O %$&%$ do meu vizinho para além de todos os adjectivos fofinhos que lhe posso dar, tem também uma lata do todo o tamanho. Nos seus apartamentos, a luz foi cortada, ou por ele ou por falta de pagamento, nunca saberemos. Agora, com as obras que precisa de fazer e que arrancaram a todo o gás, percebemos imediatamente qual seria o plano dele: em vez de colocar electricidade nos apartamentos para usar nas obras, faria os trabalhadores usarem as tomadas presentes na caixa das escadas pouco se importando que a electricidade usada seria paga por todos os proprietários do prédio. Ora, lamento, mas a este homem nem uma amêndoazinha darei na Páscoa, quanto mais ajudá-lo a pagar obras nos seus apartamentos. Já bem basta o que nos deve e aquilo que suspeitamos que não tem pago ao condomínio. De modo que hoje o cão-polícia (eu) mal ouviu uma máquina em funcionamento foi avisar os trabalhadores que teriam de desligar as máquinas porque não poderiam usar aquelas tomadas. Começaram logo os telefonemas mas por agora não voltaram a usar nada eléctrico. Mas o cão-polícia mantém-se atento (e com uma neeeeeeura).
31.3.15
Como vais, Tété?
Óptima! Às 7h00 da manhã já estava fartinha deste dia por isso acho que agora só pode melhorar. A noite passada fui atacada pelas minhas insónias que me levaram a dormir apenas 3h00, pelo que obviamente contava com esta noite para recuperar o sono perdido e o meu bom-feitio. E assim teria acontecido se às 3h30 da manhã não tivesse acordado com um estrondo. Novo estrondo. Levantei-me e vagueei pela casa à procura da causa de tais estrondos. Não encontrei mas estando uma noite de vento, pensei que talvez fossem os caixotes do lixo que estivessem a tombar.O problema é que com este barulho não conseguia adormecer e já depois do Jack se ter levantado e saído de casa, e eu já com uma fúria daqui até à lua por estar pedrada da sono, descobri de onde vinha. No apartamento debaixo foram colocadas umas portadas que não servem para aquelas janelas. São demasiado grandes e por isso não fecham completamente, não sendo possível trancá-las. Numa noite/dia de vento como este, em que quase posso jurar que as criancinhas levantarão voo, as portadas soltas vão batendo violentamente quer na fachada do prédio quer na janela. O estrondo é imenso e é impossível conseguir fechar um olho nesta situação (a não ser que sejam como o Jack que é capaz de dormir ao lado de um martelo pneumático em funcionamento). Ora pois, às 6h00 da manhã lá estava a Tété na rua, a espumar de raiva, de pijama e roupão, a tentar colocar uns calços debaixo das portadas para que estas ficassem quietas, esfacelando dedos e unhas. Não resultou. Quinze minutos depois, os estrondos regressaram. Na cama, continuava às voltas a pensar no que fazer. Porque não falas com o vizinho e explicas a situação, Tété? Porque o meu vizinho é uma das pessoas com menos escrúpulos que conheço e que quer lá saber se incomoda os outros. Para além do mais não gosta de nós e não há conversa que não tenhamos que não acabe com ele a ameaçar-nos com um processo em tribunal. Se me fosse queixar das portadas, era homem para ainda prender uns guizos às portadas para o barulho ser maior. Ele não vive aqui, os apartamentos estão vazios e gravemente necessitados de obras, e por isso é para o lado que dorme melhor. Terei de arranjar maneira de prender aquelas portadas caso a próxima noite seja também de ventania ou arrisco-me amanhã a pedir que me internem por privação de sono. Às 7h00 da manhã levantei-me. Os estrondos e a minha raiva contra o vizinho estavam a deixar-me mais desperta que um carapau e para isso mais valia começar o dia e tentar torná-lo produtivo para que começasse a correr melhor. Infelizmente, o karma hoje está contra mim e ao abrir a torneira da casa-de-banho apercebo-me que...estamos sem água. E vocês não imaginam o quão farta eu já estou do dia de hoje e da neura que se instalou em mim.
30.3.15
Nããããããããããããããooooooooooooooooooooooooooooo
As obras nos apartamentos vizinhos já começaram. Nãããããããããããããããããooooooooooooo! Não estou preparada, a sério que não estou. Este martelar, este serrar, este raspar vão deixar-me o cérebro em água. Começaram há uma hora (não se pode dizer que sejam trabalhadores madrugadores, verdade seja dita, e espero que assim se mantenham) e eu já tenho vontade de ir perguntar "Hum, será que podia serrar um bocadinho mais baixinho, por favor?". E depois tenho de estar a fazer de cão-polícia já que o dono dos apartamentos acha que é dono de tudo e que pode apresentar queixa quando não fazemos as coisas como lhe agradam mas que já ele pode fazer tudo ilegal sem que ninguém abra o bico. Oh, vida, esperam-me uns dias (semanas? meses?) interessantes.
28.3.15
Ainda às voltas da casa
Ele anda a estudar o isolamento da casa. Eu? Eu ando a pensar qual será o melhor sítio da casa para colocar uma parede ou zona com tinta de ardósia (e ainda faço como a minha madrinha, que também fez uma parede com tinta magnética e onde se podem colocar os ímans das viagens, recados...).
27.3.15
Estou a ficar igual a ela
A minha mãe puxa o pior das pessoas. Não sei porquê porque até extremamente simpática mas com ela as pessoas perdem o filtro e dizem-lhe de tudo, desde "Ah, realmente esse casaco não lhe fica bem. Mas tem ficado óptimo em todas as outras clientes da loja!" ou "Ah, não quer um café para não ficar mais escura?". Sempre gozei com ela porque fica sempre abananada com esta coisas (quem não ficaria?) e porque de facto só com ela é que tenho visto tais coisas a acontecer. Mas sinto-me a seguir-lhe as pegada só que no meu caso não tiro o filtro às pessoas, puxo é pela sua má educação. Depois da conversa telefónica com a secretário de um médico, hoje quis marcar um exame. Dirigi-me pessoalmente ao local e tive uma conversa que azedou desde o início. Para não colocar aqui toda a conversa, eis a parte final:
- Então e quer marcar para quando?
- Para este dia de manhã.
- E a que hora prefere?
- O mais cedo possível de manhã, por favor.
- Não foi isso que perguntei!! (já tinha ouvido isto umas 5 vezes durante a conversa)
- Então qual foi a pergunta?
- Perguntei a que ho-ra pre-fe-re. (dito bem devagar como se eu tivesse um atraso qualquer).
- Bom, por mim desde que seja de manhã, tanto me faz. Se puder ser cedo, agradecia.
- Não foi isso que perguntei!!
- (inspira fundo) Então peço desculpa mas não estou a perceber a pergunta. (até pode acontecer que eu não sou ainda nenhuma expert em francês).
- Quero saber se quer às 8h00, às 8h30, às 9h00....
- ......%&%$##%%&.
Eu mereço?
(e não me perguntem a que horas ficou porque a carga de nervos foi tanta que eu não anotei nem me lembro. Terei de lá voltar mas só quando acalmar os meus instintos assassinos).
26.3.15
Medo
Hoje dei por mim a pensar que se continuo a ver a série "Lost" e a ler notícias sobre o avião que caiu em França, ninguém me conseguirá obrigar a pôr um pézinho que seja no avião que me deverá levar a Portugal de férias em Maio. Séries à parte, é assustador pensar que colocamos a vida nas mãos de uma ou duas pessoas e que essas intencionalmente decidem matar-nos. Há pouco comentava com o Jack que quando entro num avião tenho receios como toda a gente e que depois penso que se há alguém que mais do que eu quer também chegar vivo e inteiro ao destino é o piloto e o co-piloto e que estes farão de tudo para que isso aconteça. Notícias como a de hoje abalam esta minha fé nas pessoas a quem entrego a minha vida durante duas horas. E isto mete medo.
Adoro
O Jack envia-me mensagens a perguntar que tipo de janelas vamos escolher e eu só penso quando é esta fase de obras (que na prática ainda nem começou) vai acabar para eu me poder dedicar à decoração. Eu quero lá saber de janelas, portas e telhas. Eu quero é planear a minha parede de molduras. Neste apartamento optámos por não pendurar nada nas paredes uma vez que em princípio vamos vendê-lo e assim mantemos as paredes em bom estado. Mas na casa já o avisei "Ninguém me vai impedir de pendurar tudo o que me apetecer nas paredes!".
25.3.15
E é por causa destas coisas que depois a minha mãe diz que eu não tenho paciência nenhuma.
Eu não quero ser mal-educada, a sério que não quero, mas não tenho paciência nenhuma para estas coisas. Em conversa telefónica com uma secretária de um consultório:
- Boa tarde, gostaria de marcar uma consulta para a próxima semana, se possível.
- Porquê?
-....Porque já tive uma consulta com este médico e ele disse-me que necessitava de voltar agora por esta altura.
- Mas porque é que não marcou logo?
- Porque não me disseram que era necessário e que até poderia ligar por esta altura para marcar.
- Mas não pode! Já tenho a semana completa!
- E na semana seguinte?
- Devia ter ligado antes!
- Não sabia. Então e na semana seguinte, há vaga?
- É que já tenho esta semana cheia!
- Já compreendi. E na semana seguinte? Posso em qualquer dia e qualquer horário.
- É que estando a semana cheia, não é mesmo possível marcar.
- Tudo bem.
- Então quando é que pode?
- Não podendo ser na próxima semana, pode ser na seguinte, em qualquer dia e qualquer horário.
- Então fica marcado para sexta-feira da próxima semana.
- ....&%$$$&/&%%....
Então mas se afinal conseguia marcar a consulta na próxima semana porque é que esteve com aquela fita toda, porquê????????????????????
1...2....3....4....5....respira fundo, Tété.
Ontem à noite comentei com o Jack:
- Não achas que o frigorífico está a fazer um barulho estranho?
- Não.
- A sério? Ouve bem.
- Não, é um barulho normal.
Mais tarde, pouco convencida, voltei à carga:
- É que eu acho mesmo que ele está a fazer muito barulho. Não ouves?
- Não, só o normal.
Desisti. Horas mais tarde, diz-me ele:
- O frigorífico está a fazer um barulho enorme! Não é normal! Já ouviste isto?
Posso bater-lhe, não posso?
- Não achas que o frigorífico está a fazer um barulho estranho?
- Não.
- A sério? Ouve bem.
- Não, é um barulho normal.
Mais tarde, pouco convencida, voltei à carga:
- É que eu acho mesmo que ele está a fazer muito barulho. Não ouves?
- Não, só o normal.
Desisti. Horas mais tarde, diz-me ele:
- O frigorífico está a fazer um barulho enorme! Não é normal! Já ouviste isto?
Posso bater-lhe, não posso?
24.3.15
Não, não, não, não, não
Em Agosto do ano passado, os três piores vizinhos saíram dos apartamentos que alugavam. Famílias barulhentas, com muitos filhos, porcas, amantes de festanças e bebida (e drogas, dizem as más-línguas), sem qualquer respeito e consideração pelos outros habitantes do prédio (acho que nem se lembravam que nós existíamos). O prédio tornou-se um sossego connosco, um rapaz e uma mulher solteira, cada um a viver a vida no seu apartamento, sem nos incomodarmos uns aos outros. Nós então passámos praticamente a viver no paraíso, já que ficámos sem vizinhos debaixo e de cima. Embora estranhássemos o senhorio ter deixado assim três apartamentos aos abandono e ainda por cima no estado em que estavam (era visível através das janelas a degradação: paredes cheias de humidade, paredes "pintadas" de vermelho e cinzento como se quem o tivesse feito tivessem sido crianças, tomadas arrancadas, tectos e paredes destruídos, sujidade em quantidade; e isto tudo apenas nas divisões que conseguíamos ver) e nos perguntássemos muitas vezes se ele arrastaria esta situação, a verdade é que não estávamos desejosos que ele colocasse rapidamente novos inquilinos (principalmente tendo em conta o gosto com que os escolhe). Ainda temos uns bons meses pela frente nesta apartamento, se tudo correr bem, e por nós mantermo-nos-íamos assim sem vizinhos até ao dia em que daqui sairemos. Adoramos este apartamento, o nosso primeiro apartamento, eu morro de paixão pela luz que ele tem, e se pudéssemos pegávamos nele e mudávamo-lo simplesmente de sítio, porque sem dúvida que a vizinhança pode estragar tudo.
Hoje acordei com berros. Muito berros de homens. O primeiro pensamento foi "Os vizinhos!" uma vez que à conta das bebedeiras havia muitas vezes discussões e às vezes com a própria polícia ao barulho. Depois lembrei-me que eles já se foram embora há meses (mesmo que mantenham com eles as chaves porque continuam a vir ver o correio) e tentei perceber o que se passa. Andavam homens nos apartamentos vazios, a trocarem fechaduras e a analisarem os estragos. E berravam uns com os outros como se fizesse todo o sentido um estar num apartamento, outro noutro apartamento e mesmo assim terem de conversar. Cheira-me que brevemente começarão a haver obras (que os apartamento bem precisam, sejamos sinceros!) e que o nosso sossego acabou. E eu não estou pronta para isso.
Começar bem o dia
Ir à padaria e dizerem-nos que a nossa carteira é muito gira e perguntarem-nos onde comprámos. :)
23.3.15
Tempo para nós :)
Ontem foi dia de esquecer as burocracias, afazeres, contenção monetária e famílias durante umas horas e fomos jantar os dois com direito a sessão de cinema a seguir (aproveitar que os bilhetes estavam a 3,50€!). Fomos à nossa pizzaria habitual e no cinema vimos o "Night All Run". Gostei, é um filme de acção, tem alguma violência que eu facilmente dispensava mas que não é exagerada. O Liam Neeson é um actor que me agrada imenso mas a personagem do actor que faz de filho dele (Joel Kinnaman) parece às vezes fazer pouco sentido e tem umas atitudes meio parvas. Mas aconselho para quem gosta deste tipo de filme. :)
21.3.15
Mas que sei eu? Afinal de contas sou apenas a mulher do meu marido.
Temos as nossas contas e um crédito no Banco A. Pedimos um crédito para a casa nesse banco e dizem que será muito complicado e que vão analisar. Como há prazos a cumprir, vamos ao Banco B (pertencente ao mesmo grupo) e o crédito é nos dado sem problemas. Pedimos ao Banco A que nos faça uma proposta de um seguro para o carro. O Banco A esquece-se e quando relembrado, diz que não é possível. Quando o Jack informa casualmente o Banco A que é casado, o Banco A lembra-se de ir às minhas contas, apagar os meus apelidos e colocar o apelido do Jack. Envio um e-mail furioso a exigir os meus apelidos de volta. O Banco A volta à idade da pedra e em vez de me ligar a mim a pedir desculpa, liga ao meu marido a fazê-lo. Mesmo com ele a dizer-lhe que este assunto é meu e que é a mim que me devem ligar, eles não o fazem. Afinal uma mulher casa e perde os apelidos e os direitos, passando a ser o marido o único a ter em consideração. O Banco A lembra-se entretanto do crédito pedido inicialmente (já depois dos prazos todos terem passado) e fica muito espantado e magoado por já termos o crédito noutro banco, mesmo que a resposta deles fosse uma recusa. Mais tarde, tento fazer uma transferência para Portugal e descubro que tenho essa opção bloqueada e que preciso de fazer um pedido para que ma desbloqueiem atrasando todo o processo. Uma vez que brevemente teremos dois créditos para pagar, pedimos ao Banco A que nos faça uma avaliação do crédito que têm para ver se será possível pagarmos menos por mês. Esquecem-se. Após relembrarmos, fazem-nos uma proposta (quando sabemos que até podiam fazer melhor). Entretanto o Banco B, decide baixar-nos os juros do crédito que lhes pedimos e propõem-nos ficar com o crédito que o Banco A tem, baixando o juros desse crédito para metade. Aceitamos e damos conta da nossa intenção de mudar todas as nossas contas para o Banco B, deixando assim finalmente de trabalhar com o Banco A. O Banco B contacta o Banco A para iniciarem os procedimentos burocráticos para a mudança. E o Banco A que no último ano tão bem nos ignorou liga-nos, muitíssimo magoado, sem compreender porque estamos a fazer isto. E eu pergunto: quando é que os serviços começaram a achar que não precisam de ser bons para as pessoas se manterem fiéis a eles?
Acho que se lhes pedisse um milhão de euros, o davam mais facilmente.
OS franceses para além de serem extremamente burocratas (falta sempre um papel, mesmo quando já enviámos aquele que nos pedem), têm uma dificuldade enorme em dar os papéis que pedimos. Exigir papéis é com eles, dá-los é que nem por isso. Andamos literalmente há meses atrás de algumas pessoas para que nos dêem uma simples folha com as informações que necessitamos. E a sensação com que fico é que estamos basicamente a pedir-lhes que nos dêem um rim. Não respondem aos e-mails, às mensagens e aos telefonemas e quando finalmente as confrontamos pessoalmente, concordam a todo o custo enviar-nos o dito e desejado papel. Mas invariavelmente enviam-nos o papel errado ou com as informações incompletas. E recomeça-se um novo ciclo de e-mails, telefonemas e distâncias percorridas (e tempo perdido, tanto tempo perdido) atrás destas pessoas a quem estamos unicamente a pedir uma simples folha de papel mas a quem parece que estamos a pedir um dos seus orgãos vitais. E a paciência que nós temos para isto? Acho que quando formos a Portugal vamos os dois mais magros, mais brancos e com tiques nervosos à custa desta gentinha.
19.3.15
Oh.
Ontem devia ter levado o lixo e a reciclagem mas esqueci-me. Disse ao Jack que hoje trataria disso, mas ao entrar na cozinha de manhã, não estava lá nada. Mandei-lhe uma mensagem a perguntar porque razão tinha ele levado se eu tinha dito que o fazia. Resposta: "Porque preciso de te pedir um favor". Muito espertinho, o meu marido. E à custa deste favor, passei a tarde a ver cozinhas, móveis, azulejo, portas, punhos para as portas, placas de indução, etc, etc. Mas isso é tão giro, Tété! Pois é, eu também concordo, mas tentem lá escolher uma cozinha gira com um orçamento baixiiiiiiinho. Pois, passa de engraçado a frustrante.
Dia dos dois
Hoje é o Dia do Pai e o dia de Aniversário da minha Mãe. Sempre gostei deste dia por ser um dos dois e ainda hoje faço questão de não quebrar a tradição e começar logo os festejos de manhãzinha. Por isso, às 7h30 (hora portuguesa) já estávamos nós os três ligados ao skype, a desejar os parabéns, a desejar um dia muito feliz e a abrir a prenda que lhes tinha enviado. Acho que não conseguirei descrever os meus pais sem ser um bocadinho injusta, porque tendo cada um a sua personalidade, a verdade é que sempre trabalharam em equipa. O meu pai era o que tinha o melhor horário para nos levar à escola e ir buscar, levar à natação e à catequese, dar-nos o lanche e às vezes fazer o jantar. Era o das brincadeiras, das escondidas dentro do apartamento, o que nos ensinou a andar de bicicleta, o dos castelos na areia, das pistas de automóvel, das danças em casa e dos puzzles. A minha minha mãe era a que tinha um horário menos disponível e no entanto a ideia que tenho dela é que ela "estava sempre lá". Não me perguntem como porque não sei explicar mas cresci com a sensação que em momentos de crise, pânico, urgência, a minha mãe materializava-se ao nosso lado e resolvia a questão. Da mesma forma que ao brincar com o meu pai na areia e no mar, quem verdadeiramente nos vigiava da sua toalha era a minha mãe. Ela estava sempre lá e eu gostava de saber qual é o segredo para eu também um dia ser assim. A minha mãe era também a nossa médica, a que tratava de nós mas que não permitia grandes fitas e que nos lançava um "pois, vão mesmo sair-te as tripas por aí" quando chorávamos desalmadamente por termos um micro-corte num dedo. Era ela que ia connosco ao médico, que sabia qual o remédio a dar-nos, a quem acordávamos quando nos sentíamos doentes, a quem eu esgatanhava no dia das vacinas ou das análises de sangue. Foi ela que me fez gostar de ciências e era ela que me pagava a mesada, sendo justa ao analisar sempre as minhas contas quando lhe pedia um aumento. Os dois fizeram desde cedo questão que soubéssemos gerir o nosso próprio dinheiro. O meu pai servia para as noites em que tínhamos pesadelos ou não conseguíamos dormir, para ver connosco a Rua Sésamo, os Simpsons e a Pantera Cor-de-Rosa, e ler-nos a história à noite. Mas também era ele que nos apagava a luz às 21h00 sem direito a queixas, que ia às reuniões nas escolas e que vigiava as faltas injustificadas (ai de nós se tivéssemos alguma). A minha mãe deixava-me ver a novela na cama dela e comprou-me o meu primeiro verniz (um azul metálico horrível) só porque eu queria mesmo aquele. E podíamos pedir a qualquer um deles um livro, que nunca nos seria recusado. Em termos de educação escolar, estávamos sob o olhar atento dos dois: o meu pai ajudava-me no inglês, na matemática e em química. A minha mãe ajudava nas ciências e em história. Eram os dois muito firmes e um "não" era um "não". Os trabalhos de casa tinham sempre de ser feitos e as notas eram comunicadas aos dois. Agora posso ver que nem sempre concordam um com o outro, mas aos nossos olhos nunca o mostraram e isso tornava-os uma equipa, sem dúvida. O meu pai era o mais sovina, a minha mãe mais aberta a comprar-nos algo (dentro de limites, claro) e as idas às compras eram momentos divertidos. Com o meu pai conversava-se mais calmamente e ponderadamente, mas era à minha mãe que certas coisas eram ditas, porque ela as resolveria mais rapidamente. Perdiam os dois a cabeça com as nossas discussões e se a minha mãe nos tentava bater nas pernas enquanto conduzia, o que nos fazia encolhê-las enquanto nos ríamos, já do meu pai apanhei uma palmada que me valeu para vida. Queriam sempre os quartos arrumados, as camas feitas de manhã, preocupavam-se sempre com o que comíamos e na noite anterior tudo (mochila e roupa) tinha de ficar pronto para o dia seguinte. Adoro as nossas fotografias de infância porque eu e o meu irmão estamos sempre os dois tão sorridentes. As nossas festas de ano eram sempre muito giras e recordo-me bem da minha mãe a preparar os folhados de salsicha e os pãezinhos de leite com fiambre, agradeço imenso aos meus pais fazerem questão de nos fazer acordar no nosso dia de anos sempre de forma especial porque era o nosso dia. Permitiram-nos viajar bastante pela Europa, confiavam-nos aos nosso avós, e nunca nos faltou nada. Foram (e são) sempre uns pais espectaculares, mesmo que às vezes sinta que se perguntam se deviam ter feito mais. Não deviam. Cometeram os seus pequenos erros, sim, mas consigo ver hoje que a intenção era a melhor, por isso se o tempo voltasse atrás, não acho que deveriam fazer de outra forma. Fizeram-nos os dois extremamente felizes e reconheço em cada um deles a capacidade de sozinhos serem capazes do mesmo feito, mas juntos sem dúvida que forma e são uns óptimos pais. E hoje o dia é deles e eu tenho pena de não estar com eles para lhes dar um abraço. Mas daqui a uns meses já compenso. :)
18.3.15
Promoções
Até dia 31 de Março, a Science Bijoux vai estar com 20% de desconto nalgumas peças. Porque não vão ao site e vêem qual querem? :)
A peça "Vento" por exemplo tem feito um sucesso e com este desconto passa a custar 12€ em vez de 15€. Não é de aproveitar? :)
17.3.15
E assim se fica à espera....(e se acorda mais cedo para nada)
Estou à espera de uma encomenda que pode ser entregue entre as 8h e as 19h. Adoro estes horários. E quando já uma pessoa está levantada, à espera da dita encomenda, é que se lembram de enviar um mensagem a dizer que esta será entregue entre as 12h30 e as 14h30. Eu até voltava para a cama, mas não confio nestas coisas e cheira-me que o homem pode aparecer a qualquer instante.
16.3.15
O meu problema com os pedidos de opinião
Gosto que me peçam a opinião. Haverá sempre situações em que não as posso dar pois isso faria a pessoa tomar a atitude que eu tomaria sem a decisão ser efectivamente dela, mas no geral gosto que me perguntem a minha opinião, sendo livres depois de a seguirem ou não (amigos como antes até porque eu própria não faço tudo o que me indicam ser melhor só porque é a opinião da outra pessoa). Mas o que me incomoda verdadeiramente é este tipo de diálogo:
- Nesta situação, o que farias/o que compravas?
- Eu faria/comprava A.
- Porquê?
- Pelas razões W, X, Y e Z. A outra solução é a B, mas eu prefiro a A pelas razões apresentadas.
- Está bem.
Mais tarde:
- Então, para ti era a A, não é?
- Sim, pelas razões W, X, Y e Z.
- Tens a certeza?
- Sim.
- Hummmm....e a solução B?
- Podes considerar essa, mas a A é melhor que a B pelas razões W, X, Y e Z.
- Pois....
Mais tarde:
- Falei com a Maria e ela disse que escolheria a B.
- É a opinião dela. Eu prefiro a A, pelas razões W, X, Y e Z.
- Pois, mas a Maria disse-me que gosta da B pelas razão M.
- E é uma boa razão, mas não compensa as razões W, X, Y e Z que fazem da A a melhor opção, na minha opinião.
- Pois....
Mais tarde:
- O António disse que também escolhia a A, mas a Maria continua a dizer que a B era a melhor. Não sei que faça.
- ......
Eu não pretendo que a pessoa em questão opte pela situação A, opção que eu tomaria se a decisão minha. Mas quando é apresentada a opinião, o leque de razões, não vale a pena continuar a insistir com o meu pedido de opinião. Sobretudo porque nestas situações torna-se muitas vezes claro que a pessoa está no fundo a querer escolher a opção B. Então que escolha sem problemas. Mas se digo isto em voz alta, vem logo a pergunta "Ah, mas então também achas a B uma boa opção?".
15.3.15
14.3.15
Não tenho paciência nenhuma para gente desta....
A empresa que gere o nosso condomínio não podia ser pior e felizmente não trabalharemos com ela muito mais tempo. Após um ano sem qualquer contacto com ela nem resposta a todas as nossas tentativas de contacto, a não ser o envio de contas, conseguiu-se finalmente chegar à fala por telefone. E digo-vos: cada tiro, cada melro. Eis um exemplo:
- Estamos em 2015 e o contrato diz que tem de haver uma reunião geral anual. Quando é que estava a pensar fazer a reunião de 2014?
- Ora, as reuniões são sempre realizadas no ano seguinte! Por isso a reunião de 2014 será feita em 2015!
- Nesse caso, por que razão é que a reunião de 2013 foi realizada em....2013?
- ......
Para quê tentarem dar resposta quando não têm razão? Não valeria a pena simplesmente assumir o erro?
13.3.15
12.3.15
Digo eu...
Ouvir o José Castelo Branco querer falar francês e dizer coisas como "Point de ligne" como quem diz "ponto final" dá vontade de lhe dizer que mais valia concentrar-se em falar bem português (quem nem isso sabe fazer) do que tentar arriscar-se noutras línguas.
11.3.15
10.3.15
Ele sofre
Se eu não gostasse tanto do Jack, hoje teria sido daqueles dias em que ele teria acordado à pancada, mesmo que o coitado não tivesse directamente culpa. Não foi uma noite muito bem-dormida da minha parte e dalguma forma isso entrou no meu sonho, fazendo com que eu me imaginasse numa longa viagem de carro, sentindo-me muito cansada e tentando adormecer para descansar um pouco. O Jack, que ia ao meu lado, entretinha-se a espetar-me o dedo nos braços, nas pernas, a puxar-me o cabelo, a dar-me toques com os pés, a empurrar-me, a fazer-me cócegas, enfim, tudo o que se possa imaginar para que eu não conseguisse adormecer (nada típico dele). O meu estado de exaustão era tal que eu já berrava com ele (nada típico meu) para que ele parasse e me deixasse fechar os olhos só dois minutos. Mas quanto mais irritada eu ficava, mais ele insistia em manter-me acordada, fazendo-me chegar ao ponto em que a única coisa que me passava pela cabeça era bater-lhe. Imaginam por isso que quando o despertador tocou, eu tenha acordado com uma raiva imensa ao homem com quem casei que, nos meus sonhos, me estava a levar à loucura por cansaço. Ele felizmente não viu o olha assassino que lhe lancei mal abri os olhos e felizmente não me consegue ler os pensamentos porque admito que naquele momento estive em risco de me tornar viúva. E ele lá saiu para o trabalho sem sequer se ter apercebido do risco que a sua vida correu hoje de manhã. O desgraçado não tem culpa, que não tem, mas os nervos que me provocou em sonhos ainda estão bem gravados na memória.
.....
Liga-me o meu pai: A tua mãe faz anos para a semana e já me disse o que queria para os anos. E eu preciso da tua ajuda.
Eu: Tudo bem, eu ajudo a encontrar. O que é?
Ele: Não sei. Esqueci-me e ela recusa-se a dizer-me novamente o que é. Por isso é que preciso da tua ajuda.
Estou tramada com estes dois.
(mas já se lembrou do que era. Está safo)
Taradinhos dos carros
O meu avô está a restaurar um carro antigo (não o usado no casamento, mas outro) e pediu ao Jack que lhe procurasse algumas peças cá por França pois talvez as encontrasse mais baratas do que aquelas que ele andava a ver em Portugal. O Jack, apaixonado por carros e verdadeiramente embevecido pelos do meu avô, fotografou as peças que era necessário substituir e tem andando em busca delas. Ontem, mandou-me mensagem a pedir que falasse com o meu avô pois tinha encontrado umas das peças mais caras a um bom preço mas queria saber se ele concordava em comprá-las. E aqui entra o caricato da situação: de um lado, o meu marido que percebe bastante de carros a dizer-me as peças que tinha encontrado. Do outro, o meu avô que também percebe bastante de carros a ouvir-me dizer as peças encontradas. No meio, eu, a tolinha que não percebe nada de carros e que não sabia o que raio me explicava o marido ou como responder às perguntas do meu avô (principalmente quando cada um dá um nome diferente às peças). Lá me devo ter safado porque a compra foi feita. Agora quero ver como é que vamos levar estas coisas nas malas para Portugal.
9.3.15
Aceitam-se propostas
Acho piada a quem pensa que os sonhos têm sempre uma interpretação qualquer. Logo eu que passo a vida a sonhar (agora estou um pouco mais calma) poderia tornar-me numa espécie de visionista. Este fim-de-semana sonhei que eu e o Jack assaltávamos um supermercado, mascarados de mulheres árabes, com lenço à volta da cabeça, e que tínhamos de tentar não ser apanhados pelo Sayid (série Lost). Pelo meio, tínhamos trocado de famílias: os meus pais, primos, irmão, tios e avós eram na verdade os pais, primos, irmão, tios e avós dele, e vice-versa. E então, isto significa o quê? =D
6.3.15
Posso bater?
Aqui, no 10º ano fazem uma espécie de exame nacional a meio do ano para os miúdos perceberem o que é ter um exame assim à frente dos olhos. Confesso que não percebi ainda muito bem como funciona, pois não parece ser obrigatório a todas as disciplinas nem sequer a todas as turmas. Mas uma das minhas explicandas fez o mês passado o exame de matemática e dizia-me ela que até tinha corrido bem. Esta semana contou-me que já tinha a nota e que tinha sido a melhor da turma. Boa! E que até tinha tido o dobro da média da turma. Fixe! Então e quanto é que tiveste? 6. Em 20. Deve ser uma turma espectacular.
(e ao meu lado respondeu sem problemas às perguntas do exame. Devia ser permitido bater-lhe por não usar a inteligência que tem).
5.3.15
Haja coragem e cabeça
Ontem ouvi a história de um homem, que trabalhando com os seus filhos e com a sua nova mulher, de quem tem um bebé, decide abrir os braços e receber no seu estabelecimento a sua ex-mulher, que tanto o tinha magoado mas que estava em dificuldades. Está a ser duro para ele, mas eu dei por mim a pensar na nova mulher e a achar que é preciso muita confiança e ter a cabeça e a relação muito bem no lugar, para conseguir lidar com uma situação destas. Não me consigo imaginar nesta posição sem, com toda a confiança que tenho no Jack, passar os dias atenta a um olhar com mais significado, um gesto de maior carinho, uma pista de que algo me estaria a fugir do controlo.
3.3.15
Por isso é que raramente me lembro das coisas.
Sempre tive alguma dificuldade em memorizar algo se não entendesse que o devesse fazer. Lembro-me em miúda, de um espectáculo de lambada, cujo par era na altura a minha paixoneta. Tenho poucas fotografias desse espectáculo porque passei grande parte dele a "dançar" atrás da cortina. Lembro-me de estar perdida a olhar para as outras meninas, perguntando-me como é que elas sabiam o que deviam saber. Olhando agora para trás, imagino que tenhamos tidos aulas para sabermos o que fazer no espectáculo, mas não tendo percebido que era esse o intuito, a minha cabeça não memorizou nem apreendeu nada. Mais tarde, nas aulas de condução, a dias do exame, o meu instrutor perguntou-me "Sabes bem o caminho? É este que te farão passar no exame, quase de certeza". Olhei para ele perdida, qual caminho? Explicou-me que nas últimas aulas andávamos a fazer sempre o mesmo percurso para que eu o conhecesse e estivesse à vontade com ele caso fosse esse mesmo percurso que me pedissem para fazer no exame. Surpreendida, expliquei-lhe que nem me tinha apercebido que andávamos a fazer constantemente as mesmas estradas e lá fomos nós outras vez, repetir aquilo que eu teria feito pelos vistos já várias vezes, com o instrutor a praguejar ao meu lado. E o mesmo acabou por acontecer nas aulas de step, quando no fim toda a gente fazia uma sequência que parecia ter acabado de aprender, menos eu. Demorei algumas aulas a perceber que ao longo de uma hora nos eram ensinadas várias partes dessa sequência (e que devíamos decorar) e que no fim bastava juntá-las e fazer a coreografia completa. Não sou burra e não tenho qualquer incapacidade para aprender, mas verdade seja dita que memorizar coisas sem que alguém me diga que tenho de o fazer não costuma acontecer.
Se existir algum santinho das despesas, só lhe desejo que dê um valente trambolhão do altar onde se encontra.
O nosso frigorífico decidiu morrer meses depois da garantia ter acabado. Um fofinho, é o que é. O técnico vem cá na sexta e suspeitamos que nos vai cobrar o mesmo que daríamos por um frigorífico novo, mas enfim, vamos tentar não pensar muito nisto. Em compensação, o congelador está a bombar e a produzir gelo como nunca produziu em 2 anos de existência, por isso até sexta é ver-nos a congelar água e a colocá-la em cima dos iogurtes, sopa, fiambre, etc, para que se mantenham frescos. E o jeito que nos dá agora esta despesa, hã? Digo-vos: quando este ano de 2015 acabar só nos vamos lembrar do dinheiro todo que gastámos.
2.3.15
Digo eu que sou uma espectadora
E a TVI enquanto continuar a achar que o melhor para os programas é chamar personagens como o Zézé Camarinha ou o José Castelo Branco, habituados e necessitados a ter as câmaras viradas para eles mesmos, personagens que precisam de aproveitar cada segundo de antena para alimentar a história que construíram, não conseguirá conduzir um programa ou um directo que seja como desejaria, pois estas "estrelas" não querem saber de ordens, de linhas a seguir, de tempos de antena, de apresentadores, de perguntas feitas, desde que tenham uma câmara a olhar para eles.
Tão acima, tão acima e rasteja como muitos outros.
O José Castelo Branco até se pode achar um conde, até pode achar que é chique, até pode achar que está acima de todos os outros, até pode achar que tem mais educação do qualquer um, até pode achar que é rico, até pode achar que sabe falar francês, inglês e português, mas quando se enerva, desata a insultar quem lhe aparece à frente, interrompendo quem contra ele tenta argumentar (como fazem todos os que não sabem argumentar), como qualquer um que se lhe rodeia (aqueles inferiores) e comete o erro que todos cometem, confundido o ser frontal com o ser mal-educado. Mas pronto, é um mal-educado de saltos altos e malas Louis Vuitton.
Coincidências
Depois de ter partido em busca de latas de feijão vermelho (não é assim tão fácil encontrar, meu meninos, não é), finalmente encontrei, escondidas atrás de latas de feijão verde, de uma só marca. Confesso que não gosto quando há apenas uma marca de um produto que procuro, sinto que me impingem aquela marca e que nem sequer me dão a hipótese de comparar os preços com marcas diferentes. Mas eu queria mesmo uma sopa de feijão vermelho e couve (agora quero uma canja, sim?) e trouxe as latas (mulher precavida que sou trouxe logo quatro latas que o feijão vermelho é mais difícil de encontrar que bons saldos nos dias de hoje). Enquanto as colocava no carrinho, dei por mim a ler "Desde 1919"....Espera lá, isto está em português?? E pois que estava, sim senhora, e ainda por cima produzidas por uma empresa com sede na aldeia do meu avô. E estas coincidências aquecem o coração cá de uma maneira...
Problemas e saudades de uma portuguesa
A semana passada apeteceu-me sopa de feijão vermelho e couve e este fim-de-semana fui comprar o necessário para a fazer. O problema é que agora apetece-me canja. E tenho a certeza que se para a semana a fizer, me vai passar a apetecer caldo verde.
(e regaladinha que eu estou que me fartei de enfardar rissóis de camarão no sábado, hã, hã? Ai, que eu já tinha tantas saudades).
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