31.1.14

E assim se avança...

Coro e fotógrafo: check!
E que luta que foi, senhores, que luta. Cheira-me que os fotógrafos já não me podem ver à frente, pois cada coisa que proponham, eu tentava alterar, questionava porque razão tinha que ser assim ou perguntava mais pormenores. Uma alegria para mim e para eles. Mas estão escolhidos, nós estamos satisfeitos com a escolha e isso é que é importante. =D
Quanto ao coro, recebi ontem a proposta de um missal que poderei adaptar ao meu gosto. E eu que nem estava a pensar ter missal no casamento. Vou dar-lhe um olhadela e ver se vale a pena tê-lo ou não. :)

30.1.14

Não bastava matar as minhas próprias plantas, ainda vou a casa dos outros fazer o mesmo.

No primeiro dia em que a explicação de matemática corre como deveria correr e nunca tal tinha acontecido (ou seja, sem desenhos, sem gatafunhos, sem recusas, sem choros, sem lamurias, sem rebolares de olhos, sem "adolescentices"), deito um copo de água em cima de um teclado de computador, e com a atrapalhação em salvar o dito, deixo cair uma cadeira em cima de uma planta, matando-a ali mesmo (acho que não ficou um raminho inteiro para contar a história). Isto é aquela coisa do karma, e coisas boas e más equilibram-se, o yin-yang, e tal e coiso, não é? 

29.1.14

A saga do fotógrafo

Juro que não desejo isto a ninguém. Quando me disseram que as três coisas importantes a tratar desde início eram a quinta, a igreja e o fotógrafo achei que a pressa era a disponibilidade dos três. Fui bem enganadinha. É verdade que recebi alguns e-mails de fotógrafos a dizerem que o dia já estava ocupado, mas ainda assim foram muitos mais aqueles que disseram estar disponíveis. Mesmo agora, a pouco mais de 3 meses do casamento, mantenho-me em contacto com alguns que ainda estão disponíveis. Cheira-me que a crise veio baixar a procura de fotógrafos para casamentos, e uma vez que os preços praticados são altos (porque são, não me venham cá com coisas), penso que grande parte dos noivos opta por serem os próprios convidados a tirar as fotografias ou pedem a algum amigo que tenha mais jeito para a coisa e que, cobrando, cobre apenas um valor simbólico. Portanto, saltando por cima dos orçamentos que me permitiriam ter uma lua-de-mel de um mês nas caraíbas, surge o problema das ofertas. Há os que oferecem fotos de lembrança ao convidados, há os que oferecem uma tela, um poster ou lá o que é, há os que até fazem uma espécie de revista "Caras" com os noivos, há os que até trazem consigo animação musical, há de tudo e mais alguma coisa. Há pacotes para todos os gostos, mas aos quais faltam coisas que para mim são indispensáveis. Acho uma treta haver diferentes preços de venda das fotografias para familiares (mais baratos) e para os restantes convidados (mais caro). Chateia pois sabem que a maior parte da malta se esquecerá de dizer que é familiar e pagará por cada foto o valor maior. Ponham lá isso tudo igual que é para não haver chatices. E depois, não imaginam a quantidade de fotógrafos que simplesmente não dá aos noivos todas as fotos tiradas no casamento. E isto mexe-me com os nervos, juro que mexe. E tenho de me conter para não explodir e não lhes dizer que quando contrato um fotógrafo não é pelos seus lindos olhos ou porque quero alguém a passear-se pela quinta com uma máquina fotográfica na mão, mas sim porque no final quero as fotografias do meu casamento. Ou dão apenas as fotografias em que aparecem os noivos ou se as queremos ainda temos de pagar por elas (ou seja, quando contrato um fotógrafo, contrato-o mesmo só para fotografar e guardar as fotos para ele. Está bem, está....). A sério, não desejo isto nem ao meu pior inimigo (huuuum, pensando bem....). Encontram-se bons fotógrafos, com fotografias lindas, estilos giros mas com orçamentos pouco simpáticos e com manias que não lembram a ninguém. Ufa, só a mim.

Primeira vez

Eram duas e tal da manhã e eu acordo com uma barulho que nunca tinha ouvido antes. Ainda naquela confusão do sono, sobressaltei-me achando que era a máquina de lavar a roupa que estava a dar o berro. Já imaginava o chão cheio de água, nós os dois em limpezas àquela hora, espuma por todo o lado, a máquina avariada a duas semanas de irmos a Portugal, a confusão que aquilo nos ia trazer. Depois lembrei-me que a tinha programado para mais tarde. Então era a máquina da louça, só podia! O barulho era fortíssimo,já devia ter os pratos da minha avó todos partidos dentro da máquina, água pelo chão da cozinha, e nós os dois a ter de ir limpar aquilo tudo, e quanto é que ficaria o arranjo, isto se houvesse arranjo claro! Depois lembrei-me que a máquina já tinha acabado de lavar quando me deitei. Então, espera, o que raio era aquilo? Parecia que alguém estava a serrar. Às duas e tal da manhã?? Acordei o Jack, ainda confusa do sono, não estava a compreender nada daquilo. Alguém estava a usar um serrote àquelas horas e isso não fazia qualquer sentido. Já com os dois despertos, fez-se luz. Eram os vizinhos de cima a dar largas a todo o amor que sentem um pelo o outro. Nunca tal tinha ouvido em 29 anos de vida. A cama, que deve estar pelas horas da morte, rangia a cada investida, o chão do quarto deve estar todo riscado porque a pancada era tal que a cama arrastava no chão. Juro que achei que ouviríamos um estrondo quando a cama finalmente cedesse. Ainda esperei que os filhos (3!) acordassem com aquela barulheira (devia ouvir-se no prédio todo!), mas devem ter um sono mais do que pesado porque embora chorem todas as noites, nesta mantiveram-se calados. Por fim, lá acabou, houve risinhos e conversa e eu pude finalmente adormecer. E foi assim, que pela primeira vez em 29 anos de vida ouvi vizinhos no acto. E era absolutamente dispensável. 

28.1.14

Sou uma medricas no que toca a pegar no carro e ir para sítios que não conheço.....

Esta semana tenho marcada uma reunião numa cidade aqui perto. A reunião, marcada pelo centro de emprego, será com uma empresa que me vai rever o cv, indicar empresas às quais me posso candidatar e no fundo, ajudar-me nesta busca de emprego que já dura há tempo demais. Uma vez que nunca lá fui e sabendo a tendência que tenho para me perder e panicar, o Jack ofereceu-se para ir lá comigo ontem à noite para conhecer o caminho. Acabámos por dar um pequeno passeio a pé por aquela zona e descobrimos esta catedral. A ver se quando for a minha vez de lá ir ter sozinha, se dou com o caminho...e se não bato em nenhum carro.

Blá-blá-blá

No jantar de família, foi-me perguntado por um tio do Jack se eu nunca tinha pensado ser locutora de rádio uma vez que, na sua opinião, eu falo extremamente rápido mas de uma forma que toda a gente percebe. E eu dei por mim a pensar que:

1) as coisas mudam com o tempo. Quando entrei para a Universidade, os colegas diziam-me que eu falava devagar, pausadamente. Agora estou o oposto, está visto (e também pouco falava enquanto que agora parece que tenho a corda toda).

2) estavam todos com sorte naquele jantar porque sim, eu falo rápido, mas às vezes tão rápido que nem eu própria percebo o que acabei de dizer (e o que o pobre Jack sofre com isto. Diz que eu consigo compilar cinco frases em três palavras).

3) Se calhar devia arranjar um meio-termo, não?

27.1.14

2 anos!


E hoje o blog faz dois anos! Yeeeah! Não são apenas dois anos na blogosfera pois abri o meu primeiro blog sozinha em 2006, mas são dois anos no "Ando lá por fora....volto já" (meu Deus, como é que o tempo passou tão depressa?). Gosto muito deste cantinho, acho que quando o abri estava à espera de contar aqui outro tipo de coisas, de poder falar de emprego, colegas de trabalho e afins (mas está difííícil), e mais da adaptação de uma portuguesa a França. De qualquer forma não deixa de ser um pouco o relato disso mesmo, sendo que quem  escreve tem uma vida pacata e tempo livre para se pôr com devaneios. Vamos ver o que nos reserva um novo ano: talvez novo tipo de posts, mais fotografias (afinal de contas, já temos instagram!) e a destrambelhice que já é habitual. :)

Caça

Está aberta a época da caça, e eu confesso que não gosto nada de atravessar as florestas e ver os caçadores a saírem das carrinhas e as placas cor-de-laranja a indicar que ali está a haver caçada. Encolho-me sempre, com receio, principalmente depois de no passado um bala ter feito ricochete e ter ido parar à cabeça de um condutor que por ali passava sossegado.

26.1.14

Domingo produtivo

O noivo já tem fato. Ao jantar, mostrou uma foto dele a toda a gente menos a mim. Mas tenho uma ideia da camisa, porque ele se descaiu. E também sei a cor. E mais um ou outro pormenor. Basicamente, na minha mente já tenho uma ideia do fato, só me falta saber como é o corte. Consegui mudar o puzzle para uma segunda divisão (também conhecida por quarto da tralha/quarto de hóspedes/atelier/escritório/arrumação) sem perder nenhuma peça. Claro que tive de refazer bocados, mas à parte ter ganho mais uns cabelos brancos, não foi problemático. O jantar para nove pessoas correu bem, sobrou comida com fartura e o Jack vai andar a comer lasanha nos próximos dias (vá, eu como amanhã e depois tenho mesmo de fechar a boca porque só sonho que o vestido não me serve.....). Depois chegaram mais quatro e de repente éramos treze e não não tínhamos cadeiras para todos. Mas ainda havia espaço e cabiam mais uns quantos. O importante é a boa disposição e ignorando a seca que é cozinhar para tanta gente, eu gosto de receber gente em casa. :)

Vão chover peças

Nove pessoas a jantar hoje em casa e eu com um puzzle de 2999 peças em cima da mesa. Tenho de o mudar de sítio. Quem aposta que isto tem tudo para correr mal?

25.1.14

Noivo a preparar-se


O noivo acabou de sair para ir ver fatos e eu dou por mim ansiosa como se fosse eu a ir escolher o meu vestido de noiva (só espero que se divirta!). Recusou-se terminantemente a deixar-me ir com ele (embora tenha perguntado se eu queria ir. O que este homem está disposto a fazer para me agradar....) e diz que já que o vou surpreender com o vestido, ele também me quer surpreender no dia. Diz que acha que vai ficar mais apaixonado quando me vir vestida de noiva (ahah, devia ter escolhido um vestido horroroso para testar esta teoria) e assim quer também que eu me apaixone um pouco mais por ele quando o vir vestido de noivo. É um romântico, é o que é. :) Mas será um romântico desfeito em pedaços se não ligar às minhas instruções precisas sobre o que é que me agrada ou não num fato de noivo (se calhar devia ir controlando a coisa mandando mensagens para a pessoa que está com ele, não?). =P

24.1.14

Afinal: mais um ponto tratado!


Pronto, não consigo estar quieta. Voltei a ver os voos que estávamos a pensar apanhar para a lua-de-mel, e mal reparei que já só havia 3 lugares àquele preço, não hesitei um segundo. Confirmei com o Jack os dias e as horas, e vai de ver desaparecer dinheiro da conta em três segundos. Está feito! A ver se nos próximos dias começo a pesquisar um hotel jeitoso para nós. 

Sou uma tolinha


Devo ser das noivas mais relaxadas do mundo. Aquilo que tinha em Dezembro é o que tenho agora, ou seja, não voltei a tratar definitivamente de mais nada (sem contar alguns contactos que fiz). É uma alegria. A pouco mais de 3 meses do casamento e eu ando para aqui como se já tivesse tudo tratado. Hei-de chegar ao dia e hei-de me aperceber que se calhar devia ter tratado de mais algumas coisas, não?

.....

Os meus vizinhos foram soltos do jardim zoológico demasiado cedo. Não estão definitivamente prontos para viver em sociedade.....E quem se lixa sou eu que acordo com a música em altos berros.

23.1.14

Visita às quintas

Quando estivemos em Portugal, visitámos 5 quintas, número obtido após uma selecção com base em respostas dadas às minhas perguntas (disponibilidade, preço, condições). Todas as visitas correram bem, excepto uma que me fez sair da quinta com os nervos em franja.

Ignorando o facto de não estar ninguém no escritório quando chegámos à hora combinada e de o responsável lá aparecer por fim com um fato indescritível tanto na cor como no brilho, a conversa com o homem foi simplesmente irreal. Munido com os meus e-mails em que indicava a data, hora e número de convidados, começou logo por dizer que naquele dia afinal a quinta já não estava disponível (então porque é que não me avisou??). Perguntou se podia ser no fim-de-semana anterior e eu respondi que não, uma vez que a igreja já estava marcada. Olhar de desprezo e voz indignada "Ninguém marca a igreja antes da quinta!". Pois, eu marquei porque faço mais questão de casar naquela igreja do que faço em ter o copo d'água numa quinta específica.

Mas curiosa por saber mais sobre a quinta (uma vez que tinha sido a única a insistir que me responderia às questões colocadas na visita) lá lhe perguntei o que teria para oferecer, caso eu mudasse a data (não estava disposta a isso, mas não fosse o diabo tecê-las e eu ser obrigada a mudar data, sempre ficava já com as informações todas). E assim o ouvi a discorrer sobre as 18 qualidades de marisco, as 23 qualidades de queijo e todo um banquete que faria qualquer rei envergonhar-se. Insistiu que nenhuma outra quinta seria como a dele, que os "seus casamentos" eram os melhores, que nas outras quintas todas os noivos eram enganados.

Para além disso, perguntou-nos se tínhamos visto o mimo a sair da quinta (sim, tínhamos). Pois bem, ficámos a saber que não era o animador infantil que tínhamos pensado ser, mas sim um mágico para adultos. Porque, estão a ver, "nos casamentos, ao fim de cinco minutos, já ninguém tem conversa e assim o mágico entretém as pessoas". Esta pérola, a juntar-se a outras como "o preço por pessoa é X. Ah, sendo o casamento da parte da tarde, é assim retirado o almoço e mais uma série de coisa. Mas o preço continua a ser o mesmo" e ao facto de se referir ao nosso casamento como "o meu casamento", já nos estava a fazer querer sair dali o mais depressa possível. Até que nos lembrámos de perguntar se a quinta tinha um mínimo de convidados. Sim, 120. Aí explodi. Ele tinha à sua frente os meus e-mails, com o número de convidados em realce, número esse menor que 120. Perguntei porque razão não me tinham dito que o meu número de convidados não atingia o mínimo exigido pela quinta e porque razão não tinham desde logo respondido às minhas perguntas (o que me teria logo levado a não seleccionar esta quinta para visita). Encolheu os ombros e disse basicamente que as minhas perguntas não tinham qualquer importância. Saímos dali, comigo a ferver. Nunca, mas nunca casaria numa quinta delas. A quinta era linda (mesmo) mas nunca suportaria deixar o meu casamento transformar-se num desfile cheio de salamaleques à custa de uma pessoa que acha que os casamentos têm todos de ter aquele padrão.

Na Feira de Casamentos onde fomos, era a quinta mais requisitada e eu até compreendo: quem pretende fazer do dia de casamento "A" festa, cheia de brilho, purpurinas, vénias e pormenores caros e luzes apontadas aos noivos, aquela quinta é a ideal. Mas para nós, não, nem pensar. 

Uma viagem pela Ásia registada num blog

Foi a própria Marta que me deu a conhecer o seu blogue, e eu não resisto a ir lá espreitar de vez em quando. A cultura asiática não me fascina da mesma forma que fascina a Marta e tantas outras pessoas que conheço. E é exactamente por eu saber que há quem tenha curiosidade em saber mais coisas sobre uma cultura tão diferente da nossa, que partilho aqui o seu cantinho (porque o que é bom deve ser partilhado). O "Marta de Olhos em Bico" é um blog com uma escrita ligeira, umas fotografias maravilhosas (pelo menos, é aquilo de que mais gosto) e que nos vai contando sem filtros (ou seja, com tudo o que é bom e menos bom) como é a vida ali.

Oooooooooooooohhhhhhhhhh


Tété (com uma espertina desgraçada e conversadeira, como sempre acontece quando chega à cama) - Porque queres casar comigo?

Jack (já mais do que meio a dormir porque o coitado anda a dormir 3 horas por noite) - Porque és a tal.

Tété - Isso não faz grande sentido. Podíamos viver juntos para sempre sem termos de casar.

Jack - Sim, mas eu quero festejar o facto de tu seres a tal.

Ooooooooooooooooohhhhh, e com isto deixei-o dormir porque ele merecia.

22.1.14

Até me assusto quando olho para o espelho


Espelho meu, espelho meu, há maior flor de estufa do que eu?

Eu sei que não tenho saído muito. E sei que quando saio só apanho frio durante uns minutos, até chegar ao carro. Mas acho completamente desnecessário a minha pele sensível-que-só-ela ter decidido reagir só porque ontem andei na rua durante uma hora, a sentir a brisa gelada na cara. Agora tenho as bochechas às manchas. Pareço uma criança que pegou no blush da mãe e fez manchas na cara. Estou liiiiiiiiiiiiiinda....

21.1.14

O mundo está louco!



Pois, dizem as más línguas que agora este blog até tem instagram! Uhuh, um pequeno passo (tão pequeno que é quase inexistente) para a humanidade e um grande passo (gigante mesmo) para a blogger. Tenham é lá paciência comigo que eu ainda não percebi muito bem como é a coisa funciona, sim? Uf, qualquer dia até arranjo para aqui um facebook. Pior, mostro a cara!


Está frio!

Ainda este fim-de-semana se comentava que este Inverno está a ser fácil de suportar. As máximas de 10ºC e a ausência a de neve tornam os dias quase, quase (não exageremos, não é) agradáveis. E hoje, que decidi ir até ao centro de emprego (onde me puseram a falar ao telefone. Logo eu que adoro falar ao telefone e em francês então, ui.....) e decidi estacionar loooooonge, aproveitando para fazer uma caminhada, estão 0ºC. Acho que ainda sinto os cristais de gelo que se formaram nos pulmões. Não me apanham numa destas novamente tão cedo, não, não.

Acrescentar mais um ponto

Não entendo os pactos de silêncio. Eu tento entender, mas não entendo. Não entendo como é que morrem pessoas e os amigos e colegas decidem todos não falar, não contar o que sabem. É para quê? Para protegerem o sobrevivente? Mas proteger de quê? Ele teve então culpa de alguma coisa? E se ele é então o responsável por estas mortes, não há uma alma com mais de dois neurónios e uma verdadeira consciência que decida deixar a justiça funcionar? E se ele não teve culpa nenhuma, então porque é que não falam? É incrível como é que cada vez que algum aluno faz queixa ou morre devido às praxes, todos os alunos dessa universidade ficam mudos. E a própria universidade não faz nada? Permite leccionar alunos que colocam outros em perigo? Permite leccionar alunos que não ajudam a polícia? Para isso dêem-lhes já o diploma de licenciatura, mestrado e até doutoramento, porque está visto que escusam de continuar a frequentar as aulas pois a inteligência é coisa que não lhes assiste...

20.1.14

Tragédia no Meco

É verdade que a tragédia no Meco traz consigo arrastado um mistério muito grande. Não me vou pronunciar muito acerca da hipótese de que todos eles estavam na praia àquela hora, em pleno Inverno, devido a uma praxe. Acho que já por aqui expressei a minha opinião sobre as praxes: não gosto e vou continuar a não gostar enquanto houver quem as utilize para humilhar os outros e para se vingar das praxes contra si cometidas.  Teorias de que ninguém é obrigado a frequentar uma praxe também não me caiem bem porque acaba por haver uma certa pressão psicológica para que nos sujeitemos a elas. Nisto tudo o que acho mais estranho (e errado) é o único sobrevivente não dizer uma única palavra e aí compreendo bem a decisão dos pais das vítimas ao processarem o rapaz. Entendo que o façam para o pressionar a falar e não porque acham que ele é culpado. Nada se sabe sobre o que se passou e é, para mim, compreensível que aqueles pais queiram saber porque razão estavam ali os filhos, porque razão estavam tão perto do mar ou mesmo porque entraram lá dentro. Porque razão estavam os telemóveis em casa, porque razão levava o sobrevivente o seu telemóvel e uma mochila, porque razão se salvou ele. Eu não sou o tipo de filha que conta tudo aos pais, mas sempre percebi a minha mãe quando me pedia para apenas lhe dizer onde ia quando saía. Sempre achei que se acontecesse alguma coisa em Aveiro, por exemplo, quando era suposto eu estar em Coimbra, os meus pais não só teriam de lidar com a perda como ainda por cima teriam de lidar com uma série de interrogações: o que estava ali eu a fazer? Porque teria ido até ali? Por isso ainda hoje, se os planos são normais (cinema, jantar, estar com amigos), não sinto necessidade de contar, mas por exemplo não me meti a caminho do Luxemburgo sem lhes dizer. Porque para eles não faria qualquer sentido estar ali, caso algo me acontecesse. Eu entendo que o sobrevivente esteja em choque, entendo que não deve ser fácil sentir que todos morreram menos ele (mesmo que a culpa não tenha sido dele, sente-se muitas vezes a "culpa de ter sobrevivido"), entendo que não deve ser fácil falar do que aconteceu com medo de ser julgado, e pior ainda se ele teve de alguma forma culpa (não percebo muito bem como), mais lhe deve custar. Mas na verdade não interessa muito o que os outros vão falar dele, o que vão pensar dele, importa sim reduzir as interrogações na cabeça daqueles pais que já perderam os filhos. Para quê manter este sofrimento (de não saber o que aconteceu) por mais tempo?

Estou...

...sozinha em casa esta noite porque o homem veio a casa dar-me um beijo e saiu logo para trabalhar mais umas horas. Estou para aqui sem saber o que fazer: ponho-me a ver um daqueles filmes românticos que já não tenho coragem para lhe pedir para ver comigo depois de visto 20 vezes a dois; gasto as próximas horas à procura da peça perdida do meu puzzle de 3000 peças; ataco a despensa (tenho a sensação que não vou caber no vestido de noiva. A balança não tem sido nada simpática comigo e não pára de subir); ligo aos meus pais e impeço-os de ver qualquer filme, novela ou trabalhar para falarem comigo durante horas; ou invento uma qualquer macaquice que me vai desarrumar a casa em cinco minutos depois de um dia inteiro a arrumá-la. Bem, para já, acho que vou tomar um banho, petiscar qualquer coisa (coisas saudáveis, Maria Teté, que o vestido já estava justo e agora já não deve entrar!) e se calhar sento-me aqui a agendar os 1000 posts que tenho na cabeça e que nunca mais passo para o blogue. Ah, e devia também responder a uns e-mails. Indecisões, indecisões....

O dia começou bem

Há lá coisa melhor do que acabar um puzzle de 3000 peças e faltar uma.....

19.1.14

Tété, a adaptar letras desde 1984

Eu sempre disse que não tinha ouvido para a música, e a prova está aqui mesmo. Passei anos a cantar o "Chorando se foi/quem um dia só me fez chorar" como "Chora, Lúcifer/ que um dia só me fez chorar".

16.1.14

Ufa

Tenho a sensação que se os filhos ao nascerem viessem já adolescentes, muitos deles seriam trancados em caves pelos pais e soltos apenas aos 20 anos. Ou aos 25. Juro que temo pelo dia em que tenha filhos e eles cheguem a esta etapa maravilhosa. É que correndo o risco de parecer uma velha: eu não era assim! Esta arrogância de quem acha que sabe tudo, de que nós já somos uns velhos (ao ponto de se achar que eu nem saberia o que é o skype e como usá-lo), a dependência de todo o tipo de aparelhos electrónicos (juro que por momentos me parece ver os dedos das mãos a fundir-se com o telemóvel), a resposta pronta na ponta da língua (mas com argumentos de caca), a revolta só porque sim, o ser do contra porque é fixe (Come! Não como! Então não comas. Como, sim senhor!), a falta de coerência (e a falta de noção disso)  e a exigência de facilidade em tudo (qualquer tarefa que dure mais de 5 minutos é tortura e um atentado aos direitos humanos) faz-me ter vontade de adoptar um puto já criado. Assim já com os seus 18 anos, no mínimo.

15.1.14

Just tired

Há dias em que me sinto completamente sem coragem. Em que sinto que no fundo eu não tenho fibra de emigrante. Eu tenho fibra para viver um amor, para lutar por um amor, para sobreviver a saudades, mas não tenho fibra de emigrante. Eu tenho fibra para fazer do skype o meio de comunicação mais usado, para enviar e-mail e postais, para ir mostrando aos outros que não me esqueci deles, mas não tenho fibra de emigrante. Eu tenho fibra para alterar a minha vida, para passar de trabalhadora a dona-de-casa, para deixar de cozinhar duas ou três vezes por semana e passar a fazê-lo todos os dias, mas não tenho fibra de emigrante. Falta-me aquela coragem necessária para enfrentar um novo mundo, para não me deixar abater com as dificuldades linguísticas (e por muito que eu adore a língua francesa, sempre fui terrível a línguas e não as aprendo facilmente) e para lutar por uma vida melhor para mim e por mim. Eu tenho a fibra necessária para sonhar, mas não sei onde raio enfiei a fibra necessária para fazer alguma coisa para atingir esses sonhos. Achei que a mudança de ano me traria esta fibra que tanto preciso (que isto de emigrar sem fibra de emigrante não tem lá grande jeito) mas a maldita continua escondida. Não estou arrependida de ter vindo (a culpa é da tal fibra que tenho que me faz lutar por um amor), mas há dias em que a coragem se esconde em sítios tão pequeninos e escuros que eu não a consigo encontrar, por muito que a procure. E esta procura cansa-me.

Ainda bem que eles não nascem com esta idade

Isto de se ganhar de repente dois filhos adolescentes tem muito que se lhe diga. Entre o cozinhar refeições, ajudar nos trabalhos de casa, fazer de motorista numa terra que nem conheço bem, gerir hormonas e acordar bem cedo para os levar à escola, estou aqui que nem me aguento. Só me apetece ir enfiar-me na cama, fechar os olhos e dormir umas dez horas seguidas. Ainda por cima tenho como companhia um labrador de pêlo preto que nada mais faz se não pedir festas ou deitar-se ao meu lado e ressonar, dando-me ainda mais sono. Estou perdida.....

14.1.14

No meu tempo não era assim

Esta semana tanto os pais como o irmão e a cunhada do Jack tiveram de ir passar uns dias a Portugal para resolver alguns problemas, o que nos levou aos dois a mudar para casa do irmão durante uns dias de forma a assegurar a vida escolar aos sobrinhos. Uma vez que o Jack às 5h00 da manhã já se está a preparar para sair porta fora, quem fica na verdade encarregue dos dois adolescentes sou eu. Hoje às 7h00 acordei estremunhada (já nada habituada a acordar tão cedo) e dirigi-me à casa de banho, ainda com os vincos da almofada na cara e o cabelo com ar de quem tinha sido atacado por um gato durante a noite. Remoía para mim mesma que já estava mesmo a ver que ia ser o cabo dos trabalhos acordar aquela gente dentro de minutos, apressá-los para que saíssemos de casa a horas, e imaginava já todas aquelas hormonas e amuos matinais pela manhã. Errado. Ainda com os olhos pouco abertos e voz rouca de sono, deparei-me com os dois prontos para ir para a escola. Que só abria daí a 45 minutos. E à qual demoramos 5 minutos a chegar. Não sei se os pais os ameaçaram com alguma coisa ou se já não se fazem adolescentes como antes.....(e assim se começou o dia a jogar cartas para ajudar a passar o tempo).

13.1.14

O Lobo de Wall Street

Ontem foi dia de ir ao cinema ver o "Lobo de Wall Street". Odiei. Pronto, está dito. Dez minutos depois do filme começar, já perguntava a mim mesma quando é que aquilo ia acabar (e sendo um filme de 3h imagina-se facilmente o que eu tive de esperar.....). O Jack ao meu lado ria-se que num perdido, saiu da sala a queixar-se que lhe doía a barriga de tanto rir, adorou o filme e achou brilhante a interpretação do Leonardo DiCaprio. Já eu não achei piada nenhuma ao filme, em alturas em que toda a sala ria eu dava por mim a pensar "Mas onde é que está a piada, meu Deus??" e não gostei do Leonardo Dicaprio. Bem, na verdade eu não gosto do Leonardo Dicaprio. Nunca. Acho que até agora não houve um único filme onde ele entrasse que eu gostasse. Ontem dei por mim a pensar que talvez tivesse gostado mais do filme se o actor principal fosse outro. Mas não iria adorar, de qualquer modo, pelo que tenho a teoria de que o DiCaprio só entra em filmes que eu não gosto, o que não ajuda nada a minha opinião sobre a sua pessoa. É verdade que desde o Titanic ele me ficou meio atravessado, ao ponto de no fim eu bufar porque ele nunca mais largava o raio da tábua e morria ali afogado. Definitivamente, não me conquistou como conquistou as restantes adolescentes da altura. Já o Jack gosta bastante dele e do seu trabalho de actor, o que nos faz ter perspectivas bem diferentes dos filmes em que ele entra. Neste, mesmo sem o Leonardo DiCaprio, a história não me convenceria. Muito sexo, drogas e bebedeiras. E sendo eu uma pessoa sem um pingo de paciência para disparates de pessoas bêbadas ou drogadas (estado em que as personagens passam 90% do filme), acho que é óbvio que este filme não cairia nas minhas boas graças.

Huuuuum......

Hoje vou trabalhar com x-actos. Começo já a despedir-me dos meus dedinhos ou acredito que isto até vai correr bem?

12.1.14

Aaaaarrrggghhhh!!!!!!!

Voltei a cortar um unha até à carne com uma faca! Raios t'a partam que isto dói para caraças!! Fogo, ainda por cima a mesma unha que só há pouco tempo tinha crescido o suficiente para não se verem restos do corte feito anteriormente. Se continuar assim, cheira-me que vou chegar ao casamento sem dedo....

11.1.14

Posso fazer queixa à polícia por causa de um queijo?


O Jack está a tentar matar-me. Tem um queijo no frigorífico que me está a empestar a cozinha. E cada vez que abro o frigorífico é que como se levasse o murro na cara tal é o mau cheiro. A sério que já evito entrar na divisão tal é o odor. E sabendo nós que eu até tenho pouco olfacto, se calhar o cheiro até já se sente na casa toda. E na rua.

10.1.14

Se calhar devia arranjar um fotógrafo, não?


E a brincar, a brincar...faltam 4 meses.

9 anos de felicidade

Tinha vinte anos quando lhe disse "Olha que eu não sou daquelas que tem namoros looongos antes de casar, ouviste??". Mal eu sabia que a vida dá voltas, que o melhor é deixar as coisas andar e não fazer planos à pressa, que não é por fazermos as coisas assim que elas não vão correr bem. Hoje, é o nosso último aniversário de namoro enquanto não-casados (porque depois podemos continuar a comemorar a data, certo?), e hoje, mesmo hoje, celebramos 9 anos de namoro. Mais um pouco e este homem obrigava-me a casar com 10 anos de namoro em cima. Eu, a menina que não gostava de namoros longos antes de casar. No outro dia, uma amiga num namoro recente dizia-me que não se vê a casar pela igreja, vestida de noiva. E eu disse-lhe para não se fiar muito na ideia, porque a não ser que ela faça mesmo questão de não casar, então vai descobrir que até o pode fazer por ele querer. Porque quando estamos com a pessoa certa, as coisas de que gostamos e não gostamos misturam-se com as coisas que o outro gosta e não gosta. Eu não gosto de carros desportivos e por mim nunca na vida daria dinheiro por um, mas estes são a paixão do Jack e nove anos depois de o ouvir a falar constantemente deles, eu sei que acabaremos por comprar um, mesmo que eu os ache feios e pouco práticos. Porque eu quero vê-lo feliz. Como sempre quis, desde aquele dia, há nove atrás, quando no meio de muito riso lhe perguntei se queria namorar comigo. Naquele mesmo lugar onde ele, há uns meses, colocou um joelho no chão e me pediu em casamento, prometendo-me assim que me continuará a fazer feliz para o resto da vida. Foram nove anos de muita felicidade. Que venham outros nove (e já agora, como ele diz, "outros nove vezes dez"). :)

9.1.14

É a vida

Sabemos que nunca vamos ter unhas bonitas quando não suportamos a sensação e o som das unhas a serem limadas. Eu bem tento, mas ao fim de um minuto já estou com os nervos à flor da pele, irritada em todo o meu ser, com pele de galinha, com tremeliques de nervos. Não vale a pena. Prefiro ter as unhas cortadas a corta-unhas, mesmo que não fique tão bonito, mas não ter de passar por estes minutos de tortura.

Entretanto, vou já limpando a arma...

O Jack tem uns boxers com o Homer Simpson que dizem "Best dad in the house!". Encosto-o já à parede ou contrato primeiro um detective para saber se o homem não tem já outra família e um puto que lhe oferece boxers no dia do pai?

8.1.14

Registo Civil

Bem, daqui a pouco estarei novamente em Portugal e ainda nem contei quase nada da última visita e dos preparativos para o casamento. Falemos hoje do registo civil:

Na segunda-feira, dia de o Jack regressar a França, decidimos passar pelo registo civil. Poderíamos fazê-lo só em Fevereiro, mas caso conseguíssemos tratar já deste ponto, seria uma coisa a menos a fazer mais tarde. Depois de andarmos meio perdidos porque eu decidi perguntar na loja do cidadão onde ficava o Registo Civil e acabei por não ouvir a explicação até ao fim, lá o encontrámos. Felizmente não estava muito gente e pouco esperámos para ser atendidos. Há uns anos, quem queria casar pela igreja precisava de se casar primeiro pelo civil, havendo assim na verdade duas datas de casamento (uma pelo civil e outra pela igreja). Nos dias de hoje, a ida ao Registo Civil serve para iniciar o processo de casamento e é dados aos noivos um papel que sendo entregue depois ao padre, permite que este ao realizar o casamento católico o esteja também a fazer pelo civil. Ou seja, os noivos casam pela igreja e pelo civil ao mesmo tempo e à mesma hora. Depois do casamento, o padre faz chegar ao registo civil o comprovativo de como os noivos casaram mesmo e fica assim tudo registado. Por isso, munidos dos nossos cartões de cidadão, iniciámos o processo. Em primeiro é preciso confirmar os dados pessoais que o Registo Civil tem de cada um dos noivos. E aqui levantou-se o primeiro problema: o nome da mãe do Jack não estava correcto. Acho que fiquei branca. Já me imaginava a ter de adiar o casamento à custa de um nome que nem sequer era o meu ou o do noivo. Percebeu-se depois que foi na transcrição para o computador que o nome ficou mal escrito sendo que nos papéis originais a mãe do Jack estava registada com o nome correcto. Ufa. Passámos à etapa seguinte: onde se vai realizar o casamento. Dissemos a paróquia e a senhora diz-nos que acha o nome errado e que devíamos confirmar. Liguei ao padre. Nunca atendeu. No cartório eu sabia que não estava ninguém àquela hora. A senhora insistia que caso a papel fosse mal preenchido seria uma chatice ter de repetir tudo novamente. Finalmente ligou-se para a conservatória do cidade onde vou casar, e esclareceu-se a situação. Ufa. Por fim, a parte dolorosa: o pagamento. Uma vez que escolhemos casar em regime de separação de bens, o valor é praticamente o dobro de quem casa em regime de comunhão de bens adquiridos. Assim, saímos de lá 220€ mais pobres. Ou como disse o Jack à saída do registo civil "Bem, já estamos 220€ mais casadinhos.....".

É esquisito

Ter pessoas a comentar um post que escrevi há mais de dois meses.

7.1.14

Yyyeah!


Já chegaram os nosso convites a casa dos meus pais!
Fevereiro vai ser o mês das entregas. E proíbo desde já os CTT de fazerem greves ou de se armarem em parvos neste mês. Tenho de enviar alguns convites por correio e não estou para andar preocupada porque nunca mais chegam ao destino. Portem-se mal e a minha mãe deixa de mandar correio para vocês bisbilhotarem.

Yep


6.1.14

Primeira segunda-feira do ano

Nada como começar a primeira semana do ano a dormir profundamente até ao meio-dia. Não faço ideia do que me deu mas culpo as más noites de sono que tenho tido para hoje nem ter ouvido o despertador, que se entreteve a cantarolar durante uma hora sem parar. Entretanto já contactei mais fotógrados, já remarquei a prova do meu vestido, já falei com um coro de igreja e assim me entretenho. Uma alegria. Soubesse eu que um casamento dá esta trabalheira e tinha deixado o noivo com o joelho no chão especado a ver-me ir embora....=P

Oh, que máximo. :D


5.1.14

O meu ponto de vista

Ontem ao jantar falava-se desta última casa dos segredos e comentava-se a certa altura as mulheres que tinham entrado. E dizia eu que não vejo nenhuma das mulheres (principalmente estas últimas: Bernardina, Joana, Érica e Sofia) a ter a mais pequena sorte no amor enquanto não mudarem alguns aspectos. É que todas elas fazem parte daquele grupo de mulheres que utiliza a chantagem emocional e a facilidade de manipulação, tão tipicamente feminina, como armas, não percebendo depois que isso não as vai ajudar no futuro. São também aquele tipo de pessoas que acham que podem dizer tudo e brincar com tudo, mas mal têm como resposta uma brincadeira ou piada da qual não gostam, já não acham piada nenhuma brincar com esses assuntos. Mas disto falarei noutro post. Voltando então há chantagem emocional e à manipulação tipicamente feminina, sou honesta: eu também a uso. Sei perfeitamente que mais facilmente obterei algo do Jack, se ele não estiver para aí virado, se fizer beicinho e olhos de bambi (e ele também o faz comigo que eu não sou parva). Mas depois a brincadeira acaba aqui. Mesmo que ele recuse aquilo que lhe peço, não parto para os amuados "Não gostas de mim como eu gosto de ti....", "Nota-se bem a importância que tenho para ti....", "Pensava que gostavas de mim....", "Ainda ontem fiz isto por ti, mas pronto...." e outros que tais. Fazer cara de quem foi mortalmente traída só porque o homem se recusou a ir ao fundo da rua comprar-nos um gelado porque nós estamos demasiado preguiçosas para nos levantarmos do sofá, não vai ajudar em nada. Tratarmos mal a pessoa com quem estamos, atirarmos uns "Não voltes a falar comigo!", "Hoje dormes no sofá", "Vais arrepender-te!", "És um idiota" e afins, é uma estupidez, principalmente quando depois os vemos magoados e chateados connosco (e não a fazer-nos a vontadinhas como pensávamos que iam fazer), e vamos a correr pendurar-nos ao pescoço deles, desfanzendo-nos em desculpas e dizendo o quanto gostamos deles. Isto claro, se eles tiverem esta atitude. Porque se caso eles decidam ceder à manipulação e fizerem a vontade às donzelas, muitas são aquelas que empinam o nariz e ainda acham que eles não fizeram mais que a sua obrigação, numa tentativa de lhes mostrar que para a próxima é bom que obedeçam à primeira. É que haja pachorra para aturar isto. E por isso sou sincera: não vejo nenhuma delas a arranjar um homem decente. Porque só os tótós aceitam fazer de escravos e se desculpam por não concretizar os pedidos mais ridículos das suas princesas, tentando minimizar o amuo e preferindo anular-se para que elas não se chateiam com eles. O problema dos tótós é que nunca terão vontades próprias, capacidade de escolhas e decisão, e por isso, nem elas os aturarão muito tempo. Haja capacidade para crescer e perceber os erros que cometemos, de forma a melhorarmos.

3.1.14

Carta aos vizinhos

Meus queridos, fofos e lindos vizinhos,
Muito obrigado por me terem acordado hoje às sete e meia. Eu sei que estavam preocupados comigo, que não querem que eu durma demais porque tenho imenso que fazer, mas não era preciso. Eu tinha o meu despertador programado para daí a pouco mais de um hora, e acreditem que esta horinha me tinha dado muito jeito. É que entre as insónias de ontem, os uivos do cão que os outros vizinhos decidiram deixar sozinho noite e dia, e umas noites mal-dormidas, eu ando para aqui que não me aguento. Até porque, esquisitices minhas eu sei, gosto mais de acordar com música. Não é que os vossos berros fossem maus, nada disso, mas enfim, eu cá gosto de acordar mais suavemente e não achar que acordei em plena luta de galos. Também não era necessário virem gritar para as escadas do prédio, porque acreditem que eu vos ouvia muito bem, mesmo quando estavam fechados no vosso apartamento. Confesso que vi a coisa tão negra que temi por instantes que quisessem que vos abrisse a porta de minha casa para continuarem a discussão na minha sala. Escusavam é de ter gritado, batido portas, mandado coisas ao chão e afins, durante uma hora. Foi chato, admito. É que não consegui voltar a adormecer, percebem? Ainda para mais, quando juntando-se aos gritos do pai, da mãe e das crianças, chegam dois carros cheios de polícias. É muita confusão logo de manhã, entendam isso. É que os vossos berros atingiram tal dimensão que eu pensei que estavam a tentar fazer-se passar pelas sirenes dos carros da própria polícia. E depois há a parte chata: eu não vos compreendo. Se compreendesse, ainda podia alimentar a minha veia de cusca e com o ouvido coladinho à porta (como se fosse preciso) poderia ouvir tudo o que se passava. Mas vocês falam muito depressa e com muito calão e eu não percebo nada. Ora, se eu não percebo nada não vale a pena insistirem nos gritos durante um hora, sim, fofinhos? Vá, hoje à noite tomem uns comprimidinhos para dormir (daqueles que vos deixem em estado quase-coma durante dois dias) para ver se permitem aqui à vossa vizinha fofinha ter uma boa noite de sono. Combinado?

2.1.14

Um novo dia

Para mim (e suponho que para muitos) começa hoje o ano. O dia de ontem serve para descansar após a festa da meia-noite, serve para começar o ano devagarinho, com preguiça e calma. E é no dia 2 que muitos voltam ao trabalho, que começam a aplicar as novas decisões tomadas, que a cabeça acorda mais desperta e pronta para um novo ano. Por cá, o despertador tocou às 5h20 da manhã. Eu acordada desde às 5h00 assim me mantive mais duas horas até, farta de estar na cama feita parva a olhar para o tecto sem dormir, me levantar com um bruto de um mau humor (adoro dormir, se puder durmo 10 horinhas por dia que é um regalo, mas ficar na cama sem adormecer é um tormento) e de uma dor de cabeça. Salvou-me o dia o pão com nutela comido ainda fazia noite lá fora (eu sei, eu sei, a dieta e tal, mas já não tenho cereais e estava a precisar de uma compensação fofa para o mau humor. E é por coisas destas que as minhas dietas nunca resultam :)) e os post-its românticos que o Jack me deixou espalhados pela casa. Fora a insónia e o mau humor matinal, há lá forma melhor de começar o dia?

Neste momento o sol já apareceu e eu vou começar a trabalhar. É dia de fazer contactos, procurar emprego, trabalhar um pouco mais no meu pequeno projecto secreto, fazer exercício e planear coisas. Com uma nova agenda linda ao meu lado, espera-me um dia atarefado. Um bom ano a todos!