31.12.13

2014

É hora também de fazer novas resoluções para 2014, não é? Vamos lá então. 
Em 2014....

...quero stressar menos. Preciso de abrandar o meu ritmo cardíaco e não viver as coisas de forma tão ansiosa (mas já fui pior do que estou agora!).

...quero arranjar um emprego.

...quero mudar de casa. Bem, na verdade, quero pegar neste apartamento e ir colocá-lo noutro prédio, onde os vizinhos não sejam os mesmos e os problemas deixem de existir. Como isso não é possível, acho que avançaremos para uma mudança.

...quero que o dia do meu casamento seja um dia muito feliz. Quero recordá-lo com muito carinho e alegria.

...quero continuar a poder ir a Portugal frequentemente.

...quero continuar a ter saúde. Eu e todos os que conheço, porque a falta de saúde dos outros também me afecta.

...quero conseguir voltar a fazer dieta. Não para o meu casamento (vou estar linda de qualquer modo) mas para poder entrar nos 30 (em Outubro) com ainda mais saúde do que agora.

...quero manter-me feliz. :)

2013

Só hoje me apercebi que é o último dia de 2013. Os dias têm passado a voar e eu, sem dar contar, ainda nem fiz o balanço do ano que está prestes a acabar. Ora, 2013 foi o meu primeiro ano completo em França. E foi um ano de saúde que era exactamente aquilo que eu mais queria para este ano, pelo que posso dizer sem problemas que não foi um mau ano. Foi um ano um pouco mais parado que 2012, não houve propriamente coisas importantes a acontecer ou projectos realizados. A instabilidade financeira também não ajuda (na verdade não existe bem instabilidade financeira. Comecei o ano sem receber ordenado e vou acabar o ano sem receber ordenado, pelo que a minha situação de desempregada é até demasiado estável). Foi o meu primeiro ano de vida em conjunto e acho que não podia ter corrido melhor. Entendemo-nos bem, não houve pratos a voar contra as paredes nem um de nós a dormir no sofá à custa de alguma discussão. Não esperava menos do nós, mas é sempre bom sentir que as nossas altas expectativas são de facto correspondidas. Foi um ano com bastantes idas a Portugal (haja vantagens em estar desempregada: tempo livre!), com muitos e-mails trocados e conversas via skype, que me fizeram sempre sentir que afinal não estava assim tão longe dos meus. Foi um ano em que fui vendo os meus amigos, em que provavelmente foi deles que até senti mais saudades (falo mais frequentemente com a minha família), em que recebi mimos deles e em que me mostraram mais uma vez que eu até tenho bom gosto quando é para fazer amizades. Foi o primeiro ano com férias de Verão partilhadas entre duas famílias e o meu primeiro Natal longe dos meus. Foi um ano demasiado parado, queria ter arranjado emprego e espero que 2014 me traga essa prenda. Foi o meu primeiro ano a dar explicações de matemática. Foi um ano em que sofri com o frio e a neve, e em que senti verdadeiramente falta de sol e de bom tempo. Foi o ano em que vendi o meu carro. Foi mais um ano que termina com os meus três avós vivos e de boa saúde (o que também é razão suficiente para ser um bom ano). Foi um ano com cozinhei mais do que gostaria e pintei menos do que queria. E foi o ano em que o homem da minha vida colocou um joelho no chão e me pediu em casamento. 
2013 foi um ano calmo (como eu no fundo estava um pouco a precisar). Espero agora que 2014 me traga boas surpresas. :)

30.12.13

Chegaram as minhas castanhas!!!

Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas! Chegaram as minhas castanhas!
O carteiro apanha-me fora de casa e decide finalmente trazer-me as castanhas, enviadas faz hoje duas semanas (já agora se não se importar acabe lá de entregar os postais todos que enviem. É que já enviei também há quase duas semanas e a maior parte do pessoal ainda não os recebeu....). Uma vez que o envelope almofadado era demasiado rechonchudo para ser deixado na caixa do correio, o senhor carteiro achou brilhante deixar-me o pacote....debaixo do tapete. Eu juro que nunca vi carteiros como estes......

Que 2014 lhes traga alguma clareza de espírito.....

Há pessoas que para além de terem palas junto aos olhos, como os cavalos, impossibilitando-as assim de ver o mundo em redor e restringindo a sua visão apenas ao que têm à frente, ainda se comportam como as moscas quando encontram o vidro de uma janela: batem, batem, batem, batem, não se lembrando de virar noutra direcção, e achando que por ali é que é o caminho. Haja paciência.....

29.12.13

Coisas ao calhas

- Ando com os sonos todos trocados. Isto de se convidar a família e se ficar a jogar cluedo até às tantas da noite já não é para a minha idade. É que mesmo depois de despachar a família uma pessoa distrai-se um pouco e de repente já são cinco da manhã e ainda nem se foi para a cama. E depois acorda-se a lindas horas, já quase com o sol a pôr-se. E eu fico muuuito mal humorada quando perco assim dias a dormir. Gosto imenso de dormir (gosto mesmo) mas prefiro que seja à noite. Enfim, mas uns dias e acho que retomamos os horários de sono normais (quanto mais não seja porque o Jack regressa ao trabalho e tem de acordar às horas a que nos andamos a deitar).

- Ontem já enviei e-mail para mais uns quantos fotógrafos. Não estou ainda convencida com nenhum e acho que vou continuar à procura mais um bocado.

- Tenho comido chocolates como se o mundo fosse acabar amanhã, quando na verdade só acaba dia 1 de Janeiro. Pois é, acaba, sim senhor. Dia 1 de Janeiro acaba o mundo dos chocolates, das batatas fritas, das pizzas, do pão com nutella, etc, etc, etc...Tenho de voltar à linha senão o vestido não me serve (é que ele está mesmo perfeito agora. Tenho a sensação que com mais um quilo já não o aperto).

- Hoje está um dia de sol fantástico, o que sabe muito bem após os dias cinzentos que temos tido. Felizmente não tem estado assim muuuuito frio. Andamos ali pelos 5-10ºC. Nem acredito que muito provavelmente vamos chegar à passagem de ano sem neve. O ano passado, quando me mudei no início de Dezembro para França, apanhei logo imensa neve na primeira semana. E este ano nada. Confesso que me sabe bem. Adoro ver nevar, adoro ver tudo ficar branquinho, mas não gosto nada de me sentir impossibilitada de conduzir. E se o tiver mesmo de fazer, não gosto da falta de segurança que a neve me traz.

- E é isto. Quero ver se hoje arrasto o homem até um cinema. :)

27.12.13

Tété no seu melhor

Ontem o carteiro passou cá por casa a horas impróprias (ok, era meio-dia mas nós ainda estávamos a dormir) e não tendo obtido resposta ao toque da campainha, deixou uns papelinhos a dizer que tínhamos de passar pelos correios para levantar encomendas. Fiquei felicíssima. A minha mãe tinha-me enviado castanhas há mais de uma semana e não havia maneira de as ditas chegarem, E finalmente lá estavam elas à minha espera nos correios. Acordei hoje, a sentir já o cheirinho das castanhas no forno, imaginava-me já a comê-las com um pouco de manteiga (sou a única a fazer isto?), até já lhes sentia o sabor. Fui feliz e saltitante até aos correios, com o Jack atrás, e recebemos as nossas encomendas. Peguei no meu envelope almofadado e abracei-o satisfeita por as minhas castanhas terem chegado. Comentava com o Jack que ao almoço teríamos castanhas, que chegaria a casa e ligaria logo o forno, que ia haver festa. O Jack, que já tinha pegado no pacote, diz-me que o acha demasiado leve para serem castanhas. Inflamei! Então não querem lá ver o mafarrico a falar mal das minhas castanhas?! Tudo bem que o pacote era leve mas isso era apenas porque a minha mãe não podia propriamente mandar 5 quilos de castanhas! Humpf, eu ia chegar a casa, meter as castanhas no forno e ele não teria direito a nem uma! Abro o envelope, furiosa, determinada a mostrar-lhe mesmo ali as minhas castanhas, e deparo-me com papel de embrulho. Huuuum, castanhas em papel de embrulho? Bem, porque não? A minha mãe poderia ter achado piada tornar as castanhas numa espécie de presente. Apalpei e sentindo umas bolinhas, levantei o queixo e mantive a minha opinião: Eram castanhas, sim senhor! O Sr. Jack continuava a insistir que o pacote era demasiado leve. Apalpei de novo e achei as bolas muito macias. Oh, caraças! Então não querem lá ver que não são castanhas? Curiosa apresso o passo para chegar a casa e poder abrir o papel de embrulho, quando reparo finalmente no remetente: não era a minha mãe. Estava explicado: não eram mesmo castanhas. Era uma prenda de uma amiga, linda, linda, linda, que vale mais que mil castanhas (e olhem que eu adoro castanhas, caso ainda não tenham reparado). Estou tão babadíssima com a minha prenda que até aqui deixo uma foto. Entretanto, eu agradecia ao senhor dos Correios que se deve estar a lambuzar com as minhas castanhas que me compre uns dois quilos delas e mas envie. É que isto de roubar as castanhas dos outros é crime.


Duas letras, cada uma a inicial do nosso nome. Adoro, adoro, adoro.
Por pouco não foram parar ao forno....:)

26.12.13

Prendinhas, prendinhas

E assim se passou o Natal de 2013, mais rápido que um piscar de olhos. Num momento estava a fazer bolos, mousses e biscoitos, e no momento seguinte já o Natal tinha passado. A consoada foi boa, com pratos diferentes para agradar a todos (eu comi arroz de polvo!). Houve entradas que encheram o estômago, camarão, ostras (blaargh), houve mais doces que pessoas e sobraram imensos porque já ninguém tinha fome. E de repente já passava da meia-noite e ninguém tinha reparado. Abrimos as prendas, rasgou-se papel, deram-se beijinhos e agradeceram-se os presentes. Eu recebi o meu Cluedo (tem sido uma loucura cá por casa os dois a jogar), o filme "Amigos Improváveis", um puzzle de 1000 peças (que ontem, dia 25, já estava feito e hoje já o desmontei. Já disse que adoro puzzles?? :)) e uns brincos. De regresso a casa, foi tempo de abrir as prendinhas trazidas de Portugal e oferecidas pela minha família, e recebi assim uma écharpe, uma pulseira e uma camisa. Prendinhas boas. :D
Hoje deveria ser dia de recomeçar uma alimentação mais saudável (mandei a dieta ao ar para aí há dois meses atrás), mas não dá. Sobraram demasiados doces e se uma pessoa não os comer, estragam-se e isso não pode ser. E também deveria ser dia de colocar o sono em dia mas isto de andar a jogar Cluedo até às 5h00 da manhã não permite e ando com os horários de sono trocados. Ainda para mais, a empresa do Jack decidiu dar umas férias aos trabalhadores e anda-me o homem cá por casa. Pensei eu que ele ia regressar ao trabalho hoje e ele diz-me que não, só para o final da próxima semana. É esquisito, nunca passou tanto tempo em casa e eu estou tão habituada a passar os dias sozinhas que parece que tropeço nele em todas as divisões. Mas vou aproveitar bem estas férias inesperadas, oh se vou! :)

Sou uma excluída

Na mesa da consoada, não bastava ser a única a ter um apelido diferente, era também a única que não tinha um iphone. Até os mais novos, de 12 e 13 anos, tinham os seus. Sinto-me posta de parte. =P

24.12.13

Feliz Natal para todos! :D

Por aqui, a música dos vizinhos está a bombar a fundo e todas as crianças do prédio andam histéricas. Ouvem-se risos, quedas e choros (muitos choros e birras). Eu entretenho-me a fazer bolos, depois de ter saído à pressa de manhã porque não tinha um dos ingredientes. Das quatro sobremesas que levo, apenas uma já a fiz várias vezes. As outras três são estreias. Ora até agora temos uma mousse um bocadito amarga (tenho sempre medo de abusar no açúcar e depois olha, fica assim), umas bolachas um bocadito rijas (culpa minha! A receita da minha amiga dizia especificamente "10 minutos no forno" e eu deixei 12.....) e um bolo de nozes no forno que não está a crescer como eu esperava que crescesse. Depois farei o meu bolinho de chocolate que não me deixa ficar mal. No melhor dos casos, a família gostará dos doces. No pior dos casos, vai tudo parar ao hospital com uma indigestão e eu sou devolvida aos meus pais com um cartão a informar que doravante todos os Natais serão passados com eles. =P

A quem me lê desse lado, desejo um óptimo Natal, com muitas prendinhas, sorrisos, alegria, açúcar, bons momentos e muitas gargalhadas. :) 

23.12.13

Um aperto natalício no coração

O Natal para mim não tem a ver com cheiros (passei a maior parte da minha vida sem olfacto pelo que não tenho praticamente nenhumas memórias olfactivas). Mas tem a ver com imagens e momentos. Para mim, o Natal é fazer uma lista daquilo que se gostaria de receber. Acho que nunca pedi nada de mais e desde a adolescência a lista pouco muda: brincos, livros e puzzles, e sou uma mulher feliz. Este ano inovei e pedi duas prendas que já sei que irei receber. Para mim, o Natal é a árvore dos meus avós paternos carregada de chocolates. É vigiar irmão e primos para que não tirem da árvore mais chocolates que eu. É o jantar de consoada com algo que não aprecio (leitão, cabrito, bacalhau), são as sobremesas que surgem por todos os lados e que são devoradas em minutos. São os ferrero rocher, o salame de chocolate,  bolo de chocolate, os bombons de chocolate. É alguém ficar doente (houve uma altura, em que todos os anos alguém ia ao hospital por esta altura). É a minha mãe ditar que qualquer mal que se apoderasse de mim (geralmente, alergias alimentares) tinha como culpado o chocolate, proibindo-me assim de lhes tocar (manhoooosa....). É o não conseguir tirar os olhos do relógio e achar com verdadeiras certezas que o relógio está a andar cada mais devagar e que por esse andar nunca mais será meia-noite. Para mim, o Natal são as fotografias em família, as roupas quentes, as mantas e as pantufas. São as gargalhadas e as memórias (impossível esquecer a minha mãe e o meu avô paterno a dançar ao som dos ABBA), as escapadelas sorrateiras dos mais novos (eu incluída) até à mesa dos doces e o regresso à sala de estar de boca cheia. São os jogos com os quais se tenta enganar o tempo e fazer o relógio andar mais depressa. São os teatros que fazia com o meu irmão a seguir ao jantar porque era uma seca esperar pela meia-noite e tínhamos mesmo de nos entreter a fazer alguma coisa. Para mim, o Natal é a confusão da entrega das prendas. Prendas dadas ao mesmo tempo, receber e dar beijinhos de agradecimento no mesmo minuto, querer ver o que o outro recebeu ou a reacção que terá ao abrir o que lhe vamos dar. São os sorrisos de felicidade perante esta confusão e a repetição da mesma todos os anos. É o chá servido a seguir, com biscoitos, fingindo que ainda há espaço para comer mais qualquer coisita.

Este ano é o primeiro Natal longe dos meus. Com quase 30 anos acho que posso dar-me por feliz por já ter passado 28 natais tão bons. Mas este ano tenho o coração assim um bocadinho apertadinho. Não são saudades (estive com eles este mês e vou novamente a Portugal em Fevereiro), mas não deixo de sentir que estou a perder algo. Talvez se não gostasse tanto do Natal da minha família, não me sentisse tão estranha por não o ir ter. Enfim, este ano calha à família do Jack ter o prazer da nossa companhia, e eu acho muito bem uma vez que fui eu que sugeri esta regra dos natais alternados. Não tenho qualquer dúvida que este Natal será bom, alegre e feliz. E para o Jack será o Natal juntos dos seus, o que só por si é razão para me deixar feliz. Para o ano, voltarei a ter o meu Natal familiar. Por isso, vou ali ver se faço um doce para amanhã e tento esquecer-me deste pequeno aperto no meu coração. :)

20.12.13

O noivo gosta de fotografia. Acho que vou pô-lo a ele a fotografar o casamento.


Nesta minha demanda por um fotógrafo vou encontrando um pouco de tudo. Envio e-mails com pedidos de orçamento e recebo respostas como "Quanto vale para si o nosso trabalho fotográfico?" (20€ e ficamos amigos, bora?) ou uma lista dos serviços que dispõem, com a referência em frente "Preço sob consulta" (amigos, se eu vos peço um orçamento, é porque já vos estou a consultar, ok?). Vejo sites com fotografias trabalhadissímas a fotoshop e outros em que nem brincaram um pouco com a luz (e com fotografias que até eu tiraria melhor). Assustam-me os sites com fotos apenas em pose ou de objectos estáticos (e se o pessoal se mexer, conseguem na mesma tirar fotos giras?). Queria um fotógrafo que não insistisse comigo para fazer poses tolas (não, não me vou deitar na relva com ar de quem acabou de desmaiar nem trepar para cima de árvores e muito menos vou aceitar que o noivo me pegue ao colo - odeio ser levantada no ar e devo pesar mais 20 Kg que o noivo e não pretendo matá-lo no dia do próprio casamento). Não gosto de não fazer ideia do que é razoável pagar por um trabalho. Aos que me pedem muito, receio estar a ser enganada. Aos que me pedem pouco, receio pela qualidade do trabalho. Agradeço a quem me enviou propostas de fotógrafos (mesmo!), mas esqueci-me de avisar que também queremos vídeo (mesmo quando recebo respostas do género "Não enviámos anteriormente o orçamento com vídeo porque gostamos mais de trabalhar com fotografia, mas se a noiva insiste, aqui vai ele....."). Estou a um bocadinho assim de mandar esta tarefa de escolher um fotógrafo para cima do noivo. Afinal de contas não posso ser a única a ficar com cabelos brancos....

19.12.13

É Natal, é Natal.....:)

O ano passado, acabadinha de chegar a França, não decorei a casa para o Natal. O facto de termos ido passar a quadra festiva a Portugal e termos a casa praticamente montada antes da viagem fizeram-nos adiar a decoração natalícia. Este ano, após uns meses financeiramente complicados, já estava preparada para não voltar a decorar a casa. Ficaria para o ano e ninguém morreria com isso. Mas o Jack, percebendo de alguma forma a minha sensibilidade a este Natal (o primeiro sem ser com a minha família), decidiu que teríamos pelo menos um pinheiro e um presépio. E assim, no sábado rumámos a um centro comercial e trouxemos um pequeno pinheirinho (um grande ficará para o ano se as contas andarem com melhor ar :)). O presépio não trouxemos porque não encontrámos nenhum exactamente como eu queria (figuras divertidas) pelo que o pequenino presépio oferecido por uma amiga terá este Natal o seu lugar de destaque. Adoro este presépio e no fundo nunca deixa a nossa sala durante todo o ano. :)

A conversa com o Sr. Padre

No fim-de-semana em que ambos estivemos em Portugal, aproveitámos para falar com o padre. Não será ele a casar-nos uma vez que estará ocupado com a catequese e os escuteiros, mas deveríamos falar com ele na mesma. Eu confesso que ia assim meio de pé atrás. Não me lembro da última vez que falei com um padre, deixei de ir à missa há mais de 10 anos, não me confesso desde a primeira comunhão, a minha relação com Deus é muito "tu cá-tu lá" e vejo a Bíblia como um simples livro escrito por homens. Fiz a catequese até ao crisma mas nos últimos casamentos a que fui nem sequer comunguei pois não gosto da hóstia que me fica colada ao céu da boca. Não sinto que precise de acreditar ou fazer o que quer que seja para me sentir mais próxima de Deus, e sei que por vezes digo coisas que, aos mais religiosos, podem surpreender. O Jack é um pouco mais religioso que eu e às vezes sorri e abana a cabeça com o que digo. E por isso, fui ter com o padre repetindo mentalmente pelo caminho "Não abras a boca, não digas muita coisa, não abras a boa, não digas muita coisa....". A conversa acabou por correr bem. O padre tem a sua piada e ainda me fez rir com algumas coisas que disse. Fiquei a saber que se um de nós fosse alcoólico ou toxicodependente, e mentisse ao outro sobre isso na altura do casamento, este poderia ser anulado pela igreja, pois teria ocorrido sob uma mentira. Acrescentou que o casamento demora apenas 15 segundos (é aquela parte em que se pergunta se fulano aceita fulano para marido, e vice-versa) e só demora um pouco mais de um de nós for gago ou desmaiar. Não concorda que os casais decidam ter um, dois ou três filhos, pois não têm nada que determinar o número de filhos que terão. Segundo a sua teoria, quem tem dois, tem três, quem tem três, tem quatro, e por aí fora. Aqui não me contive e disse que isso dependeria do estilo de vida escolhido, ao que argumentou que conhece casais com sete filhos e não é por isso que não têm uma boa vida. Calei-me para não arranjar confusão, mas eu sinto que ter filhos não pode ser superior ao facto de eu gostar de ir ao cinema de vez em quando, comprar um livro de vez em quando e de viver sem contar os tostões todos os meses. Eu quero ter filhos, sim, mas também quero continuar a fazer pequenas coisas que me deixam feliz. E se para ter essas pequenas coisas, terei de ter apenas dois filhos em vez de quatro, então terei apenas dois filhos. Pais felizes fazem filhos felizes. De resto, correu tudo bem, não falámos no CPM (curso de preparação para o matrimónio) pelo que assumimos que não temos de o fazer, assinámos o que tínhamos a assinar e viemos embora felizes e satisfeitos. Parámos num café para reforçar o pequeno-almoço e no café do Jack calharam-lhe estes pacotes de açúcar. :)




18.12.13

Ooooohhhhhh


Opaaaaah, os nossos convites estão a ficar tããão fofos!!!
Epah, o casamento até pode ser uma desgraça do início ao fim, mas caramba, teremos uns convites giros. :D

Desde aquele dia, que o meu coração nunca mais voltou a bater a um ritmo regular... (a ver se me lembro de o culpar na próxima visita ao meu cardiologista).


E assim, sem se dar grande conta do tempo passar, chegamos ao dia em que fazemos 9 anos desde o nosso reencontro e primeiro beijo. Uma semana antes tínhamos voltado a falar ao telefone depois de oito anos sem notícias e após um namorico de miúdos. Uma semana a trocar mensagens como se nunca tivéssemos deixado de falar, um encontro marcado para nos voltarmos a ver, borboletas no estômago por ir voltar a ver o primeiro rapaz por quem me apaixonei a sério, ele tão igual ainda, eu tão diferente (segundo ele, só me reconheceria pelas mãos), conversa puxa conversa e ao fim de meia-hora, já estávamos de mão dada. Se ele não tivesse de ir trabalhar, penso que teríamos conversado todo o dia. Assim, após três horas de conversa, tivemos de nos despedir. E surgiu o primeiro beijo. Tenho a sensação que tudo isto se passou ontem, ainda me lembro bem do nervosismo em que estava à espera dele, do baque que senti no estômago quando o vi. Ainda me lembro da piada que ele lançou logo no início da conversa que me fez perguntar a mim mesma se ele seria parvo ou se teria piada (felizmente, era a segunda hipótese, ufa), lembro-me de lhe dar a mão, lembro-me de não tirarmos os olhos um do outro (como é que era possível após 8 anos sem contacto nenhum?), e daquele primeiro beijo. Eu, tão pouco arisca, tão pouco atiradiça, tão controlada, a beijar quem já não via há anos, após 3 horas de conversa. Sempre achei que se o fiz foi porque já sabia que isto ia ser assim, que íamos ficar juntos, que não valia a pena engonhar e adiar o destino. E estava certa. :) Nove anos já passaram (a correr), que venham os próximos nove (vezes dez, já agora :)).

17.12.13

Eu não costumo dar ideias, mas quando as dou, é porque são boas ideias! :)

Não sou boa pessoa para dar ideias de prendas para o Natal, porque no meu caso as coisas são muito simples: todos os anos, os pais e avós recebem um calendário para o ano seguinte com uma foto diferente da família por cada mês (e nem vale a pena pensar em oferecer outra coisa, porque chegando a Dezembro já me começam a perguntar "Então, já começaste a fazer os calendários para o ano? Não te esqueças!"). Os meus pais encarregam-se das compras para os tios e assim resta-me apenas o meu irmão e o Jack (e um ou outro amigo, dependendo de como andam as poupanças :)).

Por isso, não podendo (nem querendo) encher este blog de brilhantes soluções de prendas para o Natal, quero apenas referir uma que me parece ser do agrado dos mais aventureiros. Já aqui falei da Trilhos de Ideias, lembram-se? Pois, a João e o Rui criaram os PassMontanha, que são vouchers com 2 ou 5 actividades. Sim, e depois, porque falas nisso agora, Maria Tété? Porque estes dois aventureiros criaram uma promoção de Natal: oferecem um voucher de 2 actividades a quem comprar um voucher de 5 actividades. Podem comprar um voucher para vocês e oferecer outro aos amigos, podem aproveitar os dois vouchers para vocês, podem oferecer os dois, podem aproveitá-los e ir com amigos à Serra da Estrela. Vá, digam lá se não é uma prenda de Natal gira para os amantes da natureza? :) E não pensem que tendo os vouchers têm de ir já a correr participar nas actividades ainda este Inverno. Não senhor, os vouchers têm um ano de validade, por isso é só escolher a estação do ano favorita e partir à aventura. A minha vida nos últimos tempos não me tem permitido ir aproveitar uma das muitas actividades propostas pela Trilhos de Ideias (é que isto de ficar desempregada, mudar de país e agora até vou casar, imagine-se!, dá a volta à vida de uma pessoa), mas conheço a João há dez anos e tenho seguido de perto o trabalho desenvolvido por ela e pelo Rui, pelo que sei que são pessoas de confiança e que se esforçam para que tudo o que fazem seja perfeito. Aproveitem, a sério. Mais informação, aqui!

Yey, tudo escrito. :)


Ufa, doze postais de Natal escritos. É verdade que uma pessoa desabitua-se de escrever à mão e depois ficam-lhe a doer os dedinhos todos quando o volta a fazer mais intensamente. Sim, que os meus postais não é só "Feliz Natal e vemo-nos para o ano". Eu cá gosto de escrever uma mensagem em cada um, desejar coisas boas, mandar beijinhos, enfim, toda uma trabalheira. Mas enquanto puder, mandarei sempre os meus postalinhos de Natal. Eu gosto tanto de receber cartas como de as enviar, e acho que nesta altura, têm um sabor especial. :) A ver se quarta-feira já os vou enviar. :)

16.12.13

Qual quinta, qual vestido, qual quê. É o fotógrafo que me vai trazer (mais) cabelos brancos.

Diziam-me que encontrar a quinta é que era complicado. Que encontrar o vestido certo podia ser um sufoco. Está bem, está. Facílimo, é o que vos digo. Pelo menos, em comparação com a tarefa que agora tenho em mãos: encontrar um fotógrafo. É que isto de estar longe, e de ver cada coisa nas sites dos fotógrafos, e de não saber se o fotógrafo é simpático ou não, deixa uma pessoa completamente perdida. =S

14.12.13

Blogs

Aproveitei a estadia em Portugal para deixar de ler dois blogues e estou aqui com mais um ou outro atravessados, que não sei se brevemente também não serão retirados da lista de blogs que sigo. Chateei-me finalmente com blogs que escrevem aos cinco posts por dia, sem conteúdo nenhum. Prefiro um post por dia ou de dois em dois dias, mas com substância. Quando os comecei a ler gostava dos posts, mas não sei porque razão (suponho que seja porque estavam a perder leitores e é certo e sabido que quantos mais posts escritos por dia, mais leituras o blog regista por dia) começaram a escrever posts em que colocam vídeos e dizem "Vejam isto!", em que escrevem o título de uma notícia e copiam o corpo da notícia de algum jornal, em que colocam a fotografia de umas botas e escrevem "Comprei umas botas!". Posts destes de vez em quando não têm problema, eu também o faço, mas todos os dias chateia. Isso e blogs com uma aura de mistério muito grande. Em que se nota que algo se passa com o autor mas não se percebe. Eu também o fiz o ano passado, quando andei a saltar de médico em médico. Continuava a querer vir ao blog mas não queria expor aquilo pelo que estava a passar. Mas foi uma fase. Acabou. Agora blogs que entram neste registo e assim se mantém durante meses, cansa. A continuar assim, daqui a uns tempos estou a renovar as minhas leituras todas.

13.12.13

Em que mão, que confusão!

Quando o Jack se ajoelhou, com o anel de noivado na mão, estendi instintivamente a mão esquerda para ele colocar o anel no dedo anelar. Já a caminho do carro perguntei-lhe em que mão se usava o anel e ele, encolhendo os ombros, disse-me que também não sabia. Decidi fazer uma rápida pesquisa e apercebi-me de uma coisa: não há regra certa. Tanto encontram informações a favor de uma mão, como da outra, como de ser uma escolha livre da noiva. O argumento a favor da mão direita diz que na esquerda só deve entrar a aliança de casamento. Ora se o anel de noivado não é uma aliança de casamento, resta-lhe ficar sossegadito no anelar da mão direita. Por sua vez, o argumento a favor da mão esquerda é que sendo a mão do lado do coração, o simbolismo amoroso será maior. Li também que sendo usado no anelar da mão esquerda, no dia do casamento, a noiva deve passar o anel para a mão direita, de forma a que o anelar esquerdo fique livre para receber a aliança de casamento, passando depois o anel de noivado para junto da aliança. Se quiser, claro, porque também há a teoria que o anel de noivado se deve manter na mão direita depois do casamento (mesmo se antes tivesse morado na mão esquerda). Uma confusão, portanto! Ora, eu, para ajudar à festa, sou menina para passar a vida a trocar os anéis de sítio. Quando começámos a namorar, o Jack ofereceu-me um anel que me encaixava melhor no anelar esquerdo. Era arreliada pelas amigas pelo facto de usado naquela mão parecer um anel de compromisso (aliás, tenho hoje uma amiga que quando me conheceu e viu aquele anel naquele dedo achou que eu estava noiva), e eu não querendo de todo dar-lhe esse significado, colocava-o de manhã na mão direita. Horas depois dava com ele na esquerda, e mais tarde na direita. Nunca parou quieto o raio do anel. Bem, este e outros, e o anel de noivado vai pelo mesmo caminho. Usando-o na mão direita já ouvi quem me dissesse "Então? O anel é para usar na mão esquerda!" e usando na esquerda, já ouvi quem dissesse "O anel usa-se na direita...". E por isso encolho os ombros e uso o anel no dedo que ele escolher naquele dia. Desde que sirva, já está bom! Sim, porque o menino Jack arriscou e comprou um anel de noivado um tamanho abaixo do que eu uso, convencido que a dieta funcionaria. Arriscou e teve sorte porque o anel ficou perfeito. Sempre queria ver se eu tivesse desistido da dieta no dia a seguir a ter começado (homens.....). Mas voltando às mãos: um anel de noivado é isso mesmo e não passa disso: um anel. Não vale a pena matar a cabeça com o dedo em que ele deve ficar. :)

12.12.13

Querido Pai Natal, sê um fofo, vá....:)

Eu podia ter feito uma lista enorme de prendas a pedir ao Pai Natal. Podia ter pedido anéis com cristais, casacos de pêlo, botas, viagens, um carro, uma mota, colares de ouro, pulseiras personalizadas, camisolas caríssimas e noites em hotéis de cinco estrelas. Mas sou uma pobre que se contenta com coisas bem mais simples. E o que eu quero este Natal é:

Este DVD (que já sei que vou receber :D)


O Cluedo! Já não jogo há tantos anos e ando cheia de vontade de jogar. Tenho pena do Jack e dos sobrinhos dele que terão de me aturar e jogar comigo. A não ser que não mo ofereçam...:)

Queixinhas....

Eu estou tão mas tão constipada que acho que a qualquer momento me vai cair o nariz. Comigo a assoar-me de cinco em cinco minutos, já o tenho a condizer com as decorações de Natal de tão vermelho que está. Queria ir tratar das prendas de Natal, mas neste estado, ninguém me tira de casa. Oh, que vida a minha.....

A viagem de avião

O meu pai foi levar-me ao aeroporto do Porto e eu pedi-lhe para esperar enquanto passava nas máquinas de detecção. A minha preocupação era um frasco de vidro que levava na mochila do computador. O frasco foi-me oferecido por uma amiga e no seu interior tem os ingredientes secos misturados (antes estavam por camadas, mas após umas horas na mochila, ficou tudo muitíssimo bem misturado) para fazer bolachas. Caso não me deixassem ficar com ele, eu pediria para o entregar ao meu pai. Ficar o frasco no aeroporto, sozinho e esquecido, é que não! Claro que, como eu previa, na altura em que a minha mochila passou pelos raio-x, o tapete parou imediatamente. Ainda ouvi um dos rapazinhos de serviço a olhar para o ecrã e a comentar "Mas as pessoas agora levam azeitonas??". A mochila foi logo posta de parte e perguntaram-me o que ali levava. Respondi que tinha farinha e açúcar, e perante o olhar espantado deles, expliquei que havia mais uns quantos ingredientes, todos secos, para fazer bolachas. Fiz beicinho, disse que vinha para França, que não ia a Portugal passar o Natal e que tinha sido uma prenda de uma amiga. Uma funcionária sorriu e disse que a prenda era fantástica e que o dia até lhe iria correr melhor. Passei à segunda funcionária que quis ver o frasco ao vivo. Retirei-o da mochila e fiz de novo o meu choradinho: pobre de mim, a passar o Natal em França, aquilo eram só ingredientes secos, eu depois teria de juntar um ovo e levar ao forno, e tinha sido a prenda uma amiga, que amiga tão querida...e ouvi de novo um "Que prenda tão gira!". E assim passou o meu frasquinho com ingredientes para fazer bolachas (temi por um segundo que achassem a prenda tão gira que ma confiscassem para ficar com ela). 

No avião, sentaram-se ao meu lado mãe e filho. O filho ia com uns colegas a Paris para uma série de reuniões e levava a mãe para que esta passasse uma temporada em casa dos outros filhos, a viverem em França. Isto tudo contou-me a senhora enquanto o avião descolava e eu já maldizia a minha sorte, imaginando-me a passar duas horas a ouvir a senhora, numa mistura enorme de francês e português, com muita tosse à mistura. Aproveitei ali uns segundos de silêncio para abrir o meu livro e me pôr a ler, e tenho a dizer que há muito tempo que não apanhava ninguém tão respeitador: vendo-me a ler, não me voltou a chatear. Até senti ali uma pontinha de culpa porque a senhora foi nitidamente duas horas a apanhar uma enoooorme seca, mas se tinha o filho ao lado (entretidíssimo a conversar com os colegas) para lhe fazer companhia, porque haveria eu de abdicar do meu voo calmo? Bem, calmo, não foi, porque o filho e os colegas falavam tão alto e sem parar um segundo, que a certa altura instalou-se uma bruta de uma dor de cabeça. Enfiei tampões nos ouvidos para minimizar o ruído do falatório e quando dei por mim estava a quinze minutos da aterragem sem dores musculares nem alergias. Quase que dei um gritinho de alegria. Mas claro que a cinco minutos de aterrarmos desatei num frenesim de espirros que não havia nada que me fizesse parar. Até os olhos choravam de tanta comichão que tinham. Era demasiado bom....Mas o importante é: consegui trazer o frasco das bolachas! Vou guardá-lo para a noite de Natal e atrever-me a fazer as bolachas para a noite da consoada. O pior que pode acontecer é mandar toda a família do Jack passar o dia de Natal no hospital com uma indigestão. :)

11.12.13

Daqui a pouco estamos na Primavera e eu ainda em negação quanto ao Inverno....:)

Cheira-me que o meu período de negação quanto ao Inverno deve estar para acabar. As temperaturas já descem abaixo do zero e ontem vi-me obrigada a tirar o gelo que havia no pára-brisas. Ao andar a pé os pés já escorregavam no passeio gelado, e a conduzir via-se bem o gelo a brilhar na estrada com as luzes dos faróis (e por isso vim a conduzir bem de-va-ga-ri-nho). Agora, olhando lá para fora, vejo os telhados brancos de gelo que o sol não conseguiu derreter. E as estradas continuam geladas. Enfim, estou aqui a ver se me convenço a arrumar as t-shirts e a ir buscar as luvas e os cachecóis. Mas hoje não que mal me mexo (e assim passarei mais uma noite em negação achando que ainda é Verão :)).

Acho que vou começar a fazer o sinal da cruz com os dedos sempre que a vir.....

Que noite, senhores, que noite! Começou tudo ontem de manhã: acordei com uma impressão esquisita na garganta e pensei "Estás lixada! Já vais ficar doente!". Passei o dia a rebuçados e água, mas o raio da impressão só piorava. À noite, fomos jantar com a família do Jack e a seguir ao jantar passou por casa do irmão do Jack uma amiga dele. Acho fiquei verde. Não me interpretem mal: a senhora é muito simpática e eu até gosto dela, mas cada vez que me cruzo com ela, fico de cama no dia seguinte. Faz-me lembrar uma ave de mau agoiro, e eu já só me imaginava com uma gripe daquelas fortíssimas e sem sair da cama nos próximos sete dias. Regressados a casa, deitámo-nos e eu sempre a tossir, a tossir, a tossir. O Jack, já meio a dormir, sussurra-me que acha que vai vomitar. E assim passei a noite praticamente acordada, entre a minha tosse e qualquer movimento dele que me levasse a pensar que tinha chegado o momento de voltar a ver-lhe o jantar. Quando o despertador tocou, empurrei-o para fora da cama e roubei-lhe a almofada, com a esperança de que com duas almofadas e a cabeça mais alta, a respiração fosse melhor e eu conseguisse dormir melhor. E resultou! O meu pescoço é que não gostou e voltou a prender-me os músculos todos. Doem-me as costas, os ombros, o pescoço e uma omoplata. E a tosse continua, assim como o nariz tapado. Sinto-me uma velha, aqui toda curvada e mal-disposta, e não consigo deixar de pensar que a culpa é da ave de mau agoiro.

10.12.13

Mulher precavida vale por duas.....

Cheguei, cheguei! E já me sentei aqui a tirar as fotografias que tinha no meu telemóvel em que estava vestida de noiva. Nós não temos o hábito de mexer no telemóvel um do outro sem autorização, mas não vá haver um deslize qualquer, achei melhor precaver-me. Agora estão guardadas numa pasta chamada "Se abres esta pasta és um homem morto!", escondida dentro de uma pasta, que está dentro de outra pasta e enfiada noutra pasta. O Jack também não me costuma mexer no computador sem avisar antes, mas é melhor não deixar nada muito à vista. E com aquele nome na pasta, se a encontrar só a abrirá se tiver tendências suicidas. :)

9.12.13

Amanhã o blog retomará a sua escrita habitual (e tenho tanta coisa para contar!)

A esta hora estarei, se tudo correr bem, a levantar voo. Vá, tudo a fazer figas para que o voo corra bem, para que consiga dormitar um pouco, para que não me calhem vizinhos de cadeiras chatos ou criancinhas barulhentas atrás de mim, para que não tenha uma crise de alergia (ahaaha, querias), para que não sinta dores de cabeça e pescoço como sinto sempre (e nesta última viagem achei mesmo que me explodia a cabeça), para que o lanche oferecido seja bom, para que o avião não se atrase, para que eu não apite e para que não me revistem (na última viagem apitei, tive de me descalçar e ainda tive a minha carteira revistada. Uma alegria). Eu só quero um voo sossegado que me leve até onde é a minha casa agora e para que possa dar um abraço do tamanho deste mundo e do outro ao homem que lá me espera. Não me parece que esteja a pedir muito. :) Ah, e já agora, se derem no avião daqueles Compais Esseciais, que não seja de sabor a morango, que eu não gosto.

Estou velha

Estou com um torcicolo. E é isto. Na noite de sábado para domingo troquei de almofada, quando me deitei achei que o pescoço não estava numa posição confortável e adormeci antes de mudar de posição. Dormi toda a noite sem me mexer e quando ontem acordei foi um sarilho para me levantar. Doía-me o pescoço, os ombros e uma omoplata. Rodar a cabeça era impossível, assim como incliná-la para trás. Parecia uma tótó, sempre com o queixo encostada ao peito, a andar com os olhos postos no chão. Cremes, comprimidos, saco de água quente nas costas e mudança de almofada já me deixaram hoje com um aspecto mais normal. Claro que me dói quando pego em algo mais pesado, o que é fantástico quando se vai viajar com malas com o peso de um elefante bebé. =S

CONSEGUI!


Consegui fechar a mala!!! E está dentro do peso aceitável! Confesso que houve ali uns minutos em que vi a coisa negra. A mala praticamente ocupada e ainda tanta coisa para colocar. A acrescentar que hoje ainda comprei mais umas coisinhas para o Natal e a minha mãe e a minha avó decidiram oferecer-me uma prendinha para levar. Ainda achei que ia ter de cá deixar o meu pijama quentinho, e na verdade vou mesmo deixar um livro (a minha mãe também o quer ler e assim recupero-o na minha próxima vinda), mas de resto coube tudo (claro que as roupas vão chegar engelhadas como se eu tivesse andado a jogar futebol com elas a servir de bola, mas pronto, é para isso que serve o ferro de passar a roupa). Tenho é a sensação que não cabe nem mais um grão de arroz naquela mala e que muito provavelmente amanhã será o dia em que a mala rebentará dentro do porão do avião. Já estou mesmo a imaginar:os passageiros sossegaditos a dormitar e de repente ouve-se um "BUUUM", e no porão estarão camisolas, botas e cuecas a disparar em todas as direcções. Lindo, sem dúvida. A mochila também vai bem carregada, assim como a minha carteira. Parece que me vou embora e não regresso, caramba. Enfim, o importante é que coube tudo. Sou um espectáculo a fazer malas! :D

8.12.13

Alguém sabe fazer magia?

Quando vim para Portugal trouxe algum espaço na mala. Não vinha cheia apenas pela metade e acho que se tinha um quinto da mala livre é muito. Sei que levo sempre qualquer coisita daqui para França e por isso gosto de contar com algum espaço. Mas fiz definitivamente mal as contas ao espaço que trouxe, empolguei-me nas compras com a minha mãe e agora estou para aqui sem saber como enfiar na mala tudo o que tinha trazido e ainda: umas pantufas, dois pares de botas, um casaco grosso, uma camisa, um cachecol, prendas para o Jack, um livro daqueles grandes como eu gosto, um livro para oferecer.....

7.12.13

Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii (grito de histeria)


Já encomendei o meu vestido!! Agora estou com uma grande dúvida: se ao chegar ao pé do noivo no dia do casamento ele não me disser que estou linda ou que pareço uma princesa, devo bater-lhe logo ali à frente do padre ou é melhor mandá-lo dormir sozinho na noite de núpcias? Huuuum, dúvidas, dúvidas.....

É por causa destas coisas que se diz que a mulher portuguesa tem buço


Não sei bem como fiz tal coisa. Devo ter passado o dedo junto ao olho e apanhado um pouco do lápis preto com que me tinha maquilhado. Devo ter ficado com o dedo sujo sem reparar e devo ter depois passado o dedo entre o lábio e o nariz. Não sei sinceramente como fiz tal coisa, mas sei que quando cheguei a casa ao final do dia, olhei para o espelho e uma sombra cinzenta escura repousava acima do lábio superior. Arregalei os olhos. Então não queriam lá ver que eu, tão clarinha de pele e pêlo, tinha agora um buço escuro?? Esfreguei e claro que saiu. Mas nem quero imaginar o que pensou quem se cruzou comigo nesse dia (que por acaso foi o dia de irmos ao Registo Civil. Está explicado, amor, porque foi a senhora tão simpática contigo: achou que tinhas mesmo de ser bom moço para casar com uma mulher com um buço daqueles).

6.12.13

Prendas de Natal

Não satisfeita com a quinta e o vestidos escolhidos nesta minha estadia em Portugal, ainda tratei de comprar as prendas de Natal. Falta só uma ou duas e fico despachada. Depois é começar a pensar nas que vamos oferecer à família do Jack. :)

4.12.13

Um ano


Faz hoje um ano que acordámos pela primeira vez no nosso apartamento. Faz hoje um ano que iniciámos uma vida debaixo do mesmo tecto, com a roupa dos dois a lavar, refeições cozinhadas para dois, dois despertadores a tocar todos os dias, o dobro da louça para lavar, duas almofadas ocupadas na cama, o dobro da roupa para passar e dois molhos de chave guardados no mesmo sítio. Faz hoje um ano que passámos a jantar juntos todos os dias, que dei por mim com borboletas na barriga ao ouvi-lo chegar do trabalho, que o pobre passou a engolir a custo as minhas aventuras culinárias sem piar ou a comer repetidamente os mesmos pratos sem queixar (só por isto já me casava com ele). Faz hoje um ano que o acordo todas as manhãs, que o empurro, lhe dou beijos e insisto para que se levante. Faz hoje um ano que lhe digo todas as manhãs para conduzir devagar e lhe desejar um dia que passe rápido para o ter novamente comigo. Faz hoje um ano que temos uma caixa do correio com o nome dos dois, com o apelido antes do nome próprio, como é comum por aqui. Faz hoje um ano que temos duas toalhas de banho penduradas lado a lado, as escovas de dentes no mesmo copo, duas pastas de dentes diferentes a lutar pelo mesmo espaço no copo. Faz hoje um ano que pomos a mesa para duas pessoas, que começámos a moldar-nos um ao outro nesta aventura que é partilhar o mesmo espaço com outra pessoa e que começámos a decorar a nossa casa. Faz hoje um ano que, quando ele chega a casa, nos sentamos todos os dias no sofá a contar como foi o dia, mesmo que nada tenha acontecido. Há um ano atrás, tínhamos a casa de pantanas, com muitos móveis por montar, caixotes e malas espalhadas, todo um arsenal de escadotes, latas de tinta, pincéis, martelos, panos e material das obras a ocupar metade da sala, ainda sem armário para guardar a roupa e as compras de supermercado atiradas ao acaso para dentro dos armários da cozinha. Há um ano atrás eu estava tão feliz. Hoje estou mais. :)

P.s. Claro que logo nesta data tínhamos de estar em países diferentes...Para a semana estrefego o homem com abraços e beijos.

Vestido de noiva

Já escolhi o meu vestido!!! Yeeey! E não digo mais nada sobre ele porque o noivo lê o blogue e eu quero que seja SUR-PRE-SA! :)

Mas posso falar da experiência que foi vestir vestidos de noivas. Fui com a minha mãe e tal como eu esperava não houve choradeiras nem nenhuma de nós a engolir em seco emocionada. A minha mãe diz que quando vesti o primeiro vestido sentiu um impacto. Eu também senti. De tão mal que me ficava. A senhora da loja trouxe-me um vestido tal e qual como o que eu tinha pedido. Uma pessoa fica ali em roupa interior em frente a uma perfeita estranha e ela ajuda a vestir. Quando olhei para o espelho senti uma pontinha de alarme. Só pensava "Que horror! Fico tão mal vestida de noiva! O vestido é tão pesado! Fico tão esquisita! Oh, socorro, isto vai ser horrível! Vou estar horrível e esquisita no meu casamento!". Eu já sou branca mas acho que ali fiquei de todas as cores. Depois experimentei mais uns quantos e a coisa lá foi ficando melhor até ter gostado bastante de um. Mas como era a primeira loja decidi ir a outras antes de me decidir completamente por aquele. A vendedora achou o tempo apertado até ao casamento e disse que teria de fazer a encomendar até 15 de Dezembro ou ela não me faria a venda. Na segunda loja, voltei a estar ali praticamente em pelota em frente a uma perfeita estranha e comecei a experimentar vestidos. O primeiro era giro mas não o achei mais bonito do que aquele que tinha gostado na outra loja. Experimentei mais uns quantos: com mais roda, menos roda, mais brilho, menos brilho, mais tapado, menos tapado, mas justo, menos justo, e nisto não tirava os olhos do primeiro que tinha experimentado ali. Quis voltar a experimentá-lo e aí já o adorei. Retirou-se um pouco de volume e estava mesmo ao mesmo jeito. Não o encomendei logo para deixar a ideia assentar mas no sábado vou lá encomendar. Eu não estava à espera de sentir um "click" quando experimentasse o vestido certo, não estava à espera de desatar a chorar, e de facto isso não aconteceu. Conforme o vestido, eu até fico gira vestida de noiva e por isso até tinha ali uns quantos que, se casasse com eles, não morria por isso. Mas gostei dele, é romântico e fica-me bem. Quando coloquei o véu senti um aperto no estômago e saiu-me um "Pareço uma noiva...", o que levou a vendedora a dizer "Pois, a ideia é essa....". Ri-me e a sensação de estar mascarada para o Carnaval passou. Acho que vou estar gira. :) Nesta segunda loja acham que o tempo está óptimo e terei o vestido perfeitamente a tempo. :) Quanto à questão dos tamanhos, pelo que percebi, têm dois tamanhos para cada vestido. Claro que eu experimentava o maior. Penso que a maior parte dos vestidos não apertava completamente. Alguns apertavam mas eu não podia respirar fundo. Outros até pareciam feitos para mim, e por fim houve apenas um que me ficou largo. Eu tinha visto um vestido pendurado que parecia o meu estilo mas por exemplo nesse caso a loja só tinha o tamanho mais pequeno pelo que nem o experimentei. Mas foi bom sentir que os conseguia vestir. Estava com um certo receio que os vestidos nem me passassem pelos ombros. :) Descobri é que para o meu tipo de corpo, os vestido estão feitos para mulheres com o peito bem maior. Essa zona ficava sempre larga e eu tinha de apertar para perceber como ficaria quando ficasse bem ajustado. Agora estou ansiosa por o ir experimentar novamente e sentir outra vez aquela certeza de que gostaria de casar naquele vestido. :)

3.12.13

Dois minutos para escrever

Foi um fim-de-semana de loucos. A correr de um lado para o outro, entre reuniões familiares, visitas às quintas e em busca de lembranças. Hoje foi dia de ir ao registo civil e ir pôr o homem no avião para França. Daqui a uma semana estarei novamente nos seus braços. Em princípio amanhã começarei a saga dos vestidos. Desejem-me sorte! E espero amanhã ter um tempinho para vir aqui escrever algo com pés e cabeça. :)