31.7.13

:)


No nosso caso, é mais:

- Amor é...eu mostrar-lhe as séries que gosto, ele gostar e querer ver todas as temporadas comigo. Mesmo que eu já vá na oitava temporada e por isso tenha de rever sete temporadas com ele.

- Amor é...ele ir ao cinema ver filmes lamechas comigo, quando eu não arranjo nenhuma amiga para me fazer companhia.

- Amor é...eu ir ver filmes de acção e mais acção (só não vou aos de terror porque o amor não tem limites, mas o ser humano tem e eu não gosto de filmes de terror) com ele, mesmo que ache as cenas de pancadaria, tiros e corridas de carros uma seca.

26.7.13

Sapatos - parte 2

Bem, tinha eu acabado o texto anterior a falar de sapatos de salto alto, e dizia eu que nunca foi nada que me chamasse a atenção. Lembro-me de entrar no ciclo (com dez aninhos portanto) e ver as raparigas do nono ano com sapatos altos, padrões tigresse e estilos que até me faziam encolher. E eu só pensava que crescer era mesmo tramado se eu acabasse por andar como elas andavam aos 15 anos. Claro que cheguei aos 15 anos com um estilo beeem diferente (calças de ganga, t-shirts largueironas e sapatilhas de desporto). Da mesma forma fui sempre colocada em turmas de betinhas, que usavam roupa toda igual, da mesma marca, e botas de salto alto. E pelo facto de as sentir tão diferentes de mim em termos de estilo nunca tive aquela vontade de usar aquelas botas.

Já depois dos vinte, lá comecei a tentar usar, mas para mim não resulta. Não sei andar com aquilo, parece que estou em cima de andas. Acho que nunca tinha feito verdadeiramente o esforço de andar de sapatos de salto alto a não ser quando me vi confrontada com a vinda de um casamento (já não me lembrava da última vez que tinha ido a um casamento) há cerca de dois/três anos atrás. Depois da tarefa árdua de encontrar um vestido, passei para os sapatos. Lá arranjei um com um salto mais grosso para me dar estabilidade e parti na cruzada de encontrar umas sabrinas que pudesse calçar caso me esparramasse toda no chão com os sapatos de salto calçados. Não encontrei nada que ficasse bem com o vestido (quem te mandou escolher um vestido liiiiindo com um tom entre o rosa e o cinza?) e lá passei eu todo o casamento de saltos altos. Parecia uma tontinha a andar. A mim não me doem os dedos, os sapatos não me vincam o pé em lado nenhum, não me trilham a pele. A mim dói-me é o apoio do pé, aquelas almofadinhas do pé logo a seguir aos dedos (basicamente a única parte do pé que toca no chão quando andamos nas pontas dos pés) e que basicamente estão a suportar todo o nosso corpo e o peso deste. Ah, pois, aqui devo referir: eu não sou nenhum peso pluma. Sou pesada, sou gordinha, e como tal os meus pobres pés vêem-se à rasca para me suportar caso a planta do pé não esteja toda no chão No segundo casamento a que fui com o mesmo vestido tive a grandessíssima sorte de me aparecer por acaso numa loja umas sabrinas da cor do vestido e ainda por cima com bom aspecto. Comprei-as baratíssimas e lá fui satisfeita para o casamento com elas na mala do carro, ainda não muito convencida se as teria de usar ou não. Pois, só para que percebam, cada vez que o padre na missa nos mandava levantar, eu fazia um esgar. Os meus pobres pés já sofriam. Quando saí da igreja já me agarrava às paredes e aos muros para me conseguir deslocar a passo de caracol até ao carro. Troquei logo para as sabrinas e assim apareço eu de sabrinas nas fotografias. Noutro casamento, já com outro vestido mais simples (azul) fiz a mesma busca: queria uns sapatos de salto alto cuja sola fosse mole para que não me doessem os pés. Pois está bem está....Mal saí da igreja calcei logo as sabrinas azuis que tinha no carro. E mais uma vez apareço nas fotografias já de sabrinas. O engraçado deste casamento é que mal apareci na quinta com as sabrinas calçadas, uma série de raparigas que eu não conhecia comentava "Já estás de sabrinas? Ai que bom, então já posso ir pôr as minhas porque já não aguento estes sapatos". Ou seja, não sou a única sofrer deste mal, e a vergonha com que estavam de serem as primeiras a dar parte fraca estava a fazê-las aguentar as dores (as coisas a que a vaidade nos obriga).

Isto então para dizer que no casamento deste ano lá vou eu de sabrinas. Desta vez nem tento ir de saltos altos porque mal saio da igreja já estou doida por pôr as sabrinas e quando finalmente chegamos à quinta (onde se começa a reparar na roupa dos outros) já ando eu de sapato raso e ninguém fica a saber o esforço que eu fiz antes. As sabrinas são giras, tem uma pedraria a combinar com o colar do vestido, são formais e são aquele tipo de sabrina com que não se anda no dia-a-dia (pelo menos, eu não andaria até porque tenho um estilo descontraído). Não serei a mais elegante da festa, mas estarei bonita e confortável. :) Saltos altos (e eu nem falo daqueles meeeesmo altos, falo de um salto médio) não é para mim. E já sei que quando/se me casar, os sapatinhos vão ser rasos: assim não fico mais alta que o noivo nem me vou sair da igreja apoiada no padre e no noivo por causa das dores nos pés).

Sapatos - parte 1

Eu sempre fui um pouco esquisita com sapatos. Nunca morri de amores pelos mocassins que a minha mãe insistia em comprar-me pois não os achava confortáveis e desisti mesmo de os voltar a calçar depois da minha derradeira tentativa de os usar já na Universidade. Tinha passado uns anos recusando-me a usar este tipo de calçado mas sendo já maior de idade achei que aquela embirrantice minha com os sapatos era algo infantil e lá cedi novamente a usar. Vivia a 10 minutos da Universidade e quando lá cheguei já quase chorava de dores. Quando regressei a casa e tirei os sapatos nem queria acreditar: estava literalmente com um buraco num dedo do pé. Os malditos sapatos tinham-me arrancado um bocado do dedo. Os mocassins morreram para mim naquele momento. Só anos mais tarde dei uma oportunidade às sabrinas, muito a medo, sempre com receio de chegar a casa e descobrir que tinha apenas quatro dedos num pé. Até agora mantenho os dedos todos, graças a Deus.

Outro tipo de calçado que tentei usar na minha infância/adolescência eram aquelas sandálias com corda na sola (como se vê nalgumas alpercatas), em que não era colocado nenhum tecido no sítio onde se apoiava o pé, ficando este em contacto com a corda. Meu Deus, as cócegas que aquilo me fazia. Não conseguia andar cinco minutos sem começar a nascer em mim um riso miudinho. Desisti.

Bom, bom para mim sempre foram as sapatilhas. Ah, o que eu gosto de sapatilhas. Confortáveis, agarram bem ao pé, permitem-nos correr, saltar, uma alegria. Ali na minha pré-adolescência gostava imenso de me ver com saia e sapatilhas. Depois aderi definitivamente às calças mas as sapatilhas continuaram as minhas melhores amigas durante a adolescência. Havia lá coisa melhor que chegar à escola e poder ir jogar basquetebol sem problemas? Enfim, gosto de sapatilhas. Sempre andei muito a pé e as sapatilhas são para mim o melhor calçado.

Ainda assim, havia algumas ocasiões em que não me era permitido usar sapatilhas, e uma dessas ocasiões era...em casamentos. A minha mãe tinha uma regra muito simples para mim: em casamentos, nada de sapatilhas nem calças de ganga (ou seja, basicamente aquilo em que eu me sentia confortável). E eu barafustava, oh se barafustava. Há uma foto lá por casa em que estou, num casamento, de calças de ganga preta e umas sapatilhas daquelas enormes de fazer desporto. Lá devo ter ganho a guerra naquele dia. Agora olhando para trás bem vejo que quem ganhou foi a minha mãe porque estou absolutamente ridícula. Uma pessoa acaba sempre por dar razão às mães, não é?

Saltos altos foi algo que nunca me chamou muito a atenção, mas deles falo noutro post.

24.7.13

Até jááááá :D

Aaaargh, tenho de acordar daqui a quatro horas e ainda ando a fazer a mala! Bem, desejem-me boa viagem. :) Deixo aqui uns quantos posts agendados. Lá para o 20 de Agosto volto a ligar-me à net e regresso ao blog em tempo real. :) 

Mala 2

Segunda parte do meu processo de fazer malas: feita.

Esta parte consiste em fechar a mala com tudo o que quero lá dentro (tive de abdicar de algumas coisas, claro) e sentar-me pensando em tudo o que me possa estar a esquecer (há sempre qualquer coisa que me escapa. Neste momento já me estou a lembrar de: carregador de telemóvel, escova de dentes, GPS, casaco de malha.......)

Mala 1

Primeira parte do meu processo de fazer malas: feita.

Esta parte consiste em tentar enfiar na mala tudo o que quero levar e perceber rapidamente que não cabe.

23.7.13

Eu e o Saint Pierre não nos entendemos mesmo....:)

Eu bem achava que o calor que se estava a sentir nos últimos dias (mais um pouco e íamos chegando aos 40ºC) era aquele calor abafado típico das trovoadas. Não me parecia calor de Verão, e até já tinha dito as meus pais que achava que íamos ter tempestade em breve. E não é que acertei? Neste momento choooove, e tenho direito a relâmpagos e trovões como se o mundo fosse acabar amanhã. Quando o Jack me disse que já tinha passado pela tempestade e que mais parecia um furacão achei que estava a exagerar, mas agora que aqui chegou quase que posso prometer que há muitos anos que já não ouvia trovões tão fortes e tão longos. Já dei por mim a encolher-me algumas vezes como se o tecto me fosse cair em cima. Já vos disse que este clima francês tem sido uma caixinha surpresa desde que me mudei para cá?

Este homem dá-me cabo dos planos todos....

Nada me espanta mais que a capacidade que o Jack e a sua família têm de me trocar os planos todos. É que ainda por cima eu sou uma pessoa que gosta de tudo planeadinho, e que quando as coisas estão planeadas, eu lá consigo relaxar um bocadinho. O Jack tem-me mostrado ao longo dos anos que à última da hora todos os planos são modificáveis sem problemas nenhuns (agora que penso nisso não sei se será boa ideia um dia aceitar casar com ele. Já estou mesmo a vê-lo a sair da igreja enquanto diz "Afinal não casamos hoje! Vamos andar numa montanha-russa! Boa??") e pelos vistos a família é igual a ele. Ou ele igual à família. Não interessa. O que interessa é que agora estou aqui sem saber se partimos amanhã, ou quinta, ou sexta. Como é que alguém adoradora de planos como eu sou foi encontrar alguém como ele, hum?

22.7.13

E eu que não morro de amores por insectos.....

De forma a combater o calor, tenho aberto as janelas todas de casa numa tentativa fraca de tentar criar alguma correntes de ar e arrefecer o ar quente que por aqui se instala. O problema é que janelas abertas são vistas como um convite a entrar por todos os tipos de insectos. Entram as moscas, entram melgas (mas não são como as nossas, têm o triplo do tamanho), entram borboletas, entram bichos que me fazem lembrar os bichos-da-conta, entram mosquitos, entram aranhas de vários tamanhos, enfim, isto parece um jardim zoológico só de insectos. E pensando que tenho 24 horas para os expulsar a todos, algo impossível pois horas depois de fechadas as janelas e apanhado os bichos que vemos ainda encontramos bichos no corredor, nos tectos, nas paredes, tento imaginar como estará esta casa quando regressarmos de férias. Mais vale trazer um exterminador connosco. Como é que a malta que vive no campo consegue manter as casas sem insectos? =S

Coisas aleatórias

1. Estou praticamente a passar-me desta para melhor. Estão 34ºC e ainda hoje devemos chegar aos 37ºC. Eu já nem vejo direito. Digam-me que está mais fresco em Portugal, se faz favor!

2. Depois de amanhã, por volta das 4 da manhã, hei-de estar a acordar para me pôr a caminho de Portugal. Yeeeeahhhh!!! Três semanas e meia de férias que me vão saber tããão bem. :D A ver se aproveito cada minuto, cada pessoa, cada momento. :)

3. Depois de muito adiar lá conseguir marcar uns dias de férias só com o Jack. É que isto de ir rever a família é muito giro e muito engraçado, e passar os dias com a família também é muito giro e muito engraçado, mas eu também acho que é preciso ter uns dias só para nós, para namorar e aproveitar as férias a dois.

4. Tenho de ir fazer a mala. E não me apetece. E acho que se continuar assim, amanhã à noite vou andar a correr de um lado para o outro aflita a ver se não me esqueço de nada. E vou esquecer de certeza....

5. Ando para aqui cheia de ideias para post agendados (sim, que pelo que estou a ver as minhas férias vão ter muito pouco acesso à net por isso os posts que lerem nas próximas três semanas serão todos agendados) mas este calor derrete-me os neurónios e a ponta dos dedos e não tenho escrito nada.

6. Não vou ter saudades nenhumas destes meus vizinhos barulhentos. 

21.7.13

Sono desregulado

Depois de duas noites seguidas a adormecer depois das quatro da manhã, ontem adormeci mal pus a cabeça na almofada à uma da manhã. E dormi ferradinha até o despertador do Jack ter tocado às seis da manhã. Acordei-o e fechei os olhos, satisfeita por ter adormecido tão depressa na noite anterior e poder assim continuar ter uma boa noite de sono. Pois, está bem, está...não voltei a pregar olho. E agora aqui estou eu, acordadinha desde as seis da manhã, a pensar como será a noite de sono de hoje...

(No fundo, no fundo, a culpa é do Jack que me disse que esta semana devia fazer boas noites de sono para chegar fresca que nem uma alface ao dia da viagem de carro. E eu que andava a dormir tão bem fui tomada pelos nervos da viagem e é este o lindo resultado. Malandro!).

19.7.13

Humor francês

Nestes últimos dias tenho andado ocupada a tentar fazer cópias da chave que abrirá a nova fechadura da porta de entrada do prédio. Tendo eu muito tempo livre, fiquei incumbida de fazer cópias para todos os proprietários e inquilinos do prédio. Quatorze chaves ao todo. Na terça fui à loja que me indicaram mas só tinham 3 chaves disponíveis. Combinei lá ir ontem, mas a encomenda com mais chaves do mesmo tipo que a minha tinha tido um pequeno imprevisto e ainda não tinha chegado. Hoje regressei lá, e claro que com três idas à mesma loja e tanta confusão pelo meio (que isto de comunicar em francês ainda é uma aventura), o dono e o empregado da loja lá começaram a reconhecer-me. E hoje, enquanto faziam as chaves que me faltavam, conversa puxa conversa (porque tenho de ser sincera: eram os dois simpatiquíssimos. Tenho uma má opinião sobre a simpatia dos franceses em geral mas daqueles dois não me posso queixar), quiseram saber de onde eu era. E mal lhes digo que sou de Portugal, o dono diz-me muito satisfeito que sabe imensas anedotas sobre portugueses. E assim ali dei eu por mim a rir-me com eles, metade das vezes sem perceber as anedotas, mas a boa disposição deles e o cuidado com que estavam a ver se eu não os levava a mal, faziam-me rir na mesma. :)

Ficam então aqui duas das anedotas:

(tal como nós dizemos que as francesas não se depilam, por cá diz-se exactamente o mesmo das portuguesas)
O que é que as crianças portuguesas dão às mães no dia da mãe? Gilletes para se depilarem.

Como é que se sabe se um bebé português vai ser pedreiro ou ladrilhador quando crescer? Manda-se o bebé à parede: se ficar preso vai ser pedreiro, se cair vai ser ladrilhador. 

E sei que havia uma a propósito que as viúvas se vestirem de negro em Portugal e mais uma a propósito dos pêlos mas já não me lembro. Não serão as anedotas mais engraçadas do mundo, mas é a maneira como os franceses nos vêem, e se não podemos mudar isso, ao menos que nos riamos com eles. :)

P.s. E claro que eu fiz questão de dizer que em Portugal nos depilamos, ora essa.


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Queeeero dormir!! Estou farta destas insónias estúpidas...Mas é bem feito: andava a queixar-me que os nervos andavam a fazer-me ter pesadelos e tal, e agora pesadelos nem vê-los. Só que os nervos não me deixam dormir....Estou com um mau humor daqui até à lua.

18.7.13

...



O despertador dele marcado para as 5h da manhã. 
Eu ainda sem adormecer às 4h da manhã.
Vivemos em fusos horários diferentes.

17.7.13

Ponto alto do dia de hoje (até agora, até agora, que ainda só vamos a meio da tarde....)

Ter uma quebra de tensão em pleno E.Leclrec e pedir desculpa a dois manequins por quase chocar com eles. Melhor ainda, só perceber que eram bonecos depois de me levantar do chão onde me tinha sentado a ver se me sentia melhor e reparar que aquelas "pessoas" continuavam paradas no mesmo sítio a olhar para lado nenhum.

P.s. Estão 28ºC e eu estou com quebras de tensão devido ao calor. Percebem agora porque é que acho que passo desta para melhor se for para Portugal e estiverem 40ºC? Já agora, que temperaturas andam por aí?

16.7.13

Modernices....

Isto de se marcarem consultas via internet é muito bonito, muito moderno, muito fácil, blá, blá, mas depois  recebo e-mails com marcação de consultas diferentes à mesma hora. Eu sei que a clínica é a mesma, mas acreditando que os médicos até serão pontuais (ahahahah) não estou a ver como é que me desdobro em duas e entro em consultórios diferentes à mesma hora.

Quem lê este blog deve achar que eu adoro médicos....e nem imagina a fobia que lhes tenho.*

Eu tinha decidido que 2013 seria um ano livre de médicos. Não queria ver batas brancas à frente depois do ano que tive o ano passado e dos sustos que apanhei. Prometi a mim mesma que este ano seria um ano livre de constipações, gripes, amigdalites, dores de cabeça, entorses, dentes partidos, quedas, tudo o que me pudesse levar a ver um médico. Se me tivesse sido proposta tal hipótese, acho que teria aceite de bom grado que me enfiassem numa redoma de vidro esterilizada durante 12 meses. De vez em quando fala-se assim por alto da hipótese de engravidar este ano e ignorando todos os outros argumentos que existem, o mais forte para mim neste momento é: este ano não quero médicos, incluindo obstetras.
Mas tal como todas as resoluções de ano novo que passado uma semana já foram esquecidas, lá estava eu dia 2 de Janeiro enfiada num consultório médico. Devia ter previsto logo que começar assim o ano, falhando tão redondamente uma das minhas resoluções, não era bom presságio. E agora aqui estou eu, a tentar marcar para as minhas belíssimas férias em Portugal, três consultas (não, nenhuma é de obstetrícia). Duas já estão, já só falta uma. Eu tinha decidido exactamente o quê?

* Mas tenho maior fobia a doenças complicadas que se arrastam, e quando suspeito que algo não é normal, prefiro ir logo ao médico. Uma simples dor de cabeça não me assusta, se tiver dores de cabeça durante um mês e mais fortes que o habitual, acho que se deve ir a médico, por exemplo.

15.7.13

Coisas de fim-de-semana


Comi sardiiiiinhas!! Vocês não têm noção do quanto me andava a apetecer sardinhas. Eu até já tinha dito aos meus pais que na semana em que vou estar com eles na praia só ia querer peixinho grelhado (principalmente sardinhas, mas aceito também o salmão e o espadarte. Vá, e para variar do peixe, venha lá um polvo grelhado que eu também não recuso) e mais peixinho grelhado, e mais peixinho grelhado. Os pais do Jack, não sabendo contudo destes meus desejos, decidiram fazer uma sardinhada lá em casa. E o que eu me regalei....Dois dias depois ainda aqui estou a babar-me com as sardinhas, o pimento grelhado, as batatas cozidas, a alface....Se tivesse lata, era menina para lhes pedir para fazerem isto todos os dias que eu não saía lá de casa.

Ontem foi feriado nacional aqui em França, e por todo o lado houve fogo-de-artifício. Até mesmo aqui na terrinha. Por isso no sábado, véspera do feriado (a bem dizer já devia até passar da meia-noite), lá fomos nós ver o fogo-de artifício. E olhem que a quantidade de gente me espantou. Até carros passavam por nós a perguntar onde era o fogo de artifício. 

Ontem também comecei a fazer a lista de coisas que quero levar para as férias (Não esquecer as sabrinas para o casamento!! Vocês não me deixem partir para Portugal sem me perguntarem se levo os sapatinhos bonitos para o casamento!! E sim, os meus sapatinhos bonitos para o casamento são sabrinas e não sapatos de salto alto - falarei disto noutro post). Está a apetecer-me imenso ir de férias (férias, Maria Tété? Mas tu nem trabalhas. Pois, mas vou tirar férias da "procura incessante de emprego sem resultados à vista", vou aproveitar para namorar, para estar com a família, para gozar aquela disposição e descontracção típica com que todos vão estar por estarem de férias) mas não quero naaaada fazer as malas. Malas para 3 semanas é a mesma coisa que dor de cabeça à vista. 

Também decidi ontem qual será o tema dos posts que eu estava a pensar deixar agendados para as minhas férias (que me cheiram a pouco contacto com computadores e internet e muito contacto com praia e mar). Vou ver se durante esta semana faço posts com aqueles assuntos a que me refiro muitas vezes com um "falarei disto noutro post". É que acabo por nunca falar e como não quero que me tomem por mentirosa, vão ser esses posts todos e fica o assunto tratado.

14.7.13

Visão masculina

Cenário:

Eu com roupa de trazer por casa. Cabelo despenteado mal apanhado com um elástico. Cara de quem está a precisar de um bom banho fresco para despertar. Pergunto-lhe se sempre vamos sair (para ver se tinha de me ir arranjar no momento ou se podia dedicar-me um pouco mais à preguiça).
Resposta dele: Sim, vamos sair. Mas tu já estás pronta, não estás?


E eu fico para aqui a pensar com os meus botões se o homem me acha gira de qualquer maneira ou se para ele não há qualquer diferença entre eu sair arranjada ou sair naqueles preparos.

Há cada ideia....

Penso que já referi aqui no blogue a minha opinião em relação às touradas. Não gosto de ver as lides a cavalo (porque não gosto de ver os cavaleiros a cravarem as farpas no animal) mas gosto de ver as pegas. O meu avô era forcado e eu tenho o bichinho das pegas (só de ver, porque eu não me ponho à frente de um touro nem que me paguem). Gosto de ver as pegas com a minha mãe, gosto de a ouvir falar dos diferentes tipo de pega, gosto de esperar que tudo corra bem. Mas entendo perfeitamente quem gosta do espectáculo que as touradas são (incluindo portanto também as lides a cavalo) assim como entendo quem não vê nada de bom em touradas. Isto para dizer que acho o programa "Olé" da Sic uma péssima aposta. Até eu que gosto de pegas não tenho qualquer interesse neste tipo de programas. Ver o José Castelo Branco a desfilar em plena arena e a fazer uma pega tira a seriedade que, para mim, pautam as pegas. E se eu, que gosto de ver as pegas (feitas por quem leva aquilo a sério), não me sinto tentada a ver o programa, imagino para quem nem sequer goste (e não são poucos. Basta dar uma olhadela pela blogosfera e vemos que a maioria das opiniões é contra a tourada). Imagino que este programa não vá ter grandes audiências (e se tal se confirmar, aconselho o criador de tal ideia a dormir melhor para ver se acorda com a cabeça mais fresca).

12.7.13

Vá-se lá perceber certas coisas...


Reviro sempre os olhos cada vez que vou ao Facebook e vejo aqueles textos manhosos que dizem coisas como: 

"Não é mentira! Apareceu na televisão ontem e tudo! No telejornal também falaram disso, porque entre as notícias sobre o tempo e as misérias do governo, é normalíssimo os jornalistas falarem de anúncios deste tipo do facebook! Se copiares isto no teu mural, o facebook não vai apagar a tua conta, não vai usar as tuas imagens para publicidades ranhosas, não vai cobrar para que utilizes o facebook, não te vai tirar dinheiro da conta, não te vai bater nem vai lançar bruxedos. Rápido, copia isto se não queres que velhinhas te comecem a bater com as bengalas no meio da rua ou o teu cão comece a roer os tapetes! Daqui a uma hora os fiscais do facebook, que pelos vistos têm um emprego super-mega-divertido, vão andar a ver se tens isto no teu mural. Se não tiveres, os tais fiscais com emprego super-mega-divertido vão ligar para ti através de um passo de mágica porque não têm o teu número de telemóvel, e vão cobrar 10€ por dia para usares o facebook. Rápido, o prazo está a acabar!".

Mas agora a sério, as pessoas acreditam mesmo nestas coisas? Já na altura do hi5 recebia e-mails a dizer que se não fizesse não-sei-o quê desactivavam-me a conta. Já perdi a conta aos e-mails que recebi a dizer que se não fizesse o pino e não cantasse o hino 3 vezes (ok, não pediam isto, mas pediam coisas que eram autênticas tretas) a minha conta hotmail seria fechada. Confesso que já recebi um ou outro e-mail que me dei ao trabalho de ler segunda vez a ver se seria verdade ou não. Mas a maior parte dos casos é visivelmente uma brincadeira estúpida. Quem é que acredita que há fiscais do facebook que nos vão ligar e cobrar dinheiro? É que quando vejo malta da minha idade a cair nestas coisas e a colá-las no mural (há quem faça isto todos os dias com textos diferentes. E devem estar todos satisfeitos porque até agora não lhes caiu um piano em cima nem lhes cancelaram a conta facebook.....) penso sempre que são fortes candidatos a tornarem-se naqueles velhinhos que vão ser burlados facilmente. Se aos 28 anos caem nestas esparrelas, não lhes auguro nada de bom para a velhice.

11.7.13

Pronto, vá, eu às vezes até consigo ficar feliz por eles....

Os meus vizinhos debaixo casaram-se e querem convidar os vizinhos do prédio a irem tomar um copo de champanhe a casa deles para comemorar. E eu, embora revire os olhos com os barulhos que os filhos fazem, a sujidade em que por vezes deixam o átrio do prédio, e os gritos que vou ouvindo, fico feliz por eles. :) Não gosto nada de sociabilizar com os vizinhos, mas neste caso vou sim senhor beber o copito (ou fingir que bebo porque não gosto do sabor). Afinal de contas não sou assim tão sem coração em relação aos vizinhos...:)

Medricas

Daqui a duas semanas estarei a caminho de Portugal e a viagem será feita pela segunda vez de carro. Mas se na primeira o meu papel era apenas fazer companhia aos condutores, desta vez, uma vez que vamos só os dois, terei de conduzir também. E a verdade é que isto me tem feito alguma confusão. É que eu sou stressadinha a conduzir. Não por caminhos que conheço, mas por aqueles que não conheço sei que tremo como varas verdes. E depois não sou assim grande fã de auto-estradas. Enquanto tirava carta, ficava sempre sem cor quando o instrutor me dizia que era dia de ir para a auto-estrada. Eu sei que uma vez lá dentro é sempre em frente e não há que enganar, mas há ali qualquer coisa que estraga tudo: não sei se são as portagens, se as entradas na auto-estrada (gostava de saber quem é que faz as rampas de aceleração das auto-estradas para lhe dar duas palavrinhas e explicar que rampas de aceleração de poucos metros não servem para nada), se as ultrapassagens, se a velocidade. Enfim, sou uma medricas. E depois tenho medo de me cansar porque não estou habituada a conduzir muito tempo e já sei que com o stress ainda mais cansada fico, e tenho medo de começar a adormecer sem dar por ela, e tenho medo do trânsito porque sei que há muita gente (e muitos parvos a conduzir) a fazer esta viagem...Enfim, ando nervosa com a viagem como se vê. E embora me ande a tentar acalmar e a tentar convencer que vai tudo correr bem, acordar de manhã com o coração acelerado de medo porque estava a sonhar que tinha um acidente de automóvel enquanto fazia esta viagem não ajuda mesmo nada.

9.7.13

É que me metem nervos.....

As moscas devem ser os animais mais estúpidos à face da Terra. Posso ter todas as janelas abertas em casa, menos uma. E é exactamente nessa que as idiotas das moscas se vão pôr às cabeçadas a tentar sair de casa. Buuuuuuurrras.......

Uns aprendem ouvindo televisão, eu aprendo em reuniões de condomínio....

Ontem foi a reunião de condomínio, a qual se fez em nossa casa. E o que eu me ri....

1. O idiota que nos liga a ameaçar que nos leva a tribunal, que quer mandar em tudo, que acha que todos temos de fazer aquilo que ele acha melhor, nem se dignou a aparecer. E ainda bem porque eu já tinha decidido que se ele levantasse a voz ou nos ameaçasse com idas a tribunal eu apontaria para a porta e diria que o resto da reunião seria feita nas escadas do prédio. Em minha casa, ninguém grita comigo ou me ameaça. 

2. Uma das proprietárias de um apartamento conheceu-me quando eu vim visitar o apartamento há um ano atrás. Lembro-me bem dela porque desatou a falar francês comigo, a uma velocidade tal que eu não apanhei nada. Para a calar disse-lhe simplesmente que não sabia francês e pronto. Ontem, um ano depois, voltou a ver-me e deve ter-me passado um atestado de estupidez, convencendo-se que eu continuava sem perceber nada. Resultado: enquanto o Jack se ausentava dois minutos para ir resolver uma coisa, ela pôs-se a tentar convencer outra vizinha nossa que o Jack deveria fazer isto e aquilo, e que tinham de o convencer, e sei lá mais o quê. E eu a ouvir tudo, sem dar parte fraca, ouvindo-as falar do meu namorado, à minha frente, como se eu nem lá estivesse. 

3. Uma vizinha, que deve ter a idade dos meus pais, faz a certa altura beicinho como se de uma criança de 4 anos se tratasse. E se nessa altura não me ri, verdade seja dita que não resisti quando a vejo a inclinar a cabeça e a fazer olhinhos ao Jack, tentando convencê-lo já não sei de quê. Ui, o que ela batia aquelas pestanas. A minha gargalhada estragou-lhe o espectáculo e lá se acalmou.

4. Uma vizinha, que eu sabia ser uma cusca do pior e que me tinha levado a fechar as portas todas dos quartos e da cozinha, e ver se o armário da casa-de-banho estava apresentável (porque sabia perfeitamente que ela o abriria se lá fosse), nem sequer se levantou da cadeira. Ufa, se há coisa que eu não gosto é que estranhos cuscos andem à solta pela minha casa.

Enfim, foi giro. Consegui apanhar a reunião praticamente toda (digamos 95%), pouco falei porque sei que sou lenta a encontrar as palavras, mas não deixou de ser um bom exercício de compreensão. :)

8.7.13

Estou a cozer

Sinto que estou a cozer lentamente. Ontem à noite apercebemo-nos que com o calor (e a minha tosse que me obriga a beber muitos líquidos) acabámos com a água engarrafada que havia cá em casa (e não era pouca. Gosto sempre de ter água em casa e em quantidade, o que já me levou a ouvir "Xii, tanta água. Achas que a água engarrafada vai acabar amanhã ou quê?"). De modo que hoje lá fui a pé até ao supermercado dos árabes que existe na praça central desta terriola, e lá trouxe seis garrafas de água. Amanhã já vou às compras ao hipermercado e já trago mais. Bem, quando cheguei a casa já nem me aguentava nas pernas, já tremia, já me sentia sem forças. Que calor mais estúpido que hoje se faz sentir (ainda para mais quem decide andar a passear com nove quilos nos braços). Só sei que saí com o cabelo molhado (tinha acabado de tomar banho há cinco minutos) e quando entrei em casa estava ele seco-seco. Estes 29ºC estão a dar cabo de mim. Eu sei que visto as temperaturas que se estão a fazer sentir em Portugal neste momento, 29ºC parece uma miragem agradável, mas para mim já é demasiado e já é suficiente para eu me sentir às portas da morte. Entendem agora porque é que eu digo que nas próximas semanas têm de baixar esses 40ºC, certo? É que com esse calor mais vale meterem-me directamente no forno com umas batatinhas para assar.

7.7.13

Outra vez??


Estou outra vez doente. Já perdi a conta às constipações que tive nos últimos meses. Estou definitivamente a precisar de ir para Portugal, apanhar sol, tomar banhos de mar, respirar o ar da praia, comer gelados, comer peixinho grelhado, passear, enfim, tudo o que de bom se tem em Portugal. Eu sei que por aí está um calor dos diabos e, sendo sincera, na verdade não preciso disso. Baixem lá um pouco a temperatura senão em vez de constipações tenho é quebras de tensão. 

Lembro-me bem quando começámos a falar de eu me mudar para França, termos decidido que não o faria no Inverno. Afinal de contas, os dias curtos, a ausência de sol e o frio dificultam a adaptação a um novo país, e nós queríamos que pelo menos estes não fossem factores que se tornassem uma preocupação. Infelizmente, tudo se atrasou e a minha presumida mudança em Maio passou a ser....em Dezembro. Logo na primeira semana apanhei neve, graus negativos, um frio de rachar. E não contávamos nós de todo com este Inverno tão prolongado. A primeira metade de 2013 foi simplesmente fria (a semana passada voltei a dormir com meias nos pés.....). Agora já começam a aparecer os dias de sol e até um pouco de calor (hoje estão 29ºC :). Já fui passear e tudo, a ver se sentia o sol e o calor na pele). Felizmente os nossos receios não se vieram a confirmar e o frio não dificultou a adaptação. Mas não deixei de pensar, nos últimos tempos, quando olhava para o tempo invernoso lá fora, que se realmente o tempo tivesse influenciado a minha adaptação e o meu humor, este ano estaria a ser uma pequena desgraça.

2.7.13

Up!


Acho que é isto vou fazer nestas férias de Verão. Vou aproveitar o tempo em Portugal para ganhar forças novamente, para pôr a cabeça a zeros e ver se quando voltar a França ponho esta cabeça a funcionar e arranjo algum plano para mim. O tempo passa muito depressa e sei que não tarda vou estar a fazer um ano de vida em França e emprego nem vê-lo. Eu já sabia que as coisas aqui não seriam fáceis, a Europa neste momento não tem saídas profissionais como antigamente e eu sabia que ao vir para França poderia ter mais sorte profissionalmente que em Portugal mas não uma sorte enorme. Quero acreditar que se aqui tiver de esperar um ano ou dois para arranjar emprego, se estivesse em Portugal esperaria dois ou quatro anos. Ainda assim não fui feita para estar parada, não gosto de não me sentir útil, e sobretudo sinto falta do dinheiro ao final do mês. Por isso, ainda este mês irei para Portugal de férias e quando voltar espero ter uma cabeça mais fresca, animada e pronta a novas ideias. Porque a verdade é que neste momento começo a cansar-me das cartas a dizerem que não têm lugar para mim ou que não fui seleccionada, e começo a desanimar um bocadito. Acho que preciso de sol para ver se o ânimo volta ao sítio. :)