30.4.14

Uma vergonha, uma vergonha

Ninguém me tira da cabeça que deve haver por aí muitas mães cheias de vergonha. Por os filhos se terem metido nas drogas? Por se terem tornado ladrões? Também, também, mas imagino as senhoras a corarem e a terem vontade de fugir quando perante a pergunta "Então e o seu filho, o que faz?" se vêem obrigadas a responder que o seu rico filhinho é político ou trabalha nas Estradas de Portugal. Enfim, os primeiros até imagino que haja muitos que se enfiaram na política para agradar às mães e poderem assim dizer nos almoços de família "Vês, mãezinha, mais um pouco e chego a primeiro-ministro" enquanto ela lhe afaga o cabelo e fecha aos olhos ao facto de ter como filho um homem sem capacidade para nada, que finge tomar umas decisões e que precisa de vinte assessores só para conseguir decidir qual o próximo carro de serviço a escolher. Já os segundos, lamento, mas nada me convence que haja algum orgulho em ter-se um filho com tal profissão. É cada barbaridade que se vê nas estradas no que toca à sinalização que por vezes penso se não andaram a beber álcool logo pela manhã em vez de café. Os meus favoritos são os traços e placas de stop metros antes de se chegar ao local onde efectivamente dá para parar e conseguir ver se há ou não possibilidade de avançar. Tentem, a sério, tentem parar onde estão desenhados os traços no chão e digam-me lá se desse ponto têm alguma visibilidade. Também gosto das vias de aceleração e travagem nas auto-estradas que às vezes são tão curtas, mas tão curtas que mais valia não existirem. Sempre se poupava uns metros de alcatrão. E depois são as curvas com estradas inclinadas para o lado que aumenta o risco de acidente, são as passadeiras colocadas precisamente à saída de rotundas para que os condutores atentos a que nenhum carro lhes bata se vejam ainda obrigados a deitar um olho ao peão que vai a atravessar, são as tampas de esgoto e as sarjetas colocadas exactamente na rota dos pneus em vez de no meio a estrada ou mesmo junto aos passeios, respectivamente. E são as rotundas com três faixas mas com saídas de apenas uma faixa, são as placas nas auto-estradas com indicação que a via da direita será suprimida e de repente a que desaparece até é a da esquerda, e são também as que gosto muito: a indicação nas auto-estradas e estradas em geral do destino de cada via...depois do condutor ter sido obrigado a escolher uma delas e apercebendo-se assim tarde demais que infelizmente escolheu a errada. Também acho graça ao facto de Portugal ser um país em que as pessoas só chegam a algum lado se souberem o caminho, porque a crise chegou há anos às placas de indicação e se aparece numa rotunda a placa do local que procuramos, só voltamos a encontrá-la dez rotundas mais à frente e isto se até tivermos acertado com o caminho. Os traços brancos nas estradas há muito que se apagaram com o tempo mas não faz mal, da mesma forma que passadeiras em que mal se vê um risco de tinta são colocadas sempre em zonas pouco iluminadas. E giro, giro é colocar novas camadas de alcatrão mas não refazer os traços. Também gosto quando aparecem placas que indicam explicitamente que na via em que estamos podemos seguir em frente ou virar à direita e descobrir afinal que só podemos virar à direita e que se queríamos ir em frente devíamos era ter ignorado as indicações. E com todas estas vergonhas a pulularem nas estradas portuguesas, duvido mesmo que haja alguém com orgulho em pertencer ou ter um familiar a pertencer a esta entidade chamada "Estradas de Portugal" e que (dizem embora eu nunca tenha visto acontecer) tem a seu cargo as estradas deste país.

29.4.14

As flores amarelas

Há uns dias, quando ainda estava em França, acordei com um daqueles humores que nos faz ficar a pensar na vida. Saí de casa um pouco de orelha murcha pela minha situação de desempregada, pelas saudades dos amigos, por alguns planos não correrem como esperado, pelas mil e uma coisinhas sem importância mas que nos moem e fazem questão de não nos largar o cérebro em dias como estes. E ia assim, conduzindo e matutando no lado menos bom da vida, quando fiz uma curva e me deparei mais uma vez com os campos de flores amarelas que surgem por esta altura. E o mau humor passou, as pequeninas coisas menos boas desapareceram, o cérebro mudou completamente de direcção. E acompanhada desta paisagem fiz o resto do caminho a pensar que de facto temos uma sorte danada. Ou pelo menos eu tenho. Tenho saúde, vivo com quem amo, graças às tecnologias falo com os meus pais e avós todos os dias se quiser, temos os dois famílias que amamos e que nos apoiam, temos comida na mesa, temos maneira de pagar o nosso casamento, avançando assim um pouco mais na nossa relação, vivemos num país sem guerra, com liberdade de expressão, com direitos, e caraças se comparando com tanta gente neste mundo esta não é uma vida óptima. Claro que podia ter emprego, claro que podia estar em Portugal, claro que podia tudo correr ainda melhor, mas enquanto eu puder ter a liberdade de sair de casa e ver uns campos de flores amarelas, sem medo do presente ou do futuro, então tenho mesmo uma vida óptima. :)





Ufa!

Podem descruzar o dedos (estavam com eles cruzados desde ontem, certo?)! O vestido serviu, apertou e até o achei mais larguito que da última vez. Não está laaaargo e não corro de todo o risco de ele me ficar demasiado largo, mas sempre tenho mais uma folga para conseguir respirar (o que dá sempre jeito, digo eu). E enquanto estava ali eu a ver se ele apertava ou não, a costureira contava-me que há noivas que em vez de emagrecer, engordam (pois!) e que tinha atendido há pouco tempo uma noiva que com o stress do casamento tinha mesmo engordado muito (no meu caso não é stress, é mesmo gostar muito de comer) e foi impossível apertar o vestido. E assim, a pouco tempo do casamento, a loja tinha tido de procurar se havia noutras lojas o mesmo vestido um tamanho acima pois já não dava para encomendar e a pobre noiva tinha ficado inconsolável (imagino...). Ao que parece tudo se estava a resolver e esperavam naquela altura o novo vestido mas aqui fica a prova que de facto nem todas as noivas emagrecem antes do casamento. :)

28.4.14

Quero tudo a cruzar os dedos...

...porque hoje vou fazer nova prova do vestido e tenho quase a certeza que é desta que ele não aperta. Ai, a minha vida....

27.4.14

Medos

Estou a ficar uma medricas, definitivamente. Pensava eu que a vida se encarregaria de me dar coragem, de me fazer perder medos e afinal estou cada vez mais mariquinhas. Se em criança adorava a turbulência e se depois esta passou simplesmente a não me aquecer nem arrefecer, nesta última viagem até me fez fechar os olhos e pedir silenciosamente "Por favor, não deixes que me aconteça nada....". Claro que o facto de ter ouvido um barulho estranho mal ligaram os motores, barulho esse que se manteve na meia-hora seguinte e que fez companhia à turbulência, também não ajudou. E eu que não gosto de meter conversa com estranhos e odeio que o façam comigo (especialmente em aviões e comboios porque não posso fugir), estive a um bocadinho assim de me virar para o homem que ia ao meu lado e perguntar-lhe "Desculpe, mas importa-se de conversar um bocadinho comigo antes que me dê uma crise de nervos?". Felizmente controlei-me. Posso ser uma mariquinhas, mas sou uma mariquinhas auto-controlada.

26.4.14

Directamente do aeroporto

Irrita-me tanto indicarem que devemos estar junto da porta de embarque 45 minutos antes voo, e a meia-hora antes deste ainda não há ninguém para proceder ao embarque. Então para que é nos querem aqui?? Podia estar a dar uma voltinha em vez de estar sentada a olhar para um balcão vazio...Não tenho mesmo paciência nenhuma para estas coisas.

Eu tenho é sorte....

E os auscultadores que foram com o ipod para a máquina de lavar funcionam!! Eu nem os tinha experimentado. Mal vi tudo no meio da roupa molhada, a minha prioridade foi salvar o aparelho e por isso atirei os auscultadores para um canto e dei-os como mortos. Hoje decidi experimentá-los, achando que ia ouvir simplesmente o barulho de água, e....o som está óptimo. Neste momento tenho o Jack a dizer-me que devia ir a uma loja da Apple dar beijinhos aos vendedores e agradecer-lhes os óptimos produtos. E a gozar com o meu telemóvel samsung enquanto me oferece um autocolante da apple para lhe colar na capa. Posso pedir já o divórcio ou caso-me primeiro?

25.4.14

Ufa

Tenho a sensação que mais cedo se soubesse que íamos casar agora, mais cedo as coisas tinham começado todas a cair por esta altura. Parecemos dois tolos a correr para todos os lados e não há dia em que eu não diga "É óptimo isto ir em frente, mas calha mesmo em má altura". São reuniões atrás de reuniões, visitas, obras, trabalhos de computador. Acho que só faltava mesmo agora eu receber um telefonema a pedirem-me para começar a trabalhar...amanhã (o que, lá está, seria óptimo, mas viria em melhor altura daqui a umas três semanas). Ufa, que correria. E agora vou ver se despacho tudo o que tenho a despachar porque amanhã às 7h30 já tenho de estar a caminho do aeroporto. :)

Lancem para aí ideias, por favor

Huuuuum....Ontem fiz a mala em 10 minutos e logo à primeira. Esquisiiiiiito. De que é que estou a esquecer-me (porque é óbvio que tenho de estar a esquecer-me de algumas coisas)?

24.4.14

:)

Se me dessem dinheiro por cada sonho disparatado que tenho, já eu estava rica.

Sonho nº1: No dia do casamento, comigo já atrasadíssima para ir para a igreja, recebo um telefonema da madrinha a dizer que está atrasada uma hora e que na verdade, na verdade, nem sabe se vai aparecer. Numa fúria mando mensagem a todos os convidados a dizer que o casamento está cancelado (sim, dou-me ao prazer de nos sonhos perder o auto-controlo que me define na vida real ) e vou ter com o Jack, descobrindo nessa altura que sabe-se lá como eu estava era noiva da madrinha e não dele. Confusões à parte decido ir na mesma de lua-de-mel para o México e insisto para que ele vá comigo mas ele recusa pois tem de regressar a França para trabalhar.

Reacção do Jack quando lhe conto o sonho: "Claro que recusei! Quer dizer, quando és minha noiva ficamos por Portugal na lua-de-mel para poupar dinheiro, mas quando ficas noiva da madrinha, já tens dinheiro para ir para o México..."

Sonho n.º2: Esta noite sonhei que no dia do casamento me apercebia que me tinha esquecido das sabrinas em França. Numa grande aflição, contacto o Jack sem saber o que fazer. A resposta foi simples: pegas numa série de meias de ginástica brancas, e vais calçando-as umas por cima das outras até teres o pé bem almofadado. Assim podes andar na rua sem os magoares e ninguém vai reparar porque são meias brancas e condizem com a cor do vestido.

Lembrete: se eu por acaso me esquecer das sabrinas no dia do casamento, não contactar o Jack. De todo.

Não dá, acreditem.

Um dia, a propósito de um casamento de uma amiga, ouvi outra dizer "Há sempre alguém que tem algo a apontar. Não poderás ligar a isso". Nunca mais esqueci a frase e esta fez ainda mais sentido quando no último casamento a que fui a noiva me confidenciou que uma das convidadas lhe tinha dito que o vestido mais parecia um vestido de festa do que um vestido de noiva. E eu abri a boca em choque pois mal a tinha visto a entrar na igreja tinha comentado com o Jack que estava a ver pela primeira vez um vestido com que eu seria capaz de casar (e acabei por escolher um que não tem nada a ver, enfim). Adorei aquele vestido, a forma como lhe assentava, a figura que lhe dava, tudo, tudo, tudo, mas mesmo que não tivesse gostado nunca lho teria dito uma palavra. Chocou-me a forma como as pessoas podem de forma gratuita e sem filtros dizer simplesmente o que pensam, ultrapassando o limite da franqueza e entrando na má educação. E percebi também que aquele vestido que eu tinha adorado não suscitava a mesma reacção nas outras pessoas, o que me mostrou que até nos casamentos há gostos para tudo. E é este um dos meus truques para não stressar e que aconselho a todas as noivas stressadas com o dia perfeito:

"Metam na cabeça que não vão conseguir agradar a toda a gente".

Já está? É que vê-se pela net cada noiva à beira de um ataque de nervos a seis meses do casamento porque o elástico das cuecas é mais para o lilás suave do que para o lilás clarinho, porque os pratos têm mais 2 mm do que aquilo que tinham idealizado, porque apareceu uma ponta espigada no cabelo, porque os mais insignificantes pormenores estão um bocadinho pequenino diferentes daquilo que queriam, e eu só penso como é que elas chegam vivas ao grande dia. Eu entendo que o dia de casamento é um dia especial e que há noivas que têm gosto em ter tudo, mas tudo mesmo até o papel higiénico, personalizado e perfeito, mas acreditem: vai haver alguém que não vai gostar. Ponto. Eu aposto o que quiserem que no meu casamento haverá quem não goste do meu vestido, ou dos meus sapatos, ou do meu cabelo, ou da minha maquilhagem, ou da igreja, ou da quinta, ou da música, ou da comida, ou do tempo, ou da viagem até à quinta, ou da decoração, ou do tema, ou das lembranças, ou do fotógrafo, ou do padre, ou do coro, ou do bolo, ou do champagne, ou do vinho, ou da hora, ou das alianças, ou dos aperitivos, ou até mesmo de tudo isto junto. É absolutamente impossível agradar a toda a gente. A começar pelo facto de eu não gostar de música pimba e o pai do noivo adorar: quando há música desta geralmente eu fico sentada enquanto ele dança como se não houvesse amanhã, e se não houver é ver-me a mim a dançar e ao senhor sentado chateado que nem um peru. E não sendo possível agradar a duas pessoas ao mesmo tempo, imagino a todos os convidados. Por isso, metendo na cabeça que haverá sempre quem não vá gostar, é fazer as coisas o melhor que sabemos e queremos sem stress, e esperar que no dia tudo corra bem e que a maioria até goste. Quaisquer críticas sem objectivo que possam vir receberão como resposta um encolher de ombros porque quem não tem capacidade de perceber que um casamento não é feito para agradar a essa pessoa em particular não merece que se gaste tempo em explicar-lhe isso mesmo. :)

23.4.14

Não falem comigo hoje...

Não satisfeita por ter os nervos em frangalhos (cá coisas minhas), por passar a noite acordada, hoje ainda me vejo obrigada a passar o dia de anos do melhor pai do mundo longe dele (e sim, estas são as datas que mais me custam). Alguém que me diga como, mas como, é que hoje consigo espantar este fantástico mau humor que se apoderou de mim. O Jack ainda não chegou a casa e eu já estou com pena dele por ter de me aturar...

Sonos trocados

Eu tenho um distúrbio do sono e se fico enervada ainda pior. Hoje, quando o despertador dos Jack tocou às 5h00 ainda eu estava acordada. E o auto-controlo que tive de ter para não me levantar durante a noite e ir atacar os dois ovos kinder e ainda ali estão a sorrir lampeiros para mim? Já que não durmo, ao menos estava acordada e feliz. Quem me dera ser daquelas pessoas que chega à cama e se ferra a dormir...

Eu quero, eu quero!



Do ikea.

Era pôr todas as pessoas assim numa jaula e deixarem-nas argumentar umas com as outras


Não tenho paciência para argumentar com paredes, não gosto de argumentos de caca e não tenho paciência para "Eu é que sei". Respira fundo, Tété, respira fundo.

22.4.14

A despedida de solteira/solteiro

Nunca achei muita graça às despedidas de solteira e acho que desde nova decidi que não ia fazer o sacrifício de passar por uma quando estivesse noiva. A ideia de andar na rua com objectos estranhos na cabeça, ou tiaras, ou véus, ver strippers, beber até cair, receber prendas de fazer corar e afins, nunca me seduziu e sinceramente duvido que um dia vá achar piada. Claro que há despedidas mais calmas, jantares com amigas, cinema, uma ida calma a um bar, e eu ainda ponderei durante uns anos fazer algo deste género quando um dia me visse de anel no dedo. Até que o dia chegou e analisando a situação percebi que para mim não faria sentido nenhum fazer uma despedida de solteira. Com nove anos de namoro e um ano de vida em comum, o meu estado de solteira há muito tinha ficado para trás. Ia despedir-me exactamente de quê? Para além de não gostar do conceito (como se casar nos dias de hoje fosse um adeus a toda a vida que se tivesse antes), já não me sentia solteira, pelo que abdiquei alegremente de tal ritual. Uma decisão simples para mim mas complicada para outros que ainda hoje não compreendem porque o fiz e acham que apenas quero fugir aos strippers, tentando assim convencer-me a fazer almoços e jantares de amigos. E isso eu faço, claro que faço e com todo o gosto, mas escusam de lhes chamar despedidas de solteira quando são almoços e jantares normais entre amigos.

O Jack por sua vez decidiu que até alinhava numa despedida de solteiro e desde que anunciámos o noivado tenho tido que aguentar os mil e um planos que o padrinho decide partilhar comigo, como se eu fosse parte activa neles. Estabeleci apenas algumas regras:
  • Não poderia ser na véspera do casamento pois se eles têm o direito de se divertir, eu também tenho direito a um noivo desperto e não a sofrer de ressaca;
  • Que não fizessem nada que lhe colocasse a vida em risco ou que o magoasse. A ideia é que se divirtam e não que me transformem numa viúva ainda antes do casamento.;
  • Ele não poderia trazer doenças para casa (ide lá ver meninas a despir-se se é isso que vos faz felizes, mas as mãozinhas não tocam em nada).
Depois de muitas gabarolices de "a tal, acontece e não acontece, farei isto e tal e coiso", muitos meses à espera que me raptassem o homem e os levassem, vou-me embora sem nada ter visto. Ainda cheguei a ouvir a hipótese de se marcar a despedida de solteiro para depois do casamento (ou seja, no fundo, no fundo, eles querem é borga e a despedida de solteiro é apenas um pretexto). Agora acho que já está mais ou menos assente que será no dia da minha partida (basicamente, enfia-se a noiva num avião e dá-lhes para a asneira). Enfim, homens....Eles que se divirtam, que finjam que a vida feliz acaba no dia do casamento, que bebam para esquecer o quão idiota é esta ideia e ele que depois me envie uma mensagem a dizer que chegou bem a casa, que não lhe roubaram nenhum órgão e que a ressaca se curará de certeza nos quinze dias seguintes.

Agosto, mês dos casamentos dos emigrantes...ou não.

Tenho a sensação que enquanto que todos os casais com família emigrada têm o cuidado de escolher o mês de Agosto para a data de casamento de forma a que essa família possa estar presente, nós os dois, emigrados e com a maior parte da família do Jack a viver também no estrangeiro, decidimos simplesmente nem pensar nisso. E ainda bem visto alguns comentários que vou lendo de noivas que tendo este especial cuidado vêem os convites na mesma recusados ou comentários de que poderiam ter escolhido outra data porque aquela não dá jeito. Haja paciência, haja paciência.

Mães...

Na lua-de-mel vai haver a oportunidade de andar de barco. Ora, eu sou aquele tipo de pessoa que entra num barco cheia de energia e sai de lá verde verdinha, e aqui entre nós não estou com grande vontade de passar uns dias enjoada à custa desta brincadeira. Assim, vou ponderando colocar o homem no barco enquanto eu fico em terra a beber uns suminhos e a dizer-lhe adeus com um lenchinho, esperando que ele regresse algum tempo depois. Mas também me custa porque à parte o enjoo, eu até gosto da experiência e não me apetece não participar. Ah, e comprimidos para o enjoo? Pois, da última vez que estive nos Açores fui à farmácia pedir um e enjoei como se não tivesse tomado nada. Cada vez que se via um golfinho ou uma baleia, os motores do barco paravam para não assustar os animais e eu deixava de receber aquela aragem fresca em cheio na cara que me fazia manter de pé. A certa altura já nem sabia se queria ver animais ou se preferia que eles não aparecessem para o barco continuar a andar e eu não enjoar ainda mais. Em conversa com uma amiga do Jack que faz mergulho mas também enjoa, apontei os comprimidos para o enjoo que ela toma e que diz serem infalíveis. Sendo céptica, comentei esta semana via skype com a minha mãe:

- Pois, não sei se vá no barco ou não...Tenho aqui o nome de uns comprimidos para o enjoo, mas lá porque funcionam muito bem com os outros podem não funcionar comigo e não me apetece estar no barco e descobrir isto mesmo....
- Qual é o nome dos comprimidos?
- XXXXX
- Ah, esses funcionam de certeza. São muito bons!
- Huuum....como sabes? (Não tenho ideia de alguma vez ela ter tido estes enjoos)
- São os que eu recomendo aos cães quando fazem viagens de carro ou de avião para não enjoarem!

Ah, pronto, eu não estava nada descansada com a hipótese de os comprimidos funcionarem com outras pessoas e não comigo, mas se funcionam com os cães, não há hipótese de erro....

21.4.14

Pestanas, senhores, pestanas!

E quem é que já se cruzou com um carro com.....pestanas, quem foi, quem foi?
Há cada moda, senhores. Qualquer dia chegamos à Sephora e encontramos promoções num rímel de um quilo para este tipo de pestanas....

Pequena alegria


E o bem que me sabe ser feirado hoje e ter o Jack por casa? :)

O drama, a tragédia, o horror

A semana passada, estendia eu a roupa e deparo-me com uns auscultadores embrulhados no meio da roupa. O primeiro pensamento lógico foi pensar o que raio estavam ali a fazer os auscultadores do Jack. E o segundo foi lançar-lhe uma praga por o homem não ter verificado os bolsos das calças antes de as colocar na roupa suja. Comecei a puxar por eles e percebi nessa altura que não eram os dele mas sim os meus. Ainda assim, nem nessa altura se fez luz e continuei a puxar por eles sem perceber a que raio estariam agarrados que os prendesse daquela maneira. Até que o vi. Reconheci aquele vermelho, aquelas letras gravadas com uma mensagem personalizada: o ipod que o Jack me ofereceu pelos meus 25 anos. Lindo, tinha acabado de lavar o ipod no programa ecológico para algodões. Sem hesitar dois segundos agarrei nele, peguei num frasco vazio, deitei arroz lá para dentro, enfiei o ipod no meio do arroz, fechei o frasco e liguei para o Jack de lágrimas nos olhos perante tamanha estupidez. Mal atendeu, disse-lhe logo "Matei o ipod!", ao que respondeu horrorizado "Mataste uma raposa?!?!?!?!?!". Confusão ultrapassada e ele até ficou aliviado por ter estragado o ipod e não o carro. Pfff, homens. Nos dias seguintes o ipod viajou entre o frasco de arroz e o interior do carro colocado ao sol, de forma a que libertasse o máximo da humidade que tivesse. Hoje o Jack formatou-o e à parte pequenas falhas está a funcionar. E eu (embora convencida que isto é apenas para me enganar e que ele vai morrer de um momento para o outro) estou satisfeita. Mas e agora quem é que cala o Jack que não pára de se gabar da qualidade dos produtos apple? Se continua assim, acho que lhe coloco o computador e o iphone na máquina também. Depois quero ver se ainda fala da qualidade....

20.4.14

Dieta é...

Comprar dois ovos kinder para a Páscoa  e guardar o meu para apenas comer depois da lua-de-mel....

(Falhar a dieta é comer quase todo o ovo do Jack. Enfim, não se pode ser forte sempre).

19.4.14

Quero toda a gente a enviar energias positivas

As ordens dadas aos meus avós eram claras:
  • Sair o mínimo de casa
  • Agasalharem-se bem
  • Comerem sopas quentinhas
  • Beberem muita água e chás
  • Não se empoleirarem em cima de nada
  • Não adoecerem
  • Não partirem nada
Isto até ao casamento, mas após este eu voltaria a dar as mesmas ordens para os próximos 30 anos porque não estou preparada para que algo aconteça aos meus avós tão cedo. Hoje soube que uma das minhas avós se constipou a sério. E ainda tentei ralhar com o meu avô quando me contou que ela tinha apanhado frio e depois calor e tinha sido esse o problema. Mas a explicação desarma qualquer um...
Apanhou frio porque estava com a tensão alta e ele levou-a ao médico.
Apanhou calor porque depois foram ver a quinta onde casarei para terem a certeza que ele (o motorista do carro antigo onde iremos) não se engana no caminho no grande dia.
E é por isto, por serem uns preocupados um com o outro e por terem esta vontade de agradar aos netos, que agora a minha avó de porcelana está assim, doentinha e cabisbaixa. Oh, Deus meu, põe-a boa rapidamente. Não gosto nada de a ver assim.

Ai

E apercebi-me agora que daqui a uma semana vou estar enfiada num avião e tenho de preparar até lá uma mala para três semanas, sendo uma delas a lua-de-mel. Ai, que eu não gosto nada de preparar malas para muitos dias....

Afinal quem manda?

No fundo, no fundo, apercebo-me agora, um casamento não pertence aos noivos. Até se pode achar que sim, que são eles que tudo decidem e escolhem, que o dia será feito à imagem deles e tudo será feito para seu agrado. E há mesmo noivos (como nós) que achando isto mesmo, batem o pé, ignoram tradições, insistem naquilo que querem. Mas como em tudo na vida, há sempre algumas cedências para agradar àqueles que mais amamos, impulsos refreados para pensar primeiro nos outros e escolhas pensadas não apenas em nós. E mesmo que se tente, mesmo que os noivos façam aquilo que querem e desejam, mesmo que comprem o que mais lhes agrada, que sigam apenas as tradições que mais lhes convêm e ignorem todas as outras, a vida não os torna surdos e tudo se ouve. É a tia-avó que não gosta dos vestidos modernos e faz questão de torcer o nariz cada vez que se fala do vestido, o tio sentido porque não se contratou o seu amigo fotógrafo e agoira o trabalho do fotógrafo escolhido, a avó que não acha a ementa digna para um casamento e não se cansa de o dizer, a madrinha que embirra com os sapatos escolhidos e afirma categórica que não haverá casamento enquanto não forem escolhidos outros sapatos, a cabeleira que funga enquanto arranja um cabelo da forma pedida porque para ela o penteado deveria ser outro, a amiga que olha horrorizada para a discreta maquilhagem escolhida porque uma noiva actual deve apostar nas sombras fortes e coloridas, o avô que relembra as tradições de família e que o continuará a fazer até à porta da igreja numa tentativa vã de ver alguma a ser seguida, o padrinho que critica as alianças escolhidas como se fosse ele a usá-las, a tia que abana a cabeça perante o planeamento do dia e afirma que nunca viu um casamento assim e portanto não o faremos dessa maneira, entre muitas outras coisas. Algures na história dos casamentos, os convidados passaram a achar que o dia é deles e são eles a mandar, não interessando a opinião dos noivos que não têm outro remédio se não fazer orelhas moucas. E ainda ontem comentava eu com o Jack "Vá lá que o nosso casamento será simples e tradicional. Não quero imaginar o que ouviríamos e o que nos tentariam impingir se decidíssemos na casar na praia, em Las Vegas ou com o tema gótico."

18.4.14

Dúvida, dúvida....

Tentei inventar uma receita e olhando para o forno o resultado não é bonito e eu imagino que o sabor não esteja muito melhor. O Jack está a dormir e espera que eu o acorde para jantar. O que faço? Testo o quanto ele gosta de mim acordando para ele jantar uma mixórdia esquisita, ou provo-lhe o meu amor deixando-o dormir e amanhã faço-me de sonsa e digo-lhe que nem jantar lhe fiz uma vez que ele estava a dormir tão profundamente?

A Páscoa

Eu andei na catequese até fazer o Crisma e ia todas as semanas à missa graças ao Escuteiros. E ainda assim a Páscoa para mim não tem qualquer significado religioso. Para mim a Páscoa leva-me à infância, às visitas ao meu avô paterno e à minha bisavó e tias-bisavós do Ribatejo. Leva-me aos ovos de chocolate e amêndoas com que eu e o meu irmão éramos presenteados nestas nossas raras visitas, leva-me às sopas fortes que a minha bisavó fazia e que eu adorava mesmo que estivesse sempre de olhos nos chocolates. Leva-me à casa dos meus avós paternos e avó materna com as suas tacinhas sempre cheias de amêndoas de chocolate, aos olhares de falcão dos meus pais e avós para que não roubássemos uma de 30 em 30 segundos. Leva-me à família reunida, às gargalhadas e às histórias tão nossas. Nunca ofereci um ramo à minha madrinha nem nunca recebi um folar. Tenho ideia de por vezes receber uma lembrança dela por ser sua afilhada, mas não tenho a sensação de algo obrigatório pois ainda hoje não é algo que espere que ela ofereça. Cresci a almoçar com ela todos os domingos por isso a Páscoa era até uma altura em que não estávamos juntas devido às visitas que a minha família fazia. Não me interessa se como carne ou não, não me sinto mal se o fizer e respeito se comer em casa de alguém que queira cumprir a tradição, aceitando o que me derem a comer. Para mim a Páscoa é infância. E por isso nem é uma altura em que me custe muito não estar com a família e não seguir tradições. Por aqui, com a família do Jack, não sei o que me espera pois penso que também não ligam muito. Mas sei que já cumpri com a única coisa que me traz a minha infância, a minha Páscoa: comprei um ovo de chocolate. :)

Ninguém?

Quem quer uns vizinhos para a troca? É que eu nem vendo os meus, eu dou-os! Ofereço-os! E ainda lhes coloco um laço na cabeça para ficarem com um aspecto de embrulho. A minha consciência obriga-me é a avisar-vos que são as pessoas mais burrinhas, com ares de superior e sem respeito nenhum pelos outros que há à face de Terra. Digamos que não estão prontos para viver em sociedade, mas enfim, isso são pormenores, certo? É que a cavalo dado não se olha o dente.
Hoje conseguiram a verdadeira proeza de me porem a falar francês comigo ainda praticamente de olhos fechados de sono. Tudo graças a um estúpido carro/mota/skate que os queridos filhinhos fazem questão de andar por casa. Sendo as rodas de plástico, a rolar sobre mosaico, a barulheira é imensa e a sensação é que está um avião a levantar voo dentro de casa não permite trabalhar, nem falar ao telefone, nem ver televisão ou dormir. Eu que passo os dias em casa é que levo com isto a maior parte das vezes e por isso supliquei ao Jack que fosse falar com os vizinhos para lhes explicar a situação. Depois de muitas súplicas, lá foi ele. Achei eu que o problema estava resolvido: errado. Estiveram para aí uma semana sem fazer esse barulho (estou a tentar ignorar todos os outros) e depois voltaram ao mesmo. Não me interpretem mal: eu sei que havendo criancinhas num apartamento, é normal que se oiçam barulhos. Oiço as brincadeiras, os choros, as birras, os gritos, as gargalhadas, mas também acho que há um limite e quando me vejo obrigada a desligar o telefone porque não oiço nada, o limite para mim foi atingido. E hoje, mais uma vez ao longo de muitos meses, acordei com o raio do avião a levantar voo no corredor de casa e nem pensei um segundo. Vesti a primeira coisa que vi, subi as escadas a confirmar que não tinha vestido a camisola ao contrário e bati à porta a pensar que se calhar tinha sido boa ideia olhar para o espelho e ver se não estava com remelas e qual o estado do cabelo. Nada. Só continuava a ouvir os miúdos. Bati novamente (com força e insistentemente). Nada. Esperei. Nada. Bati novamente. Percebi que a barulheira era tanta que nem me ouviam bater à porta. Acho que estive sem exagerar 10 minutos à porta dos vizinhos a bater à porta já com o punho fechado para se ouvir bem. Nada. Até que um dos miúdos ouviu e chamou pela mãe. E assim me apareceu ela de camisa de dormir vermelha com renda preta (acalmem-se os homens que ela não é nenhuma estampa nem de cara nem de corpo) a perguntar o que queria eu. E eu ainda com voz rouca de sono expliquei que aquela brincadeira é demais, que é impossível viver assim com aquele barulho, que não dá para fazer nada pois não se ouve nada e que agradecia que parassem. E ela olhou para mim como se eu tivesse acabado de lhe dizer "Importa-se de cortar as unhas com menos barulho? É que o barulho é imenso!", murmurou um "está bem" incrédulo e fechou a porta sem sequer pedir desculpa. Eu ainda suspeitaria que o meu francês matinal a poderia ter levado a não compreender (sei que disse erros pois nem preparei o discurso) mas aposto mais numa grande falta de respeito e numa completa ausência de conhecimento de que não estão sozinhos no mundo. Ao menos, pararam com a brincadeira e estão apenas a lançar coisas ao chão com toda a força. Ninguém os quer mesmo? Dou um chocolate como brinde extra.

17.4.14

Não gosto de dias assim

Não gosto de dias que correm sem ser como eu os planeei, ou sobretudo ao contrário do que eu os planeei. Não gosto de pensar que vou passar o dia em casa e de repente receber um convite para um almoço à última hora, o que faz com que me enfie no banho num ápice e saia de casa ainda com o cabelo a pingar água (e ninguém sabe como este cabelo fica quando o deixo secar assim livremente....). Não gosto quando os assuntos que seriam tratados durante o almoço não o são, o que significa que não posso regressar a casa e tenho sim de dirigir-me ainda a outro lado para tratar deles. E tratados estes assuntos, então "espera aí duas horas e pouco sossegadita" que aproveitamos estar na zona para tratar de outras coisas. E já que também estamos na zona, aproveitamos e passamos por ali para tratar de mais uma coisa. E nisto chego a casa à hora do jantar, sem ideias do que fazer para cozinhar e já sem ver nada à frente a não ser todas as tarefas domésticas que tinham pensado fazer e que não fiz. Decretei que vamos jantar fora. Mereço.

O Jack (ou outro)

Ontem enquanto ouvíamos música para decidir se queremos que algumas passem nalgum momento em especial, deparámo-nos com Marilyn Manson. Eu, adepta de músicas calmas, torci o nariz, o que fez o Jack começar a gozar comigo:
- Oh, até parece que não gostas. Imagino-te mesmo daqui a um ano a ouvires Marilyn Manson dentro do carro!
- Nop, não gosto deste tipo de música.
- Oh, sim, sim, imagino-te bem a ouvir isto dentro de um porsche.
- É um pouco impossível pois como bem sabes para além de não gostar da música também não gosto dessa marca de carros.
- Oh! Tu não sabes do que gostas! Pois digo-te eu que daqui a um ano vais estar num porsche a ouvir Marylin Manson!
- Com outro homem ao meu lado.
- Hã?
- Sim, se não sei do que gosto escolhi muito provavelmente o homem errado para casar. Tenho um ano para encontrar o certo!

Que fique aqui escrito que como retaliação recebi um dedo espetado com tanta força num braço que muito provavelmente dará origem a uma nódoa negra. Ele mete-se a jeito e depois não gosta de ouvir as coisas....=P


16.4.14

Partidas no casamento? Não, obrigada.

Acabei de ir parar a um site com partidas realizadas em casamento e ainda estou em choque. Eis uns exemplos:
  • Lançar baldes de água aos noivos à saída da igreja (matava o engraçadinho);
  • Raptar a noiva e pedir um resgate ao noivo (mas está tudo doido??);
  • Não aparecer ninguém na cerimónia (que mau...);
  • Roubarem os bonecos de noivos do bolo (para quê?);
  • Lançarem alguidares de arroz (isto já vi)
  • Esconder alguém debaixo da cama na noite de núpcias que só dará a conhecer a sua presença de manhã (mas alguém faz mesmo isto??)
  • Sujar o carro todo aos noivos (ui, que divertido...);
  • Colocarem um anúncio com a casa à venda e o número de telemóvel dos noivos (idem)
  • Furarem um pneu ao carro dos noivos (really??)
  • Prenderem os envelopes oferecidos pelos convidados a um leitão e soltarem-no para que sejam os noivos a apanhá-lo (era eu, era....sentava-me à espera que o engraçadinho fizesse o trabalho).
  • Colocarem um balão no interior do bolo de casamento (enfim...)
  • Porem uma criança a gritar ao noivo durante a cerimónia "Papá, porque é que deixaste a minha mãe??" (really??)
Agora a pergunta: sou só eu a achar que nada disto tem piada? É verdade que para começar eu não acho piada nenhuma a partidas. Surpresas, brincadeiras, vá, ainda passam se a ideia for agradar à pessoa surpreendida. Mas as partidas têm como único objectivo fazer rir toda a gente das figuras tristes dos visados, e para isso eu não tenho qualquer paciência. Só a ideia de que possam realizar partidas (estas ou mais leves, porque no fundo o objectivo é sempre o mesmo) no casamento, é coisa para me fazer sentir os nervos todos a contraírem-se. É assim tão complicado entender que os noivos neste dia se querem divertir e não ser alvo de brincadeiras parvas que só farão rir os outros? Que se se convidam a família e os amigos é para poderem estar com eles e não para ter pessoas a pregar partidas (para isso contratavam palhaços)? Enfim, se calhar sou só eu que penso assim....

Sim


Há pouco tempo, tivemos um lanche cá em casa com primos do Jack: uns acabados de chegar a França, outros a viver no Luxemburgo. No dia seguinte o irmão do Jack comentava comigo:

- É esquisito, sabes?
- O quê?
- Ver aquele lado da família aqui connosco.
- Porquê?
- Porque eles são a nossa família portuguesa, aqueles que nos habituámos a ver quando íamos a Portugal no Verão, aqueles que lá ficavam quando nós regressávamos a França, era a nossa família de lá e agora estão aqui. É esquisito. E um verdadeiro sinal de como as coisas estão em Portugal....

E eu não pude deixar de concordar com ele.

15.4.14

Qual deles o pior....:)

Há coisas que uma pessoa só descobre quando começa a planear um casamento. E uma delas é que há um mundo de bonecos para o topo do bolo de casamento.

Ora são elas que os apanham (destes há muuuuitos)...







 (e não os deixam fugir de todo....)

...ora são eles que não as querem deixar escapar.


Há os demasiado íntimos...
...os que são uma verdadeira ameaça...


...e os quem nem a morte separa.






Os perigos da Internet

Eu podia falar-vos dos piratas informáticos e dos vírus, mas não é sobre isso que este post foi escrito. Podia falar-vos também das identidades desconhecidas e inventadas por trás de um ecrã e dos perigos que isso traz, mas também não é sobre isso que quero falar. Podia falar-vos da exposição demasiado pública da vida privada e das informações que são dadas sem pensar, mas também não é isso. Um dos verdadeiros perigos da internet é que esta é um mundo e que nela habitam toda a espécie de memórias e coisas passadas. E é assim que uma pessoa, sem saber muito bem como, dá de caras com o videoclip de uma das suas músicas de infância e percebe que nunca, mas nunca, mas nunca mais a ouvirá da mesma maneira que a ouvia antes. 



Não sei o que me fez abrir mais a boca: se a cara do Rui Reininho (parece um boneco de plástico), se os calções masculinos curtinhos da moda da altura (já disse ao Jack que este Verão lhe arranjo uns), se o descobrir que a música não é sobre um adolescente e uma adolescente (nada contra, mas é inesperado), se tudo junto e mais umas coisas. Oh, Internet, porque é que existes??

14.4.14

A madrinha

O post anterior foi uma participação num desafio lançado pelo Shiuuuu, em que cada blog deve publicar um segredo. Este foi o meu e é, claro, verdadeiro. :) Penso que ainda não tive oportunidade de falar aqui no blog nos padrinhos escolhidos. No nosso caso não escolhemos cada um dois padrinhos nem escolhemos para padrinhos os pais, os avós ou os padrinhos de baptismo (como é tradição nalguns sítios). Teremos então dois padrinhos no total e estes estão escolhidos desde que começámos a namorar. 

Bem, na verdade a madrinha de casamento está já escolhida por mim desde os 17 anos em que, sentada na cama dos meus pais, com o telefone na mão assegurei a uma das minhas melhores amigas que um dia ela seria a minha madrinha de casamento ou madrinha de um dos meus filhos. E a ideia manteve-se. Anos mais tarde comecei a namorar o Jack, e um dia em que falávamos do futuro, casamentos, filhos, etc, eu disse-lhe quem queria para madrinha de casamento. E ele, que a conhece, aceitou, e disse-me que no caso dele gostava de ter o irmão como padrinho. E assim, após 9 anos de namoro, joelho no chão e anel no dedo, voltámos a falar de quem seriam os nossos padrinhos de casamento. E eu, pela amizade que nos une e por ela ter apoiado e acreditado neste namoro desde o início, mantive a minha ideia. Assim como ele. Ainda ponderámos escolher cada um de nós uma madrinha e um padrinho, perfazendo quatro no total. Mas seguimos o coração e se estes dois tinham sido, para nós, as únicas escolhas dos últimos anos, então seriam eles os dois e apenas eles os dois. Convite feito e aceite (também não tinham outro remédio), e nós estamos contentes com a nossa escolha. Acho que temos sido uns noivos fofinhos e não temos dado trabalho nenhum aos padrinhos, nem lançado despesas para as costas deles por ser essa a tradição, pois não os escolhemos pelo que nos podem oferecer (já vi quem o fizesse) mas sim porque são importantes para nós. O padrinho deixa-me um bocadinho a cabeça em água com os planos para a despedida de solteiro do noivo (não-quero-ouvir-não-quero-saber-não-quero-ouvir-não-quero-saber) e a madrinha tem desempenhado na perfeição o papel de dizer o quão maravilhoso é o vestido e aprovado todas as nossas escolhas, elogiando cada ponto (e isto sabe tão bem :)). No fundo, acho que da mesma forma que as 11 anos me apaixonei irremediavelmente por aquele miúdo de sotaque esquisito e soube que ele seria o meu príncipe encantado, também soube aos 17 anos que não poderia haver outra madrinha de casamento que não ela. 

Segredo


Vou casar agora, com 29 anos, mas a madrinha de casamento foi escolhida quando eu tinha 17 anos e quando ainda nem namorava com o meu noivo. :)

O dia do nó

E esta música que não me sai da cabeça?  Para o que me havia de dar...



Mau-humor

Os despertadores tocariam às 5h00 da manhã e eu estava, às 4h30, com uma insónia capaz de deixar qualquer santo de mau-humor. Claro que adormeci finalmente minutos antes da barulheira infernal nos avisar que eram horas do Jack iniciar mais uma semana de trabalho. Tardei novamente em voltar a adormecer. E quando finalmente o consigo, quando finalmente estava a ter o meu sono profundo, um dos vizinhos decidiu que nada melhor do que começar o dia a usar o martelo e o berbequim. Obrigadinha, a sério, muito obrigadinha...Hoje não falem comigo. Esta é uma das piores maneiras de me acordarem, ainda por cima depois de uma noite destas.

11.4.14

Aaaaarrrrghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Hoje é o último dia de aulas dos miúdos antes de mais quinze dias de férias!! 
Aaaaarrrrghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Mas serei a única a achar que as escolas francesas passam o tempo de férias (e com professores a faltarem logo um mês ou dois de seguida, como tenho visto)?? Não estou, juro que não estou, preparada para 8 miúdos fechados nos apartamentos nas próximas duas semanas com música aos berros, birras de cinco em cinco minutos, gritos, jogos estúpidos, choro, muito choro, coisas constantemente a cair, birras, gritos, saltos, quedas, mais choro, raspanetes, pais sem paciência e aos gritos, mais choro, portas a bater, bolas saltitonas, filmes com o volume no máximo, histerimos, mais choro, gritos pelas escadas acima e abaixo. Não estou, a sério que não estou. Não aguentavam mais quinze dias de aulas? É que assim ficavam de férias quando eu já estivesse por terras portuguesas. Mas não, mas não, tinha de ser agora. E quando finalmente acabarem as férias deles, vou eu para Portugal. Se calhar vou já avisando os meus pais que se me virem a chegar ao aeroporto com tiques estranhos e os nervos em frangalhos, é natural após a tortura pela qual passei durante duas semanas.

Quem me manda ser assim?

Ontem jantámos raclette e quando colocava os pedinhos de carne na pedra quente para cozinharem lembrei-me, como me lembro sempre, da noite em que queimei a língua com esta brincadeira. Foi nos Açores, num jantar de amigos, em que os pratos escolhidos vinham crus para a mesa e eram cozinhados numa pedra quente individual. Eu sou extremamente esquisitinha no que toca a carne crua, não gosto de lhe tocar e nunca sequer como o que quer que seja que esteja mal passado. Em casa, tenho uma tábua diferente para cortar a carne e tanto esta como a faca utilizada são depois colocadas sob água praticamente a ferver após utilização, e depois lavadas. No tal jantar deparei-me com o dilema de ter apenas um garfo com o qual teria de colocar a carne crua na pedra quente e usá-lo para comer o resto da refeição. A ideia de levar à boca um garfo que tinha acabado de espetar em carne crua não me seduzia nada e sem querer arranjar confusão, optei por de cada vez que colocava a carne na pedra quente, deixava os dentes do garfo pousados também na pedra, para que estes estivessem também sujeitos a altas temperaturas. Depois era só esperar que arrefecessem o suficiente para continuar a comer. Até ao momento em que distraída retirei o garfo da pedra e o levei directamente à boca. Ainda estou para saber como é que não dei um berro e como é que ninguém reparou nas lágrimas que me vieram aos olhos. Não dei parte fraca e não me queixei a ninguém, mas as marcas dos dentes do garfo que ficaram na língua nos tempos seguintes ainda estão bem assentes na memória. E fazem com que cada vez que estou numa situação semelhante, esteja muito, mas muito, muito atenta àquilo que estou a fazer. 

10.4.14

O noivo

Este blog pertence-me e por isso é natural que fale mais da minha experiência no noivado, do meu ponto de vista de noiva, e não tanto do Jack, que como é óbvio tem tanta importância neste assunto quanto eu. Um passeio rápido pela net faz-nos facilmente ler testemunhos de várias noivas no que toca aos seus parceiros: há aquelas que dizem que ele participa tanto como elas e o entusiasmo é igual (ou maior), há aquelas (muitas) que se queixam que eles não querem saber e delegam nelas todas as escolhas e decisões, há aquelas (também muitas) que nem sequer põem a hipótese de dar qualquer oportunidade de o noivo se expressar quanto a algum assunto do noivado pois este é o sonho delas de crianças e já têm tudo mais do que decidido e planeado e há aquelas para quem é natural que sejam elas a tratar das coisas pois são elas as noivas e é esse o papel delas, entre muitos outros testemunhos. 

No nosso caso, o Jack sabe quem tem ao seu lado e sabe a minha opinião sobre este assunto: se um casamento é uma decisão dos dois, se somos os dois a casar, então o planeamento da cerimónia é a dois também. Não tenho feitio para planear sozinha um casamento que não será unicamente meu. Por isso todas as decisões foram tomadas em conjunto. Tivemos no entanto em consideração o tempo disponível: o meu estatuto de desempregada dá-me tempo livre, muito mais do que aquele que ele tem, com dias em que facilmente passa 15 horas fora de casa. E deste modo, todos os contactos com quintas, fotógrafos, coro, cartório, padre, empresa dos convites, etc, foram e são feitos por mim, disponível para telefonar, elaborar os e-mails e responder rapidamente. Depois dou-lhe conhecimento de todas as respostas e em caso de necessidade de tomar uma decisão, analisamos os dois a situação. 

No que toca aos feitios, eu sou a stressadinha do casal (mas cada vez menos stressada com o passar dos anos), a insegura nalgumas coisas, a que herdou a característica paterna de gostar de ter tudo planeado e esquematizado, a que se sente bem em tratar de certas coisas mais cedo do que mais tarde. Ele é o descontraído, aquele que acha que haverá sempre tempo para tudo, que não gosta de planear as coisas, que acha que tudo se resolve e com uma certa aversão a tratar já de algumas coisas se as pode deixar para a semana seguinte. Poderíamos ter passado o noivado a chocar mas acho de alguma forma nos completámos.

Falando especificamente do noivo, o Jack é portanto aquele tipo de noivo que não stressa com a cor das toalhas (e ainda bem), que não faz questão de ser ele a tratar de tudo, mas também não é aquele tipo de noivo que desde que apareça na igreja à hora certa já acha que cumpriu a sua parte. Entende que o casamento é dos dois e as decisões também, mesmo que as tente adiar um pouco, o que faz com que eu tenha por vezes de lhe dar na cabeça para que ele se junte a mim e analise a situação comigo. Por outro lado, eu também o compreendo no sentido que há semanas em que mal nos conseguimos sentar os dois a conversar um pouco sobre o nosso dia, quanto mais tomar decisões. Há semanas em que o trabalho o irrita e cansa, e ele não tem cabeça para estar disponível. Não posso por isso dizer que o Jack seja aquele tipo de noivo que só fala do casamento e que pensa nele a toda a hora mas aqui entre nós, se eu tivesse o trabalho e os horários dele, acho que nem me arriscava a casar com medo que o cansaço constante me levasse a dizer mal o nome da noiva em frente ao padre. Mas ele está aqui nos momentos certos, descontraído à sua maneira e com o espírito que no fundo eu também tenho "Sem stress, é apenas um casamento". :)

Falta...

...1 mês. :)



9.4.14

Juro-vos

Se eu desse rédea solta aos meus avós, eles tinham-me programado o casamento até ao ínfimo pormenor. O entusiasmo neste momento é tal que se eu não coloco o pé um bocadinho no travão ainda me arranjam outro vestido, outro padre, outros convidados e até outro noivo. Eles querem é tratar de coisas. Isso e organizar passo a passo o dia do casamento. Estou a um bocadinho de assim de até ver colocado na agenda do dia o momento exacto em que vou poder ir à casa-de-banho. Alguém que os segure!! :)

Só ele....:)

O Jack tem um cliente chamado Jimmy. De vez em quando, o nome vem à baila e certo dia, por brincadeira, comecei a referir-me a ele como Jimmy Choo, brincando com o nome dos conhecidos sapatos. O Jack achou piada ao nome e passou a referir-se ao cliente também deste modo.
Há uns tempos chega ao pé de mim com um ar confuso e diz:
- Sabes que há uma loja em Paris que se chama "Jimmy Choo"?
- Acredito. Vende sapatos?
- Já lá estiveste??
- Não, mas sei que há sapatos da marca Jimmy Choo, daí brincar com este nome chamando o teu cliente assim.
- O quê?? Não foste tu que inventaste o nome "Jimmy Choo"????

Definitivamente não me estou a casar com ele pelo seu interesse e conhecimentos profundos em moda...:)

8.4.14

:D


Que divertido (not)

E assim andamos na bela fase de andar atrás de quem não nos deu qualquer resposta. Na verdade, não é bem "andamos" mas sim "o Jack anda" pois são mais os convidados deles que não deram notícias. Neste momento, eu tenho apenas três esquecidos, primos da minha mãe, e será ela a ligar-lhes e a perguntar, pelo que a mim me cabe apenas o papel de chata e de andar atrás do Jack a dizer "Vá, manda lá mensagem ou liga a estas pessoas para sabermos se vão ou não". E ele resmunga e eu compreendo. Porque sim, é chato, porque as pessoas podiam ler o convite e ver que temos lá 4 contactos por alguma razão, porque não somos bruxos e não adivinhamos mesmo que as pessoas tenham decidido ir mal souberam do casamento, e porque é ainda mais chato saber que algumas pessoas já tomaram a decisão e já o disseram a outros membros da família, mas nada a nós. E depois temos de ser nós a ir atrás das pessoas, a perguntar-lhes como se estivéssemos a cobrar algo, a insistir como se os tivéssemos convidado para o programa mais seca do mundo. Mas já vamos tendo algumas respostas, ao menos isso...

7.4.14

Apontando


Eu vou apontando num caderno que aqui tinha por casa as coisas relacionadas com o casamento. É nele que escrevi as quintas que tinha visto na net, e depois as quintas a quem tinha pedido orçamento e por fim, as quintas que queria visitar. Nele escrevi também as lojas de vestidos de noiva que queria visitar, as lembranças que queria comprar, ideias que tive. Também lá tenho a lista dos convidados, a lista das mulheres e dos homens para as lembranças, a lista e morada daqueles a quem teria de enviar o convite por correio, e a lista daqueles a quem entregaria em mão em Portugal e em França. É um caderno normal, não fiz nem vou fazer um diário de noiva com amostras de tecido, fotografia dos sapatos e coisas assim. Mas é o caderno onde vou apontando estas coisas e que guardarei para memória futura. E hoje enquanto apontava as viagens de avião para Portugal, para a lua-de-mel e de regresso a França, com os seus horários e cidades diferentes, pensei que um dia terá a sua graça mostrar este caderno aos meus filhos. E depois pensei que corro o risco de eles olharem com estranheza para estes dados e comentarem "Demoravam duas horas de avião para França??". Porque no futuro tudo muda e este caderninho terá os dados de um casamento "à antiga" para estas gerações futuras.

Dieta? Qual dieta?


Como dizia eu no outro dia a um amigo meu: há demasiado chocolate no mundo para se conseguir fazer dieta. Ou então sou eu que sou uma fraca. Mas o facto de os supermercados estarem cheios de amêndoas, ovos de chocolate, coelhos de chocolate e afins, não ajuda nada. E eu ando de olho num ovo kinder dos grandes! :)

6.4.14

Sabrinas :)

E ontem foi dia de irmos comprar os nossos sapatos. :) 
Próximo passo: não nos esquecermos de os levar para Portugal.


4.4.14

:)


Acho esta imagem uma ternura, mesmo achando a sério que o meu pai vai se portar como um senhor e não vai verter nem uma lágrima (mas também achava isso da minha mãe e ela já me avisou que há a possibilidade de se "emocionar").

Consigo ser mais branca que o Jack, que é um autêntico copo de leite...

Uma pessoa sabe que é mesmo, mesmo branquinha quando usando a base mais clara de diferentes marcas, repara que todas elas lhe dão um leve tom à pele, ou seja, não são tão claras como a pele que se tem. Nos últimos anos o tom da minha base é o "Porcelana". Talvez deva sugerir à marca fazer um tom ainda mais claro chamado "Líxívia", "OMO" ou "Tide, branco mais branco não há".

3.4.14

Nalgumas coisas, França e Portugal são tão iguais...

Recebi uma carta do centro de emprego a marcar uma reunião exactamente para a altura da minha lua-de-mel (tantos dias à escolha durante o ano e tinham mesmo de ter esta pontaria). Na carta dizia explicitamente que em caso de ser necessário alterar a data da reunião é obrigatório ligar para um determinado número. Lá me enchi de coragem e liguei. E depois de muitas conversas com máquinas, muito acatar de ordens ao melhor estilo de "Se tem a certeza que quer falar connosco, prima 1 - Coloque o seu código postal - prima 1 para confirmar o código postal - Se quer adiar uma reunião, prima 2 - Se tem a certeza que quer adiar uma reunião, prima 2 - Para confirmar que quer adiar uma reunião, prima 1 - Coloque o número do seu dossier - Confirme o número do seu dossier - Se ainda tem a certeza que quer falar connosco, prima 1 - E agora prima asterisco - E agora prima cardinal - E agora prima um número à escolha enquanto faz o pino e tenta beber um copo de água - Se ainda quer falar connosco prima 1 - Muito bem, agora espere uma eternidade até nos apetecer atender a sua chamada", fui finalmente atendida por alguém a quem expliquei a minha situação. Resposta dada: escusava de ter ligado porque tem é de ir à sua página pessoal na internet e preencher o formulário X. Mas alguém me explica porque raio então é que a carta diz que é obrigatório ligar para aquele número?? É só mesmo para fazer os desempregados gastarem dinheiro que não têm? É para justificar o emprego da pessoa que atende aquele telefone? É para quê, senhores?

Claro que a chantagem não tardou em chegar

Dez minutos depois de me ter anunciado a compra do puzzle, diz-me:

- Bem, disseste que este puzzle era para ti o que aquele carro especial é para mim. Comprei-te o puzzle em cinco minutos. Vais demorar muito a oferecer-me o carro?

Só por causa disto, quando construir o puzzle, tiro uma foto e desmonto-o todinho, todinho antes sequer de ele o conseguir ver montado. Humpf.

2.4.14

As respostas

Pois é...chegou ao fim o prazo para a entrega de respostas aos convites de casamento e tenho aqui uma boa lista de pessoas que nem sim nem sopas. Tenho a sensação que deve ser complicado ler um convite e ver que há um prazo de resposta a cumprir. Enfim, deixo aqui dois recadinhos, tanto para os noivos como para os convidados. :)

Noivos,
No que toca a respostas por parte dos convidados há um pouco de tudo:
- Há aqueles dos quais nem se espera uma resposta porque não têm outro remédio se não ir (pais, irmãos, avós, madrinha e padrinho de casamento, etc);
- Há os amigos que confirmam ainda antes de terem os convites, o que é um sossego;
- Há aqueles que seguem o pedido e enviam uma resposta dizendo se podem ou não comparecer;
- Há os esquecidos a quem mal se pergunta se vão vos dizem logo a resposta;
- Há aqueles a quem se pergunta se vão e eles não sabem, não querem saber e não tencionam saber tão cedo;
- Há aqueles que não dizem nada confiantes que na entrega dos convites deixaram bem clara qual seria a resposta;
- Há aqueles que comentaram com os vossos pais algo sobre o casamento, o que faz os pais ficarem convencidos que eles vão mas os noivos continuam sem respostas nem certezas;
- Há aqueles com uma vida tal que nem com convite entregue meses antes sabem se podem ir ou não (mas que já programaram a vida toda para ir àquele concerto especial em Junho de 2016);
- Há aqueles que confirmam que vão mas não indicam se levam a companhia ou não;
- Há aqueles que temos a certeza que nunca dirão nada e que nos fazem ter vontade de mandar uma mensagem a todos a dizer "Em caso de ausência de resposta até dia x consideraremos que não poderão comparecer".

Convidados,
Meus amigos, quando os noivos colocam no convite que devem dar uma resposta até determinado dia não é para vos chatear a cabeça, para vos obrigar a pensar na vossa vida daqui a um mês, para serem obrigados a contacta-los porque já estão cheios de saudades vossas ou para controlar a vossa vida e terem tempo de descobrir qual o plano melhor que têm para não ir ao casamento. Nada disso, acreditem. A questão é que é necessário dizer à quinta qual o número exacto de convidados, e a quinta insiste ela própria em saber com antecedência para saber o que comprar. Ora por vossa culpa, os noivos falham nesta resposta. E depois, estão a ver, há a questão das mesas. Nota-se logo que nunca tiveram a trabalheira de dispor muitas pessoas por várias mesas, sendo que a ausência ou presença de mais um, dois ou três elementos já pode modificar o esquema todo.Por isso, sejam simpáticos e façam o favor aos noivos sob pena de quando for o vosso casamento estes só vos responderem na véspera. :)

1.4.14

Dilemas, dilemas...

Os meus vizinhos fazem parte daquele grupo de pessoas que deve achar que é um serviço público colocar a música tal alta que toda a rua ouve. E eu debato-me interiormente entre a decisão de lá ir pedir para baixarem a música e a certeza que se não são inteligentes o suficiente para chegarem sozinhos à conclusão que estão a incomodar então provavelmente não entenderão o meu pedido.

Os meus vizinhos fazem parte daquele grupo de pessoas que acha um máximo subir e descer a rua com uma mota que faz mais barulho que a música (e consequentemente é necessário aumentar o volume desta para se continuar a ouvir) e que acha que estar simplesmente sentado em cima de uma mota a dar ao acelerador faz deles machos incríveis capazes de ter as miúdas todas que querem aos pés. E eu debato-me se manterei o meu lugarzinho no céu se desejar com muita força que um deles se estampe e parta a cabeça uma vez que a falta de inteligência não leva nenhum a colocar o capacete. Assim como os faz esquecer que estamos numa rua escolar, o que leva a que haja uma brigada policial a passar aqui a determinadas horas. E felizmente os polícias parecem ter um bocadinho mais de inteligência e acabaram rapidamente com a brincadeira, perseguindo o idiota que ainda tentou fugir com a mota.

Os meus vizinhos divertem-se todos os dias a mostrar-me quão estúpidos são. Será que se eu lhes disser que já estou convencida da tamanha estupidez que impera naqueles cérebros, eles acalmam um bocado?

Dia das mentiras

Quando era miúda não ligava nenhuma a este dia. Longe de mim as partidas (sempre odiei partidas) e não tinha imaginação suficiente para inventar boas mentiras. Mas nos últimos anos tenho-me desforrado e entre outras coisas já disse aos meus pais que ia trabalhar um mês para África sem telemóvel ou internet, já disse ao Jack que as coisas não andavam bem entre nós e que era melhor ir cada um para seu lado (esta podia ter-me saído cara caso ele tivesse concordado) e já inventei que ia casar. Não deixa de ser engraçado que anos depois eu esteja realmente noiva no dia das mentiras e vá mesmo casar. Este ano não há mentiras porque a imaginação não anda no seu melhor. Mas uma partida já me pregou o Jack que me levou as chaves do carro com ele. Se calhar tinha medo que eu fugisse e lhe mentisse dizendo que não voltava. :)