Troquei-me toda! Achei que o voo amanhã era de tarde e afinal às 6h00 já tenho de estar a caminho do aeroporto! Aaaaaaaaargggghhh, tenho ainda tanta coisa par fazer! E a mala! Ainda não fiz a mala! Arrrrrrrghhhhh! Bem, pessoal, vou armar-me em louca apressada e ver se despacho tudo o que tenho para fazer, desejem-me boa viagem e eu volto aqui ao estaminé na segunda-feira, sim? :) Até breve!
29.11.13
28.11.13
YES!
Fim-de-semana organizado! Acho que não vamos ter tempo para comer nem ir à casa-de-banho, mas como não tenho nada marcado de noite, pelo menos conseguiremos dormir umas horas (não muitas, porque as reuniões começam logo de manhãzinha). E agora deixem-me lá ir fazer a mala porque amanhã tenho um avião para apanhar. :D
Queixinhas mal-humoradas.....
Há dias em que uma pessoa não devia sair da cama. Hoje foi a segunda vez esta semana que não acordei o Jack para ele ir trabalhar, o que fez com que se atrasasse. Escusam de me dizer "ele que acorde sozinho" porque para isso acontecer o despertador dele tem de estar no máximo, e isso provocar-me-ia um ataque de coração todas as manhãs quando tocasse. Assim, os despertadores estão com o volume certo para mim, a não ser que ande cansada como ando, e simplesmente vá adiando o toque durante uma hora sem pensar e sem o acordar. E isto aborrece-me porque ele, para não pôr o volume nas alturas, conta comigo para o acordar e eu não gosto de falhar. Mal o homem me saiu de casa, acordaram os vizinhos de cima (e seus 3 filhos), e começou o berreiro do costume. Não voltei a adormecer. Decido levantar-me para tomar o pequeno-almoço e apercebo-me que não tinha colocado leite no frigorífico (e eu só como cereais com leite frio. À temperatura ambiente enjoa-me). E agora estou para aqui a organizar o fim-de-semana e isto não está de todo nada fácil. Tenho de falar com o padre, visitar cinco quintas, passar por uma feira para a qual nos ofereceram uns bilhetes e recebi agora um e-mail a perguntar a que horas posso ir falar com uma pessoa por causa de umas lembranças. Huuuuuuuuum.....marcar uma reunião para a meia-noite é muito mau? É que não estou a ver outra hipótese. =S
Olho para ela e sinto-me velha....
Sabemos que um dia seremos aquele tipo de mãe-galinha quando vemos no facebook a nossa priminha pequena com grandes decotes, bebidas na mão, agarrada ao namorado, saltos altos e vestidos justos, e pensamos "Que raio....???!", e já prontas para pegar no telefone e avisar a família do desvio comportamental daquela criança, nos lembramos de repente que a criança já tem...18 anos.
Como é que é possível?? Ainda ontem era bebé!!! Mas está gira, gira, gira. Um mulheraço.:)
27.11.13
Aaaaaarrrrggggh
Caiu-me agora a ficha. Agorinha mesmo! No meu casamento vou voltar a juntar os meus pais com os pais do Jack. Pior, vou colocá-los a todos na mesma mesa! E vou juntar os meus pais e o irmão do Jack. Pior, provavelmente, ficarão na mesma mesa! E vou ter os meus primos e os primos do Jack. E pior, não satisfeita com isto tudo, ainda vou lançar ali para o meio uns quantos amigos. Eu, a menina que odeia-juntar-amigos-e-familiares, a menina que sempre teve o cuidado de ter tudo muito bem separadinho: numa gaveta os amigos, noutra gaveta a família, noutra gaveta o Jack, noutra gaveta a família do Jack, noutra gaveta os colegas de trabalho e etc (aliás separei sempre tão bem as coisas que este Verão a minha mãe e o irmão do Jack apanharam o mesmo elevador e nem se reconheceram. Ahahah), vai juntar toda a gente na mesma sala. Ai, que me vai dar aqui um fanico. Eu sempre brinquei a dizer que quando casasse ia ter um lençol enorme a dividir as duas metades da igreja e da sala do copo d'água para não haver cá misturas nem conhecimentos entre famílias. Epah, se calhar a ideia não é assim tão má. Ou então pego no homem e fujo com ele para casarmos só os dois num qualquer sítio secreto. Amoooooor, anda cá....não te apetece viajar?
26.11.13
:)
Comprei há uns anos uns ímans em ardósia para colocar no frigorífico. A ideia de poder escrever o que ali me apetecesse encantou-me e até para França vieram comigo. Após o pedido de noivado, decidi armar-me em fofinha-cutxi-cutxi-amorosa e vai de escrever nas ardósias "Queres casar comigo?". E esperei que o Jack reparasse. E esperei. E esperei. Uma vez que temos mais ímans achei que estes pudessem estar a distrair o homem e vai de os afastar todos para um cantinho do frigorífico. Pensei eu, ingénua, que aquela disposição disparatada dos ímans chamar-lhe-ia pelo menos a atenção e assim talvez ele reparasse nas palavras. Nada. Niente. Absolument rien. O homem ia até à cozinha, abria o frigorífico, servia-se e vinha embora satisfeito da vida. Até ao dia em que me apanhou com os azeites e eu, que nestes dias fico assim a modos que insuportável, lhe digo na minha voz mais magoada "Ainda por cima, há dias pus ali uma pergunta fofinha para ti e tu nem reparaste!" (drama queen no seu melhor. Também tenho direito a estes momentos, então.). Olhou espantado para mim, para o frigorífico, para mim, perdidinho de todo, sem perceber nada. Voltei a apontar para os ímans e ele lá reparou. Pediu desculpa mas explicou que quando olha para o frigorífico só pensa no que estará lá dentro sem nunca reparar no exterior. Encolhi os ombros. Homens....Uma pessoa tenta ser fofinha e calha-nos na rifa homens das cavernas!
No dia seguinte, ao dirigir-me ao frigorífico, dei com a resposta à minha pergunta. :) Vá, afinal talvez este homem das cavernas até tenha salvação...:)
Vestidos de noiva
E exactamente daqui a uma semana estarei a experimentar vestidos de noiva! Bem, por acaso, por volta desta hora estarei a sair do dentista (não és mesmo capaz de ir a Portugal sem visitar um médico, pois não, Maria Tété?). Mas depois vou andar a correr as lojas com a senhora minha mãe. Estou assim um bocadito apreensiva: preciso mesmo de encontrar o vestido certo nestes dias que vou estar por Portugal e tenho receio que nada me agrade. Já dei uma vista de olhos por algumas colecções que as lojas têm nos seus sites e até há alguns modelos que me agradam, mas claro que uma coisa é um vestido em alguém magríssimo e outra coisa é em alguém com mais curvas. Além de que sei lá eu se têm vestidos com o meu tamanho generoso para eu poder experimentar. Se calhar estou para aqui a achar que vou experimentar vestidos e afinal vou mas ouvir "Oh, menina, desista lá dessa ideia. Sente-se mas é aqui a folhear o catálogo e a imaginar como é que lhe ficam os vestidos, e contente-se com isso". Além de que já estou a respirar fundo pois cheira-me que terei de aturar algumas empregadas setressadinhas que vão começar a dizer que falta pouquíssimo tempo (5 meses) para o casamento, e que já é apertado, que tenho de encomendar o quanto antes (eu sei por isso não me stressem!), e que se calhar não chegará a tempo (livrem-se de me fazer tal coisa!), e mais uma série de coisas. E isto tudo aliado ao facto de eu nunca usar vestidos (só nos casamentos dos outros) e me achar sempre meio tolinha quando o faço, é algo para me deixar os nervos meio em franja. Enfim, vamos ver. Se calhar até encontro um vestido tão giro que só o tiro um mês depois de casar. :)
25.11.13
Recordar tempos velhinhos :)
Quando era miúda vi e revi inúmeras vezes o filme "A Música no Coração". Na verdade eu nem tinha a cassete mas esta era-me emprestada pelo filho da minha madrinha ou por uma das minhas melhores amigas, e enquanto a cassete estivesse na minha posse eu era capaz de ver aquele filme todos os dias. Penso que vem daí o meu gosto por filmes com música e dança. Cheguei ao ponto de estar sentada à frente da televisão, de papel e caneta em punho, a escrever as letras das canções. Avançava e rebobinava, avançava e rebobinava, até apanhar cada frase. Naturalmente, não estávamos ainda na era da Internet, não é? Com a chegada dos DVDs, as cassetes foram abandonadas e eu sempre tive uma certa pena de já não poder ver o meu filme preferido de infância. Até o meu irmão me ter oferecido o ano passado pelos meus anos o DVD do filme. Hoje, enquanto estava na elíptica (aquilo é muito, muito giro, mas se não tiver um filme a entreter-me aborreço-me de morte) decidi revê-lo. E voltei a sonhar, a cantar, a deliciar-me com todos aqueles pormenores que me fascinavam quando eu era pequena. E voltei a lembrar-me de que passei anos a querer casar-me também ao som de "How Do You Solve a Problem Like Maria?". Descobri também que o DVD traz um extra com as letras das músicas, o que me teria poupado horas de vida em criança. Enfim, não se pode ter tudo. Não sei por aí haverá alguém com uma pancada tão forte pelas personagens (a minha era grande mesmo. Tenho até uma caixinha de música que toca a "My Favorite Things"), mas caso haja, deixo aqui a ida dos actores, bem mais velhos, ao programa da Oprah. :)
A quantidade de vezes que sonhei que quando tivesse 16 anos ia ser tal e qual a Liesl.
E ia usar um vestido assim. :)
Ainda bem que não sou alérgica a passas.....
Ontem à noite o Jack levantou-se da mesa onde ambos trabalhávamos e foi à cozinha buscar um chocolate para ele (Deus meu, porque não me arranjaste um noivo que não fosse dependente de chocolate? Já bastava eu nesta casa). Tinha sido eu a comprar aqueles chocolates por saber o quanto gosta deles, mas nunca tinha provado. Mandei a dieta dar uma curva (e tantas vezes a tenho mandado que acho que ela já deve ter dado a volta ao mundo) e pedi-lhe para experimentar. Trouxe-me dois chocolates, cada um com uma embalagem de cor diferente. Deu-me o amarelo e disse para o provar. Depois dar-me-ia o verde. Eu, bem mandada, assim fiz. Provei o amarelo, achei bom mas nada ao nível da milka ou da nestlé, e ele deu-me o verde, onde ele próprio já tinha dado uma dentada. Olhei desconfiada para o chocolate e perguntei:
- Este tem passas?
- Não, não. Tem amêndoas.
- Amêndoas? De certeza? É que isto aqui parece-me ser uma passa.
- Não, não. Tens razão, não tem amêndoas. Tem nozes.
- Nozes? Até pode ter mas olha que isto aqui parece mesmo uma passa. Ora vê!
- Ah, não, isso é um bocado de chocolate.
- Huuuum.....
- Prova a sério, só tem mesmo chocolate e nozes.
Provei e senti imediatamente a consistência da passa. E o sabor da passa. Deitei-lhe um olhar fulminante.
- Olha que isto tem passas!
- Não tem nada! Até vou ver na embalagem o que tem! Vês, diz aqui, tem nozes...e passas.
- Eu sabia! Como é que tu comes disto há anos e nunca reparaste que tinha passas?
- Sei lá, nunca vi! Podia jurar que não tinha! E de qualquer modo, qual é o problema das passas?
- Eu-não-gos-to-de-pa-ssas.....
- Ah.....
Ainda bem que eu não tenho nenhuma alergia alimentar grave. Com este homem e as suas certezas já me teria dado o badagaio há muito.....
23.11.13
A verdade sobre o caso Harry Quebert
Sim, sim, sim! Comprei este livro na última visita a Portugal. Já lhe tinha visto a capa, já tinha lido sobre o que é que era, mas andava ali num vai-não-vai porque não queria estar a gastar dinheiro. Ainda assim, não resisti e trouxe-o comigo para França, sabendo depois que o meu pai também andava com desejos de o comprar. Quando cá cheguei, arrumei-o na estante mas já a pensar que brevemente o iria lá buscar. Entretanto, li uma ou outra crítica ao livro na internet e desmoralizei um pouco: ao que parece a história não seria assim nada de mais. Ora bolas, pah. Parecia tão interessante! Acabei por o deixar ficar na estante mais uns tempos, até me ter visto a necessitar de começar um novo livro e não saber bem qual escolher. E decidi assim dar a oportunidade ao "A verdade sobre o caso Harry Quebert" de me surpreender. E surpreendeu. Muito! Adorei, adorei, adorei. Não me deitava sem ler algumas páginas que depois me prendiam a um ponto de eu só apagar a luz por volta das 3h00 da manhã. E ficava ali a remoer no caso, a pensar nas suspeitas, no que teria acontecido, o que me levava a adormecer perto da hora a que o despertador do Jack tocava. Ontem, quis à força acabar o livro. Eu sabia que haveria uma reviravolta no caso nas últimas páginas e queria saber o que era. Assim, fechei o livro já passava das quatro da manhã. Gostei muito de toda a história, de estar sempre a acontecer a alguma coisa, de me ter deixado com vontade de o reler para ver todos os pormenores agora à luz de quem já sabe o que realmente aconteceu. Prendeu-me imenso e isso é sempre bom num livro. :) Recomendo. :)
A única coisa que me faz torcer o nariz é a capa, que nada tem a ver com o livro. Não gosto.
22.11.13
O mais importante
Tenho a dizer-vos que isto de planear um casamento é mais ou menos como decorar uma casa: tem o dobro da piada quando se tem dinheiro. É que uma pessoa até pode ter mil e uma ideias, pode querer aquele papel de parede às bolinhas, as almofadas com riscas e as estantes com luzinhas próprias, mas quando se olha para a conta bancária e esta se ri de gozo, uma pessoa percebe que se calhar o papel de parede fica para a próxima, as almofadas terão de ser lisas e as estantes vão ser do mais normal que há. Da mesma forma, uma pessoa até pode ter duas mil ideias para o casamento, pode querer contratar aquela banda famosíssima, escolher toda uma decoração daquela cor que só existe no fim do mundo e querer um bolo de oito andares, que ao longe já ouve os risinhos da conta bancária que anunciam que mais vale arrumar as ideias numa gaveta e não voltar a pensar nelas. E assim como uma casa se decora na mesma, um casamento na mesma se planeia. Porque assim como numa casa se abdica de comprar já tapetes (eu não tenho nem um) para podermos comprar uma estante para os livros (que tenho muitos), ou se prescinde de umas almofadas lindas para se comprar uns cortinados que zelem pela nossa privacidade, ou se deixa na loja uns quadros lindos porque há que primeiro comprar comida, num casamento as decisões são também tomadas assim. Pensa-se no mais importante e prescinde-se do resto. E eu sei que o mais importante vou ter: o meu noivo e as pessoas que me são próximas. E se para poder ter estas pessoas, tenho de prescindir de outras coisas que também gostaria de ter? Então prescindo. Afinal de contas gosto imenso da minha estante com os livros e até hoje ainda não senti falta dos tapetes. :)
Digam "rissóis de camarão" e eu vou.....=D
Na terceira quinta-feira do mês de Novembro, todos os anos, são abertas pela primeira vez as garrafas do vinho francês "Beaujolais Nouveau" produzido naquele ano. O momento costuma ser festejado com pompa e circunstância, e assim sendo a empresa do Jack organiza também uns comes e bebes para acompanhar o vinho. Não sendo eu apreciadora de vinho e achando que aquela era uma festa mais virada para a ala masculina da empresa e sua clientela, já me estava a preparar para um serão quentinho com uma manta e o meu sofá. Mas como sempre, o Jack revirou-me os planos e veio buscar-me a casa. Se o vinho é bom ou não, não sei, porque não o provei. Mas que ataquei os rissóis de camarão (saudades!) que lá estavam, isso ataquei. :)
21.11.13
:)
Ontem, misturados com a chuva, caíram os primeiros flocos de neve. Não muitos, mas suficientes para se acumularem nos vidros dos carros. Agora estou para aqui com uma dúvida das grandes: rendo-me à chegada do Inverno francês e começo a vestir camisolas mais quentinhas, ou continuo em negação e a achar que ainda não preciso de botas, que as t-shirts ainda dão para usar e que luvas só para daqui a um mês? Indecisões, indecisões....
...
...
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Ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção, ne-ga-ção! =D
20.11.13
Dia Internacional dos Direitos da Criança
Hoje é o dia internacional dos direitos da criança. E ao olhar para a imagem que hoje o google nos apresenta lembrei-me de um poster que ainda hoje tenho colado na porta do meu quarto em casa dos meus pais. Na altura em que o colei, recebia mensalmente a revista "O Amiguinho" (um dos ícones da minha infância, a par com a Rua Sésamo e os Simpsons) e um dos números dessa revista vinha acompanhado com um poster onde estavam escritos os direitos das crianças. Colei-o na porta e lá ficou. Gosto dele e gosto de me lembrar das vezes em que, pequena, lia todas aquelas frases e pensava que ainda bem que as crianças também tinham direitos. Acho que ali pela adolescência me devo ter apercebido que nunca nenhum daqueles direitos alguma vez me tinha sido roubado e suponho que hoje aquele poster acabe por ser um tributo aos meus pais que permitiram que assim fosse. Esperemos que um dia todas as crianças do mundo possam ler os seus direitos e ter a mesma sensação que eu: que nenhum foi ou está a ser quebrado.
19.11.13
Opiniões
Uma pessoa vê uns quantos vídeos da Casa dos Segredos e chega logo a algumas conclusões:
- Não há ninguém naquela casa que saiba falar português. É cada gralha que uma pessoa até se encolhe.
- Qualquer dia rebenta uma veia à Érica com aqueles ataques de histerismo que lhe dá. É que a mulher até fica vermelha. E se nalguns casos até poderia ter razão, perde-a completamente quando começa aos berros.
- A Bernardina é uma criança e haja homem que um dia a consiga aturar. Faz trinta por uma linha e depois preocupa-se nas galas com o que os pais possam pensar. É uma chata do pior, sempre a exigir, a exigir, a exigir, e quando não tem o que quer, faz birra.
- O Diogo anda ali entretidíssimo entre a Sofia e a Maria Joana. Lança o isco, puxa e deixa afastar, lança o isco, puxa e deixa afastar. Não assume sentimentos maiores por nenhuma das duas e assim mantém a dupla companhia.
- A Diana faz as cenas típicas de mulher e que me fazem sempre abanar a cabeça e ter vontade de explicar de-va-ga-ri-nho que não é assim que se ganham as batalhas. Birras com incoerência, beicinho e sem argumento lógico nunca trazem a vitória a ninguém.
- A Sofia massacra a Débora a um ponto que se poderia chamar bullying psicológico.
- Dá a ideia que todos os concorrentes já tiveram cartas, vídeos e/ou encontros com familiares, o que leva a experiência (de estar fechado dentro de uma casa afastados de tudo e todos) por água baixo. Todos eles tinham o sonho de entrar na Casa dos Segredos e os paizinhos têm muito orgulho neste sonho fantástico e maduro e orgulham-se em apoiá-lo. Mas depois vêem-se lá dentro e choram desalmados, como se não tivessem sido eles a escolher estar ali e não pudessem ir embora quando quisessem.
18.11.13
O meu vizinho de cima
Eu sempre tive uma sorte desgraçada com os vizinhos. Em casa dos meus pais, calhou-nos como vizinhos do lado um jovem casal com um recém-nascido. Cada vez que o bebé chorava, o pai ou a mãe trazia aquele pequeno ser aos berros para a sala, que era paredes-meias com o meu quarto. Na altura senti que de certa forma eu própria era mãe daquela criança porque também passava noites em claro à espera que ele acalmasse, para poder voltar a adormecer. Quando vivi sozinha, tive a sorte de ter como vizinhos da frente, um casal com dois filhos. De manhã acordava com os berros da mãe e já sabia que 8h40 os miúdos fariam birra à porta de casa para não irem para a escola. No mesmo prédio, o meu vizinho de baixo fazia questão que todos ouvíssemos a Casa dos Segredos até à 1h00 da manhã. Uns amores, portanto. Quando aqui cheguei, deparei-me com uma família de quatro filhos a viver por cima do meu tecto. A barulheira era mais que esperada, com partidas de futebol dentro de casa e muita gritaria. Depois vieram os vizinhos de baixo: um casal com três crianças. No prédio já vivia um casal com duas crianças. Mais um pouco e este prédio seria confundido com uma creche/escola. Entretanto, os vizinhos de cima e mudaram-se e veio um novo casal...com três filhos. E sendo justa, mesmo justa, a verdade é que mal oiço dois deles. Mas o terceiro, minha gente, o terceiro ouve-se ainda nem entrámos nos prédio. A criança há-de ter cerca de 2 anos (sou péssima a dar idades) e berra a bom berrar. Não aquele berro típico de birra (bom, também temos desses), mas berros como se a estivessem a esfolar viva. É angustiante e eu confesso que andei aqui uns tempos a achar que havia ali provavelmente um caso de maus-tratos infantis. Até já ter visto a criancinha ser retirada do carro e pousada no passeio, e enquanto a mãe retirava as compras da mala, o pequeno ser desatou num berreiro daqueles que faria qualquer um pensar que o estavam a queimar com pontas de cigarros. E ali estava ele, sem ninguém lhe tocar, sem ninguém lhe fazer mal, quieto, simplesmente a dar aquele espectáculo todo. A partir daí já assisti a mais algumas cenas deste género, o que me leva neste momento a achar que ninguém maltrata o miúdo, mas que haverá ali na mesma um qualquer problema. Eu, que passo grande parte do dia em casa (assim como a criança que ainda não vai para a creche), sou capaz de estar horas (sim, horas!) a ouvi-lo a fazer birra. Ou então faz birras de meia-hora...todas as horas. Chora, berra, guincha, atira coisas, grita! Nos momentos piores (os tais em que estava convencida que lhe estavam a tatuar o corpo com ferro quente), já cheguei a pensar que o miúdo pudesse estar a fazer algum tratamento mais custoso (porque sou sincera: pobres dos meus pais quando me tentavam pôr gotas nos olhos! Eu guinchava como se me tivessem a tentar arrancar os olhos com pauzinhos chineses. Ou então o simples facto de me cortarem as unhas fazia-me chorar e berrar como se me estivessem a arrancá-las. Há crianças assim...mais sensíveis e dramáticas). O Jack está convencido que o miúdo padece de uma doença qualquer pela forma como já o viu interagir com os pais. Eu cá não sei de nada. Só sei que o miúdo faz birras de meia-noite a qualquer hora do dia e da noite, chora quando desce as escadas, chora quando sobe as escadas, chora para entrar no carro, chora para sair do carro, chora quando o pousam no chão, chora quando lhe pegam e tem a capacidade de chorar durante horas. E quando às vezes me sinto tentada a começar a bater com a cabeça nas paredes porque já não aguento aqueles gritos (porque mesmo sabendo que provavelmente está tudo bem não deixam de ser gritos aflitivos e angustiantes de se ouvirem, ou simplesmente porque são birras que duram demasiado tempo), penso naquela mãe. Porque se eu tenho vontade de bater com a cabeça nas paredes, ela deve ter vontade de enfiar a cabeça pela parede dentro para deixar de o ouvir.
15.11.13
Ele tem obviamente mais jeito do que eu....
Quando chegámos a França, foi a vez dele começar a contar à família e amigos. Aproveitou o jantar de aniversário preparado para mim (eu bem disse que sou como os ciganos: festejo durante dias seguidos) para, entre uma conversa sobre como tinham corrido as nossas férias em Portugal, acrescentar um "Aliás correram tão bem que aproveitei para a pedir em casamento e ela aceitou!". E lá mostrei o anel para aqueles que não estavam a acreditar e houve beijinhos e parabéns. Confesso que achei que tinha sido pura e simplesmente um golpe de sorte. Mas não, mantendo sempre mais ou menos este esquema (falar das férias em Portugal e acrescentar a parte do pedido), a transmissão da boa-nova fez-se sempre muito bem. Claro que posso sempre dizer que ele foi esperto: viu primeiro como é que eu tinha feito e sabendo então o que NÃO deveria fazer, o trabalho era muito mais simples. Para a próxima, espero que seja ele primeiro a dar a notícia e depois faço eu. A única pessoa a quem não correu assim tão bem foi com a avó porque, lá está, ele não usou o esquema habitual. Mostrou-lhe o meu dedo com o anel e perguntou-lhe se sabia o que aquilo significava. E a senhora muito satisfeita deu-nos beijinhos e os parabéns, perguntando depois...onde estava a aliança dele. Achou que já nos tínhamos casado em Portugal. :)
14.11.13
Isto de contar novidades não é tão fácil como parece
Com esta coisa de ficar noiva, percebi de uma vez por todas que sou péssima a dar notícias. O Jack já me tinha chamado a atenção quanto a este pormenor algumas vezes, mas eu sempre achei que havia ali algum exagero e que no fundo, no fundo, eu até tinha jeito para a coisa. Não tenho. Pronto, já estou convencida.
Os primeiros a saber foram os amigos com quem estivemos a jantar logo a seguir ao pedido de noivado. Vá, eu aí ainda estava meio abananada e limitei-me a agitar os dedinhos, mostrando o anel, e dizendo que tinha novidades. No dia seguinte foi a vez de contar aos meus pais. E há lá hora melhor que aquela em que estão os dois à volta dos tachos para o jantar? Arrastei o Jack (que olhava incrédulo para mim e abanava a cabeça já percebendo que não era de todo a melhor altura) para a cozinha e interrompendo os preparativos do jantar, anunciei "Temos novidades!", soltando logo de seguida "Estou noiva!". Resultado: pais completamente desorientados. O meu pai deu os parabéns ao Jack e foi atender uma chamada do meu irmão, regressando logo de seguida ainda desorientado, porque se tinha esquecido de dar os parabéns a mim. A minha mãe, de colher de pau na mão, felicitou-nos os dois e ficámos ali todos sem saber muito bem o que dizer.
Mas eu continuava convencida que sabia dar notícias e a próxima pessoa a avisar era o meu irmão, que chegaria um pouco mais tarde. E qual foi a melhor altura para contar? Quando estávamos a tirar as castanhas do forno (no fundo a culpa é da cozinha). Entre um "cuidado que elas estão quentes" e um "ups, esta escapou-me das mãos", soltei um "Vou casar". O meu irmão respondeu-me um "ok" e continuou a tirar as castanhas do forno. No dia seguinte moeu-me a cabeça pois não posso chegar ao pé dele e dizer que vou casar com o mesmo tom de voz e descontracção como quem diz que vai ao cinema nessa noite. Por esta altura, já o Jack rebolava os olhos, antevendo todas as outras pessoas que teríamos de avisar. E eu também já começava a meter o rabinho entre as pernas e decidi então avisar os meus pais que eles próprios avisariam os respectivos irmãos (meus tios) que a sobrinha casaria, evitando assim que fosse eu a dar a notícia.
No dia seguinte, iríamos almoçar com os meus avós e seria a melhor altura para lhes contar. E assim foi: depois de me cantarem os parabéns por ter feito anos, anunciei que teriam de me felicitar por mais uma razão: estava noiva. "Que bom, que bom" e ficou tudo calado novamente. O meu avô, homem de poucas mas sábias palavras, decide cortar o silêncio dizendo "Não vai ser fácil, mas vocês aguentam porque eu também já aguentei muita coisa". Tal reacção, fruto da desorientação da notícia, fez-nos a todos rir às gargalhadas, de mãos na barriga, lágrimas nos olhos, durante largos minutos. Por esta altura, já estava meio convencida: ou era eu que não sabia dar notícias, ou a minha família é que não sabia como reagir a elas.
No dia seguinte, almoço com a madrinha de baptismo, o filho e a namorada. Tendo estes dois a idade do meu irmão, não há quem os consiga parar quando começam na conversa. Deste modo, quando os vi entusiasmados começar a falar, interrompi com um "Bem, antes que comecem na conversa e ninguém vos consiga interromper, é só para dizer que vou casar!" (tens mesmo jeito para a coisa, Maria Tété, tens mesmo). Muitas felicitações e o Jack abanava a cabeça, mais uma vez. Nesse mesmo dia, enquanto andávamos num centro comercial, achei que não era nem tarde nem cedo para falar com a minha melhor amiga ao telefone e avisá-la da boa nova. E assim foi, às portas da casa-de-banho (era o sítio mais silencioso!) liguei-lhe contando a novidade. Não satisfeita com isto, ainda digo um "Por isso, vai-te preparando para o papel de madrinha de casamento!". Podia ter feito o convite para madrinha de outra forma, mais especial, mais atenta? Podia, mas não seria eu e a minha falta de jeito. Falta de jeito esta herdada de certeza pelo meu pai, que se esqueceu completamente de avisar o meu tio, pelo que fiz eu essa tarefa por e-mail (Jack mais uma vez abanando a cabeça). Os outros amigos foram sabendo aos poucos e penso eu de uma maneira mais calma. Não que tenha ganho jeito. Isso não. E aqui me confesso: não tenho jeito para dar notícias.
13.11.13
(Não) Reciclar por aqui.......
No fim-de-semana em que fomos ao Luxemburgo, um dos temas que falámos com os primos do Jack foi a atenção que é dada à reciclagem naquele país. O lixo é pesado e pago ao peso, pelo que tem-se todo o interesse em reciclar o mais possível de forma a obter o menor lixo possível. Se for detectado no lixo algo passível de ser reciclado, este é deixado lá com um autocolante de aviso.As regras são bem definidas e há uma lista daquilo que é reciclável ou não.
Por aqui as coisas são bem diferentes e foi um dos choques com que me deparei quando vim viver para cá. Não posso entrar em generalizações porque não sei como é que as coisas passam em todo o país, mas pelo menos nesta terra, a reciclagem é algo simplesmente imaginário. Para já, não há os nossos fantásticos contentores de reciclagem, mas sim uma espécie de caixotes altos e estreitos (que se enchem num instante), com tampas de diferentes cores para o cartão, o plástico e o lixo. Os únicos parecidos com os nossos são os vidrões. Cada casa/prédio tem os seus próprios caixotes que coloca na rua na noite em que passa o camião específico para aquele caixote e que os esvazia. No nosso caso, como é um prédio sem espaço para os seus próprios caixotes, utilizamos os que estão na rua. E é aqui que eu abano a cabeça cada vez que lá vou: não há qualquer traço de reciclagem. Qualquer caixote é bom para colocar plásticos, cartões e lixo, desde que haja espaço. A ideia que tenho é que a regra é mais ou menos esta: vamos colocando o lixo no caixote do lixo até este estar cheio. Quando estiver cheio, começamos a meter o lixo no caixote dos plásticos. Se estiver já estiver cheio, então pomos no do cartão. Não sei bem o porquê desta atitude e começo a convencer-me que o pessoal acha que os caixotes têm tampas de cores diferentes só porque assim fica mais giro. Já falámos com alguns vizinhos sobre isto e basicamente a atitude é: ali as coisas nunca vão estar devidamente separadas porque são caixotes usados por muitas pessoas que não-estão-nem-aí, por isso não interessa fazermos nós a separação. O cúmulo dos cúmulos foi quando vieram retirar os vidrões (um para o vidro branco e outro para o vidro colorido, embora bastasse só um porque nunca vi ninguém a meter garrafas nos dois. Escolhiam um e punham para lá todo o vidro, independentemente da cor), ficando ali um espaço vazio. Não sei quem foi a alminha (ou as alminhas) que, na falta dos vidrões, colocou simplesmente as garrafas no espaço vazio, no chão. Ufa, é que isto de pôr as garrafas separadas do plástico já dá muito trabalho. Não lhes peçam para ir procurar onde estão os vidrões...
12.11.13
Maria Tété reclama do frio (olha a novidade!)
Não haja dúvida que o tempo que por aqui faz é uma das coisas às quais me custa mais habituar. Tenho a sensação que ainda ontem acabou o Inverno (durou tanto tempo o último. Acho que nunca tinha andado 6 meses seguidos de botas) e agora já estou prestes a apanhar com ele em cima. Em ainda tentei convencer-me que não era verdade, que ainda tinha pela frente umas boas semanas de tempo agradável e de sol, mesmo quando começou a chover todos os dias. Mas esta semana com os termómetros a atingirem os 2ºC de temperatura mínima (e 9ºC de máxima, é a loucura!) não vou conseguir manter por muito mais tempo esta ilusão. Ainda assim, sinto-me em negação e continuo a usar t-shirts com um casaquinho de malha e um bom casacão por cima. Claro que assim sinto mais o frio (quem é que está a pedir para ficar doente, quem é?), mas psicologicamente não estou preparada para as camisolas de algodão de manga comprida e os camisolões grossos. É que começando a vesti-los já sei que só daqui a seis meses é que os largarei novamente e isso tira qualquer vontade de os usar. Por casa, os aquecedores já estão ligados (claro), mantendo uma temperatura constante e agradável (sim, na rua até posso sentir o frio, mas em casa já não me agrada tanto a ideia). E com o frio, vêm também os animais. Estava convencida que a primavera me faria ver uma maior quantidade de bichos, mas afinal andaram bem escondidos. No Verão, aproveitaram as culturas para não serem vistos. Agora com os campos já desertos e o frio a instalar-se, javalis, corças, raposas e coelhos devem estar a ver-se obrigados a percorrerem maiores distâncias em busca de alimento. Só isso explica a frequência com que os tenho visto a atravessar as estradas à minha frente (até tremo só de pensar no estrago que vou fazer ao carro se um dia apanhar um sem querer.....).
11.11.13
Yyyeah é feriado...
...e eu estou com uma dor de cabeça monumental. Sabem aquelas dores de cabeça que só de mexer os olhos parece que mil agulhas se espetam no cérebro? Pois, é uma dessas.
10.11.13
Magoo-me sozinha mas de forma romântica =P
Eu sou aquele tipo de pessoa que está constantemente a escavacar-se. Não há dia em que não bata nalgum sítio, não esfole uma perna, não me corte nalgum lado. Às vezes as marcas são pequenas, outras vezes (bem) maiores. E como praticamente todos os dias me magoo nalgum sítio, já nem ligo e fico muitas vezes sem resposta quando o Jack, horrorizado, me diz: "Tens uma nódoa negra enorme na perna! Onde é que fizeste isso?" ou "Ei, grande golpe que tens no braço. Onde fizeste isso?". Faço lá eu ideia. Outras vezes até faço. E a última que fiz foi a limpar a máquina de café do homem (e é mesmo dele porque eu não bebo). Ele, claro, reclamou, disse-me que nunca tenho cuidado, que não há dia que me magoe, que não pode ser assim. Ironia das ironias, esta ferida tem a forma perfeita de um coração. :)
8.11.13
7.11.13
Contas bem feitas
Eu não sou pessoa de falar aqui de outros blogues. Tenho obviamente a minha lista de preferidos e conheço alguns aos quais não faço qualquer intenção de voltar. Há depois aqueles que leio porque acho tudo aquilo um disparate seguido e rio-me com isso, há aqueles que leio porque em dez posts sem interesse (que leio apenas na diagonal) fazem um muito bom e que vale a pena ler, e há aqueles que muito de vez em quando visito só para ver o que para ali vai. E como nisto dos blogues a regra é a mesma que se aplica a muita coisa, ou seja, há gostos para tudo e os blogs que não me agradam podem ser os favoritos do vizinho do lado, mantenho-me aqui caladinha sem dar grandes opiniões.
Mas hoje, como estou mal-humorada, com vontade de comer o chocolate proibido e com um corte que apanhou uma unha e um dedo (a minha cozinha ontem parecia o cenário de uma matança do porco), não fico calada. E o visado é o Arrumadinho. Atenção que não me vou pôr para aqui a dizer se ele é bom blogger, mau blogger, bom escritor ou sem jeito para a coisa. Eu tenho a minha opinião e cabe a cada um fazer a sua própria opinião. Não é um blog que leio com regularidade mas de vez em quando vou ver as últimas que ele escreveu. E deparei-me com a ideia dele de escrever um novo livro, no seguimento de Desamor. Ou seja, os leitores enviam as suas histórias de amor que ele depois transformará num livro. Obviamente, um dos primeiros comentários a este post referia a divisão dos lucros com quem com ele partilhou as suas próprias histórias. E o autor do blog remete-nos para a leitura dos comentários que surgiram aquando da discussão do mesmo tema no livro Desamor. Eu, bem mandada como sou, fui de facto reler os comentários pois já na altura não tinha concordado com algumas coisas.
Em primeiro lugar, não tenho nada contra este tipo de livros. O Arrumadinho faz-se valer da popularidade do seu blog e da quantidade de leitores para avançar com uma ideia que teve. Não sendo uma ideia brilhante (porque é a escrita de um livro que não necessita de pesquisa nem de imaginação) e achando eu que qualquer pessoa a pode ter, a verdade é que se fosse eu a ter a ideia, esta não avançaria com a mesma facilidade uma vez que o meu blog não é tão reconhecido. E uma pessoa que tem mais recursos, deve fazer uso deles. Da mesma forma, ninguém obriga os leitores a enviaram as suas histórias ao Arrumadinho. Eu tenho uma linda história de amor (que ficaria lindamente num livro) mas não estou para a partilhar de graça com o autor do dito blogue, que depois ganhará dinheiro com ela. Quem tem essa vontade, partilha e com sorte verá a sua história impressa. O que quero dizer com isto é que de facto não há uma obrigação de partilhar os lucros com quem envia as histórias porque as pessoas só enviam (e sabendo bem que é de graça) porque querem. Ou seja, nada contra livro e nada contra a não divisão dos lucros.
O que me faz torcer o nariz são as contas feitas pelo autor do blogue na altura da discussão. Resumindo tudo bem resumidinho, o Arrumadinho considera que se vender três mil livros, com 1€ de lucro em cada livro, usando 50 histórias, daria 15€ a cada um destes 50 leitores que vêem as suas histórias publicadas. E acha por isso uma grande mesquinhez (e uma importância exagerada dada ao dinheiro) as pessoas discutirem tanto este ponto por apenas 15€. "Esquece-se" contudo de referir que nesta venda de 3000 exemplares, ele próprio ganharia 2250€, o que parecendo que não, nos dias de hoje, é dinheiro e tem também a sua importância, senão não escreveria ele o livro.
Com a leitura do novo post, fico a saber (porque nunca comprei o livro) que o autor usou apenas nove histórias, e não cinquenta como planeou inicialmente. Ou seja, de repente, os míseros 15€ que cada pessoa receberia passam a mais de 80€. E eu penso que se quinze euros é dinheiro, oitenta euros ainda o são mais nos dias de hoje, e que provavelmente até haveria leitores a quem este dinheiro faria diferença. Porque verdade seja dita, ninguém escreve um livro (independentemente do pouco ou muito trabalho que a escrita dele dê) sem o objectivo de ganhar algum dinheiro.
Como já disse, não acho que o autor do blogue tenha a obrigação de dividir os lucros do livro. As pessoas dão-lhe as histórias de graça porque querem. Mas gosto de ver as contas bem feitas.
6.11.13
Procura-se cérebro
Eu já tinha ouvido dizer que as mulheres durante a gravidez e após o parto ficam assim meio desmemoriadas, trocam tudo e esquecem-se de coisas. Nunca tinha ouvido tal facto acerca do noivado, mas tenho quase a certeza que ficar noiva também mexe com as hormonas e os neurónios. Desde que fui pedida em casamento, esqueço-me (ainda mais) de coisas simples, ando feita barata tonta pela casa dando por mim em divisões sem saber o que ali fui fazer, e ontem foi o culminar de todos os disparates e a prova definitiva que os meus neurónios já tiveram melhores dias. Quando fui a comprar os bilhetes de avião para irmos a Portugal, e uma vez que regressamos a França em dias diferentes, não achei nada mais inteligente do que trocar os nomes das reservas. Ou seja, eu que ficaria uma semana reservei o voo de regresso três dias depois do de partida. E o Jack, que só pode mesmo ir um fim-de-semana, acabou com bilhetes para uma semana em Portugal. Troca de e-mails e telefonemas com a TAP e tudo se resolveu, mas já decidi que vou ficar aqui quietinha. É que da maneira como ando ainda saio de casa sem chaves ou pego fogo à cozinha.
5.11.13
E como é que vai a dieta, Tété?
Pois, não vai. Eu gostava, mas é que gostava mesmo muito de ser daquelas pessoas alérgicas ao chocolate e que não gostam de massa nem de arroz (vá, não gostava nada, porque ia andar a perder umas ricas iguarias). E podia ser daquelas pessoas que comem uma folha de alface e ficam logo cheias durante dois dias. Mas não sou e embora sendo uma esquisitinha com a comida a verdade é que gosto de muita coisa que faz mal. E não obstante a isso, não tenho daqueles metabolismos fantásticos com que apenas os homens da minha família foram agraciados e que permite comer um boi ao almoço e três big macs ao jantar e mesmo assim perder peso. É duro, é muito duro. Eu ainda vou tentando, mas depois fazem crepes com nutela de propósito para mim, convidam-me para raclettes (estou fã) e embora ontem tenha decidido ganhar juízo, hoje a minha futura sogra mandou-me um saquinho de castanhas-já-cortadas-e-tudo-para-não-dar-trabalho. Assim não dá, pois claro que não dá. Quer uma pessoa emagrecer para caber num vestido de noiva, e já estou mesmo a ver que em vez de ir ver vestidos de noiva, mais vale ir ao Continente e escolher um lençol branco que me tape. Enfim, já ouvi dizer muitas vezes que há noivas que emagrecem com o stress dos preparativos para o casamento (isto também vale para aquelas em que o stress lhes dá para comer?), por isso deixa-me cá puxar o lustro ao anel de noivado e ver se ele opera em mim essa magia. Há que ter em fé em tudo!
Photo 2#
Fotografias por terras alemãs.
Fotografias em Luxemburgo.
O mal do Inverno é anoitecer tão cedo. Uma pessoa sai às 16h30 para passear e tirar umas fotografias e de repente já é de noite e ficam as fotografias com um ar tão escuro. Lá teremos nós de lá voltar no Verão, que chatice. :)
3.11.13
Fim-de-semana
Sexta foi feriado por cá e decidimos ir ao cinema ver o "Gravidade". O filme deixou-me para lá de enjoada com todas aquelas voltaretas em gravidade zero. A história está gira e diferente do habitual, mas não me cativou por aí além. Ou seja, o filme até é giro de se ver, mas não penso que se torne num dos grandes filmes de 2013. O Jack gostou bem mais dele do que eu, pelo que não se guiem pelo meu gosto.
Ontem, sábado, foi dia de dar um salto ao Luxemburgo, visitar uma prima do Jack. Em três horinhas de auto-estrada (um mimo de viagem, é verdade. Apanhamos a auto-estrada aqui perto de casa e só voltamos a sair ao pé de casa dela) chegámos lá, almoçámos, passámos uma boa tarde, jantámos e regressámos. A ver se para a próxima ficamos um fim-de-semana, já que desta vez não dava mesmo. Haviam de ver a minha cara quando vendo as vistas que a casa têm, a prima do Jack aponta para o rio que passa ali logo ao lado e me diz "A outra margem do rio já pertence à Alemanha". E assim lá fomos, atravessámos a ponte e tirámos umas fotografias já em terras alemãs. Demos também um salto a Luxemburgo, a capital, e passeámos pelo centro. O facto de anoitecer tão cedo e já se sentir bem o frio não permitiu ver tudo como queríamos. Fica para a próxima. :) Tenho de dar uma vista de olhos às fotografias que o Jack tirou a ver se coloco aqui alguma. :)
Hoje foi dia de preguiça porque também merecemos. O homem está para ali a mandar pragas a um disco externo e a controlar-se para não o mandar janela fora, e eu estou a comparar preços e serviços de quintas para casamentos. Uma alegria, portanto. =P
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