28.2.14

Gaston Lagaffe


Gosto tanto, mas tanto da imagem que o google hoje apresenta. Sou fã do Gaston Lagaffe há anos, adorava quando o meu pai comprava os livros de banda desenhada (para ele) e ria-me com todas as asneiras em que o Gaston se metia. Já não leio as suas histórias há algum tempo. Vou ver se da próxima vez que for a casa dos meus pais revejo alguns livros. Até lá, olho para a imagem e relembro as boas horas que passei sentada no sofá a ler. :)

Eu já adivinhava

Ainda ontem pensava "Devia fazer uma salvaguarda do computador não lhe vá dar um fanico qualquer", e hoje quando ligo, o que é que acontece? Ecran preto. Na verdade era mais um cinzento escuro onde passeava tristemente o ponteiro do rato e mais nada. Acho que envelheci dez anos à custa dos nervos. É que enfim, estou numa altura da minha vida em que não posso propriamente dar-me ao luxo de andar a gastar muito dinheiro, e já estava para aqui a fazer contas ao possível arranjo ou a ter de comprar um computador novo. Mandei mensagem ao homem a lamuriar-me "Porque é que isto tinha de me acontecer???????????", e ele mais prático mandou-me tentar fazer uma série de coisas a ver se o problema passava. E resolveu-se!! Pronto, no fundo é por isto que eu vou casar com ele: porque mesmo à distância resolve-me os problemas. Qual amor, qual paixão, qual quê. Isso era dantes. Bem, e agora fora de brincadeiras, deixem-me lá ir fazer uma salvaguarda e colocar um cremezinho nas rugas que me apareceram hoje.

27.2.14

A preguiça é tramada...

Chuva lá fora, os vizinhos estranhamente calmos (vá, não há silêncio total mas com 3 crianças no andar de cima e 3 no andar de baixo, todas de férias, também não posso esperar milagres), rabo alapado no sofá confortável e perninhas levantadas, enfim, ambiente certo para trabalhar e eu para aqui com uma soneira e preguiça enoooormes. Depois queixa-te que não avanças....

Coração cheio de amigos

Se há coisa da qual sinto saudades é...dos amigos. Com os pais falo praticamente todos os dias, aos avós posso ligar quando bem me apetece porque facilmente os apanho em casa e não lhes atrapalho nenhum plano, mas os amigos têm a sua própria vida e não podem dispensar todo o seu tempo livre com uma amiga que decidiu emigrar. E mesmo que o fizessem, eu continuaria a ter saudades como tenho da família, porque acabo por falhar jantares, comemorações, datas importantes. Não estaria sempre lá e isso traz as saudades.

Por isso, quando vou a Portugal tento estar com o maior número possível de amigos. Não consigo estar com todos, pois tal como eu emigrei para França, muitos migraram dentro de Portugal para diferentes regiões, e os meus dias em Portugal não me permitem passar o tempo em viagens, a tentar estar um bocadinho com todos eles. Mas quando estou...estou mesmo. Nada me arranca daqueles momentos, nada me distrai daqueles pedaços de alegria, a não ser o relógio que tenho de ir controlando caso tenha outro compromisso marcado. E sem eles saberem, saboreio cada riso, cada história, cada palavra, cada abraço (e eu que não gosto nada de contacto físico, sinto que me perco naqueles abraços tão bons), cada sorriso, cada coscuvilhice e cada minuto ali com eles. 

É claro que o tempo e a distância deixam as suas marcas, é impossível negá-lo, e já dei por mim pensativa no regresso a casa por ouvir falar de pessoas que eu não conheço mas que entraram na vida desses amigos e das quais eles me falam,  por não apanhar todas as histórias pois nem sempre há tempo para contar todos os pormenores, por me passarem ao lado algumas piadas pois não tenho conhecimento do que as criou, por já não saber quase-tudo da vida deles como já soube e passar apenas a saber a-maior-parte-das-coisas-importantes. Mas a vida é assim e não há nada que se possa alterar, a não ser manter as amizades suficientemente bem guardadas para não haver ambientes esquisitos quando, por exemplo, nos encontramos anos mais tarde e sentir que se pode continuar a falar de tudo. 

E eu vingo-me desta distância e deste tempo que trazem marcas e quando estou com eles, prendo-os a mim. Atraso-lhes o regresso a casa, ocupo-lhes tardes de trabalho com conversa, impeço-os de voltarem ao trabalho a tempo e horas, faço os almoços e os jantares durarem mais do que deviam. Mas não é por mal. É apenas para poder regressar a França com o coração cheio e assim aguentar até à próxima vez, seja ela daqui a uns meses ou daqui a uns anos.

26.2.14

E o burro sou eu?

A liberdade de escolha que todos temos entre viver em casa dos pais até ao casamento, viver antes juntos, viver apenas juntos sem casar, casar mais cedo ou mais tarde, tornou alguns destes conceitos um pequeno bicho papão. E eu tenho reparo nisso principalmente em relação ao casamento. Antes penso que o tabu era os jovens atreverem-se a juntarem-se sem casar ou a fazê-lo apenas após morarem juntos. Aliás, aqui confesso que durante anos alimentei esta mesma ideia: viver juntos só quando casássemos. Mas a vida é uma aprendizagem e permite-nos mudar de opinião e de facto percebi que não queria ter de esperar por ter condições para fazer as duas coisas (casar e morar junto), se já tinha condições para fazer segunda e poderia realizar a primeira mais tarde. Também me apercebi que por vezes é importante perceber se se é compatível numa vida a dois, antes de prometermos fazê-lo para todo o sempre. Agora que decidimos casar, já ouvi algumas vezes "Casar para quê? Porquê?", como se fossemos tolos. Bem, a resposta mais óbvia é...porque queremos.

Felizmente nada nos dias de hoje obriga um casal a casar-se e ainda bem, mas parece ter nascido um movimento "contra o casamento" como se este fosse a origem de todos os males da humanidade, uma amarra, uma prisão ou um atentado à liberdade individual. Eu não vou casar porque acho que isso é que está certo, porque tenho medo de ir parar ao Inferno, porque foi assim que me ensinaram que devia ser, porque sofro de algum tipo de pressão familiar ou porque acho que isso me vai tornar uma mulher séria. Quero casar-me porque gosto da ideia de ter o Jack como meu marido, e vice-versa. Pronto, está dito. Não passa disto. É um passo romântico, que não vai alterar aquilo que somos, que sentimos ou o apresentamos ser aos olhos dos outros (se bem que aqui, já percebi que o casamento faz parecer a nossa relação mais séria aos olhos de alguns, como se um namoro de 9 anos e a viver juntos já não fosse sério o suficiente).

Só que este passo romântico parece quase mal-visto, como se fosse uma burrice tal coisa. Entendo por exemplo quem diz que não está para gastar dinheiro numa festa destas (se bem que se pode casar no registo civil, sem festa nem grandes gastos, como eu estaria disposta a fazer), mas conheço quem, já a viver juntos, com filhos, aliança no dedo, a querer usar um vestido de noiva e adorando a ideia da festa, coloque um ar de horror e diga "Casar, eu?? Nunca!". E ali ficamos nós a pensar se somos nós os burros que tendo vontade de casar levamos a ideia em frente, ou se são eles, que querendo o mesmo, se recusam a fazê-lo para não se sentirem presos a uma pessoa.

Ainda bem que não caso de mini-saia

Já não bastava ter um joelho todo esfolado da queda que dei, hoje descobri que tenho o outro joelho todo negro como se lhe tivesse dado com um pau. E eu que nem me lembro de ter batido com ele em nenhum lado...=S Enfim, pernas tapadinhas que é o melhor. Não me livro é de mostrar as nódoas negras nos braços. Vai-se a ver, vai-se a ver, e eu já passava a ter mais cuidado e a parar de bater nas coisas, não?

Uma pessoa faz o esforço e é isto...:)


Nos nossos convites de casamento foi acrescentada uma mensagem pessoal para cada convidado, escrita à mão por mim mesma. Ora já são várias as pessoas que me dizem que gostaram muito dos convites e comentam a forma como consegui imprimir a mensagem com a minha letra....Imprimir? Andei eu a gastar horas a escrever à mão e o pessoal acha que eu imprimi?? Dizem o meu pai e o Jack que a culpa é minha por fazer uma letra direitinha. Humpf, para a próxima levam com uns convites gatafunhados e pronto...

25.2.14

Diz-se por aí que vou casar...#8


É mesmo isto que queres para o resto da tua vida?

Já não sei que amiga minha o disse e em que contexto, mas a frase "É mesmo isto que tu queres para o resto da tua vida?" ficou na memória do Jack que de vez em quando a utiliza para se meter comigo. Quase desde o início do namoro que falávamos de um dia casar (é daqueles namoros cheios de certezas desde o início), ideia que andava a ser alimentada com mais fervor no último ano até que decidimos avançar mesmo com o casamento. E quanto ao "é mesmo isto que tu queres para o resto da tua vida?" estou absolutamente descansada. Não preciso de casar com o Jack para saber que vou ficar com ele para sempre. Ou, pelo menos, é esse plano e tal como todos os planos, este também é falível e não é um casamento que o torna menos falível do que já é. Mas estamos dispostos a lutar por esta relação, com casamento ou sem casamento, e é isso que nos traz segurança para afirmar que sim, que é isto que queremos para o resto das nossas vidas. Por isso, claro que fiquei contentíssima com o pedido de casamento, claro que aceitei depois de ter perguntado umas cinco vezes "Estás a falar a sério??", o que não me impediu que cerca de duas semanas depois, enquanto me penteava em frente ao espelho da casa de banho, não tenha pensado "Valha-me Deus, em que é que tu estás a meter, Maria Tété! Vais prometer em frente a Deus e a uma série de família e amigos que vais ficar com este homem para sempre! Tu estás doida, só pode!". Pronto, primeiro e único ataque de pânico (até agora) após o pedido. Não me assustava a ideia de casar com ele, a ideia de ser sua mulher, a ideia de ficar com ele para sempre, mas dizê-lo em voz alta à frente de toda aquela gente? É que uma coisa são as promessas feitas a dois, os planos partilhados, outra coisa bem diferente é dizer tudo isto em voz alta, com uma série de testemunhas, como se de repente tudo ficasse (ainda) mais sério. E eu ainda sou uma criança com quase 30 anos e parecia-me que tinha saltado do "brincar às casinhas" para uma promessa feita perante todos os amigos e família. Depois passou-me porque não havia outro remédio e até agora não há relatório de mais paniquices destas. Muito pelo contrário acho que entrei num modo de "saiam-me da frente, tenho um casamento para planear e ai, meu Deus que é já hoje que me caso e só agora me apercebi do passo que vou dar". O meu querido noivo parece-me estar um pouco na mesma. Diz que até agora (ainda) não se arrependeu do pedido, (ainda) não teve ataques de pânico, que anda um bocado ao sabor do vento planeando o casamento e que também acha que no dia, quando acordar, é que vai perceber a dimensão daquilo que vai fazer. Ponto de vista positivo: ao menos não andamos os dois a panicar.

24.2.14

Cheguei e já estou a planear a ida

E pronto, está comprado o bilhete para Portugal para me casar. Isto é uma alegria: mal chego a França e os meus pais se vêm livres de mim, já eu lhes estou a ligar a dizer que comprei passagem para o dia x. Coitados, nem mandando a filha para França se apanham sossegados. :) E faltam dois meses e meio para o casamento! Acho que ainda não caí bem em mim com o que estou prestes a fazer. Quer dizer, já me passou pela cabeça um dia o pensamento "Mas o que raio te estava a passar pela cabeça para te decidires casar, mulher??", mas sobre isto escrevo noutro post após perguntar ao macho aqui de casa se já teve algum ataque de pânico com a ideia ou se também ainda não ganhou bem noção que daqui a pouco mais de dois meses vai ver-me entrar de branco num mosteiro. :)

Tipos de pessoas

Fui a última a entrar no avião. Não, na verdade, fui a penúltima, porque um homem esperou que todos os passageiros passassem por ele para só depois se colocar atrás de mim e ser ele o último. Olhei para ele e reconheci-o. Já uma vez tinha apanhado o avião com o José Cid e a sua banda. Desta vez era o Vítor Baía. Já quase no fim da manga de acesso ao avião, deixei de ser a penúltima pois uma senhora deixou o seu lugar na fila para pedir um autógrafo para o filho e deixou-se depois ficar atrás de mim. E eu fiquei a matutar naquilo: porque razão se pediam autógrafos. Acho que nunca pedi nenhum e tenho a sensação que aquele bocado de papel facilmente se perderia entre tantos outros papéis lá de casa. E qual a utilidade daquilo? Mostraria eu alguma vez a alguém o autógrafo de um jogador de futebol ou de qualquer outra pessoa? Entrei no avião ainda a matutar naquilo, olhando para o único lugar vago que havia em primeira classe e pensando que é assim que os jogadores viajam. Chegada à minha fila, por pouco não acertei com a mochila no homem que ia atrás de mim e que me perguntou se a sua mala caberia junto com o minha mochila. Ah, afinal também viajam em segunda classe. E falou comigo e portou-se como um qualquer outro passageiro, e não como a senhora que eu tinha apanhado no voo anterior que tendo um bilhete de segunda classe insistia com as hospedeiras que queria ficar na primeira classe porque os lugares eram mais confortáveis. No fundo, há gente para tudo.

O post está confuso mas são as férias escolares e os miúdos do andar de cima devem estar a destruir o apartamento à paulada. É impossível fazer qualquer raciocínio lógico neste momento.

23.2.14

Esbardalhei-me toda

Há lá maneira melhor de começar um viagem dando um tralho valente? Não, não há. Uma pessoa vê logo a viagem de uma outra forma, é o que vos digo.
Ontem, já levava eu a mala até ao carro dos meus pais, descendo uma rampa, e o pé esquerdo escorregou. De alguma forma percebi que se caísse assim, ficaria com a perna direita dobrada debaixo do corpo, e lá me deixei tombar mais para o lado esquerdo, amparando a queda com a mão. Mão esfolada e ombro dorido com a pancada de aguentar o peso do corpo em plena queda. Ainda assim, a perna direita ficou num ângulo esquisito, de tal forma que os meus pais convenceram-se que o joelho já era, que devia ter feito uma ruptura de ligamentos, já faziam contas a qual hospital ir e se daria para eu ainda apanhar o voo. De facto o joelho e o tornozelo doíam-me mas para quem já tantas vezes torceu os pés, percebi que a dor não era mesma. Devagar lá me levantei, fui para o carro e fiz a viagem até ao aeroporto com gelo no tornozelo e no joelho, decididos a avaliar a situação quando chegássemos ao Porto. E de facto, estou fina. Tirando o joelho todo raspado e dorido com o qual sinto que tenho de ter algum cuidado, e um tornozelo sensível, o resto são males ainda menores que daqui a nada já passaram.
Ufa, confesso que por uns minutos achei que ia ter de ficar em terra. É que era mesmo só o que faltava depois dos dias que já tivemos.

22.2.14

Até já :)

E pronto, daqui a uns minutos parto para o Porto para regressar à minha casa em França. Tinha mil e um planos para esta segunda semana em Portugal e não fiz nada. É o que dá querer aproveitar os mimos dos amigos e da família: não deixa tempo para outras coisas. :) Agora já só volto a Portugal para me casar. Ui, até custa imaginar. O tempo passa depressa demais e estes próximos dois meses e picos vão passar ainda mais. Desejem-me boa viagem e até amanhã!!

21.2.14

As alianças

Começámos logo a semana em Portugal em busca de alianças. A ideia seria umas simples, amendoadas, não muito finas nem muito grossas, lisas, sem pedrinhas ou risquinhos, enfim, queríamos umas alianças tradicionais. Queríamos também ouro de 19k, faltava apenas decidir se ouro amarelo ou branco, sem sequer se pôr a hipótese de uma mistura dos dois. Acho que corremos todas as ourivesarias da zona e a minha conclusão é: as alianças são caras para burro! Gostámos muito de umas que mesmo com 25% de desconto ficavam um pouco acima do orçamento a que nos tínhamos proposto (as alianças serão oferecidas mas mesmo assim não queríamos abusar porque os tempos não estão fáceis para ninguém). Assim sendo, quisemos encontrar umas mais baratas, convencidíssimos que não seria uma tarefa assim tão difícil. Errado! O preço que mais me chocou foi numa pequena ourivesaria, ao perguntar qual o preço das alianças, ter recebido como resposta "250€ cada uma" (nada que já não estivéssemos habituados a ouvir, infelizmente). E logo de seguida, se acrescentou "Ah, mas estas são de 9K. As de 19K como quer, ficam o dobro". O quê???? 500€ por uma aliança?? 1000€ por duas alianças?? Mas qual é a ideia? Usar as alianças ou guardá-las num cofre com medo que nos cortem um dedinho? Meu Deus, estamos a falar de alianças "básico mais básico não há". Ainda bem que não quis alianças mais elaboradas ou mais grossas pois era capaz de me ter dado uma coisinha má mal começasse a ouvir os preços.
Quanto à cor, depois de muito experimentar ouro amarelo e ouro branco (aliás, uma pessoa experimenta sobretudo ouro amarelo pois é o que têm disponível na loja, depois a encomenda será feita com a referência ao ouro branco), percebi que o ouro amarelo até não me cairia assim tãããão mal embora não me tenha apaixonado pela ideia. E sobretudo porque sendo o anel de noivado em ouro branco e querendo eu usar a aliança lado a lado com ele, a mistura dos dois tons deixava-me arrepiada. Assim sendo, alianças de ouro branco para os dois.
Acabámos por ir à ourivesaria onde tínhamos o desconto dos 25% e encomendámos duas alianças iguais-iguais. Até o tamanho do dedo é o mesmo, e a grossura foi a mesma escolhida pelos dois. A única coisa que as diferenciará é o nome e a data escritos no interior de cada uma: na dele, o meu nome escrito com a minha letra, na minha o nome dele escrito com a letra dele. No dia do casamento, já me estou a imaginar a dizer "Sr. Padre espere aí um bocadinho que eu tenho de ver qual é qual....Huuum.....o que é que esta diz? Raios partam que há pouca luz aqui...Olhe lá, consegue ver se aqui diz Tété ou Jack??", pelo que talvez seja melhor prender uma fitinha cor-de-rosa à minha para as diferenciar na altura de as colocar, e pronto.

E eu ri-me, claro :)

Aquando da escolha das leituras eu não quis nenhuma em que se lesse que a mulher deveria ser submissa ao homem, da mesma forma que não quis a leitura em que se diz que a mulher foi criada a partir de uma costela do homem. No carro, já depois da escolha das leituras, o Jack decide picar-me e começa a dizer: "Não te esqueças que a mulher deve ser submissa e deve ser o amparo do homem!". Já não me lembro do que lhe disse, mas sei que me saiu uma resposta torta graças ao dia cansativo e à falta de paciência que tenho para estas tretas da desigualdade dos sexos. Ele parou com a brincadeira, fechou a cara e ouvi-o murmurar "Para isto mais valia não lhe dar costela nenhuma!".

20.2.14

Conversas abençoadas

Aproveitámos também o dia da visita à(s) quinta(s) para ir ao cartório paroquial ver como estavam as coisas. Por esta altura eu já estava por tudo e acho que fiquei branca quando ouvi a senhora dizer "Bem, quero avisar-vos....". Pela cabeça passaram-me mil e um cenários: "Quero avisar-vos...que o diácono se recusou a casar-vos", "...que me enganei e marquei outro casamento para a mesma hora e local", "...que o mosteiro vai ser demolido"! Ai, o que é que faltava acontecer agora? Por fim a senhora queria apenas avisar-nos que....estava tudo tratado, não havia problema nenhum e que podíamos estar descansados. Ufa!! No meio do alívio contámos-lhe o que tinha acontecido com a quinta e ficámos a saber que o mesmo tinha acontecido a outra noiva com casamento marcado para...este mês. Não concordo que a desgraça dos outros nos deva fazer sentir melhor perante as nossas próprias desgraças, mas que fiquei com mais pena desta noiva do que de mim, isso fiquei.

Ao fim do dia tínhamos encontro marcado com o diácono que nos irá casar. A conversa foi pouca e passámos grande parte do tempo a escolher as leituras, o que deixem que vos diga não é simples. É muita coisa para ler com alguém a olhar para nós enquanto lemos e tentamos decidir. Sinceramente posso dizer que não escolhi leituras que me dissessem muuuuito, mas sim que assim à primeira vista me tenham agradado. E retiradas as leituras que dizem que a mulher deve ser submissa, a escolha era menor, o que ajudou. A cada leitura escolhida tínhamos de a indicar e o diácono analisava a escolha com ar de "Vamos lá ver o que é que estes dois escolheram....". Juro que estive sempre com um certo receio que ele se virasse para nós e dissesse "Esta?? Mas vocês têm noção do que é que estão a escolher? Percebem alguma coisa disto ou vêm brincar os casamentos?". Não o fez e assim acabou a reunião. Era hora de regressar a casa, finalmente. Mas claro que estando já o dia a correr ma-ra-vi-lho-sa-men-te, só nos faltou encontrar a estrada de acesso à entrada da auto-estrada cortada devido às inundações causadas pela chuva. Muitas voltas depois e tempo perdido, chegámos finalmente a casa. Ufa.

Tenho uma madrinha criminosa e não sabia =P

Não deixa de ter piada que para ilustrar a notícia de que um aluno ameaçou uma colega com uma caçadeira na Universidade de Coimbra, um jornal escolha uma fotografia de dois professores universitários a atravessar o espaço em frente à torre da Universidade. Mais piada tem eu conhecer estes dois professores desde o meu nascimento. E mais piada tem a professora da fotografia ser a minha madrinha de baptismo. Uff, pensa uma pessoa que conhece quem a baptizou e afinal...:)

O Bouquet

Enquanto esperávamos pela hora da reunião com a nova quinta, decidimos aproveitar o tempo para ir tratar do meu bouquet. Na florista ficámos a saber que da mesma forma que não é permitido lançar arroz à saída do mosteiro também não é permitido lançar pétalas de flores. Pois bem, vai ser uma saída de noivos muito limpinha, não há problema. Mostrei algumas imagens do que tinha pensado para o bouquet, ouvi a florista dizer nomes de plantas que nada me dizem e ficou combinado que no dia do casamento passarei lá de manhã para recolher o bouquet. Ufa, assunto tratado e desta vez sem problemas. Bem, sem contar que tive de convencer que era mesmo a neta mais velha da minha avó que ela conhece, e que sim, sim, vou casar, pois, já tenho quase 30 anos, etc, etc...:)

19.2.14

Comida de coelho

Hoje foi dia de experimentar o meu vestido. E coube!!!!!!! Praticamente não respiro mas isso deve ser um pormenor, não? =P Tenho de ter juízo quando regressar a França senão ainda desmaio com falta de ar no dia do casamento. Bem, deixem-me ir ali roer umas cenouras...:)

Os (novos) convites

Bem, aqui tenho de fazer um agradecimento especial às Joanas (Molde Design Weddings). Quando em Novembro/Dezembro começámos os dois a falar dos convites, ficou praticamente decidido que não seríamos nós a fazê-los. Eu até tenho jeitinho para trabalhos manuais, mas não saberia onde me dirigir para comprar os materiais certos e estávamos convencidos que estando França os materiais teriam um custo que mais valeria encomendar em Portugal os convites já feitos. Tínhamos então de encontrar a empresa certa para os nossos convites. Eu já conhecia o trabalho das Joanas e gostava imenso dos convites que apresentavam no site. Tinha tido conhecimento delas por terem feito os convites de casamento de uma outra blogger e estava convencida que o preço seria exorbitante. Mandei e-mail a pedir orçamento, à espera que cada convite custasse para aí uns 50€ e eu tivesse simplesmente de me resignar a sonhar com eles. Orçamento recebido e o preço afinal não era nenhum estouro. Eu achei que andava ali no limite do que tinha pensado gastar, o Jack achou barato. Estava decidida a empresa (e acho que foi a única coisa que correu bem do princípio ao fim, sem problemas, desilusões ou stresses). Muuuuitos e-mails trocados (culpa minha, que não parava de fazer perguntas), provas enviadas para França para podermos ver as cores e o papel, e os nossos convites personalizados chegaram direitinhos a casa dos meus pais, mais rápido do que o prazo proposto. O Jack nunca troucou e-mails com elas mas ia tendo conhecimento de todas as minhas perguntas e das respostas (sempre dadas no máximo no dia seguinte) e só dizia "Gosto delas!". 
Os convites ficaram realmente ao nosso gosto, mas de repente, à custa do cancelamento da quinta escolhida, tinham passado a ter a quinta errada escrita e nós não os queríamos entregar assim. Assim, no dia seguinte à "tragédia" contactei as Joanas, explicando a situação e perguntando se seria possível enviarem novos convites, qual o custo, com a máximo urgência. Daí a três dias estaria com todos os meus amigos para a entrega dos convites e não queria mesmo chegar de mãos a abanar, além de que o Jack ainda tinha familiares à espera de convite e partiria daí a 4 dias. A um preço simpático (tão simpático que fui confirmá-lo 3 vezes para ter a certeza que estava a ler bem), a Molde Design Weddings fez com que eu recebesse os novos convites dois dias depois. Quando o carteiro me tocou à campainha acho que deve ter ficado espantado por ver uma mulher aos saltinhos enquanto assinava a folha de recepção da encomenda. Assim, queremos deixar um agradecimento especial às Joanas pelo profissionalismo e simpatia em todo o processo e sobretudo por numa situação de urgência não terem encolhido os ombros e não terem dito "Aaaah, nem pensar, isso obrigar-me-ia agora a ir à gráfica e eu só tinha pensado fazê-lo daqui a dois dias. Esqueçam lá isso de receberem os convites nesse prazo tão apertado". Se tivéssemos recebido os convites esta semana, nada estaria perdido pois enviá-los-ia por correio, mas sem dúvida que soube muito melhor poder entregá-los em mão. Seria caso para dizer "Quando me voltar a casar, contrato-as novamente!" mas como não pretendo organizar mais nenhuma casamento, não terei essa hipótese. De qualquer forma, as Joanas não se dedicam só a casamentos e fica aqui a dica: visitem a página da Molde Design Weddings.

Nova quinta

Quando saí da quinta ia mais do que irritada. Nada estava a correr como o previsto, tudo o que planeávamos estava a falhar e eu estava a ficar cansada de tudo isto. No carro, irritada, chorei e bati com os pés no chão e disse uma asneira das grandes (e eu não digo asneiras de todo) enquanto o Jack se mantinha calmo e tenso ao meu lado. Agradeço-lhe do fundo do coração ele ser assim porque se lhe tivesse dado para a histeria acho que me teria irritado ainda mais. Já bastava estar a tentar acalmar-me a mim mesma, não teria pachorra para acalmar outra pessoa. Ele estava zangado e triste como eu, mas limitou-se  a dar-me a mão e a dar-me tempo para libertar a minha frustração. Uns minutos depois, sequei as lágrimas, levantei a cabeça e voltei ao raciocínio lógico e cada vez mais prático que penso que me caracteriza. Peguei na pasta onde tinha todas as informações e contactos das quintas que anteriormente tínhamos visitado (estive mesmo para não a trazer de França, ia simplesmente ocupar espaço na mala pois a quinta já estava escolhida e acabei por a trazer como se já estivesse a adivinhar), falámos os dois e decidimos contactar o responsável pelo catering de duas quintas para saber se estas estavam disponíveis. Tínhamos adorado conversar com ele aquando das visitas em Dezembro e tinha-me custado imenso na altura dizer-lhe que tínhamos escolhido outra quinta. Por isso, eu só rezava para que uma das quintas, tanto fazia porque eu gostava das duas, estivesse disponível. Uma já estava ocupada, mas a outra ainda se encontrava livre. Marcámos imediatamente reunião nessa segunda quinta para acertar os pormenores. A quinta anteriormente escolhida tinha mais charme e era mais rica nos espaço, com jardins, cavalos e quartos para os noivos e convidados. Tinha o defeito de não ser uma quinta exclusiva, podendo ocorrer outro copo d'água numa das outras salas. Esta nova quinta oferece a exclusividade e  é mais intimista. A sala tem paredes de pedra, há traves de madeira no tecto, ambiente que tinha agradado ao Jack mal a tinha visto. E tem a grande vantagem de...estar aberta. :) A reunião correu bem (nem nós esperávamos outra coisa), falou-se da decoração, do bolo, das ementas e testou-se o sistema de som. A partir de agora será tudo decidido por e-mail e confirmado presencialmente na semana anterior ao casamento. Quinta nova escolhida, faltava avisar os convidados e tínhamos o dilema dos convites errados por resolver...

A Quinta (ou a falta dela)

Caramba, já faz hoje uma semana em que senti o coração a acelerar feito doido. Na terça-feira passada dirigimo-nos à quinta que tínhamos escolhido para o copo d'água. Um dia terrível de muita chuva que nos atrasou um pouco. Quando chegámos, comentava com o Jack a posição de uma trave que poderia ser utilizada para pendurar alguns pormenores, quando fomos recebidos pelo dono da quinta e uma das secretárias que eu já conhecia. Ia cheia de expectativas: queria pensar na decoração, escolher as flores, escolher o bolo, experimentar o sistema de som, e só não ia experimentar pratos porque me tinham dito que o cozinheiro estava doente. Contudo a conversa iniciou logo com outro rumo: o dono disse-nos que ia fechar a quinta este mês e que como tal não podia assegurar o copo d'água do nosso casamento. Acho que me caiu tudo. A 3 meses do casamento diziam-me uma coisa daquelas?? Confesso que nem pensei propriamente que não arranjaria outra quinta porque quando as andámos a ver em Dezembro ainda muitas estavam livres, além de que poderíamos procurar a uma distância maior do Mosteiro, caso fosse necessário. Mas só pensava nos convites, no raio dos convites que tinham a quinta errada, nos convites que já tínhamos entregue e nas pessoas a quem teríamos de explicar o sucedido, entregando um novo convite, e no custo destes. Fula, fiquei fula. Acho que vi tudo vermelho. Principalmente porque a atitude era a de quem nos estava a fazer um favor avisando-nos ainda com três meses de antecedência. A secretária mais aflita, sempre lágrimas nos olhos (acredito que pela perspectiva de desemprego mas também por saber a posição em que estávamos, principalmente nós que vivemos no estrangeiro e não temos a disponibilidade de quem vive no país em que casa), ofereceu-nos o telefone e a internet da quinta caso quiséssemos procurar naquele momento outra quinta. O Jack ainda perguntou ao dono se ele nos sugeria alguma e obtivemos como resposta um discurso sobre a qualidade da sua quinta e blá, blá, blá. Mordi a língua para não lhe dizer "Amigo, a tua quinta fechou! Não nos lixes, pah!". Recusámos a oferta da quinta e da internet porque eu já só queria sair dali para fora. Aliás, mal coloquei o pé fora da quinta desabei num pranto de irritação. Que raio de dias que estávamos a ter.

18.2.14

A data e o fotógrafo

O fim-de-semana foi passado a entregar convites, aproveitando o facto de as pessoas estarem por casa. Entretanto soubemos que a Queima das Fitas em Coimbra teria as suas datas alteradas, passando o desfile a ser no dia seguinte ao casamento. Eu que tinha alterado a data do meu casamento para o fim-de-semana seguinte ao desfile para que o casamento não ocorresse na mesma altura (o meu irmão ainda faz parte das tradições académicas, sendo o presidente do núcleo de estudantes do seu departamento), só revirei os olhos. Não é daquelas coisas a que se possa chamar uma má notícia, ou algo que vai com certeza estragar o casamento (é óbvio que não vai), e pessoalmente não é sequer um problema, mas é ridículo como se teve o cuidado para não haver datas coincidentes e afinal....

Entretanto soubemos também que não seria possível esta semana encontrarmo-nos pessoalmente com os fotógrafos escolhidos pois estes estariam no seu escritório no Algarve, e era impensável fazer a viagem até lá. Terça-feira teríamos a reunião com o diácono que celebrará o nosso casamento e eu já olhava de lado para o telemóvel à espera que a qualquer momento ele ligasse a cancelar a reunião ou a dizer que afinal não nos casaria.

17.2.14

E a história continua...

A caminho de casa dos meus pais, o pai do Jack liga-nos. A mãe e a avó do Jack apanhariam um voo mais tarde que o nosso e depois iriam de comboio até Coimbra, onde as apanharíamos ao final do dia. O plano era este, mas o telefone tinha como propósito avisar-nos que elas não tinham apanhado o voo. A mãe do Jack tinha perdido o cartão de cidadão (razão pela qual viajaria para Portugal para fazer um novo) e teria um documento que o substituiria para que pudesse fazer esta viagem. Infelizmente a companhia aérea não o aceitou (no dia seguinte, este seria aceite por outra companhia....), e elas não puderam embarcar. O Jack estava fulo e eu estava a ver o dia a correr-nos ao contrário do que pretendíamos. Após o almoço, aguardámos pelo encontro que teríamos com a madrinha de casamento. É a minha amiga mais antiga (se eu disser que somos amigas há 25 anos, vou dar a ideia que somos umas velhas, não?), eu já não a via há meses, tinha-lhe anunciado o noivado por telefone e estava ansiosa por estar com ela. Infelizmente, por motivos de força maior, acabou por não conseguir estar comigo. Por esta altura já eu augurava pouco de bom para os restantes dias.

Voltei!!

Voltei, voltei, espero que tenham aguentado as saudades. Ora bem, tem acontecido tanta coisa que eu nem sei bem por onde começar. As últimas semanas antes de vir para Portugal foram umas semanas atípicas, connosco a tentar tratar da lua-de-mel, com o Jack a chegar tardíssimo a casa e com muito trabalho ainda para fazer, comigo a tentar fazer o croqui para a quinta (o que não deixa de ser irónico e depois perceberão porquê), a tentar escolher as leituras para o casamento (e não percebendo grande coisa do assunto, admito), a trocar mil e um e-mails, a fazer telefonemas, a tentar combinar tudo para esta semana em Portugal, a tentar obter as moradas das pessoa a quem enviarei os convites por correio, e mais uma série de coisas. Quando viemos para Portugal vínhamos cansados e com a lista de tudo o que tínhamos a fazer na cabeça.

A viagem de avião correu dentro da normalidade, comigo a ter dores de ouvidos e dentes e com o Jack ferrado a dormir ao meu lado, completamente alheio ao meu sofrimento. Chegados ao aeroporto, eu só queria pegar no carro alugado e rumar a casa dos meus pais, onde eles nos esperavam para um almoço tardio. Mas a carrinha que nos levaria ao stand de aluguer nunca mais aparecia. Tivemos de ser nós a ligar para o stand a pedir que a carrinha nos fosse buscar. Viagem até ao stand feita e a papelada toda preenchida, arrancámos finalmente, uma hora depois do previsto.

Continuação nos próximos capítulos. =P

12.2.14

Ufa...

Estas duas últimas semanas vão ter o condão de me fazer aparecer mais 50 cabelos brancos. Arre, que nada corre bem à primeira. =S Mas tudo se vai compondo. Só é preciso levar as coisas com descontracção...Mas já tenho tanto por contar! Para a semana, já ponho a escrita em dia. :)

9.2.14

De um lado para o outro

Uma pessoa chega a Portugal e apanha com mais vento e chuva do que em França. Já não há dinheiro para comprar sol? E bom tempo? É que isto de andar a entregar os convites debaixo deste tempo manhoso não tem piada nenhuma. Ontem já começámos com esta "alegre" tarefa e hoje será para continuar. E se uma pessoa come qualquer coisa em todas as casas em que entra, é que regressamos a França comigo a parecer um pote.:)

8.2.14

Xau xau....:)

Lá vou eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuuu! Desejem-me boa viagem. :) Infelizmente não consegui deixar posts preparados por isso aguentem um bocadinho porque isto vai andar meio parado. Mas no máximo daqui a uma semana isto volta à vida de sempre. :) Até jáááááááá :D

7.2.14

Ora, começo exactamente por onde....?

Amanhã já vamos para Portugal (calma, Tété, não penses nas horas a que vais ter de te levantar, não penses)! Eu tentei planear a semana para não deixar tudo para sexta-feira e não passar, como sempre, este dia a correr de uma lado para o outro, a tratar das últimas coisas e coisas necessárias à viagem. Não consegui. Por isso, lá vou eu começar a tratar da minha catrefada de tarefas para ver se desta vez me deito mais cedo do que na véspera da última viagem (em que só dormimos uma hora).
Pelo meio vou tentar deixar aqui uns posts agendados porque terei pouco acesso à internet e não quero que este blog tenha saudades minhas. =P

6.2.14

Epah, não me dava jeito nenhum ficar agora sem padre (isto se já sequer o tiver tido, como pensava...).

Aaaaaaa.....Não é nada bom sinal quando ligamos ao padre que nos vai casar e ele nos diz que não tem nenhum casamento agendado naquele dia, mesmo o cartório dizendo que sim, o senhor padre confirmou que celebrará o nosso casamento naquele dia. Aaaaa....Em que ficamos afinal? De qualquer forma, para a semana já tenho reunião marcada com o sr-padre-que-não-sabe-ainda-mas-que-celebrará-o-nosso-casamento-mesmo-não-tendo-isso-na-sua-agenda. Só a mim, certo?

Eu também quero falar da praxe!

Não gosto de assistir a debates televisivos (e então debates na rádio é que não me apanham mesmo a ouvir), porque me irrita as interrupções constantes a quem está a falar, a fuga que muitos comentadores insistem em fazer a determinadas perguntas, respondendo apenas o politicamente correcto ou desviando o assunto, e a barulheira que é ter duas ou três pessoas a insistirem em falar ao mesmo tempo. Ainda assim, depois de muito sururu em redor do último Prós e Contras, decidi assistir para pelo menos perceber de que falava metade dos blogs que leio: a velha questão das praxes.

Eu já aqui referi que não sendo uma convicta anti-praxe, também não sou a maior das defensoras. Não tive uma praxe violenta, mas sim uma praxe seca e lamento mas não acho que passar quatro horas com o rabo sentado na calçada portuguesa (meu rico rabinho), sem poder falar com os outros caloiros, tenha sido um máximo em termos de integração. Mas lá porque eu não tive uma praxe violenta, não significa que ela não exista. E não gosto do argumento "Ah, mas isso não é praxe". É. Pode ser não aquilo que os defensores de uma praxe justa e limpa gostariam de ver em todas as universidades, mas sim, aquilo é praxe, na medida em que a feita em grande parte das universidades e é apelidada de "praxe". Da mesma forma que a Tupperware é uma marca de caixas de plástico para armazenamento de comida, caixas que vão ao congelador e ao microondas, etc, etc, mas nos dias de hoje chamamos tupperware a tudo o que seja caixa de plástico com estas características, mesmo que seja de marca branca. Não vêem ninguém pedir um tupperware emprestado e alguém responder "Ai, desculpa, tupperware não tenho, mas tenho aqui uma caixa-de-plástico-para-comida-que-vai-ao-congelador-e-ao-microondas da marca pingo doce, serve?". Ou seja a praxe quando foi criada poderia ter todos as intenções mais perfeitas do mundo, mas neste momento chama-se praxe à integração verdadeiramente dita e aos actos violentos também. Neste momento, se surgisse a notícia de que os tupperwares são um risco para a saúde (já agora, os de vidro são preferíveis aos de plástico, sim?), ninguém ia pensar "Ok, vou deitar fora aquele que ali tenho da marca Tupperware, mas fico com os outros cinco da marca Continente". Na verdade, seriam todos colocados de lado pois nos dias de hoje a palavra tupperware engloba a própria marca e todas as outras. Da mesma forma, a palavra praxe engloba todas as praxes com boas intenções e todas as outras.

Por isso, sim, o que se passa na maioria das Universidades é praxe e alguma coisa tem de ser alterada. Eu já disse: a minha praxe não foi violenta, mas se calhar eu até tinha gostado mais se não tivesse sido baptizada com água da ria, se não me tivessem posto ovos e farinha no cabelo. Se fui para casa a chorar? Não. Mas exactamente de que forma é que um ovo e farinha no cabelo (e uma boa conta da água para conseguir tirar aquilo no duche) me ajudou a integrar na Universidade? Eu confesso que agora, 10 anos depois, olho para trás e sei que se soubesse o que sei hoje, não teria posto um pé na praxe. Continuo a dizer que ter pessoas aos berros, impedindo-me de falar com os outros caloiros e pregando-me horas de seca, não valeu de grande coisa.

5.2.14

Uma questão de cor

Nunca fui pessoa de usar dourado. A cor prata sempre me caiu melhor e eu sempre a preferi em brincos, colares, pulseiras e anéis. Lembro-me de ainda na adolescência, comentar no carro onde ia com os meus pais, que um dia que me casasse ia usar alianças de prata em vez de alianças de ouro. A minha mãe, mulher pouco ligada às tradições (ou pelo menos eu assim o julgo) declarou "Nem penses! Alianças são de ouro por isso escolhes ouro branco!". Certo, casaria então com alianças de ouro branco como se isso me interessasse para alguma coisa: eu não queria era ouro amarelo. Ao longo do namoro, o Jack sempre soube desta minha "aversão" ao ouro amarelo. Raras são as peças que tenho neste metal e raramente as uso (embora, por exemplo, goste mais de ver roupas castanhas com acessórios dourados do que com acessórios prateados). Deste modo, sempre falámos em arranjar umas alianças de casamento em ouro branco e o assunto não tinha muito a ser discutido: era a minha preferência e a ele tanto lhe fazia. 

Para a semana vamos ver alianças e escolher aquelas que usaremos a partir do dia do casamento, e eu ando com vontade de experimentar umas alianças em ouro amarelo. Não é pela tradição (estou-me mesmo borrifando para o assunto), não é por ser o que toda a gente usa (idem idem aspas aspas), não é por serem mais facilmente reconhecidas como alianças de casamento (como se isso interessasse a alguém), mas estou curiosa para perceber se sou eu que sou mesmo mula nalguns assuntos e imbicando com a ideia que o dourado não me fica bem nunca lhe dei grandes hipóteses injustamente (e adorarei ver-me com uma aliança dourada) ou se afinal me conheço e mais vale seguir o instinto que tive desde sempre. No fundo, não quero daqui a uns anos colocar uma aliança dourada, gostar e perceber que por casmurrice comprei uma de ouro branco (que também me ficará lindamente, claro) sem dar qualquer hipótese a outra cor. O Jack arqueia as sobrancelhas perante esta minha vontade de experimentar (logo eu que tudo o que foge à minha rotina e instinto é posto de parte), mas não diz nada. Veremos para a semana, qual será a cor eleita. 

4.2.14

Coisas que me deixam fula da vida #1

Enviar um e-mail e esperar dias por uma resposta que nunca chega, obrigando a telefonar para lá para saber a resposta da qual já poderia ter conhecimento se me respondessem ao e-mail. É que já cheguei ao ponto de ir pessoalmente a um determinado sítio para, ao dizer o meu nome, o funcionário me dizer "Ah, não enviou um e-mail há uns dias?" (Aaaaaargggh, mas se o viu porque é que não respondeu, sua lesma, e eu me vi obrigada a vir aqui??????). E fico ainda pior que estragada quando isto acontece depois de contratar um determinado serviço, quando antes do contrato nunca demorava mais que 24h para responder. É mesmo a típica atitude do "Enquanto o cliente não está garantido, damos todas as informações, somos super-rápidos e simpáticos. Depois de garantido, ele que espere". Aaaarrrrrgh!

A Confissão da Parteira


Já não falo aqui de livros há algum tempo, mas deste quero falar: gostei muito, muito, ao ponto de andar com ele na carteira para aproveitar todos os minutos para ler mais umas páginas. O fim é assim daquele género que eu não aprecio muito: descobre-se tudo nas últimas páginas, uma pessoa fica radiante e depois o livro acaba. Gosto mais quando as coisas são desvendadas ao longo do último terço ou quarto do livro para poder apreciar a descoberta.

"A Confissão da Parteira" de Diane Chamberlain faz parte daqueles livros com um mistério que queremos ver a todo o custo desvendado e que nos prende até à última folha para sabermos o que se passou. Não gosto da publicidade feita atrás do livro: "Os fãs de Jodi Picoult vão adorar a escrita de Diane Chamberlain". Eu, fã acérrima de Joudi Picoult, teria achado esta frase um engodo e muito provavelmente não compraria o livro. Tudo o que é comparação com outros autores com o objectivo de vender livros é geralmente comparação mal feita e apenas o uso de um nome conhecido para dar mais importância ao autor pouco conhecido. Neste caso, é verdade que gostei muito do livro, mas ainda assim a escrita e as histórias da Joudi Picoult são diferentes e na minha opinião, melhores. De qualquer forma, ignorando esta frase publicitária, o livro prende e eu gostei muito de o ler. :)

3.2.14

Calma e histérica, em questão de segundos

Quando me perguntam se sou uma pessoa que reage calmamente em situações de stress, nunca sei bem o que responder. Na verdade, não acho que entre em pânico imediato mas também sei que não sou a pessoa mais lúcida e calma nesses momentos. No fundo, acho que o meu cérebro bloqueia com o choque impedindo-me de entrar em stress visível, mas também não me permitindo tomar decisões calmas e seguras. E como me conheço, sei que o choque passa minutos depois e aí é o descalabro. O Jack está convencido que eu seria uma óptima pessoa para estar com quem no caso de haver algum terramoto. Acha que eu facilmente e calmamente encaminharia toda a gente para porto seguro e que depois de toda a gente a salvo, desataria num pranto devido ao stress. Eu acrescento: eu entraria em histeria completa. O que aconteceu ontem mostra bem estas minhas reacções:

A porta do nosso apartamento tem uma armadilha e é preciso ter atenção ao dedos quando a fechamos. Eu própria já lá entalei um dedo e andei durante uma semana com a tinta da porta marcada a fundo numa unha. Ontem, após uma enxaqueca que o tinha deixado muito agoniado, saímos de casa e, suponho que ainda meio aluado devido à enxaqueca, o Jack não prestou atenção e entalou um dedo. Vi a cara dele de dor, agarrado ao dedo, e eu própria me encolhi sabendo bem como aquilo dói. Dizendo palavras de conforto enquanto trancava a porta, olhei para ele quando ele decidiu ver como estava o dedo. Sangue. Só via sangue. Nunca vi o Jack desmaiar e não o acho propriamente sensível a estas coisas, mas ele mal tinha comido e já estava agoniado com a enxaqueca e eu fiquei com receio que o corpo decidisse dar de si. Por isso, enquanto abria a porta, obriguei-o a olhar para mim, repetindo calmamente que estava tudo bem, que aquilo ia passar, ele que pusesse a mão para cima e que olhasse para mim. Escoltei-o até à casa de banho, passando mil e um cenários pela minha cabeça: um dedo partido, uma unha arrancada, um dedo desfeito, eu sei lá mais o quê. Abri a torneira de água fria e ele colocou o dedo por baixo, enquanto eu pensava que talvez fosse melhor ir buscar uma cadeira para ele se sentar caso se sentisse mal. Mas ele estava com melhor cara, já a inspeccionar o estrago (não foi tão mau como nos meus cenários, mas ainda assim tem ali uma bela de uma ferida) e foi aí que o meu corpo decidiu reagir ao choque de o ver magoado e de ver aquele sangue todo. Acabei eu sentada no chão da casa de banho, a ver tudo à roda, enquanto ele com o dedo debaixo de água me perguntava se eu estava bem.

Por isso, sim, tenho a certeza que após um terramoto, eu entraria em histeria completa. :)

Cadeia de correio


Tenho uma tia em Moçambique e pedi-lhe há uns tempos a morada de forma a enviar-lhe o convite de casamento por correio. Entretanto falámos e soube que ela não poderá vir (com muita pena minha porque gosto muito desta tia), mas combinámos que ela receberia na mesma o convite como um mimo. Pedi-lhe mais uma vez a morada, e ela disse-me que preferia que eu não o enviasse por correio pois poderia não chegar. Combinou-se então que eu enviaria o convite para a minha prima que está em Lisboa e que visitando os pais em Moçambique em Abril, lhes levará o convite. Toca de falar com a minha prima para lhe pedir a morada, e diz-me a rapariga que não vale a pena enviar-lhe o convite porque irá visitar os meus pais em Março e que por isso posso deixar o convite com eles, e eles lhe entregarão. Ora os convites já estão em casa dos meus pais há quase um mês e ali ficará um para a minha tia. E é assim que estando eu em França um convite chegará a Moçambique sem eu ter de mexer um dedinho que seja. O mundo é realmente muito pequeno. :) 

1.2.14

Diz-se por aí que vou casar...#7


Planos e mais planos

E daqui a uma semana estarei em pleno céu a caminho de Portugal. :D Ando doida a contar os dias, já com saudades e com vontade de estar com toda a gente. Por outro lado, há coisas que queria tratar antes de ir e nisto, uma semana parece-me pouco tempo. Agora estou a ver se organizo a agenda para a semana a dois em Portugal, porque entre entregar convites (sendo que metade dos convidados do Jack ele nem sabe bem onde é que eles vivem.....Estou desgraçada e já me estou a ver a perder horas à procura deles), procurar alianças, reunir com o fotógrafo (que vai implicar um viagem jeitosa de carro até chegar a ele), ir à quinta, ver o bolo, ver a decoração, ver as flores, ir ao cartório, ir à cabeleireira e maquilhadora combinar a prova e as coisas para o dia (sim, sim, eu sei que é cedo, mas se tudo correr dentro do previsto já só volto a Portugal para o casamento, e portanto há coisas que ou são tratadas já ou apenas na véspera, e isso não me apetece), procurar sapatos e mais umas pequenas coisas, cheira-me que o tempo vai ser apertado. Enfim, quem me manda emigrar e planear um casamento à distância? :)