31.5.13
30.5.13
Levam a mal ou não?
Já aqui o escrevi uma vez: quando era menina sonhava com um grande casamento, nos últimos anos já comecei a pensar numa festa mais pequena, e por fim, neste momento, se casasse, ia querer algo mais privado. Nada tendo contra as festas de casamento com 200 convidados (porque se eu quiser, até uma lista de 300 eu consigo arranjar), confesso que cada vez que falamos nesse assunto a ideia de ter meio mundo à minha volta não me encanta. Por outro lado sou uma pessoa extremamente prática e não concebo aquela ideia de ir entregar os convites de casamento em mão a casa das pessoas (logo eu que tenho família espalhada de Norte a Sul de Portugal, e no estrangeiro), de se convidar a prima em 3º grau do primo do sobrinho do ex-marido da minha tia porque se não parece mal (e depois temos de fazer aqueles sorrisos amarelos e pensar "Esta é da minha família ou da dele"?) ou de se convidar alguém por fomos anteriormente convidados para o casamento dessa pessoa (porque lá está, se calhar essa pessoa só me convidou porque queria um casamento com 500 pessoas e eu fui mais uma lista, sem qualquer relação emocional, ou porque alguém a obrigou a convidar-me não fosse parecer mal). A minha questão é: as pessoas levam a mal por não serem convidadas para um casamento? O Jack diz que sim, eu digo que não. Claro que há um punhado de pessoas a quem me custaria não estar presente no seu casamento, mas são pessoas mesmo muito próximas (o meu irmão, por exemplo). Já os amigos, a cujos casamentos eu iria com todo o gosto, não me faria propriamente mossa não ser convidada se me fosse explicado que ia ser um casamento apenas para a família. E o Jack insiste que há quem vá levar a mal, e eu digo que não, e que os bons amigos compreendem estas situações. E agora, opiniões? Digam lá de vossa justiça. Levam a mal ou não?
P.s. Para evitar confusões: não, não estamos a planear qualquer casamento. Simplesmente, este não é um assunto tabu e portanto falamos dele. :)
Está quase....:)
E daqui a uma semana vou estar a aterrar em Portugal. :D
Vou fazer uma visita breve e matar as saudades. :)
Lá-lá-lá-lá.....
28.5.13
Para o ano vais ver se tens estes mimos à meia-noite, vais.....
O Jack ontem deitou-se mais cedo do que eu (porque eu estava decidida a fazer um segundo bolo - que desta vez não partiu todo mas ficou queimado) e combinámos que à meia-noite eu iria desejar-lhe os parabéns. E assim fiz, acendi uma velinha cá em casa, fui cantar-lhe os parabéns, fi-lo apagar a vela e desejei-lhe um feliz aniversário. Hoje de manhã, enquanto abria as prendas que eu lhe dava, decide reclamar "Ontem esqueceste-te de me vires dar os parabéns à meia-noite....".
Bem insisti, bem lhe mostrei a vela ainda na mesinha na cabeceira, bem tentei recordá-lo que ele até cantou comigo uma parte dos parabéns, nada, o rapaz não se lembra de nada. Acho que afinal os trinta já começaram a fazer mossa naquela cabeça.
28.05.1983
Eu sempre gostei de aniversários. Sempre. Do meu e do dos outros. Já ouvi até que festejo com mais alegria o aniversário dos outros do que eles próprios. Que querem? Para mim, o dia de aniversário é um dia especial, é o nosso dia, é o dia em que se comemora o facto de termos nascido, é o dia em que se comemora o facto de ainda estarmos vivos, é o dia em que se comemora o nosso crescimento físico e emocional. Adoro dias de aniversário. E quando são os dias de aniversário daqueles que me são próximos sinto ainda mais vontade de festejar porque não é apenas o dia deles, não é apenas o comemorar o facto de terem nascidos e de ainda estarem vivos, é também o comemorar de existirem e estarem na minha vida.
E hoje o Jack faz 30 anos. E eu estou radiante. Transformou-se num homem bonito, este meu rapaz que eu conheci ainda menino. Nos últimos tempos temos gozado com ele por estar a tornar-se um trintão, como se toda a diversão da adolescência e juventude acabasse agora e ele não passasse de um velho acabado. Contudo, a verdade é que olho para ele e à parte tudo o que conquistou, sei bem que ainda tem muito para conquistar. E sei que o vai conseguir. Porque o Jack é assim: vai atrás dos sonhos, luta por eles, não desiste mesmo quando não o consegue logo, e quando finalmente conquista algo, arranja logo outro sonho para perseguir. É um eterno insatisfeito, mas é isso que o faz avançar, e embora eu reclame desta sua faceta nunca satisfeita, no fundo não quero que mude (muito) pois gosto de o ver lutar pelo que quer (e gosto quando finalmente atinge o objectivo). E sei também que estes trinta anos não lhe vão tirar aquele sorriso de criança, aquele brilho no olhar quando entra em casa com mais uma ideia mirabolante (obrigando-me a ser a chata sensata que o faz descer à terra), aquela paixão de miúdo por automóveis. Sei que vai ser sempre assim, aos trinta, aos quarenta, aos cinquenta, etc. E sei também que este seu lado de criança se alia perfeitamente ao seu lado de adulto, àquele lado trabalhador e responsável, que o faz acordar todos os dias ainda o sol não nasceu, que o faz trabalhar 6 dias por semana, que o faz estar fora de casa mais 12 horas por dia, e que às vezes ainda o faz sentir-se tentado em abraçar mais algum projecto. O Jack faz parte daquela raça de homens que quer é trabalhar, quer arregaçar as mangas e fazer-se à vida, pois sabe que só assim (que isto do Euromilhões nunca mais no abençoa) é que vai conseguir tudo o que quer, mesmo que o trabalho não seja naquilo que mais gosta. No fundo, o Jack é um mau perdedor (até em jogos de cartas e tabuleiros) e isso estende-se à vida: o Jack vive para ganhar, e se não ganhar agora então há-de ganhar mais tarde. Não é a vida, com os seus truques e reviravoltas traiçoeiras, que ganha, mas sim ele. O Jack é daqueles homens que acorda com um valente mau humor (e infelizmente não estou a ver os trinta a virem mudar isso), que segue a máxima "poucos amigos mas bons", que é simpático com toda a gente (às vezes demais), que está sempre lá para ajudar mas que também quando se farta bate o pé e com força. O Jack é um observador de pessoas, é calado, é um estudioso, é alguém que aprende sozinho e tem sempre sede de saber. O Jack é um romântico quando o tempo lhe permite, é um desajeitado esforçado, é um homem de família. O Jack é o menino, rapaz, agora homem, que eu escolhi para ser o meu companheiro de vida. E hoje, vendo-o com trinta anos e vendo o quão bem ele tem crescido, sinto que fiz a escolha certa. É sem dúvida um homem maravilhoso.
Feliz Aniversário, Jack.
27.5.13
Eu nunca escondi que não sabia cozinhar.....
Fiquei encarregue de fazer para amanhã uma mousse de chocolate e um bolo de chocolate, que serviria de bolo de aniversário do Jack. Provei a mousse depois de a fazer e sinceramente já comi melhor. Quanto ao bolo, ao desenformar partiu-se todo. Empilhei os bocados tristes em cima de uma travessa na cozinha e tenho estado a mentalizar-me que terei de fazer outro bolo, embora já esteja mesmo a ver que não vai sair novamente bem e que esta coisa de ser eu encarregue do que quer que seja na cozinha é de uma responsabilidade muito grande visto os meus parcos dotes culinários. Por outro lado, o Jack chega a casa, vê os bocados de bolo empilhados e diz "Ei, que ganda bolo!", o que me diz que as expectativas dele em relação ao que eu vou conseguir desencantar como sobremesas para amanhã talvez não sejam assim muito altas.
Para o que lhe havia de dar.....
O meu telemóvel está a morrer. De vez em quando já lhe dava para se desligar. Agora dá-lhe para isso várias vezes por dia, todos os dias. Cheira-me que nos próximos dias vão ser substituído, vai, vai, que isto de estar constantemente a ver se ele ainda está ligado ou se já se desligou por livre iniciativa, não é para mim. E estou mesmo a ver que um dia me perco, ou furo um pneu, ou bato com o carro, e há-de ser mesmo nessa altura que o raio do aparelho há-de entrar em coma permanente e deixar-me pendurada. Baaaaah.....
Cinema (clap, clap, clap, clap, clap)
O Jack conseguiu alguns bilhetes grátis para ir ao cinema (e ainda bem porque ir aqui ao cinema é um pequeno roubo) e assim temos ido ver alguns filmes nos últimos tempos. Ontem foi dia de ir ver o "Fast and Furious 6". Não é de todo, mas mesmo de todo, o meu tipo de filme. Para quem não acha piada a corridas de automóveis, a automóveis a andar depressa de mais, e ao barulho dos automóveis, este filme tem tudo para não agradar. Eu queria ter ficado em casa, mas os planos de domingo não correram nesse sentido e de repente lá estava eu enfiada numa sala de cinema. O filme vê-se, sem grandes manifestações de alegria da minha parte mas também sem adormecer de tédio. O que me fascinou foi na segunda metade do filme, um dos heróis salva uma rapariga numa cena para lá de heróica, e nesse preciso momento a sala irrompe em palmas, suspiros e gargalhadas de alívio. E a partir daí ocorreram mais 5 destas palmas generalizadas, como se estivéssemos a ver uma peça de teatro. No fim, estava literalmente à espera que os actores saíssem da tela e fizessem uma vénia. Acho que nessa altura já teria acreditado em tudo. =P
P.s. Devia haver algo que se mandasse à cabeça das pessoas que não param de olhar para o telemóvel durante o filme. À minha frente estavam quatro amigas, uma delas a receber constantes mensagens de uma amiga ou de um rapazinho, mensagens estas que fazia questão de mostrar às amigas e que as fazia a todas dar risinhos. E eu só via um quadrado luminoso a passar de um lado para o outro, à frente das legendas. Porque é que as pessoas não conseguem ir ao cinema E ver simplesmente o filme?
26.5.13
Aaa...pois.....ora então.....como é que eu te hei-de-responder a isso?....Aaa...ora bem....
O Jack sempre me disse que um dia quem iria explicar a histórias das abelhas e das cegonhas e tudo isso aos nossos futuros filhos seria eu, dada a minha formação em ciências. E eu sempre lhe disse que teríamos depois de ver isso muito bem porque se há alguém que mete os pés pelas mãos nestes temas, esse alguém sou eu. Contava ainda ter uns bons aninhos pela frente sem ter crianças/adolescentes a fazer-me perguntas destas, mas esqueci-me que o Jack já tem sobrinhos curiosos. Bem, Tété, cabeça fria, responde às perguntas e tenta não gaguejar muito. =P
24.5.13
Eu e os vizinhos - novo round
Eu já aqui disse que sou estupidamente sensível a barulhinhos. Tudo o que os vizinhos façam, eu oiço. Até puns os oiço dar, por isso não há nada que me escape. Quando para aqui viemos viver, o apartamento por cima do nosso era ocupado por uma família com três ou quatro filhos, os quais, passando muito tempo sozinhos em casa, se divertiam jogando futebol pelas várias divisões, mandando coisas ao chão, subindo e descendo as escadas do prédio em grande alarido. Não me interpretem mal: eu até gosto de crianças, não gosto é de barulhos. Cheira-me que herdei esta costela do meu pai que sempre tirou o som a qualquer jogo ou boneco que tivéssemos quando éramos pequenos. Hoje, o meu irmão só usa o telemóvel com o modo de vibrar e nunca de tocar, pelo que também acho que herdou a mesma costela. Claro que acrescido aos barulhos das crianças, há o barulho das mães, porque verdade seja dita: com tantos filhos há que mandar uns berros de vez em quando para pôr a ordem nas coisas. Felizmente o casal de cima mudou-se mas pouco depois o apartamento por baixo do nosso foi ocupado. Mais uma vez por um casal com três filhos. A história dos barulhos repete-se. Até porque não sei porquê havia ali uma obsessão qualquer com os saltos altos e era um martelar constante de manhã à noite, o qual felizmente é cada vez mais raro. E agora, temos vizinhos no apartamento por cima. E claro, com filhos. E eu resmungo, pois que resmungo, enquanto oiço as patadas pouco suaves que as criancinhas dão no chão enquanto os pais carregam as coisas escadas acima. E depois lá penso com alguma lógica que enquanto continuarmos neste apartamento a nossa sina não será outra, porque os dois apartamentos (cima e baixo) são apartamentos com três quartos e para alugar. Que casal é que alugaria um apartamento com três quartos se não tivesse pelo menos uma criança? Que se compre, aí entendo, porque compra-se a pensar já no futuro e nos rebentos que possam vir (e mesmo assim, nós transformámos o nosso T3 num T2), mas geralmente no aluguer, aluga-se uma casa à medida da família. Cheira-me por isso que bem posso andar aqui a suspirar por uma casal silencioso ou um vizinho solteiro porque a única coisa que vou ter vão ser sempre criancinhas barulhentas. :)
23.5.13
Ah, faltou-me um livro
Teté põe gasolina no carro pela primeira vez sozinha
Eu já tinha tentado pôr gasolina uma vez com o Jack. Queria aprender porque isto de estar dependente de um homem para pôr gasolina é coisa que a mim não me assiste. Posso ser naba em muita coisa no que toca a carros (e sou!), mas meter gasolina e ver a pressão dos pneus gosto de saber fazer. O problema é que logo da primeira vez a bomba de gasolina recusou o meu cartão de débito francês, e eu fiquei logo para ali aflita a olhar para ela, a pensar porque é que ela não gostava de mim, porque é que se estava a recusar a aceitar o meu pagamento, eu só queria pôr gasolina e ela não me estava a deixar, e não parava de falar comigo em francês, e ai-meu-deus, o que é que eu faço agora?. Fiquei traumatizada, pronto. A partir daí, tenho vivido no meu papel de mulher dependente do namorado para pôr gasolina no carro. Mas hoje decidi dar o grito do ipiranga (o facto de querer mesmo hoje ir ao centro comercial e não ter gasolina para lá chegar também ajudou) e vai de ir às bombas sozinha. E lá me entendi com a senhora máquina, não me enganei na gasolina a colocar, fui seguindo as instruções que aquela voz estranha me dava, e correu tudo bem. Uhuh, já não sou uma mulher dependente (no que toca à gasolina, porque isto financeiramente ainda não está como eu quero). :)
Os livros da Anita mas em versão Tété
Tété tenta orientar-se (e falha redondamente)
É certinho e direitinho: não consigo ir até ao centro comercial por um caminho e voltar pelo mesmo. Vou por um e venho por outro. Mais vale meter na cabeça que pontos de orientação não é comigo e que mais vale fazer sempre assim. A partir de agora o GPS é o meu melhor amigo.
Tété tenta falar francês (mas os outros não me deixam)
Eu tento, porque tento mesmo, falar francês nas poucas oportunidades que tenho. Tento fazer frases completas, responder devidamente sem ser com monossílabos, e por aí adiante. Mas depois acontecem-me coisas como as de hoje: estava a comprar a prenda de aniversário para o Jack, e o empregado da loja lá ia tentando manter uma conversa que eu percebesse e eu lá ia tentando responder. A páginas tantas, ele pergunta-me se sou portuguesa. Respondo que sim, e ele diz que se tinha apercebido disso pelo sotaque. E aqui deixem-me fazer um aparte: já é a segunda pessoa que me pergunta a nacionalidade, dizendo que reparam no meu sotaque. Ora, o interessante é que o meu francês não tem sotaque. Na verdade, o meu francês é falado mal e porcamente e daí facilmente se perceber que não sou daqui. O meu sonho é chegar ao dia em que vou falar correctamente francês com sotaque (já nem sonho não falar com sotaque que o meu jeito para línguas numa foi muito e não há-de melhorar). Mas é mimoso da parte deles dizerem que tenho sotaque em vez de dizerem "Pois, com tantos erros numa frase nota-se logo que não é francesa!". =P Continuando então, nisto o empregado pergunta-me em francês de que cidade sou. Não o entendi. Perguntou outra vez. Não o entendi outra vez. À terceira, visivelmente farto daquilo e já com cara de quem estava a começar que se calhar eu, para além de não falar bem francês até poderia ter algum atraso, começa a falar português comigo, a dizer que é do norte de Portugal, etc, etc...Por isso, por muito boa vontade que eu tenha em tentar falar francês, a culpa não é minha se até os empregados são portugueses e falam comigo português. =P
Tété manda pragas a São Pedro (e cheira-me que vai continuar a mandar)
Quando saí do centro comercial já ia com um ataque de alergia em cima que me fazia espirrar ao ponto de se me fazer ouvir a três quilómetros de distância. O que mais queria era que a viagem de regresso a casa corresse bem, que fosse rápida e sem percalços Pois, está bem, está bem. A meio da viagem começa a cair uma autêntica carga de água. E lá ia eu, com os olhos meio fechados (que isto das alergias dá-me uma comichão nos olhos de tal ordem que mal os abro), com os limpa-pára-brisas no máximo, a pensar que não via um boi à frente do carro. E nisto, São Pedro, ainda pouco satisfeito, decide lançar granizo. A barulheira era tanta que eu já nem ouvia a voz do GPS e nem me atrevia a tirar os olhos da estrada para ver no ecrã do aparelho se tinha de virar para algum lado. E nisto a visibilidade piora rapidamente porque o granizo não era composto por pedras duras, mas sim por pedras que batendo no vidro se desfaziam (parecia neve) em áreas de cerca de dois centímetros, cobrindo todo o pára-brisas com uma camada branca que por muito que eu afastasse se voltava a formar. Tudo isto enquanto o carro apitava furioso, que a temperatura era de 3ºC e por isso haveria risco de gelo (3ºC, São Pedro, 3ºC!!! Sabes que Junho está quase aí, não sabes????). Ainda estou para perceber como raio consegui regressar pelo caminho certo, como é que não bati em nenhum lado e exactamente de que está São Pedro à espera para mandar vir o bom tempo. É que São Pedrito, se queres algum suborno, andas a pedir às portas erradas, porque a malta anda toda sem dinheiro.....
22.5.13
Tiram-me do sério
Aquelas pessoas que não conseguem deixar os outros falar sem interromperem constantemente. E que quando são eles a falar se exaltam caso alguém os tente interromper e exigem absoluto silêncio enquanto falam. E se alguém lhes diz que não podem exigir algo que não dão em troca, lançam o belo argumento do "Eu falo quando quero!". É coisa para me fazer encolher os ombros e não dizer nem mais uma palavrinha. Com gente assim, cujo cérebro não cresceu a partir dos 6 anos de idade, não vale a pena tentar argumentar.
Se eu um dia mandar no mundo....#3
De forma a incentivar a entrega rápida de papéis e a rapidez no pagamento de dívidas (e contra a característica portuguesa de deixar tudo para o fim :)), criava a seguinte regra: quem entregasse papéis (como a declaração de IRS, por exemplo) ou pagasse os impostos (como o IMI ou o IUC, por exemplo) na primeira semana do prazo dado, tinha um desconto. =P
21.5.13
Vou mudar de supermercado, pronto.
Estou convencida que no supermercado onde vou alguém anda a tomar nota daquilo que gosto e fá-lo desaparecer rapidamente. Um dia encontrei uns morangos mesmo saborosos. Nunca mais a partir daí vi uns tão bons. Noutro dia comprei umas ameixas amarelas óptimas. Desapareceram e nunca mais voltaram. Com umas uvas docinhas, foi a mesma coisa. A alface iceberg que eu comprava todas as semanas fugiu-se-me da vista. Os meus cereais já nem lugar têm nas prateleiras. As ervilhas congeladas levam desaparecimentos que duram semanas. Comprei feijão verde uma única vez e nunca mais o vi. Agora foi o leite: sumiu-se. Eu juro que se apanho quem me anda a espiar e a fazer desaparecer aquilo que eu gosto vai ter de se haver comigo. Olha que esta....=S
Acho que isto é de família.....:)
Eu não sou menina de médicos. Aliás, gosto tão pouco de ir ao médico que sou o oposto de alguém hipocondríaco: acho sempre que está tudo bem comigo e que o que quer tenha vai passar. Quando era miúda e estava meio adoentada, bastava ver o meu pai com a caixa dos medicamentos na mão para me sentir literalmente melhor sem ter de tomar nenhum. É raro, muito raro, achar que tenho algo que me vai levar desta para melhor. A única coisa que não gosto é problemas no coração, e aí já me lixei porque sou dada a ataques giríssimos de ansiedade e porque o meu coração tem ali uns batimentos anormais (que não me vão levar desta para melhor, mas que por vezes me dão a sensação que a máquina se está a avariar e que não tenho mais do que 2 minutos de vida). Como não há nada a fazer, encolhe-se os ombros e leva-se a vida em frente.
Ao contrário dos hipocondríacos, a mim faz-me um bem imenso ler as bulas todas dos medicamentos que tomo e pesquisar na net quando suspeito de ter algo errado. Em relação às bulas, é puramente psicológico: ao ler os efeitos secundários, automaticamente meto na cabeça que não vou sofrer nenhuma daquelas coisas (e se sofrer, nem me assusto, porque sei a causa). Quanto às pesquisas na net, é muito raro pesquisar algo na net quando estou realmente a achar que tenho algo (para isso existem os médicos e é melhor ir a uma consulta). Mas quando os próprios médicos suspeitam de algo, aí meus amigos é ver-me agarrada ao computador a pesquisar tudo e mais alguma coisa sobre aquilo. E ao contrário dos hipocondríacos que numa lista de dez sintomas entram em pânico se tiverem dois, eu se não tiver um dos sintomas numa lista de dez, convenço-me que não tenho nada daquilo e pronto (até o médico possivelmente me dizer o contrário =P).
Suspeito que acabarei por ser como o meu avô, um homem rijo nos seus 81 anos, que finalmente foi ao médico para fazer análises e que quando lhe liguei a perguntar se a consulta tinha corrido bem, me responde "Claro que sim! Combinei com a médica que vou viver até aos 100 anos!". Quais medicamentos, quais quê, está combinado, está combinado. =P
18.5.13
Pois....
A propósito deste texto aqui, em que a senhora Maria Teixeira Alves diz (a propósito da adopção por casais homossexuais) que ao menos nas instituições as crianças não são violadas nem maltratadas, e que não correm o risco de, chegadas à adolescência, serem seduzidas pelos pais, eu só gostaria de perguntar a esta senhora em que mundo é que ela vive. Porque no meu mundo houve crianças violadas na Casa Pia e há pais (de casais heterossexuais) que abusam sexualmente dos seus próprios filhos biológicos desde que estes são pequenos. Ah, espera, a culpa é na mesma dos casais homossexuais, sabe-se lá como.
P.s. - São pessoas como esta que, quando vier a público a primeira notícia de uma criança maltratada pelos pais adoptivos homossexuais, se vai insurgir e dizer "Eu bem avisei!". É que assim sendo eu também aviso: Há casais heterossexuais que abusam e abandonam os próprios filhos biológicos. Há casais heterossexuais que adoptam crianças e as maltratam. Abaixo a procriação e adopção por casais homossexuais. Pronto, está dito. Assim, quando surgir a próxima notícia de qualquer criança violada ou maltrata pelos pais heterossexuais, vou poder dizer "Eu bem avisei"....
17.5.13
Adopção Homossexual (texto grande - vão buscar pipocas!)
Já meio-mundo escreveu posts sobre isto hoje (e eu acho bem) mas aqui vai o meu também, que eu também sou gente e tenho uma opinião a dar. Há uns tempos, eu e o meu rapaz (doravante chamado Jack, que eu já estou farta de escrever "o meu rapaz" e ainda por cima ele faz 30 anos este mês e eu tenho de me mentalizar que qualquer dia tenho de deixar de o chamar "rapaz". Adiante.) falávamos exactamente da adopção por casais homossexuais pois conhecemos pessoas que são um pouco resistentes a esta ideia.
Para mim, nada indica que um casal homossexual não consiga educar uma criança num ambiente estável e com amor. Afinal de contas, muitas crianças vivem com pais (homem e mulher) que não lhes ligam, ou que lhes exigem a perfeição, ou que batem um no outro, ou que as prostram horas a fio à frente de um computador/televisão para que não incomodem, ou que os alimentam a Pizza Hut e MacDonalds, e ninguém diz que os casais heterossexuais dão pais horríveis, certo? Sendo sincera, acho que vai haver péssimos casais homossexuais no papel de pais, assim como há péssimos casais heterossexuais a desempenhar o mesmo papel. Felizmente, também haverá os bons e são esses que vão dar lares felizes às crianças. :)
E podem dizer "Mas as crianças vão ser marginalizadas na escola". Concordo com os outros blogues quando estes dizem que marginalizadas são crianças filhas de casais heterossexuais, mas porque são gordas, negras, baixas, lentas a correr, usam aparelho, tem o cabelo demasiado encaracolado, são estrábicas, têm um sinal na cara, têm voz de desenho animado, usam óculos, e por aí adiante. Ou seja, não é ser filho de casais homossexuais que vai de repente levar ao mundo das crianças inocentes a marginalização. Esta já existe, é frequente, e é algo a lutar, ponto. E podem acrescentar "Mas com isto acrescenta-se mais um factor para que sejam marginalizadas". Sim, é verdade. Mas esperemos que aconteça com estas crianças o mesmo que aconteceu às crianças de pais divorciados. Não se esqueçam que houve uma altura em que os casais não se divorciavam, as mulheres não deixavam os maridos violentos, vivia-se na mesma casa mesmo havendo conhecimento de amantes, tudo isto porque coitadinhas das crianças, o que é que as pessoas haviam de dizer, vai ser gozada na escola porque é filha de pais divorciados, etc, etc. Hoje já ninguém liga a isso (ok, há quem ainda nem conceba a ideia de divórcio, mesmo não havendo filhos à mistura, mas isso são outras histórias), as crianças já não são marginalizadas por isto, já encaram de forma natural os meios-irmãos do pai ou mãe que voltou a casar. E eu estou absolutamente confiante que daqui a uns tempos, o mesmo se passará com a adopção por casais homossexuais: vai ser tão normal que deixa de ser estranho. Claro que haverá sempre uns que vão ser contra, mas também há aqueles que são contra as mulheres trabalharem, ou o divórcio, ou a homossexualidade, e nós não lhes ligamos, não é?
Há também quem diga que estas crianças vão ser criadas sem figura masculina ou feminina em casa. E isso já não acontece? Não há crianças a serem educadas exclusivamente pela mãe, tias e avó, porque os homens da família estão ausentes ou morreram? E são crianças diferentes das outras?
Por fim, podem dizer "Ah, mas a quem entrega a prenda no dia da mãe, ou do pai?" É simples, cada família fará conforme achar melhor. Na minha família festeja-se o dia da mãe e do pai com muitos mimos e prendinhas. Já na família do Jack, estes dias não têm importância especial. Fui uma criança mais amada do que ele por isso, ou os meus pais são melhores que os dele por isso? Não. Por outro lado, conheço um rapaz que cresceu sem pai devido à morte deste, e no dia do pai sempre ofereceu prenda ao padrinho. É o pai dele? Não, e depois? Estas crianças terão padrinhos, madrinhas, avôs e avós, tios e tias, a quem dar prendas, a quem pedir conselhos, com quem passar férias, de quem hão-de receber reprimendas e castigos, como qualquer criança.
Portugal é um país de costumes e ideias fixas, mais felizmente vai aos poucos e poucos abrindo-se ao mundo. :)
Adopção
Ando para aqui com um post iniciado sobre a adopção de crianças por casais homossexuais, desde que vi na televisão francesa duas manifestações (uma contra e outra a favor) ligadas a este tema. E já que hoje a Assembleia da República Portuguesa aprovou a co-adopção por casais homossexuais, vou ver se termino o texto e o coloco aqui mais logo. E entretanto, opiniões? Contra ou a favor?
16.5.13
Tomar decisões
Tenho a sensação que o Intermarché me está a roubar o dinheiro todo. =S Caramba, passo a vida a gastar dinheiro para encher a despensa e a fazer máquinas de roupa. Está decretado: a partir de agora passamos a comer só uma vez ao dia e andamos nus. =P
15.5.13
É que nem consigo ver o filme descansada, tão espantada que fico com as mesmas expressões....
É incrível a quantidade de expressões que o actor James McAvoy faz que são iguaizinhas às do meu namorado. Lembro-me dele principalmente pelo filme Expiação e lembro-me de ter passado o filme a dizer "Mas...mas...este és tu!", "Tu também fazes aquilo", "Tens exactamente a mesma forma de olhar", "Também fazes aquela expressão!". Os olhos azuis ajudam ainda mais à festa. Meu amor, se um dia quiseres fazer de duplo, já sabes.....=P
Isto de ir às compras é mais complicado do que parece.....
E quem é que foi hoje a um Centro Comercial, quem foi, quem foi?? Eu! =D No domingo, o meu rapaz tinha-se enchido de paciência e tinha-me mostrado dois caminhos possíveis para ir até lá. Um mais directo (pela auto-estrada) e outro mais demorado (a atravessar aldeias e vilas, campos e floresta). Claro que para mim, o mais óbvio seria a escolha da auto-estrada porque cabeça de ar como sou haveria menos hipóteses de me enganar (e se enganasse ia parar a Paris, portanto...nem tudo era mau =P). E claro que mudei de ideias mal soube que ia pagar para cima de seis euros em portagens. Estou para aqui eu, uma pobre desempregada, sem conseguir emprego em França, era o que faltava encher os bolsos aos franceses em portagens.
Ora vai daí, toca a tentar ir pela estrada de aldeias e vilas. Hoje de manhã estudei um pouco o caminho no google maps (grande amigo) e pus-me a caminho. Cerca de 45 minutos depois estava eu a entrar no estacionamento do centro comercial (confesso que a última cortada não a perdi por muito pouco. Estive mesmo para continuar em frente e sei lá onde é que ia parar....).
O Centro Comercial é gigante, andei por lá a ver as montras, a entrar em lojas que também há aí (Pinkie, Zara, Mango, Berska, Pull and Bear, Fnac, etc, etc), a apitar à entrada das lojas mesmo sem ter comprado nada (há algo em mim que apita. Mas só quando entro nas lojas, quando saio é raro), enfim, regalei-me sem ter gasto um tostão. Depois, já farta (que eu só gosto de andar às compras quando tenho dinheiro para tal) decidi que era hora de me ir embora. E aí é que foi o bonito: 1) já não me lembrava das indicações dadas pelo meu rapaz; 2) tinha-me esquecido de ver o caminho de volta a casa no google maps (mas o que é que interessa regressar a casa, pah? Interessa é o caminho para o shoping e mais nada....), 3) já nem me lembrava de que direcção tinha vindo. A cada rotunda que passava, dava três voltinhas para conseguir ler as placas todas e ver se algo me avivava a memória. Nada, rien de rien. Nisto, passo pela entrada para a auto-estrada. Se seguisse por ali, sabia perfeitamente como ir até casa. Acham que escolhi ir para a auto-estrada? Claro que não, a minha veia de forreta obrigou-me a ir em frente! Vamos lá!!
Felizmente tinha no carro um GPS (no qual confio só mais ou menos). :) Lá o liguei e lá segui as instruções meio a medo, sem reconhecer as aldeias que estava a atravessar (e admito, a certa altura os nervos traíram-me e eu só me ria, e ria, e ria, e ria, a pensar que quando desse por mim estava na Bélgica ou a caminho de Portugal, e que ia ter de ligar ao Jack para me vir buscar, sabendo lá eu onde estava), até finalmente ter ido a parar a uma estrada que reconheci. E daí regressei feliz e satisfeita a casa, com uma nova nota mental: NÃO VOLTAR A SAIR DE CASA SEM TER A CERTEZA QUE SEI COMO REGRESSAR! Mas se isso acontecer, ter a certeza que há algures no carro um GPS. =)
14.5.13
Vá, não é bem do tamanho de um boi...mas quase! =P
Vamos começar por um ponto básico: eu sou uma menina de cidade. Cresci em cidade e vivi toda a minha vida em cidade. Vá, o Verão era passado em casa dos meus avós com piqueniques e subidas às arvores, durante a minha infância e adolescência coleccionei alguns acampamentos, e tirei um curso que me levou a algum trabalho em campo, mas ainda assim sou assumidamente uma menina de cidade.
Outro ponto básico é: eu odeio minhocas, larvas e afins. Não tenho medo de cobras. Não tenho medo de aranhas. Não tenho medo de abelhas. Gosto claro que este tipo de animais se mantenha a uma distância respeitável, mas não entro em pânico quando vejo um bicharoco destes. Já tive aranhas a passearem nas minhas mãos sem quaisquer problemas e desde que as tenha debaixo de olho sinto-me relativamente segura. O que sempre me fez dizer que não tenho qualquer medo destes bichos de 8 patas. Pois, mudei de ideias.
É que eu, menina de cidade assumida, até aceito os javalis e as raposas aqui nas redondezas . Os coelhos e as corças também passam bem. As vacas, ovelhas e os cavalos também os aceito bem. Mas definitivamente não aceito que me apareça na sala uma aranha do tamanho de um boi.
Pois que sim, que agora tenho medo de aranhas.
E adivinhem quem é que agora nem se calça sem ver primeiro se não há algum bicho dentro das sapatilhas, pantufas, botas, o que quer que seja?
Amarelo
Esta zona onde agora vivo fica muito gira no Inverno pois os campos cobrem-se de neve e só se vê quilómetros e quilómetros de branco. E se eu acho que fica muito gira no Inverno, também acho que a paisagem primaveril não lhe fica atrás. As imensas plantações de soja dão esta cor amarela linda, que sobressai ainda mais no meio do verde dos outros campos. A fotografia por detrás do título foi tirada por mim num dia de regresso a casa. E eu gosto dela. :)
A do post já foi tirada pelo meu rapaz e mostra bem o tamanho de estes campos que trazem cor à paisagem. :)
Blog
Tenho uns cinco ou seis posts na minha cabeça, mas cada vez que me sento para escrever baralho-me toda e nunca sei o que hei-de escrever primeiro. Deixem-me cá organizar as ideias e depois volto cá a ver se isto arranca de vez. =)
13.5.13
Adoro isto....
Estar a imprimir currículos e cartas de motivação para enviar amanhã, e acaba-se o tinteiro. Booooa......
Reims
Eu e ele a falarmos da mesma terra sem percebermos. Eu a dizer "Rei-me-sse" e ele a dizer "Ran-ce". O nome da terra é Reims. Como é que vocês leriam isto??
Uhuh!
Ontem foi dia de passeio e que bem que soube. Cinema, chocolate quente no Starbucks, passear e aproveitar o sol (se bem que estava um ventinho gelado que nem vos digo, senti por momentos saudades do cachecol, das luvas, do gorro....Oh, São Pedro, daqui a pouco mais de meio mês estamos em Junho, Vê lá se aqueces um bocadinho - não muito, que também não é preciso - as coisas), lavar o carro, e aprender como ir sozinha até à Disney e ao centro comercial. Esta semana vou tentar pegar no carrito e pôr-me a caminho. Se ouvirem falar de um rato Mickey atropelado ou de uma portuguesa perdida no meio dos campos a gritar socorro, lembrem-se de mim. ;)
10.5.13
Esta coisa de estar desempregada
O desemprego afecta as pessoas de maneira diferente, dependendo claro está da situação financeira de cada um, da sua forma de estar, da sua personalidade, do ambiente que a rodeia. Já aqui o disse algumas vezes que se me pagassem para eu estar por casa, eu até nem me importaria por aí além. Sinto falta de trabalhar, de exercitar este cérebro, de aplicar aquilo que sei e conheço, e não acho mesmo que tenha carácter para dona-de-casa (deixem-me arranjar um bom emprego e acho que a primeira coisa que faço é contratar uma empregada), mas ainda assim entretenho-me bem sozinha por casa. Neste ano de desemprego não dei por mim sentada no sofá a olhar para as paredes, a pensar que pobre de mim, não tenho nada para fazer, que seca. Muito pelo contrário até sinto que me falta tempo. A única coisa que me custa mais a sério é ver a conta bancária atingir valores alarmantemente baixos, daí sentir falta de um salário.
Mas isto sou eu, que felizmente consegui poupar qualquer coisa nos últimos anos, tenho ao meu lado alguém que trabalha e suporta as despesas da casa sem sentirmos a corda ao pescoço, e enfim, entretenho-me facilmente e perco a conta às horas que passam.
Ainda assim, claro que estar desempregada faz mossa e tem o seu quê de chato. Passando ao lado da seca que é procurar trabalho, bater com a cabeça nas paredes devido à falta de propostas, esperar por respostas e nada, voltar a procurar e encontrar nada ou as mesmas coisa, uma das coisas chatas de estar desempregado...são os outros. :) E não me levem a mal porque eu incluo-me neste grupo, pois afinal de contas também tenho amigos desempregados e para eles eu faço parte deste grupinho dos "outros" que para além de perguntar amiúde se há novidades, se já arranjámos alguma coisa, ainda faz propostas e manda ideias para o ar. As intenções são geralmente (99% das vezes) boas: as pessoas estão interessadas, preocupadas connosco, querem mostrar-nos que nos apoiam e que compreendem a nossa situação, perguntando por isso como vai a procura. E uma pessoa sorri (que remédio tem) e responde: mais ou menos, vai-se procurando, até agora nada, tenho algo em vista mas nada de certo, "é procurar e nada encontrar", etc, etc. Depois vem a parte chata: as perguntas do género "Mas já tentaste ali?", "Já procuraste neste site?", "Já pensaste em procurar algo fora da tua área?", "Já pensaste em fazer isto?". Porque é que é chato? Porque, 1) faz-nos sentir incompetentes, e porque 2) faz-nos sentir incompetentes. :) Em primeiro, faz-nos logo sentir assim porque sentimos que se os outros sentem necessidade de dar ideias é porque não nos acham espertos o suficiente para as termos sozinhos. E em segundo, porque depois há quem dê de facto boas ideias, e aí sentimo-nos mesmo estúpidos por não nos termos lembrado delas antes. :) E mais uma vez ressalvo: é óbvio que a intenção não é esta (afinal de contas, são nossos amigos), é óbvio que a intenção é ajudar, é óbvio que não nos acham incapazes, mas este é o sentimento que surge. Ou pelo menos, a mim é. :) Contudo, acho que não há nada a fazer. As pessoas continuarão a fazer perguntas e a dar ideias, enquanto estivermos desempregadas, por isso mais vale não fazer disto um problema. Afinal de contas, eu própria vou continuar a fazê-lo aos meus amigos desempregados porque sou amiga deles. E se eles aguentam isto, eu também aguento. =P
9.5.13
Feira
Uma pessoa quer aproveitar o feriado, quer sair de casa, quer aproveitar e ir até um centro comercial porque nunca apanha um aberto (já que o único dia livre do rapaz é ao domingo e ao domingo está tudo fechado. Olhem que uma pessoa habitua-se bem a ter os centros comerciais abertos a semana toda em Portugal, ai se habitua....), quer ir tirar fotografias aos campos amarelos que rodeiam esta terra (lindos, não sei que cultivo é aquele mas os campos estão lindos mesmo), e depois não consegue sair de casa porque as ruas desta terra transformaram-se em feira. Quem tiver coisas em casa que já não queira, monta uma mesinha e vende. Há de tudo. Mas os carros não passam ou demoram meia-hora a percorrer dois metros. Bah.
Depois
Li e gostei. Já tinha gostado muito do livro "Irmã" da Rosamund Lupton, e por isso mal vi este à venda tive mesmo de o trazer. Não me decepcionou. Agarrei-me a ele cheia de vontade o acabar, mas sendo o meu último livro português bom aqui em casa (digo isto porque tenho ali dois à espera que os leia mas não sei porquês cheira-me que não me vão cativar tanto), andei a lê-lo às mijinhas para o fazer durar (e o que me custou! O que me apetecia era agarrá-lo e não parar de ler enquanto não o acabasse!). Gostei sim, senhora. :)
A minha curiosidade sobre esta autora é que a minha mãe, mulher pouco dada a livros dramáticos (bem que a tentei pôr a ler Jodi Picoult - autora que escreve dramas que geralmente envolvem crianças - e o resultado foi "Uma mulher com filhos não consegue ler estes teus livros") ou policiais (eu e o meu Pai temos uma boa colecção deles e ela nem perto se chega) pôs a ler este numas mini-férias que tirou. Esqueceu-se de levar um livro e por isso roubou este ao meu pai, que o tinha levado por eu o ter aconselhado a ler. E não é que estava a gostar? E que agora eu até sou a malandra que trouxe o outro livro da Rosamund Lupton para França (nota mental: levá-lo para Portugal na minha próxima viagem)? Ora, se estes livros conquistaram a minha mãe é porque são mesmos bons. =P
Isto é só animais por aqui....
E quem é que ontem viu uma corça, quem foi, quem foi? Se vir o Bambi, peço-lhe um autógrafo. =P
P.s. Ando desaparecida, mas estes dois feriados a meio da semana estão a saber-me beeeem. :)
7.5.13
Que raio.....=S
É incrível como é que tendo os dois exactamente a mesma altura, somos tão diferentes no comprimento das pernas. Cada vez de um de nós entra no carro lá tem de andar a ajustar o banco para as pernas caberem ou para chegar aos pedais. =S
6.5.13
Yey!
Afinal não tinha nada trazido a password para França. Obrigado, mãezinha, nem sabes o peso que me tiraste de cima quando te pedi para veres se a tinha aí deixado e tu me disseste que tinha, sim senhora. Ufa. E pronto, já submeti a declaração de irs. Assunto tratado. :D
Olha que lindo...
Trouxe para França a minha password das finanças para poder fazer o IRS agora no mês de Maio e não sei onde raio a enfiei. Muito lindo, sim senhora, muito lindo...
5.5.13
4.5.13
2.5.13
O drama
A minha pasta de dentes está a acabar. E pronto, está dito. É um drama, uma catástrofe, o fim do mundo. Tenho um certo ódiozinho aos sabores das pastas de dentes e afins. É certo e sabido que se um dentista nos diz que algo sabe a morango, mais vale meter na cabeça que se souber a morango, é morango podre. Sabor a mentol não suporto, e para aí 50% das pastas de dentes, fios dentais, exilíres, etc, há-de saber a mentol. E os outros 50% simplesmente não sabem bem. A pasta de dentes que uso foi-me recomendada pela minha dentista quando eu tinha 14 anos (já lá vai uma catrefada de anos, portanto) e nunca mais usei outra. Esporadicamente, numas férias ou assim, em que a minha se perdia ou acabava, eu lá tinha de roubar as dos outros e ficava pior que estragada com o sabor. Não é que a minha saiba bem (que nãããooo sabe de todo), mas ao menos já me habituei ao sabor dela. E agora está a acabar e nem consigo pensar em comprar uma outra qualquer por aqui, sob risco de sofrer em agonia cada vez que for lavar os dentes (e não digam que me habituo a uma nova porque ao fim de 14 anos com a outra, ainda há alturas em que o sabor me incomoda. Sou esquisita. Pronto). Assim sendo, já foi dado o recado aos pais que de vez em quando me perguntam se preciso que me enviem qualquer coisa: sim, pasta de dentes, se faz favor!
É caso para dizer: mudar de país, mudo! Agora de pasta de dentes, nem pensar! =P
1.5.13
Feriados, venham eles! :D
É verdade que em Maio França pára com tantos feriados. Hoje é feriado por aqui também (Fête du Travail). Para a semana temos dois! E na semana seguinte ainda temos outro. :) A mim não me faz muita diferença, mas sabe bem ter o rapaz por casa a meio da semana. :) Ainda que ele esteja há horas a tratar dos impostos (cada um se diverte como quer.....=P).
La Cage Dorée
Ontem foi dia de ir ver "La Cage Dorée" ao cinema. E o que é "La Cage Dorée"?, perguntam vocês. Pois bem, é um filme português, com actores como Joaquim de Almeida, Rita Blanco e Maria Vieira, entre outros. O filme é em francês e tem feito um enorme sucesso por estas paragens. Quando me falaram de ir ver o filme, confesso que torci o nariz pois nos últimos anos o cinema português não tem caído nas minhas graças. Acho tudo muito parado, ou muito disparatado, ou muito confuso, enfim, não tenho gostado. E não é por estar em França que passo a gostar, por isso torci mesmo o nariz. Mas lá me continuavam a dizer para ir, que era mesmo giro, que era de rir às gargalhadas, que também havia falas em português, que era sobre emigrantes, que a história tinha piada, blá-blá-blá, ok, eu vou! E fui.
A história é sobre um casal de emigrantes em França que recebe de herança uma casa em Portugal. Felizes da vida planeiam assim a sua partida mas a família também emigrante e os patrões descobrem, fazendo de tudo para os prender em França, sem que o casal se aperceba.
O meu problema (para além de não ser de todo o meu tipo de filme) é que as piadas eram todas em francês (e olhem que os actores até se safavam a falar :)), e eu ainda sou meio naba no que toca a entender esta língua, por isso enquanto toda a sala ria, eu ficava muda. Diz o meu rapaz que devo ter sido a única pessoa da sala a não se rir. Bem, não admira, não apanhava as piadas :) Então mas não falavam português, afinal? Falavam, pois. :) As asneiras eram todas ditas em português, e frases como "Maria, anda cá!" ou expressões como "Pois", "Ora essa". Mas isto não me faz rir. =P
Não consigo dizer mal do filme, pois acho que retrata bem os portugueses emigrantes da geração anterior à minha, daqueles que passavam anos sem ir a Portugal. Soube-me bem sentir que 90% daquela sala de cinema eram portugueses e ouvir-lhes os risos com expressões tão típicas portuguesas. Senti-me realmente fora do meu país quando se cantou o fado (e eu nem gosto de fado) e emocionei-me no fim (e dei uma gargalhada, vá =P) quando ouvi cantar "Lá em cima está o tiro-liro-liro,...".
Tenho para mim que esta geração de emigrantes de agora não é como a geração anterior. Nós temos mais estudos, sabemos mais línguas, não vimos com uma mão à frente e outra atrás, para um país que quase nunca ouvimos falar. Há aviões, skype, telemóveis, internet. E eu sinto isso, porque não me sinto uma emigrante daquelas que vai passar a adorar Tony Carreira, que vai a Portugal em Agosto e traz o carro cheio de frangos e hortaliças, que anda com o cachecol de Portugal no carro (ui tantos, nem imaginam). Mas ontem percebi que não deixo de ser uma emigrante, mesmo que de uma nova geração, e que uma simples canção "tiro-liro-liro" é suficiente para me emocionar e perceber que estou longe (e eu que não sou nada caginchas, agora anda a dar-me para isto de me emocionar com tudo. Olha-me esta, pah....).
Subscrever:
Comentários (Atom)

















