31.8.12

***


"Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, afeiçoando-nos a um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Roubado daqui.




Valerá a pena ir?

Apetecia-me tanto ir ao cinema e não vejo nenhum filme que me prenda e pelo qual ache que valha a pena gastar o dinheiro. Estou aqui com o "O Cavaleiro das Trevas Renasce" meio atravessado, porque não me apetece ver um filme de acção mas por outro lado tem o meu querido Christian Bale e a Anne Hathaway. Gosto destes actores o suficiente para ver quase todos os filmes em que participam, mas realmente o género deste ainda não me está a convencer....

Tinha-me esquecido


Parabéns também aos meus avós que fizeram ontem anos de casados. :) Não me perguntem quantos que eu não sei....mas hão-de ser uma catrefada deles. :)

Cortar ou não cortar? Eis a questão....


Vi esta foto e apeteceu-me cortar o cabelo de forma a ficar igual. Mas é melhor descer à terra e assumir desde já que o meu cabelo é demasiado rebelde e não ficaria tão bonito, antes de me colocar à mercê da tesoura.:) 

30.8.12

Diz a minha avó


"A minha sogra deu-me um dos melhores conselhos da minha vida: Quando, por alguma razão, te aborreceres ou zangares com os teus pais nunca o digas ao teu marido. Porque tu, que és filha, e eles, que são pais, perdoam-se facilmente. Mas um genro ficará sempre com alguma mágoa contra os sogros por terem aborrecido a sua mulher."

Concordo perfeitamente com este conselho e acrescento: quando te zangas com o teu namorado/marido, não o contes ao teus pais. Porque tu vais perdoa-lo facilmente, mas os teus pais vão demorar bem mais a perdoar o homem que chateou a filhinha deles.

Não cumpro à risca o primeiro conselho, embora tenha noção que escolho bem as palavras que uso quando lhe conto algo sobre a minha família. Já a parte de não contar à família as possíveis zangas entre nós, isso é seguidinho à risca mesmo. 

Na praia


É verdade que na praia vemos um pouco de tudo: das mais magricelas às mais redondinhas, e se uma pessoa meter isso na cabeça vai para a praia sem quaisquer complexos (até porque mesmo as raparigas todas as boas têm um complexo qualquer, por isso nem vale a pena pensar mais nisso). E esta ideia até era fixe se a minha toalha (gira, gira, para aí com uns 20 anos e meio desbotada, com o Timtim e o Milu :)) não parecesse mel para tudo o que é raparigas com corpos esculturais (eu sou mais parecida ali com a bonequita da esquerda). É que era certinho: eu pousava a toalha e 10 minutos depois tinha à minha volta só malta (rapazes e raparigas) com tudo nos trinques a apanhar sol. Epah, assim não há auto-confiança que aguente. O único dia em que a coisa melhorou foi quando me calharam dois bebés, cada um de seu lado, que precisaram de mudar a fralda exactamente ao mesmo tempo. Ora entre rabos cagados+fraldas sujas e top-models, venha o cheirete.

Ideias parvas desta manhã ao acordar


Apetece-me escrever um livro mas falta-me a história.
Apetece-me fazer um bolo mármore mas não tenho a receita.
Vai na volta, e posso escrever um livro sobre alguém que fez um bolo mármore sem receita.

As relações à distância têm o seu quê de ridículo...


Entre cá e lá, vamos passar as próximas quatros semanas juntos. E o mais ridículo disto tudo é que ontem me apercebi de repente que nós já não passamos tanto tempo juntos (wwooooh, um mês!) há mais de 3 anos. =S Nós nunca fomos aquele típico casal que está sempre coladinho e que se vê todos os dias (em 7 anos só vivemos na mesma cidade durante um ano e mesmo aí via-mo-nos ao fim-de-semana e um dia durante a semana), mas se me tivessem dito há 4 anos atrás que um dia eu estaria 3 anos sem estar com ele mais do que 15 dias seguidos, eu não acreditaria. =S

Ahahah, eu tenho dito nos últimos tempos que quando formos viver juntos nos vamos matar um ao outro pois não estamos habituados a ver-mo-nos sempre. Estas quatro semanas vão ser um teste (se aparecer nas notícias que namorada matou namorado por passar demasiado tempo com ela, já sabem quem foi!). =P

De todas as maneiras, vai saber-nos bem. :)

29.8.12

E hoje...


...os meus pais estão de parabéns: 31 anos de casamento. :)

Fico piúrsa com estas coisas, a sério que fico!


Nunca tive nada contra a Caixa Geral de Depósitos. Tenho lá a minha conta desde os meus 15 anos e sempre nos demos bem. Bom, nunca gostei muito das taxas que praticavam e lembro-me perfeitamente, da primeira vez que me retiraram a anuidade do cartão, de eu ir dizer à minha mãe que me tinham roubado dinheiro da conta (já na altura era muito atenta ao que se passava com o meu rico dinheirinho). Mas dizia eu que nunca tive problemas, nem mesmo no atendimento ao balcão. Contudo, nas duas últimas vezes que me dirigi ao balcão em duas agências diferentes fui atendida por duas abéculas do pior. A idiota, que não merece outro nome, que me atendeu hoje, não foi propriamente simpática com as pessoas que estavam à minha frente (incluindo uma velhota, e eu no que toca a velhotes tenho sempre uma certa pena pois sinto-os um pouco perdidos no meio das tecnologias e modernices dos dias de hoje, pelo que acho que se deve ter paciência e explicar-lhes bem as coisas), o que me fez chegar ao pé dela já de pé atrás. Expliquei-lhe que precisava do extracto dos últimos três meses da minha conta e que não tinha conseguido via net. Pimbas, fui logo acusada de ter feito algo mal.  Pedi-lhe então que me explicasse como se fazia e recebi como resposta "Tem lá dois quadradinhos, carrega no da esquerda". (Dois quadradinhos??? Que dois quadradinhos?? Ela está a falar de quê??). Pedi-lhe que me explicasse melhor e ao fim de uns minutos já eu estava a passar-me pois aquilo não avançava dos dois quadradinhos. E ela, abespinhada, decidiu perguntar-me "Mas para que é que quer o extracto?? Para mostrar a alguém???". E aí, eu, que fui muito bem educadinha pelos meus pais, respirei fundo e fechei a boca para não lhe responder "Não, minha senhora, estou a pensar emoldurar e colocar nas paredes da sala. O que acha? Acha que vai ficar bem ao pé do quadro dos girassóis de Van Gohg??". Saí de lá sem o extracto (e ainda bem, que descobri hoje também que aquilo é uma roubalheira: 5 euros por cada folha de extracto), sem qualquer ajuda de como resolver a questão e ainda com vontade de explicar àquela senhora que se não quer estar ali ninguém a obriga.

Por isso, minha querida Caixa Geral de Depósitos, aconselho-te a veres bem quem tens no atendimento ao público, porque asnos e cavalos devem andar pelos campos e não atrás de balcões. Não que isto me interesse muito, pois daqui a um mês conto já ter fechado as minhas contas na tua querida empresa.

P.s. Já consegui imprimir o extracto!

Touradas

Este é um assunto sensível e eu tenho noção que a minha opinião não vai de encontro à opinião da maior parte das pessoas. A verdade é que não sou contra as touradas. Mas, e atenção a isto, também não sou a favor. Sei bem os argumentos de quem é contra e concordo: é tortura animal. Não consigo estar no sofá a ver um homem em cima do cavalo a espetar o touro, e ver este a sangrar. Não é uma luta justa e o touro é claramente sempre o perdedor. Contudo, e é aqui que não consigo ser hipócrita e dizer-me contra touradas: eu vejo as pegas. Eu gosto de ver as pegas. A explicação é simples: tenho uma costela ribatejana. E sim, claro que temos de ter personalidade própria e nada nos obriga a ser do Benfica só porque a família é do Benfica, mas eu tive um avô forcado, o filho dele também o é, a minha mãe foi madrinha dos forcados e assistia às pegas cá em casa (porque também não gosta de ver a parte dos cavaleiros) e eu ouvi as histórias e aprendi a gostar. Não querendo justificar, é uma luta mais justa, não há armas e tanto pode correr mal para o touro (que leva com 7 homens em cima e com um a puxar-lhe o rabo) como para os forcados (exemplo disso é o meu avô que ficou sem um rim após este ter sido atravessado por um corno). Fico com pena quando as pegas não correm bem e gosto de ouvir a minha mãe a comentar as pegas e a dizer o que está bem e o que está mal. Acho graça ouvi-la chamar as coisas pelos nomes. 
Sei que é sobretudo um espectáculo, sei que acham que quem vai assistir às touradas tem sede de sangue animal (eu nunca fui assistir a nenhuma ao vivo até porque como disse não gosto da parte dos cavaleiros, e se em casa mudo de canal, lá não posso fazer o mesmo), mas há pessoas como eu que gostam da parte das pegas, e que continuariam a gostar (aliás, até preferia) se o touro não tivesse as farpas enfiadas no dorso (até porque é um perigo e eu acho sempre que um dia haverá uma farpa a vazar uma vista a um forcado).
Por isso, não consigo dizer que sou contra touradas pois seria uma atitude hipócrita uma vez que se apanho uma tourada na televisão (nunca sei quando dão, apanho sempre quando faço zapping) me sento com gosto a ver as pegas. Por outro lado, também não sou a favor pois sei bem que entre as pegas há as lides e nem imagino o que o animal sofre com isso. Assim sendo, mantenho-me à margem e não defendo nem uma nem outra: enquanto houver touradas eu vejo as pegas, quando deixarem de haver touradas, deixaram e não se fala mais nisso.

28.8.12

Ahahahahahaahahahahah


Ahahahaahah, tenho de voltar aos médicos e perguntar-lhes exactamente o que querem eles dizer com "Tété, tem de reduzir o nível de stress da sua vida". Se calhar não estou a interpretar como deve ser....=D

Diz a minha avó


"Tenho medo de pessoas idosas".*

* Isto dito por alguém com 76 anos que chama carinhosamente "velhadas" a qualquer pessoa com ou mais de 77 anos.....
E enquanto ela acreditar que é uma jovem, não vou ser eu que lhe vou retirar essa ilusão.

Pois....não gosto lá muito, não. =S

Este Verão foram uma moda mas eu confesso que torço um bocado o nariz. Não acho que façam os pés bonitos, que querem? =S Serão confortáveis, ao menos?

27.8.12

Dinheiros


Sempre fui muito ciosa do meu dinheiro. Ciosa até demais, segundo os meus pais. Não faço contas todos os dias ao dinheiro que tenho, mas gosto de confirmar ao final do mês que estou com mais dinheiro do que no final do mês passado, pois isso significa que poupei algum (claro que nesta fase de desemprego tal não tem acontecido, para desespero do meu coração sensível). Sou contudo péssima em contas por pagar: nunca me lembro dos 50 cêntimos que emprestei ou até do euro que estou a dever. Pequenas dívidas não é comigo: se vos devo dinheiro, lembrem-me. Sou também apologista de que cada um sabe das suas contas e não tem de prestar contas a ninguém. Em casais prefiro contas separadas pois assim cada um poupa o quer ou consegue, gasta o que quer, sem ter o outro a opinar sobre o dinheiro gasto num colar ou num acessório para a máquina fotográfica. 
Aos 10 anos comecei a ter semanada e a regra dos meus pais sempre foi simples: podes gasta-la toda em chocolates ou no que te apetecer mas se depois não tiveres dinheiro para almoçar/lanchar ou para comprar as folhas de teste (lembram-se disto??) temos pena. Ou seja, desde que haja dinheiro para as responsabilidades, o que fazemos com o excedente cabe a cada um. E eu defendo mesmo esta ideia, ao ponto de ficar enervada quando me dizem que sou rica porque compro livros ou vou ao cinema. Oh, que caraças, pois compro e vou (e resmungo sempre quando vejo o preço), mas antes paguei a renda de casa, enchi a despensa, paguei as contas da casa, pus gasolina no carro e vi quanto me sobrava. E opto por não ir para a noite gastar dinheiro, não vou a festivais de Verão, não vou de férias para as Caraíbas, não vou aos sítios mais in do Algarve e não faço jantaradas em casa todas as semanas para 20 pessoas. Ou seja, cada um gasta o dinheiro como quer e nós não temos nada a ver com isso. Se uma amiga minha quiser gastar o ordenado em vernizes, eu posso achar uma tolice mas não é nada comigo.

Contudo (já estava a divagar), para mim as contas que as outras pessoas fazem ao dinheiro interessa-nos e temos a ver com elas quando nos pedem dinheiro emprestado. Não falo de 2 ou 3 euros. Falo de quantias maiores. Porque se empresto 50 euros, 100 euros, 200 euros (sim, eu sou muito ciosa do meu dinheiro mas não sou apegada a ele ao ponto de não o emprestar a um amigo que precisa) não gosto de ver essa pessoa a gastar o ordenado em saídas à noite, em artefactos para o carro, em roupas caras, em cervejas para os amigos enquanto me fica a dever o dinheiro. Aí lamento muito mas tenho muito a ver com o vosso dinheiro. Uma das coisas que mais gosto na minha relação é que sempre fomos bastante certos com as contas e nunca ficámos a dever nada um ao outro. E se o meu próprio namorado já abdicou de coisas que gosta para me devolver dinheiro emprestado, então lamento mas os amigos têm mais do que essa obrigação. Empresto, mas atenção: com o meu dinheiro ninguém brinca. Contas feitas, podem voltar a fazer o que quiserem do ordenado que já não me diz respeito. Simples, não? Quem concorda?

Diz a minha avó


Quando somos novos, devemos arranjarmo-nos para agradar. Quando somos velhos, devemos arranjarmo-nos para não desagradar.


3 factos


Estando novamente a pesquisar viagens para ir ter em Setembro com ele, constato três coisas:

1. Há coisas que realmente não correm como planeado. Nunca pensámos entrar em Setembro com obras por fazer. Neste momento já só penso "Vá, em Janeiro de 2013 já quero estar lá a viver, sim?". Não deixa de ser estranho eu ter estado a preparar-me para em Maio me despedir dos amigos sem saber quando os voltaria a ver, para apertar num grande abraço os meus avós rezando para que nada lhes acontecesse enquanto eu estivesse fora, para largar tudo o que tinha em Portugal e me mudar de país por amor e por uma melhor oportunidade. Afinal de contas, acabei por estar com os meus amigos mais vezes (e ainda bem, porque apercebo-me agora que afinal não estou pronta para me despedir deles), acabei por abraçar mais vezes os meus avós (e que bem nos sabe) e acabei por gozar umas férias em família, as quais nos fizeram bem a todos.

2. A minha conta bancária estrebucha sempre quando o vou visitar. E eu estrebucho com ela, pois compreendo-a e acho que com tanta viagem já merecia direito a uns descontozinhos. 

3. Estou farta de andar de avião. É incrível e eu acredito que haja pouca gente a dizer este tipo de coisa, mas estou sinceramente cansada de andar de avião. Na última viagem que fiz, sentei-me no meu assento (ainda tentei ir sentar-me ao colo do piloto mas não me deixaram), suspirei e pensei para os meus botões: "Não quero andar de avião. Não me apetece e estou a um bocadinho assim de me levantar e desistir de fazer esta viagem". Eu não tenho medo de voar, nem fico mal-disposta. À parte umas ricas dores de cabeça,  ouvidos e dentes que me atacam de vez em quando e ter sempre um forte ataque de alergia num avião (é só comigo? Juro que há qualquer coisa naquele ar interior que me põe a espirrar sem parar. E não há anti-histamínico que me salve), não me incomoda andar de avião. Mas cansa-me.
 Mas pronto, os motivos que me levam a viajar são bons e valem a pena. 

Lá vou eu continuar na minha pesquisa por bilhetes baratos, de forma a ver se não provoco uma paragem cardíaca à minha conta bancária, para daqui a uns tempos estar novamente a entrar num avião pensando que não me apetece viajar de avião, e aterrar na terra à qual ainda não posso chamar de minha.

Não gosto de deixar livros a meio, mas....


Nestas quase duas semanas que estive de férias não li nem uma linha. Eu que aproveito sempre, mas sempre, as férias à beira-mar para devorar a maior quantidade de livros possível, bloqueei. Pura e simplesmente porque o livro que estou a ler não está a puxar nada por mim. Acho que vou ter de abandonar o "Comer, Orar e Amar" (é que a história não desenvolve e isso aborrece-me....) e vou estrear-me na escrita da Asa Larsson, mais uma escritora sueca com um estilo policial.

26.8.12

Telejornais


Há uns anos atrás, a televisão cá de casa foi desligada durante uns tempos pois o telejornal decidiu abrir com o famoso pontapé do Marco no Big Brother. Na altura o meu pai chateou-se e achou um absurdo esta ser a notícia mais importante do país e ficámos sem ver notícias durante uns tempos. Hoje dei por mim a pensar que realmente a minha noção de notícia é bastante diferente da noção de notícia que a TVI e os outros canais têm. Se há uns dias entre o aumento do preço da gasolina, o aparecimento das caravelas portuguesas nas praias, dos afogamentos e das mortes provocadas por cães, tivemos direito a ver o jovem Príncipe Harry de rabo ao léu (notícia de extrema importância, pois claro está), hoje assisti à brilhante notícia sobre o jet-set português. Reportagem manhosa, sem conteúdo útil, que espremidinha nem uma gota de sumo daria. Basicamente tivemos a Lili Caneças a dizer, mais uma vez, como teve uma vida brilhante, cheia de dinheiro, um marido famoso, viagens por todo o mundo, e que "pessoas bonitas atraem dinheiro e pessoas bonitas", um José Castelo Branco a dizer que a imprensa é má com ele ao ponto de até inventarem que andou metido em orgias (nem sequer há um vídeo disto nem nada, Sr. José...), e um senhor que não conheço que no meio de muitos trejeitos e voz afectada nos ensinou como entrar no jet-set e que nos garantiu que o "mundo cor-de-rosa é ma-ra-vi-lho-so!". 
Ora bem, eu percebo que nem sempre há notícias. A sério que percebo. Também sei que os telejornais se pautam por más notícias, às vezes porque lhes interessa o escândalo, outras vezes porque de facto há que informar ou comentar uma tragédia (acredito até que há notícias que os próprios jornalistas não gostem de dar). Mas quando há falta de notícias, os telejornais têm duas hipóteses: 1) Optam por falar de pequenas coisas escandalosas (lá vem o rabo ao léu do Príncipe) ou transformar autêntica palha em notícia (o jet-set português), reportagens estas que ficariam bem melhor naqueles programas de fofocas e cusquisses de sábados e domingos à tarde; 2) Ou, não havendo más notícias, vamos procurar as boas. Estamos em tempo de crise? Vamos procurar empresas que estão a formar-se ou a crescer de forma a incentivar quem também pensa em iniciar um negócio. O preço da gasolina vai subir? Vamos procurar as câmaras que apoiam o uso de alternativas ao automóvel melhorando por exemplo os transportes públicos. Há fome em Portugal? Vamos procurar as associações que ajudam os mais desfavorecidos, de forma a sabermos que mesmo com a crise ainda há quem estenda a mão ao próximo. Há desemprego? Até podem dar conselhos sobre como fazer um bom currículo ou dicas para uma entrevista de emprego. Não são grandes notícias, é verdade. Mas parece-me melhor ouvir falar destas coisas do que ouvir os disparates todos que a Lili Caneças ou o José Castelo Branco têm a dizer ao país. Mas enfim, parece-me que os telejornais gostam mais da primeira hipótese...

Pronto, eu admito....


Eu queria colocar esta imagem no blog e não sabia como. E por isso, caí das escadas de propósito quase enfiando a cabeça por um armário da cozinha adentro e ficando com os joelhos e os pulsos em fanicos, só para ter uma desculpa para colocar a imagem. Mas digam lá se ela não tem piada?? =P

Então porque ficaste tu mais uma semana de férias, Tété?

Porque em vésperas de fazer a mala e regressar de camioneta a casa, decidi que era uma belíssima ideia cair nas escadas. Felizmente foi no último degrau, mas isso não me impediu de torcer com força um pé e ir aterrar de joelhos e pulsos no meio do chão. O pé ficou imediatamente uma batata e depois de passar por dois hospitais (o raio-X do primeiro estava avariado.....), disseram-me que era um rico entorse e para nem pousar o pé no chão nos dias seguintes, colocar gelo de duas em duas horas e tomar comprimidos para as dores. E assim lá se foi embora a ideia de regressar de camioneta. Claro que dois dias depois eu já estava a ficar farta de estar quieta e já tentava andar de um lado para o outro. E quatro dias depois a descer outras escadas voltei a torcer a pé. Por isso, a modos que agora já ando mas ainda me dói. Mas já ando. :)

Regressei!

Estou de volta! Era para ter regressado de férias a semana passada, mas um pequeno contratempo obrigou-me a ficar de férias mais uma semana. Amanhã regresso com posts novos. =D

18.8.12

Facto


Não gosto de ver pessoas a fazer e a atender chamadas em bombas de gasolina. Eu sei que a probabilidade de haver uma explosão é baixa, mas se lá está a placa a indicar que é proibido o uso de telemóvel, então é proibido o uso de telemóvel. Simples. As regras existem e, por muito parvas que nos possam parecer, são para serem cumpridas. Não gosto então de ver os outros a falar ao telemóvel nas bombas de gasolina e ainda menos que o façam dentro do meu carro. =S 

16.8.12

Eu levo com cada um.....

Quando regressei da minha (curta) viagem a França, fui interpelada no aeroporto por um estrangeiro que me pediu informações sobre o metro. Informei-o e ele como "agradecimento" não me largou mais....E assim, eu que esperava com uma viagem calma de metro e comboio até casa, tive um homem ao meu lado o tempo todo (sim, porque eu tenho uma sorte desgraçada e ele vinha para a mesma cidade que eu...) a falar inglês comigo (num inglês tão cerrado que eu às vezes mal o compreendia). A certa altura achei que ele se estava a fazer ao piso (ele deveria ter 30 e poucos anos) mas rapidamente derrapou quando lhe apontei para a aliança e constatei "You are married.". Aí tive direito a uns minutos de silêncio, com ele sem saber o que me dizer. E achei que tínhamos ficados esclarecidos. Qual quê. Ao chegarmos à minha cidade, o engraçadinho não se lembra de mais nada senão começar a perguntar se tenho facebook ou se lhe dava o número de telemóvel pois gostaria muito de ficar em contacto comigo. Yaaah, pois....é que é já a seguir. Recusei a dar-lhe o que quer que fosse e quando ele me perguntou se eu não gostaria de manter contacto com ele, fui curta e grossa: "No!". E depois dei às perninhas e afastei-me.

Mas o que é que passa pela cabeça de um homem, casado e com um filho de 2 anos, para num país estrangeiro, se meter com uma mulher e ainda esperar que esta lhe dê o contacto? O que é que ele esperava? Que a partir de agora falássemos todos as noites no facebook? Que cada vez que viesse a Portugal visitar o irmão me ligava e nos encontrávamos? Não me largou o pé, andou sempre atrás de mim, nunca lhe mostrei qualquer interesse (eu bem abria o livro num claro sinal de que queria ler e ficar em paz, mas ele só me bombardeava com perguntas e histórias....) e mesmo assim ele achou que tinha ali uma hipótese? E ter noção das figuras tristes que se fazem, não?

15.8.12

É isto

Nos últimos anos tenho-me apercebido que estou a deixar de me importar cada vez mais com o que as pessoas possam pensar daquilo que faço ou digo. E a sensação de que tenho de me justificar há muito que começou a desaparecer.
"Ter um bebé é como fazer uma tatuagem no rosto. É preciso ter a certeza de que é isso que se quer antes de a fazer."

Comer, Orar e Amar
Elisabeth Gilbert

14.8.12

Lá vou eu outra vez de férias


Até breve!

Vai-se a ver e até vale a pena....


Gosto de ir ter com ele. Gosto que me vá buscar ao aeroporto. Gosto de fazermos sempre uma parte da viagem em silêncio, simplesmente a aproveitar a companhia um do outro. Gosto de ir ver o nosso apartamento, falar das obras, decidir onde vamos colocar os móveis. Gosto de fazer planos. Gosto de aproveitar o tempo com ele. Não gosto por aí além de acordar de madrugada. Tenho um ataque de coração de cinco em cinco minutos quando vamos no meio do trânsito. Gosto de pesquisar com ele electrodomésticos e móveis na internet, em vez de o fazer cada um para o seu lado como habitualmente. Gosto de nos rirmos juntos. Não gosto de sentir sempre a falta da calçada portuguesa. Gosto de o ouvir chamar-me gulosa enquanto me empanturro com Nutella. Acho que no meio disto tudo, ir ter com ele nem que seja 3 dias, vale sempre a pena. :)

13.8.12

Tramadinha....

Em França, fui deixada durante um dia por minha conta e risco naquele antro de perdição chamado IKEA. Eis as minhas conclusões:

- Se me deixassem no IKEA um dia inteiro, com um cartão de crédito sem limite de dinheiro, decorava na boa 4 casas de 3 pisos cada uma, usando estilos diferentes. Na boa, mesmo.

- Enquanto não aprender a dizer vários pratos em francês, vou passar fome. Ou então vou passar os dias a comer a única coisa que sei dizer: thon (atum).

- Preciso de arranjar um emprego para comprar o que quero.

- Safo-me mais usando a língua gestual do que a língua francesa.

- Há sempre algum francês parecido com alguém que eu conheço. Quase que podia jurar ter visto às compras no IKEA uma professora da Universidade.

- Não tem piada decorar uma casa quando não se tem dinheiro.

- Estou tramada! Desenvencilhar-me sozinha por lá (França) vai ser bonito, vai..........

Recado


Queridos pais, 
Ao deixarem os vossos filhos fazerem o barulho que quiserem num avião (jogos electrónicos, gritos, bater com as peças metálicas do cinto uma na outra) ou abanarem, empurrarem e pontapearem os assentos dos restantes passageiros, estão pura e simplesmente a ensinar-lhes que é permitido incomodar os outros, fazendo assim que estes se tornem naquele tipo de adultos que atende o telefone em bibliotecas, apita à frente de hospitais e empurra os outros para entrar primeiro nos autocarros.

12.8.12

Anda tudo doido, só pode....

Entre 2000 e 2011, a APAV recebeu em média 19 denúncias de violência doméstica por dia.

 Mas anda tudo doido? Mas continua-se a bater por dá cá aquela palha? Mas continua-se a aceitar este tipo de situação? Filhos que batem nos pais? Mas onde é que isto já se viu? Bater em idosos? Mas anda tudo doido? Se alguém tocasse com um dedinho que fosse num dos meus avós, eu juro que lhe cortava os dedinhos todos. Violência contra bebés? O que raio pode um bebé fazer de errado para que mereça apanhar?? Que bestas, animais, monstros! Não compreendo como é que alguém pode partir para a violência contra a própria família, mas ainda compreendo menos como é que é possível aceitar que nos batam. Sempre disse ao meu namorado (que coitado, é um amor e uma paz de alma, mas tem de me ouvir a dizer estas coisas na mesma) que se ele ousasse um dia ter a estupidez de ser violento comigo, era a última vez que me via. Eu amo um homem que me saiba respeitar. A partir do momento em que esse homem se transforme numa besta, não há cá amor para ninguém e eu tenho o direito (e o dever!) de ser feliz. Não haveria cá segundas oportunidades nem "ooooh, mas ele está arrependido". Que enfiasse o arrependimento num certo sítio que eu cá sei e que não o voltasse a fazer com mais nenhuma mulher. 




11.8.12

Hey babe!


Eu queeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeero! 
Oooooh, eu queeeeeeeeeeeeeeeeeeeero tanto!

10.8.12

Ser de cor não significa ser idiota ou mal-educado.Mas há quem não saiba....

E por falar em discriminação, acrescento ainda que quando se ouve que há gays, lésbicas, negros, anões, etc, que são mais preconceituosos que muita gente, eu concordo em absoluto.  Luta-se muito para que todos nos reconheçamos como iguais, mas muitas vezes a má atitude parte daqueles por quem lutamos. Eu não sou uma pessoa racista, nunca fui e não me identifico nada com o racismo. E por isso irritou-me solenemente quando há uns meses, no metro, fui apanhada a olhar para uma rapariga negra que, para além da forma de vestir extravagante, falava altíssimo ao telemóvel (sendo esta a principal razão para estar a olhar para ela). Apanhando-me a olhar para ela, a rapariga decide mandar o berro "Estás a olhar??? Nunca viste uma preta?? Querias ter esta cor, p***!". Valeu-lhe o facto de eu ter ficado tão chocada e de não fazer escândalos em público para se afastar sem ouvir o meu "Olha, vai à m**da".*

* Por natureza não digo palavrões, mas em situações muuuito excepcionais já me saem.

Love is love

É incrível como ainda nos dias de hoje há tanto preconceito para com a homossexualidade. Eu confesso que não sou uma pessoa com muito contacto com a comunidade homossexual, porque tirando a minha paixão assolapada no secundário por um rapazinho que toda a gente sabia ser gay (menos eu....), não voltei a ser amiga de mais nenhum (ou pelo menos, que admitam que o sejam. E comigo ou admitem ou então nem suspeito, como já se percebeu....). Mas sei que se de repente os meus amigos se afirmassem todos apreciadores do mesmo sexo, eu não teria mais a fazer do que aceitar tal facto (vá, talvez precisasse de uns minutos para me recompor do choque de ter todos os amigos a apreciar o mesmo, sem eu suspeitar).
Não compreendo quem ainda acha que se trata de uma doença, de uma anomalia, de uma depravação. Tanta informação e mesmo assim há quem ainda se afaste e os trate mal como se tivessem medo que a homossexualidade se pegasse.
Contudo acrescento que acho que uma pequenina minoria de gays/lésbicas se aproveita do facto de se lutar para que tenham o mesmo direito de escolha, para chocar, entrando em grandes exibições sociais e amorosas. E não, não tenho nada contra os tiques, as carteirinhas e as mãos dadas entre pessoas do mesmo sexo. Mas tenho contra os guinchinhos histéricos ou os beijos e apalpões à frente de toda a gente. Não por serem gays, mas porque também me incomodam as adolescentes histéricas ou os casais (rapariga-rapaz) que em plena rua se entretêm a limpar as amígdalas alheias. E para mim são estes gays/lésbicas que tornam mais difícil que as mentes mais fechadas os aceitem, pois há quem não perceba que são uma pequena minoria e os coloque a todos no mesmo saco.

9.8.12

8.8.12

Motivação precisa-se!


Eu era daquelas pessoas que quando ia passar o fim-de-semana a casa dos pais, levava uma mala enorme como se fosse passar um mês. Se ia quinze dias de férias, era como se fosse 3 meses. Uma relação à distância e inúmeras viagens de avião tornaram-me entretanto uma expert a fazer malas para ir passar o fim-de-semana com o rapaz. Agora o problema é que já estou tão fartinha de fazer este tipo de malas que ando a adiar desde manhã o momento em que gastarei 5 preciosos minutos do meu tempo nesta tarefa. A mala, ali está, já aberta, à espera que atire para lá aquilo de que precisarei. Mas estou mesmo a ver que com a vontade com que estou, amanhã ainda estarei a enfiar coisas e a fechar a mala enquanto entro no comboio....

P.s. Mas como há certos hábitos que não se esquecem, continuo a fazer malas enormes quando não sei bem como são as condições para onde vou e do que vou precisar.

Qualquer dia monto a minha própria oficina


Chamem-me tolinha mas ia fazendo uma festa por ter conseguido trocar uma lâmpada do carro. =) 
Ai, é mesmo fácil contentar-me...troco uma lâmpada e ganho o dia. Só não me pus a dançar porque estava em pleno parque de estacionamento de um centro comercial e dava um pouco de barraca....=P

E não interessa que fosse uma das lâmpadas mais fáceis de mudar. A sensação de vitória mantém-se. 

O segundo post sobre o casamento

Disse aqui há uns dias que as minhas ideias sobre o casamento têm vindo a mudar ao longo dos anos. Quando era pequenina, sonhava (como é óbvio) com um grande casamento, um vestido de princesa (culpa da minha avó que me tinha dado a minha primeira Barbie com um vestido de baile branco), um véu comprido, uma igreja enorme e mais pessoas do que aquelas que eu conhecia. Entrando mais tarde para os escuteiros, percebi que não era capaz de atravessar a nave da igreja sem desatar a rir e sem chegar ao pé do padre com os olhos marejados de lágrimas com o esforço para conter as gargalhadas. Vai daí, decidi naquela altura que afinal ia ter de me casar numa igreja pequenina para não fazer figuras tristes. Decidi também abandonar a ideia do vestido com uma cauda comprida, pois não queria (nem quero) andar a varrer o chão da igreja nem do local do copo de água. Entretanto também decidi que não ia querer um véu à frente da cara, pois se já tropeço quando vejo bem o caminho nem imagino como seria se tivesse um mosquiteiro à frente dos olhos. Aqui há uns anos, se me perguntassem pelos convidados eu faria uma lista jeitosa, convidando até aqueles primos que nunca vejo ou colegas de trabalho. Neste momento, sou sincera: cada vez que penso em casamento até tremo com a ideia de tanta gente. Se neste momento me casasse, acho que preferiria um casamento simples, uma mão cheia de gente, um vestido simples, um dia simples mas bonito. Pode ser cansaço, pode ser desânimo (que isto de ver a conta bancária a descer não faz bem à cabeça de ninguém), pode ser até do calor, mas realmente nos dias de hoje não teria pachorra para um grande casamento, para uma grande festa, para um casamento até às tantas. Bastava-me o noivo e pouco mais.

6.8.12

É assim

Cá estou eu novamente de coração nas mãos. Enquanto ele não chegar a casa eu não descanso (e ainda faltam umas boas horas....). A parte boa é que deu para matar algumas saudades, mesmo a despedida tendo sido o que foi: rápida. Num minuto estávamos a planear o almoço, no minuto seguinte ele estava na carrinha com planos de almoçarem na fronteira. Nem tempo tive de lhe dizer o que quer que fosse. =S
Outra boa notícia é que já foram alguns dos meus caixotes. =D Yeaaah.
De qualquer modo, quinta-feira já estou eu enfiada num avião a caminho da nossa casinha, para ver como estão a correr as coisas e, quiçá, comprar já algumas coisas de que vamos precisar. Isto vai lá. Devagarinho e com muitos percalços, mas isto vai lá. Qualquer dia mudo-me mesmo. Mas hoje ainda não é o dia. ;)

Sou a única?


Ai opah, acho este anúncio tão estúpido, valha-me Deus.

3.8.12

Yeeeaaaah

Yeeeah, acabei de empacotar! Yeeeah! E neste processo tortuoso, demorado e cansativo descobri 3 coisas:

1. Andava à procura nas lojas de uma mala preta e afinal tinha uma enfiada num caixote. Muito gira, por sinal.
2. Até consegui fazer poucos caixotes. Estou orgulhosa de mim. Claro que ele quando vir me vai perguntar se estou a levar coisas minhas e dos 40 vizinhos que tenho, mas eu acho que me controlei bastante e fiz poucos caixotes.
3. Lembram-se de eu dizer que o meu quarto parecia uma feira de ciganos? Já não parece. Agora parece uma feira de ciganos na qual passou um tornado.....

Ocupar a mente

E pronto, o rapaz já está na estrada e eu acho que para esquecer os idiotas que andam a ver se se matam ou matam alguém na estrada vou voltar aos meus caixotes, porque essa tarefa ainda está longe de estar terminada.

Eu já disse que não gosto nada, nada, nada, nada de empacotar coisas? Desempacotar é comigo e eu até gosto bastante, mas empacotar?? Aaaarrrhg.....................................

As coisas como são

Sou o oposto daquelas pessoas que têm medo de andar de avião e preferem fazer quilómetros e quilómetros de carro. E sei disso porque quando ele me vem visitar de avião, o meu coração não se preocupa (embora admita que estando em casa já cheguei a ligar a TV para ter a certeza que não havia nenhuma notícia de última hora sobre aviões caídos) mas quando ele vem de carro, não sossego e só quero que o tempo passe rápido para o ter comigo. E eu, que sou pouco religiosa e muito pouco dada a rezas, dou por mim a rezar aos meus anjinhos para que ele chegue vivo e inteiro. 

P.s. A explicação até tem lógica: andando de avião o que pode correr mal é devido a erros técnicos ou erro humano do piloto ou do controlador aéreo. Andando de carro, o que pode correr mal é devido a erros técnicos ou erros humanos de toda a gente que anda na estrada. E lamento, mas as pessoas não sabem conduzir. E por muito bem que ele conduza, basta haver um idiota (e há tantos) a conduzir à mesma hora no mesmo local para tudo correr mal.

Médicos e medicamentos

Fui à avaliação do sono e o diálogo foi mais ou menos este:
Eu - Ando cheia de sono.
Médica - Óptimo!
Eu - Pois....mas é que ando mesmo a dormir em pé.
Médica - Fico mesmo satisfeita!
Eu - Huuuum...e comecei a ter fortes dores de cabeça por não andar a descansar.
Médica - Que bom! Era exactamente isso que eu esperava!

Confesso que houve ali uns segundos em que achei que ela estava a gozar comigo. Mas a gozar ou não, deu-me permissão para dormir mais 30 minutos. Uhuh! =P
E ontem pus-me a ler a bula do medicamente que ando a tomar para o sono e descobri duas coisas interessantes:
1 - "É indicado para pessoas com mais de 55 anos com problemas de sono". (Joana, tinhas razão. O meu cérebro acha-se mais velho do que é na realidade......)
2 - "Pode causar sonolência". (Really? Pode? E eu a pensar que era esse mesmo o seu propósito.....).

Nota: e diz a bula também que o medicamento pode causar efeitos indesejáveis tais como....insónias. É um espectáculo este medicamento para dormir....

O meu ponto de vista


Nunca gostei de ouvir um homem dizer "Eu só casei porque ela insistiu" ou "Só casei porque era importante para ela". Sendo o casamento um passo tomado a dois é de esperar que seja uma decisão e vontade de ambos. Claro que nós meninas sonhamos muito mais com isto, com o vestido de noiva, as flores, etc, etc...e é verdade que há namoradas que a única coisa que não fazem é arrastar o noivo por uma orelha até ao altar,  não parando incessantemente de falar de vestidos, de escolher até previamente o anel de noivado, as flores, as madrinhas, o sítio da lua da mel, até o pobre namorado se sentir tão pressionado que lhe faz o pedido.

Eu não quero nada disto para mim. Se quero casar? Gostava. Se as minhas ideias acerca do casamento têm mudado nos últimos tempos? Sim (falarei disto noutro dia). Se vou ser infeliz se não me casar? Não, pois seria muito triste ser um papel a definir a minha felicidade. O que eu quero mesmo, mesmo, mesmo é que um dia, SE ele me pedir em casamento, o faça porque é aquilo que ele mais quer no mundo, quero-o nervoso com a resposta, quero ver nos olhos dele o quão importante é para ele que eu aceite*. Simplesmente por que não quero que alguém case comigo "por obrigação" e confesso que não percebo a felicidade das raparigas que o fazem. 

* Ele sabe perfeitamente que é isto que eu penso. E também sabe que não direi que sim a não ser que ache que temos condições monetárias para avançar com um casamento. Ou seja, não estou a falar para aqui de casamento com esperança que ele leia e pense que eu estou a ficar desesperada por casar. Huuuuum, pensando bem acho que vou começar aqui a falar de casamento todos os dias a ver se pega...loooooooooooool. =P

2.8.12

Não são problemas, são contrariedades....

Começo a ficar um bocadinho assim pequenino farta das "contrariedades" que vão aparecendo. Oh, que caraça, será que nada pode correr no tempo estipulado? Valha-me Deus que se atrasa tudo, desde a coisa mais simples à mais complicada.

A Idade do Rock

Dois factos sobre o cinema:
1. Ir sozinha ao cinema à tarde não é tão estranho como ir à noite, e não levamos com a pergunta "Só um bilhete?". Provavelmente pensam que o namorado ou o marido está a trabalhar, e não que estamos sós e que nenhum homem nos quer.
2. Eu gosto de estar sozinha numa sala de cinema pois não tenho de levar com as outras pessoas a fazer barulho, mas ninguém me tira a sensação que pode aparecer ali um louco que me mate e só se vai descobrir quando o filme acabar e eu não me levantar da minha poça de sangue. Paranóias.....

Fui ver "A Idade do Rock". É um filme levezinho e felizmente o meu receio não se confirmou: pensava que ia ser algo como o "Nine", o qual foi uma pequena tortura e que me fez chegar ao intervalo com a cabeça nas mãos e a pensar "Ainda falta metade??".Eu gosto de musicais e este tem a sua piada. Ainda me ri com algumas cenas. Mas tenho a dizer-vos que o Tom Cruise está muito acabado. Digo também que nunca fui a típica rapariga a perder-se de amores pelo Tom Cruise, Brad Pitt ou até mesmo Leonardo DiCaprio (aquela fase do Titanic foi demais...toda a gente suspirava por ele e eu não lhe achei piada nenhuma. Talvez por imaginar que naquele barco ele não tomaria banhos decentes e eu gosto de homens limpos). Também nunca vi qualquer piada no George Clooney ou no Johnny Depp (lá está, não tem um ar muito lavadinho, não). Por isso, por nunca ter achado piada ao Tom Cruise, agora ainda acho menos. Está mesmo a ficar velho.


1.8.12

Vantagens de ter um irmão

Em 2000 a minha avó ofereceu-nos um dos muitos serviços de louça pintados por ela. É um serviço exclusivo pois só foi feito aquele, sem haver mais cópias espalhadas por aí. Mal olhei para ele gostei imenso das cores e levei até uns pratos e taças comigo quando fui para a Universidade. E sempre disse aos meus pais que aquele serviço seria para mim, já que ninguém o usava. E assim é: ontem retirei tudo do armário e comecei a embalar. O meu irmão, vendo a louça toda espalhada pela cozinha, perguntou o que estava eu a fazer. Ao que respondi "Vou levar este serviço comigo. A não ser que queiras lutar comigo por ele, pois também tens direito a ficar com ele". Claro que encolheu os ombros e disse "Não, obrigado".
Ufa, ainda bem. Já me estava a imaginar à pancada e a partir os pratos todos. Mas felizmente calhou-me um irmão, e não uma irmã, e os rapazes não ligam nenhuma a estas coisas.:)

Estou de volta


As férias foram interrompidas (por uma boa razão). Mas estes poucos dias souberam bem. Fui à praia, tomei o primeiro banho no mar deste ano e passeei, como se quer. E aproveitei para ler o quinto livro da Camilla Lackberg, "Os Diários Secretos". Gostei, tal como gostei dos quatro anteriores, mas dei por mim a fartar-me um bocadinho a meio do livro por achar que a história não estava a avançar ao ritmo que eu gostaria. Não sei se a autora mudou ligeiramente o estilo ou se eu, com a ânsia de descobrir o que o tinha acontecido, queria que tudo se deslindasse rapidamente. Aposto mais nesta segunda hipótese. Recomendo-o, pois claro.