(look Inverno/Primavera)
29.7.16
27.7.16
Fui picada para nada.
O mês passado tive uma crise fortíssima de asma que me fez estar 13h nas urgências do hospital a tentar acabar com o dita e a convencer os médicos que sim, era a primeira, e que não, nunca tinha feito aerossóis num hospital. Ao fim de várias doses e já com os médicos sem saber muito bem o que fazer comigo, a coisa lá começou a ficar controlada e vim de lá com medicação diária e com a recomendação importante (disse a médica, olhos nos olhos, convencida que eu não lhe estava a ligar nenhuma) de ligar para o hospital e marcar uma consulta no prazo de 30 dias, visto que ao fim deste tempo a medicação acabaria e nem pensar em deixar-me assim livre que nem um passarinho sob o risco de me acontecer o mesmo ou pior. Lá liguei para o hospital para pedir uma consulta de pneumologia e...vagas só em Fevereiro de 2017. Ahah, lindo.
Acabei por encontrar um médico aqui perto e depois de uma consulta, um inquérito enorme, mais uns testes nos quais passei com distinção e um novo horror do médico ao perceber a gravidade do ataque que tinha tido sem razão conhecida, saí de lá com ordens para continuar com a medicação diária e análises para tentar perceber a causa das minhas alergias e da crise. Eu bem insisti que, mesmo tendo rinite alérgica crónica, todos os testes que já fiz deram negativo. E que até mesmo já tendo feito alergias alimentares por contacto, nunca descobri a quê já que os testes deram também negativo. Não interessa, toca de repetir as análises, até porque frequentemente mal acordo tenho uma crise de alergia. Hoje fui buscar os resultados e adivinhem? Negativo! Eu avisei...
25.7.16
22.7.16
E eu sou tão querida...
Onze anos juntos. Três anos e meio a viver juntos. Dois anos de casamento. Uma filha.
E só agora é que ele ganhou coragem para me dizer que não gosta de um dos pratos que mais gosto de fazer no verão: tomates recheados com atum e cogumelos. É oficial: o Jack tem medo de mim.
21.7.16
Vaidooosa #21
(vamos ignorar o facto de estarmos quase à portas de Agosto e eu ainda andar a mostrar os looks de Inverno/Primavera da Mini-Tété, sim?)
19.7.16
Ainda bem que não era um caso mais urgente....
A semana passada foi uma semana terrível para as minhas costas, com uma bela contractura muscular que me deixava sem ar e de lágrimas nos olhos de tanta dor e que ainda hoje me está aqui a moer um pouco. Ora, ter uma contractura muscular mais uma bebé de 9 meses é coisa que não combina e eu já estava a ver a minha vidinha a andar para trás e a chegar a 2017 com as costas em obras. Uma noite, já com o Jack e a Mini-Tété ferrados a dormir, levantei-me da cadeira onde estava e a dor foi tal que nem me consegui pôr direita. Toda dobrada, cheia de dores e sem saber o que fazer à minha vida, decidi ligar para o Jack a pedir que fosse até à sala para me ajudar. Lá alcancei o telemóvel, liguei-lhe, ele atendeu, pedi ajuda...e ele desligou. Respirei fundo, contei até 10, pensei de forma razoável que o rapaz estava a dormir e deve ter achado que estava a desligar o despertador ou assim, e liguei mais uma vez. Telemóvel desligado! O estupor tinha desligado o telemóvel! Não estivéssemos nós a meio da noite (e eu dobradinha no meio do chão) e tinha ido tratar do processo de divórcio A custo arrastei-me para o armário dos medicamentos e depois para o quarto. Ao entrar, o Jack estava a ligar o telemóvel pelo que lhe perguntei "Porque desligaste o telemóvel?". Resposta imediata: "Estava bloqueado numa página". Estranho mas àquela hora, com ele ensonado e eu cheia de dores não estive para aprofundar a questão. E enquanto procurava uma posição, já com o Jack ferrado a dormir, e me lamuriava que pareço uma velha de 80 anos que nem direita consegue andar, ele acordou para meter o pin. Nisto, olha para mim e pergunta: "Porque é que o meu telemóvel estava desligado??". E eu só não lhe dei um berro para não acordar a Mini-Tété. Divórcio já e fico eu com a filha, com a casa (depois de ele acabar as obras, claro) e o carro. Eu mereço.
17.7.16
9 meses ♥♥♥
Nove meses de Mini-Tété é um marco. Já passou tanto tempo cá fora quanto passou dentro de mim, este meu pequeno macaquinho. Está cada vez mais gira, mais castiça e a dar-me cada vez mais trabalho. Faz uma série de gracinhas e nota-se que tem gosto em aprendê-las, agora andamos na fase em que lhe peço para me dar o que tem na mão e fora uma ou outra hesitação em que pousa o objecto na palma da minha mão mas não o larga, muito pouco confiante que o vá ver novamente, tem-se safado bem. Adora dançar, agitando-se toda enquanto está sentada, e tem imensas cócegas. Certas coisas fazem-na ter verdadeiros ataques de riso. Continua a dormir bem durante a noite e e é um regalo vê-la pegar na chupeta ainda de olhos fechados e colocá-la na boca sem me chamar. Está uma menina grande. Também continua a mexer-se imenso durante a noite e durante as sestas, enfiando pernas e braços entre as grades, colocando os pés na cabeceira da cama, dando pontapés nos topos da cama (é cada estrondo...). Infelizmente para mim e para as minhas costas, continua a achar que giro-giro é atirar tudo o que pode ao chão. E depois reclamar porque não tem as coisas. Sai a mim e acorda cheia de fome, depois de uma noite de 10h-11h. Ai de mim que demore mais de 1 minuto a preparar o biberão que a casa vem a baixo com tanto choro sentido. Estranha ainda os bocados de comida que não estejam completamente passados com a varinha mágica e entrou na fase terrível de fazer "brrrrrr" com a sopa, com a fruta, com o iogurte, com o leite (mas depois reclama que tem a boca vazia....). Toda eu sou uma nódoa, com a roupa, a pele e os óculos cheios de pintas de várias cores (se alguém souber um truque para acabar com isto, diga-me!). É uma bebé cheia de energia, palra imenso, ralha com os bonecos, lamuria-se para as paredes, mas não tem ainda grande vontade de aprender a mexer-se de um lado para o outro. Mas depois queixa-se quando é pousada nalgum sítio porque sabe que não sai dali sozinha (a não ser a rebolar, coisa que já faz muito bem e que já me levou a grandes sustos). Não é mimenta, afasta a mão que lhe faça festinhas, vira a cara aos beijinhos, abracinhos é bom que sejam rápidos para ela nem perceber o que aconteceu e colo só se for para ser transportada. Odeia ser contrariada, o que me faz ter direito a uma crise de choro por dia porque não, não lhe faço as vontades todas. É extremamente séria com quem não conhece e fixa o olhar nas pessoas sem dó nem piedade, seguindo-as seja para onde forem. Diz perfeitamente mamã mas ainda não com a intenção de me chamar, e já responde pelo nome. É uma verdadeira menina no papá e posso estar uma hora em alegres macacadas a ver se lhe arranco um sorriso que basta o Jack entrar em casa para toda ela se derreter em sorrisinhos, olhares e covinhas para ele. Estando o pai na mesma divisão, a mãe deixa de existir. Delira com o skype e tem grandes conversas com os avós (aposto as minhas fichas em como está a fazer queixinhas de mim só que ninguém percebe). Não sei como é que já passou tanto tempo e sinto um aperto no coração quando penso que dentro de 3 meses fará 1 ano. É a minha bebé, que me ensina todos os dias a ser mãe, que me faz suspirar e revirar os olhos todos os dias, que me faz duvidar bastantes vezes deste meu novo papel de vida e que me arranca sorrisos (muitos!) a cada dia que passa. Continua linda, grande e, espero eu, feliz. :)
15.7.16
Tété tem "aquela" conversa com Mini-Tété
Não, ainda não me pus a contar-lhe como se fazem os bebés e a contar a história das abelhinhas e das cegonhas (que será extremamente conveniente, visto que toda a gente sabe que os bebés vêm de Paris, o que no nosso caso é já aqui ao lado). Mas tive de me fazer de forte e ter uma conversa séria com a Mini-Tété, ali mesmo, no corredor dos congelados do Intermarché. Porque uma mãe aguenta tudo e por isso reprimo uma lágrima quando a minha filha olha para os legumes e exclama "mamã!", engulo um soluço quando ela aponta para um carrinho de supermercado e diz claramente "mamã!", fecho os olhos quando ela fixa os enlatados e grita "mamã!". Mas depois Mini-Tété passa a linha, eu atinjo o meu limite e tive de lhe dizer claramente: "Olha, que tu chames mamã a tudo o que vês, eu até aceito, a custo mas até aceito, mas isto de tu olhares para outras mulheres e chamares mamã é que já não dá!". É que uma mãe aguenta tudo mas também não é de ferro. Qu'é isso de andar a chamar mamã às outras?
(isto é a paga por toda a vergonha que fiz a minha mãe passar quando a cada homem que via chamava "papá!", é que só pode)
(isto é a paga por toda a vergonha que fiz a minha mãe passar quando a cada homem que via chamava "papá!", é que só pode)
12.7.16
11.7.16
A reacção da França
Durante o jogo, a minha sogra perguntou-nos se não queríamos tirar o som à televisão já farta do quantidade de disparates que os comentadores franceses debitavam por minuto e, suponho eu, já farta das nossas reacções àquilo que eles iam dizendo. Acabámos por baixar o som e ignorar o pouco que se ouvia, dito de forma tão parcial e tão cega.
Os franceses são, de forma generalizada, um povo extremamente centrado em si, com um ego enorme, incapaz de reconhecer o mérito daqueles que acha serem seus inferiores. São individualistas, são convencidos, são demasiado chiques e demasiado bons em comparação com todos os outros, para além de não suportarem que o vizinho do lado tenha algo melhor que eles. Esperar que mostrem uma atitude humilde num campeonato deste género é o mesmo que esperar que andem a oferecer notas de 100€ à porta dos estádios. E esperar que aceitem com fairplay uma derrota é pedir-lhes que admitam que não são assim tão bons, algo que também não pode acontecer.
Quando saímos disparados porta fora encontrámos dois tipos de franceses: aqueles que ignoravam/sorriam (também os há, claro!) e aqueles que, perante a bandeira portuguesa, gritavam connosco, enfurecidos com a derrota. Parados num semáforo, o Jack apitava para o carro à nossa frente, também eles portugueses, e juntos gritávamos de alegria. Ao nosso lado, um carro com adeptos franceses gritava connosco, apitava também de forma furiosa e uma rapariga agarrada ao seu cachecol gritava-nos "Nós não nos importamos!!". Claro que se importam. Aliás é normal que se importem, perderam um jogo e se fossemos nós a ter perdido, também nos importaríamos. Mas aqui há um ego beliscado e magoado, um povo que não pode admitir a derrota porque isso significa que há melhores do que eles, e por isso o melhor é fingir que não foi contra Portugal que se jogou, fingir que não houve falta contra o Cristiano, fingir que não se importam. Esperar que nos dêem os parabéns, que reconheçam que merecemos (hoje saí de casa e se anteontem e ontem nos vários estabelecimentos comerciais a que fui, as pessoas até a cara tinham pintada e só se falava do jogo, hoje ninguém diria que ontem se jogou uma final do Euro 2016 em França, tal é o silêncio sobre o assunto), esperar que a impressa francesa dê destaque a Portugal é esperar demais. Mas se somos realmente mais de 11 milhões, como passámos o último mês a dizer, então festejemos apenas nós. Somos campeões e não precisamos que outro país o reconheça.
Somos campeões porque merecíamos ganhar e porque a França merecia perder.
Não sou uma pessoa que liga muito a futebol, apoio a selecção mas não choro por ela. Não conheço todos os jogadores, nem as suas posições, qualidades e fraquezas e por isso não houve jogo nenhum deste Euro 2016 que eu não perguntasse ao Jack "Mas quem é aquele??" (muito melhor do que a figura triste que fiz no Euro 2004, em que acordei estremunhada a meio de um jogo e perguntei "Quem é aquele senhor de preto que ali anda no meio dos jogadores?"). Não mudo a minha fotografia no facebook nem partilho posts de apoio à Selecção. Mas vejo os jogos e torço pela equipa, enfureço-me quando sofrem faltas e puxo mentalmente as orelhas quando as cometem. Festejo os golos e desejo sempre que cheguem o mais longe possível.
E ontem chegámos. Se a cada jogo deste Euro, se faziam previsões e apostas, já ontem não consegui que ninguém me desse o seu palpite. O ambiente estava tenso, queríamos muito ganhar mas sabíamos que a França não era uma equipa qualquer para além de estar a jogar em casa.
A saída do Ronaldo chocou-nos e chocou o mundo. Só quem não quer ver é que não vê que foi um ataque premeditado, uma falta mais do que assinalável mas que o árbitro fez questão de habilmente ignorar. Não sou fã do Cristiano Ronaldo, não o acho lindo de morrer mas reconheço o jogador que ele é e o quão injusta foi esta saída forçada. Temi seriamente pela capacidade da nossa equipa em se manter concentrada já que, mesmo não querendo, a perda de um capitão e do melhor jogador em campo tinha tudo para nos destabilizar.
E nesse momento percebi que para mim tínhamos mesmo de ganhar. Não apenas porque merecíamos mas porque a França tinha deixado de o merecer. Uma equipa que se esquece que aquilo que faz e para a qual é paga é na verdade um desporto, e que acha necessário lesionar um jogador adversário para assim aumentar as suas hipóteses de ganhar, não merece a taça nem o meu respeito.
Por aqui o Jack e o pai soltavam um chorrilho de asneiras a cada passe mal dado, a cada bola perdida (ainda bem que a Mini-Tété ainda não está na fase de repetir tudo o que ouve), a nossa mesinha de apoio apanhou um murro frustrado do Jack que me obrigou a avisá-lo que caso ele partisse alguma coisa, hoje enfiar-me-ia no ikea com o cartão de crédito dele e que ia ser a loucura das compras, o grito do golo foi tão alto que quando fui de seguida espreitar o sono da Mini-Tété pensei que a ia encontrar assustada agarrada ao candeeiro do tecto, e o apito final teve direito a beijos e abraços e saímos porta fora de bandeira em punho! Somos campeões!
8.7.16
Uh!
Fui a única a não gostar de ver, no fim do jogo de ontem, a França a adoptar os gritos vikings da Islândia para comemorar a passagem à final? Para quê "roubar" as palmas, os gritos, o gesto de apoio de outra selecção, que a caracterizava tão bem e que era uma coisa tão dela? Não podiam ter encontrado outra forma de festejar com os adeptos? Há quem veja neste gesto um tributo à Islândia, uma forma de mostrar que mesmo fora da competição não estão esquecidos, mas eu vejo apenas uma equipa que achou piada a um gesto e o quis também para si. Não gostei.
Mas achei bonito o apoio da claque mesmo quando a Islândia perdeu e saiu do Euro 2016 assim como a recepção a que a equipa teve direito quando regressou a casa.
Mas achei bonito o apoio da claque mesmo quando a Islândia perdeu e saiu do Euro 2016 assim como a recepção a que a equipa teve direito quando regressou a casa.
7.7.16
Porque merecemos
Antes de cada jogo, fazemos as previsões habituais. No jogo contra a Polónia havia quem dissesse que Portugal perderia por 2-0, outros diziam que ganharia por 0-2 ou 1-2, e eu era a única que afirmava que empatariam e ganhariam nos penaltis. Arrependo-me de não ter apostado a dinheiro com quem dizia que nem pensar, que doidice, que era o que mais faltava, olha agora penaltis, essa coisa do demo (sou a única a gostar de penaltis?).
Agora nas meias-finais, assisti ao jogo apenas com o Jack (e com a Mini-Tété que tem autorização para assistir à primeira metade dos jogos, esfregando os olhos de sono, antes de ir para a cama no intervalo) e mostrava-lhe a minha falta de fé, dizendo que achava que não íamos ganhar. Não achava eu, que a maneira como tínhamos jogado até agora nos fizesse merecedores de jogar na final, fosse contra quem fosse. Já o Jack afirmava que íamos ganhar, que merecíamos sim senhor e que o faríamos por 2-0. Ainda bem que não apostei mesmo a dinheiro desta vez. Foi um bom jogo (sou a única a achar que a equipa do País de Gales era violenta como tudo? Havia quase tantos empurrões e agarranços quanto havia de passes) e merecemos sem dúvida jogar domingo, dia 10.
Desde que começou o Euro 2016, assistimos apenas aos jogos de Portugal e de França, e temos torcido por estas duas equipas. O apoio à equipa portuguesa é fácil de explicar e o apoio à equipa francesa advém do facto de estarmos aqui a viver, de este ser o país onde nasceu o Jack, onde nasceu a Mini-Tété, de ser o país que recebe o Euro e de eu achar que só por isso, a França merece o miminho de chegar o mais longe possível. Como não estava assim muito convencida da longevidade de Portugal nesta competição, pensava cá para os meus botões que sendo a equipa da casa, a França mereceria ganhar o Euro (da mesma forma que nós merecíamos ter ganho em 2004. Não, não façam contas. Não, não, passaram 12 anos à velocidade da luz. Vamos continuar em negação, sim?). E amanhã estarei sentada no sofá a torcer pela França como fiz e pelas razões porque o fiz até agora, mas também porque seria sem dúvida uma bela final com o jogo Portugal-França.
Imagino que para muitos franco-portugueses o coração vá estar dividido. O Jack nasceu cá, fez cá a maior parte da sua vida mas é apenas português (de nacionalidade e coração), mas muitos outros nunca viveram sequer em Portugal, falam mais à-vontade francês do que português, gostam tanto de um país como do outro. Têm todo o direito de se sentirem divididos entre duas equipas que tanto estimam. E depois há todos os outros, como eu, que nem hesitam e querem ver Portugal ganhar, porque é o nosso país, a nossa equipa, a nossa língua, o nosso hino, e porque cá bem no fundinho do coração, os chiques dos franceses bem mereciam levar uma sova futebolística dos pobres dos portugueses. Boa sorte para a França amanhã e ainda mais para Portugal no domingo!
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