31.7.14

Ainda sobre o meu gosto por cadernos

Ontem o Jack olhou para a estante e disse-me que precisava de levar hoje consigo um caderno. Levantei-me enquanto ele pegava num caderno grande quadriculado cheio de exercícios de matemática. Como já tinha poucas folhas livres, propus-lhe um outro caderno de folhas brancas também com exercícios de matemática. Torceu o nariz às folhas brancas (a escola francesa causa mesmo traumas!). De outra zona da estante, saquei um caderno de linhas com exercícios de francês. Não se mostrou convencido. Baixei-me e tirei de outra zona da estante, outro caderno que também não o convenceu. Enquanto isso, ele próprio ia encontrando mais um outro caderno enfiado entre os livros e dossiers, mas que ou eram de folhas brancas, ou demasiado grandes, ou estavam quase completos. Dirigi-me ao escritório e trouxe mais um caderno. Não. Voltei lá e trouxe um bloco novo de folhas brancas. Resignado, já o estava a levar para a porta de entrada quando reparou que no Guarda-Cartas estava um pequeno bloco quadriculado. Satisfeito, decidiu-se por aquele. Depois olhou para mim e perguntou-me "Se eu me sentar no sofá, vou encontrar algum caderno escondido por lá?".

Pfff, levou-me o meu bloquinho e ainda se queixa....

30.7.14

As insónias

O despertador do Jack programado para as 3h55. Às 3h30 ainda eu olhava para o tecto a pensar se o sono não chegaria. Não chegou. O despertador tocou, ele levantou-se, saiu de casa e eu continuei a fixar o tecto. O mal das insónias, para além da seca que se apanha à espera que o sono se lembre de aparecer, é que quando finalmente surge lá para as cinco da manhã, não estamos capazes de acordar com o despertador marcado para daí a três horas. E dorme-se até tarde. E quando acordamos, enviamos um e-mail e escrevemos um post no blog e de repente já são horas de almoço. Uma manhã perdida depois de uma noite perdida também. As insónias roubam-me tempo.

Diferenças até agora

Um amigo acusou-me de estar do contra e de olhar para o iphone e só lhe encontrar defeitos. E eu assumo que geralmente sou do contra quando me tentam convencer que um produto é a oitava maravilha do mundo e que eu não posso não gostar dele. Claro que posso, tenho esse direito. Há que ter bom senso e não assumir que não se pode dizer mal de um iphone só porque é um produto Apple. A Apple faz produtos brilhantes mas que como qualquer coisa, têm os seus defeitos. E como disse, eu não sou uma taradinha Apple nem uma taradinha Samsung e consigo olhar para os dois telemóveis que tenho agora e reconhecer-lhes as virtudes e os defeitos.

  • O meu Samsung Galaxy S3 Mini é mais leve que o Iphone 4S. Quando pego no iPhone parece que estou a pegar num tijolo e estou à espera do dia em que ele me escape das mãos por não estar habituada àquele peso. O Jack tem agora o iPhone 5 e diz que realmente aquele que me deu é pesado.
  • O Samsung é mais fácil de pegar quando pousado em cima de uma mesa devido ao seu design arredondado. Parece coisa de mariquinhas reparar nisto, mas é verdade que foi algo que sempre reparei quando pegava no telemóvel que era do Jack: é mais difícil agarrá-lo bem à primeira.
  • Da experiência cá de casa, os Samsungs têm uma maior tendência para avarias. Eu não fui trocando de Samsung por me apetecer, mas porque foram avariando. Já o Jack foi tendo os diferentes iPhones por uma questão de gosto e não por o anterior deixar de funcionar.
  • É mais fácil encontrar capaz giras para um iPhone do que para um Samsung como o meu. Isto sim é um motivo fútil mas quando se entra em todas as lojas à procura de capaz giras para um Samsung e só se vê para iPhones, isto começa a contar. E eu nem falo de capas a lembrar pinguins, gelados, verniz das unhas. Falo de capas lisas, de bom material, cor bonita...Era isso que procurava para o meu Samsung e acabou por ser o Jack a encontrar e a oferecer-me uma. Agora para o iPhone já sou capaz de escolher uma com um padrão.
  • Um iPhone é mais caro. É este o meu problema com os produtos Apple: são caros. E são bons e o investimento vale a pena. Mas não deixam de ser caros. Mesmo sendo a ovelha ranhosa da família do Jack, eu sempre disse que não compraria um iPhone. Na minha situação de desempregada era uma estupidez, e mesmo que me empregasse é demasiado dinheiro para dar por um telefone.
  • Em termos de sistema operativo eu podia dizer de boca cheia que o Android é mil vezes melhor e mais intuitivo, além do botão invisível para menus, que muita falta me tem feito no iPhone. Mas gosto de ser sensata e por isso sei que é por estar habituada ao Android que o acho melhor. Da mesma forma que acho que trabalhar no windows do meu Sony Vaio é mais fácil que trabalhar no Mac do Jack. A cunhada dele que passou agora de iPhone para Samsung está a demorar a entender-se com o sistema Android. É normal, é uma questão de hábito. Para já, para já, gosto mais do Android e acho que ainda não explorei devidamente o iOS para ver onde posso chegar com ele.
  • Personalização: se o iPhone ganha em capas giras, perde em personalização interior. Para quem acha piada a estas coisas, um Samsung permite escolher as cores de mais coisas, organizar os itens de uma forma mais livre, enfim, personalizar o seu interior em várias vertentes.
  • Ligação a tudo e mais alguma coisa: a semana passada desisti de usar o iPad do Jack. Colocando lá uma foto, esta aparecia segundos depois no telemóvel e no computador dele. Eu sei que podia sair da conta dele, e usar a minha, mas é o iPad dele e eu não estou para ter o trabalho de andar a sair e entrar em contas. Para muitos, esta é uma vantagem das grandes: telefones, iPads e computadores em pura sincronização. Já eu não acho tanta piada a isto.
  • Em termos de bateria tenho a ideia de um Samsung aguentar mais tempo, mas também não posso afirmar para já pois uma tarefa que no Samsung demorava 10 segundos a encontrar, agora demoro 30 minutos a encontrar no iPhone. E assim não há comparação de baterias possível. :)
  • Em termos de qualidade: acredito que um iPhone seja de maior qualidade que um Samsung (pelo menos cá em casa não morre tão facilmente), mas por outro lado acho que para quem quer gastar menos, um Samsung não deixa nada a desejar e cumpre com as funções todas necessárias.
Bem, vou continuar aqui a bater com a cabeça no iPhone a ver se o entendo melhor. :)
Ah, e se eu estivesse mesmo do contra, nem teria pegado no iPhone e dado uma oportunidade. É que quando sou do contra, sou mesmo do contra.:)

29.7.14

Iniciação no mundo apple

Já aqui contei que a família do Jack é uma grande defensora dos produtos Apple. Uns porque acreditam mesmo, os outros porque são contagiados. Eu sou a ovelha ranhosa, que em três gerações desta família, sou a única a não ter um iphone. O meu Samsung serve para o pretendido, é bonito, eu gosto dele, mas sou o alvo das piadas todas. Mal este Verão começou foi a minha vez de me rir quando a cunhada do Jack se decidiu a trocar o seu iphone por um Samsung. Tinha começado a minha vingança e já estava a ver o meu caminho iniciado naquela que seria a minha cruzada pela troca de iphones por samsung, de forma a deixar de ser eu a ovelha negra. Mas o Jack trocou-me as voltas e arranjou um novo iphone para ele, colocando o antigo à minha frente e dizendo-me "Aqui tens, está pronto para o começares a usar". E eu fui buscar um pau e comecei a tocar-lhe de longe, desconfiada, até me ter decidido a pegar-lhe e introduzir o meu cartão SIM para o experimentar e ver se é a pequena maravilha de que todos falam. Isto foi ontem à noite e hoje já pensei cinco vezes que os vizinhos vão ver pela primeira vez um iphone a voar por uma janela. Não entendo nada do aparelho. Vou dar-lhe mais umas horas mas se ele não começar a fazer o que lhe peço, será abandonado numa qualquer gaveta até aprender a ser bem-comportado.

28.7.14

A culpa é dos fotógrafos*

Passados dois meses do casamento e aproveitando o facto de termos tido os dois uma folgazinha para respirar nas horas livres, decidimos atacar as fotografias do casamento. A ideia parecia simples: quatro pastas contendo quatro fases do casamento, e no total teríamos de escolher 150 fotografias para o álbum. 

Resultado: 150 fotografias escolhidas e apenas uma pasta vista. Se calhar, se calhar, temos de ser só um bocadinho mais selectivos...

* Se eles não tivessem tirado tantas fotografias boas, o nosso trabalho estaria muito mais facilitado.

Estamos a falar de simples cadernos....=S

Há coisas que estava habituada a encontrar em qualquer supermercado em Portugal e que aqui não encontro com a mesma facilidade. E uma dessas coisas é nada mais nada menos que....um caderno de linhas. Para perceberem bem o meu drama, eu sou uma pessoa de cadernos. E de brincos, mas isso agora não interessa. Eu sou uma pessoa de cadernos, que gosta de comprar cadernos só porque sim, só porque têm capas bonitas, e penso que posso afirmar sem grande erro que 99% dos cadernos que fui comprando ao longo da vida tinham folhas brancas ou folhas de linhas. Folhas quadriculadas só muito raramente e com algum propósito já pensado. Chegada a esta terrinha, em pleno supermercado todos os cadernos são quadriculados. Hum? Volto a abrir uns quantos e apercebo-me que há quadriculados diferentes. O nosso quadriculado normal e este:


Dirigi-me de propósito a um centro comercial com um supermercado de dois andares confiante que aí encontraria um caderno de linhas. Satisfeita percebi que preparavam já a compra de material escolar para o próximo ano e que tinham ocupado vários corredores com cadernos, canetas, dossiers, etc, o que aumentaria as minhas hipóteses de encontrar aquilo que procurava. E encontrei: um caderno de linhas. Apenas um caderno de linhas. Os outros são quadriculados. É que nem de folhas lisas e brancas, senhores. Cheguei a casa, resmungado com o Jack sobre este facto, ao que ele me diz que estes quadriculados estranhos servem para as crianças aprenderem a escrever. Tudo bem, eu também aprendi a escrever na escola em folhas de pauta de música, pois era mais fácil manter as letras todas com a mesma altura, mas depois há que dar o salto e passar a usar cadernos de linhas normais. Nãããão, aqui em França, nem pensar. Mantêm-se estes cadernos, que no supermercado até tinham a designação de "cadernos para escrever", para sempre, de forma a facilitar a escrita. Retorqui que isto é como nunca deixar de usar rodinhas na bicicleta, ao que ele me respondeu que quando foi para Portugal aos 12 anos ficou espantadíssimo com as folhas de linhas e ainda mais com as folhas brancas, não entendendo como conseguiam as pessoas escrever nelas. Caramba, a França pode estar muito à frente de Portugal nalgumas coisas (e muito atrás noutras) mas no que toca a cadernos e à escrita, estão praticamente numa galáxia distante.....

P.s. E eu recuso-me a comprar estes cadernos. Não dão jeito nenhum, misturam-se as linhas com as letras, é toda uma poluição visual que me troca os olhos. Eu quero cadernos de linhas normais! Já se sabe com que vou vir carregada na minha próxima visita a Portugal, não já? Ou diz-me o Jack que talvez os encontre naquelas lojas de artes mais alternativas....Bah.

Verão?

Sabemos que está para começar mais uma tempestade quando às 11h30 da manhã, numa sala com grandes janelas, somos obrigados a ligar as luzes. Caramba, parece que chegou a noite...

25.7.14

Fecho éclair

E a propósito da carteira em fecho éclair, lembrei-me de um poema de António Gedeão, poema este que o meu irmão sabia (e sabe ainda?) de cor e salteado quando era criança:

Filipe II tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro com pedras
rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.

Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.

Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.

Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.

Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.

Um homem tão grande
tem tudo o que quer.

O que ele não tinha
era um fecho éclair.

:)

23.7.14

Inventa-se de tudo

Até bikinis para iphones.....
(que mundo é este em que vivemos, meu Deus??)



Custa muito ser honesto e correcto, custa?

Fico fula da vida com estas coisas e admito que ontem disse aqui em casa uma asneira e pensei noutras tantas. Há uns tempos, encontrei num site um produto que procurava e com a vantagem de estar a 50%. Não pensei duas vezes e tratei da encomenda, confirmei o total, dei o número do cartão de crédito, voltei a confirmar o total e a dar autorização de pagamento, e passado uns dias já tinha cá em casa a minha encomenda. Uma vez que tudo tinha corrido bem e a precisar novamente do que tinha encomendado, fui novamente ao site e vi que os preços se mantinham a metade. Óptimo. Fiz nova encomenda, confirmei cada parcela, confirmei o total, dei novamente o número do cartão de crédito e quando ia confirmar novamente o total antes de efectuar propriamente o pagamento, apercebo-me que cada parcela apresentava-se mais cara. O desconto de 50% tinha passado para 30%. Estranhei e sem sair da minha conta, entrei novamente no site e apercebo-me que de facto o desconto aplicado a todos os produtos tinha sido reduzido. Fiquei com pena e só pensava que era preciso azar a empresa decidir diminuir o desconto naqueles minutos em que preparava a encomenda. Ainda assim, continuava a valer a pena comprar o produto a 30% de desconto e por isso refiz a encomenda, confirmei o total com agora apenas 30% de desconto, dei o número do cartão de crédito e na segunda confirmação do total, este estava novamente mais caro! O desconto era agora de apenas 10%. Voltei ao site e mais uma vez constatei: todos os produtos estavam de facto com apenas 10% de desconto. Azar, outra vez? Teria a empresa reduzido novamente o desconto enquanto eu fazia a encomenda? Huuuum, comecei a achar suspeito e entretive-me a fazer uma nova encomenda (sem nunca fazer a confirmação de pagamento) para ver aquilo que já esperava: iniciei a nova encomenda com desconto de 10%, mas o total a pagar seria com 0% de desconto. E percebi: o idiota do site tinha-me decorado o IP do computador ou da rede (pouco percebo isto, confesso) e percebendo o meu interesse naqueles produtos estava simplesmente a enganar-me e a retirar-lhes o desconto, na esperança que eu pagasse mais por eles. Liguei-me ao site via telemóvel (outro IP) e claro, a página com os produtos já sem desconto que me aparecia no computador, aparecia com os famosos 50% de desconto no telemóvel. E encomendaste, Maria Tété? Encomendei, embora a minha vontade fosse mandar tudo para as urtigas e nunca mais voltar a abrir aquele site. Mas aquele é o melhor preço que consigo para algo que preciso e agora que sei como dar a volta àquela gentinha, é com todo o gosto que continuarei a encomendar sem abdicar de 1% que seja de desconto. Mas irrita-me solenemente esta necessidade de enganar as pessoas, estas falcatruas, este "vamos ser mais espertos que os clientes", e se os meus desejos se cumpriram, mesmo não sabendo quem são as pessoas que estão à frente desta empresa, devem estar hoje com uma valente diarreia.

22.7.14

:)

E eis que aos poucos, a Science Bijoux vai crescendo. Amanhã seguem novas encomendas. :)

Quem é que ainda não fez gosto na página do Facebook? E quem é que ainda não visitou o site? :)


21.7.14

Mistério Desvendado

Quanto à pergunta de sábado, houve logo quem adivinhasse. :) Aquele monte de fechos foi oferta da minha madrinha e tenho de confessar que quando abri a prenda e vi aquela fita enorme, o primeiro pensamento foi "Porque é que ela me ofereceu uma trela para cães se eu nem tenho um cão?". Depois reparei que aquilo tinha um fecho éclair e vai de começar a fechá-lo....


E de facto transforma-se numa carteira, original e com umas cores mesmo giras agora para o Verão. :)


Nunca tinha visto isto. :)

17.7.14

Problemas

O problema de um ciumento que sempre controlou o telemóvel e o e-mail das namoradas, que sempre se achou no direito de ter acesso às passwords, é que chegando o dia em que a namorada não larga o telemóvel nem quando vai à casa de banho, não sabe se ela lhe esconde algo ou se se cansou de ser controlada (não que esta última hipótese seja sequer colocada).

16.7.14

Chegou o dia!



Chegou o dia de vos falar deste meu projecto que demorou alguns meses a ser criado, a ser pensado, e que nas últimas semanas tanto consumiu o meu tempo para que pudesse dá-lo a conhecer. :)
Este projecto consiste no desenho e criação de jóias inspiradas na ciência. Existe a colecção das moléculas (na qual podem encontrar a molécula do café, do sono, da paixão, entre outras) e uma outra colecção com peças mais ligadas à biologia e à natureza (com o vento, o diamante, o bater do coração, cristais de gelo, por exemplo).
Pessoalmente é raro sair de casa sem a molécula do Chocolate ao pescoço, ou não fosse eu uma viciada em chocolate. E com a da Criatividade. E com o Bater do Coração. E tenho um carinho especial pela Mitocôndria e pelo Macrófago. E pela molécula da Felicidade. E digam lá se o tRNA não é lindo? Enfim, sou uma vaidosa. :)

Convido-vos a visitar o site:   WWW.SCIENCEBIJOUX.COM

As páginas do facebook e do instagram estão em crescimento também. :)

Ainda estou numa fase muito inicial, ainda estou a corrigir pequenos erros que surgem, mas tudo se vai resolvendo. Estejam à-vontade para explorar e conhecer este meu projecto que tanto me orgulha e qualquer dúvida, é só dizer. :)

Science Bijoux!














14.7.14

E hoje é...

feriado! A nós já nos faltou a luz e eu só rezo para que não volte a falhar porque eu tenho muito trabalhinho pela frente. :)

12.7.14

Ai

Eu queria mesmo, mesmo, mesmo mostrar aquilo que ando a preparar já na segunda-feira, mas os pequenos pormenores que faltam roubam tempo e os pequenos imprevistos são tantos que estou convencida que os meus dias deixaram de ter 24h e passaram a ter apenas dez, de tal maneira passam rápido. Ontem à noite apercebemos que não fazemos ideia de umas fotografias que tirámos. Teremos de repetir essa parte. A ver se hoje o dia corre melhor e se nada se perde. :)

11.7.14

Tenho frio!

E pronto, voltei ao pijama quentinho, ao roupão e até ao uso de meias, que isto de andar só de chinelos não me aquece os pés. Ontem o desespero era tal que coloquei dois pares de meias e ainda fui buscar um manta para pôr em cima das pernas. São Pedro, estou a um bocadinho assim pequenino de ir resgatar o edredon já guardado e as camisolas de inverno. Não queres arranjar problemas, pois não?

10.7.14

Mas....mas....

...mas vai haver outra casa dos segredos? Eu confesso que até acho piada aquilo porque a quantidade de cromos que se consegue enfiar num espaço pequeno é fabulosa. Mas ao fim de tantos programas, já não estará tudo mais do que ensaiado? Toda a gente já sabe o que tem de fazer para lá ficar, já sabe o que dizer e não dizer para conseguir entrar, já se sabe que a produção tem missões para desestabilizar aquilo tudo e já ninguém leva aquilo a sério, os familiares vão visitar a malta quase dia sim - dia não, eles já se conhecem todos mas fingem que não sabiam que iam entrar todos...Começa a ser mais uma peça de teatro com actores desconhecidos do que propriamente um reality show, não?

E depois há a questão: mas há quem ainda concorra? Para quê? Ainda não se percebeu que a única coisa que tiram dali é ter a própria vida e a dos familiares expostas nas capas de revistas, com muitas mentiras pelo meio? Lá fazem umas presenças em discotecas, começam e acabam namoros para render o peixe, mas depois acabou-se. É que ainda se se dissesse que estes programas trazem oportunidades de ouro, mas não trazem. Por isso para que é que se concorre?

9.7.14

Chuva

São Pedro faz-me andar meia-hora à procura de um chapéu-de-chuva. Desisto e decido ir de carro até aos correios, porque embora sejam apenas a 5 minutos a pé de casa não me apetece ficar encharcada até ossos. Dou uma corrida até ao carro, no qual entro já com o cabelo molhado, a t-shirt cheia de manchas e as calças a absorver água. Encontro o chapéu-de-chuva. Estou ali trinta segundos a ponderar que vou a pé ou vou de carro. Vou a pé e molho-me toda na mesma porque não é um chapéu pequenino que me livra desta tempestade. Chego e a senhora dos correios (um amor de pessoa, verdade seja dita) não me pode ajudar quanto à minha questão e manda-me ir amanhã aos correios da terra mais próxima pois está lá quem me pode ajudar. Volto para casa, encharcada até aos ossos e com o mesmo assunto por tratar.

E eu até me zangava com São Pedro se não me estivesse a saber tão, mas tão bem, estar aqui a trabalhar num prédio em silêncio, ouvindo apenas o som da chuva.

(mas aqui entre nós, São Pedrocas, dá-me pelo menos meia-horita de sol amanhã para eu não voltar a apanhar uma molha quando for aos outros correios, sim?)

Gosto tanto

A minha visão

Sabemos que o futebol é levado demasiado a sério quando após a derrota vergonhosa do Brasil se realizam arrastões, se pega fogo a autocarros, se iniciam cenas e mais cenas de pancadaria, se roubam lojas. Estas pessoas deviam ter aprendido a lidar com a frustração em pequeninos e devia ter-lhes sido explicado que o futebol...é só futebol e não é desculpa para cenas lamentáveis.

8.7.14

Continuação

É oficial, estão a mudar-se! Depois de muitas idas e vindas com o carrito cheio e vazio de caixotes, veio agora a carrinha grande para os móveis. Dispensavam-se era as brincadeiras parvas que os levaram a destruir não sei o quê no meio de muita galhofa, sons que mais pareciam tiros, e que fizeram com que toda a rua agora esteja coberta de pedaços vermelhos de algo não identificável. Até os moradores de prédios e moradias da rua vieram espreitar o que se passava. Também temo pelo vidro da porta do prédio pois não sei se estão a mudar os móveis ou a parti-los enquanto os transportam, tal é barulho que ouço. Aliás, a minha confiança neles e no respeito que têm pelos outros é tanta que fui mudar o carro de sítio pois estava estacionado atrás da carrinha de transporte. E não me apetece ter o capot amolado por terem deixado uma prateleira ou um vidro partido por terem deixado cair um armário. Vão, senhores, vão, e conspurcai a vossa casa longe de mim.

Os terceiros vizinhos

Num prédio de seis apartamentos, três deles são ocupados por maus vizinhos. Dois estão neste momento a ficar ou já estão desocupados, falta o terceiro. O terceiro é aquele que por não ser directamente em cima, em baixo ou lado, não me faz queixar de arrastar coisas ou dos berros dos miúdos. Até pode andar a abrir um buraco no chão da sala ou a torturar as criancinhas, a verdade é que não oiço nada. Mas oiço a música. Ontem o volume era tal que a ouvíamos melhor que a nossa própria televisão. E de todos são capazes de ser mesmo os mais porcos. Enquanto que os outros têm cães que mijam as escadas, filhos que espalham papéis de rebuçados por todos os degraus e eles próprios espezinham tudo e não limpam, estes são diferentes: estes são mesmo porcos e já vi de tudo espalhado pelo chão. Também gostam de festas, e à música alta juntam-se as inúmeras bebedeiras que já acabaram comigo a limpar sangue na porta de entrada. O apartamento é pequeno (em apartamentos iguais àquele neste prédio só vivem solteiros e eles ali vivem com 4 ou 5 pessoas), o que faz com que sintam que o hall de entrada é uma extensão de casa e é para ali que vão fumar quando está a chover, que vão conversar quando são muitos (e bêbados) e até quando querem fazer um simples telefonema (é a lógica destas coisas que me ultrapassa: são incapazes de baixar a música para fazer um telefonema ou mesmo para conversar. Faz mais sentido vir para as escadas berrar). Mas hoje estou aqui com 5% de esperança pois vi o carrito deles com alguns caixotes. Será que estamos a ter assim tanta sorte?

7.7.14

Estou histérica*

Chegou uma das encomendas importantes, chegou uma das encomendas importantes. :D Está quase, quase, quase, quase , quase. :) Mais uns dias e ponho o site em testes e depois mostro-vos tuuuuudo. :)

* Tão histérica que quando o senhor da transportadora tocou à campainha e um segundo depois me viu já ao fundo das escadas perguntou "Estava mesmo à minha espera, não estava?".

Qualidade de vida

Na noite de sábado para domingo dormimos como já há muito que não dormíamos. Mesmo o Jack que dorme profundamente e a quem raramente algo acorda sentiu a diferença que é dormir em silêncio ou sob um barulho constante. Já eu, que me dou ao luxo de ao domingo não pôr despertador, dormi mesmo até não querer mais, sem estar a acordar constantemente ou sem sentir que me levantei da cama porque o barulho é tal que nem vale a pena tentar voltar a adormecer. Passei o dia sonolenta e estou convencida que o silêncio me provocava apenas vontade de o saborear e descansar. Hoje o despertador tocou, desliguei e ferrei-me a dormir novamente, acordando um bom bocado depois surpreendida durante uns segundos por mais nada me ter acordado. Concordo muito com o que diz o meu pai: maus vizinhos tiram-nos de facto qualidade de vida. É muito diferente começar o dia acordando por mim mesma ou à hora que eu programei no despertador, ou acordar porque alguém se lembrou que é uma boa hora para o arrastar diário de móveis, ou porque uma das crianças decidiu virar o baú dos brinquedos mesmo na divisão por cima da minha cabeça, ou porque outra criança desata numa gritaria como se estivessem a cortar a ponta dos dedos, ou porque se põem a andar de skate em casa, ou porque se põem a jogar futebol dentro de casa, ou porque os pais decidem entrar num concurso de gritos, ou porque saíram de casa e o cão fica a ladrar e a uivar, etc...Espero que os próximos vizinhos sejam um pouco melhores, mais bem comportados, mais respeitadores, pelo menos até chegar o dia em que nós sairemos daqui. Mas enquanto eles chegam e não chegam, eu vou ficar aqui...a aproveitar o silêncio. :)

5.7.14

Ouve :)

Espera, consigas ouvir? Não ouves? Escuta mais um bocadinho.....É o silêncio. :)

(e para sentir que hoje ganhei mesmo o dia estou activamente a ignorar as escadas do prédio sujas de alto abaixo. Estou com a sensação que o cão deve estar neste momento todo careca tal é a quantidade de pelo que aquela gente espalhou por todos os degraus)

Pára tudo!

Pára tudo pois está a acontecer algo importante no mundo:

Os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças, os meus vizinhos estão a encher um camião de mudanças!!!

Que FELICIDADE! Depois de uma noite em que andaram até às tantas a arrastar coisas, depois de eu ter pedido ao Jack para me dizer como se dizia em francês "Mas será que é possível que nesses cérebros não haja um único neurónio capaz de perceber que andar a arrastar móveis durante a noite é algo capaz de incomodar os outros?? Será que nem pelo menos esse único neurónio se consegue lembrar que vocês têm vizinhos??", depois de finalmente terem parado quando eu estava já a preparar-me para lá ir, acordo e oiço-os. Barulho, barulho, barulho, e penso que realmente eu devo ter feito algo de terrível para merecer tais vizinhos. E abro a janela e lá está ele: o camião de mudanças mais lindo de sempre, ainda vazio, mas que rapidamente começou a levar caixas e que neste momento já tem um sofá. Estou tão feliz, mas tão feliz que quase estive para ir perguntar se queriam uma ajudinha para ver se me livro deles o mais depressa possível, mas depois passou-me porque uma coisa é felicidade, outra bem diferente é ser simpática. E também tive de me conter, quando a vizinha me apanhou a olhar pela janela, para não fazer um grande sorriso e desatar a dizer adeus com a mão. Tenho de ter alguma dignidade e não mostrar o quão desesperada estou para os ver pelas costas.

Este mês os vizinhos de baixo já nos tinham que iam sair e agora tenho esta bela surpresa. Claro que só terei uns dias de descanso até o senhorio arranjar outra família com muitos filhos (só arranja destas, suponho que por as mães se declararem mães solteiras e receberem assim apoios do estado que ajudam no pagamento da elevada renda), mas vai-me saber tão bem, mas tão bem, mas tão bem. Ide, senhores, ide, e infernizai a vida de outros coitados.


4.7.14

O mundo do futebol

O facto de até estar a torcer pela França não me impede de ficar caladinha no caso da França marcar e mandar um bruto grito de "GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLOOOOOO" quando a Alemanha marca, só para picar forte e feio os meus vizinhos.

E acho fantástico num jogo França-Alemanha se ouvir cantar "Glorioso SLB". Acho que sim, é fantástico, os jogadores nem devem saber bem se os estão a apoiar ou não. :P

Ai

E uma pessoa sabe que ainda não tem o ipod completamente a seu gosto e que por ele ainda passeiam músicas vindas de várias pastas dadas ao acaso por algumas pessoas quando se depara com o "Boas como o milho" de José Malhoa. Isso e mil e quinhentas músicas em francês...

Mas não sou vingativa :)

Jogo França - Alemanha.

Embora os meus vizinhos tenham conseguido a proeza de a minha vontade de torcer pelo seu país se ter dissipado até praticamente não restar quase nada, hoje faço questão de torcer pela França. Porque a Alemanha merece perder depois dos quatro golos que nos marcaram.

Desta vez.

A mensagem era clara, a encomenda seria entregue entre as 8h e as 13h de hoje. Às 12h55 comecei a espumar já a ver que a encomenda seria entregue após a hora dada, o que não me causando um transtorno directo pois hoje não tenho de sair, acho um claro sinal de falta de respeito. Fiquei sem pachorra para estas situações quando quis instalar internet+telefone+televisão em casa e não só os técnicos não apareceram à hora combinada como ainda demoraram mais do que o suposto, e estando eu a atrasar-me (ainda) mais para o trabalho só porque outros não conseguem cumprir horários, o meu estado de espírito não ficou bonito nesse dia. E hoje já estava eu a treinar um bom discurso para o pobre estafeta que me entregaria a encomenda atrasada, quando oiço a campainha. Encomenda entregue às 12h58. Desta vez safou-se.

E se parassem de mandar mensagens e me entregassem a encomenda, e pronto?

Estou à espera de várias encomendas e uma delas chega hoje. Como é que eu sei disto? Porque recebi ontem uma mensagem dizendo que a encomenda chegaria hoje de manhã. E hoje acordei com uma mensagem relembrando-me que a encomenda chega de hoje de manhã. Estive quase para responder a dizer "Já sei....".

3.7.14

Transcendence

Ontem foi dia de ir ao cinema para aproveitar o último dia de bilhetes a baixo preço, e o filme escolhido foi o "Transcendence". Vendo o trailer não me seduziu por aí além mas a vontade do Jack em ir vê-lo era grande e por isso alinhei. O filme está bem feito, tem um elenco bastante bom, mas saí de lá a achar que não é o meu tipo de filme. Não posso afirmar categoricamente não ser fã de filmes de ficção científica pois facilmente me lembro de um ou outro que até gostei bastante, mas acho que na generalidade poucos me agradam a sério. O filme é bom, acho que está bem pensado e a história é interessante, pelo que quem gosta de filmes sobre inteligência artificial, facilmente gostará de o ver. :)


2.7.14

O choque

A passagem dos anos trouxe-me uns bons quilos a mais e uns fantásticos cabelos brancos, mas também me trouxe mais auto-confiança, trouxe-me sabedoria para domar mais ou menos este cabelo, trouxe-me outra postura, trouxe-me um sorriso sem aparelho, trouxe-me um maior conhecimento nas peças de roupa que me ficam bem, por isso, mesmo não estando tão elegante, sei que estou melhor agora do que quando era adolescente. Felizmente não tenho assim tantas fotografias da minha adolescência pois, embora não fugisse da câmara como o diabo foge da cruz, também não me dispunha a ser fotografada constantemente, e as fotografias que tenho estão guardadinhas sem haver necessidade de as mostrar ao mundo. Até ao dia em que um primo decide partilhar uma fotografia de infância, comigo já na adolescência, em pleno facebook. Digamos que estou tão bem, mas tão bem, que fiz o Jack prometer que continuava casado comigo antes de o deixar ver a bela fotografia.*

* porque a vida agraciou-nos aos dois e manteve-nos afastados desde os 12 aos 20 anos, de modo que nenhum de nós viu o outro nesta maravilhosa fase da vida chamada adolescência.

1.7.14

E também não volto a sentar-me ao computador

Faço o trabalho todo uma vez.
Olho e vejo que aquilo assim não funciona.
Perco tempo a apagar tudo o que fiz.
Perco tempo a refazer.
E percebo que assim também não funciona.
Volto a perder tempo a apagar tudo o que fiz.
E agora estou a voltar a fazer (da maneira correcta).

E nisto se passa uma tarde em que tenho tanta coisa para fazer e estou ainda a tratar disto.

Amor, hoje jantamos fora*

Não volto a entrar na cozinha hoje.

De manhã aspirei o chão.
Meia-hora depois tinha vertido meia caixa de arroz por toda a superfície.
Uma hora depois acontecia o mesmo com uma caixa grande de palitos.

Não volto a entrar na cozinha hoje.

* E se calhar vamos mesmo porque os bilhetes de cinema estão ao preço da chuva por estes dias e temos de aproveitar. :D

Diferenças entre nós

Ele acorda a meio da noite e diz que tem de ir isolar uns tubos. Eu respondo-lhe que está a sonhar. Ele tenta convencer-me que o cabide de pé que temos no quarto são os tubos que tem de isolar. Eu repito que ele está a sonhar, explico que aquilo é um cabide e digo-lhe para pensar noutra coisa. Ele insiste que tem mesmo de o fazer mas que ainda é de madrugada e não lhe apetece. Eu perco mais uns minutos a despertá-lo o suficiente para que ele pare de sonhar e perceba que aquilo é mesmo um cabide, até que ele adormece novamente.

Eu acordo a meio da noite aflita a perguntar por uns sapatos. Ele olha para mim, encolhe os ombros, pensa que não é nada com ele, e adormece deixando-me a falar sozinha sobre os sapatos.

Meu menino, da próxima vez que acordares a dizer que tens de ir fazer não sei o quê, eu até te empurro da cama para ires.