30.11.16

Coincidências :D

A mãe do Jack faz parte daquele grupo de pessoas que partilha, no facebook, frases e imagens com que se identifica. Geralmente são até bastante relacionadas com a fase que está a viver no momento. Bom, amanhã Mini-Tété vai ficar um bocado com os avós pois tenho uma consulta e por isso há coisa de duas horas enviei uma mensagem à minha sogra para ultimar alguns pormenores e perguntando-lhe se estava de acordo. Não recebi qualquer resposta e agora dei um saltinho ao facebook e vejo que partilhou a seguinte frase:

"Deus ensinou-me que o silêncio também é resposta".

Ora bolas, espero que esta não seja para mim. :P

22.11.16

E eu não mereço.

Metade do prédio estava para alugar e os que cá vivem estavam mais do que satisfeitos com isto já que A Besta (proprietário dos apartamentos em questão) nunca escolhe famílias calmas, mas sim barulhentas, cheias de filhos, muitas vezes com problemas com a polícia. Este prédio estava um sossego, uma calma, uma paz. 
Esta semana chegaram novos inquilinos e ontem já passava da meia-noite quando nos tocaram à campainha do prédio perguntando se lhes abríamos a porta porque achavam que se tinham esquecido da chave de acesso ao prédio no interior do apartamento. 
Sinto que a calma acabou.

18.11.16

Queixas-te, queixas-te, queixas-te, mas a maternidade não tem nada de bom?

Claro que tem!
Já tenho saudades de a ter recém-nascida a dormir ao meu colo, sentir-lhe o peso quente do corpo, estudar-lhe o comprimento das pestanas, dos dedos, o formato da boca, das bochechas. Oh, ter um recém-nascido adormecido nos braços é das melhores coisas de todo o mundo.
É indescritível a sensação que temos quando por vezes basta um gesto nosso ou uma palavra de carinho para acalmar um pesadelo. Sentimos que somos as super-mães!
E é maravilhoso vê-la a descobrir o mundo. E o ar feliz quando consegue uma nova proeza como se naquele instante nada a conseguisse deter.
E acho muita piada a esta fase de imitação pela qual ela está a passar e de como se tenta pentear a ela mesma com a escova ou quando me penteia a mim. E quando me tenta ajudar, dando-me as meias molhadas para as pendurar no estendal.
É giro ensinar gracinhas e vê-la a aprender. Quase que conseguimos visualizar o cérebro em branco a ficar preenchido com cada vez mais informação.
Não deixo de lhe achar uma certa piada ao vê-la testar alguns limites, desconfiada se algo lhe vai acontecer ou se vou deixar passar.
É maravilhoso ouvi-la a dizer as primeiras palavras. E a repetir sem sentido outras tantas.
E continuo a adorar vê-la dormir. Não fosse o sono no dia seguinte, acho que era menina para passar uma noite inteira a observá-la a dormir. 
As caretas são uma máximo, o palrar é fofo, a maneira como agarra cada vez melhor as coisas é uma espectáculo. Bom, na verdade, qualquer aquisição de competências é um espectáculo. É aquela história do cérebro a ser preenchido que a mim tanto me fascina.
Eu até gostava de falar de como é bom receber beijinhos lambuzados e abraços apertadinhos mas ainda estamos longe dessa fase porque tenho uma filha pouco dada a contacto físico. Gosta de estar colo mas se ainda assim lhe tocar o menos possível, melhor.
Mas gosto das turrinhas que dá, da maneira como me vira a cara para me ver as orelhas, da maneira como estranha o meu cabelo molhado.
Gosto quando ficamos as duas, cada uma na sua cama, a olhar-nos nos olhos. Em recém-nascida as trocas de olhares eram com o pai mas agora já tenho direito também.
Adoro vê-la no banho e fiz questão de a ensinar a chapinhar, mesmo que isso agora signifique ficar com o chão todo molhado. E recuso-me a ralhar com ela (afinal de contas fui eu que a ensinei) pois se não chapinharmos quando somos crianças, quando é que o fazemos?
Eu sei que todos os pais acham os seus bebés os mais bonitos do mundo e eu não serei a excepção que confirma a regra e sim, acho que a minha filha é liiiiinda. É avassalador olhar para ela e pensar que fui e o Jack que a fizemos, tão perfeitinha, tão bonita.
E mais fascinante do que a ver a descobrir o próprio corpo, é a forma como descobre o meu. Como me mexe nas mãos, como me carrega nas bochechas (e nos olhos, coisa que tento evitar), como me mexe nas orelhas (e tenta enfiar o dedo no meu nariz, enfim), como me tenta abrir a boca e fica fascinada com a língua a mexer (só falta tentar enfiar a cabeça, como um domador de leões), como me agarra os dedos dos pés e como me dá palmadinhas nos baços e nas pernas para ver de que material é feito.
E até falaria do maravilhoso cheiro a bebé mas não sei o que isso é. A ausência de olfacto fez-me perder isso (mas, ei, mudo fraldas malcheirosas sem me queixar. Com algumas excepções para as muito, muito, muito mal-cheirosas).
Quase desato à gargalhada quando ela se ri durante o sono ou quando começa a palrar.
Adoro ouvi-la dizer "mamã". Mesmo se quando me quer chamar lhe saia mais facilmente um "Hum!".
Gosto muito de a levar a passear no carrinho. E de ir no carro com ela e de a fazer ouvir Queen, Bruno Mars, Il Divo, e outras tantas, dizendo-lhe quais as que gosto mais, quais as músicas com história, quais as músicas que marcaram momentos da minha vida. Gosto de cantar para ela e foi espectacular perceber que havia 3 músicas que a faziam parar de chorar.
Gosto de a levantar bem alto para a fazer tocar nas folhas das árvores. Gosto quando tenta agarrar a fruta no supermercado. Gosto quando, prestes a fazer uma asneira (ou depois de a fazer....) me diz toda contente "Na-na-na-na-na".
Gosto de lhe passar o dedo no rosto, estudar cada preguinha, beijar cada dedo. A pele dos bebés é tão suave. E encher aquelas bochechas gordas de beijos, mesmo que ela odeie.
Eu queixo-me, sinto-me cansada, mas tenho de admitir que é muito bom tê-la na minha vida. :)

15.11.16

E quando...

....alguém com quem já não falas há anos, com quem trocaste pouco mais que uns cumprimentos e umas conversas curtas de circunstância, te manda uma mensagem pedindo a tua morada dizendo que quer ir visitar-te a tua casa e estar um bocado contigo? Bom, convida-se essa pessoa para um almoço, com dia e hora marcados. Mas com a sensação que isto foi praticamente um "auto-convite", certo?

Desabafo

Um dia conversava com uma prima do Jack sobre como a vida com filhos pode ser cansativa, com as birras, com a preocupação do orçamento familiar, com o choro, com a falta de uma boa noite de sono, e a certa altura ela respondeu-me "Sim, mas quando olhamos para eles, esquecemo-nos de tudo, não é?". Não, não é. Eu gostaria de ser assim, de ser aquele tipo de mãe que olha para a Mini-Tété a chorar baba e ranho porque eu não lhe passo o meu telemóvel para as mãos, ou que olha para o prato de sopa virado no chão num movimento brusco da miúda, ou que olha para ela a cuspir a sopa e a rir-se à gargalhada, ou que olha para ela a desafiar fazendo algo que sabe que não deve, ou que olha para ela e percebe que tem de comprar mais roupa e  mais uma série de coisas, e que esquece tudo porque ela é a minha filha e isso é que importa. Mas não sou. Eu sou o tipo de mãe que tem de contar até 10 para acalmar a vontade de lhe mandar um berro, e que volta a contar novamente até 10 porque os primeiros 10 não resultaram, eu sou o tipo de mãe que pensa "Irra, agora compreendo porque é que há mães que abanam os miúdos até eles se calarem!" sabendo bem que não o posso fazer porque é um risco para a saúde dela (mas irra que me chegavam a doer os ouvidos com o choro dela), eu sou o tipo de mãe que faz contas e mais contas para esticar o dinheiro e que quando olha para ela engole ainda mais em seco com medo que algo de essencial lhe falte, eu sou o tipo de mãe que revira os olhos vezes e vezes sem conta enquanto suspira porque nunca teve paciência para birras por capricho. E há dias ou momentos em que só queria encontrar alguém como eu. Alguém que admita que por muito amor que se tenha por um filho, há finais de dias em que já nem os podemos ver à frente. Em que tanto há dias em que olhamos para eles e sentimos uma paz imensa como há dias em que, muito pelo contrário, pomos tudo em causa, as nossas preocupações aumentam, os nossos limites são testados. Não acredito em mães perfeitas mas acredito que há mães de todos os tipos, sem que isso signifique são melhores ou piores. E há dias ou momentos em que eu queria encontrar uma mãe que em vez de me dizer "Olhas para ela e tudo se esquece, não é?", "Olhas para ela e tudo vale a pena" ou "Ora, os bebés são mesmo assim, já sabias disso" me dissesse "Sim, também eu passo por dias em que me apetece mandá-los para a lua".

E agora vou dar um beijo à minha filha adormecida porque mesmo com dias em que tenho vontade de a mandar para a lua não deixa de ser o melhor do meu mundo.

14.11.16

Uma paranóia e nada mais

Sou da opinião que cada mãe/pai deve ter a sua paranóia em relação aos filhos. Acho até saudável admitir-se que se é paranóico com a alimentação, ou com a qualidade das roupas, ou com o sono, ou com o desenvolvimento, desde que se assuma também que não pode haver mais paranóia nenhuma, sob risco de nos tornarmos naquele tipo de pais que nem vive os filhos tal é a ansiedade que tudo na existência deles lhes provoca. Durante a gravidez assumi a minha paranóia: a segurança automóvel. Sou o tipo de pessoa que nunca gostou de andar de carro sem conhecer bem o condutor (e a sua condução), que não gosta de excessos de velocidade e que acha que cada vez mais as pessoas conduzem pior. Odeio a ideia de ir sossegadinha na minha vida e ter um acidente grave porque alguém bebeu álcool e pegou no carro, porque alguém se lembrou de fazer uma ultrapassagem idiota, porque alguém achou que não valia a pena fazer um stop ou ceder-me a passagem, porque alguém achou que responder àquele sms sobre o vinho para o jantar era uma questão de vida ou de morte. O pior é que pode ser, para mim, que vou ali sossegada e posso morrer à conta de uma outra pessoa que não sabe conduzir em segurança. Podem portanto imaginar que ter uma filha não diminuiu em nada estes meus receios. Por isso desde cedo que assumi que a minha paranóia enquanto mãe seria a segurança automóvel, o que não implica comprar a melhor e a mais cara cadeira-auto do mercado para ela mas assegurar que ainda assim faço uma boa compra e que cumpro com os cuidados necessários para que nada lhe aconteça caso haja um acidente. De nada me vale comprar uma óptima cadeira se depois não prender bem os cintos (ou não prender de todo, como uma vez alguém me sugeriu visto a Mini-Tété estar confortavelmente embrulhada numa mantinha), ou se for com a Mini-Tété ao colo, ou se me distrair a olhar para ela. É a minha paranóia. Claro que depois me preocupo com o que ela veste, com o que ela come, com o sono dela. Tenho até de admitir que por exemplo na alimentação ando muitas vezes ali a pisar o risco da paranóia, um pouco por culpa da Mini-Tété que tem feito reacção a uma série de alimentos, mas obrigo-me a respirar fundo e a pensar "Tens direito a apenas uma paranóia por isso leva esta questão da alimentação de forma mais descontraída!" e acho que isso ajuda muito a sermos o tipo de pais relaxados com muita coisa que somos. 

Cinema!


Este fim-de-semana fomos ver o "Snowden" ao cinema. Apanhámos um frio de rachar e uma chuva miudinha enquanto esperávamos para passar pelo controlo de segurança, o que me fez chegar à sala de cinema de trombas e gelada até aos ossos. Tenho de admitir que o filme não era bem aquilo que eu esperava mas não deixa de ser um filme muito bom e que nos deixa a pensar. Gosto destes filmes que me fazem depois vir a conversar com o Jack sobre eles, a trocar pontos de vista e a pedir opiniões sobre temas. Sei que em Portugal ele já estreou há algumas semanas mas caso ainda o possam ver, fica a minha recomendação.

12.11.16

Dicas 6# - Lista de coisas a comprar para um bebé (1)

Quando estava grávida pesquisei e pesquisei e pesquisei e fiz a minha própria lista de coisas a comprar, pois as listas que encontramos são enormes e parece que temos de assaltar um banco para conseguir pagar tudo e ter tudo pronto para a chegada de um bebé. Na minha opinião, há coisas nas listas que são verdadeiramente supérfluas (e de facto, nunca precisei de algumas coisas e ainda bem que não investi dinheiro) e outras que são até podem vir a ser necessárias mas que mais vale esperar pelo nascimento para avaliar a situação e perceber até que ponto é realmente preciso. Deixo aqui algumas dicas que podem vir a ser úteis a quem está a passar por esta fase.

Fraldas: é tentador fazer stock de fraldas mas há que não esquecer que há números que pouco são usados e que há também o risco de o bebé fazer alergia à marca de fraldas da qual se fez stock. No nosso caso, com a Mini-Tété a pesar 3.6 Kg, nem sequer comprei fraldas de recém-nascido e comprei logo tamanho 1. Deste tamanho ainda usei alguns pacotes, do tamanho 2 pouco usei e passei rapidamente para 3 (mesmo que o peso na altura da Mini-Tété tanto desse para o tamanho 2 como para o tamanho 3, percebeu-se rapidamente que com o tamanho 2 havia mais fugas). 
E de facto, pelo que leio o tamanho 3 é realmente o tamanho usado mais tempo, por isso, caso queiram fazer stock façam deste tamanho. Nós tínhamos decidido usar as Pampers (Dodot em Portugal) até aos 3 meses e nessa altura passar para uma marca branca, mas se estivermos atentos veremos que as fraldas estão muitas vezes em promoção e por isso vou ainda comprando pacotes com desconto de 50% do tamanho a uso e de tamanhos maiores.

Toalhitas: No primeiro ano da Mini-Tété usei basicamente os pacotes que tinha comprado antes (dois ou três) e um outro que comprei entretanto e que ainda está a uso,visto que só as usamos quando saímos. Os componentes das toalhitas ajudam ao aparecimento dos rabinhos assados e por isso mais vale usar compressas ou quadrados de algodão embebidos em água morna para limpar o rabinho dos bebés. Falo disso aqui. Também não temos o hábito de as usar para limpar as mãos e a cara da Mini-Tété pelo que o gasto realmente não é grande.

Produtos para bebé: Aos 7 meses da Mini-Tété tivemos finalmente de voltar a comprar o gel de duche. Não me arrependo nada de ter optado pela compra de um kit de viagem, com receio que houvesse alergias (ler aqui). A marca que temos é a Mustela.

Soro fisiológico: se alguém me tivesse avisado sobre as quantidades de unidoses de soro que eu ia gastar, eu teria feito stock. Nos primeiros tempos usa-se para limpar os olhos, os ouvidos, e usei (e uso ainda) imenso para limpar o nariz.

Banheira e muda-fraldas: o melhor é sem dúvida ter uma banheira elevada de forma a não dar cabo das costas. Aqueles muda-fraldas com banheira incorporada têm geralmente banheiras pequenas e que rapidamente deixam de servir, além de que é necessário após tirar o bebé do banho montar o sistema muda-fraldas para o vestir (o que para quem é desajeitado pode não ser um grande método). Para além disso, quando deixarem de haver fraldas para mudar, fica-se ali com um mono a ocupar espaço e a servir para pouco. Há também quem coloque a banheira em cima da cama, mas acho que é um risco para as costas e só consigo imaginar os lençóis encharcados em água. 
Pessoalmente, aconselho assim o uso de uma banheira com suporte (pés), com um tubinho de evacuação da água do banho para dentro do lavatório, para um poliban, enfim, para poupar as nossas costas ao esvaziar a banheira. 
Para o muda-fraldas, optámos por comprar uma estrutura de madeira no IKEA, com prateiras e onde se colocou um colchão por cima. No futuro, servirá para guardar brinquedos, livros, seja o que for, no quarto da Mini-Tété ou até de móvel de casa-de-banho. E só o fizemos porque não temos nenhuma cómoda que pudesse servir para o mesmo efeito. Há que ter consciência que são coisas que vão ser usadas durante um tempo limitado e que depois ou se dá um uso diferente ou ficarão apenas a ocupar espaço.

Aspirador nasal, termómetros, corta-unhas, tesoura, escova e pente: A Mini-Tété tem um ano e acho que usámos o aspirador nasal uma ou duas vezes e nunca quando era recém-nascida. Há o perigo de magoar um bebé tão pequenino e por isso sempre limpámos o nariz com soro. Comprámos um termómetro digital e tem servido sem problemas. Não nos entendemos a cortar as unhas com a tesoura própria para bebés, por isso as unhas da Mini-Tété têm sido cortadas sempre com o corta-unhas próprio para bebés. A escova é daquelas de pêlo suave e não deixo de me rir quando me lembro de ler opiniões do género "Pente e escova? Para quê? Os bebés nascem carecas!". Pois, a Mini-Tété nasceu com uma bela cabeleira por isso a escova teve uso logo desde o 1° dia. Não comprámos um pente e não sentimos falta.

Biberões: Nós optámos por comprar um conjunto de 6 biberões, com 3 pares de tamanhos diferentes porque eu já sabia que se a amamentação não corresse bem logo desde o início, eu não insistiria. E se corresse os biberões poderiam servir mais tarde para dar água ou até leite caso algum dia fosse necessário. Claro que, como não amamentei, os usei a todos imensas vezes. Aconselho a comprar de um ou dois biberões mesmo para quem vai fazer de tudo para amamentar. Pode vir a ser necessário e já se tem em casa. Nós optámos pelos biberões Avent Natural.

Esterilizador de biberões/máquina tira-leite: Não sinto que seja daquelas coisas que se deva comprar com antecedência pois não sabem do que é que vão precisar. A minha dica é: pesquisem, escolham o modelo que querem, escrevam no sítio seguro e quando for preciso entreguem o papel ao marido e ele vai comprar. Foi assim que fiz com o esterilizador de biberões: quando percebi logo na maternidade que não ia amamentar, disse ao Jack qual era o esterilizador que queria que ele comprasse e ele tratou disso. Mesmo que tivesse percebido quando já estivesse em casa, podia sempre ter usado o velho método de ferver os biberões numa panela de água até o instrumento (muito jeitoso) chegar. Nós optámos por um esterilizador eléctrico porque os de microondas tinham para mim a desvantagem de se estar dependente de outro electrodoméstico, ou seja, se o microondas avariasse, ficávamos sem ele e sem poder usar o esterilizador. Também optámos pela marca Avent.


Agora ficamos por aqui. A lista continuará noutro post. :)






10.11.16

Presentes!

Daqui a pouco estamos no Natal e eu ainda nem vos mostrei algumas das prendinhas giras que recebi nos anos.
Há uns tempos fiz uma lista coisas que gostaria de ter da Mr. Wonderful (que tem tantas coisas giras) e enviei ao Jack para ele ter como reserva quando chegasse a altura de me oferecer prendas. E ele não se fez rogado, deu dicas à família e este ano no meu aniversário recebi:

A capa de telemóvel mais fofa de sempre. Adoro, adoro, adoro. Não ajuda nada à dieta mas quem é que quer agora falar de coisas tristes quando se tem uma capa fofinha como esta?

Um quadro para pendurar na cozinha. Acho-o lindo.


Um organizador para "mães que precisam de pelo menos 30 horas por dia".
Claro que a primeira coisa que disse ao Jack foi "Não tenho tempo para escrever nele!"


Um caderno, uma das minhas paixões.

Estes também podem vir um dia cá para casa que serão muito bem recebidos!
(pode ser necessário parar o Adblock para verem todas as imagens)

9.11.16

E assim me apaixonei por uma peça de roupa

Quando comecei à procura de um casaco novo para a Mini-Tété, apaixonei-me perdidamente por um que vi na Vertbaudet. Eu não sou o tipo de pessoa que perde a cabeça com roupa para a Mini-Tété, que lhe enche o armário com 1001 peças e que nem olha para o preço quando se trata de qualquer coisa para ela. Muito sinceramente, visto o tempo que eles usam certas roupas, mais vale nem gastar muito dinheiro. Mas dizia eu que me perdi de amores por um casaco para ela e por isso podem imaginar os meus saltinhos de felicidade quando vi que estava com desconto. Comprei logo o tamanho "2 anos" (a Vertbaudet é uma marca que veste pequeno, mais vale comprar o tamanho acima do usual) e aguardei ansiosamente que ele chegasse. Quando o vesti a primeira vez à Mini-Tété, o casaco estava-lhe impecável (menos as mangas que tenho sempre de fazer uma dobra). Bolas. A ideia seria o casaco durar até o tempo frio desaparecer, o que aqui significa deixar de usar casaco lá para Maio e obviamente a Mini-Tété não deixaria de crescer até lá e o casaco deixaria de servir rapidamente. Pedi então para que fosse trocado pelo tamanho "3 anos" mas....estava esgotado. Fiquei triste, admito que fiquei, mas pensei que mais valia usar o casaco que tinha comprado enquanto desse pois gosto mesmo muito de a ver com ele. E de vez em quando lá ia espreitando o site com alguma esperança que uma mãe tivesse comprado o mesmo casaco para a sua cria e que este tivesse ficado pequeno, devolvendo-o e ficando este disponível. Ainda pensei comprá-lo na site português da loja mas o preço era mais elevado (paguei menos de 20€ e em Portugal pediam quase 30€) e não queria pagar tanto. Até que um dia, tcharã, apareceu o casaco disponível no tamanho pretendido, ao preço ainda desejado e eu nem hesitei. Agora tenho cá em casa dois casacos iguais de tamanhos diferentes para um só Inverno da Mini-Tété. Não haja dúvida que me perdi de amores por ele e até tenho pena que não haja em versão adulto.

Tudo isto para dizer que já vi que no site da Vertbaudet em Portugal o preço do casaco está mais baixo e como gosto tanto dele, decidi dar a dica. Está esgotado no tamanho 2A e 3A mas para bebés mais pequeninos ainda há disponível. Basta clicarem na fotografia que terem mais informações.

Deixo-vos mais umas ideias. Se clicarem nas imagens, vão parar directamente ao site.

(Pode ser preciso desactivar o Adblock para conseguirem ver as imagens)

6.11.16

Vou processar a Mini-Tété por roubo cerebral

A minha avó diz que demorou 3 anos a recuperar a memória depois de cada parto que teve. Eu sinto que a Mini-Tété não só me roubou a memória (há que ser sincera: nunca foi grande coisa) como também me roubou metade do cérebro no geral.

Eu faço anos dia 2 de Outubro. A 3 deste mês (Novembro) olhei para o calendário e pensei sobressaltada: Então eu fiz anos ontem e não me lembrei?????

Pois....acho que vou precisar de mais do que 3 anos para recuperar a minha metade de cérebro perdida. E sim, ainda tenho o Jack a rebolar-se a rir desde que lhe contei isto. Uma pessoa perde a inteligência e ainda é gozada.

4.11.16

Mais um!

Os meus pais trouxeram-me o último livro da Lesley Pearse, "Confia em mim". É um livro grande, com 751 páginas, e que comecei a ler num domingo. Eu sou o tipo de pessoa que lê relativamente rápido e, embora neste momento, o tempo seja coisa que não abunde tento ir tirando 5 minutos aqui e ali para ler, ou meia-hora ao final do dia para fazer algo que goste como, por exemplo, ler. É uma das minhas paixões e custa-me não ler tanto agora como lia, mas o motivo é bom e tem de ser. No domingo seguinte cheguei ao pé do Jack com o livro na mão, ainda chocada com a história. Perguntei-lhe:
- Alguma vez ouviste falar na migração de orfãos ingleses para a Austrália em pleno século 20?
- Huuum, acho que não.
- Eu também não me lembro de ouvir falar disto, mas ao que parece aconteceu e não foi coisa boa.
- É disso que fala o livro?
- Sim, é uma história baseada em factos reais. No fim, tem uma posfácio escrito por um editor real a relatar este acontecimento. Posso ler-to?
- Espera...como assim, no fim?
- É um posfácio, está no fim. A história é um romance, mas este relato é verdadeiro.
- Mas como assim, no fim? Estás a dizer-me que já acabaste de ler esse tijolo?
- ....

Estou convencida que ele acha que eu saltei umas quantas páginas e que li metade do livro na diagonal. O livro fala então da migração de milhares de crianças inglesas orfãs para a Austrália, com a promessa de uma vida melhor, num país de sol, praias, fruta e cangurus. No entanto o que as esperava eram orfanatos onde as condições eram ainda piores que nos orfanatos ingleses, e onde foram humilhadas, sexualmente abusadas, tornadas escravas, passando fome, frio e calor, sem uma réstia de humanidade, amor ou carinho. Ainda hoje vivem sobreviventes desta época, seres humanos destruídos, incapazes de lidar com o que lhes aconteceu. Por um lado tenho vontade de procurar mais informação sobre esta época da história que me passou completamente ao lado, mas por outro a revolta que senti em certos momentos do livro faz-me perder a vontade de ler ainda mais atrocidades praticadas. Só o facto de saber que aquilo que as personagens viveram aconteceu de facto a milhares de crianças provoca um nó no estômago. Mais um livro fantástico desta autora.


1.11.16

Se a segurança social me vier bater à porta a culpa é dele.

No sábado passei no supermercado para ir comprar o almoço para o Jack e amigos que estavam na Obra a fazer o telhado. Cheguei às 9h da manhã à caixa com pão, queijo, fiambre e....cerveja, bebida que o Jack que me tinha pedido para beberem ao final do dia. Na segunda-feira, voltei a repetir o processo e às 9h da manhã lá estava eu com a Mini-Tété e um carrinho com pão, queijo, fiambre e mais cerveja. Pouco depois o Jack liga-me a dizer que quer oferecer uma prenda a uma pessoa que o está a ajudar e eu volto ao supermercado, estando às 10h da manhã a passar pela caixa com uma garrafa de whisky. Não vos conto o olhar que a menina da caixa me lançou.