29.3.17

Apostas

Há 2 meses, começámos a fazer apostas sobre a idade com que a Mini-Tété começará a andar, livremente e sem apoios ou medos. O Jack, confiante, aposta nos 18 meses. O meu pai, cauteloso, aposta nos 20 meses. A minha mãe não sabe bem se aposta também nos 18 ou nos 20. Eu, uma descrente, digo aos 22 meses (e só não digo 2 anos porque ainda tenho uma ponta de fé na minha filha). E por aí? Palpites? :)

Porque continuo a dormir profundamente?

Já aqui disse várias vezes que depois da Mini-Tété nascer não passei a dormir pior. Quer dizer, tive de adaptar o meu ritmo de sono ao dela mas não fiquei com o sono mais leve nem acordo com qualquer barulhinho que ela faça ou em pânico para ver se ela respira. Já andava a matutar numa provável razão para isso mas em conversa com uma amiga grávida sobre quando passar os bebés para o seu próprio quarto, cheguei à conclusão definitiva: o facto de a Mini-Tété ainda dormir no nosso quarto ajuda e muito a que eu seja assim.

Nunca planeámos conscientemente ter a Mini-Tété a dormir no nosso quarto com quase 1 ano e meio de vida, muito pelo contrário, mas uma reviravolta nos planos iniciais levou-nos mais tarde a adiar a ideia de a mudar de quarto. Quando ela nasceu, não lhe fizemos um quarto pois a ideia seria mudar de casa após o nascimento por isso não valia a pena. Além do mais, pelo menos os primeiros seis meses seriam passados no nosso quarto devido ao risco de morte súbita (não é que possamos fazer grande coisa, não é isso, mas é uma das medidas que se acredita reduzir este risco tal como o uso de chupeta, por exemplo. Penso que tem qualquer coisa a ver com a respiração dos pais.). Tenho a ideia pessoal que os pais que preparam os quartinhos dos bebés durante a gravidez têm mais pressa em colocar lá os bebés a dormir. No nosso caso, este factor não existiu porque não havia quarto pronto. Tê-la ali a dormir ao meu lado durante os primeiros 6 meses de vida permitiu-me dormir profundamente pois se ela começasse a chorar, não haveria maneira de eu não ouvir no mesmo segundo pelo que eu não precisava de "ficar alerta".

As obras atrasaram imeeeenso e de repente a pequena tinha 6 meses e tivemos de ponderar se fazíamos o quarto e se a mudávamos ou não. A Mini-Tété dormia já noites completas sem acordar para comer desde que tinha 1 mês de vida (eu sei, eu sei, um anjinho, coisa mais fofa da sua mãe) pelo que não custaria nada tê-la a dormir noutro quarto pois provavelmente ela nem daria pela diferença. Mas eis que aos 6 meses, deu-lhe para perder constantemente a chupeta durante a noite e não a encontrar. Com a cama de grades logo ali ao lado e ao nível do meu colchão, bastava esticar o braço, dar a chupeta antes que ela acordasse completamente (e eu também) e a noite continuava sossegada. Nem pensar em mudar de quarto enquanto esta situação se mantivesse pois nem pensar em andar toda a noite entre quartos por causa de uma chupeta. Mais uma vez, com ela logo ali ao pé, eu podia dormir profundamente pois quando ela se começava a queixar da falta de chupeta, eu ouvia logo e em segundos a situação ficava resolvida, por isso o "modo alerta" não precisava de estar ligado.

Quando a fase da chupeta caída passou, voltámos a ponderar e a adiar. E ainda bem. Com o tempo, novas fases vieram e foram, e em todas ela dei por mim a pensar que ainda que ela ainda dormia ali ao nosso lado pois poupava-me a andar a deambular pela casa durante a noite até ela.

Isto também permitiu que nunca cedêssemos à tentação de a pôr a dormir na nossa cama. Com ela logo ali ao lado não sentimos essa necessidade, nem ela porque mesmo em bebé bastava eu esticar uma mão para lhe fazer uma festa para se sentir logo mais acompanhada. Adormecê-la também sempre foi fácil e confortável: ela na cama dela, nós na nossa. Tão confortável que o Jack adormece sempre antes dela.

Ah, então defendes com unhas e dentes que as crianças devem ficar no quarto dos pais tanto tempo? Não de todo, até porque também tem os seus inconvenientes. Nas fases em que ela está com o sono mais leve e acorda com qualquer coisa, a ideia do quarto partilhado é péssima. Sobretudo se um membro do casal tem de pôr o despertador para as quatro ou cinco da manhã. Também não deixa de interferir no à-vontade dos pais enquanto casal pois a privacidade é menor. Mas a verdade é que mesmo com estes inconvenientes, as vantagens de a ter ali tem sido muitas mais. E uma delas é a profundidade do meu sono (o do Jack, então, mantém-se igual. No outro dia acordei-o com uma valente cotovelada nas costelas e ele nem se apercebeu do que o acordou). E acho que no geral o sono da Mini-Tété também tem saído a ganhar.

No fundo, o que defendo é que cada casal encontre a altura que mais jeito lhe dá para mudar o bebé de quarto, e não a altura que as 1001 vozes em seu redor farão questão de dizer ser a melhor. A melhor é aquela que deixa os pais e o bebé confortáveis. E não me venham com aquelas teorias de "ah, mas uma criança tanto tempo no quarto dos pais vai ficar dependente deles para o resto da vida, vai ser um mariquinhas cheio de medos, um tótó, nunca vai saber desenrascar-se sozinho" porque enfio essas no mesmo saco onde enfio as brilhantes teorias de "não se deve dar colo a um recém-nascido para não ficar mal-habituado" ou "Colo a mais torna-os muito apegados à mãe" (deveriam ser apegados a quem? Ao padeiro?). No tempo das cavernas e das cabanas, mães e filhos dormiam todos juntos, não havia cá bebés despachados para a sua própria gruta aos 6 meses de idade. Por isso, não sinto mesmo que haja um altura assim tão certa quanto dizem muitas vozes. Por enquanto, resulta assim para nós. E o meu sono agradece.


28.3.17

Confiar no instinto?

No último mês, tenho andado num limbo por a Mini-Tété estar prestes a fazer 18 meses e nada de andar sozinha (ou agarrada aos móveis, ou sequer ficar de pé sem estar com a barriga a apoiar numa mesa ou sofá). Por um lado o meu coração de mãe, o meu instinto, diz-me que está tudo bem com ela, que cresceu a concentrar-se noutras coisas, que encontrou a sua própria forma de se deslocar rapidamente pelo que não tem qualquer interesse em andar de pé e mais lentamente, que mesmo estando a fazer tudo o que tem a ver com a locomoção mais tarde que o habitual é possível ver uma evolução e que isso é um descanso. Por outro lado, tenho medo de ser uma daquelas mães que não quer ver que existe um problema, que à força de querer acreditar que tudo é normal se recusa a encarar a realidade e a ajudar a própria filha. Depois penso que talvez a devesse ter estimulado mais cedo e com maior frequência, mas aqui entre nós como é que se estimula uma criança que até aos 16 meses se recusa terminantemente a pôr-se de pé, sentando-se ou que, sentindo-se agarrada pelo corpo, encolhe as pernas como se o chão lhe queimasse o pés? Mas e agora, serei eu suficiente para a estimular? Estarei a fazer um bom trabalho ou seria melhor optar pela fisioterapia? E depois tenho o coração que me grita que está tudo bem com ela e que se iniciar esta cruzada de ir à procura de respostas posso encontrar um médico alarmista que nos obrigue a fazer uma série de exames e sessões de fisioterapia absolutamente desnecessários porque é só preciso dar tempo ao tempo, e eu não quero sujeitá-la a este tipo de coisa se a única coisa que ela precisa é de paciência. E assim, dou por mim, todos os dias a estimulá-la, atenta para que ela não ganhe aversão a estar de pé, atenta a se mostra qualquer sinal de dor, a dar-lhe tempo, a permitir fazer as coisas ao ritmo dela, confiando no meu instinto 90% das vezes e hesitando nos outros 10%.

E depois há dias como o de hoje, em que após fazermos as compras, a tiro do carrinho do supermercado e ela me diz "chão!" não querendo entrar no carro. Explico-lhe que não se pode sentar no chão, que está sujo, que terá de ficar de pé. Vejo-a hesitar e insistir depois "chão!". E assim esqueço-me das horas, esqueço-me das compras que deveriam ser arrumadas no frigorífico e no congelador, esqueço-me que são horas de jantar, e fico ali com, num parque de estacionamento quase deserto a vê-la ganhar coragem e equilíbrio, segura pelas duas mãos, depois só por uma, a arriscar dar uns passinhos agarrada às minhas mãos, a apontar para as árvores e para os pássaros. Devagar isto vai lá, ela só precisa de tempo, é o que diz o meu coração.







24.3.17

Pânico

Há dois dias, estava eu a adormecer a Mini-Tété quando oiço o Jack a entrar em casa. Ouvia-o a mexer em coisas na sala, a arrastar uma cadeira, e antes que ele se lembrasse de entrar pelo quarto adentro para ver se estávamos a dormir, despertando assim a Mini-Tété quase adormecida, enviei-lhe uma mensagem: 
"Estou a adormecer a Mini-Tété."
"Ok, eu daqui a pouco vou para casa."
"Como assim: vens para casa?? Não estás na sala??"
"Não, estou no escritório."

Gelei de medo. Eu continuava a ouvir barulhos, alguém estava na sala de certeza. Enviei nova mensagem:
"Está alguém casa, Jack! Chama a polícia! Não estou a brincar!"
"Tens a certeza?? Não será um vizinho??"
" Não, rápido, chama a polícia!"

Por baixo da porta fechada do quarto, vi uma sombra a passar. Estava realmente alguém em casa. Levantei-me devagar a pensar se conseguiria arrastar rapidamente o armário da Mini-Tété para trás da porta de forma a que ninguém entrasse. Depois abriria a janela e gritaria por socorro. Estava em pânico. Mas antes de pôr o meu plano em prática, a maçaneta da porta do quarto rodou.

E eu acordei. 
Pesadelos estúpidos.



21.3.17

Vou começar a esconder as chaves do carro, não vá a pequena enquanto dorme aprender a conduzir.

Ontem comentei com os meus pais que uma da capacidades que a Mini-Tété deveria adquirir até aos 18 meses é conseguir beber sozinha por um copo mas que estava convencida, que da mesma forma que há muitas coisas que ela faz antes, esta seria uma daquelas que fará mais tarde pois não tendo ela sede, pouco lhe interessa o copo e como tal não há maneira de lhe ensinar isso. Estava portanto a apontar para que ela desenvolvesse esta capacidade por altura do Verão. Hoje, enquanto tomava o pequeno-almoço com ela ao colo, pousei a minha caneca com iogurte líquido na mesa. No segundo a seguir, a Mini-Tété deitou-lhe as duas mãos, levou aos lábios, deu um gole e pousou a caneca. Afinal já aprendeu.*

*Ou então vai ser como a mãe dela e mal alguém lhe diga que ela não é capaz, ela vai querer mostrar que sim, que é, ora essa.

20.3.17

A teoria é bonita, mas na prática...

É verdade que a ideia, perante actos de terrorismo, é não nos deixarmos vencer pelo medo, continuar a ter a nossa vida normal, não lhes darmos aquilo que eles querem, mas já aqui o referi uma vez: podemos continuar a viver, mas vivemos com muito menos paz de espírito
Exemplo disso é o facto de na quarta-feira ser a estreia do filme "A Bela e o Monstro" e de recentemente termos conversado sobre a hipótese de deixarmos a Mini-Tété com os meus sogros durante umas horas e irmos ver o filme. A ideia agrada-me, gostava de ir ver e se tudo correr bem vamos mesmo, mas...disse ao Jack que não quero ir no dia da estreia nem nos dias logo a seguir (imaginando que ainda haveria bilhetes). O cinema ao qual vamos é na Disney, já temos de passar por toda uma série de medidas de segurança que me chateiam e relembram o mundo em que vivemos, e acho que se alguém ou um grupo quisesse fazer uma estupidez e atacar, a ideia da estreia de um filme tão badalado num recinto tão ligado ao filme e à magia como é a Disney pode ser extremamente atractiva. 
Não se pode viver assim, com medo, podem dizer-me, mas valerá a pena ir ao cinema e não apreciar a 100% por se ter medo? Viverei, irei ao cinema, mas mais tarde para ir com a maior paz mental possível.

Sentir medo

No sábado, os meus pais chegavam a Paris para uma pequena visita. Geralmente, apanham o comboio até nossa casa pois nem sempre o Jack está disponível para os ir buscar e eu não me entendo nas estradas até ao aeroporto, mas nesse dia decidimos surpreendê-los e aparecer de surpresa no aeroporto Charles de Gaulle com a Mini-Tété. Chegámos uns minutos mais cedo, a contar ter ainda tempo de ver em que porta sairiam eles, mas mal saímos do elevador na zona das chegadas, demos com uma barreira de polícias a mandar-nos para a esquerda, e um técnico a começar a bloquear os elevadores. Admito que nem liguei muito e, indo para a esquerda, parei para ver num ecrã se já apareceria a informação que eu queria. Mas os polícias avançavam, pedindo-nos para continuar a andar. As lojas fechavam, toda a gente continuava a ser encaminhada pela polícia ao longo do corredor até finalmente chegarmos a uma zona de partidas. Percebi nessa altura que estava um ambiente estranho, um clima de grande tensão, muito mais do que alguma vez vi (e não foram poucas) quando se trata de bagagem abandonada. Olhei para o Jack e vi-o de sobrolho franzido, com a Mini-Tété ao colo, e percebi que ele também estava a reparar que algo estava diferente. À nossa volta, as pessoas perguntavam a funcionários como se encontrariam com quem estaria a sair dos aviões e era explicado que a zona das chegadas estava também bloqueada para os passageiros, pelo que não haveria maneira de ninguém sair. Na rua, a estrada estava bloqueada e não havia táxis para quem se queria ir embora. Pareceu-me ouvir dizer o piso inferior estava também fechado. Um ou outro funcionário explicava tratar-se de uma bagagem abandonada, o que não duvido, mas realmente nunca vi um aparato como este. E pela primeira vez num aeroporto senti medo, tinha ali a Mini-Tété e não queria que nada lhe acontecesse. Comentei com o Jack que se algo nos fizesse começar a fugir, correríamos os dois para a saída mais próxima de forma a não nos separarmos. Acho que fiquei ainda um bocadinho pior quando uma funcionária nos pediu para nos afastarmos um pouco mais por termos uma bebé. Fomos depois informados que os passageiros bloqueados nas chegadas seriam reencaminhados para aquela zona das partidas. O tempo foi passando e de repente tudo foi desbloqueado e pudemos ir até à porta por onde os meus pais sairiam minutos depois. Segundos antes, o meu pai recebia uma mensagem de Portugal "Ainda conseguiram aterrar em Orly??" e a minha mãe recebia um telefonema da minha avó que estava a ver as notícias sobre o atentado. Estava explicado o clima de tensão no aeroporto Charles de Gaulle depois do que se tinha passado nessa manhã em Orly. Mas, aqui entre nós, só acalmei o coração quando nos afastámos do aeroporto, com a Mini-Tété em segurança na sua cadeira, à conversa com os avós.

17.3.17

Eu devia ter gravado a cena.

Mini-Tété não tem mesmo qualquer interesse em andar mas é uma criança super interessada em aprender coisas e todos dias tenho de a ouvir dizer "Mais!" seja quando a estou a ensinar coisas, seja quando estamos a repetir coisas já aprendidas.
Esta semana, estávamos entretidas a relembrar "Onde fica o nariz?", "E o cabelo?", "E os pés?", quando a lista das coisas que ela já reconhece acabou. Mas a pequena insistia "Mais! Mais! Mais!", por isso comecei a ensinar coisas novas: o pescoço, os dedos,etc. À noite, em conversa via skype com a minha mãe decidi mostrar as novas habilidades:
- Mini-Tété, onde está o teu pescoço.
Ela apontou.
- Muito bem. E o teu ombro?
Ela apontou.
- E os braços?
Ela apontou.
- E os dedos?
Ela apontou. 
A minha mãe decide meter-se e brincar com ela:
- Ai que linda, sabe tantas coisas. E mostra lá à avó onde está o esternocleidomastoideu!
E ela apontou.

Neta - 1
Avó - 0

Sou só eu a ver isto?

É impressão minha ou parece existir um movimento entre as grávidas dos blogues do tipo "Eu não engordei nada na gravidez, até emagreci, isto é só barriga", como se fosse algum crime efectivamente ganhar-se mais uns quilos nesta fase? Isso e as barrigas não poderem ser grandes e só poderem aparecer já quase no final da gravidez, como se o contrário ocorresse apenas em mulheres sem categoria. A sério que me espanta ver cada vez mais a necessidade que algumas bloggers sentem de explicar que não estão mais gordas, que a barriga que se vê é porque a empinam, porque se estiverem normais mal se dá por ela mesmo que estejam de quase 9 meses, e que ainda cabem nas roupas de antes. E é vê-las quase a cuspir fogo perante comentários de "Ah, já se nota a cara mais redonda." (Não se nota nada! É do ângulo da foto!), "Olha a barriguinha a aparecer." (Não é nada! 7 meses e nada de barriga, isto foi do almoço que comi!) ou "Rica barriga de grávida!" (Pronto, ok, o puto nasce amanhã, não há como negar a barriga, mas atenção que emagreci cinco quilos e duzentas e dez gramas. E se não tivesse pintado as unhas antes da pesagem, eram umas gramas a menos). Ou vê-las a tirarem fotografias colocando-se estrategicamente de forma a que a barriga não apareça, para que assim possam dizer que já vão nos 8 meses de gravidez e nem sinal dela (fui a única que durante a gravidez tirou sempre fotografias de perfil para se ver a barriga?). Acho estranho, é um facto, e mais ainda por ver cada vez mais esta "moda". Eu que só engordei 5 quilos porque tinha a minha médica colada aos meus calcanhares como um cão raivoso, pronta a dar-me uma dentada caso eu engordasse mais do que aquilo que ela tinha determinado (não fosse isso e afirmo sem problemas que tinha excedido largamente este valor) e que fiz uma barriga tão cedo que aos 2 meses o Jack já me perguntava se eu tinha a certeza que queria esconder a novidade mais um mês porque seria difícil. Uma gravidez implica ganhar uns quilinhos (de forma controlada, ainda melhor) e ter barriga (é aquela coisa de ter um bebé a crescer lá dentro e que ocupa espaço...).

16.3.17

Eu bem digo que isto são tudo fases.

No Verão passado, andei "desesperada" para que a Mini-Tété fizesse uma terceira sesta antes do jantar, pois ali pelas 18h-19h não havia quem a conseguisse aturar, e quando o Jack chegava mais tarde que isso e eu tinha de lidar sozinha com a peste, quase que dava em maluca. Chegava a deixar tudo a meio, fosse o que fosse que estivesse a cozinhar ou a fazer, para a meter no carrinho e ir dar uma volta a pé, já que era a única sesta que ela raramente conseguia fazer na cama. Com o embalo, ela acabava por adormecer e eu lá me sentava num banco, a apreciar o silêncio, ligada ao mundo via telemóvel, a recuperar a sanidade mental e o meu papel de adulta no meio do caos, enquanto ela fazia o seu sono reparador.
Agora, nem um ano depois, é ver-me em verdadeiras macacadas e passeios para todo o lado, na tentativa de a manter acordada porque se calha fechar os olhos nem que seja 10 minutos, é menina para demorar umas 3h a adormecer depois do jantar.
No Verão passado, ia dando em maluquinha e nunca pensei que a fase oposta chegaria. Aliás, se alguém me dissesse que um dia eu estaria a tentar evitar que a Mini-Tété adormecesse ao final do dia, eu desataria a rir (ou a chorar, tudo seria possível porque eu estava mesmo no limite). Agora já não desespero, já não desato a rir ou a chorar de descrença porque já aprendi que isto de ter bebés é basicamente viver na passagem de uma fase para a outra. Em Janeiro, eu estava "conectada" com a Mini-Tété, tínhamos uma rotina tão limpa que parecia um bailado cuja coreografia não tinha a menor falha. Em Fevereiro a coisa descambou violentamente, com os sonos trocados da Mini-Tété, e agora em Março estamos a tentar recuperar. E eu respiro fundo. É só uma fase. :)

14.3.17

Rede de segurança

Quando, aos vinte e tal anos, deixei de partilhar casa e aluguei um apartamento só para mim mantive uma espécie de rede de segurança que, sem dar por ela, se tinha criado quando entrei na Universidade. Basicamente, havia a rotina diária de haver um telefonema ou uma troca de mensagens (poderia até ser algo simples como "Por aqui tudo bem") com os meus pais, e não havendo a obrigatoriedade de o fazer todos os dias, era mais ou menos certo que "falhando" um dia, no outro deveria mesmo cumprir. Nunca se falou neste sistema, não foi criado com esse propósito mas apercebemo-nos todos mais tarde (quando sofri um acidente em casa) que ele nos dava uma sensação de segurança boa: a eles porque tinham sinal de vida da filha todos os dias e quando não tinham num dia, não era grave porque haveria no dia seguinte; a mim porque eu sabia que se "falhasse" dois dias seguidos eles considerariam a hipótese de algo estar errado. Acho que sempre me fez confusão ouvir aquelas histórias em que os familiares vão dar com a pessoa ferida, morta ou desaparecida muitos dias (semanas, meses) depois de ter acontecido. 
Não pensem que era de facto um acordo pré-estabelecido, com direito a mensagens ou telefonemas ao estilo de "Estás há 25 horas, 3 minutos e 2 segundos sem dizer nada! Queres matar-nos de susto?!", até porque quando por exemplo o Jack passava férias lá em casa, não havia essa necessidade de dizer alguma coisa pois eles sabiam que eu estava acompanhada.

Quando há 5 anos caí na banheira, lembro-me de estar deitada, cheia de dores na cabeça e no pescoço, e de pensar, já depois de confirmar que conseguia mexer os dedos dos pés mas ainda sem ter a certeza se me conseguiria levantar sozinha, que não era grave. Eu não ficaria ali eternamente, não mais do que 48 horas, de certeza. Porque nesse dia, eu não daria notícias aos meus pais e no dia seguinte também não (o telemóvel estava na sala), pelo que eles começariam a pensar que alguma coisa poderia ter acontecido. E como o meu pai trabalhava perto e tinha uma segunda chave de minha casa para uma emergência, provavelmente iria até lá e encontrar-me-ia. É engraçado, mas ainda hoje me lembro do alívio que este pensamento me trouxe, no meio de todo aquele pânico em que estava, quase certa de ter feito grandes estragos na cabeça e na coluna.

Desde que vim para França, este sistema de segurança caiu por terra pois estando a viver com o Jack, se alguma coisa me acontecesse, ele avisaria os meus pais. Não que o contacto diário se tenha perdido, sobretudo depois do nascimento da Mini-Tété pois não há maneira de afastar os avós do skype, às vezes até mais do que uma vez por dia, mas já não se contabilizam os dias de notícias ou ausência das mesmas.
Esta semana, o Jack está a trabalhar a várias horas daqui e não vem sequer dormir a casa, coisa que obviamente não me traz qualquer receio, não me incomoda nada estar sozinha em casa. Maaaaaas....existe a Mini-Tété. E por incrível que pareça, hoje voltei a pensar nesta minha rede de segurança antiga porque dei por mim a pensar que se eu me sentisse mal e perdesse os sentidos, iriam passar-se alguns dias até eu ser encontrada. E mais do que pensar em mim, incomodou-me pensar que a Mini-Tété passaria dias com uma mãe inconsciente, sem conseguir pedir ajuda e sem ninguém saber que algo estava errado. Sim, sim, também me faz muita confusão aquelas histórias em que a mãe morre e a criança passa dias com a mãe morta num apartamento até alguém dar conta da situação.
Cada um tem os seus calcanhares de Aquiles, as suas fragilidades, e acho que uma das minhas é definitivamente não gostar de não ter redes de segurança (e se os meus pais lessem o blogue, já estariam a comentar "Como se fosse possível não saber isso de alguém que até para mexer o carro 1 metro num estacionamento faz questão de colocar o cinto de segurança..."). 

11.3.17

Tinha de ser minha filha

Mini-Tété é extremamente picuinhas com a limpeza de certas coisas. Na brincadeira, refiro muitas vezes que deve ter ali um pequeno transtorno obsessivo compulsivo, pois basta cair uma pequena gota de sopa no tabuleiro da cadeira da papa e é vê-la logo a dizer "Papei! Papei!", pedindo um lenço de papel para limpar a pequena nódoa. Da mesma forma que é menina para apanhar todos os bocadinhos de cotão e migalhas que encontrar para me vir dar ou, agora aprendeu esta, para ir colocar directamente no lixo. Também não gosta nada de ter as mãos sujas (já a cara pode estar coberta de uma concha de sopa que é a maior fita para a limpar), o que acaba por refrear bastante a descoberta de novos alimentos porque, mesmo com o nosso incentivo para que lhes toque e coma com as mãos, a esquisitinha toca-lhes com um dedo e encolhe-se enojada. Talvez por isso, lhe tenha dado o mês passado um garfo (próprio para crianças) para as mãos e até me ia caindo o queixo quando a vi espetar bocados de carne e a comer. Com as mãos nem lhes tocava (mas sai à mãe que nem em criança comia pizza ou frango com as mãos e pedia sempre talheres. E que não suporta descascar fruta madura pois o sumo da mesma escorre pelas mãos, blargh). Os biscoitos da Bledina em França desfazem-se muito mais facilmente que os vendidos em Portugal, pelo que as mãos ao fim de um segundo estão cheias de migalhas desfeitas. E embora a Mini-Tété adore os biscoitos, de 5 em 5 segundos é vê-la de mãozinha esticada a ver se alguém a limpa. Se isso não acontece, não há problema, limpa ela mesma a mão à camisola ou à roupa de quem estiver mais próxima (geralmente, eu). Mãos sujas é que não. Abre pequenas excepções para comer pão, queijo, banana...mas tenho a ideia de que se lhe desse talheres para as mãos, até o pão não comeria à mão. Esta semana, estava ela a tentar comer arroz à colher, com todo o espalhafato que isso provoca e arroz espalhado por ela abaixo (coisa que a estava a irritar imenso), quando nos lembrámos de ir buscar aqueles babetes de plástico/silicone que formam um recipiente onde pode cair a comida (e onde muitos bebés depois até lá vão buscar o que caiu). Pois, não resultou. Mini-Tété não entendeu o conceito e não descansou enquanto o babete não estivesse sempre impecavelmente limpo. Caía arroz? Tinha de o apanhar todo naquele momento, até ao último grão. Caía uma gota de sopa? Era vê-la logo a limpar com o lenço de papel. Pode empapar a cara e o cabelo de sopa, mas o babete nem pensar. Esse tem de estar limpinho.

8.3.17

Objectivos para Março

  • Desmontar a árvore de Natal [yap, continua de pé e decorada. Venham-me cá dizer que com bebés a árvore não sobrevive...]
  • Aprender novas receitas e utilizar mais o robot de cozinha que comprei para me ajudar e que tem estado ali quase ao abandono [huum, já se passaram 8 dias e tempo para isso tem sido zero. A Mini-Tété anda a adormecer tardíssimo e por isso o tempo livre entre a hora de dormir dela e a minha desapareceu. Cheira-me que este objectivo será adiado.]
  • Acabar o álbum de fotografias do 1° ano da Mini-Tété [era o objectivo de Fevereiro mas não consegui cumprir. Tenho todas as fotografias que imprimi colocadas no álbum, falta-me imprimir mais umas quantas para o completar e depois quero legendar cada fotografia. São apenas 200, coisa pouca...]
  • Começar a escrever as cartas para a Mini-Tété porque já começo a esquecer-me de muita coisa que gostaria que ficasse registada (o 1° dente, quando começou a deslocar-se, a virar-se, a sentar-se...) e porque qualquer dia a miúda faz 18 anos e eu ainda a pensar em escrever a primeira carta [mas não agora enquanto ela dorme assim mal sob risco de escrever algo como "E espero que os meus netos te façam passar aquilo que me estás a fazer passar agora, sua chatinha de sonos trocados!"]


7.3.17

Tété faz asneira (das graaaaandes)

Eu espero que esta seja mais uma daquelas histórias das quais nos vamos rir no futuro, como aquela em que eu lhe dei um murro a meio da noite porque estava a sonhar, porque desta vez acho que o Jack ponderou seriamente o divórcio durante 2 segundos (vá, 5 minutos, ok, talvez uma hora, bom, na verdade talvez ainda esteja a pensar nisso).

No domingo, decidiu cortar o cabelo em casa, hábito que já tem há vários anos, usando a máquina própria para o efeito. No fim, pediu a minha ajuda para acertar atrás, onde é mais difícil ele conseguir ver o que está a fazer. E, huuuuum, digamos que fiz asneira. Das grandes. Das muito grandes. Eu não gosto de fazer isto, ele sabe que fico desconfortável, que o ajudo sempre mas que tenho sempre receio de fazer algo errado, coisa que nunca aconteceu nestes últimos anos. Até este fim-de-semana. Bom, a asneira que eu fiz foi tão mas tão grande que após muita ponderação, muita análise, algumas tentativas de contornar o problema, o Jack assumiu que a coisa não tinha solução possível e vai de cortar o cabelo todo. Yap, a asneira foi grande mesmo. De modo que agora tenho um carequinha em casa pois ele decidiu que se era para fazer, fazia mesmo até ao fim, com lâmina e tudo, até porque tinha curiosidade em ver como ficava com a cabeça rapada (em minha defesa, tem uma cabeça muito bonita). Já eu fiquei ali consumida entre o riso de nervos e umas lágrimas de remorsos.

A Mini-Tété estranhou durante 2 minutos, não chorou nem se assustou, ficou simplesmente a olhar para ele durante algum tempo antes de ter um ataque de riso. Definitivamente, o Jack não tem sorte com as mulheres com quem vive.

No fim do processo, enviou uma fotografia a um dos melhores amigos que, para além de chocado, o achou mais uma vez parecido com o actor James McAvoy. De facto, o James e o Jack poderiam passar por irmãos se algum dia se encontrassem, já não é a primeira vez que o digo. E prova disso, foi o facto de ele me ter mostrado esta foto do James McAvoy e eu, durante um segundo, ter pensado: "Onde é que o Jack tirou esta fotografia? Não estou a reconhecer o local."


(e agora agradeço que me deixem aqui na caixa de comentários palavras bonitas, dizendo como eu sou boa pessoa e uma mulher fantástica para que ele perceba o que vai perder se decidir acabar com este casamento tão maravilhoso que até o faz reinventar-se e experimentar novos visuais. Ah, e digam também que sou uma nora para lá de maravilhosa para que a minha sogra não me mate quando vir o que eu lhe fiz ao filho, sim? Agradecida.)

4.3.17

Ainda é Natal cá em casa

Aqui por casa ainda é Natal, por incrível que pareça. Não faço parte daquele grupo de pessoas que decora a casa toda, que vive o Natal até poder, que adia e adia o ter de retirar tudo e de arrumar a árvore de Natal. Na verdade, já todas as decorações estão guardadas e sobra apenas a árvore da Natal, já com a ficha desligada da tomada para não cedermos à tentação de ligarmos as luzinhas quando ouvimos a Mini-Tété dizer "Tatao? Uz?" (Natal! Luz!). Para todos os efeitos, a culpa de ainda termos a árvore de Natal é dela. Em Dezembro, apaixonou-se pela árvore e pelas luzes e passou a fazer parte da nossa rotina matinal o biberão de leite, os gritinhos quase histéricos de "Tatao! Uz! Uz! Uz!", o sentá-la no sofá a rebentar de expectativa, o ligar as luzes e ver a felicidade espelhada naquela cara tão bonita. Não fosse eu tão avessa a colocar fotografias da minha filha na internet, e mostra-vos aqui uma fotografia que lhe tirei num destes momentos, da sua felicidade, da sua alegria, do seu grande sorriso matinal.
No dia 6 de Janeiro, dia em que por norma o Natal acaba cá em casa, esta rotina do biberão e das luzes mantinha-se e eu não fui capaz de tirar a árvore de Natal da nossa sala. Ignorei o dia de Reis, ignorei o hábito de arrumar tudo e decidi que a minha filha só tem 1 ano uma vez na vida, que quero gozar tudo a que tenho direito mesmo que isso implicasse manter a árvore por tempos indefinidos. Durante o mês de Janeiro o entusiasmo com as luzes foi esmorecendo, nem sempre se lembrava e já conseguíamos desligar as luzes durante algum tempo durante o dia sem que ela se apercebesse logo. Mas depois vieram cá os meus pais e eu não quis retirar a árvore na presença deles (para que ela não associasse a visita dos avós ao acabar de algo que ela gostava tanto) nem quando se foram embora (para que ela não associasse a partida dos avós à partida de algo que ela gostava tanto). E assim entrámos em Fevereiro ainda com uma árvore de Natal na nossa sala. Durante este mês, em que ela se deve ter lembrado da árvore duas ou três vezes, fui pedindo ao Jack que me trouxesse da arrecadação a caixa onde a guardamos, mas o tempo foi passando e nada de caixa. Eu não tenho uma das chaves de acesso à arrecadação e mesmo que tivesse, há demasiadas teias de aranha para o meu gosto. 
Ontem, já em Março, enquanto me via atarefada à volta de coisas na cozinha, o Jack perguntou o que podia fazer para me ajudar. Respondi-lhe: arrumar os brinquedos espalhados da Mini-Tété. Perguntou-me: E queres que vá buscar a caixa da árvore de Natal?
Siiiiiiim.
Deitei-me sem pensar mais no assunto, mas hoje revirei a casa à procura da caixa. Quando ele chegou a casa perguntei-lhe: Ontem não foste buscar a caixa, pois não?
Não.
Cheira-me que vamos continuar a ter Natal até Abril.

3.3.17

A mãe não está preocupada? Então vamos chateá-la até ela ficar. Irra.

Dizem os livros que "a criança começa a andar ao ano". De facto, a maioria das crianças dá os seus primeiros passos por volta dos 12 meses. Há, no entanto, umas que são mais precoces, outras mais tardias, sem que isto seja associado a algum problema. (...) A maturação ósteo-muscular e neurológica que permite andar, segue paralelamente à de outras áreas do desenvolvimento, como a linguagem, audição, visão e manipulação dos objectos. (...) E como ninguém é bom em tudo ao mesmo tempo (nem Deus, pelos vistos, que nos criou imperfeitos...), os que começam a falar cedo ou que são bem comportados à mesa podem começar a andar mais tarde e vice-versa. É-lhes permitido...não tentemos nós condicioná-los aos nosso desejos. Assim, se a idade média para começar a andar são os 12 meses, entre os 8 e os 18 vê-se de tudo, sem que isso represente necessariamente um problema. E depois há outros factores que convém ter em linha de conta: por exemplo, uma criança que gatinha e chega a todo o lado não ter grande motivação para começar a andar: "Para que é que me vou dar ao trabalho de aprender uma coisa nova se esta me chega?" - pensará. (...) Quase todas as crianças que não andam até aos 18 meses são saudáveis e o facto não corresponde a nenhum problema, desde que não apresentem quaisquer outros sinais de atraso de desenvolvimento. (...) Não entrem em stress nem façam o vosso filho entrar em stress se até aos 18 meses não andar.

Mário Cordeiro, O Livro da Criança

Acho que vou fazer um cartaz com isto e mostrá-lo a quem se lembra de me dizer com ar chocado/indignado/preocupado "Ainda não anda??????". Ou então fazer mesmo um quadro para olhar para ele naquele 1% de dias em que estas pessoas me conseguem deixar com macaquinhos na cabeça.



Fevereiro em fotografias

Decidi partilhar aqui as fotografias que fui colocando no facebook no último mês uma vez que sei que nem toda a gente me segue nesta rede social. :)

 Está tão crescida...Como é que é possível que já esteja deste tamanho?

Não consigo aspirar a casa sem que ela ande de roda dos meus pés, ou sentada em cima do cabo, ou mesmo enrolada no cabo, ou a fazer festinhas no aspirador...aqui andava atrás de mim com um livro do Jack.

A minha agenda enganou-me e na sexta, dia 24, disse-me que nessa noite eu brilharia como uma estrela. Depois de uma reunião que nos deitou completamente abaixo, não houve jantar com um amigo que nos salvasse de um mau humor terrível.

Deixei-a ir brincar enquanto eu tratava de outras coisas. Quando dei por ela, estava de gorro na cabeça, entretida com os seus livros.

Mini-Tété pode ser preguiçosa, pode não querer andar nos próximos 10 anos, pode ser brutinha em todos os gestos que faz, pode não ligar nenhuma aos seus próprios lápis de cera, mas acho fantástico a maneira como me rouba a lapiseira e lhe pega com este jeitinho e delicadeza.


Uma manta e uma revista de cusquisses...o que mais pode uma bebé pedir para ser feliz?

Menina do papá.

Pescada com legumes, que boooom.

A minha cusca da aldeia, sempre à janela a ver os carros e as pessoas a passar.

A ler um livro de um pediatra. Há que começar o dia a ler sobre nós mesmos.

1.3.17

A minha linda papagaia de imitação

Esta semana, enquanto dava a sopa à Mini-Tété, deixei cair um bocado nas minhas calças. Resmunguei "Bolas!" e logo se ouviu uma vozinha "Bos!". Horas depois o Jack deixa cair qualquer coisa no chão e antes mesmo de alguém dizer fosse o que fosse, a mesma vozinha já dizia "Bos!". Ainda bem que não digo asneiras a sério.