Uma pessoa tenta fazer dieta e vai de comer sopinha, bifes de perú, saladinhas, fruta, enquanto ignora (mais ou menos) heroicamente os chocolates e bolachas que lhe acenam na cozinha. E a balança insiste em gozar com a pessoa e nem 100 gramas faz o favor de descer durante semanas. Depois uma pessoa tem um fim-de-semana de jantares em família (hoje é outro!) e a balança acusa menos um quilo. Ou concluo que o que me faz bem é andar a ir jantar fora e a casa dos outros ou que a balança está mesmo a gozar comigo. Acho que vou ali ameaça-la com o martelo para ver se ela se deixa de gracinhas.
31.3.14
30.3.14
Estou apaixonada!
Quero, quero, quero!
E são só 33 600 peças. Coisa pouca. :) Infelizmente nunca terei uma casa com uma parede deste tamanho, por isso vou pesquisar e ver se não fizeram já este puzzle mais pequeno e com menos peças. Porque que ele é lindo, isso é. Até o Jack gostou. :)
29.3.14
O meu pequeno monstro
A minha única questão é que isto é um presente envenenado porque não tenho nem de longe nem de perto espaço cá em casa para poder fazer este puzzle. Quer dizer, se tirar todos os móveis da sala até sou capaz de talvez (talvez!) conseguir construir este pequeno monstro de 4,28 m por 1,57m. Mas é chato porque o sofá e a mesa de jantar fazem-me falta. Acho que vou ter de me contentar a olhar para a caixa nos próximos 60 anos e esperar que o lar de idade onde os meus filhos me enfiarão tenha espaço para me entreter a fazê-lo.
É por isto que eu até caso com ele :)
Desde miúda que adoro puzzles. Diz a minha mãe que com os meus primeiros puzzles eu chegava a virar todas as peças ao contrário, de forma a só se ver o lado cinzento, e era assim que construía o puzzle. Acho que estavam dados os primeiros sinais de que seria uma maluquinha por esta actividade. Ao longo da vida os meus pais foram-me oferecendo puzzles, cada vez maiores, e cheguei a ter lençóis colocados na sala para fazer os puzzles de 8000 peças. Depois faço o impensável para o Jack: tiro uma fotografia, quando me lembro, e desmonto tudo. Neste momento tenho um puzzle de 3000 peças montado (ao qual me falta uma peça) e estou proibida de o voltar a colocar na caixa, sob pena de dar um ataque ao homem. Diz que depois de tanto trabalho (meu) que lhe custa ver tudo desfeito. Já eu gosto de voltar a meter na caixa por saber que posso voltar a construir novamente mais tarde.
Ora há uns tempos falávamos exactamente de puzzles e a determinada altura mostrei-lhe o maior puzzle do mundo, da Educa, com 24 000 mil peças. E disse-lhe:
- Estás a ver aquele carro que tu tanto queres comprar e que sabes que um dia vais ter? Para mim, este puzzle é esse carro. Eu sei que um dia vou tê-lo, nem que demore muitos anos.
Chamou-me de doida e eu levantei-me para fazer o jantar. Cinco minutos depois chegou ao pé de mim e disse-me:
- Comprei-te o puzzle.
- O quêêê???
- Fui procurar à net e encontrei um promoção muito fixe. E comprei-te o puzzle.
- Estás doido!
- Não. Disseste que um dia terias esse puzzle e eu comprei-to. Vais tê-lo agora.
Muitos agradecimentos e beijinhos depois, acrescentei:
- Podias ter esperado e oferecias-me quando fizesse anos em Outubro.
- Está combinado! Quando o puzzle chegar só o podes abrir quando fizeres 24 anos!!
- Aaa....Eu vou fazer 30....
- Ah, pois, isso.
Com um puzzle deste tamanho e um noivo que me tira seis anos de cima, preciso lá eu de mais alguma coisa?
28.3.14
Irmãos separados à nascença?
Serei a única a achar que o Titoff (Christophe Junca, humorista francês) dá ares ao nosso Joaquim de Almeida?
Titoff Joaquim de Almeida
É só comigo ou a chantagem emocional não resulta com mais alguém?
É verdade que é preciso ter jeito para ser bom vendedor, apelar ao lado prático ou sensível da pessoa, criar empatia, ser convincente e utilizar os argumentos certos. Há uns dias tivemos cá em casa uma reunião com comerciais para saber que orçamento nos fariam para um produto que pensamos adquirir. E conversas à parte é fascinante toda a estratégia utilizada: primeiro chegou o elemento mais novo, simpático e bom conversador. E notem que no que toca a casas ou coisas para a casa, os comerciais olham muito mais para as mulheres, preocupados em saber o que estão elas a achar. Diz o irmão do Jack, habituado a estas lides, que geralmente são as mulheres que no fundo decidem: se elas não gostarem da casa, do chão, da cor das paredes, do estilo do sofá, geralmente o homem não compra. Portanto têm de ser elas a ser convencidas. No nosso caso, muito sinceramente, eu estava na reunião mais para treinar o meu francês e ver que orçamento proponham do que para discutir o sentido estético da coisa. E passado um bocado, isso foi notório e passou o Jack a ser o foco da conversa, pois era ele que tinha de ser convencido. Apresentado o valor e não estando nós muito agradados, a estratégia passou para a etapa seguinte: chega o elemento mais velho e com mais direitos para fazer um bom desconto. Mais uma vez o foco fui eu, até passar a dar atenção ao Jack. O preço foi baixando e baixando, mas nunca chegando a atingir o valor que queríamos. Nisto, já tinha passado bem mais do que a hora que nos tinham dito que demorariam. Comecei a ficar irritada: tínhamos um compromisso, ainda tínhamos de nos arranjar, e estávamos a começar a ficar atrasados. Não gosto de gente que não tem respeito pelo tempo dos outros. Por fim, chegámos à fase que eu menos gosto e que mais uma vez me leva a ser o alvo das atenções: a chantagem emocional. Eu não sei se as outras mulheres compram coisas com este esquema, mas eu não. Pior, irrita-me tanto que fico do contra e por muito que goste já não quero saber. E de repente ali estava um a dizer que não saberia o que dizer ao patrão, que ia ter de dizer que o negócio tinha falhado, o outro confortava-o e dizia que ele é assim, um sensível, e que passaria o fim-de-semana todo a remoer naquilo, infeliz. E tentava novamente convencer-nos enquanto o outro roía as unhas e olhava para mim com olhos de cãozinho ferido, como se eu o estivesse a escorraçar de casa num dia de chuva. Falavam-me da promoção que um receberia se fechassem aquele negócio. Apelavam à nossa sensibilidade. Não. Não me façam isto. Tive vontade de me levantar, dar umas palmadas nas costas de cada um e dizer "Vá, deixem-se lá de pieguices e façam-se homens!". E desliguei. Não ouvi mais nada do que eles disseram, sempre de olho no relógio que indicava que eles já ali estavam há 3 horas, mesmo depois de lhes termos dito que tínhamos um compromisso. Coube ao Jack despachá-los porque eu simplesmente deixar de estar de ali, mesmo estando sentada à frente deles. Querem cair nas minhas boas graças? Então não me façam gastar demasiado tempo (principalmente percebendo que estou a tentar acabar a conversa, respeitem isso e ficarei bem impressionada) e nunca, mas nunca recorram a chantagem emocional. A sério, é que isto funciona com alguém?
27.3.14
Conversas
Há uns tempos atrás, entre dois episódios de Mentalista, falávamos os dois um pouco do que falta tratar para o casamento. A certa altura ele refere:
- Lembrei-me agora: devíamos procurar uns bonecos de noivos para o topo do bolo, não?
- Sim...para o topo do bolo...Qual bolo?? Estamo-nos a esquecer completamente do bolo!
Eu estou a ficar com a sensação de que toda esta descontracção nos vai fazer esquecer de algo importante para o casamento. Ainda ontem lhe perguntei se faltava arranjar mais alguma coisa para o fato. Respondeu-me que não. Perguntei-lhe que sapatos levava. E ele deu um sobressalto dizendo "Os sapatos! Tenho de arranjar uns sapatos!".
Já tratámos do bolo e dos bonecos. Vamos lá ver se não nos esquecemos dos sapatos ou corro o risco de casar com um noivo descalço.
26.3.14
O karma vai encarregar-se de nos dar filhos piores que nós....
O Jack magoou-se numa mão, fazendo um belo corte que, na minha opinião, deveria ser visto por um médico e quiçá, levar uns pontos. Ele diz que não, enquanto me descreve a sangria desatada a que esteve sujeito todo o dia (sendo o golpe na zona dos nós dos dedos, a ferida esteve sempre a abrir enquanto trabalhava).
À noite insistia eu para que ele voltasse a desinfectar a ferida.
- Não!
Insistia também para que colocasse a pomada cicatrizante.
- Não!
Voltei a insistir.
- Não!
Virei-lhe as costas chateada com tamanha casmurrice.
Passado um bocado chega ao pé de mim, chateado que nem um peru, dizendo:
- Já desinfectei e pus a pomada...
Digo-vos: há dias em que os homens se portam com autênticas crianças.
P.s. Em sua defesa, tenho a dizer que somos os dois casmurros no que toca aos próprios cuidados. Quando estou doente arrasto o mais que posso a ida ao médico, torço o nariz a medicamentos e faço birra quando os comprimidos são do tamanho de elefantes. Mas da mesma forma que ele se zanga comigo quando não me curo, eu fico furiosa com ele quando a situação é inversa. E na minha modesta opinião, nestas coisas ele consegue ser mais criança do que eu.=P
Sim ou não?
E chega ao fim, no final desta semana, o prazo para a confirmação da presença no casamento. E eu estou para aqui com um pressentimento que vamos ter de andar atrás de alguns/muitos esquecidos que não se lembrarão de nos dizer se vão ou não. Era menina para contratar um organizador de casamentos só para esta tarefa...=P
25.3.14
Como saber quando Maria Tété TENTA estar de dieta...
Quando Maria Tété faz para o jantar um prato saudável para si, e faz uma massa de belíssimo aspecto para o jantar e almoço do dia seguinte para o Jack. E depois passa o jantar todo a dizer:
- O teu jantar tem mesmo bom aspecto. Deve estar óptimo, não?
E no dia seguinte, a meio do dia, manda uma mensagem ao Jack:
"Não consigo parar de pensar no teu almoço. Deve estar mesmo bom."
E quando ele chega a casa, em vez de perguntar como correu o dia, pergunta-se:
- O almoço estava bom?
Vai-se a ver e esta dieta está mesmo reduzida ao fracasso...
24.3.14
Alturas
Eu sou uma pessoa com medo de alturas. Mas medo mesmo, ao ponto de me fazer confusão ver na televisão aquelas pessoas que se põem nas alturas, a andar em cima de um arame, filmando a distância que há até ao chão. É coisa para me deixar maldisposta de ansiedade. Da mesma forma não gosto quando quem salta de paraquedas faz a filmagem da descida pois o meu estômago embrulha-se todo ao ver o chão a aproximar-se. Uma vez na Eurodisney com o Jack, numa montanha russa em que eu já me borrava de medo, presa na carruagem no ponto mais alto da subida, antecipando já em sofrimento a vertiginosa descida, só o oiço dizer ao meu lado "Relaxa. Olha lá para baixo. A vista é fantástica!". Acho que me distraí o suficiente para lhe dar dois pares de berros, explicando-lhe que se olhasse para baixo ele deixava automaticamente de ser namorado para se tornar viúvo. Mas não pensem que tenho apenas medo de graaaandes alturas, mesmo as mais pequenas, como a prancha mais baixa de uma piscina, é coisa para mexer com os nervos. Quando era miúda e andava na natação, até era boa nadadora, mas era ainda melhor a fugir dos saltos para a água. Conta a minha mãe que estando eu na fila, aproveitava cada distracção do professor para deixar passar à minha frente quem estava atrás de mim. Tudo para evitar pôr-me na prancha. E quando não escapava lá ia eu, com ar de quem se dirigia à forca. E saltava. E naqueles segundos (ou menos) que duram o salto, passa tudo pela minha cabeça, ao estilo "Aaaargh, vou cair mal! Vou magoar-me! Eu odeio saltar! Mas porque é que saltei? Porquê???? Raios, já não dá para voltar atrás! Ai, que isto vai doer! Estou mesmo a ver que vou dar um chapão! Pronto, está decidido, nunca mais volto à piscina! Vou dizer aos meus pais que quero desistir. Não me voltam a apanhar numa situação destas! Está-se mesmo a ver que me vou magoar! Estúpida, estúpida, estúpida! Se já sabes que te podes magoar, porque é que saltas?? Burra! É bem feito que agora caias mal e te aleijes! Assim a prendes. Oh, bolas, porque é que saltei??? Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai......", até que invariavelmente entrava finalmente dentro de água, às vezes mesmo de chapão. Ou seja, não só me incomoda a altura como me incomoda tudo o que o meu cérebro tem a capacidade de pensar durante o salto, todas as vezes que me arrependo de ter saltado, todos os meus prognósticos de que a aterragem vai correr mal. Daí ser simplesmente impossível para mim saltar de para-quedas. Tenho noção que para além do pânico associado à altura, reveria toda a minha vida durante a descida, chamar-me estúpida 176432378 vezes e juraria nunca mais sequer subir a um simples banco. E para pagar por isto, acho que não vale a pena.
E ontem, enquanto tentava adormecer, estava eu a pensar nisto e veio-me à cabeça quem salta de pontes altas com o intuito de se suicidar. E adormeci a pensar: Será que alguma destas pessoas, a meio da descida, se arrepende e desejaria não ter saltado?
E a adormecer com pensamentos destes, talvez esteja explicada a minha tendência para pesadelos ultimamente.
22.3.14
Karma
Ir aos correios e a caminho de casa, arrastando o passo enquanto transportava um caixote enorme com perto de 15 kilos, começar a chover. Muito.
Karma. Ou simplesmente azar.
21.3.14
Atchim
As minhas alergias atacam-me de forma constante ao longo de todo o ano, fazendo de mim aquele tipo de pessoa que tem uma caixa de lenços em quase todas as divisões da casa e que já chegou a andar com oito pacotes de lenços na carteira. E é esta minha característica "assassina de lenços", como diz o Jack, que me leva ouvir comentários como:
1.
Mãe - Sabes, no outro dia comentei com o teu pai que desde que foste para França nunca mais tivemos de comprar tantas caixas e pacotes de lenços. Quando o teu irmão sair de casa (também ele sofredor de alergias mas não tanto como eu), vamos ficar ricos com o dinheiro que não gastaremos.
2.
Mãe - Porque é que compraste tantas caixas lenços?
Pai - Porque a ranhosa da nossa filha disse-nos que vem passar uns dia a Portugal.
3.
Ao enviar fotos do apartamento para os meus pais, o primeiro comentário da minha mãe foi:
- Ah, descobri logo qual era a tua mesinha de cabeceira!
- Porque tem lá uns brincos pousados?
- Não! É aquela que tem uma caixa de lenços!
....
Devia espirrar-lhes para cima para ver se aprendiam.
Insta Moments
Algumas imagens do instagram:
Eu tenho as caixas de bolachas mais giras do mundo. Adoro-as, adoro-as. :)
Eu tinha acabado de pousar o meu prato com o jantar na mesa e fui à cozinha buscar qualquer coisa. Até que ouvi um estrondo e um "Ups". O meu querido pai tinha deixado cair qualquer coisa em cima do meu prato e foi este o resultado...Acho que está mais do que provado que a minha tendência para o desastre vem deste lado da família. :)
Uma pessoa está de dieta e depois oferecem-lhe estas bolachinhas iguais às que me davam as avós quando eu era pequena. E uma pessoa com as saudades daqueles tempos não resiste a estes pequenos diabos-contra-dietas.
E chegou a primavera!!! Mesmo se hoje está um dia para lá de chocho e já choveu.
20.3.14
Yep
Sabemos que andamos sem a mínima paciência para imprevistos, contratempos e perda de tempo com problemas pequeninos quando achamos que já ganhámos o dia ao receber um e-mail do diácono que nos casará a dizer que as músicas escolhidas não têm qualquer problema. Ufa.
Primavera!
Uma pessoa aprende na escola que a Primavera começa a dia 21 de Março e de repente nos últimos tempos é confrontada com as comemorações a dia 20, o que obviamente baralha uma pessoa e a faz um pouco entrar em negação, mesmo até percebendo que o equinócio tem o direito de calhar quando lá bem lhe entende. Mas depois uma pessoa não pode querer ser casmurra, como o meu irmão que um ano meteu na cabeça que o seu aniversário não era nada a 23 de Junho mas sim a 24 de Junho por ser o dia de São João, e lá entende que se dizem que a Primavera começa hoje é porque começa mesmo hoje. É que vai-se a ver e neste século a Primavera só começou a 21 de Março em 2003 e 2007, começando um dia mais cedo em todos os outros. E pior, lá para 2040 e picos, a Primavera chegará a 19 de Março. Por isso, bem-vinda Primavera e que me tragas muitos dias bons e de solinho (com especial atenção ali para o dia do casamento se faz favor. Nada de muito calor nem muito frio, se faz favor).
E chegou a Primavera!
(mesmo que no nosso interior esta comece sempre a 21 de Março)
Conversas com uma adolescente
- Mas tu tens instagram????
- Sim (respondo eu distraidamente olhando para o telemóvel).
- Tu tens mesmo instagram????
- Hum, sim. Porquê?
- Porque és velha.
Esta a juntar-se àquela de que também sou demasiado velha para saber o que é o skype, vai fazer-me entrar nos 30 anos com uma moral imensa. Mas eu percebo: também passo a vida a dizer-lhe que ela é demasiado nova para compreender ou fazer certas coisas.
19.3.14
Dia especial
Que noites!
Eu sonho demais. Sempre sonhei e sempre me lembrei muito bem dos sonhos ao acordar. Aliás, há cerca de um ano e meio foi-me diagnosticado um distúrbio do sono em que, entre outras coisas, a minha mente parece não fechar completamente durante o sono, permitindo assim que a realidade interfira no sono e me faça sonhar muito e com realismo. Com novos hábitos de sono e alguma medicação durante os primeiros tempos, as noites até começaram a correr melhor. Claro que não passei a dormir todas as noites como uma princesa e vou ainda sendo atacada por insónias, sonhos atrás de sonhos, umas noites piores que outras, mas alguns problemas atenuaram muito. Menos nestas últimas noites em que não sei o que me está a dar, pois para além de demorar imenso a adormecer, só tenho pesadelos. Na noite de ontem tive quatro, que se juntaram aos outros pesadelos todos anteriores e aos desta noite. Desde sonhar que me perco, que tenho um filho que nasce com uma série de problemas de saúde, que a nova quinta também vai fechar, que eu e o padrinho de casamento (irmão do Jack) nos zangamos de tal forma que nem nos conseguimos ver um ao outro, que me morre um amiga, que estou a experimentar o vestido e aparece o Jack que não gosta do vestido, que o vestido não me serve (e a continuar como ando este arrisca-se mesmo a tornar-se realidade), que há um acidente qualquer com o Jack, que sou suspeita de homicídio, que corre tudo mal no casamento, que os meus pais adoecem, que acontece algo a um dos meus avós, que sou atropelada, e mais mil e umas coisas, tenho acordado todos os dias com o coração ao pé da boca e uma angústia daqui até à lua. É que até já começo a ter medo de ir dormir porque não sei o que a noite me reserva...E o pior disto é que ando com um mau-humor daqueles capazes de se sentir em Portugal. Se isto continua assim, acho que me dá o badagaio até ao final da semana.
18.3.14
Como está a correr a aposta?
Pois bem, ontem às 23:59 só o vi a passar por mim a correr, chegar ao quarto, atirar-se para cima da cama e gritar:
- Deitei-me antes da meia-noite! Deves-me um euro!
Vou ficar ainda mais pobre mas pelo menos anda a dormir umas horas a mais....
17.3.14
Impressionante
Não deixa de ser impressionante olhar para as fotografias tiradas em Paris há uns tempos atrás (à esquerda) e agora, com a cidade submersa numa nuvem de poluição (à direita).
Nos próximos dias a circulação rodoviária em Paris será feita alternadamente: nuns dias circulam os carros com matrícula acabada em número ímpar, nos outros com número par. Por aqui, na nossa pequena vila, pensámos estar sossegadinhos mas já vimos avisos de que as partículas poluentes afectam também esta zona. Vamos lá ver se isto se resolve rapidamente. :)
Pára tudo!
Qualquer pessoa que planeie um casamento passeia-se pela net, procura imagens que sirvam de inspiração, vê sites, blogs, encontra ideias, depara-se com fóruns e consequentemente com dúvidas de outras noivas e noivos. E apercebi-me que há uma coisa que não entra na cabeça da maioria das noivas e por isso deixo aqui o recado: o vosso casamento é uma coisa espectacular...para vocês. Para os outros é apenas mais um casamento que terão e mais uma despesa que terão em vestidos, calçado e prenda. Vá, os vossos pais são capazes de ficar histéricos, e talvez os avós e familiares próximos (mas têm de ser mesmo próximos) festejem com a notícia, mas o resto da família vai simplesmente ficar contente e no minuto seguinte já está a pensar no crédito da casa ou no que vão fazer para o jantar. Mesmo os amigos são capazes de ficar radiantes com a ideia mas não esperem que não vos larguem a porta todos os dias de manhã a querer saber novidades.
Isto é basicamente como quando nos morre alguém: para nós é o fim do mundo e custa compreender como é que toda a gente, mesmo aquela que não conhecemos, continua a viver a vida como nada se tivesse passado. O anúncio do noivado (ou da data de casamento, porque há noivados que duram tantos anos que não há entusiasmo inicial que se aguente) é um momento de alegria, yes, viva, hurra, mas depois cada um volta à sua vidinha enquanto nós tratamos de organizar tudo para o grande evento. E é impossível não abanar a cabeça quando se depara com noivas magoadíssimas porque o mundo não parou enquanto elas planeiam as coisas ou no dia do casamento. Como é que é possível que a madrinha tenha decidido ir agora uma semana de férias (aquelas férias para as quais poupou cinco anos), quando faltam apenas oito meses para o casamento?? É incrível que o tio Arménio tenha decidido ter uma apendicite mesmo na véspera do casamento! Que falta de consideração! Como é que a minha amiga de infância Matilde se lembrou de engravidar agora, chamando a atenção toda para si e para a sua barriga?? Como é que toda a gente continua a conseguir ir trabalhar todos os dias se eu me vou casar??
Mesmo eu, após o anúncio do noivado, esperei um bocadinho mais de entusiasmo de algumas pessoas. Não muito, porque isto não deixa de ser apenas um casamento e nunca tive paciência para histerismos despropositados, mas facilmente percebi que as pessoas têm uma vida que continua, com todos os seus afazeres, obrigações e problemas. E engoli em seco, entranhei depois de estranhar e não deprimi nem achei que ninguém me liga a mim ou ao meu casamento. Casar não faz de ninguém o centro do universo, mas anda por aí muita gente com graves problemas em entender este pequeno pormenor.
16.3.14
Yeah! Mais um assunto tratado!
E vou voltar a viajar pela Air France! Esta foi a companhia aérea que mais usei (se não a única) enquanto estive de Erasmus, pela simples razão de ainda não ser uma especialista em comprar bilhetes de avião pela internet e por isso dirigia-me sempre a uma agência da Air France que havia na terra onde estudava e dizia qual o voo que pretendia. Depois, com a vinda do Jack para França para trabalhar e consequentes três anos de namoro à distância conheci a Easyjet com a qual viajei a maior parte das vezes, pois os preços eram bem mais baratos que na TAP e muito mais do que na Air France. Ultimamente, a Easyjet tem vindo a perder no que toca a horários e preços e por isso a TAP tem sido a minha escolha. Mas o voo que queríamos para regressar a França após a lua-de-mel já não existia ao preço mais barato na TAP, e decidimos assim espreitar a Air France que, surpresa das surpresas, apresentou um preço óptimo para os que costuma praticar. E é assim que voltarei a viajar na minha segunda companhia aérea preferida. :D
15.3.14
Conversa com uma adolescente
Eu (já exasperada) - Desisto! Tu és inteligente, mas preferes fazer asneiras e que as pessoas pensem que és estúpida só para que os teus amigos pensem que és fixe.
Ela (olhando para mim confusa sem perceber onde está o problema)- Exacto! Afinal até percebes.
Eu não era assim, juro que não era assim com esta idade.
Embelezar as cidades
Eu gosto de street art. Acho que podem tornar certas zonas das cidades mais agradáveis à vista, pois tem sem dúvida mais interesse olhar para uma boa imagem em vez de olhar para mais uma parede de betão. Por outro lado, não tenho qualquer gosto para os graffitis que surgem quais ervas daninhas e são criados por quem acha que é super fixe pegar numa lata de tinta em spray e fazer uns gatafunhos numa parede. Definitivamente não lhes deram papel e lápis de cera suficientes em pequenos ou então foram daquelas crianças que rabiscando as paredes lá de casa eram aplaudidos por pais-admiradores-do-pequeno-artista.
Estas imagens são de Paris.
Não estão um máximo? Adoro, adoro.
E como Portugal não fica atrás, temos estas duas: uma na estação de comboios de Coimbra, cujo estilo é demasiado confuso para mim mas que sinceramente prefiro a uma simples parede branca, e a outra perto da estação de comboios de Aveiro.
14.3.14
Vá, tenham pena de mim
A primeira foto mostra uma parte da descida. As outras duas já são parte da subida, em zonas diferentes. É como eu digo: a descer faz-se tudo muito bem, mas a subir, soltam-se uns quantos palavrões. Principalmente porque há duas curvas e quando uma pessoa chega a uma das curvas é que se apercebe da subida que ainda tem pela frente. E eu que sou a modos que uma preguiçosa pouco dada à corrida, vou a passo acelerado, mas da última vez que fiz esta passeata, cruzei-me com uma homem, que não só subia a rua a correr, como ainda empurrava a bicicleta da filha, que pedalava só para ajudar as rodas a mexer. Desviei-me e quando ele me agradeceu estive dois segundos à procura da palavra francesa para o chamar de maluco (mas não a encontrei). Fica aqui o aviso: se um dia eu me puser a subir isto a correr, batam-me porque a maluqueira daqui já me contagiou.
13.3.14
Que noite!
Bem, hoje quando me levantei acho que até senti um alívio enorme por deixar os lençóis para trás. Para além de após o Jack ter saído de casa, ter sido brindada com um ataque de alergia dos bons (em que passado uma hora ainda eu espirrava de 30 em 30 segundos), ainda tive direito a três pesadelos, em que todos eles eu era suspeita de ter morto alguém. Num deles, lembro-me bem, estava a certa altura deitada numa cama, sabendo que estava a cabeça da dona da casa debaixo da cama, mas não me atrevia a dizer a ninguém porque sabia que me iam culpar a mim. Eu sou boa pessoa, juro, e não ando a fazer planos para matar ninguém nos próximos tempos, por isso sou obrigada a chegar à conclusão que o meu cérebro decidiu fritar alguns neurónios esta noite e fazer-me acordar com esta ansiedade. É que ainda nem acalmei, ufa...
E agora vou-me que hoje tenho 1001 coisas para fazer e ainda vou ter os meus futuros sogrinhos a vir cá jantar a casa (e vendo o estado da casa depois das pinturas que ando a fazer, é mesmo melhor dedicar-me um pouco à arrumação e a retirar salpicos de tinta em tudo o que é superfície...).
12.3.14
Um euro por dia não sabe o bem que lhe fazia
Uma das coisas que mais me incomoda nesta vida de casal são os horários de sono do Jack e é provavelmente o assunto em que mais lhe bato na cabeça. Se por um lado percebo que tem pouquíssimo tempo livre e precisa de aproveitar algumas horas por dia/noite para fazer o que gosta ou o tem obrigatoriamente de fazer, por outro lado fico ansiosa quando o vejo pegar na carrinha sabendo que tem andado apenas a dormir 3h de sono por noite. Uma das decisões dele para 2014 era começar a dormir um pouco melhor, mas claro que já se sabe como é isto das promessas. A minha era perder peso e estou tal e qual na mesma. E o rapaz assim continua com os seus horários de sono malucos, deixando-me para aqui cheia de medo que um dia adormeça ao volante. É preciso ver que eu sei que ele nunca poderá dormir 7h/8h de sono, pois isso implicaria jantar e ir imediatamente dormir, o que para quem chega muitas vezes a casa à hora do jantar dá a sensação que a vida é apenas trabalho e dormir. Mas se ele dormisse umas 5h (às vezes 6h) eu já ficava satisfeita pois seria mais um pouco do que as 2h/3h/4h que ele às vezes dorme. Há poucos dias, num dos meus mais recentes raspanetes. disse-lhe "Se tivesse apostado contigo que me davas um euro por cada vez que te deitas depois da meia-noite, já estava rica!". E o homem adorou a ideia e apostou comigo: deve-me um euro por cada vez que se deita depois da meia-noite e eu devo-lhe um euro por cada vez que se deita antes da meia-noite. Até agora estamos em:
Ele: 1 euro ganho
Eu: 2 euros ganhos
Já vou com saldo positivo e cheira-me que até ao final do ano já terei engordado bastante o porquinho mealheiro. A sorte dele é que por muito amor que tenha ao dinheiro, tenho mais à saúde dele e por isso um pouco antes da meia-noite começo a lançar-lhe avisos. É um sortudo, é o que é.
11.3.14
Os homens e a decoração
Quando renovámos o apartamento, dei basicamente livre arbítrio ao Jack para que colocasse as tomadas, as portas, as torneiras, enfim, todos aqueles pormenores técnicos que para mim não tinham grande interesse. Em contra-partida a decoração ficaria a meu cargo. Claro que nos vamos consultando um ao outro, mas cada coisa a seu encarregado. E assim, a nossa casa vai ganhando cor e pormenores devagar-devagarinho. A maior dificuldade penso eu é o Jack ser como 99% dos homens, sendo capaz de ir buscar uma coisa a uma gaveta mas incapaz de a voltar a colocar no mesmo sítio. Já chegámos ao ponto ridículo de ele ir buscar um escadote, colocá-lo no meio da sala para colocar os candeeiros, e o escadote ficar ali. Durante dias. No meio da sala. É impossível não ver um escadote no meio da sala, principalmente quando temos de nos desviar para circular na divisão. Agora, ao fim de um ano de convivência entre quatro paredes (e muitas chamadas de atenção), quero acreditar que ele está melhor. Mas ainda assim de vez em quando tenho objectos estranhos a decorar-me a sala. E neste momento tenho este suporte para tubos de silicone mesmo no móvel da entrada. Sem dúvida dá um outro encanto à casa mas tenho para mim que estava melhor antes, quando aquele espaço estava sem nada.
10.3.14
9.3.14
Aí vamos nós
E lá vamos nós entregar o último convite, a quase dois meses do casamento, e para isso dentro de minutos partimos para....o Luxemburgo. E assim aproveitamos também para conhecer o mais recente elemento da família do Jack. Estou doida para lhe pegar....:)
8.3.14
Mas sou assim tão destrambelhada?
Andamos entretidos a repintar certas zonas da casa, onde o trabalho não ficou perfeito. Ontem à noite, andávamos os dois a dar mais uns retoques e indicava-me ele onde deveria eu hoje passar uma segunda demão:
- Podes passar ali no rodapé, e na parede daquele quarto, e há ali aquele bocadinho do tecto e também ali na parede junto ao tecto. Para isso é melhores subires para cima do banco e....esquece...fazes apenas as partes em que não tenhas de te empoleirar em cima de nada. Já te conheço, vais cair e não está cá ninguém para te ajudar.
O homem confia mesmo em mim, não confia? Mas eu vou ser teimosa e vou mesmo para cima do banco. Desejem-me sorte!
Obrigações
Estando eu desempregada não tenho horários nem qualquer obrigação de acordar com o despertador, mas às custas da nossa vida de casal tenho a responsabilidade de acordar o homem para que este vá trabalhar. Não me interpretem mal: o Jack não é dos que foge às responsabilidades e que precisa de mim para o lembrar que tem um trabalho a fazer. Mas para que acorde sozinho com o despertador, este tem de estar no volume máximo e tocar durante pelo menos 10 minutos antes que o dorminhoco se aperceba que há um ligeiro ruído algures. Ora, acordar com o despertador no máximo é coisa para me provocar um mini ataque cardíaco todas as manhãs, e não querendo eu morrer de susto uma vez por dia, combinámos que os despertadores seriam colocados quase no mínimo, o suficiente para eu acordar e depois teria eu a tarefa de acordar o trabalhador de serviço. Claro que às vezes me sinto eu própria um despertador e só me falta o botão de adiar o toque quando ele me diz "Só mais cinco minutos" cada vez que o tento acordar. Isto tudo para dizer que fico fula da vida quando, em dias como o de hoje, não acordo. Lembro-me bem que estava a sonhar que estava na fila para Torre Eiffel e que muita gente conversava ao meu lado. Pois, as vozes dos outros eram na verdade o despertador, com dois homens a falar na rádio. O som misturado com o sonho não me permitiu acordar, o que fez com que não acordasse o Jack, o que fez com ele saísse um pouco atrasado. E fico assim, irritada, porque mesmo estando desempregada, afinal tenho obrigação de acordar com o despertador e não o fiz.
7.3.14
Comida vs música
Descobrimos um novo restaurante português que serve um caldo verde de babar por mais e um bacalhau com natas de fazer suspirar. Também tem outros pratos com belíssimo aspecto, mas como eu sou pessoa que gostando de um prato nunca mais pede outro, não experimentei mais nenhum outro da ementa. O contra: de todas as vezes que lá vamos, a sequência de músicas é sempre a mesma. Exactamente do género que eu nem aprecio. E há lá coisa pior do que estar a comer sossegadinha e começar a tocar o "Chupa Teresa" do Quim Barreiros, quando temos dois adolescentes à mesa connosco. A sopa e o bacalhau são muito bons, mas acho que não me conquistam o suficiente para ouvir esta música (e consequente risota e piadas) sempre que lá vou. Bem, tenho sempre a alternativa de comprar um cd dos Xutos e Pontapés e oferecer ao restaurante da próxima vez que lá for.
6.3.14
Filme
Durante a nossa estadia em Portugal, decidimos uma noite ir ao cinema mas deparámo-nos com sessões demasiado tardias para aquilo que pretendíamos. Demos então um salto ao Jumbo para ver quais as promoções que estavam a fazer e se valeria a pena arranjar um filme para vermos em casa nessa noite. Demorámos lá tanto tempo que penso que facilmente teríamos ido a uma das tais sessões que começava mais tarde. Já se sabe que estas promoções nunca contemplam exclusivamente filmes e séries que toda a gente pretende ver e demorámos a encontrar um no qual estivéssemos os dois minimamente interessados. O filme escolhido foi "A Rede Social", a história sobre a criação do Facebook. Eu lembrava-me do filme ter chegado aos cinemas e na altura não me seduziu o suficiente para achar que valia a pena gastar o dinheiro de um bilhete. Começámos a vê-lo em Portugal mas só o acabámos a semana passada. Não é claro o melhor filme de todos os tempos, e tinha razão quando decidi não ir vê-lo ao cinema, mas não deixa de ser uma história interessante para quem, como eu, nunca teve curiosidade suficiente para ler as notícias que surgiam sobre a criação desta rede e os processos envolvidos. Na verdade, é daqueles filmes bons para se verem num domingo à tarde, com uma mantinha nas pernas e um saco de pipocas ou m&m's. Não nos obriga a pensar e distrai-nos. Há lá coisa melhor que isso para um domingo à tarde?
É isto
Têm estado uns dias de sol lindíssimos (obrigado, Saint-Pierre!) e não estando a dieta a funcionar grande coisa (culpa minha que não paro de comer o que não devo) decidi aproveitar o dia de hoje para fazer uma pequena caminhada. E vai daí, aperaltei-me toda, com uma t-shirt a dizer "C'est la vie" para me lembrar que por muito melhor que fosse estar no sofá, o meu metabolismo não permite tal preguiça e portanto "c'est la vie", caminha e não te queixes, e saí de casa de auscultadores nos ouvidos e passo acelerado. Trinta segundos depois o ipod desligou-se por falta de bateria. Isto começava bem. E vai de caminhar e caminhar, óculos escuros em posição porque o sol cegava e casaco polar vestido devido aos 4ºC que se faziam sentir. Não querendo meter-me por caminhos muito isolados, vai de caminhar para a estrada movimentada que conheço e toca a fazer cerca de dois quilómetros. Ora, cerca de 1,8 Km é a descer, o que é uma maravilha, uma pessoa vai por ali abaixo sem custar nada e até andava mais três horas assim sempre a descer que nem uma lamuria se ouviria. Até ao momento em que é preciso regressar a casa e se vê a bela da subida que se tem pela frente. E não é uma subida de inclinação ligeira. Na, na, na, é uma daquelas que fez o senhor meu noivo, monsieur Jack, impedir-me de colocar um pézinho que seja ou uma roda do veículo nela quando o piso está gelado, tal é a inclinação. Acho que ainda pensei amuar e sentar-me no passeio à espera que o Jack chegasse a casa e me apanhasse, mas tendo em conta que isso só deveria acontecer daí a umas 7 horas, a opção era mesmo subir por ali acima, arrastando o passo. E assim fiz, já com o casaco polar a abafar-me e a fazer-me sentir dentro de um forno tal era o calor. Mais ou menos a meio da subida, apercebi-me que me tinha esquecido de colocar as meias do avesso (coisa que faço sempre quando faço desporto ou caminho de forma a que as costuras não me magoem) e que tinha um dedo mindinho a começar a queixar-se da costura. Não havia sítio para me sentar e por ali acima continuei, resmungado para mim mesma. Os últimos metros até casa foram já feitos a coxear e sem ver grande coisa à frente devido ao calor que o casaco me provocava. Chegada a casa apercebo-me que o frio voltou a fazer das suas à minha pele, e que mais uma vez pareço um pequeno dálmata com manchas vermelhas na casa. E agora estou para aqui a pensar que isto do desporto mata é uma pessoa, ou pelo menos, deixa-la sem ar, resmungona, chateada que nem um peru, às manchas e pelo menos sem um dedo do pé. Acho que vou mas é colar umas folhas no frigorífico e na despensa a dizer "Olha a gorda! Depois queixa-te que os vestido não te serve!"e fico mas é quietinha.
5.3.14
Lista de Casamento
No nosso caso, nem sequer se considerou fazer uma lista de casamento. Em primeiro lugar já vivemos juntos, já fomos adquirindo aquilo que precisamos e não temos propriamente interesse em escolher um novo serviço completo de louça, entre outras coisas. Depois a falta de espaço é também uma condicionante: por muito que eu gostasse de ter um belo faqueiro, não tenho sítio para o arrumar, juntamente com tudo o mais que poderíamos receber. Em terceiro lugar, sendo o casamento em Portugal e regressando nós a França de avião a logística de trazer as prendas não seria de todo simples. Por fim, estando a noiva desempregada e tendo o casamento um custo que não se pode dizer pequeno, o dinheiro seria a prenda ideal para quem queira oferecer algo. Porque, e não estando de todo a ser irónica, prefiro que as pessoas apareçam mesmo que não tenham qualquer hipótese de presentear os noivos (sejamos sinceros, a crise toca a todos neste momento). E assim falho logo a primeira regra registada no desenho. =P
4.3.14
Estou a enriquecer os outros
Se os senhores das companhias aéreas fossem fofinhos faziam-me um desconto daqueles gigantes em todas as minhas viagens. Estava para aqui a organizar papéis e tenho:
- os bilhetes da nossa ida a Portugal no mês passado
- os bilhetes de regresso a França no mês passado
- o bilhete para eu ir a Portugal na altura do casamento
- os bilhetes para a lua-de-mel
- os bilhetes de regresso da lua-de-mel
E tenho ainda de comprar:
- os bilhetes de regresso a França após a lua-de-mel
Se calhar, se calhar, já merecia uma atençãozinha, não?
Lista de homem
O que o Jack escreve invariavelmente na lista de supermercado ou me diz quando lhe pergunto se precisa de alguma coisa do supermercado:
- Barras de cereais (para o pequeno-almoço)
- Leite com chocolate (para o pequeno-almoço)
- Chocolates (porque tem de haver sempre chocolate nesta casa, para minha desgraça).
Ocasionalmente lá pede uns hambúrgueres de vaca, alguma fruta específica ou me lembra de trazer mais água ou leite. Fora isso, ainda bem que aqui a sô dona Maria Tété vai estando atenta a tudo o mais que esta casa precisa e à comida que há, caso contrário sobreviveríamos a barras de cereais, chocolates e leite. E acho que ele nem se queixaria.
Filme
No sábado fomos ao cinema ver o "Non-Stop". Eu nunca tinha ouvido falar do filme e nem sequer tinha visto o trailer, mas entrando o Liam Neeson, a hesitação em aceitar o convite não foi nenhuma. E ainda bem. Gostei imenso do filme, ele faz claro um brilhante papel de air marshal e a história é sem dúvida bastante boa. Confesso que uma grande parte do filme me faz lembrar o "Flightplan", com a Jodie Foster, no qual a filha desta desaparece durante o voo e ninguém acredita nela. Neste caso, há uma ameaça de morte de um passageiro a cada 20 minutos e cabe ao marshal resolver toda a situação, sendo ele o principal suspeito. Acho que saí da sala um bocadinho abananada e sem grande vontade de me enfiar novamente num avião nos próximos tempo. O que será impossível tendo em conta que daqui a pouco menos de dois meses já estarei novamente a caminho de Portugal. Enfim, a viagem há-de correr bem e espero por essa altura já não me lembrar de grande coisa do filme para não me dar um pequeno ataque.
3.3.14
Está visto que ele não confia em mim nem para as tarefas mais básicas....
O Jack leva praticamente todos os dias almoço feito em casa, numa mochila. Geralmente cabe-lhe a ele prepará-la mas ontem, como andava eu pela cozinha, disse-lhe que lha preparava eu. E vai de colocar o tupperware com o bife o arroz, mais os talheres envoltos num guardanapo, mais uma maçã, mais um chocolate, etc...
Hoje, quando se foi despedir de mim, disse-me "Obrigado por teres preparado a mochila mas colocaste um garfo e uma colher, o que não dá muito jeito para cortar o bife".
Fica agora a questão: eu sou assim tão despistada que ele sinta necessidade de perder tempo de manhã a verificar os talheres que lhe coloquei na mochila?
Que falta de confiança, pah!
(Mesmo se desta vez até tinha razão para isso. Mas mesmo assim.....)
Filho único ou não?
Há uns tempos ouvi alguém, com irmãos, comentar que se pudesse ter escolhido queria ter sido filha única e por ela teria tido apenas um filho e não dois. E eu que sempre andei às turras com o meu irmão toda a infância e adolescência, continuo a querer que ele tivesse nascido e pretendo ter pelo menos dois filhos. É verdade que eu e o meu irmão não fomos os companheiros de brincadeiras que podíamos ter sido e não fomos (e não somos) de todo os melhores amigos um do outro. Levamos vidas independentes e é assim que nos entendemos. Por isso, não fomos aquele tipo de irmãos que todos sonhamos ter, aquele companheiro de vida, de jogos e de partilha. Mas ainda assim eu gosto da ideia de ter um irmão. E gosto sobretudo que ele tenha uma irmã, porque eu sei que se ele precisar e os meus pais não lhe puderem valer, eu estou aqui e ele não estará sozinho. E isto deixa-me tão mais descansada em relação a ele que é inexplicável. E por isso quero que os meus filhos, mesmo que sejam como nós, mesmo que cada um tenha o seu grupo de amigos independente, que prefiram brincar sozinhos porque juntos não se entendem, porque os gostos não têm nada em comum, sintam que um dia, se os pais já cá não estiverem, têm alguém com quem podem contar.
E para além disto, e este é um pensamento diferente: o facto do meu irmão existir, vai dar a oportunidade aos meus filhos de terem um tio. E um dia quem sabe, uma tia. E primos. Já os teriam de qualquer modo do lado do Jack, mas agrada-me saber que então terão dois tios. Se fossemos os dois filhos únicos, os nossos filhos nunca teriam esta segunda família de suporte. E se eu tiver dois filhos, então os meus netos também terão tios, e eu gosto de pensar assim. Porque mesmo com uns tios que só vejo uma ou duas vezes por ano (ou nem isso, nalguns casos), adoro-os e sei que eles gostam de mim, e que se algo acontecesse eu podia contar com eles. No fundo, a minha família é assim: seja por motivos geográficos (caso dos tios) seja por motivo de feitios (eu e o meu irmão) que não estamos mais presentes na vida uns dos outros, a verdade que sabemos que podemos contar uns com os outros. Por isso ainda bem que eles existem.
E para além disto, e este é um pensamento diferente: o facto do meu irmão existir, vai dar a oportunidade aos meus filhos de terem um tio. E um dia quem sabe, uma tia. E primos. Já os teriam de qualquer modo do lado do Jack, mas agrada-me saber que então terão dois tios. Se fossemos os dois filhos únicos, os nossos filhos nunca teriam esta segunda família de suporte. E se eu tiver dois filhos, então os meus netos também terão tios, e eu gosto de pensar assim. Porque mesmo com uns tios que só vejo uma ou duas vezes por ano (ou nem isso, nalguns casos), adoro-os e sei que eles gostam de mim, e que se algo acontecesse eu podia contar com eles. No fundo, a minha família é assim: seja por motivos geográficos (caso dos tios) seja por motivo de feitios (eu e o meu irmão) que não estamos mais presentes na vida uns dos outros, a verdade que sabemos que podemos contar uns com os outros. Por isso ainda bem que eles existem.
2.3.14
Sábado bom
Yeeeey, que sábado produtivo mesmo estando eu irritada como tudo, resultado de uma noite em que o Jack, habitualmente bastante calmo, passou a noite a dar-me cotoveladas, joelhadas, pontapés e pancada. Juro que a certa altura pensei dar-lhe com um candeeiro na cabeça para ver se ele se acalmava, raio do homem...Mas dizia eu que foi um sábado produtivo e neste momento só nos faltam entregar três convites, sendo um deles no Luxemburgo. Está quase terminada esta tarefa (e ainda bem!). Acabámos ainda por ir ao cinema ver o "Non-stop" (tenho mesmo de fazer um post sobre os filmes e livros que tenho visto e lido ultimamente), um filme fantástico, e regressámos a casa com o carro a marcar 0ºC. Alguém explica ao Saint-Pierre que já entrámos no mês em que começa a Primavera e por isso ele que agora não se ponha a fazer descer a temperatura assim?
1.3.14
Aaaaaiiiiii....
O que vão vocês fazer neste fim-de-semana? Eu vou continuar a divertir-me (not) com a saga da entrega dos convites...Isto de andar a ir de casa em casa, a tentar apanhar toda a gente, não tem grande piada. A ver se despachamos isto o mais depressa possível. :)
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