido que pouco durarão nas minhas mãos, ou neste caso, nos meus pés. Sou demasiado desastrada, tropeço em tudo o que me apareça à frente, bato em todas as esquinas possíveis, torço os pés, raspo com eles em todas as superfícies, e quando estou sentada tenho o terrível hábito de pousar um pé sobre o outro sujando e massacrando o sapato debaixo com o sapato de cima, ou de encostar o calcanhar às cadeiras, obrigando o pé a ficar dobrado, o que invariavelmente leva a marcas bem vincadas nos sapatos. Por isso, não dou muito dinheiro por sapatos.
Ah, dizem-me vocês, mas há sapatos de maior qualidade! Pois há, eu sei e noto-lhes bem essa diferença quando os calço, mas o tempo de vida acaba por não diferir muito dos outros, e se não choro por umas sabrinas que me custaram 10€ chorarei com certeza se tiver pago 100€ por elas. Quando compro sabrinas baratinhas, por exemplo, sei que provavelmente me aguentarão uma estação e pouco mais do isso. Mas é o que espero e quando isso acontece, não fico triste. Quando já pago bem por um par de sapatos e eles, com sorte, se aguentam duas estações fico lixada porque mais valia comprar um par barato a cada estação. Obviamente não uso sapatos desconfortáveis e que me magoem, mas sem dúvida que há um patamar de qualidade de sapatos que só se atinge quando estamos dispostos a pagá-lo. E eu até estaria se não os visse arruinados ao fim de algumas utilizações. Talvez um dia, eu cresça e pare de fazer tantos disparates. :)

26.8.14

Há coisas que me escapam

Como é que alguém que se afirma tão contra o bullying instiga outras pessoas a reunirem-se e a perseguirem outra pessoa, por uma situação quem nem se sabe se é mesmo verdade? E mesmo que seja, não se perde a razão com estas atitudes?

Liebster Award

Bem, este blog é pela segunda vez nomeado para o Liebster Award. As regras são um pouco diferentes desta vez e cabe-me responder às 11 perguntas colocadas pela R*, do blogue E se tudo fosse perfeito.


1. O que te levou a criar o blog?
A gosto pela escrita e o querer partilhar os meus disparates, as minhas opiniões, as minhas ideias.

2. O que mais gostas neste pequeno grande mundo que é a blogosfera?
O facto de entreter. É como ligar a televisão ao fim de um dia de trabalho e ver uma qualquer série ligeira ou mesmo disparatada. Os blogs servem, no meu caso, para isso mesmo: distrair-me, esquecer as amarguras da vida, rir-me com as coisas dos outros, aprender pequenas coisas, não pensar em coisas sérias.

3. Já tiveste alguma boa surpresa neste mundo? Qual?
É sempre uma boa surpresa perceber que mais alguém me lê, que mais alguém passa a vir espreitar o que escrevo e gosto sobretudo quando comentam. De resto não penso que me exponha o suficiente para ser possível alguém surpreender.

4. E má? Já tiveste alguma má surpresa? Qual?
Ligeiramente sim. Já deixei de comentar certos blogs por achar que os autores ou os seguidores são incapazes de perceber que há pessoas com opiniões diferentes e pura e simplesmente atacam quem não concordar com eles. Nalguns casos, não o esperava.

5. Quais os teus planos para o futuro?
Bom, em primeiro arranjar emprego. Manter e fazer crescer o meu pequeno negócio, Science Bijoux, de bijuteria ligada à ciência. Ter um filho. Continuar a ir a Portugal frequentemente. Continuar a ser feliz. :)

6. Qual a tua melhor recordação de infância?
São tantas! Eu tive uma infância tão, mas tão feliz, que tenho uma série de boas recordações: o meu pai a ensinar-me a andar de bicicleta, cada livro novo que me compravam, o bolo de chocolate da minha avó paterna, a minha avó materna a ensinar-me a desenhar, a minha mãe a tomar conta de nós quando estávamos doentes, o meu avô a levar-me para a fábrica para pintar louça (muitas abelhas pintei eu em canecas!), eu e o meu irmão a subirmos à nogueira e a brincar, enfim, são imensas. Adorei a minha infância. 

7. O que pensas sobre o meu blogue?
É um blogue leve, já trocámos até alguns e-mails pois segui-te do teu antigo blog. Acho que às vezes te concentras e dás demasiada importância ao que não deves :), e também acho que és muito forte nas tuas opiniões ou maneira de as expressar, o que chega a ter piada.

8. Qual a pergunta que gostarias de me fazer e nunca fizeste?
Huuuum...pergunta complicada, esta. Mas vou buscar um tema recente: já fizeste as pazes com o teu irmão? :)

9. Qual foi o pior momento da tua vida?
O mês de Novembro de 2012, em que eu, a minha mãe e o meu irmão ficámos doentes, cada um com a sua coisa, com muitas dúvidas, muitos receios, muitos médicos, muitos exames, e tudo isto em vésperas de eu emigrar para França. Este mês de Agosto também não está a ser fácil, mas espero que tal como naquele mês de Novembro, tudo se resolva. O meu ano de Erasmus também não foi a oitava maravilha do mundo.

10. Qual a melhor coisa que já te aconteceu?
Oh, tantas. Lá está a razão pela qual eu sou genuinamente feliz: sei bem quais os piores momentos da minha vida porque foram poucos, e não consigo escolher facilmente os melhores porque são imensos. Acho que tenho tido muita sorte na vida, com a família e com os amigos, e acho que, sendo este o ano em que casei, posso dizer que uma das melhores coisas que já me aconteceu foi ter encontrado o homem que este ano se tornou meu marido e ter nele um grande companheiro de vida. É o meu melhor amigo e é uma pessoa fantástica.

11. Qual a coisa mais caricata que já te aconteceu?
Ui, tenho uma lista. Mas acho que uma delas terá sido no dia em que perdi todos os meus documentos, os quais foram encontrados por um rapaz que ligou para minha casa a dizer que os tinha. Fui com o meu pai a casa dele para receber os documentos e com a felicidade de os ter novamente comigo, nem olhei para o rapaz. Eu teria uns 13 anos na altura. Anos mais tarde, num acampamento, um rapaz chega ao pé de mim e diz-me o meu nome, a minha morada, tudo...Era o rapaz que tinha encontrado as minhas coisas anos antes e me tinha reconhecido. :)
Bom, e depois tenho a minha história com o Jack, namorados aos onze anos. Depois, aos vinte anos, uma amiga olha para uma fotografia antiga onde estávamos os dois e comenta algo como "Olha aqui o teu Príncipe". Duas semanas depois, liga-me ele, ao fim de anos sem contacto. E voltámos a ficar juntos até agora.


Perguntas respondidas, tenho de passar o desafio a outros blogs, seguindo as regras:

- Colocar a imagem do Liebster Award no blog.
- Responder às 11 questões colocadas pelo blogger que nomeou
- Nomear entre 4 a 11 bloggers (não sendo permitido nomear quem já nomeou)
- Avisar quem nomeou que se aceitou o desafio para que este possa ver as respostas às perguntas colocadas.

Assim, nomeio:
- Joana, do blog Espeitadela
- Miss Desastre, do blog Esparvoada Assumida
- Miss Purple, do blog Going Upside Down
- Pink Stuff, do blog Confessions in Pink
- Qualquer pessoa que queira participar. Depois avisem-me para ler as respostas. :)

E as perguntas......
1. Qual o teu objectivo ao criar um blogue?
2. Que tipo de pessoas és tu e qual o tipo de blogue que tens?
3. Quando eras pequena o que querias ser?
4. Como vieste parar ao meu blogue?
5. Que blogue nos aconselharias a ler?
6. Qual o teu hobbie favorito?
7. O que te vês a fazer daqui a dez anos?
8. Qual a importância das redes sociais e dos blogues na tua vida?
9. És feliz?
10. Uma pergunta que gostasses de me fazer?
11. Como me descreverias a mim e ao blog?

Vou fazer birra :)

Estive agora a fazer a avaliação da última viagem que fiz pela TAP. Voltei a expor a questão de já não ser a primeira vez que à hora de embarque já os passageiros estão em fila à frente da porta e não há ninguém para proceder ao embarque, só aparecendo alguém dez, quinze, quando não são vinte, minutos depois. Para que querem que os passageiros estejam ali parados para embarcar se a entrada no avião só se vai dar quinze minutos depois? Da mesma forma escusam de chamar os passageiros com bilhete para a parte de trás do avião se depois aceitam o embarque de todas as pessoas, mesmo as que têm o bilhete para a parte da frente. A ideia é boa e facilita muito a entrada no avião, mas as coisas têm de ser colocadas a funcionar e não ficar apenas pela teoria. Estas situações não se passam apenas com a TAP, mas é com eles que reclamo pois são eles que me pedem para avaliar os seus serviços. Mas poderia dizer o mesmo de todas as outras companhias com quem já viajei. Mas desta vez acrescentei mais um ponto à avaliação: quero o sumo de maçã de volta! Gostava tanto de beber sumo de maçã nas viagens e desta vez fui informada que passaram a servir sumo de pêra. Oh, não gosto. 

E se...?

...Eu criasse um facebook para o blog? Favor ou Contra? :)

São só mais cinco dias

Estou cansada deste mês de Agosto. Há meses que me cansam, que me roubam a energia, que fazem com que literalmente conte os dias que faltam para o mês acabar. Também já me cansei de alguns anos e dei por mim a desejar que chegasse a noite de Ano Novo para poder fechar aquele livro e abrir outro. Ainda não estou cansada do ano de 2014, até porque tem sido um bom ano, mas este mês de Agosto está mesmo a puxar por mim. Não têm meses assim também?

25.8.14

A honestidade das pessoas

Da última vez que fui aos correios, a funcionária enganou-se no troco e deu-me dez cêntimos a menos. A culpa também foi minha que com a pressa nem reparei bem nas moedas e só quando, em casa, levei a mão ao bolso e olhei para as moedas que ela me tinha dado me apercebi do erro. Nem ponderei ir novamente aos correios pois seria a minha palavra contra a dela e eu não poderia provar o erro cometido. Ainda remoí o engano durante uns minutos, pensando se a senhora, tão simpática e de quem nunca tive razão de queixa, não faria este esquema de vez em quando e grão a grão lá iria enchendo os bolsos. Depois esqueci o assunto e hoje, quase quinze dias depois, regressei aos correios. Mal entrei a funcionária estendeu-me dez cêntimos e disse-me "Enganei-me no troco da última vez que cá esteve. Guardei aqui a moeda à espera que voltasse para que lha pudesse dar".

Dez cêntimos que eu já tinha esquecido. Mas não esquecerei com certeza tão cedo a honestidade desta funcionária. :)

24.8.14

Qualquer dia serve-me água numa gamela...:)

No último ano tenho sofrido de uma queda abundante de cabelo, o que para além de chatear pois cobre a casa toda, também me deixa ansiosa com a possibilidade de ficar careca. Acho que tenho a sorte de ter sempre novos cabelos a aparecer mas ainda assim sinto uma diminuição grande no volume do cabelo. Decidi então retomar a toma de um medicamente prescrito pela minha dermatologista, quando lá fui há cerca de dois anos já a começar a queixar-me disto, e cujo tratamento não levei até ao fim (depois queixo-me que não vejo resultados). Tenho então de tomar dois comprimidos por dia, o que para uma cabeça como a minha, é algo muito fácil de esquecer. A semana passada fui passar uns dias a Portugal e tive a minha mãe, veterinária de profissão, a relembrar-me de tomar a medicação ao seu melhor estilo:

- Já tomaste os comprimidos para o pêlo?

Não satisfeita com isto, perguntou-me ontem se já sentia melhorias. Disse-lhe que não, mas que sendo um tratamento de 3 meses e tendo eu começado apenas há quinze dias, também ainda não esperava ver grandes resultados. Argumentou logo de seguida:

- Mas nos cães, ao fim de dez dias já se começam a ver resultados!

Há aquelas pessoas que têm animais porque não conseguem ter filhos. E depois há a minha mãe.

16.8.14

Eu juro que ela não estava ali antes!

Depois do casamento, os meus óculos de sol graduados sumiram-se. Nunca mais lhe pus a vista em cima e só eu sei a falta que me fazem já que sou uma toupeira pitosga. Os únicos óculos de sol que encontrava eram os não graduados e num dia de muito sol, cheguei a colocá-los para fazer uma viagem (calma, não ia eu a conduzir!), mas o enjoo de ver tudo desfocado é tal que não tive vontade de repetir a experiência. Corri a casa toda à procura dos benditos óculos graduados, concentrando-me em quatro pontos principais: a mala usada aquando do regresso da lua-de-mel, a mochila do computador usada no regresso a França, a gaveta onde estão todos os óculos e a mesinha de cabeceira onde por vezes também guardo algum par. Nada, rien de rien, não os encontravam. E o que eu revolvi estes quatro lugares! Cheguei a pedir à minha mãe que mos procurasse em Portugal pois poderiam ter ficado por lá esquecidos. Nada. Ontem há noite abri a gaveta da mesinha de cabeceira como faço todas as noites e a primeira coisa que vejo é...a caixa dos óculos escuros graduados. Eu sei que os trinta se aproximam a passos largos (daqui a um mês e meio!) mas estar já neste estado não augura nada de bom para a minha velhice, pois não?

12.8.14

Foi o que me marcou na altura....:)

A morte de Robin Williams tem feito aparecer no facebook imensas imagens e referências ao filme "O Clube dos Poetas Mortos". Vi este filme quando era adolescente, foi-me apresentado por uma amiga que o tinha gravado em cassete e lembro-me de ter gostado bastante dele. Algumas citações que vou vendo no facebook são-me conhecidas, as imagens também, mas confesso que já não me lembrava de quem fazia o papel de professor. O que mais me lembro deste filme é que...a gravação tinha sido mal feita e o final não estava gravado. Penso que voltei a ver o filme mais tarde, mas quando me falam de "O Clube dos Poetas Mortos" o meu primeiro pensamento é "Como é que acabava?". :)

6.8.14

Deus meu, onde andavam eles quando distribuíste a inteligência??

Irra, que há mesmo gente estúpida neste mundo. 

Comprámos uns tinteiros na internet, como sempre fazemos visto a nossa impressora ter sido comprada em Portugal e esta marca não ser das mais famosas por cá e não se encontrarem facilmente tinteiros para ela em lojas. Geralmente mandamos entregar em casa mas desta vez optámos por uma solução bem mais barata que seria entregar numa loja aqui da terra. Dias depois, recebemos o e-mail dizendo que a encomenda teria sido deixada na loja e lá fui eu, deparando-me com a loja fechada e um grande aviso dizendo que está para alugar. Chegado a casa, o Jack liga para o número de apoio e passa os minutos seguintes a debitar as letras e os números da nota de encomenda para uma máquina até que chega o momento em que esta desiste de o compreender e passa finalmente a chamada para um ser humano capaz de ouvir e entender outro ser humano. Azar dos azares, os minutos perdidos com a máquina fizeram com que a chamada fosse transferida já fora do horário de trabalho da empresa e não fomos assim atendidos. Enviou-se então um e-mail a explicar a situação da loja fechada e pedindo informações sobre o paradeiro da nossa encomenda. Hoje recebo um e-mail dizendo que a empresa analisou atentamente a nossa situação e que a encomenda se encontra à nossa disposição...na tal loja, e que temos 15 dias para a ir levantar. Agradecem então o contacto e esperam ter respondido a todas as nossas questões.

E eu estou a contar até 10, 20, 30...100, a inspirar e a expirar bem fundo, para não mandar um e-mail com um chorrilho de asneiras, mesmo em português, e chamando-os a todos uma cambada de burros. Irra....

5.8.14

Eureca!

O bom das grandes arrumações (a visita da minha mãe assim o abriga ou terei a pôr a dormir em cima de tralha e caixotes) é que se encontram coisas há muito perdidas. Há mais de um ano que procurava as instruções da máquina de lavar roupa. Procurei por toda a parte, pouco conformada com a ideia de as ter deitado para o lixo. Não seria grave se as conseguisse tirar na internet mas apenas conseguia para modelos parecidos e não para a minha. Hoje encontrei-as....dentro da caixa do ferro de engomar.

4.8.14

Sou despassarada, eu sei....

Eu - Hoje vou ao supermercado comprar umas coisitas, mas o importante mesmo é não esquecer o gel de duche!
Ele - Faz uma lista para não te esqueceres de nada.

Assim fiz e saí de casa depois de ter confirmado que levava a lista comigo (já perdi a conta à quantidade de vezes que faço uma lista e ela fica em casa. Dá mesmo jeito, nem imaginam!).

À noite:
Ele - Onde puseste o gel de duche?
Eu - Bolas! Esqueci-me de comprar!!
Ele - Mas não levaste a lista desta vez??
Eu - Levei...mas esqueci-me de escrever "gel de duche"....

E ali fica ele, sem saber se há-de rir ou ficar frustrado com a mulher que lhe calhou na rifa.

Boas notícias

Depois de ontem ter passado umas horas com gelo nos dedos, sem conseguir pousar o pé no chão, a andar ao pé coxinho para todo o lado, a ver a minha vida a andar para trás e com o Jack a ameaçar que se hoje não estivesse bem melhor ele me levava ao hospital, hoje já consigo andar (falem-me de ir ao hospital e eu fico logo melhor só para evitar ir). Ando manca, mas ando. Felizmente não me parece haver nada partido apenas tudo muito dorido, incluindo os dedos, pé e tornozelo. Óptimo, óptimo, porque tenho muito que fazer e não quero perder mais tempo de pé para o ar ou idas ao hospital! :)

O que fizeste esta noite, Tété?

Patinagem artística.

Estávamos a jantar quando um barulho forte nos fez ir até à janela e ver aquilo que parecia o fim do mundo: um vento fortíssimo, uma chuva imensa, trovões e relâmpagos uns atrás dos outros. Só de abrir a janela para salvar o pequeno vaso que estava no parapeito deixou-me a mim e ao chão molhados. Como tinha estado um dia de muito calor, fui confirmar se já teria fechado todas as janelas abertas durante o dia. Estavam todas fechadas menos a da cozinha. E a tempestade era tal que percebi já haver água a entrar em casa e lá fui eu disparada, cozinha dentro. Pois, mas no chão já havia água e foi num ápice que atravessei a cozinha deslizando qual patinadora habituada a concursos. Só parei quando bati no caixote do lixo e me agarrei à bancada para não bater com a cabeça em lado nenhum. A pancada foi tal que o caixote do lixo está partido, e eu estou a olhar para os meus dedos do pé inchados e cheia de dores pensando se não terei partido também algum.

Acho que vou escolher outro desporto que este não é para mim.

2.8.14

Eu já devia saber

Mas é que já devia mesmo saber porque não é a primeira nem a segunda que tal me acontece: Maria Tété, não te ponhas a jogar nada no telemóvel nas noites de insónias. Nada. Rien de rien. Ontem às quatro da manhã estava eu na cama entretida com um jogo em que o objectivo é colocar vários livros uns em cima dos outros por uma certa ordem. Resultado: quando finalmente adormeci, passei a noite a sonhar que empilhava coisas umas por cima das outras: uma mala de médico, por cima um candeeiro, por cima um livro, depois uma caneta, depois uma taça, depois um computador, etc, etc...

Foi uma noite mesmo bem passada. E cinco minutos depois de acordar, apercebo-me que tenho um grilo dentro do quarto (ai, as maravilhas que viver no campo) que obviamente dá saltos para todos os lado quando o tento apanhar. Desisti. Abri a janela, fechei a porta e ele que seja inteligente o suficiente para sair por onde entrou.

1.8.14

:)

Tenho um caderno onde fui apontando todas as pesquisas, referências, notas, etc, para este meu pequeno negócio. Hoje à procura de uma informação, dou conta que entre parágrafos e sites, aparecem coisas como "Marcar reunião com o padre", "Pagar convites!"....Nota-se muito que também estava a organizar um casamento?

Desafiem-me, desafiem-me...*

Em passeios pela net já tinha dado conta da moda que é fazer e lançar desafios aos amigos, publicando cada prova na internet. A última que me tinha sido dada a conhecer era os "banhos públicos" protagonizados pelos antigos concorrentes do Secret Story. Revirei os olhos quando os vi, em pleno espaço público, a molharem-se todos e colocarem shampoo, desafiando no fim outros tantos para o fazer, com a punição de um jantar pago pelos menos corajosos. Convenci-me que era coisa de quem não tem mais nada que fazer, de quem quer manter-se activo nas revistas, sites e blogs, de quem não quer perder os seus quinze minutos de fama, de quem quer atenção e de quem é tolinho. Até ter entrado hoje no facebook e ter percebido que há pessoas que eu conheço pessoalmente que andam a tomar banho publicamente e a desafiar outros. E jogar às cartas, fazer um puzzle, ler um livro, para passar o tempo, não?

*...que num instantinho vos explico o que são banheiras e que não pago jantares a tolos.