30.4.15

Finalmente!

E depois de um ano à espera....
E depois de muitas confusões e problemas....
E depois de muitos papéis tratados....
E depois de uma noite de insónias...
E depois de apenas ter dormido 1h30 (estou podre neste momento).....
E depois de hoje estarmos uma hora à espera....
E depois de hoje termos de ouvir a notária dizer "Huuum, não, isto assim não vai dar" e termos passado uma hora e meia a tentar resolver a questão...
Finalmente....


....somos os felizes (e pobres) proprietários de um celeiro de pedra que sabe-se lá bem como (bom, com muito trabalhinho e despesa) se há-de transformar numa casinha engraçada de dois pisos, com garagem e um pequeno jardim. Yey! Espera-nos agora um resto de ano absolutamente louco, com despesas até ao pescoço, trabalho até às orelhas, pouco tempo e a preparação para a chegada de um bebé e para a finalização de uma casa. Estou convencida que estamos loucos e que daqui a um ano vamos parecer ter mais 20 anos em cima, mas estamos juntos nisto, como sempre, e por isso a coisa há-de correr bem. 

29.4.15

Pequeno abacate anda a gozar comigo

Cá por casa existem neste momento duas teorias:
- ou o pequeno abacate me está a roubar os neurónios todos
- ou o pequeno abacate anda entretidíssimo a puxar fios dentro de mim e a fazer curtos-circuitos com eles.

Eu explico: eu sou uma mulher inteligente. Não sou nenhum génio, há muita coisa que me passa ao lado e tenho memória de passarinho, mas sou uma mulher inteligente, acreditem em mim. Só que nas últimas semanas tenho-me sentido a pessoa mais burra à face da história e faço e digo coisas como se tivesse nascido com algum problema mental. Ora atentem:

- Na assinatura de uns papéis em que tinha de colocar também a data, dei por mim a escrever 1915 em vez de 2015. Ainda fiquei a olhar um bocado desconfiada que algo não estaria bem mas só uns segundos (minutos?) depois é que se fez o "clic".

- Abri um pacote de massa e em busca do tempo de cozedura....virei o pacote ao contrário. Fiquei com a bancada da cozinha e o chão cheios de massa.

- A minha mãe perguntava-me se já andava a conseguir comer ovos. Disse-lhe que os únicos que passavam era os ovos mexidos na salada russa. "Ovos mexidos na salada russa?", perguntou ela. Respondi imediatamente "Não, que estupidez! Eu queria dizer ovos estrelados na salada russa!". Depois de um silêncio esquisito do outro lado (em que ela se devia estar a perguntar o que teriam feito à filha dela) lá corrigi a coisa para os "ovos cozidos na salada russa". Demorou....

- Tenho estado a dizer que a assinatura da casa era hoje. Cada vez que falava com o Jack referia-me à assinatura da casa que ia acontecer nesta quarta-feira. Cada vez que falava com os meus pais referia-me à assinatura da casa que ia acontecer nesta quarta-feira. Esta segunda-feira, comentei com os meus pais "Nunca mais chega quarta-feira, dia 30, para assinarmos!". Huuuuum, quarta, dia 30, Tété? Mas olha que dia 30 é quinta-feira. Estou há mais de um mês convencida que hoje seria dia 30. Ainda não perdoei ao Jack por nunca me ter corrigido até agora. Ele diz que ando a dizer tantos disparates que já nem me liga.

E isto são apenas alguns exemplos. Tenho feito tantas mas tantas coisas que estou literalmente à espera que um dia vá dar com as pantufas a cozinhar no forno e o peixe enfiado na máquina de lavar a louça. O Jack diz que me vai tirar as chaves do carro e eu compreendo: arrisco-me um dia a sair de casa e a esquecer-me onde vivo. Quero o meu cérebro de volta!!

As ecografias

Até agora fiz duas ecografias. A primeira para datar a gravidez e ver a viabilidade da coisa, a segunda para ver se estava tudo bem com o pequeno kiwi (isto de ter uma aplicação no telemóvel que nos vai dizendo de que tamanho deve estar o nosso bebé e qual o fruto que tem o mesmo tamanho é giro. Neste momento, tem o tamanho de um abacate, ficam a saber), ver o coração a bater, fazer as medições todas necessárias, etc, etc...

1ª Ecografia

Tenho de admitir que estava um bocadinho nervosa, estava com medo de não haver boas notícias, de a criança estar a crescer onde não deveria, de não estar sequer a crescer, eu sei lá. Sou muito pouco fatalista e pessimista mas há situações às quais os meus receios não escapam. Quando fui chamada, pediram ao Jack para ficar na sala de espera. Fui então questionada pelo médico se estava realmente grávida e se estava ali para fazer a ecografia para datar a gravidez e ver a sua viabilidade. Disse que sim. Veio então a pergunta estranha: é uma gravidez desejada? Respondi que sim, voltou a perguntar e eu voltei a responder, sem perceber muito bem qual era o objectivo de tudo aquilo. Depois explicou-me: se eu estivesse ali para fazer uma ecografia antes de realizar uma interrupção voluntária de gravidez, não permitiriam que o futuro pai visse as imagens. Lá o convenci que tinha sido mais do que planeada e desejada e lá deixaram que o Jack viesse ter comigo.
E lá estava ele, mais ou menos com 1 cm e um coração a bater. E eu voltei a respirar de alívio. É verdade que sabe bem fazer esta ecografia às 7/8 semanas e não ter de esperar mais um mês para realizar a primeira que seria às 12 semanas. Saber que ele está vivo e a crescer dá-nos um pouco mais segurança de que tudo se vai passar bem neste primeiro trimestre. Mas não deixa de ser estranho pensar que naquele momento se passa a ter dois corações num só corpo.

2ª Ecografia

Como o médico que me faria a ecografia decidiu ir de férias quando eu faria 12 semanas, tive de esperar pelas 13 semanas para fazer a famosa ecografia que nos permitiria, se tudo estivesse bem, começar a espalhar a notícia aos quatro ventos. Eu tinha-me aguentado bem até ali e o facto de não ter havido sustos com perdas de sangue, por exemplo, era um sossego. Pelo menos o primeiro trimestre tinha passado sem abortos espontâneos. Agora precisava de saber se o pequeno kiwi estava vivo dentro de mim e se estava tudo bem. Sabia que havia a probabilidade de não estar e tinha preparado o Jack para essa eventualidade (aliás, o Jack não vai comigo às consultas mas vai a todas as ecografias por duas razões: para ver o filho e para, no caso de haver más notícias, eu não ter de lidar com elas sozinha). Eu própria me tinha mentalizado que poderia haver algo de errado e acho que me mentalizei tanto disto que quando a primeira coisa que o médico disse foi "Aqui está o coração a bater. Estão a ouvi-lo?" eu fiquei de lágrimas nos olhos e vi-me verdadeiramente à rasca para não deixar escapar nenhuma (eu não choro à frente de estranhos!). Depois mostrou-nos a cabeça, a coluna vertebral, os braços, as pernas, os pés...Fez as medições que tinha a fazer, com alguma demora e dificuldade, há que dizê-lo, porque o pequeno kiwi não parava quieto. Propus-lhe dar-me um palpite sobre o sexo e ele arriscou. Mas é apenas um palpite que na próxima ecografia pode mostrar estar errado por isso nem nos lembramos muito dele e continuamos a pensar em nomes para ambos os sexos (isto é outra saga que ficará para outro post). O importante é que estava tudo bem. :)

28.4.15

Minha Nossa Senhora

Quanto mais vejo e procuro preços de carrinhos de bebé mais me convenço que estes devem vir recheados de ouro e ainda mudam as fraldas, não? 

Opinião pessoal

Ontem o meu pai comentava comigo que muitos dizem que a TAP não sobreviverá e irá fechar. "E então?", pergunto eu. Sinceramente, faz falta uma companhia aérea que mostra esta falta de respeito pelos clientes, marcando greves em altura de Natal ou de quase meio mês? Faz assim tanta falta uma companhia aérea que a menos de 72 horas de uma greve de dez dias ainda nem se tenha dado ao trabalho de comunicar quais os voos que irão acontecer e quais os cancelados? Faz assim tanta falta uma companhia aérea que se diverte a receber o dinheiro dos outros para depois não lhes proporcionar o serviço pago? É que isto é mais ou menos como ir à Zara comprar uma camisola sabendo que depois não a traremos para casa. Não sou hipócrita e admito sem problemas que gosto de viajar pela TAP, com os preços da TAP (quando os bilhetes são comprados com antecedência) e sobretudo com os horários da TAP, mas a TAP que não se convença que é a única companhia aérea a permitir que as pessoas façam férias ou viagens de trabalho. Não são insubstituíveis. E se a TAP fechar, muitas outras companhias terão interesse em passar a fazer estas rotas porque não é por a TAP deixar de existir que as pessoas deixarão de viajar. E mesmo que a TAP se aguente e não feche, haverá mesmo interesse em continuar a apostar numa companhia que depois nos pode deixar na mão? Pessoalmente, já tenho a cabeça mais ou menos feita a que nas próximas viagens escolherei outra companhia mesmo que isso implique pagar um pouco mais ou ter de apanhar horários menos agradáveis, se ao menos isso me garantir que pagarei por um serviço que efectivamente vou ter. Por mim, a TAP pode fechar. É da maneira que as pessoas não voltam a gastar dinheiro para nada. Mas já agora só depois de 19 de Maio, sim? Dava-me jeito ainda ter voo de regresso a casa.

27.4.15

E eu não me posso enervar!

Estar à espera que a TAP confirme que o nosso voo é um dos cancelados dá a mesma camada de nervos que quando estamos à espera da nota de um exame que sabemos perfeitamente que correu muito mal.

Compras

Então, Tété, tens-te desgraçado nas compras para o futuro rebento?

Nop, nadinha de nada. Se me continuo a fazer assim de distraída a criança há-de vir ao mundo sem sequer uma fralda comprada. Bom, minto, terá um casaquinho amoroso comprado pela minha avó. Vou vendo coisas, vou-me babando, vou namorando peças, vou pesquisando e assim se passa o tempo.  Este ano é efectivamente um ano de despesas controladas mas acho que mais tarde ou mais cedo teremos de abrir os cordões à bolsa e comprar algumas coisas essenciais.

Para mim mesma (que já cá estou há 30 anos e mereço) comprei recentemente duas t-shirts mais largas e compridas e aproveitei ainda o fim dos saldos do Inverno para comprar dois pares de calças de ganga para grávida. Tinha descoberto há poucos dias que estava grávida e quis aproveitar os descontos para comprar estas peças que eu sabia que teria de usar mais tarde. Na altura, na caixa, veio a pergunta habitual "É para oferecer?". Respondi que não e veio a pergunta "E está grávida ou gosta apenas das calças?". De tão insólita que achei a pergunta que pedi para repetir e lá acabei por lhe dizer que sim, que estava grávida. Explicou-me então que há mulheres mais fortes que só compram este tipo de calças pois é com elas que se sentem bem.

Vamos lá ser sinceras: ela estava a chamar-me gorda, certo?

26.4.15

Gorda e pobre (ou talvez não).

Texto escrito em Março

Como conseguem as mulheres esconder uma gravidez até aos 3 meses? Juro que estou espantada. Eu nem falo dos enjoos que felizmente só me duraram pouco mais de duas semanas, que espero que nunca mais visitem e que me tornavam praticamente incapaz de andar ou ver movimentos à minha volta. Eu nem falo do cansaço que agora, às 9 semanas, me assola e me faz ter vontade de ficar deitadinha todo o santo dia. Eu nem falo da fome que me atacou no primeiro mês de gravidez e que me fazia passar 24h por dia a ouvir o ronco do estômago por mais que me alimentasse. Eu nem falo da pele que decidiu reviver os tempos da adolescência e que me está a fugir do controlo.
Eu refiro-me às mudanças corporais. Sempre estive convencida que até aos 3 meses a coisa passaria despercebida, o corpo ainda seria meu e que quem chegava aos 3 meses já com alguma barriga, na verdade tinha-se começado a aproveitar da gravidez para comer mais do que comia antes e ganhava assim algo peso extra, ou então eram aquelas mulheres muito magrinhas a quem bastava comer uma ervilha para se notar logo. Errado, ficam desde já a saber. Imaginem o meu espanto quando me apercebo que aos 2 meses já cá está uma barriga que não estava antes (eu sou gordinha sim, mas sobretudo nas pernas, ancas e braços) e um peito ligeiramente maior. Ah, malandra que andas a abusar na comida. Não ando! Nem sequer consigo comer as quantidade que antes comia sem ficar enfartada e até me esforço para comer melhor. Prova disso, é o quilo/quilo e meio que perdi desde que soube que estava grávida [e agora, até já foram 3kg]. Mas isto lixa-me, pah. Fui obrigada a experimentar todas as minhas calças e safam-se dois pares, exactamente aqueles que tinha comprado antes de saber que estava grávida e que por estarem largos na cintura, ainda passam. E resta-me agora usar 3 camisolas das mais largueironas e sempre com cachecóis e echarpes a tapar a zona abdominal para que mundo não se aperceba. Admito que ainda estou naquela fase que suscita dúvidas como "Huuuuum, está mais gorda ou estará grávida?". Mas como não quero que pensem na primeira (nunca é simpático acharem-nos mais gordas) nem quero que descubram a segunda, tem sido um festival para esconder o meu novo apêndice sem acharem que o meu guarda-roupa se resume a 2 calças, 3 camisolas e umas quantas echarpes. É que mais gorda e mais pobre não é mesmo justo! Mas devo-me estar a safar minimamente bem porque a minha sogra já comentou com o meu marido que eu ainda não tenho barriga, ao que ele contrapôs imediatamente que já tenho e que sabe Deus como a vou esconder até aos 3 meses. Não tem fé nenhuma em mim, o homem. E eu também não. Como é que as outras fazem??

Vidas....

No passado, com madeira e as próprias mãos os portugueses construíram naus e descobriram o mundo.
Hoje, temos aviões mas à custa das greves ninguém sai de onde está.

É o "progresso". 

25.4.15

Oh, acabou.

E pronto, ontem acabou-se a série LOST. Isto é quase como quando se acaba de ler um bom livro, que ao terminar ficamos com saudades das personagens, queremos saber o que vai acontecer no futuro, queremos mais pormenores. Foram seis temporadas vistas assim de seguida e agora estamos para aqui a pensar o que fazer (alguma sugestão de séries? Ouvi falar do Breaking Bad. Vale a pena? Se não ainda convenço o Jack a atacar as Mentes Criminosas desde o início). Quanto à série, ficaram coisas por explicar como a presença da Libby no hospital psiquiátrico enquanto o Hugo também estava internado, entre outras coisas. E para ser sincera, eu sou uma pessoa demasiado terra-a-terra para não torcer o nariz a fumos pretos com vida que matam pessoas, ursos polares a viver nos trópicos, crianças-prodígio que capacidade para fazer aparecer coisas, ilhas que curam doenças. E o final, senhores, o final......Vá, para quem ainda está a ver a série ou tem ideias de um dia a acabar, é altura de parar por aqui. Vão lá à vossa vidinha para depois não me virem acusar de que vos estraguei o final de uma série. Allez, allez. Já foram? Bom, o final....que raio de final é aquele em que estão todos mortos e deambulam por ali a fazer as suas vidinhas como se ainda estivessem todos vivos? Oh, vida, que não tenho grande paciência para estas coisas. Estar vivo é uma coisa, estar morto é outra e as duas não se misturam. Ponto. Mas enfim, vai ser uma série que vai deixar saudades. E pensar que a comecei a ver pela primeira vez há 8 anos atrás só mostra como o tempo passa sem darmos por ele.

24.4.15

Para verem que não somos nós a embirrar convosco!

Quando começámos a contar a todos sobre a gravidez, houve alguém que nos perguntou de quanto tempo estava e perante a minha resposta "13 semanas" soltou um "Oh, não, não te vais pôr a falar em semanas em vez de meses como as outras grávidas todas!". Eu entendo, acreditem que entendo. Sempre achei que era embirrantice das grávidas dizerem que estão de 15, 20, 30 semanas como se fosse natural os comuns mortais saberem se isso significa que estão no início, no meio ou no fim da gravidez, e quanto mais de quantos meses estão. É mais ou menos como as mães das criancinhas que dizem que os filhotes tem 26 meses. Amigas, têm dois anos e qualquer coisita, sim? Até um ano de idade, ainda se perdoam os meses. A partir daí já é demais. Mas dizia eu que entendo por isso esta reacção, que de facto é uma treta falar em semanas em vez de meses e que isto parece uma cabala só para chatear os outros. Mas não é, acreditem. Há duas razões principais para as grávidas falarem em semanas:

1 - As consultas, os exames, as análises vêm com a indicação de que têm de ser feitos até às 13 semanas, entre as 18 e as 20 semanas, depois das 35 semanas, etc, etc...por isso é mais importante para nós sabermos as semanas do que sabermos propriamente os meses.

2 - Não é fácil a conversão de semanas para meses.

Ai, mas como é que não é fácil? Uma gravidez são 9 meses e pronto, é só ir somando os meses. Sim, sim, façam lá as contas, tendo em conta que uma gravidez são 9 meses mas que o mais correcto é considerar que dura 40 semanas:

1º - Considerando que cada mês tem em média 4 semanas, uma gravidez de 40 semanas converteria então numa gravidez de 10 meses. Logo aqui falham as contas e lixa-nos a contagem.

2º - As semanas começam a ser contadas pela data da última menstruação. Imaginemos que esta foi a 1 de Janeiro para facilitar as contas. E tenham dó de mim e passem a considerar que uma gravidez tem 41 semanas como consideram aqui em França. Contando as 41 semanas após o dia 1 de Janeiro, a gravidez acabaria por isso a 15 de Outubro. Na internet encontram-se imensas tabelas de conversão de semanas em meses, mas para não estar aqui a chatear vamos falar do mais comum: considera-se que o primeiro trimestre acaba às 12 semanas. Contando então 12 semanas após o dia 1 de Janeiro, fazer-se-iam 3 meses de gravidez a 26 de Março. Simples.

3º - Esquecendo as semanas e passando só a contar os meses, o método usado (pelo menos aqui em França) é simples: se a menstruação foi a 1 de Janeiro, a concepção foi 15 dias depois, ou seja, a 15 de Janeiro. E agora é só contar os meses: um mês de gravidez feito a 15 de Fevereiro, dois meses feitos a 15 de Março, 3 meses feitos a 15 de Abril, 4 meses feitos a 15 de Maio...e 9 meses feitos a 15 de Outubro. Fixe, a data do parto coincide quer contemos em meses quer contemos em semanas. Pois, mas agora comparem lá a data em que supostamente se estaria de 3 meses: pela contagem das semanas seria a 26 de Março, pela contagem dos meses seria a 15 de Abril. Ainda é uma diferença considerável, não? 

Ou seja, se perguntassem no dia de hoje a esta mulher de quantos meses é que ela está, o que queriam que ela respondesse? É que pela contagem de semanas, já fez os 4 meses de gravidez ontem mas pela contagem dos meses tem pouco mais de 3 meses. 

Percebem agora porque é que é que tão mais fácil falar em semanas? É que a contagem das semanas só se faz de uma maneira. No meu caso, faço brevemente 4 meses segundo uma contagem e fiz recentemente 3 meses segundo outra contagem. E agora, respondo o quê?

As maravilhas de viver no campo

Acordei com uma abelha no quarto. Ou melhor, acordei com duas abelhas no quarto, mas uma estava morta no chão. A outra esvoaça e zumbia de tal maneira que me arrancou do meu sono profundo. Já disse que (não) adoro viver no campo?

Adenda: afinal a abelha morta não está morta. Oh, sorte a minha.

23.4.15

Contraste de cores

O meu pai mandou-me umas fotografias nossas que lhe tinham mandado. Num delas, estou lado a lado com a minha mãe, eu branquinha-mais-branco-não-há, a minha mãe com o seu tom moreno ainda por cima já com uns dias de praia em cima. Mostrei-a ao Jack que comentou:
- Tu e a tua mãe tem os olhos mesmo parecidos.
Respondi "Sim, a cor é mesma". 
E nisto ele olha para mim e diz:
- Não, não digas assim. Tens de fazer a frase completa e dizer "A cor dos olhos é a mesma" porque deve ser a única cor semelhante entre ti a tua mãe......

A culpa não é minha se ela não decidiu partilhar comigo o gene que permite às pessoas bronzear, sim??

O mundo pouco maravilhoso e aborrecido dos não imunes à toxoplasmose

Texto escrito em Fevereiro:

Quando fui fazer as análises já sabia que era imune à rubéola mas não fazia ideia se o era à toxoplasmose. Mas recebi o envelope com o resultado, abri-o logo no carro e vi que...não era. Grande treta. No fundo, tinha a secreta esperança de já ter tido contacto com o parasita sem o saber e estar imune. Assim, tenho de passar a ter cuidado para não entrar em contacto agora de forma a não ser nem eu infectada nem este meu projecto de bebé. Saladas desinfectadas, nada de carne crua/mal-passada (não que eu comesse), nada de mexer em fezes de gato (que não tenho), morangos, tomates, etc, desinfectados também e toca de lavar muito bem as frutas. Tenho tido cuidado, admito, mas não estou obcecada com isto. Se em 30 anos nunca tive contacto com este parasita, era preciso grande azar ter agora durante 9 meses. Ainda assim, quando fomos comer fora com a cunhada do Jack, pedi o meu hambúrguer sem alface e tomate e contei-lhe que não era imune à toxoplasmose. Ficou espantada a olhar para mim uma vez que ela também não o era quando tinha engravidado há 14 anos e a única coisa que lhe tinham dito era para o cão deixar de dormir em casa. Expliquei-lhe que o cão nem faz parte do ciclo de transmissão do parasita, ao contrário dos gatos e que agora há cuidados a ter com a alimentação. Percebeu-me mas acho que lhe faz alguma confusão ver-me a pedir  e comer comida sem alface mas continuar a fazer festas ao cão que têm em casa (não ao mesmo tempo, sim?).

Mais de dois meses passaram depois de eu ter escrito este texto e continuo a achar que isto de não ser imune à toxoplasmose é uma grande treta. Não é só o facto de ir a casa da família do Jack e ter de recusar de lágrimas nos olhos as saladas com tão bom aspecto que me põem à frente, é também a estranheza com que me olham os familiares e amigos que ainda não sabem disto e me vêem a pedir pratos em restaurante sem salada (então, então, mas está grávida e em vez de comer saudavelmente deu-lhe para agora deixar de comer legumes??) e a seca que é estar a desinfectar as coisas em casa para as poder comer. Quando finalmente tenho tudo já próprio para consumo, a vontade de comer já me passou. Continuo sem estar obcecada com isto e não perco o sono com esta história. Pouco tempo depois de saber o resultado, esqueci-me das recomendações e ataquei os morangos que a minha sogra tinha preparado para sobremesa. Já depois de ter comida duas taças é que me lembrei que os malditos deviam também ter sido desinfectados. Ups. O mal estava feito e não pensei mais no assunto, tendo tido apenas o cuidado de não voltar a cometer o erro. Acho que o facto de mensalmente fazer análises ao sangue para ver se não apanhei a infecção ajuda a estar relaxada pois se tiver o azar (grande azar) de ter contacto com o parasita, há medidas que serão tomadas logo desde o início. Mas é uma seca e haja paciência para estes cuidados todos.

Posso sempre mandar-lhes a minha mãe para os pôr no lugar.

Não deixa de ser inconcebível que um pré-aviso de greve tenha sido entregue 15 dias antes. Não deixa de ser ainda mais inconcebível que a uma semana da suposta greve ainda não se saibam quais os voos que serão cancelados, de forma a saber se é necessário remarcar a viagem ou não. Não conheço nenhum piloto da TAP mas cheira-me que lhes faltou quem lhes ensinasse a ter respeito pelos outros. Ou então, uma mãe como a minha que perante alguma ideia mais rebuscada da minha parte soltava logo um "Olha, está a dar-lhe para o disparate. Tem juízo". 

22.4.15

Mistérios

Texto escrito em Fevereiro

Eu quero contar a toda a gente! Este tempo até às 12 semanas é uma seca. Ainda nem passou um mês desde que soubemos que estava grávida e tenho a sensação que já passou um ano. E depois torna-se complicado gerir as coisas com os amigos quando na verdade só dá vontade de responder "Estou grávida!" a qualquer pergunta que surja. 
- Olá, tudo bem?
- Estou grávida!
- Podes mandar-me aquelas fotografias que tirámos nas férias?
- Estou grávida!
- Quando vens a Portugal?
- Estou grávida!
- Como é que resolvo este problema de matemática?
- Estou grávida!
Chateia estar à conversa sobre planos futuros, casamentos e filhos com as amigas e não lhes poder dizer "Estou grávida!", chateia estar para aqui a calcular os meses em que poderei viajar de avião sem explicar porquê e depois ficamos embaraçados quando nos vemos a ser convidados para fazer visitas ao Luxemburgo (mas é que nem pensar que me enfio neste momento 3 horas dentro de um carro. Chegaria lá verde e amarela de tanto enjoar) ou para ir jantar com pessoas que ainda não sabem da novidade. Ah, mas qual é o problema de irem jantar fora? O mal é a alegria de não ser imune à toxoplasmose e não ser aconselhado comer saladas fora de casa. Ora, ir a casa de alguém e recusar a salada que sempre se comeu, ou ir ao restaurante do costume e passar o pedir o prato de sempre mas sem salada é mais do que suficiente para levantar suspeitas numa altura em que não o queremos fazer. Como é que há mulheres que escondem a gravidez durante meses e meses, como??

Os collants

Na última consulta a médica achou que eu tinha as pernas inchadas (não é novidade, tenho má circulação e as pernas incham sempre bastante) e decidiu passar-me uma receita para meias de descanso para grávida. Coisa simples, compra-se na farmácia e pronto. Errado. Comigo as coisas não podem ser simples, não podem correr bem à primeira, senão eu até estranho. Primeiro, na farmácia, tentaram vender-me meias até à coxa, coisa que não posso usar pois estas meias para se manterem no lugar tem uma tira de silicone ao qual aqui a menina faz uma reacção alérgica nada bonita de se ver. Consegui convencer a farmacêutica que o melhor era mesmo collants. Foi-me então explicado que teria de medir o tornozelo, a barriga da perna e a altura da perna (chão - entrepernas) logo ao acordar, quando ainda não tivesse inchado, para se poder encomendar o tamanho certo. A farmacêutica, solícita, decidiu ajudar-me e medir logo a altura da perna pois sendo um número que não varia ficava logo registado. Altura: 68 cm. Em casa, na manhã seguinte, fiz as medições e a altura da perna dava-me...75 cm. Que raio? Voltei a medir, usei fitas métricas diferentes, nada, o valor dava-me sempre 75 cm. Registei esse mesmo na folha e fui comprar. Atendeu-me outra farmacêutica que olhando para o catálogo começou a fazer a encomenda. Mas ia comentando "75 cm de altura de perna? Tão grande?" e eu dizia que sim, mas que ela poderia medir se quisesse confirmar. E ela lá me olhava de cima abaixo e comentava "Bem, você é alta...." (o que nem sequer é bem verdade visto que meço 1,67m de gente). Continuava a fazer encomenda, voltava a estranhar o número, voltava a olhar-me de cima a baixo e comentava  novamente a minha altura. Até que se decidiu e quis medir: 71 cm. Não sei como raio medem elas mas roubam-me sempre uns centímetros. Encomenda feita. No dia em que as fui buscar, quis colocá-las logo para ver que tal me dava. E conseguir enfiá-las? Ah, pois, são apertadas, não é? São, sim, senhora, mas isso com muito esforço e suor até passa. O problema era que por muito que puxasse não havia maneira de não me faltarem 3-4 cm para conseguir ter os collants bem colocados. Olhei para a caixa, já em fúria, e percebi: tinham encomendado o tamanho curto, até 72 cm de perna. Ora pois se as minhas pernas medem 75 cm como querem que eu as enfie em collants de 72 cm?? À noite pedi ao Jack que me medisse as pernas, sem lhe explicar o problema e os valores obtidos. Valor do Jack: 75 cm. Voltei à farmácia e a muito contra-gosto fizeram-me nova encomenda, resmungando que tinham medido e encomendado o tamanho certo. Hoje fui buscá-los e tcharã, consegui colocá-los! Continua a ser preciso muita lágrima e suor para me torcer toda e enfiar no raio dos collants e sinceramente não me agrada fazer este filme todas as manhãs nem sei como farei quando a barriga estiver maior e a mobilidade menor. Agora a minha questão é: uma vez enfiados os collants, a ideia é não ir à casa-de-banho o dia todo, certo? É que só ter de os baixar e voltar a subir vai-me levar logo meia-hora a cada ida à casa-de-banho e eu tenho mais coisas para fazer nas poucas horas que agora fico acordada.

21.4.15

Recomendo vivamente

Já aqui referi diversas vezes que tenho um distúrbio de sono, diagnosticado, e que dificilmente sei o que é uma noite a dormir bem, sem demorar horas para adormecer, sem acordar mil vezes durante a noite, sem acordar com o bater de asas de uma mosca, sem sonhos tão reais que me fazem acordar tão cansada como me deitei. Tenho algumas regras que deveria cumprir diariamente (mas que com a nossa vida a dois e a viver no estrangeiro se tornam praticamente impossíveis), algumas vou fazendo e a outras forço-me a recorrer quando a coisa está mesmo mal. Ainda assim, melhora mas não resolve e não me faz dormir noites de descanso absoluto. 

Mas, e eis a novidade, encontrei a cura! E é tão simples como isto: ficar grávida. Oh, maravilha das maravilhas. Vocês sabem lá o que eu tenho dormido. Chego à cama e nem tenho tempo de pensar em nada, entro imediatamente numa espécie de coma profundo. O despertador do Jack toca, eu acordo (às vezes não o suficiente para acordá-lo a ele, infelizmente), e quando o homem se levanta já estou eu novamente em águas profundas de sono. Nem dou por ele a sair do quarto, não dou por ele a sair de casa e já perdi a conta às vezes em que ao acordar horas mais tarde o primeiro pensamento é "Bolas, não acordei o Jack! Ele está atrasado!" quando o pobre até já saiu ainda não era dia. E não satisfeita com isto, ainda durmo 10 a 12h por dia. Aqui entre nós, era menina para me habituar a isto. Trinta anos a dormir mal para afinal o problema ter uma solução tão simples. Soubesse eu disto e tinha engravidado há dez anos atrás e feito um filho por ano. Toda a gente me diz "Aproveita agora!" e eu tenho aproveitado porque imagino que para o final da gravidez e depois com um bebé chorão cá em casa, o meu sono vá ser ainda pior do que era antes. Além de que se é descanso e boas noites de sono que o meu corpo e cabeça me pedem, então é isso que lhes quero dar nesta nova fase da vida. Infelizmente há dois pontos negativos:
- os dias tornaram-se muito mais curtos e eu tenho agora menos horas acordada para fazer o que preciso.
- os sonhos mantém-se. E hoje por exemplo, tenho a dizer-vos que dei à luz na ilha do Lost com a ajuda do Dr. Jack Shepard. Ainda bem que já estamos a ver a última temporada.

20.4.15

Ups, fez "Pop"! #1


Toma que é para aprenderes.

Texto escrito em Fevereiro

Tenho de admitir que, embora com muito receio de ser daquelas grávidas que vomitam as entranhas todas as manhãs, secretamente sempre achei que isto só aconteceria às outras (até porque estava convencida que muitas inventavam metade das coisas que diziam ser sentir). Nunca fui mulher de sofrer com a TPM, as hormonas não me controlavam a vida e eu achei que na gravidez não seria excepção. Além de que sou bom garfo, não como de tudo mas o que como, como com gosto e como diz o Jack "Nunca conheci ninguém como tu que não tivesse um limite máximo de chocolate antes de enjoar".Eu só enjoo a andar de barco e de carro, por isso não seria uma gravidez que me deitaria abaixo. Erro, grande erro. A partir da sexta semana de gravidez, tive de admitir que estava errada depois de passar dias a sentir que estava a caminho das Berlengas com o mar picado e que nunca mais chegava. Não deixei de comer e nunca vomitei (não o faço há mais de 15 anos e planeio manter-me assim), mas caramba que dias há que o barco não pára. Já tentei comer coisas salgadas, coisas doces, coisas quentes, coisas salgadas, não passar mais de 3h sem comer, é igual. Continuo enjoada. É mesmo uma questão de movimento: andar a pé ou de carro é uma tortura, qualquer movimento à minha volta é uma tortura. Só estou bem deitadinha, sem me mexer, sem nada que mexa à minha volta e se estiver a dormir melhor. Não sei se a gravidez me trouxe mais sono ou não porque embora agora dura mais, relaciono isto com o facto de não me querer levantar tão cedo e sentir-me mal. Ah, as maravilhas da maternidade.

See You Again

Há umas semanas fomos ver o último filme "Fast and Furious". Não é muito o meu género de filme, não gosto nada do barulho dos motores e se ao acelerar o meu carro fizesse semelhante barulho, levava-o imediatamente ao mecânico. Também não acho piada a corridas de carros, velocidades excessivas e não compreendo o gozo que dá. Já o Jack delira, adora ver os carros, mesmo que eu lhe diga que eles vão todos chegar ao final do filme estragadinhos, vibra com o barulho dos motores, enfim, coisas dele. 

E se há filmes que me recuso a ver, estes até passam bem (desligo um bocado nas corridas e nos combates) porque sempre há uma histórias por trás e relações pessoais que vão sendo exploradas e desenvolvidas ao longo dos filmes, Não os vi todos, mas vi grande parte e o Jack relembra-me ou explica-me aquilo que não sei ou não me lembro.

Ao longo do filme, não me lembrei grandemente da morte do actor Paul Walker mas a cena final, o tributo que lhe fazem não deixou de mexer comigo. Imagino que neste tipo de filmes se criem fortes laços de amizade fora da tela e diz-me o Jack que Paul Walker e Vin Diesel eram tal e qual como nos filmes, próximos como irmãos. Não é difícil imaginar a dor que devem ter sentido e o quanto deve ter custado continuar a fazer este filme já sem um dos amigos. Não chorei (eu não choro, pah!) mas emocionei-me e fiquei com um nó na garganta. Gostei do fim e da música. Ou então são as hormonas a lixar-me o sistema.

17.4.15

E porque nem tudo pode ser mau....

Na segunda-feira, eu e o Jack fomos ao Hospital escolhido por nós para tratar de me inscrever na maternidade. Imaginem o nosso ar quando nos dizem que já não aceitam inscrições pois para Outubro, mês previsto do parto, já não há vagas. Ainda assim, informaram-nos que esta sexta-feira seriam actualizadas as listas e para eu ligar perguntando se teria aberto alguma para Outubro. Vim de lá sem grandes ideias de que conseguiria uma inscrição, se bem que com uma pontinha pequenina de esperança pois se não houvesse mesmo hipótese não me tinham dito para voltar a ligar. Ao longo da semana fui pesquisando sobre os outros hospitais da lista e já tinha uma segunda escolha em mente, um hospital mais pequeno (haveria o risco de também não haver vagas) mas com boas opiniões. Hoje liguei, com pouca esperança admito, e lá perguntei se haveria novas vagas. E havia! Já estou inscrita! Ufa, uma boa notícia no meio de dias (semanas? meses?) em que cada vez que recebemos uma carta, um telefonema, um e-mail, é porque não é coisa boa. Estou mesmo satisfeita e aliviada. :)

E desejo-vos uma valente diarreia que dure apenas....10 dias.

Queridos Pilotos da TAP

Obrigadinha, sim? Obrigada por um dia terem acordado e decidido "Vamos estragar os planos a milhares de pessoas!". Obrigada por terem ido mesmo com a ideia em frente, por não quererem saber dos compromissos dos outros, das férias dos outros, das viagens dos outros, dos motivos dos outros. Obrigada por tamanho egoísmo. Não me compreendam mal, eu sou a favor das greves, eu sou a favor que se lute pelos nossos direitos, mas concordemos que uma greve de dez dias não é marcar uma posição. Para isso, bastaria uma greve de dois ou três dias que já seriam suficientes para fazer mossa na vida dos passageiros e que chamariam a atenção para aquilo que pretendem. Fazer uma greve de dez dias é assumir publicamente que querem lixar a vida às pessoas. Não querem lutar por direitos, não querem fazer-se ouvir, querem, e é tão simples como isto, lixar a vida aos outros.

Por isso, obrigada. Obrigada por me estragarem a única viagem que farei este ano a Portugal. Obrigada por não me permitirem ir comemorar o primeiro ano de casamento na terra que nos casou, obrigada por me obrigarem a cancelar um jantar com amigos que este ano verei apenas nesta única viagem (e um dia espero que emigrem e que percebam a importância de estar com aqueles amigos o maior número de vezes), obrigada por me tirarem dias com a minha família, obrigada por conseguirem que o meu marido cancele os seus poucos dias de férias este ano e nem vá a Portugal, e obrigada por estarem a fazer o vosso maior esforço para que perca uma consulta marcada há meses tal é a sua importância.

Reconheço as vantagens que a TAP oferece em relação a outras companhias aéreas e que me fazem sempre escolhê-la para estas minhas viagens. Mas desisto. Não confio mais numa companhia na qual invisto o meu dinheiro, na qual confio para marcar as minhas férias, e que se dá ao luxo de, primeiro, ter tamanho acto de egoísmo de marcar uma greve em período natalício e agora ter a indecência de marcar uma greve de quase meio a mês, com quinze dias de antecedência. Em princípio não voltarei mesmo a fazer mais nenhuma viagem este ano mas confesso que se o fizesse  a TAP não seria a companhia aérea escolhida. Em 2016 voltarei a viajar e dependendo do comportamento da TAP até lá, poderei voltar a preferir pagar mais e viajar numa companhia que verdadeiramente me assegure a viagem. É pena, mas a confiança conquista-se e a TAP tem infelizmente dado demasiadas provas que não é de confiança.

Por isso, obrigadinha, sim? Por nada.

Até saí de lá mais branca que o normal.

Texto escrito em Fevereiro:

"Já conto com 5 semanas e hoje fui fazer as primeiras análises. Eu sou picuinhas, choramingas e maricas. Não é o sangue que me incomoda, não sinto dor e até tenho a sorte de uma veia bem visível no braço direito, mas o garrote faz-me logo sentir mal e o saber que tenho uma agulha a furar-me a pele torna o cenário ainda pior. Hoje senti a picada e deu-me a sensação que o tempo parou e que a técnica nunca mais se despachava. Sem olhar para ela (ou para o lado em que ela estava) perguntei-lhe quantos tubos tinha de encher e ela contou-os: "Nove". What??? E ainda acrescentou: "Mas depois precisa de ir à sala ao lado e a minha colega ainda tira mais um". What?? Dez tubinhos de sangue logo para começar uma segunda-feira. Até me sinto mais leve e pergunto-me se estou preparada para aquilo onde me meti."

16.4.15

Rebento a escala

Na minha última consulta a médica achou que a minha tensão estava um pouco alta. Expliquei-lhe que era estranho visto que em casa vou vigiando a tensão e ela mantém-se como sempre: a mínima entre os 6 e os 8, a máxima entre o 10 e o 11, e que na loucura às vezes chega aos 12. Pensamos as duas que a tensão sobe no consultório devido ao pouco amor que sinto por médicos e por me sentir geralmente nervosa na presença deles. Pediu-me para continuar a vigiar a tensão em casa e eu tenho anotado num caderninho as tensões que vou medindo. Mas hoje estou a olhar meio de lado para o aparelho porque os %%$#% dos pilotos da TAP não me saem da cabeça e cheira-me que hoje o aparelho até dará erro tal a raiva que sinto.

Vá, por descargo de consciência fui medir e está o normal: 10/7.

Sem tempo para pensar num título.

Sabes que andas sem tempo para nada quando tens e-mails de amigos à espera de resposta há dias.
Sabes que andas sem tempo quando ainda nem fizeste o download do último episódio da Anatomia de Grey e já está praticamente outro a sair.
Sabes que andas sem tempo quando a tua casa parece uma mistura de acampamento de ciganos com a passagem de um tornado.
Sabes que andas MESMO sem tempo quando sonhas que ao acordar a casa está limpa a arrumada.

Zombies? Não, o mundo está é povoado de idiotas.

Ontem deitámo-nos com a notícia da greve da TAP, exactamente nas datas em que íamos viajar. E eu só pensava que há uns dias tinha dito à minha mãe que a idade e a experiência me tinham feito deixar de stressar com muita coisa (tanta coisa) mas que a estupidez e incompetência humana ainda me conseguiam tirar o sono. E eu devo ter feito alguma coisa muito má para que o universo tenha decidido que este ano só iria lidar com gente idiota. Se não é o vizinho que berra comigo e parte coisas, é a vizinha que quer entrar e visitar-me o apartamento. Se não é nenhum destes dois, é a recepcionista do médico que me prega um sermão por estar a marcar uma consulta com uma semana de antecedência, mesmo que o médico me tenha dito que não havia problema (por falar nisso, é melhor ligar hoje que tenho de marcar consulta para daqui a um mês e não quero levar novo sermão) ou as recepcionistas do laboratório de análises que insistem em não me marcar uma análise mesmo que me garantam por duas vezes que ela está marcada. Depois é a empresa gestora de condomínios que morreu mas que acorda apenas para enviar contas e volta a morrer ou a entrar em coma profundo, ignorando todas as tentativas de contacto, ou então são os vendedores da casa que em processo de divórcio (dizem as más-línguas que a mulher se meteu com o melhor amigo do marido) só nos atrasam a assinatura da casa (era para ter sido ontem, snif). Há ainda o agente imobiliário que fez bosta da grande logo no início, que atrasou todo o processo mas que agora suspira de alívio por a causa do problema já não estar a ser ele e acha-se cheio de razão para também se mostrar irritado por os "outros" estarem a atrasar tudo. São as burocracias necessárias para cada passinho pequenino que damos em que falta sempre mais um papel, mesmo que já o tenhamos enviado. E agora é a TAP que ganhava mais em comunicar ao mundo que decidiu parar de trabalhar em vez de fazer greves constantes. Ontem, deitada, com o Jack a tentar acalmar-me os nervos (já disse que a burrice e a incompetência me tiram do sério?), lembrando-me que estou grávida e não posso ficar assim, eu só dizia que se reunisse toda esta gentinha numa sala o ar ficaria irrespirável e que provavelmente seria criado um buraco negro por estarem tantas cabeças juntas cheias de nada, de espaço vazio, só de vento. E o Jack relembrava-me as palavras sábias do meu pai há muitos, muitos anos quando me disse que eu encontraria sempre pessoas idiotas ao longo da vida e que quanto mais cedo soubesse lidar com isso, melhor para mim. Mas terei de dizer ao meu pai que sou capaz de lidar com as pessoas idiotas com que me cruzo na vida, mas que não estou preparada para que elas se reproduzam tipo coelhos. Porque isto de estar a lidar com o um idiota, ouvir "pop!" e aparecer logo outro ao lado e "pop!", outro e "pop! pop! pop! pop!", mais uns tantos é demasiado. Eu punha-os todos numa sala e pegava-lhes fogo. Mas o Jack não me deixa.

15.4.15

Deus insiste em pôr gente tola na minha vida

A idade trouxe-me coisas novas (mais quilos, mais cabelos brancos, mais rugas....) e uma delas, uma das que gosto mais, foi deixar de me importar tanto com o que os outros pensam de mim, principalmente aquelas pessoas que nada me dizem. A semana passada aconteceu uma situação que eu sei que se tivesse acontecido há 5 anos teria tido um resultado diferente:

Temos uma vizinha que não vive no prédio e que aluga o seu apartamento. Após uma troca de telefonemas e e-mails com o Jack combinou-se que ela passaria por aqui com uma conhecida sua para ver o prédio (nova empresa de gestão de condomínios e assim) e que aproveitaria para me bater à porta de forma a que eu lhe entregasse uma chave. Tarefa simples da minha parte até porque esta vizinha está convencida que eu não percebo francês, coisa que eu me tenho abstido de contrariar pois isso dá-lhe liberdade para ter conversas à minha frente sobre variados assuntos (um deles, o Jack) achando que eu não estou a compreender o que ela diz. Assim, o meu plano era abrir-lhe a porta, entregar-lhe a chave com um arranhado de "Bonjour" e xau, xau, até à próxima. 

É importante notar que esta vizinha tem um grande interesse neste apartamento uma vez que esteve para o comprar mas cujas obras a assustaram um pouco. Quando o comprámos e fizemos as obras que queríamos, ela tentou e conseguiu por diversas vezes entrar para ver o que andámos a fazer. Já depois do apartamento terminado e connosco aqui a viver, ganhou o hábito de em conversa comigo à porta ir espreitando por cima do meu ombro para o interior da sala, hábito esse que sempre me irritou.

Na semana passada lá apareceu mais a sua conhecida, bateram-me à porta, entreguei a chave e sem que nada o fizesse prever, perguntou-me se podiam entrar em minha casa e visitar o apartamento. O insólito da questão foi tão grande que dei por mim a pensar que tinha percebido mal e perguntei exactamente onde é que queriam ir. A resposta foi clara: "visitar o seu apartamento". Ah, Tété, mas se calhar a conhecida dela precisava de ver um dos apartamentos do prédio para o seu trabalho. Não, a razão não era esta pois havia mais uma vizinha no prédio a quem ela poderia ter batido à porta e feito o mesmo pedido (que eu sei que não fez) e tinha ainda o seu próprio apartamento com o inquilino presente a quem poderia ter perguntado o mesmo. Não, a matreira da vizinha quis simplesmente aproveitar o facto de me saber sozinha em casa, com o meu "parco" conhecimento em francês para me convencer a deixá-la entrar em casa, não tendo obviamente referido esta intenção em todos os telefonemas e trocas de e-mail com o Jack. E posso jurar que, pela cara que as duas fizeram e já a avançar para a porta, não esperavam um sorriso meu e uma resposta tão simples como "Não." Baralhadas, ainda tentaram novamente mas aí a resposta foi um pouco mais completa "Não, eu não quero e não as vou deixar entrar". Depois disto começou o número de se pôr em biquinhos dos pés a espreitar por cima do meu ombro e para ser sincera, não me lembro sequer de me despedir antes de fechar a porta e ter um ataque de riso. Quem é que se lembra de ir a casa de alguém e perguntar se pode visitar? Nunca tal me passaria pela cabeça e acho isto tão tolo como me perguntarem se quero ir ali pisar cocó de cão. 

Mas sei que se isto tivesse realmente acontecido há uns anos, eu teria receio que ela, uma mulher que nada me diz, com que apenas me cruzei umas quatro vezes em três anos, que nem sequer reconheceria se passasse por ela na rua, pensasse que eu era mal-educada e provavelmente tê-la-ia deixado entrar. Não sei se conseguiria ser firme e dizer apenas que não, com o riso já a formar-se com o caricato da situação. Mas gosto de saber que hoje sou e que nem sequer me dei ainda ao trabalho de pensar o que terá ela achado de mim. Só espero que não se lembre de me voltar a fazer o mesmo porque a próxima sou bem capaz de lhe perguntar se não quer antes ir ver se está a chover.

14.4.15

Contar à família

Aos meus pais:

Via skype, dois minutos depois da conversa ser iniciada, anunciar "Vão ser avós!" assim de repente. Ver a mãe a abrir a boca de espanto e ouvir o pai comentar "Bem me parecia que hoje estavas bem penteada". Definitivamente, dar notícias e saber recebê-las é um dom que a minha família não tem.

À família do Jack:

Convidar os pais, irmão, cunhada e sobrinhos para jantar e aproveitar um momento em que o irmão começa a brincar sobre o local onde casámos para o informar que terá de lá voltar para baptizar a criança. Nada. Que terá de lá voltar mais cedo do que pensa. Nada. Porque a criança nasce em Outubro. Vê-los começar a perceber e começar a ouvir uns "A sério?", "Estão a falar a sério??". Receber beijinhos e abraços.

Ao meu irmão: 

Estar à conversa via skype com os meus pais e ouvir o meu irmão entrar em casa. Cumprimentá-lo e ele dizer-me "Tenho uma novidade para ti: comprei um telemóvel novo!". Responder "E eu tenho outra para ti: vais ser tio!". Ouvi-lo resmungar que estrago tudo e agradecer-me por o fazer sentir velho de repente.

Aos meus avós:

Via skype, informá-los que vão ser bisavós. :) Ter uma reacção eufórica da avó que eu pensava ter a mais calminha, ter uma reacção calma da avó que eu julgaria ter a mais eufórica e ter um avô a dizer "Estava ver que não!". 

À avó do Jack:

Eu não estava presente quando ela soube, mas pelos vistos também foi uma reacção estranhamente calma. :)

E pronto, o núcleo duro familiar estava ao corrente. :)



13.4.15

Contar ao Jack

Quando vi o resultado do teste pensei imediatamente em mandar uma mensagem ao Jack a dizer "Estou gráááááááááááávida!", mas depois pensei que perderia a reacção dele e que corria o risco de ele se pôr a contar a novidade a este mundo e ao outro antes de me dar tempo de lhe dizer que nos primeiros meses a notícia deve ficar numa esfera muito pequena de pessoas conhecidas. Esperei por isso que ele chegasse a casa e tivéssemos o nosso momento habitual diário, sentados no sofá, a contar os respectivos os dias. 
Mas correu tudo ao contrário: mal entrou em casa, disse-me "Prometo que já converso contigo, mas tenho de fazer algumas coisas com urgência. Deixa-me tratar disso e já falamos.". E lá esperei eu, enquanto o homem tratava do que tinha a tratar. Quando finalmente se sentou junto a mim, perguntei-lhe como tinha sido o dia, sabendo de antemão que ele despacha a coisa em 30 segundos e depois seria a minha vez. Só que neste dia deu-lhe para a conversa. E falou, falou, falou, falou, e contou coisas, e falou, falou, e eu só começava a ter vontade de lhe bater e de o mandar calar. Até que quando finalmente chegou a minha vez, mostrei-lhe o teste. Estava partilhada a grande novidade do dia. :)

10.4.15

Como começa esta aventura

Menino conhece menina, casam e decidem ter um filho. Basicamente é isto. :) O relógio biológico do Jack sempre deu um sinal mais forte que o meu e embora eu quisesse muito ser mãe, não sentia urgência em sê-lo. Para o Jack uma das suas decisões para os 30 anos era ser pai, coisa para a qual a sua excelentíssima e fofa mulher (eu) não estava disposta até porque casaríamos 15 dias antes do menino fazer 31 anos e não me apetecia nem ter um filho antes de um casamento já marcado nem casar grávida. Após o casamento, começou-se a falar em filhos e eu aproveitei uma consulta de rotina para pedir exames, começar a tomar as vitaminas pré-natais e empurrei a ideia para 2015. O meu relógio biológico ainda não implorava por um filho e acho que teria aguentado mais uns anos sem pensar no assunto. Por outro lado, estava com 30 anos e tinha receio que pudéssemos pertencer àquele grupo de casais com dificuldades em engravidar, podendo arriscar-nos a passar 4, 5, 6 anos em tentativas, pelo que quanto mais tarde tomássemos a decisão, pior seria. Mas não queria tentar engravidar vivendo com ansiedade cada mês, desesperando a cada teste negativo, desanimando, ainda por cima sabendo eu que a maioria das mulheres demora mais de 6 meses a engravidar. Achei por isso que lá para o Verão teríamos a boa nova e proibi-nos aos dois de andar a pensar no assunto para não criar expectativas antes de tempo. Se calhar foi isso que ajudou porque  percebi imediatamente que tinha engravidado. Quando decidi fazer o teste em Fevereiro, sabia que ia dar positivo mas...não deu. Em vez de aparecerem duas linhas, apareceu só uma. Raios partam o teste. Semicerrei os olhos e achei ver um sombra ténue, muito ténue, do que poderia ser uma segunda linha. Fiz um segundo teste, daqueles todos modernos, com um ecrã digital, e lá estava o resultado. "Grávida". E pelas minhas contas, de 4 semanas. :)

9.4.15

Dá para perceber, não? :)


E já de 3 meses. :)



Rrrrrrrrrr..........

Lembram-se disto? E disto?

Bem, imaginem pois a minha cara quando hoje, à hora marcada, junto ao balcão de atendimento oiço a pergunta "Huuum....tem a certeza que marcou este exame para hoje?".

8.4.15

Portei-me muito mal noutra vida, é a única explicação que encontro.

E se há dias como o de ontem, repletos de felicidade, há outros como os de hoje capazes de pôr uma pessoa com os nervos em franja. Acordar com o &%$%$$ do vizinho aos gritos, ver que partiu coisas no prédio e que as veio colocar no tapete de entrada do nosso apartamento num claro sinal de "vejam lá o que eu fiz" (uuuuuuh, que homem tão forte que ele é) e dar de caras com a porta comum de acesso aos anexos com a fechadura trocada por sua excelência %$$%&/% é demais. E saber ainda que o vendedor da nossa futura casa desapareceu da face da terra sem que ninguém consiga contactá-lo e como tal a assinatura da compra da casa ter sido mais uma vez adiada é duplamente demais. Deus meu, porque insistes em pôr bestas destas no mundo e ainda por cima na minha vida? Eu até sou boa rapariga.

4.4.15

Incompetência é que não.


Hoje voltei lá para confirmar a hora a que tinha marcado a análise e...tcharã! Não havia nada marcado. Felizmente apanhei a secretária simpática que me tem atendido e que compreendeu o sucedido e me conseguiu marcar novamente para o mesmo dia, para a hora que eu quisesse. Ai, mas se eu volto a apanhar alguma vez a outra! Desfaço-a! Apanhar quem faça atendimento ao público de forma pouco educada é desagradável, apanhar quem faça atendimento ao público de forma incompetente é ainda mais desagradável, mas apanhar alguém que o faz de forma pouco educada e incompetente já é demais. Quero cá saber se andam sempre por ali chefes a rondar, mas se por acaso algum dia a vida me obrigar a cruzar com aquela mulher, não se livra da boca "Mas escreva aí num papel em que dia e a que horas é que marcou. É que como da última vez acabou por não marcar nada, perdi a confiança no seu trabalho.".

3.4.15

É que para mim perdem logo a razão.

Não consigo deixar de achar uma carta piada às bloggers que se insurgem contra o mundo e a moda feminina, que acham todas as mulheres mal-vestidas, que uns saltos altos é que é bom, que apostar em lingerie é que sim, que horror aquelas que saem de casa sem um pingo de maquilhagem, que pouco cuidadas são aquelas que não vão pintar o cabelo todos os meses e não aproveitam as horas de almoço para umas compras, uma ida ao cabeleireiro ou um spa, que só compram roupa de marca, que combinam a cor das meias com a camisola e quem não o fizer não se sabe arranjar,  etc, etc, etc, mas depois tiram fotografias com as alças do soutien à mostra, sem se darem ao trabalho de as esconder sob as alças do vestido/blusa que usam. Mas isto sou eu a quem as incoerências desta vida ainda me espantam.

Aturo cada uma....

Espero que estejam todos a ter uma óptima Sexta-feira Santa já que por aqui sinto que hoje acordaram para me chatear o juízo. De manhãzinha já estavam as máquinas a deitar paredes abaixo (ou seja lá o que for que estejam a fazer no apartamento de baixo) e acreditem que não é alegria nenhuma acordar com tal barulho (pelo menos, eu odeio). E lá foi o cão-polícia (eu) tirar foto para registar o uso da tomada da caixa das escadas para obras particulares. Regresso a casa, tomo banho, tomo o pequeno-almoço e oiço o proprietário do andar de baixo aos berros com o trabalhador. Mas aos berros mesmo. Só tenho pena de não ter percebido o que foi dito, mas que foi uma valente descasca, lá isso foi. Este %$$&%$# do vizinho é capaz de passar mais de um ano sem cá meter os pés, mas quando vem damos logo conta porque farta-se de berrar. O problema é que hoje para além de berrar com o trabalhador, decidiu vir berrar comigo. Pois, não é lá muito agradável, não. E pior ficou quando eu lhe disse que não lhe abria a porta (porque não quero que ele veja o interior do nosso apartamento e porque não confio num homem capaz de berrar com uma mulher através de uma porta fechada). Sou sincera, fiquei ao nervosa e dei por mim a ligar ao Jack a perguntar como se dizia em francês "um homem arrombou-me a porta" caso o %$$##% do vizinho se passasse de vez e eu tivesse de ligar à polícia a pedir por socorro. Sou extremamente fatalista perante a violência humana. Acho sempre que tem tudo para dar torto e acredito que nem todos os seres humanos sejam capazes de se ficar pelos limites que para nós seriam normais. Por agora, estou aqui sossegadita, com a porta trancada, na minha vida, enquanto ele continua a berrar lá em baixo. Se voltar a vir bater-me à porta, faço-me de morta. É isso que devemos fazer quando lidamos com animais, não é?

2.4.15

Ahahahahah


E sim, já me aconteceu. Para me maquilhar tenho obrigatoriamente de tirar os óculos. E à medida que ponho a base, o corrector, o blush, o rímer, enfim, aquelas coisas de miúda, acho sempre que estou a fazer um óptimo trabalho, que fico fantástica sem óculos e que quase poderia transformar a minha casa de banho num estúdio de fotografia e entrar já nas capas de revista amanhã. O problema é quando ponho os óculos e vejo a base mal espalhada, o blush em excesso, a pele suja de rímel...=P

Modo Zombie

Não me posso queixar muito dos trabalhadores que aqui andam, não fazem grande barulho, não gritam e até têm o cuidado de ao fim do dia deixar limpas as zonas comuns por onde andam. Mas obras são obras e isso implica sempre um certo barulho, nem que seja o suave lixar das paredes. A questão é que para quem acorda com o bater de asas de uma mosca como eu, qualquer barulhinho me impede de continuar a dormir. E vocês nem imaginam a pedrada de sono com que eu me encontro neste momento.

1.4.15

:)

E depois há estes dias, em que a neura não tem qualquer hipótese de se instalar, porque vamos dar uma explicação de matemática e iniciar uma nova matéria e vemos quem estamos a acompanhar a conseguir fazer os exercícios todos com base nos conhecimentos que foi ganhando nos últimos meses. E sabe tão bem.