E que todos os vossos desejos se concretizem. :)
31.12.15
30.12.15
O meu ponto de vista
A propósito do piropo agora ser crime, não deixa de me espantar ver que as mesmas bloggers que se assumem tristes e chateadas por haver quem baralhe um piropo com uma proposta de teor sexual (esta sim, passa a ser crime) são também aquelas se baralham e que contam que aos 12 anos tiveram de fugir de homens que as perseguiam com propostas indecentes, que lhes mostravam o orgão sexual, acabando por se refugiar em cafés ou a correr até casa. A ver vamos...tudo isto é assédio sexual a menores e atentado ao pudor, o que já era crime, certo?
Carta a 2016
Querido 2016
No fundo, no fundo, eu até sou boa moça e nem peço muito pelo que acho que seria extremamente simpático da tua parte dares-me tudo o que desejo. Vamos então à lista?
1. Quero continuar a ser feliz. Mesmo que haja dias maus e tristes, eu quero continuar a ser feliz.
2. Quero ter saúde para viver mais um ano ao lado do Jack e viver em pleno este primeiro ano da Mini-Tété. E que também eles tenham muita saúde e sejam felizes. São a minha pequena família e eu não os posso perder. Por acréscimo, desejo que os meus pais, irmão, avós, restante família, amigos e família do Jack tenham também saúde.
3. Quero ser mais saudável naquilo que posso controlar. Quero mexer-me mais, comer melhor, perder peso. Gostaria muito que 2016 fosse o ano de mudança neste campo.
4. Quero ir a Portugal apresentar a Mini-Tété à família e aos amigos.
5. Quero ter mais paciência. E melhorar o francês.
6. Quero que as obras ao celeiro recomecem e a todo o gás para que tenhamos a nossa casinha brevemente.
7. Quero aproveitar cada minuto da Mini-Tété.
8. Quero organizar o meu tempo (coisa que neste momento acho impossível. Mães com experiência: esta coisa de não ter horas para nada melhora?) de forma a ter tempo para mim, para a Mini-Tété, para o Jack, para a família, para os amigos, para a casa, para o blog.
9. Quero continuar com o blog (porque nem sabem como me incomoda tê-lo tanto ao abandono. Mas vão espreitando o facebook do blogue porque às vezes não escrevo aqui mas escrevo lá; e também lá vou pondo fotos).
10. Quero ir a Portugal e comer crepes chineses. E o bolo chiffon do meu avô. E os ovos Kinder que a minha avó me oferece sempre. E os pratos de salmão que o meu pai faz. E pizza com os amigos. E o peru que a minha mãe faz. E já estou a ver o ponto 3 a ir-se ao fundo.
11. Quero poupar dinheiro. Já que não o ganho ao menos vou ajudando o Jack nas poupanças.
12. Quero ser uma boa mãe.
Não como as 12 passas mas faço os meus 12 desejos. :)
29.12.15
Ahah
Gosto desta foto. Em plena sessão de fotos a ver se apanhávamos uma da Mini-Tété a sorrir, a pequena decide começar a babar-se toda. Tirar fotografias a bebés é assim e fica o registo para a posterioridade...:D
A minha prenda para ele
Quando começámos a viver juntos neste apartamento, adiámos o dia em que começaríamos a furar as paredes para pendurar quadros e molduras. Entretanto com a possível ideia de o vender em mente, decidimos mesmo que não valia a pena estragar as paredes branquinhas e por isso tenho optado por ter uma ou outra moldura pousada algures com fotografias nossas. Como o espaço não é muito, as molduras são também em número reduzido e estavam a fazer falta cá em casa mais algumas fotografias, principalmente agora que temos a Mini-Tété nas nossas vidas. Assim, decidi aproveitar o frigorífico, encomendei 12 ímans com fotografias nossas e da Mini-Tété e foi a minha prenda para o Jack. E é tão bom entrar agora na cozinha e ver todas estas recordações. :)
28.12.15
Revisão ao ano de 2015
O ano passado publiquei aqui os meus desejos para 2015 e chegou agora de os rever:
- Ser feliz. Felizmente sou daquelas pessoas que podem dar-se ao luxo de dizer que são felizes. Quero continuar assim mais um ano.
☺ E fui verdadeiramente feliz. Passei basicamente os primeiros nove meses no ano grávida e os últimos 2 meses e meio com a minha Mini-Tété. Gostei sem dúvida muito deste ano.
- Ter saúde. Já apanhei um grande susto na vida e percebi nessa altura que desde que tenhamos saúde, o resto pouco importa.
☺ Felizmente tive uma gravidez santa, sem problemas de saúde e a Mini-Tété nasceu bem e saudável também. Mais um desejo cumprido.
- Arranjar um emprego. Ou aumentar o número de explicandos. Qualquer coisa que me faça sentir útil e ter dinheiro para as minhas coisas.
☻ Bom, este não foi cumprido visto que com a gravidez a ideia de arranjar trabalho se complicou um bocadinho. Poderia ter tentado arranjar mais explicandos mas optei por não me comprometer com receio de ter de os abandonar caso algo se complicasse durante a gravidez.
- Perder o medo e avançar com a ideia de um filho. E este medo é grande, tão grande.
☺☺☺ Ahahah, desejo mais do que cumprido! :D
- Assinar o raio dos papéis para que o nosso projecto de casa seja finalmente nosso e possamos começar as obras.
☺ Desejo igualmente cumprido. Somos os felizes proprietários de um celeiro que um dia será a nossa casa.
- O Jack continue a ter emprego. Por ele e por nós, porque já basta uma desempregada cá em casa e temos dívidas para pagar.
☺ Felizmente, mesmo com a França no estado em que está, com empresas a fechar todos os dias, com cada vez menos trabalho, o Jack conseguiu manter o seu emprego. Só espero que assim continue.
- A minha família se mantenha tal como está. E isso implica que os avós parem de pregar sustos e cumpram a promessa de se manterem por cá durante mais uns valentes anos.
☻Infelizmente e a poucos dias do Natal a minha avó de porcelana partiu-se. E eu já morro de saudades.
- Perder peso porque estou a ficar cada vez mais uma bolinha e estou a achar cada vez menos piada a isto.
☺☻ Objectivo difícil de cumprir visto que passei a maior parte de 2015 grávida e em formato "bola com pernas"! Mas estou 3 quilos mais magra do que estava quando engravidei em Janeiro por isso posso considerar que o objectivo até foi cumprido. :P
- Melhorar o meu francês nem que seja à pancada. Ou a falar francês com o Jack, o que é capaz de ser menos doloroso.
☻ Baaaaaah....sou péssima a línguas e este ano não sinto que tenha aprendido grande coisa (por outro lado tratei de muita coisa relacionada com a gravidez sozinha, fui a consultas sozinha, a análises sozinha...e desenrasquei-me, por isso se calhar até melhorei alguma coisa).
- Manter os amigos. Não vejo maneira de fazer novos amigos por aqui por isso que mantenha pelo menos aqueles que tenho porque mesmo estando longe são muito bons.
☺ Acho que consegui, mesmo tendo tido de puxar as orelhas a alguns. Não é fácil manter uma amizade à distância, nem pela minha parte nem pela deles. Têm as suas vidas, o seu dia-a-dia, as suas famílias e amigos e eu compreendo bem que no pouco tempo que há, a amiga que está em França não seja uma prioridade. Também tenho pouco tempo (e agora ainda menos) mas não os quero perder e acho que às vezes vale a pena os dois lados da amizade fazerem o esforço para que esta não se perca.
- Conseguir manter a casa arrumada diariamente. Infelizmente não sou aquele tipo de pessoa que pode receber visitas de surpresa. Estou convencida que todas as noites, algum duende faz explodir uma bomba na sala e solta um tornado na cozinha. O quarto costuma estar arrumado mas é capaz de ser esquisito levar para lá as visitas.
☻ Eeeeeerrrrrr....nem vos digo como é que está a sala neste momento.
- Cozinhar de forma mais diversificada e com melhor sabor. Por mim que já estou farta de cozinhar sempre a mesma coisa e pelo Jack que coitado já deve estar a pensar devolver-me aos meus pais e arranjar outra que saiba cozinhar.
☻ Se calhar seria mais fácil admitir que não sirvo para a cozinha e pronto. Mais um ano a comer muito do mesmo (mas o Jack não me devolveu aos meus pais).
27.12.15
O primeiro Natal da Mini-Tété
Uma pessoa pensa que o primeiro Natal da bebé vai ser especial mesmo que ela seja ainda tão pequenina que tudo lhe passe ao lado. Pensa que ela vai passar a consoada ao colo da família, como geralmente gosta de estar, muito acordada e atenta a tudo. Errado. A Mini-Tété decidiu iniciar um choro bem forte mal foram servidas as entradas. Fome? Sono? Os dois. Demasiado cansada para comer e com demasiada fome para adormecer, o que me levou a mim e ao Jack a passar o jantar de Natal enfiados num quarto com ela, alternando uns golos de biberão com uns minutos de sono, até finalmente ter o estômago cheio o suficiente para adormecer ferrada. Começámos assim a comer quando já toda a gente estava a terminar (ah, as maravilhas de ter um bebé). Na manhã de Natal, acordámos com o choro da cria, demos-lhe um biberão que bebeu sem problemas e vai de o deitar todo fora num verdadeiro jacto que atingiu mesa, cadeiras, chão, a nós, enfim tudo o que a rodeava num raio de 2 metros. Espero neste momento que ela não faça disto uma tradição de Natal.
24.12.15
22.12.15
Ou isso ou então ele tem um qualquer truque mágico e não está a partilhar comigo.
Deixo a nossa filha três dias com o Jack enquanto dou um salto a Portugal, esperando que ao regressar ele ma passe para os braços com um ar de "Não posso mais! Estou exausto!" pois sei como era andava resmungona na última semana. Já no carro com eles, pergunto-lhe como se passaram estes dias. Pelos vistos foram óptimos, ela dormiu a maior parte do tempo, não fez fitas para beber o biberão, não teve crises de choro, não deu trabalho nenhum, enfim, o paraíso. Hoje voltei a ficar com ela e ao fim de umas horas com uma Mini-Tété chorona, acordada, a lutar contra o sono e contra o biberão, mandei-lhe uma mensagem a contar o que se estava a passar. Resposta dele: "Tu não andarás a meter-lhe café no biberão?".
Não, não ando. Resta-me concluir que aos 2 meses de idade, a Mini-Tété já é claramente uma menina do papá e que eu estou lixada.
19.12.15
Há viagens que não queremos fazer
A minha avó de porcelana partiu e hoje, no dia do seu aniversário (coincidências macabras da vida), vou a caminho de Portugal para dar um abracinho a quem precisa. E receber alguns que também preciso.
18.12.15
♥♥♥
E pronto, faz hoje 11 anos que se deu o reencontro. Ele a chegar atrasado (mas quem é que chega atrasado a um primeiro encontro?? Eu devia ter percebido que a partir daí ia sempre chegar atrasada a todo o lado na companhia dele), eu a reconhecê-lo mal o vi, ele capaz de passar por mim sem me reconhecer visto eu estar tão diferente da miúda que ele se lembrava (mas ainda hoje diz que teria virado a cabeça se se cruzasse comigo na rua por me achar gira. Graxista! :D ).
Três horas de conversa sobre o passado e o presente, de mãos dadas ao fim de meia-hora e um beijo na despedida para iniciar um bom futuro, como se o namoro interrompido de crianças continuasse ali, naquele preciso momento. E não, nenhum de nós tem propriamente feitio para andar assim a beijar alguém que não vê há mais de 8 anos. Mas há sempre excepções e nós somos a excepção um do outro. :)
17.12.15
Vamos falar do pior?
Já todos sabemos que a Mini-Tété é a bebé mais bonita do mundo, a bebé mais fofa do mundo, a bebé mais querida do mundo, que eu estou apaixonada por ela e que só me apetece abraçá-la 24 horas por dia. Isto de ser mãe é uma coisa muito boa, muita engraçada e...vamos agora falar da parte menos gira? Vamos então:
1. Gostei da Mini-Tété desde o momento em que a vi. Passei os primeiros dias a olhar para ela e a pensar como é que tinha sido capaz de gerar algo tão perfeito. Ainda hoje exclamo surpreendida para o Jack "Ela é mesmo linda!" como se fosse impossível algo que me saiu das entranhas ser assim tão belo. Mas não senti aquele amor de quem é atingido por um camião. E mesmo agora ao fim de 2 meses sinto o coração apertadinho só de pensar que algo lhe pode acontecer, tenho medo de a perder, mas sei que tenho capacidade de a amar ainda muito mais do que amo agora. E isso não me incomoda a maior parte do tempo. Amo mais o Jack agora do que quando começámos a namorar e sei que à medida que for conhecendo a Mini-Tété e ela me for conhecendo, este amor que sinto vai aumentando. Mas admito que há momentos em que o cansaço trai esta mente racional e me faz sentir péssima por não me sentir completamente açambarcada por este ser tão pequenino (e é horrível sentirmo-nos péssimas mães mesmo que seja só durante uns segundos).
2. As hormonas são lixadas. Estava preparada para ser atingida por elas e por isso ri-me de muitas das situações em que dava por mim a chorar por coisas estúpidas (como à saída do hospital, em que eu entre lágrimas e gargalhadas dizia "Buááá, eu entrei aqui com ela dentro de mim e agora ela está cá fooooora, buáááá!!"). Mas vi-me obrigada a tomar decisões que sempre achei que tomaria de forma calma e racional e na realidade o que aconteceu foram noites de choro a sentir-me a pior mãe do mundo.
3. A Mini-Tété não é uma bebé que chore durante horas, capaz de levar qualquer adulto à loucura. Mas troca-me os sonos e impede-me de dormir como deve ser. E naqueles noites em que eu acho que ela finalmente adormeceu, me deito e ela chora passado cinco minutos depois eu ter adormecido, custa-me horrores ser acordada. Prefiro sempre que ela chore antes de eu cair no sono. E nessas alturas, principalmente nas vezes em que não consigo perceber porque chora em altos berros e demoro a acalmá-la, dou por mim a pensar que uma pequena parte de mim compreende aquelas mães que em desespero abanam os bebés numa tentativa estúpida de os calar, principalmente se forem daqueles que choram mesmo muito. É cansativo não dormir decentemente durante várias noites e ter um bebé aos gritos sem que nada o acalme. Chegam a doer-me os ouvidos devido ao nível de choro (tanto que andei aí uns dias convencida que estava com uma otite até ter reparado que a pousava sempre no mesmo ombro quando ela chorava e por isso aquele ouvido era o que sofria mais). Lembro-me de uma noite ter ido ao quarto, acordado o Jack, lhe ter dado a bebé e ter regressado à sala para respirar fundo, para descansar 2 minutos daqueles gritos e...ter desatado num pranto. Cinco minutos depois regressei ao quarto para pegar novamente na Mini-Tété (que continuava aos berros), já a sentir-me mais capaz de fazer alguma coisa por ela.
4. Se me perguntarem o que está a ser pior nestes dois meses de Mini-Tété, a resposta é simples: a privação de sono. Considero-me uma pessoa extremamente racional mas não dormir tira-me grande parte dessa capacidade. Tudo o resto é fácil, tudo o resto se faz sem grandes problemas, mas após vários dias de poucas horas de sono, tudo se torna muito complicado.
5. Outra coisa que me está a custar a habituar é deixar de fazer as coisas quando eu, a adulta capaz de decidir a sua própria vida, quero. Não interessa se quero deitar-me às 23h, não interessa se agora me apetece comer umas torradas, não interessa se estava a pensar ir agora tomar um banho, porque no preciso momento em que eu começo a fazer aquilo que planeei, ela chora e obriga-me a adiar. E isso custa-me. :)
6. Sou uma pessoa organizada e ter um bebé não combina com isso. Não interessa se planeio passar a manhã a arrumar coisas, depois tomo um banho, almoço e vamos ao supermercado pois o mais certo é ela passar a manhã a chorar, a tarde acordada e eu chego ao fim do dia com tudo desarrumado, banho por tomar e a despensa vazia. Os meus dias passam agora por ter de tomar constantemente opções como "Vou tomar banho ou tomo o pequeno-almoço?", "Respondo aos e-mails ou vou passar a ferro?", "Escrevo um post ou vou dormir um bocadinho?" porque não dá para tudo (e há dias em que não dá para praticamente nada). Não gosto desta sensação de chegar ao fim do dia e sentir que...não fiz nada de útil.
7. Opiniões. Muito gostam as pessoas de dar opiniões. E acreditem que a maior parte das vezes entra a 100 e sai a 1000 e nem sequer me dou ao trabalho de me sentir incomodada um segundo que seja, mas o problema é que quando notoriamente ignoramos os conselhos (e o Jack diz que se nota bem quando é que eu desligo e deixo de ouvir a pessoa), as pessoas têm tendência para repetir as coisas várias vezes até finalmente conseguirem começar a incomodar uma recém-mamã que não está minimamente interessada em ouvir certas coisas (como dizerem que a bébé de 15 dias está a ganhar manha para ficar sempre ao colo...).
Adoro a Mini-Tété, por mim colocava-a numa redoma de vidro e protegia-a de todos os males do mundo, mas dou muitas vezes por mim a pensar que não estava preparada para sentir este cansaço, para esta falta de sono, para esta falta de tempo, para estas opiniões. Também já dei por mim com receio de não ser uma boa mãe por não me sentir abençoada e apaixonada 100% do tempo, por me sentir cansada, por ter saudades da minha vida antes do nascimento da Mini-Tété. Não gosto de me queixar até porque sinto que sou uma privilegiada com a bebé que tenho (mesmo se hoje só adormeceu a sério às 15h da tarde depois de uma directa...), mas acho que por vezes faz falta este tipo de relato com o lado menos cor-de-rosa da maternidade (e eu gosto de ler quando outras o escrevem porque assim sei que tudo o sinto é normal). :)
Dois meses
Mini-Tété já fez dois meses e olhando para ela custa-me pensar que ela só tem dois meses. Está uma matulona e com um mês e meio tinha o peso e a altura que eu tinha aos 3 meses de idade. Continua a ser uma bebé muito fácil (digo eu a escrever isto às 11h da manhã depois de finalmente a miúda ter decidido adormecer após uma noite em claro. Adormecer como quem diz...Está a dormitar...) e que fora os sonos completamente trocados até se porta muito bem. Faz uns sorrisos maravilhosos para mim, para o Jack e para o coelho da espreguiçadeira. Estou até convencida que neste momento o coelho lhe arranca mais sorrisos que qualquer um de nós. Depois vem o Jack que ao chegar a casa recebe sempre grandes sorrisos mesmo que a marota esteja a beber leite e quase se engasgue. Por fim, recebo eu uns quantos sorrisos, geralmente ali por volta das 4h/5h da manhã, altura em que lhe tento explicar que devia estar a dormir e não a fazer-me derreter e babar. E quanto mais lhe explico isto, mais ela sorri. Já passaram dois meses (a voar!) e eu gosto cada vez mais dela.
14.12.15
11.12.15
O cão, o Óscar e uma bebé :)
O Jack é fã da saga Star Wars e penso que se eu não tivesse esperado uns anos para lhe dizer que nunca tinha visto os filmes, o namoro não tinha ido em frente. Assim, esperei para ter a certeza que já o tinha bem preso antes de soltar a bomba. E depois continuei a soltar coisas como "não, também nunca vi o Matrix" e outras do género. Felizmente, casou comigo na mesma mas não sei se no altar não teve vontade de dizer ao padre "Pois, não sei se aceito, Sr. Padre. Ela nunca viu os filmes, acredita??". Não contente por lhe provocar tamanho choque, entretenho-me a recusar-me chamar as personagens pelo nome (sim, porque eu nunca vi os filmes mas até vou conhecendo algumas), desesperando-o com os nomes fofinhos com que os apelidei.
Ora, temos então, por exemplo, o Cão Grande (Chewbacca). Quando começo o Jack a ver arrancar cabelos ao mesmo tempo que se indigna e diz "Não é um cão!", passo a chamar-lhe o Monstro Peludo e Castanho (cantarolando, numa clara alusão à música "Peludos e Azuis" da Rua Sésamo).
Depois temos a Máquina de Lavar Roupa (R2D2).
E o Douradinho (C-3PO). Ou o Óscar (por causa das estatuetas)
O Mestre Ioga (Yoda). Ou Monstro Verde com Orelhas Grandes.
E podia assim continuar. Mas depois sou uma fofinha e arranjo pijamas destes para a Mini-Tété. :)
10.12.15
Mas como é que o tempo passou tão depressa???
Ontem à noite pus-me a fazer contas (a Mini-Tété torna-me as noites muito longas; até já coloquei novos jogos no telemóvel) e percebi que faz agora 20 anos que o Jack entrou na minha turma, acabadinho de chegar de França. Meus Deus, conheci-o à 20 anos?
E conheci a minha madrinha de casamento há 27 anos.
Bem diz o Jack que eu não posso fazer estas contas. Fazem-me sentir velha.
Ele ♥
Faz hoje 11 anos que o Jack ligou para casa dos meus pais e teve a sorte de me apanhar e combinar um encontro. Olhando agora para trás, não deixo de pensar que foi preciso uma grande lata para ligar para casa de uma rapariga que já não vê nem fala há 8 anos para a convidar para sair. Eu podia ter namorado! Eu podia nem sequer lembrar-me dele! Eu podia ter achado que ele era parvo por ter uma atitude destas! Eu podia já nem viver ali! Mas na minha inocência achei que ele andava a contactar os antigos amigos de escola para marcar um jantar de turma e comecei a desbobinar as pessoas com quem ainda tinha contacto, até ter recebido como resposta um "Se fores a única a aparecer para jantar, por mim tudo bem...". É engraçado porque o Jack não tem naturalmente esta lata toda, não é engatatão, mas comigo decidiu tentar a sua sorte. E quão especial pode ser um rapaz que, numa época em que os telemóveis nem existiam, decidiu guardar durante 8 anos (e com mudanças de país pelo meio) o número de casa da menina com quem tinha namorado um mês quando era criança?
9.12.15
8.12.15
E o peso, Tété??
Não sei se se lembram mas a minha médica tinha-me posto um limite de ganho de peso de cinco quilos. Na altura achei que ela era maluca, onde é que já se viu só engordar cinco quilos na gravidez, está tudo parvo, isso é lá possível! É que eu sou uma mulher de muito sustento e é só querer que ganho cinco quilos num mês sem ter de me esforçar muito, quanto mais numa gravidez com um bebé a crescer dentro de mim. No primeiro trimestre, devido à falta de apetite, perdi peso que recuperei durante o segundo trimestre. Ainda achei que, assim sendo, a coisa talvez até estivesse controlada pois estava a deixar os cinco quilos a ganhar para o terceiro trimestre. Pois, o problema é que no terceiro trimestre a coisa começou a descambar e atingi os cinco quilos a mais num ápice. Juro que pensei "Bolas, vou acabar com vinte quilos a mais e tudo ganho no último trimestre!". Ainda por cima a Mini-Tété estava com vontade de ficar na barriga da mãe e eu, a cada semana que passava, até subia para cima da balança com medo. Bom, mas podia ter sido pior e a verdade é que engordei 6-7 quilos, sendo que estes quilos extra aos cinco permitidos se deveram muito à retenção de líquidos que fiz (os meus pés e pernas pareciam os da Fiona...). Assim, ainda não tinha passado uma semana do parto e eu já estava com o meu peso de origem. Semana e meia depois do parto tinha menos 4.5 kg do que pesava quando engravidei, devido aos sonos trocados, ao cansaço de ter um bebé em casa, à mudança de rotinas. Duas semanas depois da Mini-Tété ter nascido, ainda com as rotinas alteradas, com a organização de visitas para a família conhecer a bebé e já sem a minha mãe por cá para ajudar a fazer umas refeições decentes, sobrevivemos praticamente a pizza e McDonald's. Claro que assim não há perda de peso que aguente e a balança começou novamente a subir. Neste momento mantenho-me com cerca de 3 quilos abaixo do peso com que engravidei e, não sendo de todo o peso indicado para mim, não posso dizer que não me sinto satisfeita por o peso não ter mesmo descambado durante a gravidez.
7.12.15
:)
Desculpem a ausência mas realmente não é fácil encontrar tempo para vir aqui. A Mini-Tété é uma bebé bem disposta, que está enorme para o seu mês e meio de vida, e que acha que é giríssimo adormecer depois das 6h00 da manhã para ainda ver o pai a sair de casa para o trabalho. Que me derrete toda com os seus sorrisos enormes às quatro da manhã, mesmo que eu lhe tente explicar que de dia é que ela deve sorrir e que àquela hora já devia estar a dormir. Dorme muitas horas seguidas (e eu aproveito para dormir também) e vai fazendo sestas, que eu aproveito para fazer pequenas coisas numa lista de milhares que devia fazer. Derrete toda a gente com os seus sorrisos e quase que há lutas na família para ver quem lhe pega primeiro. Sempre que a deixamos com alguém, recebemos mensagens e fotografias dela ao colo e avisamos que, por muito que não queiram, terão mesmo de a devolver. É óptimo ser a mamã da Mini-Tété, mesmo que agora só adormeça depois do nascer do sol, que já nem durma ao mesmo tempo que o Jack e que nunca haja tempo para nada. :)
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